JBC propõe pacote de adaptações para Boku no Hero e público otaku não aceita

25 maio MARCELO-BOKU-NO

Em reunião realizada ontem no câmara da Saraiva Mega Store do shopping Center Norte, numa noite fria paulistana, os deputados da JBC Marcelo Del Greco e o assessor Thiago Nojiri se reuniram com o baixo quórum para conversar sobre a cultura nerde, cujo movimento se comemora erroneamente no dia de hoje graças ao Douglas Adams. O bate papo teve trechos vazados pelo site informativo @Gyabbo, que serão lidos de forma bastante parcial através do jornalismo investigativo do Mais de Oito Mil.

IKIMASU conferir:

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As medidas, contudo, foram mal recebidas pela pequena parcela da população que compra quadrinhos japoneses nas bancas de jornais e livrarias. “Não gosto tanto JBC, preferia Boku no Hero na Panini, iria ter uma qualidade superior aos outros” declarou usuário de uma rede social de 140 caracteres em mensagem pública a outro usuário da mesma rede, também otaku.

O anúncio de adaptação também inflamou os ânimos dos leitores. João Tadeu (15) teme que a tradução seja extremamente adaptada como aconteceu com Magi – O Labirinto da Magia, outro título publicado pela JBC no Brasil. “Somos a gente (sic) que colocamos esses editores nesses empregos, eles devem fazer o que queremos e pronto”, afirmou. Perguntado sobre a forma como ele gostaria o lançamento, João respondeu que deveria ser “em tanko de 300 páginas offset com honoríficos e lançado pela Panini a 10 reais”.

Procurada pela nossa equipe, os ministros da JBC se resumiram a mandar cumprimentos através do veículo informativo @Gyabbo:

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Procurada pela equipe do Mais de Oito Mil, a deputada da oposição Beth Kodama mostrou-se irredutível à política de vazamentos:

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Até o fechamento desta matéria, a JBC ainda não havia lançado Boku no Hero Academia para que os leitores pudessem criticar com propriedade. Passamos para a crônica da nossa comentarista Ba-chan:

konthebest

NAO VOU FALRA DA JBC ATER ELES FAZER ECAL DOS MANGAS TERANSPARENTES!!!211

RWCAL
RECALD
RECAL
RECAL
RECAL
RECAL
TECLA
TECAL
RECAL
TRECAL
RECAL

Meu Passado Otaku: As Apostas da Henshin para as estreias de 2002

24 maio mae-dinah-capa

Onde vocês estavam em janeiro de 2002? Usando internet discada? Juntando dinheiro para ir ao Animecon? Comprando a linha completa de mangás da JBC que, naquele momento, correspondia a apenas quatro títulos? Não sei qual é a resposta, mas você provavelmente lia alguma revista de anime e mangá publicada na época. Para você que está acostumado a ver notinhas traduzidas do Anime News Network nos blogs da vida, é bem estranho pensar que no começo dos anos 2000 as pessoas compravam revistas quinzenais ou mensais apenas para se informar.

Uma das revistas mais populares da época era a Henshin, que hoje é nome apenas do canal online da editora que traz vídeos que abastece os otakus com informações e memes do Cassius Medauar. Mas, naquele tempo, as matérias e entrevistas com pessoas na área vinham nesse tipo de publicação. E, assim como os sites de hoje em dia, acabava rolando muita informação que não se concretizava, principalmente nas tradicionais matérias que traziam um preview do que viria ser exibido na televisão naquele ano. Quer uma prova disso? IKIMASU ver a matéria de preview 2002 feita pela revista Henshin em sua edição de número 30!

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2002 era o ano que Dragon Ball Z ainda tinha uma audiência absurda, então estavam todos muito animados com a promessa da exibição de Dragon Ball GT. Sabe como é, as pessoas ainda não sabiam a ruindade que era uma série com o Guil e um Vegeta com bigode do Tom Selleck. Infelizmente, o anime acabou demorando um pouco… só no final de 2002 ele foi estrear no Cartoon Network, dentro do bloco Toonami. Para dar aquela enrolada, a Globo passou a exibir a série original Dragon Ball toda picotada e com dublagem problemática na TV Globinho. Já o Patlabor que ganhou um box pequenininho na matéria nunca foi exibido mesmo.

