Otakus de masculinidade frágil se incomodam com gay na capa de One-Punch Man

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A gente já parte do pressuposto que acompanhar comentários de sites de notícias é dar de cara com uma enxurrada incalculável de chorume (menos vocês leitores do Mais de Oito Mil que são comentaristas lindos e sagazes), mas a cada acontecimento é sempre uma surpresa, não é mesmo? Ontem à noite, a Panini divulgou em suas redes sociais a capa aberta do mais novo volume de One-Punch Man, e a reação foi NEGATIVA. O que será que aconteceu para os otakus reclamarem tanto desse mangá tão aclamado quanto a Susana Vieira? Será reclamação com tradução? O papel ficou transparente como o Naruto Gold? Nada disso, a reclamação é porque o personagem em destaque constrangeu os leitores. IKIMASU dar uma analisada no suposto ~constrangimento~:

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Na parte da frente da capa, vemos Saitama lado a lado com o personagem Puri Puri, um musculoso com barba para fazer e cabelos rebeldes, usando uma roupa de presidiário colada ao corpo. Na parte de trás do volume, Puri Puri está de collant fazendo um ousado exercício inferior em que ergue uma bola de ferro com a perna. O collant ainda exibe que Puri Puri transcendeu o tanquinho 6-pack e que é um monstro com 10 gominhos na barriga, além de marcar bem a região do pênis.

A página Os Consumidores do Mercado de Mangás que Deu Certo fez uma postagem muito interessante recolhendo alguns depoimentos de leitores otakus que ficaram um pouquinho incomodados com o Puri Puri na capa do mangá:

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Embora tenha muita gente tentando explicar as razões de não terem curtido o Puri Puri na capa de One-Punch Man sem deixar muito na cara que é preconceito, alguma coisa não faz sentido. Falaram, por exemplo, que na capa ele está numa pose ridícula (lembrando que estamos falando de One-Punch Man e 90% dos personagens têm como característica principal serem ridiculos). A família tradicional burajiru-jin também reclamou que a mala do Puri Puri está muito evidente, mas nunca vi ninguém deixando de comprar um mangá que tinha uma mulher gostosa de roupa justa na capa.

O fato é que um homem musculoso com collant e praticando exercícios de perna (lembre-se que macho que é macho sempre pula o dia de perna para ficar naquela proporção digna de um Kurumada) incomoda muito a parcela de leitores de masculinidade frágil. Porque, na mente dessas pessoas, ser visto no ônibus lendo um mangá com um personagem gay ridículo de roupa justa na capa é sinônimo de ser taxado como gay.

Imagino o quão difícil deve ser pra essa galera otaka que precisa ficar controlando o tipo de capa de suas leituras favoritas com medo de ter um gay na edição e surgir uma vontade louca de pegar numa piroca.

Editora Alto Astral oferece serviço inédito de curadoria para capítulos de mangás

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Se o mercado já está complicado para a Panini, JBC e NewPOP, o que dizer das Editoras do Grupo de Acesso? Esse grupo, formado pelas editoras Nova Sampa, L&PM, Alto Astral etc tentam comer pelas beiradas e, para isso, precisam oferecer alternativas que as outras não apresentam. Enquanto a Nova Sampa enche nossas bancas com mangás invisíveis e a L&PM lança adaptações mangazísticas de livros que sempre me senti culpada por não ler, a Alto Astral entrou na vanguarda e criou um inédito serviço de curadoria de conteúdo para capítulos de seus mangás.

Para entender como funciona esse serviço, IKIMASU ver esse print que apareceu em todos os sites da Imprensa Especializada (pff), como o Biblioteca Brasileira de Mangás:

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O leitor aparentemente tá putíssimo porque a Alto Astral cortou 40 páginas do hentaizão, mas na verdade ele apenas não compreendeu o serviço. Como a Alto Astral julgou que o último capítulo desse mangá era apenas um epílogo sem graça, ela simplesmente decidiu cortar para que os leitores não se frustrassem. Imagina se acontece de o leitor do mangá ler um epílogo tipo o do Harry Potter e começa a odiar a história?? Um horror!

E o serviço de curadoria não parou apenas aí, porque a Alto Astral tem dados estatísticos mostrando quantas páginas um leitor de mangá médio aguenta ler, e por isso se esforçou para encaixar seus títulos nesse slot de 160 páginas. Você pode até usar a desculpa que eles querem economizar papel, mas isso tem outro nome: CARINHO. Esse carinho com o leitor é algo que não vemos com tanta frequência assim.

