Archive | setembro, 2016

BOMBA! Rede Brasil exibirá Cavs e DBZ… DE FORMA LEGAL!!!!!!!!!

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Tô muito chocada com a notícia do dia referente aos guerreiros Z (alguém explica esse termo?) e aos defensores de Atena. Vamos ver o que deu no Site dos Cavs?

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Segundo o print (que obviamente vocês não leram por causa do visual carregado e das exaltações desnecessárias ao clássico do Masami Kurumada), a Rede Brasil exibirá tanto Cavaleiros do Zodíaco quanto Dragon Ball Z e o acordo foi fechado com a Toei. Claro que assim que li essa notícia já fiquei com o dedo coçando, afinal a fama da Rede Brasil é de… bem

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Lembro bem da vez que eles começaram a exibir Sailor Moon e eu fiz uma matéria aqui no Mais de Oito Mil questionando se eles tinham mesmo adquirido os direitos para exibir a série clássica com a dublagem da Gota Mágica. Eu até linkaria aqui a matéria, mas tive que tirá-la do ar após um email muito gentil de um representante jurídico do dono da emissora.

Eu continuei achando bem estranha essa história, mas o Site dos Cavs disse em sua matéria que foram até os estúdios da Rede Brasil acompanhar a assinatura do contrato. Esse site de fãs é conhecido por usar muitas exclamações e fazer uma idolatria desenfreada do anime, mas eu sei que eles não mentiriam nisso. Então a grande notícia nem é o retorno de duas séries cheirando a mofo, e sim que elas vão voltar de forma legal pela Rede Brasil.

Vamos ver se os animes conseguem melhorar a imagem de uma emissora que não tem muitas boas notícias relacionadas nos sites televisivos, não é mesmo?

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DENÚNCIA! Está acontecendo uma terrível Guerra Fria entre as editoras

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Você sabe o que foi o período da Guerra Fria? Segundo as aulas de História na época que as matérias não desapareciam com canetadas, é um período de guerra ~silenciosa~ entre Estados Unidos e a União Soviética. Ambos os lados estavam ~secretamente~ preparando uma corrida armamentista para contra atacar caso o outro lado ameaçasse começar uma guerra de verdade.

Caso você seja como qualquer usuário médio da internet e tenha dificuldade de entender parágrafos sobre assuntos complexos, um resumo do tópico histórico pode ser visto no meme da Inês Burajiru disponibilizado a seguir:

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A minha denúncia, no entanto, não se refere a grandes potências mundiais, e sim a editoras de mangás do nosso mercado nacional. Como vocês devem saber, o ano de 2016 foi escasso em anúncios porque as editoras perceberam que não havia espaço físico em banca para tanto tanko sendo lançado. Em especial a editora JBC, que viu em 2016 uma queda vertiginosa no número tanto de anúncios quanto de piadas homofóbicas em palestras (mesmo eles tendo lançado uma piada transfóbica de forma terceirizada no Henshin+). Assim, o mercado nacional de mangás se encontrava em paz, tanto que é até bonito vermos uma postagem assim como a da Panini em seu Facebook, após publicar um fanart de Fairy Tail (que é da JBC):

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Essa postagem, que é quase um We Are The World das editoras de mangá, na verdade é apenas uma sensação aparente, porque TEM UMA GUERRA FRIA ROLANDO NOS BASTIDORES (demorei dois parágrafos para chegar no assunto, mas foda-se). Tudo começou quando espiões especializados perceberam que a JBC estava preparando um grande anúncio. Tentando barrar a estratégia, a maravilhosa Beth Kodama já se posicionou no garrafão para impedir essa jogada da JBC numa postagem cifrada que a equipe de inteligência do Mais de Oito Mil (composta pela Ba-chan) conseguiu encontrar o segredo:

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No entanto, o tal anúncio da Panini não foi feito semana passada porque a editora decidiu deixar para esta semana. Enquanto esperamos essa bomba da Panini, a JBC veio preparando o terreno para um grande anúncio feio da forma mais eficiente de marketing que existe. Divulgação ampla nas redes sociais e apoio da imprensa especializada (pff)? CLARO QUE NÃO, estamos falando da JBC! O método de divulgação foram as boas e velhas DICAS DO FAUSTÃO para os seguidores descobrirem o título:

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Mas a Panini não podia ficar calada com esse movimento, e ~coincidentemente~ usuários desocupados logo encontraram uma imagem muito suspeita num site da editora, insinuando um possível lançamento de Slam Dunk versão kanzenban, conforme podemos ver na imagem abaixo viralizada em muitos grupos de mangás:

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No entanto, os mesmos grupos logo foram avisados que se tratava de um erro, e que o número de volumes 24 na verdade era de um template de outro mangá da editora, e não uma confirmação da versão de colecionador do mangá. Legal que o erro foi o número de volumes, e não a Panini ter usado uma imagem de SCANLATION no template (vejam o que tá escrito embaixo do “jump comics”). Mas isso já foi o bastante para que Cassius Medauar, o editor cuja orelha foi arrancada por Seiya, usasse também suas redes sociais para insinuar novidades envolvendo a coisa mais importante para os otacos hoje em dia. Mangás de qualidade? NÃO! Brindes!!!!

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É quarta-feira ainda e as duas potências editoriais seguem nessa disputa silenciosa sobre o anúncio da semana, uma guerra fria de ocultação de contratos orientais e disputa pela atenção do público otaco. A JBC planejou seu ataque para a sexta-feira, será que a Panini vai soltar sua bomba antes? Depois? Durante? Será que é Slam Dunk kanzenban? Será que a JBC vai confirmar o Hokuto no Ken depois das boatarias? SERÁ JOBS? Será Jojo? Será transparente? Será meio-tanko? Será do mesmo desenhista de Another? Saberemos disso a qualquer momento, quando as duas editoras liberarem suas armas.

Aos otacos, só resta esperar.

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Ok, e pra NewPOP também só resta esperar. Força aí que uma hora vai!

Análise – Quem se salva no Henshin Mangá #02?

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Preocupada com a falta de investimento em quadrinho nacional após o naufrágio da Ação Magazine, a JBC tem promovido anualmente o BMA, um concurso para escolher uma história em estilo mangá. Segundo os meus leitores, estou sendo paga pela JBC para falar bem dela e mal da Panini, então nada mais óbvio que eu aproveitar o lançamento dessa antologia para falar muito bem dos maravilhosos mangás nacionais publicados na antologia deste ano, certo? Então IKIMASU ver o que tem de bom e o que não serve nem pra forrar a gaiola do periquito!

Para começar, eu não lembro de ver uma coletânea que representasse tão bem o mercado nacional. Isso porque o mangá traz uma reimaginação do Brasil e toda a sua cultura? Claro que não, e sim porque temos um apanhado de histórias que o traço é aceitável, mas que a maioria da história não consegue nem ao menos te fazer virar a página. Ano passado também tinham umas histórias ruins de doer, mas a qualidade de “Quack”, “Crishno, o Escolhido” e “Starmind” salvavam todo o negócio. Mas vamos dar nomes aos bois, né não?

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A primeira história se chama “Maria” (de Fabiano Ferreira) e conta a história de uma guerreira furry que enfrenta diabólicas releituras folclóricas brasileiras em umas lutas que são meio paradinhas. O que deu pra reparar é que o autor pensou em uma ideia interessante, mas ficou travado na duração curta do capítulo e entregou algo parecido com um coito interrompido. Talvez faça muito sucesso nos encontros furry que andam rolando no litoral.

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Segundo temos “As Loucas Aventuras de Jay Comet” (de João Eddie), sobre uma garota chamada Jay Comet (ah vá!) que é uma patrulheira espacial que faz mais referências que os filmes da Marvel juntos e que tenta desesperadamente arrancar uma risada do leitor enquanto resolve tretas com povos de outro planeta. Eu não vi uma linha de roteiro, apenas um checklist de referências e memes que deixou a leitura tão engraçada quanto olhar o meu saldo bancário no final do mês. Se é pra ler algo que tenta me divertir fazendo mil referências, eu prefiro pegar um volume de Turma da Mônica Jovem escrita pelo Cassaro pois pelo menos é mais barato. Espero um mangá sem referências do autor pra poder julgar melhor a habilidade dele, porque essa tentativa aqui não se salvou nem com o traço legalzinho.

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Tá difícil seguir? Tá sim! O mangá da imagem acima é “Träumen” (de ORO8ORO) e a proposta é tão fácil de entender quanto o pseudônimo do autor. Sério, eu nem estava muito cansada e tive que ler duas vezes para ao menos tentar fazer um resuminho. Entendi que é um cara que derrotou um monstro e agora foge eternamente do pessoal, mas eu JURO que não entendi o final até agora. Posso ter falado meio mal, mas às vezes pode ser o novo Evangelion e eu não tô sabendo.

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Quando eu já estava achando que o sindicato dos autores de quadrinhos nacionais havia feito um pacto para que ninguém enviasse obras para a JBC, apareceu “Chuva de Meteoros” (de Rafael Brindo) e pude ver que ainda havia esperança. É uma história simples de um grande incidente que poderia ter acontecido se não fosse aquela criança intrometida e aquele cachorro, mas o autor soube fazer uma historinha bem divertida.

