Archive | outubro, 2015

O que o DVD de Ultraman e One Piece têm em comum?

28 out ultraman-dvd-capa

Hoje em dia temos que tomar cuidado com tudo o que falamos, certo? Uma vez, por exemplo, citei que uma certa emissora provavelmente não tinha os direitos autorais para exibir uma certa produção japonesa (talvez porque às vezes chegava a aparecer o menu do DVD na tela). Como resultado, recebi um gentil email do dono da emissora meses depois pedindo que a matéria fosse tirada do ar. Pois bem, recentemente uma empresa aí lançou um box de DVD com a série Ultraman, e algumas pessoas me mandaram mensagem pelo Facebook falando “olhalá, Mara, o lançamento é piratão!!!”.

Obviamente eu não posso sair por aí fazendo uma matéria acusando a empresa de fazer algo assim. Ainda mais uma empresa que lançou diversos produtos nostálgicos nos últimos tempos, como um box de Caverna do Dragão (curiosamente as legendas são iguais às encontradas na Internet e o áudio não tem a abertura dublada, que foi exibida pela primeira vez no Burajiru anos depois quando passou no Gloob) e várias outras séries japonesas consideradas clássicas. Por mais que exista material para acusar a empresa, principalmente porque os direitos do personagem estão em disputa judicial entre duas empresas há tempos, acho que o melhor que podemos fazer é expor o comentário de alguém que comprou, não é mesmo?

Com vocês, o relato do comprador Marcelo Del Greco:

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Com essas informações, já posso responder a pergunta do título da matéria: o DVD de Ultraman e One Piece têm em comum… um lançamento bem ruinzinho aqui no Burajiru

ONU quer que Japão pare com pedofilia nos mangás e agora fodeu pra toda a indústria

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E aí, seus otakus que acreditam que a Grande Nação Japonesa é uma maravilha cultural. IKIMASU ver o que deu no site da Exame?

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E se você tem aquele déficit mental, o primeiro parágrafo resume bem o que a ONU tá pedindo para a terra do Osamu Tezuka:

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Eu poderia fazer um textão enorme falando que a ONU não está errada em pedir isso e que há muito tempo os quadrinhos japoneses ultrapassaram e muito o tolerável no que se trata a exploração de imagem sexual de crianças. Mas no lugar disso eu prefiro mostrar alguns exemplos de coisas que a ONU não permitirá e que vocês leem nos seus mangá:

Não vai poder mais rolar maior de 18 assediando sexualmente meninas menores de idade:

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Assim como tá proibido um cara maior de idade namorar uma simples colegial:

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PRINCIPALMENTE se ela for uma criança de 10 anos:

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OU DE NOVE ANOS:

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Parou também com essa de uma moça de 14 anos se insinuar sexualmente para um ancião tarado (e para tartarugas):

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Ou mesmo que seja aceitável um mangá com meninas de 14/15 anos que apenas serve para exibir umas calcinhas:

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OU SEJA…

ACABARAM DE ANUNCIAR A INTERDIÇÃO DE TODA A OBRA DO KEN AKAMATSU:

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Homens se magoam com mangá de autora mulher e a editora paralisa o título

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Ohayo, caros otakus! Sobreviveram aos dois dias de provas do ENEM? Estão mais aliviados que os textos falando sobre feminismo estarão apenas no seu Facebook em vez de uma prova que vale uma vaga na sua faculdade? Desculpa avisar, mas o assunto de hoje ainda tem a ver com o assunto, então lide com isso. IKIMASU ver o que deu no Shoujo Café?

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DEIXA EU VER SE A OTAKA AQUI ENTENDEU!

A autora Akiko Higashimura fez um mangá que fala sobre um dojo que treina rapazes que não estudam e nem trabalham a conseguirem uma esposa rica pra bancá-los, aí os leitores do sexo masculino ficaram ofendidos com a DISCRIMINAÇÃO e acusam a autora a DIFAMAR os homens. Agora o mangá está na geladeira porque a autora quer retrabalhar o título (sabemos que é mais fácil sair mais um volume de Kekkaishi por aqui que esse negócio voltar).

Eu entendo que a Kodansha segue o público e não faz sentido manter um mangá que é rejeitado (ou vocês acham que a autora decidiu paralisar por livre e espontânea vontade?), mas onde já se viu o público rejeitar um mangá que mostra mulheres tratando homens que nem objetos? Pense no oposto: sabe o que aconteceria se a Kodansha publicasse um mangá que tem um personagem principal do sexo masculino que trata mulheres que nem objeto em cenas de assédio?