Vale lembrar que antigamente a Panini já ensaiou esse serviço de curadoria. O sexto e último volume de Guin Saga não foi lançado pela editora porque, segundo eles, o volume final nem era tão legal assim:

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Fanfic Distópica de Pokémon vai sair com ajuda de Advogada Rebelde

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Embora tenha sido a grande vencedora do Troféu Imprensa Especializada (pff), a fanfic distópica Ash vs Red estava caladinha nesse começo de 2017. Seria um hiato estratégico depois do último capítulo que envolvia tramas com advogados supostamente hipotéticos? Ou então uma pausa verdadeira para que o autor continuasse escrevendo posts para seu site que copiou o título de uma música da cantora SIA? Nada disso, obviamente o primeiro capítulo de 2017 seria muito impactante: a fanfic vai sair gratuitamente por sugestão de uma advogada rebelde. IKIMASU ver o textão de anúncio que ele postou no Facebook pessoal porque tá delicioso demais isso!!!

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Para começar, o livro vai sair mesmo e todo mundo poderá baixar no Google Play Livros. Segundo o autor, não sairá pela Saraiva só porque boa parte quer ler no celular, e não porque ele teria sérios problemas em publicar um livro através de uma editora séria sem ter os direitos autorais.

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Esse arco dos advogados segue firme e forte com a introdução da advogada rebelde, uma pessoa humana e sincera que foi tocada pela arte e decidiu ignorar seus contratantes, revelando todos os segredos da empresa para o autor da fanfic. Entre eles, a informação que se ele não quiser comercializar, não vai ferir direito autoral. Ué, mas e o que dizer dos fangames que lançaram e a empresa mandou apagar? Ah, deve ser porque a advogada não se apaixonou por esses games.

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Então, num recurso de roteiro duvidoso, o autor decidiu que não vai tentar o licenciamento porque (olha o plot twist) ELE NUNCA QUIS O LICENCIAMENTO. Ele está mais do que contente de ter parado na primeira fase desse vestibular fictício, além de ter ficado bff da Avogada Rebelde que o incentivou a publicar gratuitamente sua história pois ela pessoalmente fará com que as pessoas certas (???) conheçam a Palavra Distópica.

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Essa é a melhor parte desse Arco, pois ele revela que nunca quis publicar de graça (embora vá publicar de graça), ele apenas QUERIA CHAMAR A ATENÇÃO. Ou seja, tudo foi um grande keikaku [*keikaku significa plano] em que ele criou situações absurdas PARA QUE TODOS NÓS RÍSSEMOS, MAS NA VERDADE ERA ISSO QUE ELE QUERIA DESDE O COMEÇO. MAS QUE MENTE GENIALMENTE CRIMINOSA, ESTOU PRESA NO CAPS LOCK HÁ QUATRO LINHAS DE TÃO IMPACTADA QUE ESTOU COM SUA SAGACIDADE BARBADA. Mas não temam, pois ainda há uma chance do livro ser lançado fisicamente (embora ele não queira isso e não tenha os direitos para isso), mas vai depender do sucesso e dos downloads.

E assim, a novela da Fanfic Distópica teve um virada de 360° no próprio eixo, girando, girando e caindo exatamente no começo da história, quando TODO MUNDO FALOU QUE ELE DEVERIA PUBLICAR A FANFIC DE FORMA GRATUITA. Toda essa reviravolta faz com que seja ainda mais delicioso ressuscitar esse print do segundo post sobre o assunto, no qual o internauta bonitinho dá exatamente a mesma sugestão da Advogada Rebelde, com a diferença que ele não tem OAB:

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Mas se você acha que esse é o fim da novela, fique sabendo que não porque eu deixei o melhor print para o final:

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A ADVOGADA REBELDE LHE SEU UM SALVO CONDUTO PARA PUBLICAR ESSA PATACOADA COM A AUTORIZAÇÃO DA POKÉMON COMPANY, MEU KAMI-SAMA DO CÉU AGORA MEU CAPS LOCK VAI FICAR PRESSIONADO ATÉ O CARNAVAL!!!! É CLARO QUE ESS HISTÓRIA CONTINUAAAA!!!!!

ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE (09/01/2017, 13h49)

Muitos leitores me mandaram essa imagem deliciosa (clique aqui para ver maior). Obrigada:

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Conrad é a ex-namorada dos otakus e não param de stalkear a coitada

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O meu conhecimento de astrologia se resume ao que o holístico Masami Kurumada escreveu em sua obra atemporal Seinto Se-Ya, mas arrisco dizer que esse deve ser o ano do amor. Afinal, só isso justifica como esse sentimento transformador acaba influenciando algumas pautas do ano. Eu explico! Enquanto parte da Imprensa Especializada (pff) organiza confraternizações em karaokês, a parte empenhada do grupo segue publicando notinhas sobre nosso mundo editorial. IKIMASU ver notícias importantes dos últimos dias?

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Como você leitor deve saber, essa editora é como se fosse a primeira ex-namorada dos otakus: surgiu do nada, apresentou uma nova forma de amor (mangás no sentido oriental), teve bons momentos, teve maus momentos até que teve problemas e preferiu se afastar, largando os otakus num harém composto por versões antropomórficas moe da Panini, JBC, Nova Sampa, NewPOP, Alto Astral etc.