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E, para fechar a edição, a verdadeira boa história do rolê é essa da imagem acima. “Escarra Brasa” (da dupla Rafa Santos e Wagner Araújo) é uma história realmente muito boa em nível profissional mesmo, mesmo com o traço que é mais inconstante que a periodicidade da NewPOP. É como se fosse um Samurai X do cangaço, só que com um pouco de bruxaria e um protagonista que não tá muito contente com a mudança de personalidade que ele teve. Se tem alguma história que merece virar série, essa é “Escarra Brasa”.

E como nem só de histórias medianas se faz uma antologia nacional, a JBC manteve a tradição do primeiro volume e apresentou o primeiro reality show de mangás do país. Eu explico: depois das histórias, os jurados falam sua opinião e podemos imaginar todo mundo numa bancada falando como se estivessem na bancada do The X Factor. Esse ano tivemos um corpo de jurados muito variado composto por cinco homens, e em geral rolou apenas as avaliações rasas de sempre. Histórias ruins eram elogiadas, toda história de humor era descrita como “se inspirou em Toriyama” (esse povo precisa de uma bagagem de quadrinhos maior, heim) e tivemos uma pequena amostra de que o mercado nacional não vai pra frente porque ninguém tem coragem de criticar as coisas. Quer dizer… QUASE NINGUÉM. Arnaldo Oka assumiu a posição de jurado amargo e falou todas as verdades possíveis aos autores dos mangás. Eis minha crítica favorita feita por ele sobre o “As Loucas Aventuras de Jay Comet”:

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Inclusive eu até peguei muito leve com as histórias, se comparar com as críticas certeiras do Oka-sama!!!

“Impressões finais”

A JBC embarcou na onda da Panini e ofereceu um mangá que a tinta “carimba” a página ao lado, dando um efeito próximo ao das odiadas transparências. Parabéns pela impressão final!

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Analisando Especial: 3ª parte de Digimon Tri é o Ctrl+Alt+Del da desgraça

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Preparados para um grande resumo crítico do que rolou na terceira parte de Digimon tri? Então IKIMASU que dessa vez ficou grande!

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Depois do último episódio em que Meucumon revelou estar infectado, matou o pobre Leomon e fugiu para o Digimundo em um plano maléfico feito por nada menos que Ken, o Imperador Digimon da segunda temporada que não era lembrado nem por TK e Kari que protagonizaram aquela sandice ao lado dele, coisas estranhas começaram a acontecer no mundo. E para explicar isso para os espectadores, vemos a organização secreta falando bem de longe:

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Na busca de pistas sobre o aparecimento do Imperador Digimon, Kari e TK decidiram usar a rede mundial de computadores para procurar o carinha, certo? Errado! Usaram um método de investigação analógica e foram ver se ele tava na casa dele.

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Preocupados com a infecção e com o custo de animar os Digimons em vários episódios, os digiescolhidos decidiram trancafiá-los numa televisão de plasma enquanto conversam (de costas para economizar animação) sobre os próximos passos:

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Cansado de ser deixado de lado por só saber tocar instrumentos musicais, Matt vai atrás da organização secreta saber que porra tá acontecendo. Depois que ele vai embora, ficamos sabendo que a organização secreta é tão secreta que não revelaram os planos verdadeiros pra ele:

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Por sorte temos um personagem que é muito inteligente e conseguiu descobrir logo o que tá rolando, em vez de ficar 3 dias acordado na frente do computador sem achar nada, né?

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Joe, que passou a segunda parte de Digimon Tri ausente por causa do vestibular e milagrosamente agora nem se lembra mais das provas, foi com TK visitar Izzy para descobrir se ele tinha achado o que tava rolando. A resposta?

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Os Digimons saem da televisão e TK percebe que Patamon está infectado. Em vez de avisar seus amigos que seus digimons estão em perigo e que precisam rapidamente achar uma cura, o que rolou foi isso:

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E é isso que acontece. Todo o dinheiro que a Toei poderia ter gastado com lutas animais e conflitos psicológicos foi usado para uma música triste e um diálogo entre TK e Patamon que arrancou lágrimas até de uma blogueira gorda que tá odiando esse anime:

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E como o foco desse episódio é o DRAMA SEM LIMITES, TK conversa com vários personagens e só menciona a infecção para a Mei (que, como é personagem nova, nem conta no quesito desabafo). No fim, Kari recebeu uma ligação muito sinistra:

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Patamon sabe que está infectado, certo? Então é só ele chegar pra um humano e falar isso, assim todo mundo pode correr e descobrir como resolver o problema, certo? ERRADO. Patamon conta sobre seu problema para todos os digimons e todo mundo decide fazer a coisa mais jumenta do mundo:

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E lembra que a Kari ficou possuída?

