Por que há falta de mulheres protagonistas na Shonen Jump?

20 abr

Estava eu na minha costumeira romaria em grupos otacos no Facebook, procurando pauta e saciando desejos masoquistas de ler burrices, e me deparei com um post muito interessante. Um membro de um dos grupos postou a capa recente da Shonen Jump que coloca seus protagonistas todos e levantou uma pergunta muito precisa: falta mais representatividade feminina nos mangás shonen? Afinal as mulheres dessa capa basicamente são secundárias.

Bem, daquela discussão vou ficar apenas com o questionamento do rapaz, até porque trazer comentários de que mulher não pode ser protagonista de quadrinhos shonen é ter uma limitação mental maior que a quantidade de fillers em Naruto Shippuden. Mas vale a pena a gente se perguntar porque não encontramos protagonistas mulheres na Shonen Jump num geral.

Um argumento muito usado para explicar isso é a demografia da Shonen Jump, afinal ela é destinada para garotos de 11 a 17 anos. Sendo assim, para uma mentalidade de quinta-série, ~faz sentido não ter personagem feminina~ já que a revista precisa conversar com o público leitor daquele gênero e daquela idade, certo? Acontece que essa demografia não representa necessariamente o público consumidor, porque quase metade dos compradores da Shonen Jump são mulheres (e isso que estou excluindo os leitores que já passaram dos 17 anos faz tempo).

Há alguns anos, bem antes do hiato aqui do Mais de Oito Mil, lembro de ter publicado uma crítica sobre One Piece dizendo que eu achava a série apenas legal. Veja bem, eu nem ao menos falei que ela era ruim, falei apenas que não era a coisa mais incrível do mundo e isso me rendeu uma montanha de comentários dizendo que eu não poderia entender One Piece, afinal era um mangá feito para homens. Vou até resgatar um print daquela época:

Na época eu precisei responder com um texto do próprio Oda:

Cinco anos se passaram e ainda rola uma dificuldade de aceitar mulher no universo dos mangás shonen. Isso quando não rola a falta de aceitação de que pode muito bem existir uma série de ação ou luta protagonizada por uma mulher.

Isso fica evidente quando pensamos em algo bem fora da tal representação. Ignore qualquer “função social” do mangá e pense apenas no dinheiro (lembre-se que a Shueisha não é instituição de caridade e lança seus mangás para ganhar dinheiro com isso). Não faria sentido ter personagens femininas mais importantes, sendo que quase metade do público consumidor é composto de mulheres? Por que motivos os editores da Shonen Jump não tentam agradar esse público que é tão importante nas vendas? Eu arrisco uma resposta: porque vai afastar o outro público consumidor, os homens.

Apenas o mais imbecil preconceito que brota nas menos pensantes cabeças masculinas justifica esse pavor de consumir uma série protagonizada por uma mulher, mas ele existe. E não pense que isso funciona apenas no Japão, porque o resto do mundo também é esse atraso de vida (ou por que você acha que não temos um filme da Viúva Negra e muito menos brinquedos dela quando sai um novo filme dos heróis Marvel, mesmo ela estando em pé de igualdade com outros protagonistas do filme?). Arrisco até dizer que esse preconceito nos quadrinhos japoneses acaba sendo estimulado pelos próprios editores e essa mentalidade antiquada de separação de mangás para homens e mulheres.

Vamos falar a real: não existe mangá exclusivamente para homem, até porque não existe um mangá em que seja fundamental a utilização de um pênis durante a leitura. E ler um mangá protagonizado por uma mulher não vai arrancar a ~masculinidade~ de ninguém. Ponto final. Temos séries ótimas com mulheres protagonistas, como A Lenda de Korra, e se algum cara não assiste por ter uma mulher no papel principal podemos apenas lamentar que está perdendo uma maravilhosa série de ação, melhor que muito shonen aí.

E assim encerramos mais um post da seção Problematizando. SIM, esse é mais um post da odiada seção do Mais de Oito Mil, e só tô revelando isso agora para não afastar o pessoal que odeia essa palavra. Kissus!