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Ele seria um sucesso de vendas e chegaria até o Burajiru

[ATUALIZADO: Tinha uns erros de informação, mas já me avisaram no Twitter e nos comentários e agora tá tudo certo]

Turma da Mônica Jovem ganha anime e blog Mais de Oito Mil é impedido de analisar

20 out maisdeoitomil-monica

E aí, minna! Tudo bem? Aqui não pois, mais uma vez, fui impedida do meu direito de jornalista respeitável de expor a minha opinião sobre um material que renderia milhões de cliques para o Mais de Oito Mil. Fiquei muito animada quando sites anunciaram que essa semana foi a estreia do anime de Turma da Mônica Jovem, afinal todo mundo sabe o quanto curto analisar animes nacionais.

O anime estreou sim, mas quando fui ver na internet o que tinha sobre o capítulo, eis o que aconteceu:

O Senhor Mauricio de Sousa, ciente que eu iria fazer um post para comentar sua animação nacional, propositalmente fez com que o primeiro capítulo fosse um copiar e colar de uma história do mangá que EU JÁ TINHA ANALISADO AQUI NO BLOG (e você pode reler clicando aqui). Isso foi claramente feito na intenção de me prejudicar, afinal eu não tenho saco para inventar novas piadas para esse negócio.

Então ficou assim, Senhor Mauricio de Sousa. Deixa aparecer um outro episódio que aí seu anime nacional não sairá impune!!!

Meu Passado Otaku – Matéria sobre otakinhos na Revista Veja em 2003

19 out passado-otaku-veja-capa

Você jovem otaku que grita ensandecidamente para pirralhos YouTubers cujas apresentações no Anime Friends consistiam em fazer gritaria deve achar que essa febre das otakices é algo muito recente, mas não. Há otakus de décadas atrás que já se reuniam para participarem de eventos ainda mais desagradáveis que os de hoje em dia. Em 29 de janeiro de 2003, a revista Veja publicou uma matéria sobre o mundo dos otakus após a realização de um evento de verão chamado Anime Festival (que não foi citado na matéria provavelmente porque São Paulo colocou sigilo de 15 anos nele), e eu achei tão maravilhosa que decidi criar até uma nova seção para o Mais de Oito Mil: que tal lembrarmos como era a cobertura de matérias antigas e comparamos com os eventos de hoje? IKIMASU!!!

A edição da famosa revista semanal tinha uma capa falando sobre diabetes (hoje já sabemos que eles só usavam matérias sobre saúde quando acontecia alguma denúncia contra o PSDB ou quando estavam sem imaginação para acusar o recém-eleito Lula), mas é no miolo que a jornalista Thaís Oyama (hoje uma das redatora-chefe da Veja) se aventurou no mundo otaku para essa matéria:

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A reportagem é muito maravilhosa porque, mesmo falando sobre o passado, muita coisa é compatível com os tempos atuais. A começar com a descrição do que é um otaku brasileiro:

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~encontro de mangamaníacos~

Mesmo com esse uso de palavras, não é que Thaís conseguiu definir bem os otakus? Ou vai me dizer que a mãe de vocês nunca chamou para mostrar qualquer matéria aleatória na TV que mostrasse a Grande Nação Japonesa? E antes de questionar as respostas da pobre estudante de computação gráfica Suzy Costa (que eu tentei em vão encontrar no Facebook), principalmente por gastar 24 horas do dia pensando em animes maravilhuósos como Love Hina, vamos ver quem foi o outro personagem escolhido para essa matéria?

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SIM, ISSO ESTÁ ACONTECENDO!!! O nosso famoso Ricardo Cruz também apareceu na matéria da revista especializada em chorume!!! Na época com 21 anos e bem longe de ser o primeiro cantor brasileiro do JAM Project, Ricardo era apenas cantor de karaokê que levava a multidão de tokukus às lágrimas com seus hinos oitentistas que exaltavam heróis com roupas de alumínio. Sorte que o tempo passa, embora Ricardinho ainda cante essas mesmas músicas levando tokukus (cada vez mais velhos) a desidratar mais um pouco.

