Analisando Mangás Que Todo Mundo Curte e Não Faço Ideia do Porquê: Sailor Moon (Editora JBC)

22 abr review-manga-sailor

Desde que a Conrad achava que colocar nas bancas 30 páginas porcamente editadas de Pokémon era considerado “lançar mangá no Burajiru”, os otakus brasileiros sempre imploraram para o lançamento de Sailor Moon por aqui. E as editoras de mangás deviam travar uma guerra fria nos bastidores para conseguir os títulos: a Conrad oferecendo meio tankos com lombadas multicoloridas, a JBC prometendo referências de Chaves na tradução e a Panini com uma maleta cheia de dinheiro conquistada através de códigos parecidos com os de enriquecimento fácil no The Sims. Mesmo assim, Naoko sempre fez a Amy e falava “no no no” (ou “iie iie iie”, porque ela é da Grande Nação Japonesa).

E por que eu estou enchendo esse texto com um nariz de cera maior que o do Usopp? Porque finalmente uma editora saiu vencedora no duelo e foi a JBC. Sob a edição do editor que não tem uma orelha e divulgação maciça de publicidade (algo raro até hoje), o mangá de Sailor Moon foi lançado em 2014 e terminou mês passado. Antes que a JBC coloque os spinoffs nas bancas, chegou a hora mais esperada do mundo na imprensa especializada (pff): VAI ROLAR ANÁLISE DO MANGÁ DE SAILOR MOON AQUI NO MAIS DE OITO MIL!!!!111umum

“Mas Mara, sua gorda que usa avatar de anime com mais de 20 anos nas costas, eu conheço seu blog há anos e sei que você vai implicar gratuitamente com Sailor Moon da mesma forma que implica com Cavaleiros!”

Se você pensou isso, queria te avisar que está ERRADO. Mesmo odiando Cavaleiros do Zodíaco, eu reconheço algumas coisas boas, como a premissa e a cartilha de clichês seguida pelo Kurumada. Os desenhos são ruins, os personagens são todos iguais e a história é apreciada apenas por pessoas com problemas cognitivos, mas tem seus méritos. Já o mangá de Sailor Moon eu estou procurando ainda algum mérito para enaltecer.

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Se busca encontrar algo parecido com o anime no mangá, é melhor tirar seu pégaso da chuva gerada por palavras aleatórias em inglês. A Naoko erra em tantos níveis que fica difícil achar por onde começar, mas vou tentar. O que esperamos de um mangá shoujo? Ou melhor, o que encontramos de bom em um Sakura Card Captors, por exemplo? Temos uma personagem carismática, ação, aventura e uma dose de romance. Todas essas características nós encontramos no anime de Sailor Moon, mas estão em falta no mangá.

Coloque uma coisa na cabeça: a Usagi do mangá não é carismática. Ela é CHATA! Ela é apenas uma personagem vazia, sem ambição e completamente submissa ao macho alfa da trama, o Mamoru. Ela é a heroína da história não porque ela tem virtude, e sim porque ela tá lá e pronto. Qualquer outra personagem de Sailor Moon tem mais carisma para ser a protagonista, e olha que estou incluindo até os corvos da Rei e os figurantes amigos do Mamoru da faculdade.

O mangá de Sailor Moon até tem ação, mas a nossa dificuldade é encontrar essa ação. Isso porque a Naoko desenha tão mal que nem ao menos encontramos as personagens no meio das páginas do mangá. Cenários, linhas de ação e personagens estão tão misturados que fico sem saber se é um mangá ou uma edição do Jardim Secreto para adultos estressados. Isso sem falar que a ideia de ação da Naoko se resume a colocar as personagens tirando poderes do cu e gritando nomes extensos de golpes (todos criados usando a técnica de se colocar várias palavras em inglês num saquinho e ir tirando aleatoriamente até formar um golpe estiloso).

sailor-moon-manga-critica-listaMas o maior problema é que a Naoko pegou uma fórmula e repetiu em TODO FUCKING ARCO. Tá, qualquer autor de shonen faz isso, mas só Naoko consegue repetir 5 vezes a mesma estratégia durante apenas 12 volumes. É sempre:

Aparecem sailors > aparecem as inimigas que querem o Cristal por sei lá o quê > essas sailors são amigas ou inimigas? > Sailor Moon e as outras matam todas as sidekicks do vilão > vilão derrota Sailor Moon > Sailor Moon tira um novo poder da buceta e derrota o vilão > todos comemoram

Outra coisa que eu não entendo é por que existem outras personagens, se nenhuma é minimamente desenvolvida. No anime todas têm personalidade e histórias próprias, então dá para gostar mais de uma que da outra, mas no mangá todas servem apenas para gastar páginas com transformações e golpes com nomes estranhos que serão usados apenas uma vez. O único capítulo que fugiu a essa regra foi aquele que a Minako estava se sentindo mal por ser a única que não tinha ganhado uma nova transformação e decidiu atacar sozinha.

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Minha sensação ao terminar de ler esta bosta foi que fui feita de trouxa. Comprei o mangá esperando algo minimamente parecido quando eu via o anime na TV, e acabei comprando um produto muito inferior. Para quem vier falar que isso é nostalgia, gostaria de fazer uma pergunta sincera: você gostou MESMO dessa história corrida, mal desenvolvida, mal desenhada, cansativa e sem carisma ou apenas não quer pagar de estranho por não ter gostado de um mangá que todo mundo diz que gosta?

Nada contra a edição da JBC, mas eu que não vou ser feita de trouxa de novo e comprar o Short Stories e Sailor V… Nesse caso, vou apenas aceitar que o mangá de Sailor Moon era apenas uma justificativa para a Toei poder encher o cu de dinheiro fazendo um anime que, ao contrário do original, prestava.

Um Otaku no Rola ou Enrola: Como conquistar uma loirinha cantando Pegasus Fantasy

20 abr pegasus-fantasy-rola-ou-enrola-capa

Durante muito tempo cobri aqui no Mais de Oito Mil a trajetória amorosa de Vívian Otaka no melhor programa de namoros da televisão brasileira, o Rola ou Enrola (você pode clicar aí do lado na categoria “Uma Otaka no Rola ou Enrola” e vai entender o que disse). Mas eu achava que Vívian era o fundo desse grande poço que é o constrangimento otaku, mas fui surpreendida novamente quando um otaku apareceu no programa ao vivo e cantou Pegasus Fantasy.

Como a galerinha das primeiras impressões está ocupada em hangouts e nem ao menos sabe qual é o canal do SBT, resta a esta humilde blogueira do bumbum grande se sacrificar por todos nós e fazer uma análise minuciosa da participação de Henrique, o otaku que achou que conquistaria cinco gostosas usando o hino máximo da cafonice e da virgindade. Eu só digo uma coisa, minna, LÁGRIMAS VÃO ROLAR.

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Para quem chegou agora e não faz ideia de como é esse programa, eu tenho um resumo bem breve da coisa: cinco belas mulheres ficam sentadas em cadeiras enquanto vários homens, um a um, surgem numa esteira rolante e tentam agradá-las. Assim como àqueles restaurantes japoneses que o sushizinho anda por uma esteira, apenas uma poderá pegar a comida, e elas demonstram interesses através de placas.

Henrique, conhecido no meio otaku há meio século como Yatta (por favor nunca procurem esse clipe no YouTube, vai te poupar ver japas feios e seminus dançando em um vídeo mais pixelizado que jogo indie conceitual), foi o segundo participante do programa. Ele disse que é meio japa e meio árabe, por isso é meio kamizake. A seguir, a reação delas com a piada:

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Ele então anuncia que vai cantar uma música em japonês. A gente já poderia esperar uma desgraça mesmo se ele começasse a cantar “Ue o Muite arukou”, mas tudo sempre dá pra piorar e começou a tocar aqueles acordes que já me dão um calafrio de constrangimento. Era Pegasus Fantasy. E ele cantou TODA a abertura de Cavaleiros do Zodíaco.

Vou informar uma coisa para os leitores otakus que desejam perder a virgindade: há várias coisas que vocês podem fazer para atrair uma mulher sem que mostre que vocês já foram no Anime Friends. Você pode dizer que sabe escrever o nome dela em katakana, inventar umas palavras aleatórias e dizer que é um haiku… mas nunca, NUNCA, cante uma abertura de anime. Ainda mais porque, independente da música, a letra de uma música de anime faz tanto sentido quanto o último episódio de Evangelion.

Sabem qual é o pior? Ele EM MOMENTO ALGUM disse que se tratava da abertura de Cavaleiros, talvez na esperança que ele parecesse apenas excêntrico, e não otaku. Felizmente, ele foi desmascarado rapidamente pois não contava com a presença de outro nerd no palco:

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No fim do negócio, o nerd começou a ler os tweets que enviaram no domingo. Se vocês acham que eu sou maldosa, é porque não viram os telespectadores da Eliana, que comentaram a semelhança do moço com o Super Mario chinês. Eu achei muito grave isso, muito perverso. Até porque, em quase seis anos de Mais de Oito Mil, eu nunca ofendi o Super Mario de algo tão degradante.

Pobre Eliana. Você tira a apresentadora dos programas para otakus mas não tira os otakus de perto da apresentadora.

(Obrigada ao leitor @SpiderCuster que avisou desse momento, que pode ser visto aqui em vídeo)

Vamos Pará, site dos Cavs?

19 abr CAVALEIROS-DO-PARA-capa

Desde o retorno do blog, percebi duas ausências: leitores que diziam se masturbar pensando na autora desse blog e uma zoada básica no Site dos Cavs, e uma dessas ausências será solucionada agora! Não, não iremos postar vídeo de pessoas se masturbando, e sim ZOAR O SITE DOS CAV!

Ao contrário do SOS Sailor Moon, o embaixador das exclamações sempre tem muita pauta, afinal ô anime que insiste em voltar. Mas mesmo eles não têm muito o que fazer, e postam umas notícias maravilhosas como essa:

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DEIXA EU VER SE A OTAKA AQUI ENTENDEU.

O Sr. Cavs sempre teve a dúvida de qual estado veio Aldebaran, o único cavaleiro brasileiro dessa grande série. Aí ele achou um jogo de tabuleiro que a Shueisha licenciou e viu que tem uma setinha que saiu da região do estado do Pará, e isso quer dizer de forma oficial que Aldebaran tem os mesmos laços da Banda Calypso. Claro que não é um lugar aleatório que os designers escolheram, e sim uma informação oficial coletada com o próprio Kurumada e disponibilizada apenas num jogo de tabuleiro.

Esse post poderia ter acabado aqui e já seria muito vergonhoso. Mas, assim como Tite Kubo, o Site dos Cavs nunca sabe quando parar! Vamos ver o que deu essa semana:

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Não restam mais dúvidas.

Globo transforma Malhação em anime (e eu não tô te zoando)

14 abr malhacao-perina-anime-01

Fica cada dia mais difícil não ser influenciada pelo meu alter-ego homossexual que escreve sobre novelas. Embora várias vezes eu tenha usado esse tema aqui no Mais de Oito Mil (a análise do primeiro capítulo da novela sobre japoneses e dinossauros, o dia que Amor à Vida mostrou o Caio Castro na Liberdade e o antológico dia que preferi O Astro a um anime tosco, tudo com link clicável para você me dar mais views), o blog deveria ser um lugar para falar apenas da cultura mais rica. Eu digo DEVERIA, pois a capitalista Rede Globo ficou atenta ao retorno sazonal do blog e decidiu transformar Malhação em um AUTÊNTICO ANIME. Claro que isso viraria pauta aqui.

Para você que passou os últimos meses na fila do Anime Dreams esperando o show da Mari Iijima e não tá sabendo, a atual temporada de Malhação tem um casal insuportável formado por Karina, uma tsundere, e Pedro, um babacão atrapalhado. Sim, a Globo tirou as rodadas de suco no Gigabyte e trocou por protagonistas de uma comédia romântica japonesa! Após um tempo separados, os dois se uniram novamente e ganharam um anime produzido pela Globo para resumir o namoro deles.

Aliás, parabéns porque eu nem lembrei do logotipo americano de Love Hina quando vi o título do anime. Sorte que os advogados da Funimation tão mais ocupados implorando para a Grande Nação Japonesa lançar uma franquia que dê dinheiro:

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Peduro-san conheceu Karina-chan quando estava casualmente torcendo o pescoço enquanto andava com um violão. Seu kokoro fez doki-doki enquanto a menina passava por ele com 3 quadros de animação. Repare como o cenário tá mais estiloso que o daquele anime do menino que queria ser menina e que a imprensa especializada (pff) tentou te convencer que era foda:

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O próximo print é apenas o momento do fanservice, porque a Globo também quer vender licença para fazer datesim de Malhação:

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Claro que o olhar atrapalhado do protagonista incomodou a tsundere, que ganhou linhas de ação no fundo e uma veia saltando em seu cabelo para mostrar como estava furiosa:

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Do nada a menina apareceu socando seu futuro mozão-chan em uma partida desigual de boxe, muito melhor animada que metade dos animes da temporada na Grande Nação Japonesa. Quem é Hajime no Ippo na fila do Yakisoba da Liba perto de Perina – The Animation?

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Uma reviravolta no roteiro acontece quando Peduro-san aceita dinheiro da nee-san da Karina-chan para namorar a esquentadinha. Ele precisava do dinheiro para gravar uma demo de sua banda, feita para competir com a modinha dos keipoperos que roubaram as aberturas de anime do Jam Project:

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Os dois começaram a namorar e Eriberto Leão foi imortalizado na teledramaturgia brasileira ganhando um personagem de anime com apenas uma fala mal-dublada. Ficou atrás das cinco falas mal dubladas da Yayoi Aoba, parça! Será que garante o Prêmio Yamato de Dublagem?

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Nada era mais forte que o amor de Peduro-san e Karina-chan. Quer dizer, o Ibope-sama era mais forte, aí os autores precisaram de conflito e fizeram a tsundere descobrir que Peduro-san ficou com ela a princípio por causa de dinheiro.

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No fim, ao contrário do staff da Ação Magazine, Peduro-san e Karina-chan ficaram juntos e viveram felizes para sempre. Ou seja, nada de segunda temporada!!!

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(E, de verdade, esse anime foi melhor que muita coisa que a otakada punheta em seus blogs de primeiras impressões. O vídeo pode ser visto aqui)

MdOM Especial: Regina Casé homenageia a cultura japonesa no Esquenta!

13 abr esquenta-capa

Fiquei muito estarrecida quando um amigo próximo dessa blogueira mostrou uma discussão numa página do Facebook a respeito do cancelamento do Anime Dreams. Lá estavam reclamando que nenhum site jornalístico havia abordado isso, e excluíam o Mais de Oito Mil porque ESTE BLOG NÃO É CONSIDERADO JORNALISMO. Como assim, minna? E esse diploma de jornalista que eu tenho emoldurado logo em cima do meu pôster de Dragon Ball Z que veio numa Ultra Jovem?

Por um acaso eu gozo um pouco das notícias, faço galhofa das coisas e tenho uma visão extremamente parcial das informações? Tá, eu faço tudo isso, mas ISSO NÃO É O JORNALISMO? Fiquei tão incomodada que decidi adotar meu lado de jornalista séria e cobrir algo influente na grande mídia, que foi a homenagem que Regina Casé fez para a cultura otaku no Esquenta exibida ontem (12/04). Não é a primeira vez que a apresentadora faz isso, e aqui o Mais de Oito Mil já deve ter coberto uns três programas desses, mas vamos mostrar com todo o glamour e seriedade!

Mas, afinal, o que é o Esquenta? Para você, otaku que apenas usa a televisão para ligar seu HD externo e assistir aos animes de colegiais da temporada, o programa da Regina Casé é a representação do Brasil: tem uma apresentadora que dizem odiar pobre, tem uma falta de planejamento absurda e coloca no mesmo balaio atrações como mangás, bonecos de lata e o Arlindo Cruz olhando com desprezo para uma assistente de palco vestida de Pikachu.

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Mas veja o que aconteceu de relevante. Para tornar o programa verossímil, Regina Casé obrigou que todos os seus bailarinos se vestissem como autênticos personagens de mangá. Se já não bastasse o sofrimento de trabalhar possivelmente em troca de um vale refeição (talvez inspirados no pagamento de staff de evento de anime), eles ainda me botam a galera com essas roupas:

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Para explicar sobre a cultura japonesa, quem Regina Casé convidou para o programa? Seria Sandrinha Monte, a estrela fascinante? Ou então Renato Siqueira? Quem sabe Alexandre Nagado? Claro que não, chamou um avulso aí…

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Nem precisa ser especialista em analisar a letra das pessoas porque tá na cara que estou derretidíssima por Ronaldo Lemos, o especialista em mangás do Esquenta. Ele até que explicou bem as coisas, mesmo com a Globo exemplificando com esse Astro Boy que fez a dança da fusão com o Megaman:

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O próximo print é só pra mostrar a Regina Casé com cosplay de Kirby… depois de engolir o Péricles e o Celso Kamura:

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A desfrutável Débora Bloch que tá arrasando na novela das sei…ai, esse assunto é da outra identidade… enfim, ela estava contando como o filho dela adorava essas coisas japonesas, e surpreendeu com a sinceridade:

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No Esquenta eles usam qualquer palavra pra engatar num samba, e juro que me surpreendi com Xande de Pilates conseguindo um pagodão sobre a Grande Nação Japonesa (olha a dica para a próxima investida musical da cantora Tsubasa).

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E aí começou uma matéria ultraespecial sobre lolitas, essa moda vitoriana inspirada no belíssimo estilo rococó. Veja que garotas lindas, que cabelos impecáveis e que sensibilidade latente. Não sei vocês leitores do Mais de Oito Mil, mas eu acho que essa moda vai pegar e muito.

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O especialista gostoso tentou explicar as bonecas através do viés Kawaii da coisa. Reparem como Débora Bloch estava curtindo esse momento:

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E o programa foi tão paunocu que decidi encerrar antes o post. Fiquem com Kami-Sama e voltamos a qualquer momento com o jornalismo sério que só o Mais de Oito Mil sabe fazer.

PLANTÃO MdOM! Anime Dreams é ~adiado~ e cantora internacional xinga muito no Facebook

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Não, não é primeiro de abril de 2016, e sim um post extraordinário aqui no Mais de Oito Mil, que obviamente nada tem a ver com o fato do viado careca estar de férias do trabalho e entediado. MAS VAMOS PARA A PAUTA QUE O BARRACO É DOS BONS!!!

Segundo uma publicação em seu site oficial, o Anime Dreams da famosa empresa Yamato, que seria realizado no próximo final de semana (11 e 12 de abril), foi ~adiado por tempo indeterminado~ (eu acho que é um adiamento tipo o de Kekkaishi da Panini, e vocês?). Bem, acontece, né? Tempos de crise, dólar caro, anime do século passado estreando na PlayTV… Por sorte a Yamato avisou os fãs a tempo, e agora eles podem trocar o ingresso já comprado por um equivalente ao Anime Friends.

A Yamato só se esqueceu de um pequeeeeeno detalhe: A CANTORA INTERNACIONAL QUE FARIA SHOW NO EVENTO TAMBÉM PRECISA SER AVISADA!!!! E assim, Mari Iijima (tive que jogar no Google para saber quem era) ficou INDIGNADA em seu Facebook. Confira o barraco em inglês com a nossa tradução simultânea:

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“Eu nunca recebi qualquer correio eletrônico ou notinha da organizadora Yamato. Eu peguei meu cartão VISA para o Brasil e juntei pessoas que irão ser capazes de cuidar do Neve durante minha viagem.”

“Esse será o segundo evento dessa organização cancelado em mim na América Sul”

Ao invés de pegar várias navinhas de Macross para jogar em cima da sede da Yamato, provavelmente localizada na Liberdade (ao lado da quitinete usada como apartamento duplex para o Kageyama), Mari fez como os fãs da Marina e os Diamantes e continuou a postar mensagens desaforadas na internet!

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(Eu acho que é mensagem desaforada, olha quanto kanji assustador tem ali no meio!)

Até que ela decidiu entrar em contato com a Yamato, que lhe explicou a razão do cancelamento. óbvio, eles tinham um contrato e ela precisava ouvir uma justificativa que fosse verdadeira. Após os esclarecimentos, o que a dubladora e cantora fez? Claro que ela postou esse motivo em seu Facebook, motivo que a Yamato não divulgou para a imprensa brasileira.

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Segundo o Google Tradutor, Venue pode ser traduzido por “Foro”.

SERÁÁÁÁÁÁÁ que a venda de ingressos foi tão baixa assim? Ou será que rolou um problema no local do evento? Se a troca será feita por um ingresso do AF, não é mais fácil dizer que o evento não vai rolar e pronto?

Por que não precisamos do Mais de Oito Mil?

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vegeta-chorando-lagrimas-negras

Oi, minna, como vão vocês? Aqui é a Mara falando!

Afastando completamente os boatos que o viado careca ia pegar toda a relevância deste sítio e transformá-lo em um blog que comenta novelas (consegui uma prévia exclusiva), estou aqui para o já tradicional post de primeiro de abril apenas para manter o registro de que, ao contrário da Conrad, não estou morta.

Muitos usam os comentários do Mais de Oito Mil para mandarem mensagens para esta blogueira, outros pedem o impeachment da Dilma e alguns ainda ajudam enviando pauta sempre que rola. Mas muita gente, seja no Twitter quanto aqui, ainda pede que o Mais de Oito Mil volte. Infelizmente, minna, tenho que contar que isso aqui não voltará mais. E sabe por quê? PORQUE VOCÊS NÃO PRECISAM MAIS DAQUI!

Ficou chocado com a conjectura? Por isso decidi fazer essa pequena listinha provando os motivos pelos quais o Mais de Oito Mil não tem mais função nesse país. (Ah, o texto está organizado em um formato meio Buzzfeed, pois parece que as pessoas só clicam assim agora)

Não precisamos do Mais de Oito Mil falando que o mercado nacional é uma piada porque o Jbox disse que o mercado está reaquecido, afinal a PlayTV (quem?) vai estrear o anime de cartinhas que foi sucesso em 2000 e exibirá o começo de Naruto Chupabem em pleno DOIS MIL E QUINZE:

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Não precisamos do Mais de Oito Mil para mostrar barracos entre editoras porque as próprias editoras já fazem o barraco em suas palestras:

bota-a-culpa-na-otakada

Não precisamos do Mais de Oito Mil reclamando que as editoras não conversam com os sites:

cassius-cobra

Não precisamos do Mais de Oito Mil pra reclamar que a JBC só sabe requentar mangá porque agora ela requentou algo inédito:

marcelinho-que-saudade

Não precisamos do Mais de Oito Mil criticando dublagens ruins e adaptações porcas porque um famoso dublador já faz isso:

briggas-critica

Não precisamos do Mais de Oito Mil reclamando de adaptações forçadas em mangás da JBC porque agora a Panini nivelou o serviço:

pokemon-usurpadora

E não precisamos do Mais de Oito Mil reclamando que a NewPOP tinha prometido coisas desde a época que aqui funcionava porque eles finalmente…

…ah, o que foi, produção? Ah, Hansel & Gretel ainda tá na geladeira? Vixe…

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