A “EGOtização” das pautas de anime nos grandes sites

18 abr

Ontem foi um dia muito triste para o jornalismo, afinal a Globo anunciou o fechamento do site EGO. Conhecido como uma grande ironia das notícias de celebridades que podia ou não ser considerado sério, o fim do EGO levou fãs das subcelebridades às lágrimas e serviu como lenha para o pessoal inteligentão se autoafirmar superior. Inclusive vi muito otaco aí falando “affe já vai tarde, quem fica acompanhando esses sites que vivem de clickbait e resuminhos de novelas?“. Mas o que é a vida se não uma grande ironia, afinal os grandes sites da imprensa nerd TAMBÉM adotaram o EGO Way of Life para render suas pautas.

Não, hoje não vou falar mal da nossa querida blogosfera otaka que faz posts de primeiras impressões e se aprofunda em temas pedantes de animes da temporada, quero falar é dos grandes. Afinal, eles que contam com grandes equipes, investimentos e dinheiro de publicidade precisam de cliques a qualquer custo, e todos eles descobriram que as notícias de anime no formato EGO ajudam (e muito) a manter esses grandes conglomerados editoriais.

IKIMASU olhar a capa do Uol Jogos na manhã de hoje para entender melhor o que tô falando:

Observe que a menor parte do grid é justamente sobre jogos, com uma notícia sobre o Resident Evil 8. Metade é ocupada por Tamagochi (que cumpre a cota Nostalgia da imprensa) e as outras notícias são todas sobre Dragon Ball. Inclusive podemos falar que Dragon Ball Super ativou o lado Minha Novela dos sites ~geek~ porque eles começaram a investir pesadamente em resumos do capítulo da semana anunciado na base de muito clickbait, como podemos ver abaixo nessa coletânea de chamadas do próprio Uol Jogos e do também grande IGN Brasil:

Com muitas exclamações e títulos vagos, os grandes sites parecem ter encontrado na editoria Dragon Ball uma fonte de cliques fáceis em matérias repletas de erros de informações e gírias duvidosas (“mandar o papo”???). Na verdade, outros animes como Ataque dos Titãs saíram da esfera do nicho e ganharam cobertura especializada do IGN Brasil, tendo mais destaque na capa do site que a tal carta escondida se explicando sobre o plágio que rolou numa matéria de Zelda:

Mas se você pensa que clickbaits são exclusividade dos meios de comunicações atuais, está enganadíssimo. Não que isso seja um fenômeno recente, afinal a imprensa nerd sempre se valeu das estratégias da nossa indústria das celebridades. Nos anos 2000, por exemplo, acompanhamos a proliferação de revistas sobre anime e mangá nas bancas com excesso de matérias de capa sobre Dragon Ball Z ou Naruto.

Inclusive, podemos até dizer que a revista Ultrajovem com DBZ era como a Tititi com a novela das nove, porque acompanhávamos resuminhos quinzenais do que aconteceria no anime e nos filmes animados. Havia até uma edição especial da AnimeDO que trazia resumos dos mangás de Dragon Ball e Ranma 1/2 numa época que não tínhamos os mangás por aqui.

Nem mesmo a Herói nos anos 90 escapava das notinhas de famosos, porque a revista tinha um quê de CARAS ao conter entrevistas e matérias sobre o dia a dia das celebridades que os otacos tinham: os dubladores de Cavaleiros do Zodíaco. Como as pessoas relacionadas aos animes eram todas japonesas e não havia contato fácil com o outro lado do mundo, surgiu a ideia de glamourizar os dubladores de animes e assim eles foram ganhando popularidade graças a matérias do Marcelo Del Greco.

E como Marcelinho dá risada na cara do limite, ele foi ainda mais além quando editava a Henshin e fez essa MARAVILHOSA revista com os dubladores vestidos de cosplays cafoníssimos de seus personagens:

O que exatamente quis mostrar com esse panorama das chamadas de matérias aqui no Mais de Oito Mil? Bem… nada de mais. Apenas queria apontar como os sites atuais estão investindo muito em risíveis matérias da editoria Otakices, mesmo sem claramente saber o que falar sobre o assunto, e que as pautas no estilo EGO continuam vivas mesmo com a morte do site.

É apenas questão de tempo até vermos um “Akira Toriyama compra baguete na padaria” ou “Naruto estaciona carro no Leblon“.