Aliás, reparem como a revista escolheu os mangás mais representativos daquela época para ilustrar:

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(o Gen americano, as capas psicodélicas de DBZ, os meio tankos de 90 páginas da JBC e o fracasso de vendas DR Slump, que mesmo tendo sido um fracasso e não ser assim tããão divertido ainda tem otaku implorando para que seja publicado)

E já que falamos de mercado editorial:

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Peraí, tá certa essa conta de um milhão de exemplares por mês em 2003? Alguém pode dar uma luz?

E como faltava espaço para ocupar duas páginas e não tinha mais com o quê a Thaís enrolar, deram uma passadinha no andar da Capricho e prepararam um teste super atual para você saber se é um otaku:

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UFA, EU NÃO SOU OTAKU!!!

Como era o mundo quando James Cameron conseguiu os direitos para o filme de Battle Angel Alita

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Hoje saiu uma notícia que abalou o mundo dos animes e mangás (se bem que esse mundo tá tão parado que até anúncio de capa de Yu Yu Hakusho ganha destaque na imprensa): James Cameron finalmente desocupou a moita e passou a direção do filme live-action de Battle Angel Alita para Robert Rodriguez.

Para você que não tava sabendo, o diretor do Titanic e principal responsável pela morte trágica do diCaprio tinha os direitos para fazer um filme de Gunnnnnnnnm (sei lá quandos Ns tem isso), mas ele ia deixar pra fazer depois de terminar a trilogia dos Avatar. Como até 2050 os direitos devem vencer, a Fox (a mesma do maravilhbleargh filme de Dragon Ball) mandou ele passar pra outro cara.

A primeira notícia sobre um filme live action de Battle Angel Alita é de junho de 2000. DOIS MIL!!!! Para ter uma ideia, preparei um post bem Buzzfeed para ilustrar que em 2000…

…a Conrad ainda não tinha publicado nenhum mangá com leitura oriental ainda!

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…o máximo que tínhamos era publicado em formato americano, como o mangá das Aventuras Elétricas de Pikachu e o Ranma 1/2 da Animangá.

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…foi a estreia de Digimon 02, aquela temporada que eles envelheceram os personagens e já deu bosta (hoje em dia tão fazendo a mesma coisa mas a galera tá no uhuuuu digimon!!!11)

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…Yugi invocou o Exodia pela primeira vez no anime de Yu-Gi-Oh!

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…e a tia Rumiko viu seu Inuyasha virar anime sem imaginar que ele seria interrompido sem um final (sorte que depois teve mais um anime).

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…os primórdios dos fansubs do Burajiru começaram a disponibilizar Love Hina em arquivos rmvb de 20mb

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…o Toriyama fingiu que sabia fazer coisa diferente e fez Sandland.

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…começou a ser publicado Ikkitousen no Japão (e seria publicado aqui 13 anos depois).

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…a Shonen Jump ainda não tinha Bleach, mas já tinha One Piece, Naruto.

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…aliás, Hunter x Hunter já estava sendo publicado na Jump faz um bons anos.

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…foi o lançamento do jogo que popularizou o assassinato de pessoas em piscinas.

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…assim como o lançamento do console mais vendido de todos os tempos, o PS2.

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…ainda tinham músicas das Destiny’s Child e do ‘N Sync nas paradas musicais.

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…e Geraldo Alckmin já estava envolvido no Governo de São Paulo

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Mais de Oito Mil Investigations: Afinal, o tal formato BIG da JBC vale a pena?

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O Mais de Oito Mil é um blog com o padrão Gangsta de transparência, então eu sempre mostro para vocês tudo que acontece aqui por trás e vou atrás de possíveis respostas. Então hoje é o dia de solucionar uma dúvida que está apertando o kokoro de muitos de vocês: quando é que vai sair o mangá de Jobs? afinal, o tal formato big que a JBC inventou de lançar Éden e agora Blade – A Lâmina do Imortal é realmente uma vantagem para o leitor? IKIMASU atrás disso agora ressuscitando a mais querida das nossas sessões do blog, aaaa…

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Vamos começar contando que o formato big da JBC para lançamentos de mangás é tão original quanto o conceito por trás daquele quadrinho nacional Brasimon que era feito pelo Daniel HDR (quem nunca tem uma mancha no currículo que atire a pokébola). Assim como a tal “black edition” de Death Note, o formato BIG foi inventado pela VIZ Comics nos Estados Unidos. Para quem não sabe, ela é a detentora dos direitos ocidentais dos mangás da Shueisha entre outros, por isso nos nossos mangás vêm tudo escrito que foi a VIZ que descolou as fitas pras editoras.