Os otakus virgens podem não saber, mas a primeira pessoa com quem namoramos NUNCA é esquecida, assim como nunca saem da memória o primeiro beijo ou a primeira vez que abrimos um tanko e as páginas caem (comigo foi o databook de Death Note). E justamente por ser a primeira namoradinha, todos os otakus (e os redatores dos sites de notícia) usam o mesmo artifício para descobrir novidades sobre ela: STALKEANDO O FACEBOOK DELA!

Recurso usado pela Biblioteca Brasileira de Mangás:

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E pela Crunchyroll:

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Pra quê investir em marketing e publicidade quando você pode fazer seus anúncios em replies do Facebook e aguardar que a Imprensa Especializada (pff) esteja stalkeando os posts em busca de notinhas? Conrad mais uma vez mostrando um monte de profissionalismo, respeito ao leitor e, principalmente, deixando sempre bem claro que a melhor coisa que poderia ter rolado foi o término desse namoro.

Panini inova e faz o primeiro des-anúncio de mangá

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Quem diria que logo na primeira semana do ano já teríamos uma pauta, não é mesmo? Enquanto a JBC está de folga e Cassius Medauar repensa as estratégias da editora durante longas filas de parques temáticos em Orlando, a Panini sai na vanguarda e faz o primeiro des-anúncio de mangá. IKIMASU entender!

No começo da semana a Panini soltou mais um Planet Time, que a essa altura do campeonato você já deve saber que é o Henshin Online da editora multinacional protagonizado por um oriental hiperativo que nos constrange um pouco com sua empolgação e sua tendência a soltar frases em japonês sem qualquer necessidade. Enfim, no tal vídeo rolou o anúncio do mais novo DataBook de One Piece, o One Piece Green.

Ninguém deu muita bola pra isso, até porque a gente só compra DataBook pra ter na estante e nunca ler a caralhada de texto e informação que tem lá dentro, e apenas sites como a Biblioteca Brasileira de Mangás se atreveram a anunciar o bagulho:

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No entanto, o rebosteio começou depois. Aparentemente NÃO ERA para a Panini anunciar esse título agora, então o que a editora fez? Simplesmente tirou o Planet Time do ar, reeditou o vídeo e cortou a parte que falava sobre o anúncio de One Piece Green. Confiram o que a Biblioteca Brasileira de Mangás noticiou o ocorrido:

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Resumindo: tal qual um senhor com incontinência urinária, a Panini já perdeu completamente o controle e nem sabe mais o que anunciou ou o que não anunciou. Agora o truque é fingir que nunca aconteceu nada e bola pra frente pois tem outros 7367364 anúncios já feitos. Não é todo o dia que vemos um des-anúncio nas nossas editoras de mangás, com certeza é um momento para favoritar no kokoro.

Saiba quem são os vencedores do 4º Troféu Imprensa Especializada (pff)

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Foram centenas e mais centenas de voto, todos os otakus se deram as mãos e participaram dessa festa da democracia que é o Troféu Imprensa Especializada (pff), a maior e mais relevante premiação do meio otaku do Burajiru (pra você ver como estamos carentes de boas premiações. Foram 16 categorias, muitos indicados e agora IKIMASU conferir os vitoriosos e suas porcentagens (que não fazem muito sentido pra mim, mas foram passadas e apuradas pelos formulários do Google Docs)!

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Esse ano não deu outra, os otakus reclamando dos posts que problematizaram suas séries favoritas foi o maior barraco de 2016. Ou vocês aprendem a lidar com opiniões divergentes ou a galera vai disputar o bicampeonato ano que vem.

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Falando em bicampeonato, Leonardo Kitsune é bi na categoria! Foi a disputa mais apertada, e a diferença de votos para o segundo colocado foi de apenas DEZ. Se ganhar mais uma vez, o prêmio passará a se chamar “Troféu Leonardo Kitsune”!! 

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Cavaleiros e Dragon Ball podem não ter conseguido surpreender na audiência, mas a festa de lançamento dos animes no programa do Evê Sobral garantiu a liderança na vergonha alheia televisionada.

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Parabéns, Ana Furtado, você conseguiu chamar mais atenção esse ano graças ao seu cosplay de Saori no Encontro!

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Observem a voz das urnas: não dá mais para acompanhar dicas de mangás nas redes sociais. Libera logo a mixaria!

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EU NÃO ACREDITO QUE PERDI MAIS UM ANO NESSA CATEGORIA, VAI TODO MUNDO TOMAR NO CUUUU

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O anime voltou, o mangá voltou e sabe quem também voltou? O prêmio de requentado para esse clássico de Masami Kurumada!

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Não sei se parabenizo Beth por essa vitória esmagadora ou ofereço um ombro amigo ao Junior Fonseca que conseguiu perder de um editor que lançou o total de ZERO mangás no ano de 2016.