NewPOP anuncia 3 novos títulos e nenhum deles é Madoka!

11 abr

Todo otaku sabe muito bem que o Henshin Online é a ferramenta da JBC que serve como fonte de memes do Cassius Medauar e para avisar que Akira e Inuysha não têm previsão de lançamento. Já o Planet Time é o programa da Panini em que Tadashi apresenta os títulos da editora com falando como se o vídeo estivesse acelerado em 1.5 no YouTube. Ok, mas cadê a NewPOP? Bem, hoje Junior Fonseca inaugurou o NewPOP Now, com vídeos sobre a outra editora de mangás do Burajiru.

O primeiro vídeo deu uma atrasada até para combinar com os títulos da editora, e logo na estreia vimos Junior muito tímido e um merchan discreto de energético azul. Ah, também rolaram anúncios porque é assim que se atrai atenção da otakada. IKIMASU ver o que rolou?

Título: Toradora
Sinopse: Ryuuji e Taiga são dois adolescentes imbecis que se apaixonam por outras pessoas, mas depois de uma ajuda mútua percebem que “oh meu kami-sama o amor estava debaixo do meu nariz”.

Título: Shakugan no Shana
Sinopse: Garota com sangue nos olhos apronta altas confusões para salvar o planeta de uma invasão genérica de uns inimigos aê.
Tem Shana, mas não é: Yuri

Título: Re:Zero
Não é: da Capcom
Sinopse: Natsuki Subaru não faz parte da população empregada e é transportado pra um mundo medieval onde ele ganha o incrível poder de retornar a um ponto anterior toda vez que morre e a habilidade de sempre tomar as piores decisções.

A NewPOP confirmou então o lançamento das novels de Toradora, do mangá e das novels da Shana aí e tá pronta pra falar que ama a Emilia com o lançamento das novels de Re:ZeroParabéns editora NewPOP por trazer títulos relevantes, conseguir manter lançamentos e, principalmente, POR NÃO TER ANUNCIADO NADA DE MADOKA. AGORA VAI!

Hoje é o aniversário de 2 anos do anúncio de Akira pela JBC

10 abr

Não sei vocês, mas eu simplesmente amo festa de kodomo (“criança”, caso você não entenda o idioma da Grande Nação Japonesa). A possibilidade de me acabar em bolinha de queijo, minipizza e sanduíche de carne-louca é muito mais interessante que ir em balada ouvir música genérica ou ir em barzinho com gente que só fica lembrando dos bons tempos de TV Globinho. Por isso, quando fui avisada que hoje teria um aniversário de dois anos eu fiquei ultra contente. Infelizmente, ninguém providenciou a festa.

Há dois anos, em 10 de abril de 2015, a JBC revelou o 20º anúncio daquele ano exclusivamente para o site Omelete (pra quê divulgar na imprensa especializada se a gente é trouxa de fazer isso de qualquer jeito, né não?): o grande clássico Akira. No dia seguinte, a página da JBC mostrou toda a animação com o negócio:

Desde então, a JBC vem sendo enrolada na base do “vamos marcar” pela Kodansha e pelo autor do negócio que inventou de ~remasterizar~ o mangá. Atualmente, Akira está uns 99% do lançamento, segundo a JBC, mas sabemos que aquele 1% é vagabundo e o negócio pode demorar mais alguns meses.

De qualquer forma, se a JBC quiser fazer uma festinha é só usar esse convite especial que fiz aqui:

Novo trailer de Pokémon é um tapa na cara das Little Kanto

8 abr

Tal qual o Anime Friends e o especial do Roberto Carlos, a estreia dos filmes de Pokémon é um evento anual que gera expectativa quando é divulgado e um pouco de decepção quando chega. As Little Kanto (fãs do continente de Kanto) estavam ansiosas porque esse filme seria uma releitura da primeira fase de Pokémon (a melhor, segundo elas), e viam sua expectativa aumentando a cada teaser com cenas nostálgicas.

As Little Kanto estavam loucas para ver cenas como o adeus de Butterfree e a evolução de Charizard com alguns quadros de animação a mais e em HD, mas aí chegou um novo trailer que literalmente danço para-para na cara das fãs. IKIMASU ver o que rolou?