E então, como são os mangás BIG da VIZ? Eu cheguei a ir atrás de um release da própria editora, mas a melhor explicação do que se trata eu encontrei no maior poço de sabedoria da Internet depois do Akinator: o Yahoo Respostas. Confira a explicação:

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Ao contrário dos vestibulares, não é obrigatório saber inglês para acessar o Mais de Oito Mil (mas é uma boa saber interpretação de texto, viu?), então vou resumir que uma edição BIG é uma compilação de vários volumes, geralmente 3, com algumas páginas a mais e um formato maior. Essas compilações são “caras”, mas custam mais barato que comprar cada um desses 3 mangás separadamente. Mas como não é muito bom acreditar no que vemos pela Internet, fui até o site da VIZ conferir os valores de capa das edições BIG de Dragon Ball. IKIMASU fazer as contas?

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(Curiosidade: os mangás que a VIZ lançou no formato BIG são Dragon Ball, Dragon Ball Z, Fushigi Yuugi, Hot Gimmick, Inuyasha, Rurouni Kenshin e Vagabond. Façam um esforço e encontrem o mangá ruim que foi lançado nesse formatÉ CLARO QUE É INUYASHA, PQP QUE COISA RUIM)

Enfim, reparem que eu destaquei duas coisas com minha caneta cor-de-rosa: a edição BIG corresponde a TRÊS volumes de Dragon Ball, e custa 19,90 dólares (que convertendo para reais segundo a cotação de 11/10 dá o valor de uma cobertura na Avenida Paulista). O mesmo site informa que o valor de capa de cada volume Dragon Ball é de 9,99 dólares. Eu acho que até você de humanas deve ter percebido que a edição BIG da VIZ é no melhor estilo “leve 3 pague 2” não é mesmo?

Já a JBC decidiu usar o formato big com Éden, mangá que já tinha sido cancelado pela Panini após alguns volumes lançados. Com toda a pompa, a JBC revelou que a nova edição seria um compiladão de luxo de dois volumes originais custando 40 reais. E, para não mudar o regime de trabalho dos estagiários da JBC para a categoria “escravidão” e também não pesar no nosso bolso, decidiram que o lançamento seria bimestral. Claro que mesmo assim muita gente reclamou do preço, e Cassius Medauar deu uma daquelas indiretas no Twitter dizendo que…

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…como se a possibilidade de se encontrar descontos fosse justificativa para deixar o preço final bem caro. Enfim, cês sabem quanto tá custando um mangá da JBC em offset? Vou pegar como base o Yu Yu Hakusho porque foi o primeiro que encontrei aqui na minha estante é um mangá de renome e qualidade: 15 reais. Ou seja, se eu comprasse dois volumes, pagaria 30 reais. Então, como é que a edição big da JBC consegue custar mais? Fora que… se o formato big da JBC é bimestral e equivale a dois volumes de Éden… é a mesma coisa que lançar o Éden num tanko mensal como a maioria dos lançamentos da JBC, só que com um preço 5 reais acima do normal em casa um!!!

“Mas Mara, sua blogueira que diz ter senso crítico mas que comprou Princesa Kilala, isso quer dizer que o tal formato big da JBC não vale a pena?”

A resposta é: depende. Para o leitor é um chute no saco pois você paga mais por um produto que nem é tão ~bacanudo~ assim no sentido gráfico do que se ele fosse lançado em formato tanko. Já para a JBC compensa pra caralho: nas várias palestras que aconteceram, Cassius Medauar e Marcelo del Greco (os editores da JBC e do Ink Comics) explicaram que geralmente a curva de vendas de um mangá despenca depois do primeiro volume, ou seja, as pessoas vão deixando de acompanhar com o tempo. Se a coleção de Éden tem menos volumes, quer dizer que a curva teoricamente vai cair menos, então é sucesso!

Resolvido o mistério, agora podemos partir para ma investiação muito mais difícil: AFINAL, O QUE É O SELO INK COMICS?