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Eu votei no segundo lugar, porque achei muito foda o Cassius Medauar pedindo desculpas pelo comentário transfóbico do convidado no próprio evento, mas o público acha que o papel transparente de Naruto Gold merece ganhar. A coisa tá feia, heim?

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Em ano de Pokémon Go e fanfics distópicas, descobrimos o pior lado da fanbase que só sabe exaltar e enaltecer Kanto, os primeiros 150 monstrinhos e fire blasts quadrados. Se não fosse isso, os fãs da Panini levariam a taça.

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Sempre que Beth Kodama pega o microfone em eventos, sabemos que a qualquer momento pode vir uma indiretinha bem gostosa a alguma coisa. Parabéns, Beth-sama!

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Ele é de 2015, mas o Kira dos Mangás conseguiu ganhar a melhor violação de direitos autorais ao pegar mangás de scanlations e imprimi-los em uma gráfica caseira.

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Mas não se preocupem, porque Ash vs Red levou como melhor keikaku. Afinal, tudo é apenas para abrir os olhos da Nintendo de volta ao Burajiru e para incentivar a leitura em jovens leitores de distopias barbadas.

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Se tem um esporte que o Brasil deveria ter incluído na olimpíada foi a Corrida Naruto, praticada em várias cidades ao redor do nosso território nacional.

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Shun foi esquecido na coleção de camisetas dos Cavs por suposto problema técnico, mas pelo menos ele tem esse prêmio na nossa premiação e o Shiryu Amigo para desabafar.

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E a melhor barba para amadurecer desnecessariamente um personagem foram as barbas de Ash vs Red. Parabéns!!!

Os piores mangás que li em 2016

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Pronto, ontem já fiz minha boa ação do ano. Já falei bem de autores estrangeiros, brasileiros, já estimulei o mercado nacional, agora é a hora de vestir aquele chifrinho de diaba (que eu tô guardando pra ficar em casa no próximo carnaval vendo Netflix) e anunciar quais foram as piores leituras de mangá que tive esse ano. Não quero mais falar bem, quero poder criticar todos os mangás que fizeram as viagens de ônibus serem mais sofridas e as filas de espera mais longas. IKIMASU para os piores mangás que li em 2016!

Especial Rurouni Kenshin – Tokuitsuban – Versão do Autor – & Knuckles (JBC)

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Um belo dia, Nobuhiro Watsuki deve ter recebido uma ligação da Shueisha (não foi Skype porque sabemos que ele é avesso a aparecer): – Watsuki, dá uma pausa aê no seu mangá do Frankenstein que ninguém dá bola e escreva uma releitura de Samurai X valendooooo. E assim, munido provavelmente de impaciência, falta de memória e vontade de corrigir trabalhos corridos do passado, Nobuhiro Watsuki fez uma tragédia em forma de mangá de dois volumes. Essa tal versão do autor, lançada na Grande Nação Japonesa para aproveitar o hype do filme live-action, é uma atrocidade com traço ruim  e leitura travada (sério, ler aquilo de uma vez vai te causar sérios problemas psicológicos). Samurai X é um mangá legal (mas com defeitos visíveis), a Sakabatou de Yahiko é aceitável, Busou Renkin é bem mediano e, por fim, a versão do autor de Samurai X que a JBC lançou esse ano não deveria ser usada nem para forrar a gaiola do seu papagaio.

21th Century Boys (Panini)

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Ano passado lembro de ter mencionado que eu não tava curtindo muito o desenvolvimento de 20th Century Boys. Pois então, rolou um time-skip e as coisas mudaram esse ano, porque o mangá foi ladeira abaixo em questão de qualidade. Que chato isso de um avanço no tempo estragar com algo que tava legal, né? Aliás, o 21th Century Boys é particularmente ruim, superando as tranqueiras da reta final do 20th Century Boys concluindo a história do jeito mais absurdo possível e enfiando um antagonista que o autor tirou obviamente do cu. Como se não bastasse isso, a Panini ainda fez uma puta pompa para anunciar 21th Century Boys como se fosse um título ineditão, sendo que nada mais é que o final de um bagulho que tinha perdido a mão já no terceiro time-skip.  Vocês não me enganam mais, nunca mais caio nessa coisa de “o Urasawa tem mangás sem enrolação” depois de 20th Century Boys.