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Dessa forma, todos os digimons decidiram passar um episódio de despedida com seus parceiros:

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Opa, me enganei, essa última imagem não era para ser de drama, aconteceu um diálogo muito importante:

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Força, Izzy, falta pouco para você descobrir o grande mistério que você está há 3 episódios procurando!

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Como é clichê em Digimon Tri, os episódios múltiplos de quatro são os que têm as cenas de ação que todo mundo gostaria de ver em todos os episódios. Infelizmente, metade do capítulo é ocupado pelas digievoluções e por cenas randômicas do Meucumon destruindo o Japão. E descobrimos que o grande objetivo do episódio é fazer com que Meucumon fique dentro do digimundo pra não dar merda por aqui.

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Enquanto Angemon se infecta de vez, fica possuído e começa a lutar contra seus amigos, Izzy faz A GRANDE E ESPERADA DESCOBERTA:

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Mano, sério que você passou QUASE QUATRO EPISÓDIOS PARA CONSTATAR ALGO TÃO IMBECIL ASSIM????? Bem, de posse dessas informações, Izzy chega até o campo de batalha com uma solução que ele tirou obviamente do cu:

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O reboot foi ativado e os digimons decidiram não entrar no campo de backup. Assim, a fresta sumiu, eles desapareceram e a solução que o Izzy levou quatro episódios para bolar NÃO SERVIU DE ABSOLUTAMENTE NADA!

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Passado algum tempo depois do incidente, os digiescolhidos estão sofrendo com o sumiço dos digimons. Me perguntei por que tanto sofrimento, sendo que no começo de Digimon Tri eles estavam na mesma situação e todo mundo tava tocando sua vida, mas lembrei que não posso questionar o drama dessas cenas de música triste e olhar perdido:

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Aí todo mundo teve a mesma ideia de bosta: “e se a gente for pro Digimundo encontrar nossos digimons que perderam a memória da gente?”. Ideia aceita pela Toei por motivos de: MAIS DRAMA.

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O que será que nos espera na continuação desse anime? Será que consiguirei assistir tudo sem dormir que nem dessa vez? Saberemos disso não sei quando! E não deixem de reler as análises das partes um e dois aqui.

Editora Abril esquece mangá de Kingdom Hearts em churrasco

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A gente vive falando de Panini pra cá, JBC pra lá, temos até espaço para a desaparecida Nova Sampa. No entanto, esquecemos que há mais um pilar que sustenta nosso frágil oceano de mangás, e esse pilar é conhecido como Editora Abril. Embora seja uma das maiores editoras do país e publique dezenas de revistas que são consideradas importantes por um povo aí, ela nunca teve muito sucesso com mangás. Tentou lançar Digimon e Medabots, mas os trecos eram tão ruins que foram descontinuados (pelo bem da nossa sanidade mental). Em algum ponto do passado,  entretanto, ela percebeu que poderia lançar mangás da Disney e deixou as bancas do país atoladinhas de adaptações sofríveis de seus filmes de animação.

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Segundo os brothers do Biblioteca Brasileira de Mangás, os mangás venderam muito mal mesmo com o poder da Abril na distribuição e o poder da Disney no que se refere a franquias, e com isso nem devemos ter mais um volume daquele maravilhoso Star Wars lançado com onomatopéias espelhadas. Contudo, otaco que é otaco tá cagando para essas adaptações, os fãs do Burajiru querem saber o destino do único mangá que importa da editora, KINGDOM HEARTS.

Para você que não é do mundo dos RPGs, Kingdom Hearts é uma franquia de jogos da Square Enix composta por três elementos: Disney, Final Fantasy e História Confusa (que se arrasta por jogos decimais que confundem qualquer um de humanas). Os trocentos jogos de Kingdom Hearts ganharam adaptações em mangás, e a Abril publicou todas. Quer dizer, quase todas, faltou apenas o último volume do mangá de Kingdom Hearts II. Perguntada na rede social Facebook sobre o paradeiro do mangá, a editora respondeu:

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Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

A editora japonesa tá liberando capítulo a capítulo para que a Abril junte e lance seu próprio tanko? É tipo um self-service de mangá? Como se isso já não fosse bizarro o bastante, devemos lembrar que esses dois capítulos não publicados, na verdade, fazem parte do volume 9 que a Abril lançou sem um teco do final! E se isso fosse algo que tivesse acontecido no mundo todo vá lá, mas não! Observe a resposta que o site Biblioteca Brasileira de Mangás deu para o leitor nos comentários do post em questão:

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Não sei vocês, mas quando até Beyoncé tá querendo saber o paradeiro do mangá favorito a gente sabe que a porra ficou bem séria. Agiliza aê, Abril!