JBC deixa Akira de lado e prefere lançar desenhista de Another

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Não sei se foi uma visita à Aparecida Liberato, mas a JBC incorporou o espírito do gerente que enlouqueceu e fica fazendo anúncios toda semana que o Henshin Online atinge números especíificos. Dito e feito, Cassius Medauar anunciou hoje a publicação de Blade – A Lâmina do Imortal (Para você que é novo demais a ponto de não entender 2/3 dos posts do Canal Nostalgia, a Conrad havia licenciado esse mangá, séculos depois começou a publicar e pouco tempo parou antes do fim).

Além disso a JBC aproveitou para falar que teve notícias sobre Akira e Ghost in the Shell, aqueles lá que eles anunciaram com pompa no meio do ano e prometeram lançar na CCXP. bem, a notícia é que baixou o espírito de porco Naokístico e os mangás não devem sair esse ano porque só agora estão cogitando mandar o material para a JBC.

Mas não pense que você otaco vai à CCXP apenas para gastar tempo nas intermináveis filas de celebridades do quilate do Ranger Vermelho e sair de mãos abanando, porque a JBC anunciou com exclusividade que o desenhista de Another, Hiro Kiyohara, estará aqui no Burajiru para presentear os fãs com algum autógrafo chocho dado num cartão e se pá aquela besteira de não deixar ser fotografado. O desenhista também poderá responder às perguntas imbecis da imprensa especializada (pffff) do tipo “cê já tomou caipirinha? risos risos risos”.

De qualquer forma, parabéns à JBC tanto por trazer um autor de mangá para o Burajiru quanto dar satisfação quanto aos mangás que anunciaram, porque a dona Panini também fez uma caralhada de promessas e até agora nada de datas. E embora seja uma piada recorrente essa coisa de Another, essas duas coisas mostram que a JBC tem um compromisso com o público e, acima de tudo, um respeito muito grande com os autores de mangás.

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Às vezes

Nenhum otaku vai acreditar nisso que vi no Facebook…

8 out zoeira-face

Isso mesmo, uma chamada sensacionalíssima para fazer propaganda da PÁGINA NO FACEBOOK DO MAIS DE OITO MIL. Sim, estamos em DOIS MIL E QUINZE e o blog finalmente ganhará um local na rede social mais visitada pelos tios, avôs e pelas mães que fazem comentários constrangedores nas suas fotos, tudo para que consiga ser revelante a ponto de conseguir credencial em eventos sérios.

“Mas Mara, sua blogueira gorda que não toma Omega 3, o Mais de Oito Mil já não teve uma outra página no Facebook?”

E você lá é fã de Cavaleiros pra se importar somente com o passado? Então pronto! Pra quem quiser acompanhar a página no Mais de Oito Mil é muito simples, basta clicar no link abaixo que tem um discreto “clique aqui” escrito e clicar naquele joinha do demônio. Aí você terá acesso aos posts que você já lê por aqui, além de montagens… bem… que você também já vê por aqui…, fora o conteúdo exclusivo que… ah… já faço no Twitter… Enfim, ajuda a tia:

CLIQUE AQUI E CURTA

E essa transparência da JBC, heim?

3 out transparencia-gangsta

Enquanto nos anos 90 a onda era namorar pelado, aqui no século XXI o grande problema que aflige a nossa nação é a transparência dos papéis dos mangás. Recentemente, a JBC lançou Ultraman e Gangsta e os fãs reclamaram muito no Twitter pela qualidade deles (principalmente do segundo). Muita gente mandou mensagem para que eu falasse sobre a transparência, então finalmente vocês terão o tão esperado post.

Na verdade, eu vou falar bem pouco, porque eu quero mostrar é isso:

Sei que parece que sou sou a Hater nº1 da JBC, mas eu estaria aqui aplaudindo de pé o sr editor sem orelha Cassius Medauar por ter sido tão transparente assim com os leitores. Querendo ou não, a JBC é a editora que mais se comunica com as pessoas (a Newpop sempre é meio atrapalhada e a Panini é tipo o sempai que não nota a gente) e se expor dessa forma mostra muito como eles prestam atenção no que reclamamos. Seja justo ou injusto.

Para você que não viu o vídeo, Cassius explica como funciona papel (pois o que tem de especialista na área nos campos de comentários do Jbox…), responde a alguns argumentos e… ASSUMIU QUE GANGSTA ESTÁ TRANSPARENTE.

Agora que o assunto do papel está explicado (pelo menos pelo lado da JBC), agora podemos voltar à programação normal que envolve criticar o monte de anime genérico que vai estrear no outono da Grande Nação Japonesa.