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Doraemon era a representação do ditado “Quem espera sempre alcança”, porque era um dos animes que mais tentou chegar ao Burajiru sem sucesso. Primeiro tentaram nos anos 80 colocando a Angélica dançando ao lado de uma versão furry do protagonista, e aí passaram o resto das décadas de 90 e 2000 tentando emplacar o anime. Doraemon só veio voltar ao Burajiru com a estreia do anime na Netflix, e a sua cara de dúvida agora mostra que a presença do título na plataforma online não é tãããão sucesso.

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2002 já estavam cotando Yu-Gi-Oh! e Cavs na televisão brasileira, mas as coisas não foram tão bem. Yu-Gi-Oh! chegou na Nickelodeon no final do ano num esquema de exibição porquíssimo com episódios exibidos apenas nos finais de semana, e os Cavs ficaram só para o final de 2003. E, ao contrário do praguejado pelo redator da matéria, mexeram sim na dublagem. Ah, e nem preciso falar que Kamen Rider só foi ter chance muitos anos depois com a versão americana da série, né?

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Hamtaro acabou chegando ao Burajiru só em 2003, e realmente foi um sucesso. Tanto que aparece naqueles posts de nostalgia de “se você não assistiu isso quando era criança, você não sabe o que é ter infância” que as pessoas babacas compartilham. Mas, mesmo com o sucesso, Hamtaro só durou 3 temporadas na Grande Nação Japonesa. Minha teoria é que isso tem a ver com a expectativa de vida de apenas 3 anos dos hamsters, então uma criança que comprou um ratinho na primeira temporada acabou vendo a morte de seu Hamtaro depois desse tempo e ficou traumatizada.

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Essa matéria tem vários erros:

1- Slayers é chata pra caralho

2- Chamar a personagem de Rina em vez de Lina não é exatamente um “erro”. Erro estapafúrdio foi chamar o Gourry de Gaudi.

3- Que plano de trabalho de licenciamento??? O anime estreou em 2003 como tapa-buracos do programa de pegadinha do Otávio Mesquita e depois sumiu do mapa!

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Se você acompanha revistas informativas dos anos 2000 com certeza já deve ter ouvido falar de Magical Doremi, anime shoujo no estilo Sailor Moon que sempre quase chegou aqui no Burajiru, mas fracassou todas as vezes. Depois a Toei conseguiu emplacar Pretty Cure e nós no país ficamos apenas com a Eliana fazendo cosplay de Sailor Moon distópica no espaço

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No geral, a Henshin acertou boa parte das coisas. Falaram de Gundan Wing, Sailor Moon Super Star, Medabots… só erraram mesmo em coisas que acabaram chegando depois ou nunca foram licenciadas (ou seja, já ficou melhor que os históricos previews de começo de ano do Jbox). O triste mesmo é ver como animes estão tão fora da televisão hoje em dia, além da falta de relevância na Netflix… mas aí é assunto pra outra matéria.

Panini descobre que pode fazer publicidade de mangás e público se surpreende

20 maio sonia-merchan-saitama-capa

O mercado de mangás passa por uma grande crise, minna, e as editoras não sabem como resolver. Antigamente era fácil, qualquer canal exibia um desenho de olho grande, aí as editoras pensavam “nossa, vou lançar isso em mangá” e beleza. Funcionou em alguns casos que teve bom timing, em outros o negócio veio com um atraso.

No entanto, não temos mais animes na televisão (tirando Chef Sensei e o Domingão do Faustão). Um reflexo disso é que, tirando o recente caso de Pokémon, o último barraco que tivemos de mudança de dubladores numa série foi na época antes do hiato do Mais de Oito Mil, quando eu não praticava ainda o jornalismo respeitável de hoje. Sem animes na televisão, como que as editoras podem ter aquela publicidade gratuita de seus produtos?

No entanto, as coisas mudaram essa semana. A Panini decidiu ousar e fez uma grande divulgação de One-Punch Man pela cidade de São Paulo, em pontos de ônibus e no metrô (ela sabe que seu público alvo é fodido demais para andar de carro). O resultado deu mais o que falar nas redes do que notícia de retorno de Hunter x Hunter, pois os otakus compartilharam com orgulho as imagens de algo que eles nunca haviam visto antes.

Fotos surgiram num grupo de Facebook de mangás e se espalharam rapidamente pela Internet, a ponto até mesmo de Bethinha Kodama divulgar em seu Facebook (sim, pois meu jornalismo respeitável envolve stalkear editores). IKIMASU ver um print de sua rede social?

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(Percebam o número de compartilhamentos e que pessoas usaram o emoji de “uau” mostrando surpresa. Repare também na foto de avatar de Bethinha que pode ser tanto viral da republicação de X-1999 quanto do mangá da Xuxa Jovem)

Agora só fiquei com uma dúvida: devo dar os parabéns pela Panini por ter descoberto que é possível fazer publicidade de mangás ou devo lamentar que nosso mercado tem mais de 15 anos e só agora as editoras estão pensando em grandes ações assim?

O Jbox vai parar e vou explorar o assunto com GIFs animados do editor gato

17 maio jibajbox-muito-gato-capa

Foi só eu publicar a matéria sobre o hiato da Nova Sampa e da NewPOP que esse encontro vocálico afetou também um dos grandes sites da nossa Imprensa Especializada (pff). Segundo um vídeo liberado nesta terça-feira pelo governo Temer para ofuscar a declaração que o SUS pode acabar, o Jiback do Jbox disse que o site VAI PARAR. Entenda melhor abaixo:

Como eu sei que você não clicou nesse vídeo por puro desinteresse ou para não gastar seu plano de dados móveis, decidi explicar o que vai acontecer com o Jbox em texto mesmo e ilustrar essa matéria com deliciosos GIFs animados do charmoso Jiba, que inclusive concorreu no último Troféu Imprensa Especializada (pff) na categoria Blogueiro Colírio por ser o husbando das otacas acostumadas à homem barango escrevendo sobre anime e mangás. IKIMASU ver o colírio em ação?

O pequeno Jiba explicou que o site existe desde o tempo que anime era relevante no Burajiru.

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Mas aí eles ganharam obrigações de vida adulta, como justificar aquele monte de gibi caríssimo que compra todo mês, e foram ficando sem tempo para cuidar do site (que não dava dinheiro).

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Para não gerenciar um trabalho nas coxas, a saída foi fazer um hiato tipo os de Hunter x Hunter e organizar o site até ele voltar com força total como sempre esteve.

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Então é isso, o Jbox vai parar e você terá que se informar em outros sites da Imprensa Especializada (pff), como o Chuva de Nanquim ou aquele site lá que não cito o nome porque são escrotos pra caralho.

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Enquanto isso, Jiba aproveita o resto do vídeo para mostrar duas de suas paixões. Uma delas são os gatos:

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…e a outra são as blogueiras do bumbum gordo *-*:

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HUSBANDO ETERNOOOOO!

Voltem logo! A imprensa especializada (pff) precisa muito do Jbox!

NewPOP Editora e Nova Sampa: morreram ou foram para a Record?

17 maio por-onde-andam-editoras

Mesmo com a completa ausência de matérias no Mais de Oito Mil, até porque as editoras não conseguem chamar a atenção em meio ao governo do Dabura, estou me esforçando para dar um sinal de vida e apresentar algo a vocês leitores que consomem meus textos e me garantem alguns centavos quando clicam ali do lado no merchan do Capitão Onigiri. Mas sabe quem também anda meio sumido? As editoras Nova Sampa e NewPOP. Por onde andam?

Vamos começar com a NewPOP. No último capítulo, ela teve um pequeno problema com um carregamento de papel que ficou preso no porto, obviamente uma praga das editoras concorrentes que têm transparência em maior ou menor grau. Faz um bom tempo que não vejo títulos desconhecidos e/ou moe nas bancas e comic shops, sinal que a NewPOP não dá as caras nas prateleiras há um tempinho. Será que morreu? Bem, não…

A conta oficial da editora tem estado muito ativa no Facebook, seja fazendo postagens genéricas de “dia dos nerds” ou fazendo aquelas promoções gostosas na loja online da editora (vocês terão outro exemplo de loja online se clicarem ali do lado no merchan do Capitão Onigiri… já falei isso hoje?). E no último dia 13 de maio, uma declaração:

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Basicamente é aquilo mesmo, o papel empacou e eles atrasaram toda a produção. No entanto mantiveram a fanpage atualizada, botaram aquelas indiretinhas no texto de esclarecimento e estão de parabéns pela transparência. Vamos então para o outro caso, o da editora Nova Sampa.

A última vez que tivemos novidades da Nova Sampa, depois dos anúncios não cumpridos de 2015 e da participação da mesa redonda do Anime Dreams em 2016, foi o anúncio do retorno da editora com o mangá Pride – O Supercampeão no começo de abril. Estamos quase em junho, vamos ver qual foi a última postagem da editora na página do Facebook?

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Ok, foi uma postagem no final de abril com um RT de uma promoção de uma loja online de mangás (que funciona como a Capitão Onigiri, conhece?). Mas qual foi a última postagem da Nova Sampa mesmo?

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Torcendo para que a estratégia da editora seja apenas um hiato disfarçado de últimos suspiros.

Inuyasha ganha enquete de relançamento da JBC e queremos Impeachment Já

13 maio INUYASHA-IMPEACHMENT-CAPA

Cansada de ter que ser a pessoa da relação que sempre decide tudo, a editora JBC decidiu abrir para os leitores a decisão de qual o próximo mangá a ser republicado no Burajiru. No entanto, assim como nas eleições de 2014, um candidato era pior que o outro: tinha Shaman King, Inuyasha, Fruits Basket, Cowboy Bebop, A Princesa e o Cavaleiro e Angelic Layer.

Acompanho alguns grupos de mangás na Internet, então a minha pesquisa DataMdOM na base do olhômetro indicava uma divisão forte em três candidatos, são eles Shaman King (cujo maior atrativo é que o final não foi publicado no Burajiru e que agora seria a chance), Inuyasha (cujo maior atrativo é ser um peso de papel composto de 112 meio-tankos e uma trama que consegue ter filler no próprio mangá) e Fruits Basket (a cota shoujo da eleição). Pois bem, Cassius Medauar surgiu no telão do Henshin Online dessa semana e anunciou que o vencedor foi:

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(Sim, a porcentagem foi quase igual à votação do primeiro turno de 2014)

Inuyasha… com quase METADE dos votos, seguido de Shaman King e bem abaixo Cowboy Bebop (a cota adaptação ruim de anime da eleição). Detalhe que beeeeeem na rabeira, ao lado do Eduardo Jorge e do Pastor Everaldo, estão A Princesa e o Cavaleiro (a cota clássico superestimado da eleição) e Angelic Layer (a cota Clamp).

Queria comunicar que estou INCONFORMADA com essa votação. E como no Burajiru ficar inconformada que meu candidato não ganhou é justificativa para que fazer pirraça, vou bancar o Aécio Neves e pedir recontagem imediata de votos. Não que eu me interessasse por qualquer um desses títulos, mas Inuyasha é algo tão arrastado e excessivamente longo que a única justificativa para ganhar com tanta vantagem é a teoria da conspiração de que a Panini contratou Lan Houses para que votassem no mangá de cinquenta e poucos volumes só pra quebrar a JBC.

Proponho uma intervenção imediata, minna! Vamos pegar em nossas panelas elétricas e vamos batucá-las na frente do prédio da JBC durante o próximo pronunciamento do Cassius no Henshin Online! Vamos derrubar esse mangá corrupto que foi eleito de forma injusta e vamos retirá-lo através de um Impeachment que está na constituição. Aí quem assume é Shaman King! Ou então vamos fazendo vários recalls até que o candidato que nos agrade mais seja contemplado com essa republicação em offset transparente!

IMPEACHMENT JÁ! NÃO QUEREMOS PAGAR ESSE PATO!!!

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Mara ajuda leitor a encontrar otakas em sua escola

12 maio quero-uma-otaka-capa

Enquanto o Burajiru está dividido entre os que acham que é golpe e os que não acham, ou então entre se o Temer é satanista ou apenas tem um visual gótico com intimidade picante, o Mais de Oito Mil continua na missão de ajudar os otacos do país a resolverem seus problemas. Inclusive, recebi um email há algumas semanas (dsclp, eu olho pouco o email do meu próprio site porque só me mandam spam do Spring.me e bombas de aumento peniano) que me animou a ressuscitar uma seção antiga do blog. Vamos lá?

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E a cartinha que pequenos Rowlets trouxeram no bico até minha conta do Gmail é de um leitor que vou omitir o nome, mas que mandou uma mensagem tão sincera que obviamente decidi ajudá-lo a resolver seu problema. IKIMASU ler a epístola:

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Então, caro Marcos, obrigada pelo contato. Fiquei comovida com o seu pedido sincero e por você ser leitor recente, além de você ter usado o termo “otaka” em vez dessas frescurites de “otome” que as pessoas usam para parecerem algo mais legal do que são de verdade. Mais do que isso, você nem ao menos se importa se eles forem homens também, afinal os grandes mangás da Shonen Jump tão aí nos ensinando que o melhor do mundo são os tomodachis e os nakama. Por causa disso, EU VOU TE AJUDAR.

Para começar, dependendo da sua idade é mesmo difícil encontrar otakas na escola. Isso porque as editoras não se preocupam muito com o público infantil e esperam que os adolescentes acordem de um dia para o outro pensando “nossa, acho que vou na banca comprar um quadrinho japonês”, sem que precisem ir apresentando ao jovem leitor esse universo em preto e branco com diálogos transparentes. Mas, calma, ainda existem otakas na sua escola, e a forma de encontrá-las é simples.

Você vai precisar dos seguintes itens:

1 (um) mangá shoujo aprovado pelo movimento Mais Shoujos no Brasil
1 (uma) dose de paciência
1 (um) ambiente aberto, pode ser o pátio da sua escola

Em primeiro lugar, escolha um canto de sua escola que tenha o maior fluxo de pessoas do sexo feminino e que não seja perto do banheiro feminino (pois nessa área nosso nível de atenção é menor, queremos chegar logo no nosso destino). Pegue então o seu volume de mangá que é aprovado pelo movimento Mais Shoujos no Brasil, como Aoharaido (ATENÇÃO, é importante que seja aprovado pelo movimento porque shoujos como Sailor Moon vão atrair apenas viúvas e A Princesa e o Cavaleiro atrai apenas críticos velhos de quadrinhos que exaltam essa coisa só porque tem o nome do Tezuka), e jogue no chão de forma que a capa fique bem visível.

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Imagem da fanbase de Sailor Moon

Espere pacientemente até que alguma moça repare no volume e diga “nossa, sinto cheiro de cultura mais rica”. Pronto, daí você conseguiu identificar uma otaka e pode puxar papo com um oi e algum comentário sobre o mangá (que eu espero que tenha lido também). Claro que você pode apenas reparar se alguma moça da sua escola está lendo um mangá e ir falar com ela, mas meu método é muito mais efetivo.

Daí é simples, basta conversar respeitosamente com a moça. Claro que pode ocorrer de não ter uma otaka na sua escola, mas nada impede que você faça amizades não otakas e lhes apresente os quadrinhos da Grande Nação Japonesa. Você faz muito bem em querer aumentar seu círculo de amizades, então espero que você consiga… seja com minhas dicas ou não.

 

Plantão da Fanfic de Pokémon com Plot Twist carpado

4 maio FANFIC-POKEMON-PROCESSINHO-CAPA

O principal assunto dessa semana… bem… foi a tocha olímpica. Mas no nosso mundinho otaco a tocha se chama Ash vs Red e tem o formato de uma fanfic distópica não-oficial que os criadores querem publicar não-lucrativamente custando 5 reais e ainda esperam conseguir um contato com a Pokémon Company para que ela autorize essa patacoada em prol dos fãs de Pokémon do Burajiru e pelo estímulo à leitura das crianças brasileiras.

Depois de um post do Mais de Oito Mil que denunciei os males da verdade e sem amor, o autor da fanfic deixou de lado a centena de mensagens que recebe diariamente e me deu um pouco de atenção explicando vários pontos abordados da minha matéria num eloquentíssimo post que faria Mineirinhooo voltar para a escola do conceituado Professor Odilon para aprender novas técnicas de retórica. IKIMASU porque o post é maravilhoso SIM e irei analisar em detalhes COM CERTEZA.

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Começando no melhor estilo das indiretinhas de feice-kun, o autor Hal diz que as críticas estão falando principalmente sobre o livro juntar os personagens Red e Ash (galera assiste a um anime que o personagem não envelhece e tá aí cobrando coisas como “coerência”) e ao fato dele querer cobrar pelo livro. Já entendemos como é o esquema da Saraiva, mas você achar que não ficar com o dinheiro vai tornar seu projeto “sem fins lucrativos” é o mesmo que achar que a Pokémon Company um dia vai oficializar a ultracoerente trama que o Ash está em coma.