Mara na Minha Casa – Os bastidores da visita à Editora JBC

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Enquanto a Imprensa Especializada (pff) cada vez mais fica limitada a seus quartos cheios de travesseiros moes e pôsteres antigos da revista Ultra Jovem, o site Quiabo Gyabbo foi fazer uma visita à editora JBC. Graças à minha amizade com a redatora Karol do Gyabbo e sem a editora desconfiar, me infiltrei na caravana e invadi a redação da JBC. A matéria do Gyabbo já está no ar e pode ser vista aqui, mas minha função é divulgar e enaltecer os bastidores dessa visita, contando para vocês tudo o que rolou naquele prédio comercial. IKIMASU conferir?

Fomos recebidos na saída do elevador por Marcelo Del Greco, editor responsável em nos recepcionar e ao mesmo tempo evitar que descobríssemos os planos secretos da empresa JBC. Todo sorrisos, Marcelão nos levou para uma sala oculta. “Aqui é onde gravamos o Henshin Online” disse enquanto entrávamos lá esperando encontrar um ambiente lúdico e estimulante. Ledo engano.

Karol logo percebeu que estávamos presos numa sala totalmente escura, com isolamento acústico e apenas um banheiro. Ela é mulher forte, mas até a rainha do Gyabbo viu suas forças se envaírem e sentou no nosso cativeiro para chorar:

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De repente, em meio à sentença de ficar dias presos com apenas um banheiro e uma televisão transmitindo 24h os Henshin Online, Marcelo Del Greco retornou à sala com uma cadeira. Ele apenas tinha ido buscar o móvel para que pudéssemos bater um papo mais descontraído. O medo daquele cativeiro omitiu de nossas mentes perguntas mais cabeludas, mas a visita à JBC permitiu conhecer muito dos bastidores da produção de um mangá.

Marcelo (tão falante quanto nas palestras) é do tipo que conversa sobre tudo, contando histórias da época que os mangás eram impressos em papiros e revelando seus sonhos mais internos como o de virar YouTuberLogo percebemos que Del Greco era apenas uma isca, nos distraindo no cativeiro enquanto Cassius e seus asseclas faziam um pente fino na redação. Qualquer vestígio de novos lançamentos ou de funcionários insatisfeitos deve ter sido trancafiado num armário do grande complexo que são os andares da JBC naquele prédio. “Estamos prontos” disse Edi Carlos, responsável pelo marketing, em código para que Marcelo Del Greco entendesse que estávamos liberados para conhecer a editora.

Euzinha e a equipe do Gyabbo fomos caminhando até chegar à redação, onde fomos recebidos por todas as pessoas da empresa em suas respectivas funções. Graças à minha astúcia e habilidade chuunin, consegui disfarçadamente tirar fotografias dos editores em suas mesas sem que eles percebessem:

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Cassius Medauar, a cara da editora no Henshin Online, nos convidou para um tour conhecendo cada estação na produção dos títulos. Conhecemos desde o funcionário responsável por tratar a arte dos mangás (afinal, em alguns casos eles precisam escanear o original pois a editora japonesa não tem o arquivo digital original) até mesmo a parte do marketing. A equipe do Gyabbo conseguiu até um papo exclusivo com, segundo os otacos do Facebook, o funcionário mais importante da indústria de mangás atualmente: o moço que faz os marca páginas. Por trás de um sorriso honesto por ter seu trabalho admirado, via-se no fundo de seus olhos o temor diante das ameaças de morte por parte dos otacos que não ganham marcadores exclusivos em todas as edições.

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Em um dado momento, vi uma pilha de páginas de mangás que foram usados pela tradução e que agora servem como guia para montar os diálogos na diagramação. Infelizmente, Cassius Medauar e seus olhos de águia percebeu minha transgressão jornalística e me fuzilou com o olhar. Talvez por estar fotografando um segredo de estado que ele não conseguiu esconder? Talvez por impedir que ele dominasse mais um ginásio de Pokémon Go? Nunca saberemos. Perto da hora de ir embora, Edi Carlos sugeriu que tirássemos uma foto em grupo. Tive receio, afinal minha imagem poderia ser usada para alertar ninjas contratados pela editora, mas topei a contragosto.

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Essa foi minha visita à JBC. Ao contrário do Gugu que te visita com um sininho para encontrar itens ou um tanque para brincar de “Afunda ou Boia” com meio-tankos antigos, minha invasão à editora serviu para conhecer onde a ~magia é feita~ e para passar minutos de pânico numa sala com a equipe do Gyabbo sem saber se voltaríamos a ver a luz do dia.