Bem, o trailer começa já mostrando Ash dando de cara com o pássaro-dourado-do-primeiro-episódio-que-agora-já-tem-o-design-do-Ho-Oh, até aí nada de novo…

Segue para o Pikachu fazendo cu doce pro Ash, até aí nada de novo…

Quando os Little Kanto já estavam relaxados com a exibição de imagens que eles idolatram, a produção do anime deu aquela empurradinha para forçar a entrada e colocou alguns bichos que não lembramos de ter visto em Kanto:

A partir daqui, embarcamos numa viagem a uma realidade alternativa de Kanto, em que temos dois amigos que não são Brock e Misty

Sem contar na participação de um ditador distópico usando barba e um boné de treinador… SIM, ASH VS RED VIROU CANON EM POKÉMON!!!!

Até que chega o ponto que FODA-SE KANTO, VAMOS ENFIAR UM MONTE DE ALOLA SIIIIIIM:

Será que vai ficar tudo daijoubu para os fãs de Pokémon?

O cosplayer já apareceu em A Força do Querer e tá tudo daijoubu

7 abr

Ignorando completamente os clamores da Associação Brasileira de Cosplayers (ou algo assim, sei lá), a Rede Globo enfiou no capítulo desta sexta-feira (07) de A Força do Querer o polêmico personagem cosplayer. Como os fãs da arte de se fantasiar estavam preocupados com a suposta falta de realidade do personagem (numa novela que tem uma SEREIA como protagonista), IKIMASU ver como foi a cena pra falar com propriedade?

Tudo começa quando Yuri e seus amigos cosplayers estão saindo de um evento de anime devidamente cosplayados no meio da rua.

Seu celular toca e é sua mãe Heleninha (que na novela anterior era uma vilã perigosíssima que traficava mulheres para a Turquia e era presa por chutar lixeiras), cobrando que ele volte para casa depois do evento para fazer a lição de casa. Segundo ela, é inadmissível que ele repita mais um ano por causa do seu hobby:

Absorto no personagem inconsequente, o pobre Yuri mistura a personalidade otaka com a própria identidade e responde à mãe com palavras japonesas que aprendeu na falta de tradução de japonezices dos mangás da Panini:

Helena-chan é das nossas e dá uma surra de realidade no filho otaquinho:

Assim que chegou em casa, Yuri pegou seu tio de surpresa (o gostosíssimo Rodrigo Lombardi, husbando das espectadoras de doramas da Globo):

Assim que foi cumprimentar seu sobrinho falando “Yuri!” como bom tiozão que pergunta das namoradinhas, o pequeno cosplayer se indignou e impôs seus limites:

Rodrigo Lombardi poderia ter ficado calado com a situação, mas é um homem viajado que entende das coisas da molecada:

Logo depois Yuri foi para seu quarto conferir o torrent de Shingeki no Kyoujin e Helena-chan demonstrou todo o seu receio de interagir com essa tribo jovem no seu núcleo da novela:

Por sorte, Rodrigo Lombardi estava nas televisões de todo o país avisando para o público brasileiro que cosplay é uma arte normal:

Ah, bom! Então agora tá tudo daijoubu!

Para quem quiser assistir à cena, é só clicar aqui e ser feliz.

 

Análise Especial: Anime do Boruto é o mais puro creme do filler

5 abr

Os otacos que são avessos a coisas populares até podem chiar um monte, mas a última série japonesa que fez um pequeno boom aqui no Burajiru foi o Naruto por causa do SBT. O ninja loiro foi acolhido pelo coração dos novinhos que não viam a menor graça em Cloth Myths e que não entendiam as regras de Yu-Gi-Oh, e desde então Naruto foi um fenômeno.

Com o término da série Naruto Shippuden esses dias aí, achávamos que a Grande Nação Japonesa estava pronta para deixar um de seus maiores sucessos descansar em paz após 700 capítulo mas nãããão o Studio Pierot precisa daquele dinheirinho sagrado e providenciou uma série para o Boruto, o filho do sétimo Hokage Naruto (desculpa aê se você tá acompanhando pelo Naruto Gold da Panini e não sabia desse final, não quis ser tão transparente assim).