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Depois, o autor diz que a culpa do desleixo da Nintendo aqui no Burajiru É DOS FÃS QUE CONSOMEM PIRATARIA que dá um PREJUÍZO GIGANTESCO para a empresa. E como que ele vai combater isso? Simples, lançando um produto o qual ele não tem os direitos autorais e que o valor vai para seu próprio bolso e não para a empresa que tá tendo um prejuízo gigantesco. E ainda diz que o negócio não pode ser disponibilizado de graça POR CULPA DO CAPITALISMO!!!! Minna, tô numa plenária de faculdade de Ciências Sociais e não tô sabendo?????

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Quem precisa de um husbando, edredom e rmvbs de Sailor Moon da Manchete quando temos um post tão maravilhoso para ler na Internet??? Os motivos de Hal ficam claros neste trecho: ele pensa nos fãs que querem um produto de qualidade (no caso, uma fanfic distópica de Pokémon). ELE PENSA NOS JOVENS!!!! E não venha você, leitor debochado do Mais de Oito Mil, dizer que prefere jogar os gaems em inglês porque ISSO É UMA FRASE EGOÍSTA DITA POR UMA PESSOA EGOÍSTA!!!

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Mas claro que ele sabe que não tem os direitos autorais. Depois que a Pokémon Company não respondeu seu email “ow tenho um projeto genial que vai mudar a ideia que vocês têm do Burajiru”, ele conta agora com a ajuda de um dono de loja de card-games e de UMA ADVOGADA que surgiu tão maravilhosa nesse plot twist que até fez com que euzinha abandonasse a tradicional marcação rosa do Mais de Oito Mil para uma VERMELHA que representa a cor que meu rosto está agora de tanta vergonha que tô sentindo. E olha que já vi uma apresentação cosplay do Bob Esponja lutando contra um Vegeta.

O papo tá bom, mas é hora de esclarecer algumas coisas. Ninguém aqui é contra fanfics (na verdade eu sou, mas até aí sou contra otacos também) e nada impede que você faça uma história ~madura~ de um desenho de bichinhos que lutam porque a forma como a história é oficialmente constrange sua adultice. Porém, tudo muda a partir do momento que você começa a comercializar isso. Como eu falei, não importa se você pega todo o dinheiro e rasga ao vivo no Periscope, o fato de DAR DINHEIRO já dá para a Pokémon Company todos os motivos de ir até você e arrancar até a sua cueca de Pikachu.

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Se você digitar “Pokémon Company” e “processo” no Google achará links maravilhosos de projetos de games gratuitos que eles fecharam e até uma história sobre um dono de café que foi multado em 15 mil dólares (uma caralhada de reais, segundo a cotação de hoje) APENAS porque ele fazia um evento de Pokémon cobrando 2 dólares por pessoa para ajudar na decoração.

Você encerra seu texto dizendo que muita gente está criticando o seu projeto e dizendo que todos temos ódio. Pode até achar que estamos todos contra você e seu projeto incrível que vai até convencer a Nintendo a voltar ao Brasil, mas aqui vai um alerta de graça (sim, estou indo contra o capitalismo) do Mais de Oito Mil: se você não tem os direitos autorais, NEM SONHE EM COMERCIALIZAR ESSA FANFIC ou então a coisa vai ficar bem feia (expressão mudada depois de toque do leitor) pro seu lado.

Fãs tentam autorização oficial para lançar fanfic distópica não-oficial de Pokémon

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Vivemos num mundo em que a picaretagem anda de mãos dadas com a boa intenção, desde a situação política do país até o mundinho dos otakus, e por isso devemos ficar atentos com tudo. Recebi uma mensagem da leitora Aline de Paula contando sobre uma história de que dois fãs de Pokémon teriam conseguido a permissão oficial da Pokémon Company para lançar um livro não-oficial sobre a série e senti aquele cheirinho de pauta maravilhosa do Mais de Oito Mil, aí decidi ir atrás para mais informações com todos os pés atrás, afinal a dona de Pokémon é mais chata que roteiro de slice of life genérico.

A tal discórdia começou quando o site Pokémon Center publicou uma notícia que deixou os fãs empolgadíssimos (se bem que qualquer Ditto 6 IVs tem o mesmo efeito nessa fanbase). IKIMASU conferir:

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PERAÍ que tem muitas empresas respeitadas no mesmo balaio para gente começar a desconfiar das coisas. Supostamente a dona dos direitos de Pokémon autorizou dois fãs a lançarem um ebook não-oficial (mas se tem a autorização não seria oficial?) que visa não o lucro, mas que será vendido a 5 reais pela Saraiva. Se vender bem, sai em formato de papel.

Eu já ficaria bem desconfiada com essa coletânea de dados, já que a Pokémon Company nunca liberaria os direitos de sua franquia e tá pouco se fodendo para a divulgação da mesma no Burajiru. Mas, mesmo assim, fui no tal site oficial sugerido pela matéria e… vi que o site oficial era uma página no Facebook. Bem, acontece, né? O problema são as informações desencontradas:

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Ou seja, segundo o site oficial que é uma página no Facebook, o livro é pra chamar a atenção da empresa dona dos direitos de Pokémon que supostamente já sabe da publicação do livro (afinal, permitiu). Outra coisa que me deixou confusa foi a tal parceria com a Editora Saraiva, afinal eles colocaram o logotipo da editora em todas as imagens de divulgação. Será que a Sairava tá sabendo do rolê? Fui atrás e descobri isso:

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A Saraiva tem uma ferramenta chamada “publique-se” que permite a publicação de ebooks (ah vá!), e se o negócio vender bem a Saraiva pode se interessar em publicar em papel afinal ela não é boba, nem nada. Só que… assim… acho que a Saraiva criou essa ferramenta para a publicação de histórias originais, como seria o caso do romance “Professor Odilon’s Adventures” que estou escrevendo para um futuro lançamento no Kindle, e não para a publicação de histórias que a pessoa não tem os direitos autorais, não é mesmo?

Aproveitando minhas habilidades de stalker acabei descobrindo que, por trás desse projeto, também está o site Pokémon Blast News (que, por sua vez, não tem relação com o site Nintendo Blast e muito menos com o golpe Fire Blast). Inclusive, o roteirista da história que se passa num futuro em que Ash é uma espécie de ditador mal-amado é diretor de Marketing do site. Numa atitude que vai surpreender todos vocês que acham que o Mais de Oito Mil não pratica o jornalismo sério, euzinha fui atrás dos autores para tirar umas dúvidas. Afinal, eles devem ter alguma explicação para tudo isso, ao contrário da Eliana que ainda não soube explicar aquele aquele clipe conceitual MARAVILHOSO.

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Perguntei a eles sobre a questão dos direitos autorais que um site falou que tem e eles não, perguntei sobre a Saraiva permitir publicações sem que se tenha os tais direitos autorais e também questionei o valor cobrado sendo que é um projeto sem fins lucrativos. A pagina oficial gentilmente te me respondeu com um link que eu já tinha lido sem muita atenção que explicava que não há a possibilidade da Saraiva vender de graça e que 65% do valor vai para a própria editora. Por fim, disseram que o site Pokémon Center botou a carroça na frente dos Taurus (na verdade eles falaram bois, só tentei dar uma descontraída na matéria) e que eles estão atrás dos direitos.

Insisti mais um pouco e pedi as respostas a respeito dos direitos autorais (vai que não leram, né?), se eles realmente acreditavam que a Pokémon Company iria permitir que usassem a marca deles numa história assim, e aí minhas mensagens no Facebook foram ignoradíssimas por eles igualzinho o último cara que saí fez comigo (B-san, o vodu contigo já tá quase pronto). Se houver uma resposta (deles, não do B-san), atualizo a matéria.

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Resumindo… nem precisei entrar em contato com a Pokémon Company para descobrir que isso não é nada oficial, né? E embora eles usem a justificativa que isso acontece com Minecraft (vide aquelas histórias que a Tambor está publicando) e que ajuda a popularizar a franquia, mas sabemos muito bem como a Pokémon Company não é tão mente aberta assim.

Nada contra fãs que escrevem fanfics se passando no futuro de Pokémon com Ash barbado e batalhas violentas do jeito que os fãs (aqueles com necessidade de autoafirmar uma adultice) sempre sonharam, mas achar que terão a permissão da Pokémon Company e usar o logotipo da Editora Saraiva como forma de tornar isso como algo aparentemente oficial é um caso de inocência maior do que achar que o Ash um dia vai sair dos 11 anos de idade.

SPFW: As camisetas do apresentador do “G1 em 1 minuto”

29 abr camisetas-fabiano-capa

Ao contrário do que você leitor deve estar pensando, eu não confundi e postei uma matéria do Coisas de TV no login do Mais de Oito Mil. Caso você seja uma viúva da TV Globinho e do tokusatsu nacional Bambuluá e Os Cavaleiros do Futuro, é bem provável que você fique ligado na Globo todos os dias pela manhã na expectativa da reprise de um Digimon ou de um Dragon Ball Z mais picotado que contratos da Yamato em pacotes da NewPOP. Se esse é o seu caso, você deve ter percebido que, durante o Encontro com Fátima (que é o único encontro que um otaku tem no Burajiru), ela interrompe a programação para falar com os apresentadores do “G1 em 1 minuto“, um jabazão do portal de notícias da Globo.

Acontece que Cauê Fabiano, um dos apresentadores, tem chamado mais a atenção que a própria notícia por ser bonito e por usar camisetas nerds. Mas não “nerds” do tipo Jovem Nerd que é apenas uma exaltação de quão ~boa~ era a infância nos anos 80, digo aquele tipo de nerd mais contemporâneo. Provavelmente Cauê começou aos poucos, com uma camiseta do Darth Vader, e aí foi passando para drogas mais pesadas. Cheguei a pesquisar na Internet pra ver se achava imagens para esse post e o máximo que encontrei foi essa notinha no Ego:

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(“camisetas divertidas” é o novo “memes são aquelas carinhas“)

O ponto é que Cauê Fabiano engatou nas camisetas nerds (e muitas otakas e dos gaems) até chegar ao cúmulo da blusa de ontem. Quer acompanhar o crescente fashion do gatíssimo apresentador tatuado? IKIMASU então conferir esse desfile do Mais de Oito Mil Fashion Week:

***

Começamos o desfile com Cauê Fabiano-kun e esse modelito de joysticks de videogaems, roupa na qual o pessoal do #ForaPT nem deve ter reparado na estampa porque a cor da camiseta já denuncia os interesses comunistas do jornalista:

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Como quem não quer nada, Cauê-kun apareceu com essa camiseta de O Laboratório de Dexter mostrando que nos anos 90 não deixava a mãe ver a novela para acompanhar as estreias dos Cartoon Cartoons no horário nobre:

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“Deixa ele, as camisetas são discretas” deve ter pensado o diretor do quadro, e Cauê-kun aproveitou a permissão para ir cada vez mais ousando no jornalismo global, chamando mais atenção que o apelido de Maju e o nome pornográfico do Bonner.

Aqui ele usa uma camiseta dos Vingadores com o Capitão América e o Homem de Ferro, e confesso que só estou colocando essa foto para que o Google traga para o Mais de Oito Mil os virgens fãs de comics que estão quase tendo uma ejaculação com o Guerra Civil:

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Cauê-kun é dos gaems e mostra sua diversidade mundial com a tela de seleção de personagens de Street Fighter II enquanto naturalmente traz notícias apocalípticas sobre o mosquito que é sim mais forte que um pais inteiro e mais alguns territórios à sua escolha:

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Os iniciais de Kanto são o tema deste novo modelito que reflete a maior dúvida dos jovens mileniuns, acima das perguntas “o que farei na faculdade?” e “qual filme verei na Netflix?“:

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A escolha de Cauê-kun, no entanto, é bem óbvia:

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Nesse belo dia da foto a seguir, enquanto falava de delações, Cauê fez a alegria dos redatores do Site dos Cavs, que obviamente tiveram a comprovação que se tratava de um viral da Globo para anunciar que o Encontro com Fátima sairia do ar para a exibição dos Cavs com a dublagem da Manchete e sem cortes:

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Até que, ontem (28/04), Cauê Fabiano ultrapassou todos os limites do bom senso e de como se portar num ambiente de trabalho. A qualquer momento ele vai aparecer de cosplay e a Globo não conseguirá impedir este homem:

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