Aliás, não arranjamos nenhuma exclusiva, não flagramos nenhum mangá oculto e muito menos encontramos um poster motivacional do Cassius nas paredes, mas a matéria do Gyabbo ficou bem completinha e você pode assisti-la clicando aqui. E para provar que todo esse meu relato é verdadeiro, basta conferir o olhar de desconforto de Karol em boa parte do vídeo:

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Quem será que visitarei agora? A Panini? A NewPOP? A gráfica caseira do Kira dos Mangás? Fiquem ligadinhos nas novidades!

Ei, JBC, tá faltando um negocinho aqui no volume 5 de Blade, não?

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[Escrever um nariz de cera bem grande para introduzir a matéria]

[Escrever um parágrafo contando que Cassius Medauar se esqueceu de escrever um texto no editorial do volume 5 de Blade – A Lâmina do Imortal]

[Linkar o post do O Mercado de Mangás Que Deu Certo]

[Usar o bordão IKIMASU]

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[Parágrafo com uma piada com punchline pra terminar o texto – FAVOR NÃO ESQUECER ISSO DE FORMA ALGUMA OU VAI SER UM MICO TREMENDO]

Ash entra no EJA e fãs de Pokémon não levam isso muito bem

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Durante quase vinte anos, o jovem garoto de 10 anos Ash Ketchum atravessou seis continentes à pé tentando ser um Mestre Pokémon sem qualquer sucesso. Tudo levava a crer que ele chegaria em Alola e repetiria os mesmos erros, mas não. O personagem teve um crescimento fenomenal e percebeu que ele não consegue o esperado mestrado porque nunca frequentou a escola. Sendo assim, ele deixou de lado o sonho de ser sustentado por uma minguadíssima bolsa da CAPES para enfrentar o dia a dia numa sala de aula… e os fãs já estão surtando com a decisão dele.

Alinhado com a nova proposta dos jogos Pokémon Sun & Moon, o anime de Pokémon decidiu mudar radicalmente o roteiro e colocar Ash Ketchum numa escola na nova temporada do anime que estreia logo mais na Grande Nação Japonesa. Para casar com a ideia, o character design decidiu rejuvenescer de vez o Ash pra fazer ele ficar com cara de 10 anos de idade mesmo e ter problemas capilares causados pela umidade de Alola:

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A ideia é ótima? A ideia é uma bosta? Não temos como saber porque ninguém aqui tem uma bola de cristal, mas os fãs mediúnicos já foram às redes sociais criticarem o bagulho. Observe a opinião do site Pokémon Blast News:

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Calmaê, cara. Ofender autista pra defender desenho japonês já é demais, né? Esse tipo de fã bitolado só faz mal para uma franquia. Para saber um outro lado que não seja o desse tal de #Hal do Pokémon Blast News, fui atrás de outro fã de Pokémon para saber o que achava dessa mudança. Como meu priminho de 8 anos está na escola e não respondeu minhas mensagens no WhatsApp, perguntei para Emanuel Hallef, o autor da fanfic distópica Ash vs Red o que ele achava disso. Sim, galera, ele me respondeu! IKIMASU ver o que ele achou das mudanças?

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Finalmente algum comentário sensato, e não aqueles de talifãs que foram mostrados antes nessa matéria. Como não é todo dia que respondem a este humilde blog, perguntei se ele achava que teria dificuldades de emplacar sua história com a Nintendo, afinal agora ficou bem claro que o foco da série são as crianças. E ele respondeu:

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Voltamos a qualquer momento com novidades dos fãs surtando, novas declarações ou até mesmo um PowerPoint ilustrando que a Pokémon Company é a responsável pelo triplex do Lula no Guarujá.

Guia 2016 das piores fanbases otakas do Brasil

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O Mais de Oito Mil não tem uma matéria que atrai ódio gratuito dos leitores desde a problematização da objetificação feminina em Nanatsu no Taizai, e sinto muito falta de gente me mandando tomar no cu nos comentários. Tentando conseguir algumas mensagens de fúria, decidi inaugurar um post anual para incomodar o maior número possível de otacos, e assim nasceu o Guia das piores fanbases otakas do Burajiru! Basicamente é um guia listando as fanbases mais insuportáveis do ano vigente. IKIMASU ver quem tá bem e quem tá em queda esse ano?

#10 – Saudosistas de TV Globinho

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Se você usa a rede social Facebook, em algum momento já deve ter dado de cara com um saudosista de TV Globinho. Os saudosistas são pessoas que normalmente estão presas nas memórias da década anterior. Como estamos nos anos de 2010, os nostalgistas dos anos 90 já perderam espaço para uma galera que lembra da TV Globinho como o principal estandarte do anime no Burajiru, mesmo sendo uma fase horrível em que a emissora passava apenas tranqueiras do Fox Kids, Dragon Ball Z cortado e um Digimon com ELA na abertura:

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Alguém avisa pros otacos saudosistas que essa época não era boa? Obrigada.

#09 – Evangelion

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Estamos em 2016 e ainda temos gente pagando pau pra Evangelion. Eu perdoo por exemplo o Silvio Santos ser fã da série, mas ainda temos gente que se shippa com a Rei. [Decidi cortar uma parte do texto depois do comentário da leitora @miyamoris_ que achei bem pertinente]

#08 – Love Live

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Além de ser uma comédia que não tem graça e ter músicas que te farão preferir ter o ouvido perfurado por uma kunai, Love Live também é responsável por ter uma das mais insuportáveis fanbases do ano, mesmo sem muitas novidades envolvendo a série. Mas isso não importa, e sim que o público composto por homens que acham super de boa dormir com travesseiros enormes representando as personagens idealizadas desse projeto absurdo. [Vale a pena ler o comentário da leitora @miyamoris_ sobre um outro lado dessa fanbase que acabei não colocando aqui]

#07 – One Piece

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Mantendo uma chatice que perdura por algumas décadas, os fãs de One Piece são aquelas pessoas que não aceitam críticas no mangá favorito deles. Você pode falar que o Oda faz uma poluição visual tão grande que leva 8 minutos para entender cada quadro, mas aí eles falarão que é um jogo de estimulação cerebral feito pelo Oda. E ai de você se falar que uma saga é chata, porque aí você vai ouvir textões dizendo que nada em One Piece é inútil e que tudo será conectado no final.

#06 – Yokai Watch

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Uma nova fanbase está surgindo no Burajiru e já começa a irritar profundamente. Formada basicamente por pessoas que querem curtir um anime de monstrinhos colecionáveis, mas que são diferentões para curtir algo popular como Pokémon, a fanbase de Yokai Watch é quase uma religião com pessoas dedicadas a te converter à sua crença. Mesmo que isso envolva jogar games que não venderam muito e assistir a um anime que está escondido na programação de um canal da Disney.

#05 – Cavaleiros do Zodíaco

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Preciso mesmo explicar?

#04 – Dragon Ball

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Esta fanbase estava apagadinha nos últimos tempos até que acabou o dinheiro da reforma da casa de praia do Akira Toriyama e ele decidiu autorizar a produção da continuação oficial da saga com Dragon Ball Super. Agora temos uma fanbase insuportável que vibra a cada semana com o desenrolar rocambólico de um anime que almeja usar todas as cores da paleta de pantone para criar novas transformações e vender novos bonequinhos, mesmo que com a desculpa de um roteiro furado e sem qualquer carisma.

#03 – Jojo

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Jojo tem décadas de existência, vários jogos legais clássicos e tal, mas a fanbase brasileira de Jojo nasceu quando ouviu pela primeira vez o mantra SONOCHINOSADAMEEEE. Desde então, animação tosca é chamada de “estilosa”, roteiro cheio de furos é chamado de “empolgante” e qualquer palestra com editora não é reconhecida pela organização nacional dos otacos se não houver alguém delusional que pergunta as chances de vir esse mangá datadíssimo e longo para o Burajiru.

#02 – Panini

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Muito acima dos apreciadores de papéis, dos defensores dos honoríficos e do fã-clube do Cassius Medauar (que é praticamente a Inês Brasil dos otacos no quesito memes), a fanbase da Panini é composta por pessoas insuportáveis e com uma visão relativa das coisas. A Panini lança com melhores preços? Sim. Ela tem uma qualidade superior? Também. Ela tem títulos que agradam mais pessoas? Sim. Para a fanbase, no entanto, isso já é o suficiente para idolatratem qualquer coisa publicada pela multinacional. Se inventarem de lançar Jojo naquele formato horrível de Super Onze, espelhado, com onomatopéias francesas escritas à mão pelo Bruno Zago e com o logotipo escrito em Comic Sans mesmo assim teremos gente defendendo a Panini como se fosse o time do coração.

#01 – Pokémon

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Se tem uma fanbase que nos irritou profundamente nesse ano de 2016 foi a fanbase de Pokémon. Os fãs desse negócio já irritam normalmente em qualquer época por adorarem o competitivo dos jogos (que nada mais é que um monte de frescura que a Nintendo tira do cu para agradar pessoas que curtem ficar horas chocando ovos em busca do IV perfeito), porém agora em 2016 rolou o lançamento de Pokémon Go e a fanbase foi ressuscitada. Agora todo lugar que você olha tem pessoas querendo ser modernas postando que o grande sonho da vida delas é ser treinador Pokémon, mesmo que isso signifique capturar dezenas de vezes o mesmo bicho para evoluí-lo num jogo beta. E correndo por fora ainda tem as viúvas antigas que não aceitam gostar de algo infantil, e ficam torcendo para que a franquia tenha algo mais “seinen” (como, sei lá, uma fanfic com o Ash num futuro distópico e que com certeza será aprovada pela Nintendo).