Como acontece sempre com estreias de animes importantes, euzinha aqui me propus a assistir ao episódio e analisar quase frame a frame essa história que garantirá um limite no banco maior para o Kishimoto por mais algumas décadas. IKIMASU?

#01 – Eu sou Boruto Uzumaki, tô certo!

Se você acha que o estúdio aprendeu a lição e não vai enrolar esse negócio eternamente, fique sabendo que a primeira cena do anime foi justamente ELES ESFREGANDO NA NOSSA CARA QUE VAI ROLAR ISSO MESMO, com Boruto adulto enfrentando um mal que vai destruir a Vila da FolhZZZZZzzzzzzzz:

Voltando à infância do ninja loiro, acompanhamos Boruto e seu amigo do elenco de apoio comendo sua comida favorita. Não, não é o tradicional lámen do Aska, e sim um hambúrguer para já facilitar o entendimento dessa série para o público americano:

Enquanto isso, Naruto se mostra um pai ausente nesse grande funcionalismo público que é o trabalho de Hokage, afinal ele passa o dia inteiro resolvendo papelada e fomentando a burocracia:

Na volta pra casa Boruto conhece Denki, seu futuro colega de escolinha que estava sofrendo bullying por ser rico. Enquanto ele sofre com a cabeça baixa para economizar animação, descobrimos que seu pai milionário quer que ele se torne um ninja:

Boruto foi pra casa jantar antes do primeiro dia de aula e como era de se esperar o Naruto não estava lá para reforçar ao otaku espectador que Naruto é um pai ausente:

Como manda a cartilha dos animes, Boruto acorda atrasado e decide ir para a academia ninja em cima do trem do transporte metropolitano da Vila da Folha. Mas ele percebe algo estranho, porque o moleque rico estava possuído por uma aura roxa e ameaçando os garotos do bullying com um plano maquiavélico:

Tentando evitar um acidente com outro trem, Boruto usa a técnica dos clones das sombras e isso foi o suficiente para a aura roxa sair do corpo de Denki e ele misteriosamente se munir com uma coragem nunca antes vista. Com essa força estranha, Denki evitou que Boruto caísse do trem em movimento e ainda providenciou um maravilhoso cunete no novo coleguinha:

Pelo visto a tradição de insinuações sexuais de Naruto está mantida:

Como o Governo da Vila da Folha não fez a manutenção dos trilhos devido a negócios ilícitos com um cartel de empresas de outras Vilas, o trem quebrou e saiu voando e acertou bem na testa da estátua do Naruto. Pelo menos Boruto e Denki chegaram a tempo para a aula.

E assim terminou esse episódio sem fazer absolutamente NADA de relevante, mas pelo menos manteve a também tradição de contar uma história ninja do jeito mais arrastado possível.

(Se quiser assistir ao anime aqui no Burajiru, a Crunchyroll está transmitindo simultaneamente com a Grande Nação Japonesa. Como não estou ganhando um centavo pra fazer esse merchãn, não vou por o link)

Meu Passado Otako – O dia em que a JBC conseguiu publicar Dragon Ball

3 abr

Se você pegar um frame do Marcelo Del Greco falando de Dragon Ball Z na Rede Brasil e der um zoom no olho dele, verá escrito “eu queria ter trabalhado com o mangá de Dragon Ball =(“. Um dos maiores fãs vivos da franquia, Marcelinho nunca teve a chance de trabalhar com o mangá de Akira Toriyama nem na Conrad e muito menos na Panini, certo? ERRADO! Porque quando Kami-sama fecha uma porta na sua vida, você encontra uma janela.

Pouca gente sabe, mas a JBC em 2009 aproveitou que estava saindo nos cinemas o promissor filme Dragon Ball Evolution (com o selo de aprovação de Akira Toriyama) e foi atrás dos direitos para lançar alguma coisa relacionada ao longa. Aí ela pegou com a Viz os direitos para lançar a romantização oficial do filme, afinal o mangá ainda estava sob as asas da Conrad.