One Piece pós-Time Skip (Panini)

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Vou relembrar o que falei no post de ontem: eu não acompanho nem anime direito porque não curto dublagem japonesa e também não acompanho por scans, então o que estou falando aqui é sobre o que a Panini já lançou. Eu gostava de One Piece e achava a história legal e tudo mais (mesmo que os fãs tenham me apedrejado porque eu falei que One Piece era apenas bom, e não a nona maravilha do mundo). No entanto, depois do time-skip o mangá começou a ficar bem difícil de acompanhar. Na verdade é um problema que eu vinha percebendo desde meados de Water 7: o Oda é uma pessoa muito criativa, e cria coisas muito criativas. O problema é que ninguém bota um freio nesse homem, e ele quer colocar todas as coisas criativas no quadrinho para mostrar o quanto ele é criativo. E isso faz com que a arte de One Piece seja extremamente poluída. Somada ao fato que ele usa poucas retículas, cada quadrinho de One Piece é garantia de três laudas de texto explicando as sandices criadas pelo Oda e mais cidades, figurantes, animais, personagens e tudo mais num grande Onde Está o Wally. Isso porque nem tô falando da anatomia péssima dos personagens femininos (nem é apelativo, é torto mesmo). Fora que a história sempre está ficando cada vez mais épica para nos surpreender com os *DOOOOON* que já nem sentido mais está fazendo. É botar um flashback com algum personagem otário morrendo que todos os leitores já querem canonizar o autor. One Piece está muito complicado, uma pena.

Henshin Mangá #2 (JBC)

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Não sei se foi problema de curadoria falha ou se foi pelo nível dos trabalhos esse ano, mas a antologia dos vencedores do BMA da JBC foi de uma tristeza sem tamanho repleto de histórias bem ruinzinhas nas quais só uma ou outra se salvam. Pior do que ver as histórias claramente ruins foi ver os jurados sempre elogiando e justificando as coisas com as mesmas referências de “se inspirou em Akira Toriyama” . Por sorte pelo menos um dos jurados levou a premiação a sério e teceu críticas decentes aos quadrinhos que eles publicaram.

One-Punch Man (Panini)

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Eu fui enganada pelo hype e não tenho vergonha de assumir. Comprei o primeiro volume de One-Punch Man e achei meio mediano, e deixei de lado. Reli o volume antes de decidi comprar o dois e, naquele dia, achei graça das coisas, aí comprei. Fui comprando os volumes até que me perguntei o motivo de continuar lendo aquilo, afinal eu não tava entendendo o propósito daquilo. Como piada, o negócio parou de funcionar pela repetição. Como ação, o mangá é ruim justamente porque está preso na piada que foi repetida à exaustão. Não digo exatamente que é um mangá ruim, como já falei de outros títulos, apenas acho que não é pra mim que não fico contemplando a arte do desenhista e nem acho graça de um humor repetitivo.

E esses foram os piores do ano pra mim. Como tudo é questão de opinião, é normal que você ache esses títulos maravilhosos ou tenha odiado os que sugeri. Depois de constatar essa obviedade, agora o Mais de Oito Mil entra de recesso e volta só no ano que vem, até mais!

Os melhores mangás que li em 2016

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Ano passado eu estava completamente sem pauta e precisava dar uma enrolada no Mais de Oito Mil, aí decidi fazer um post de leituras do ano no qual eu podia dividir em duas partes e tudo render mais. Aparentemente vocês curtiram, porque tá todo mundo me cobrando esse balanço anual. Pois bem, aqui está a minha lista com os melhores mangás que eu li este ano!!!! Mas como até suruba funciona com regras, eu decidi limitar por coisas que saíram apenas esse ano ou que estão sendo publicadas esse ano pra não virar zona. IKIMASU para os mangás!!!

Assassination Classroom de novo… (Panini)

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Eu já havia falado de Assassination Classroom ano passado e dessa vez sou obrigada a colocar novamente na lista dos melhores. Mas que mangá fantástico, minna! A forma como o autor constrói a história, o carisma dos personagens, o desenvolvimento da trama, as críticas nas entrelinhas… E agora a história tá entrando na parte de mostrar o passado dos personagens e logo mais será revelada a origem do Koro-sensei. De verdade, se você não começou a ler esse mangá pra ontem você não sabe o que tá perdendo.

Quack (Editora Draco)

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No primeiro Henshin Mangá a JBC descobriu Kaji Pato. um simples desenhista de uma simples história de humor chamada Quack. Ele foi chamado pela editora Draco e publica o melhor mangá brasileiro em publicação no Burajiru (ok, não tem taaaantos concorrentes assim, mas o trabalho é bom, viu!). Digo ainda que nos tankos o autor melhorou a falta de foco que rolou no One Shot e os personagens estão muito mais vivos. Aliás, que traço lindo, melhor que muito autor japa que vocês pagam pau (cofcofhajimeisayamacofcof)! Meu único problema mesmo é com algumas ofensas meio homofóbicas que o Colombo fala pro Baltazar. Felizmente, o autor até publicou um vídeo recentemente falando sobre o tema e mostrou ser muito aberto à conversa e críticas (ao contrário de 90% dos autores brasileiros). Ah, e pros admiradores de papel, a qualidade dos tankos de Quack é MARAVILHOSA.

Divisão 5 (Editora Draco)

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Esse ano a editora Draco lançou no Anime Friends uma antologia de quadrinhos shonen chamada… hm… Dracomics Shonen (criativo heim). Como é de se esperar de uma antologia, o nível de qualidade flutuou muito, e teve história ali que era tão ruim que preferia ser esmagada pelo encalhe de Futari H da JBC. Só que a história Divisão 5, de Rafael Santos e Wagner Elias, é simplesmente uma coisa GENIAL. É bem desenhada, é bem escrita, consegue apresentar tudo em 20 páginas e deixar o leitor ansioso para ler a continuação. Ah, e não estou falando que é genial no padrão brasileiro, e sim no mundial mesmo. A história é realmente incrível. Se tiver a oportunidade de lê-la, leia. E se algum dos autores estiver lendo essa matéria, pelo amor de kami-sama arranjem alguma editora para publicar isso num tanko!!! A ideia é legal demais para morrer!!!

My Hero Academia (JBC)

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Eu não curto ler scans e nem ver anime legendado porque me incomoda a dublagem japonesa, então o máximo de conhecimento que eu tinha com My Hero Academia era o básico de “é o grande sucesso da jump” pra cá e “tem muitos jogos de palavras intraduzíveis que a JBC vai ferrar” pra lá. Peguei sem nem ter ideia muito da história e me impressionei bastante com o mangá, ele tem um clima bem Shonen Jump (ah vá!) e os personagens são muito torcíveis. E com essa atual febre de tranqueiras de heróis ocidentais por causa do cinema e das séries de TV, a ambientação da história é bem fresca na nossa cabeça. E quanto à adaptação, achei a versão da JBC bem competente mesmo e os fãs bem implicantes. A melhor forma de mostrar isso foi que no segundo volume apareceu uma personagem chamada Trapézio Descendente, os otakinhos surtaram um monte na internet por causa do meme do Bambam até que descobriram que o nome da personagem, se traduzisse, seria Trapézio Descendente mesmo.

Helter Skelter (NewPOP)

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Anunciado ano passado durante o NewPOP day em meio a dezenoves mangás de Madoka e mais outras trocentas light novels, o mangá Helter Skelter é um tipo de mangá que devemos consumir com calma. Tem pouco texto e o traço é bem simples, mas é preciso ir com calma pra não ficar na bad. A autora Kyoko Okazaki conseguiu contar uma história sobre a ditadura da beleza com o tom grotesco que o assunto necessita. Essa foi uma leitura que mexeu muito comigo esse ano. Observação Importante: deixem pra ler o editorial que está no fim depois do mangá, porque ler antes e saber o que houve com a autora após a publicação do mangá vai te deixar ainda mais na bad.

E esses foram os títulos que mais gostei de ler nesse ano. No próximo post, que deve entrar amanhã, vocês poderão saber as piores coisas que tive contato nesse 2016.

Ex-funcionários da Locomotion querem ressuscitar o canal mas phoenix down não deu certo

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Se hoje você solta rojão pela Rede Brasil exibir animes requentados da Toei e pela PlayTV passar reprise de Yu-Gi-Oh com áudio péssimo, imagina como agiria com um canal especializado em boa parte de animes. Não, não estou falando do falecido Animax (que Kami-Sama o tenha), e sim do canal Locomotion! Há algumas décadas, este canal fez a alegria dos otakus com uma programação repleta de desenhos cults e uns animes que nunca veríamos na televisão. Tinha Evangelion, Cowboy Bebop, Saber Marionette, Ah My Goddess e umas coisas muito undergrounds como If I See You In My Dreams e Let’ Dance With Papa, tudo espalhado numa programação escondida desse canal que só tinha na finada DirecTV.

Histórias à parte, depois do canal ir afundando aos poucos ele foi comprado pela Sony que o transformou no Animax, o primeiro canal 100% dedicado a animes e que o resultado a gente já sabe: flopou muito e foi perdendo sua identidade até se tornar um canal para milennials. Mas onde estavam os antigos funcionários do Locomotion, aqueles que tinham a função de ligar a legenda do Cowboy Bebop e nem isso faziam? Bem, eles se uniram e estão com um projeto nesses crowdfundings da vida.

O projeto Team Loco (que… nome… horrível) atualiza o formato do Locomotion para os tempos atuais, ou seja, não é para fazer um canal de televisão e sim um site de streamming no mesmo estilão do Crunchyroll (já estão melhores que os que querem uma nova Manchete aqui no Burajiru), funcionando em toda a América Latina e Brasil.

Bem, eles pediram a bagatela de um milhão e seiscentos mil dinheiros mexicanos, o que equivalem a 253 mil reais, e o prazo vai acabar em dez dias. IKIMASU conferir como anda esse projeto pautado no nostalgismo de um canal de 20 anos atrás?

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Sim, caros leitores do Mais de Oito Mil, o projeto não conseguiu nem 5% dos dinheiros necessários. O valor é tão baixo que nem dá pra conseguir aqueles objetivos alternativos de menos dinheiro:

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Com 5% eles devem conseguir o suficiente para alugar o salão de festa do condomínio e fazer uma pequena reunião com duas picanhas e uma frasqueira com Mupy. Uma pena, porque é meio raro alguém tentar um projeto de anime pensando já nas novidades tecnológicas.

Por sorte, nós brasileiros estamos à frente da América Latina, porque ao menos temos o maravilhoso canal Locomax. Procure na sua operadora imaginária.

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Os indicados do 4º Troféu Imprensa Especializada (pff)

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Mais esperado que o lançamento de Pride – O Supercampeão! Mais imparcial que apresentador de programa online de editora! Mais superestimado que os trabalhos do Naoki Urasawa! 2016 está chegando ao fim e já está na hora do quarto Troféu Imprensa Especializada (pff), a premiação anual realizada pelo Mais de Oito Mil para decidirmos quem são os melhores do ano nas mais variadas categorias!

(Se puderem, leiam o texto todo porque deu um trabalho do Makai de escrever)

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Normalmente a premiação acontece no aniversário do Mais de Oito Mil, no começo de dezembro. No entanto, isso fez com que ano passado o Kira dos Mangás ficasse de fora por ter se revelado nos últimos dias de 2015. Dessa forma, o Troféu Imprensa Especializada (pff) vai considerar também o mês e dezembro do ano passado para que o Kira possa concorrer também. Mas não será fácil, porque ô ano maravilhoso para as pautas desse blog. IKIMASU para a apresentação das 16 categorias deste ano e seus indicados!

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Que ano para barracos maravilhosos, minna! Para começar, em várias oportunidades vimos os otakinhos surtando com as problematizações feitas pelo Mais de Oito Mil e por outros sites (como foi o caso do estupro de Berserk). Os otakus também protagonizaram um levante contra o Jbox por terem vazado o Hokuto no Ken da JBC. E, por fim, essa mesma galerinha xingou muito no Twitter com as reviravoltas do anime de Pokémon, que teve o Ash perdendo a final da liga com seu Greninja e o reboot da série na nova temporada.

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Olha quanta beleza reunida numa mesma categoria. Depois de vencer ano passado, o Capitão Onigiri está de volta para tentar seduzir seu público com o olhar penetrante e seus vídeos de análise de qualidade dos mangás lançados. Leonardo Kitsune mantém a tradição de ter sido indicado todos os quatro anos da premiação (embora só tenha ganhado o primeiro) e dessa vez revela uma nova face de beleza com um visual esculpido pela felicidade de ser pai e pela qualidade de vida. Por fim, estreando na categoria, Yushuu é redator do Crunchyroll (aquele site de streamming que também publica notícias e você nem tava sabendo) e faz questão de abrilhantar os eventos de São Paulo com sua presença carioca. Infelizmente, o vencedor não terá sua nude publicada no Mais de Oito Mil.

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A cultura oriental não ficou restrita apenas às timelines, a televisão brasileira continuou investindo pesado em divulgar e enaltecer a galerinha do lado de lá do globo. Para começar, a Rede Globo investiu numa novela que mistura Itália e Japão num mesmo produto ofensivo para duas culturas distintas. E o que falar de Raul Gil, que se transformou no embaixador da cultura coreana em seu programa? E longe de mim de indicar um favorito, mas a festa de lançamento de Cavaleiros e Dragon Ball no programa do Evê Sobral foi um evento DELICIOSO e completamente randômico.

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Quem precisa de WCC e YCC quando os melhores cosplayers não participam dessas competições? Luis Mello foi atrevido por se fantasiar de japonês legítimo para a novela Sol Nascente, Ana Furtado se esforçou ao máximo para chamar mais atenção que Fátima Bernardes e apresentou o Encontro vestida de Saori Kido. Por fim, Marcelo Del Greco cortou a orelha de Cassius e garantiu a armadura de pégaso para anunciar o kanzenban de Cavs no Henshin Online.

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Editoras continuam fazendo editorices, mas apenas uma vai levar o troféu. Será que o maior mico seja a divulgação de títulos por dicas da JBC, que normalmente mais irritam o público? Ou será que o maior mico foi da Editora Abril que pegou o mangá ocidental já adaptado de Star Wars e espelhou para ficar em leitura oriental, mas com as onomatopeias todas erradas??? Concorrendo também está a Nova Sampa por ter prometido o lançamento de Pride – O Supercampeão para salvar o mercado editorial brasileiro e até agora não deu as caras?

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GENTE, AGORA É SÉRIO. É a competição de melhor blog de humor e eu NUNCA GANHEI NA MINHA PRÓPRIA PREMIAÇÃO. VOTEM EM MIM, CARALHO. Ah, tão concorrendo também a página Ash vs Red pelo humor involuntário e o incrível Anime Games SP e suas matérias sobre games que viraram animes e animes que viraram games.

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O tempo passa, o tempo voa, e os requentamentos em mangás e animes continuam numa boa. Inclusive, se você pegou a referência contida nesse parágrafo, você está velho e apto a julgar qual foi a série que merece ser reconhecida como a requentada do ano. Tem Digimon Tri que segue ladeira abaixo com seus episódios sazonais, os Cavaleiros do Zodíaco que foram descongelados para a Rede Brasil e para a JBC e, por fim, o novo mangá de Sakura Card Captor mostrando que fã de CLAMP também não sabe superar as coisas.

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Toda área do entretenimento precisa de celebridades próximas e acessíveis para tietarmos. Como não é fácil encontrarmos autores de mangás andando na Paulista ou na fila do self-service, escolhemos exaltar os editores de mangás. Competindo este ano estão Cassius Medauar representando a JBC, Beth Kodama representando a Panini, Junior Fonseca representando a NewPOP e Douglas de Souza como a pessoa por trás da Nova Sampa. Sim, está faltando a foto do Douglas na imagem mas, até aí, a Nova Sampa também prometeu Pride – O Supercampeão para esse ano e não vi até agora.

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O prêmio de transparência é para premiarmos aqueles momentos em que deixamos de lado as aparências e mostramos a real. O primeiro foi no dia do Henshin+ que um convidado fez comentários transfóbicos, repercutindo negativamente no Twitter. Poucos minutos depois, Cassius Medauar pegou o microfone e declarou que a JBC repudiava aqueles comentários (palmas para o editor sem orelha). A JBC também foi indicada por deixar bem óbvio para o público que a Kodansha é a enroladona do rolê e fica atrasando o Akira. Por fim, o papel de Naruto Gold está concorrendo porque é bem transparente também.

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Não basta ser fã, tem que participar. O problema é que alguns participam demais. Concorrem como fanbase irritante os pokéfãs (que se multiplicaram por causa de Pokémon Go), os adoradores da Panini que exaltam até se postarem vídeo varrendo a redação e, por fim, a ascendente fanbase de Yokai Watch.

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Nossos guerreiros do mercado editorial são gente como a gente e não se seguram sem dar aquela indiretinha. Nesta categoria temos o Twitter da Panini que sempre dá aquela alfinetada na qualidade da concorrência, o textão da NewPOP avisando que ia sair  das bancas e dando um coice básico no monopólio de distribuição e, por fim, Beth Kodama que sempre que pode está lá para colocar umas críticas nas entrelinhas.

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Sempre tem algum espertinho tentando tirar proveito do trabalho dos outros e sair por cima, não é mesmo? Em dezembro do ano passado o Kira dos Mangás começou a vender mangás impressos em uma gráfica particular por um preço bem pequeno, um fanfiqueiro decidiu publicar um livro de Pokémon alegando que teria os direitos autorais e, por fim, Masami Kurumada usou em seu site uma ilustração que fãs tinham scaneado e… oi?

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Quase uma extensão da categoria anterior! O Kira dos Mangás pirateou títulos para mostrar às editoras de mangá como se fazia trabalho de qualidade e por um preço justo. Já o fanfiqueiro queria mostrar à Nintendo que Pokémon era uma marca relevante no Burajiru e ainda incentivar a leitura dos jovens numa história distópica e cheia de palavrões e mortes porque… né… história madura tem palavrões e mortes. E, para terminar, todo mundo tentou te convencer que apoiando a Rede Brasil e seus animes requentados poderia ser uma porta para a chegada de uma nova era em que os animes voltariam a esse veículo tão importante quanto a televisão aberta.

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Quem disse que otaku é sedentário deve ter caído da Ponyta nesse ano de 2016, pois muitos esportes para esse nicho afloraram por todo o Brasil. A Corrida Naruto surgiu em competições em vários municípios do Brasil, uma sauna gay realizou o primeiro torneio de Keijo Masculino com homens guerreando com suas bundas e, para acabar, Yuri on Ice promoveu a ascensão da patinação do Carrefour a uma modalidade esportiva

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Eles foram esquecidos esse ano mas foram lembrados numa categoria exclusiva! Primeiro foi a C&A ~esquecendo~ de fazer uma camiseta do Shun em sua coleção dos Cavaleiros do Zodíaco, aí teve a Kodansha se esquecendo de responder os emails da JBC e atrasando Akira por mais um ano e, obviamente, a Editora Abril que esqueceu de publicar um capítulo de Kingdom Hearts no último tanko lançado e ninguém sabe quando vai ver isso impresso.

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E, para terminar, esse ano de 2016 foi quando os criadores descobriram que uma barba distópica serve para deixar qualquer personagem apto para um público mais maduro e exigente. Por isso todos os personagens da fanfic Ash vs Red ganharam barba, Goku e Vegeta fizeram uma rápida aparição em Dragon Ball Super com pelos na cara e Kratos do novo God of War tá usando uma barba para atrair o público fã de lenhadores.

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