Somando todos livros de Pokémon Go não dá pra bater o da Larissa Manoela

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Pokémon Go, o maior fenômeno de todos os tempos e que mudou a forma como as pessoas veem os videogaems tem pouco mais de um mês de vida aqui no Burajiru e o número de pessoas jogando despencou mais que a média de lançamentos mensais da Nova Sampa. Os motivos são vários: o jogo não apresentou ainda tudo o que prometeram, tem apenas 150 Pokémon para capturar e, principalmente, as pessoas perceberam que capturar vários Pokémon iguais pra evoluir é tão legal quanto tomar um Mupy com laxante.

Mesmo assim, muitas editoras foram atrás do filão e lançaram seus livros sobre o jogo.  Um monte de guias com dicas e estratégias de um jogo que nem ao menos está completo, mas sobre isso eu já tinha falado aqui nessa matéria. Tudo não-oficial, claro, afinal precisa ser muito inocente pra acreditar que negociar com a Nintendo e a Pokémon Company é fácil. Pois bem, os livros já estão à solta e resta saber se eles são como Dragonites que todo mundo quer ou se são considerados Zubats das prateleitas das livrarias. Para descobrir isso, fui atrás de um ranking de vendas confiável.

Eu tinha como opção os rankings de livros da Veja, do Datafolha e da PM, mas a fama de manipulação de dados  que têm poderia me fazer questionar a notícia de um guia em primeiro lugar de vendas. Por isso, fui até o confiável site PublishNews conferir o ranking de lá. IKIMASU conferir os dados? Para começar, a lista dos livros mais vendidos de agosto segundo a categoria geral:

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Como podemos ver, em primeiro lugar disparado está o livro com a autobiografia de Larissa Manoela, a segunda maior Idol juvenil do Burajiru (bem atrás de Maisa-chan). Segue então dois volumes de Jojo, uma endeusação de Moro-kun e um livro de autoajuda.

“Mas Mara, sua blogueira que foi confundida com um snorlax, tem que ver na categoria infantojuvenil né? Não dá pra misturar o grande jogo Pokémon Go com tudo”

Embora eu questione essa frase, afinal Pokémon Go foi vendido como a maior revolução digital desde a invenção das suas setinhas azuis de quando leem sua mensagem no Whatsapp, vamos então ver a lista de livros infanto-juvenis nesse mesmo período de agosto?

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O que podemos analisar, além de que é ultraproblemático o livro mais vendido num país de 180 MILHÕES de pessoas ter sido comprado apenas 35 MIL vezes? Bem, que nem ao menos os livros de YouTubers (que são facilmente identificáveis nas livrarias, basta ver uma foto com careta) conseguiram vender tanto quanto ficção shoujo e a versão em inglês do Harry Potter novo.

Já vou dar o spoiler que nenhum guia de Pokémon Go aparece na lista mensal, nem ao menos na zona de rebaixamento:

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“Mas Mara, sua William Waack da implicância otaca, você está manipulando os fatos. Você conferiu os números do mês de agosto, mas os livros só foram chegando no final do mês e no começo de setembro!”

Sim, você está correto (menos na comparação minha como o vampirão das madrugadas da Globo). Por causa disso, fui atrás dos rankings SEMANAIS de todo o mês de agosto e do começo de setembro. E sabe o que não encontrei?

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Nem Pride – O Supercampeão (mangá que salvará a Nova Sampa) e muito menos qualquer publicação relacionada a Pokémon Go. Nada. Nadinha. Nothing. E se você olhar as listas semanais, verá que o 20º lugar (o último listado) vende uma média de 400-500 exemplares. Ou seja, podemos afirmar que os livros desta grande mania dos videogaems que mobilizou o país tá vendendo MENOS que essa marca. Ou seja, somando tudo não chega nem perto da marca da autobiografia de Larissa Manoela, a waifu dos adolescentes.

Leitor de livro é quase nicho no Burajiru? Sim. A febre Pokémon Go passou bastante? Sim. As editoras todas lançaram coisas que ficarão defasadas em breve com as atualizações? Com certeza. Mas ainda assim as editoras que pegaram brasileiros para escreverem guias não oficiais de jogo estão saindo no lucro em uma situação:

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Pelo menos elas não tão pagando em dólar por um guia de jogo não oficial americano que vai ficar defasado tão rapidamente quanto os nacionais.