O livro de Dragon Ball Evolution foi lançado antes do filme chegar aos cinemas, então algumas pessoas trouxas podem ter comprado para descobrir se o negócio ia ser mesmo legal. O livro parece ser bem grosso e tem quase 200 páginas, mas na verdade o que vale é apenas metade. Isso porque, assim como Dora a Aventureira, esse se trata de um lançamento bilíngueOu seja, você tinha do lado esquerdo a página em inglês e do lado direito a página em português. Wonderful!

No começo do livro também tinha uma galeria de fotos do filme com frases de efeito devidamente traduzidas.

Anos depois a Conrad perdeu os direitos de Dragon Ball e algum tempo depois a Panini conseguiu licenciar o mangá junto com One Piece. E o único contato que Marcelinho Del Greco teve com a série dos guerreiros Z foi ajudar na dublagem. Ajudar entre aspas, porque ele foi o responsável por retirar a frase “mais de oito mil” de Dragon Ball Kai, em uma evidente represália a este blog.

Anime Friends divulga atrações e queremos saber se tá valendo o preço

31 mar

Se tem algo que eu descobri na minha terapia é que eu sou uma pessoa muito impulsiva. Após anos de tratamento, aprendi a ser essa moça controlada que sou hoje e que prefere pensar antes de agir. Falo isso porque quando o Anime Friends anunciou que a nova edição do evento seria em um local sério, traria grandes atrações internacionais e que o ingresso seria bem mais caro, a sociedade otaca caiu matando em cima da Yamato. Euzinha, contrariando meu instinto, agi com cautela e disse que não poderíamos criticar o evento sem ver direito as atrações.

Pois bem, o Anime Friends abriu o site oficial e já estão disponíveis as atrações. IKIMASU ver se está valendo comprar o ingresso sem ser por causa das bandas internacionais?

Tem animadores que abandonaram o desenho pra virarem youtubers que fazem careta? SIM. Tem dublador que bate cartão? SIM.

Tem palestra de dubladores de alguma série? SIM! Concurso cosplay com pirotecnia e gritos em nihongo? SIM! Palestra de editora de mangá que não anda fazendo anúncio? SIM! Show de bandinha? SIM!

Tem área de coisa que nada tem a ver com o universo oriental só pra atrair mais visitante? SIM! Tem aquela área para o pessoal que idolatra pedreiras e cidades de papelão? SIM! Tem YouTubers? SIM! (mas pelo menos só chamaram os de anime e mangá)

E é claro, não poderia faltar a atração que vai justificar um ingresso cuja compra pode ser dividida em seis vezes! Sim, estou falando justamente…

DO ANIME BINGO!!!

Pronto, minna. Tá autorizado reclamar do preço do evento porque só o lugar é bonitão, o resto é o que sempre tivemos nos Anime Friends.

Nova novela das 9 terá personagem viciado em cosplay

30 mar

Estava eu felizona achando que tinha cumprido a minha meta diária de um post no Mais de Oito Mil quando apareceu a leitora Larissa Martins e me fez perceber que agora que alcancei a meta é hora de dobrar a meta. Isso porque ela, que tem um site de TV maravilhoso que vocês deveriam conhecer, me avisou que VAI TER OTAKICE NO PRÓXIMO DORAMA DAS NOVE DA GLOBO!!!

“A Força do Querer” estreia na próxima segunda-feira e promete apostar forte no humor não-intencional, porque se já não bastava uma personagem sereia e uma policial lutadora de MMA, a autora Gloria Perez (do shoujo “O Clone”) agora colocou um garoto que tem um vício peculiar: cosplay.

IKIMASU ver a notícia que deu no jornal Extra, que é tipo o Anime News Network das novelas:

Depois de presenciar o nascimento da geração dos millennials, agora estamos diante da gênese da GERAÇÃO COSPLAY em horário nobre na Globo. O personagem vai se chamar Yuri e se vestirá no dia a dia com essas roupas aí que não ganhariam boas notas no WCS porque falta brilho e pirotecnia. E se você pensa “que legal, teremos o cosplay abordado seriamente na maior emissora do país” saiba que está errado, porque o personagem só vai se comunicar com os pais através de mensagens de celular. QUE MARAVILHOSO!!!

Mais incrível que isso é ver que a tradicional imprensa televisiva não está pronta para narrar os acontecimentos dessa Geração Cosplay, vide o que a jornalista escreveu do cosplay da imagem: