JBC anuncia To Love-Ru e finalmente entendi o que é o selo Ink

28 ago INFO-CAPA

Mais uma sexta-feira chegou e com ela a nossa vontade de querer morrer porque a vida sexual tá uma merda e meu videogame não recebe um jogo decente desde o inverno de 1964. Além disso, é o dia que precede o fim de semana e também é o dia de ver o mais novo Henshin Online, aquele simpático canal de conversa de Cássius “Bacanudo” Medauar com os leitores da JBC em que ele apenas requenta velhas respostas porque, né… a gente sabe que leitor de mangá tem aquela pequena dificuldade cognitiva de assimilar explicações.

Enfim, IKIMASU ver se o gerente enlouqueceu e soltou mais anúncio hoje?

Eu conheço muito bem os meus leitores, então eu sei que você nem se deu ao trabalho de clicar no play, então vou dar um resumão das coisas. Basicamente, eles anunciaram a publicação de To Love-Ru e um outro mangá japa aí que nunca ouvi falar e não vou me dar ao trabalho, ambos pelo selo Ink.

Com isso, muitos leitores continuaram questionando o que é o tal selo Ink. Como a JBC está ocupada anunciando mais títulos que o mercado comporta, eu fiz um lindo infográfico explicando O QUE É O SELO INK DA JBC, afinal infográficos são o terceiro pilar do didatismo na internet, ao lado das listas e dos GIFs animados.

IKIMASU ver a explicação do que é o selo INK??

INFO-INK

De nada, JBC.

UOL aceita que errou e tira matéria de cosplayers do ar

26 ago cosplayers-vs-uol-capa

Deu no Uol:

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Que sorte que o Uol não deixa no ar matérias com informações incorretas, não é mesmo? E melhor ainda que eles sempre tiram do ar deduções equivocadas.

(Agradecimentos aos leitores Vlad e Danilo)

MC Mayara solta Kamehameha com a vagina em novo clipe

25 ago mayara-bandida-capa

Vocês ficam tão preocupados com TOCs da Shonen Jump e quadros intermediários de animes que acabam deixando de lado coisas maravilhosas que somente o Burajiru pode oferecer, como papel ruim nos mangás lançados e o funk. MC Mayara é uma grande filósofa contemporânea que desenvolveu a teoria da Branca de Neve, uma música que mostra a efemeridade dos relacionamentos amorosos em tempos de pós modernidade e aponta para um futuro de poliamor. Afinal, por que só ter um se eu posso ter sete?

Ontem lançaram o novo clipe de MC Mayara, a continuação do clássico “Ai Como Eu Tô Bandida” dessa vez com o intitulado “Ai Como Eu Tô Bandida dois” (talvez inspirada na originalidade do nome Ring Ni Kakero 2? Fica a dica de pauta, saite dos Cavs!). No clipe, ela encarna uma super-vilã que sai andando pela cidade com duas trans finíssimas cometendo crimes enquanto transforma todo mundo que se coloca contra ela em esmeraldas do caos roxas com futum. Em seu caminho, vários super-heróis surgem, e a quebra paradigmática é que na verdade eles são membros da sociedade conservadora brasileira:

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E qual é o grande poder dessa super-vilã brasileira? Simples, ela solta um kamehameha de sua vagina que acaba com todo o preconceito, é como se educação de qualidade fosse representada artisticamente por um raio que sai de uma buceta. No subtexto, ela quer dizer que apenas a libertação sexual e a defesa dos direitos das mulheres é capaz de destruir os alicerces de toda a sociedade machista. Mas se tudo isso foi muito papo de oprimido pra você homem cis e hétero, pelo menos todo mundo pode se divertir com os periclitantes GIFs animados de MC Mayara acabando com o patriarcado com sua vagina superpoderosa:

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Cada país tem os tokusatsu que merece, e fico muito honrada que somos representados por Bambuluá e pela MC Mayara. Para ver o clipe inteiro, é só clicar aí. E agradecimentos ao leitor Rafhael Victor pela pauta.

Em apenas um vídeo o UOL conseguiu zoar mais os cosplayers que eu em 6 anos de MdOM

22 ago cosplayers-vs-uol-capa

Foi lançada ontem a última edição da trilogia das matérias equivocadas do UOL a respeito do meio tokuanimangático, dessa vez colocando duas psicólogas especializadas em adolescentes para ofenderem gratuitamente toda a tribo de cosplayers de uma forma que nem euzinha, após anos de cobertura de eventos de anime repletos de gothic pobritas, consegui de forma competente. Seria isso pura implicância com esse pessoal adpeto ao mundo fantasiso? Uma tentativa desesperada de conseguir cliques? Ou então foi para evitar que as pessoas discutam quem foi acusado na lista do Janot e prefiram zoar o pobre moço que fez um cosplay de Inuyasha em 2015? Enfim, vamos torcer para eu ter aprendido a colocar embed e IKIMASU ver esse sensacionalismo em forma de streaming:

CLIQUE AQUI E VEJA O VÍDEO (claro que o embed falhou)

Na verdade, essa matéria do Uol é um exemplo lindo de como se pode facilmente manipular uma reportagem, pegando todos os trechos convenientes tanto dos cosplayers quanto das psicólogas para você afirmar sua tese que esse pessoal fantasiado é tudo maluco mesmo. Tudo embalado ao som de músicas pré-históricas sobre super-heróis e perguntas filosóficas e informações genéricas apresentadas graficamente num pôr do sol poético:

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(reparem como não consegui humilhar os cosplayers nem com minha intervenção photoshópica)

Bem, eu não tenho conhecimento algum de psicologia para poder questionar o sensacionalismo dessas matéria quando dizem que cosplayers são pessoas sem vida social e que confundem a própria personalidade com os papéis que interpretam (legal que o mesmo acontece com um negócio que existe há pouco tempo chamado TEATRO). Isso quer dizer que tanto a matéria quanto as psicólogas se livraram de uma voadora de argumentos dessa blogueira que mal consegue se levantar da cadeira? Mas é claro que não, pois vou compartilhar a opinião de uma cosplayer bem tradicional do meio dos eventos e que -olha só que conveniente- TAMBÉM É UMA PSICÓLOGA e pode retrucar os argumentos babacas da reportagem:

Finalmente em casa,estão sentados? Vamos lá…. se você ler até o final, deixe algum comentário, pra eu ficar feliz. Depois é só desativar as notificações.
Pra quem não sabe hoje foi publicada uma matéria em que “Psicólogas discutem a influência do cosplay na formação da identidade pessoal do adolescente.” O texto que acompanha o video ainda fala que “Fantasiar-se como seu herói preferido é uma febre entre jovens desde a década de 1970 nos EUA e Japão, mas ultimamente a mania tem causado distúrbios de personalidade em adeptos que chegam a usar a fantasia em seu dia-a-dia.” Tá lá, no site da TV UOL onde foi publicado originalmente.
Bom, pra quem não sabe, eu sou psicóloga, mestre em psicologia clínica, tenho 38 anos, sou casada, funcionária pública trabalhadora… e sou cosplayer! Sou da abordagem behaviorista, mas estudei psicanálise tb e posso garantir que ambas as psicólogas foram deveras infelizes em seus depoimentos, embora eu acredite que tenham tido suas falas distorcidas e manipuladas, pois não acredito que realmente considerem (pelo menos uma delas) que todo cosplayer se acha uma porcaria quando não está de cosplay. Será mesmo que elas não falaram de nenhum aspecto positivo de ser cosplayer? Eu duvido, quero entrar em contato com as duas para esclarecer tudo isso.
A primeira frase da psicóloga Gislaine Dominicis na matéria é: “O cosplay não favorece a integração, ele favorece a desintegração”. Ok, ela prossegue falando da desintegração entre o eu que eu sou mesmo e o eu que eu represento ser, mas de cara já levamos aquele susto de “como assim”, pq pensamos em integração SOCIAL, e não da integração ou desintegração da gente com a gente mesmo! Cosplay promove integração social, fiz muitos amigos nesse meio, inclusive conheci o meu amado marido nesse meio! Agora, falando da gente com a gente mesmo, depende muito do ponto de vista, pq o que ela chama de desintegração não faz muito sentido uma vez que estamos incluindo novos eus, sem tirar nada. São trocas de papeis temporárias. Nem no próprio evento somos aquele personagem o tempo todo. Somos o personagem praticamente apenas quando vamos tirar foto ou se apresentar, na maior parte do tempo somos nós mesmos fantasiados.
Em seguida entra a psicóloga Leda Zancanella, falando que “ficar na fantasia é gostoso, é cômodo”…. ok, gostoso é mesmo, mas… CÔMODO? Se tem uma coisa que não é, é cômodo! Cômodo é ficar na mesmice do dia a dia, isso sim! Usando roupas confortáveis e passar batido pelos outros. Estou sendo sarcástica pq sei que ela não falou no sentido literal, mas cômodo soa bem pejorativo, não é? No sentido de acomodado, como se fosse “fácil” viver a vida de cosplayer! Não, minha senhora, não é! A gente sofre preconceito, críticas e muitas vezes somos mal interpretados, por exemplo, ao recusar tirar uma foto por estar com pressa para ir ao palco ou por estar almoçando durante um evento.
Se tem pessoas com distúrbios graves a ponto de ignorar a realidade provavelmente passaria por isso também em qq outro hobby, até colecionando selos! São pessoas que precisam mesmo de ajuda, precisam de psicoterapia e até de acompanhamento médico-psiquiátrico mesmo. Nem de longe são a maioria dos jovens que frequentam eventos abertos a cosplayers. Uma pena que essas duas psicólogas uma especialista em adolescente e outra especialista em jovens, nunca tenham ido a um evento para relatar isso, eu duvido que tenham ido, pelo menos foi que transpareceu na matéria, falaram como se todo cosplayer fosse alienado! Aí colocam cosplayres falando de fugir da realidade, como se fôssemos um bando de drogados! Nós usamos nossos cosplays em eventos específicos, ninguém vive seu personagem 24h por dia, ninguém vai trabalhar de cosplay, é como participar de uma festa a fantasia, é um hobby, uma diversão, pra sair um pouco da realidade SIM , mas de uma forma saudável e divertida, sem ter a “vida real” prejudicada por isso.
Quando uma das psicólogas fala do orgulho de ser outro personagem e que isso é um perigo, novamente está discriminando nosso hobby como se a gente não soubesse separar fantasia de realidade! Que isso? E ainda vem com o papo de que quando não estamos de cosplay somos uma porcaria (sim, ela usou essas palavras!) e que cosplay não ajuda na auto-aceitação, não ajuda a gente a chegar onde queremos… tudo invertido! No meio cosplay e também no consultório, com os cosplayers que atendi, conheci pessoas que se sentiam discriminadas por serem deficientes físicas, deficientes mentais, pelo tom da pele, pelo peso, pela altura, pela opção sexual, todos se encontram, se reconhecem e se sentem melhor usando cosplay, fazendo amigos, namorando, vivendo, superando obstáculos, se tornando pessoas melhores, tudo isso numa sociedade que é muito preconceituosa! E essa amizade não fica só nos eventos, não fica só atrás da máscara (cosplay), vai para o dia a dia, para outras atividades de lazer, cinema, passeios, aniversários, etc. São amizades verdadeiras! Respeito verdadeiro! Reconhecimento verdadeiro!
E não se preocupem, estamos todos (ou a grande maioria) no play mesmo, na brincadeira! Eu não sou os meus personagens, eu sou eu e gosto de homenagear meus personagens favoritos através do cosplay. E não só como cosplayer, mas como psicóloga que sou, poderia passar mais de duas horas falando dos benefícios do hobby cosplay para os jovens e também para os ADULTOS (oooooh, adultos tb fazem cosplays, olha a noivdade!). Mas acho que já chega.
A música “Heroes” do David Bowie é excelente! Heróis por um dia, perfeito! Mas a outra música escolhida, das Frenéticas, repetindo que “o que mais me dói é que você escolheu errado seu super herói”, ah, fala sério! Cabe uma série de palavrões aqui, não é?
Por tudo isso fica aqui a minha revolta para Rodrigo Bertolotto e Adriano Delgado e toda a equipe UOL que deixou isso passar! Não é para as psicólogas, muito menos para os cosplayers. Avalio que foram todos vítimas dessas mídia podre e manipuladora!

(Pra você que não leu o textão do face, vamos resumir: a Márcia dançou a coreografia do encerramento de Haruhi Suzumiya  em cima da desqualificação das profissionais apresentadas no vídeo e da equipe do UOL.)

E por que estou fazendo todo esse apoio aos cosplayers em vez de convocar a Ba-chan para escrever uma carta aberta? Porque estou farta do UOL! Eu aceitei de boa escreverem uma pauta sensacionalista falando que Korra tem insinuações lésbicas, também até relevei uma outra matéria mostrando as coisas pesadas dos animes (e dando destaque para aquele beijo gay no começo do Naruto), mas ningué… ouviram bem?… NINGUÉM VAI ZOAR OS COSPLAYER AQUI NO MEU TERRENO, ENTENDEU?????

Marcelo Campos fora do CdZ, animação ruim em Dragon Ball Super e por quê cês tão se importando com isso?

17 ago campos-dbsuper-capa

O Mais de Oito Mil ficou uns dias sem atualização porque eu estava muito ocupada com meus afazeres diários (que envolviam terminar de ver Hunter x Hunter e aprender a coreografia que vai tirar a Dilma da presidência), e nesse tempo aconteceram dois pequenos barracos que os otakus já ficaram NOOOSSA. Esse site inteiro é baseado em implicância e birra, então tudo isso seria uma colherada cheia de constrangimento que renderia muitos cliques, certo? Acontece que nenhum deles é minimamente relevante para ganhar um post de rebosteio aqui no Mais de Oito Mil e o motivo é muito simples: ambos são tão porcamente requentados quanto o Naruto Gold da Panini que não tem nada que vale o preço inflacionado! IKIMASU ver melhor as budegas!

Barraco nos bastidores da dublagem do jogo dos Cavs

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Segundo vários sites de notícias e fontes que vieram diretamente até mim (mas eu mantenho minhas fontes em segredo, tá David Denis Lobão?), Marcelo Campos não estará no novo jogo de Cavaleiros do Zodíaco dublando os míticos personagens Jabu de Unicórnio e Mu de Áries (sabe aquele cavaleiro de ouro que tem um tom de voz de narrador de documentário do Discovery? Um grande desafio de atuação pra um dublador). Os fãs estão consternados e temem que o jogo perca a identidade só porque o Marcelo Campos não emprestou a voz para personagens tão relevantes assim.

Sinto informar, mas briguinha envolvendo estúdio de dublagem, dublador e otaku burro a gente já teve aos montes. Lembram quando alguém teve a ideia de dublar Dragon Ball Kai num estúdio aí e meio mundo de dublador se recusou a botar os pés lá? O dublador do Goku chegou a pedir uma Genki-Dama para os fãs para que clamassem pela voz do Goku e no fim tudo foi resolvido pra nada (afinal, quem viu Dragon Ball Kai?).

Brigas de dubladores com estúdio sempre aconteceram, mas agora os dubladores podem usar os fãs babacas como estratégia de barganha. Não que seja o caso do Marcelo Campos (que realmente é um dublador bom, veja o Edward de FMA), mas isso já aconteceu muito por aqui inclusive com alguns dubladores estrelinhas cujo nome não podemos pronunciar por motivos de “egosearch”. Ou seja, barraco requentado e podemos ir para o próximo tópico.

Animação porca de Dragon Ball Super

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Segundo toda a imprensa especializada em sensacionalismo barato e especulação de especialistas em coisa alguma, a animação de Dragon Ball Super está uma porcaria porque alguns frames intermediários estão tão atraentes quanto o ensaio sensual proibido que fizemos com o Leonardo Kitsune e desistimos de publicar.

“Mas, Mara, sua blogueira gorda que já destruiu uma cadeira do seu antigo trabalho com o seu peso de elefanta, você tá protegendo Dragon Ball Super porque você é dragonballzeira otária”

A animação de Dragon Ball Super é porca? Sim, isso todos nós sabemos desde o primeiro capítulo, mas é sério que cês tão fazendo esse circo todo (tem gente até promovendo petição) para a Toei tomar vergonha na cara SÓ AGORA? A saga do Inferno de Cavaleiros (aquela feita em flash) estreou em 2005 e ninguém falou nada, a saga do Elíseos é de 2008 e foi a mesma coisa. Entre 2012 e 2014 rolaram ainda 97 episódios porquíssimos de Cavaleiros Ômega, 147 episódios malfeitos de Toriko, 26 de Sailor Moon Crystal e agora, DEZ ANOS DEPOIS, cês acham que a Toei tá fazendo merda e devia repensar seus conceitos? Por favor!

(Fora que o Anikenkai fez o único texto sensato que vi a respeito desse assunto. Cê viu? O blog tem outras matérias que não ficam punhetando Genshiken)

E o que tiramos de tudo isso?

Que otaku se acostumou tanto com as republicações da JBC que agora tá republicando até barraco antigo como se fosse coisa nova. Seja menas, pfv.

Nova Sampa não foi convidada para o grupinho das editoras maiores [ATUALIZADO]

6 ago editora-nova-sampa-desconvidada-04

E aí, seus otakus, tudo bem com vocês? Comigo nem tanto, pois desde o retorno triunfal do Mais de Oito Mil (que aconteceu após um homossexual careca descobrir meu login e dizer que sou eu na esperança de desencalhar) que não faço a minha seção favorita do blog. O Cantinho do Barraco do Leitor era muito edificante e ajudou a construir o atual panorama… Que mentira, gostamos mesmo é de ver o circo pegando fogo e o Hisoka saindo queimado.

Por sorte, às vezes nem precisamos procurar pela encrenca pois os barracos surgem nos lugares mais inesperados e foi isso que aconteceu. Lembra que rolou matéria aqui sobre o debate das editoras, aquele que tem a montagem do Cassius como Yugi e da Kodama como Kaiba que eu comecei a usar como background do celular? Se você não lembra pode clicar aqui. Ou então ver esse pequeeeno flashback em tom de sépia:

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Ou seja, só estavam presentes as editoras JBC, Panini e Newpop porque o representante da Nova Sampa teve problema de saúde, certo? ERRADO!!!! IKIMASU ver o que deu no Facebook do Giuliano Mediador (sim, agora até Facebook dos outros alimenta nossas pautas favoritas):

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Pera, como assim? Quer dizer que a Nova Sampa foi ignorada pelo debate da mesma forma que todos da imprensa especializada (pff) ignora o Mais de Oito Mil em seus projetos??? Bem, uma fofoca só fica mais deliciosa quando vamos à Fossa das Marianas da intriga, e por muita sorte o Giuliano deu corda para a Nova Sampa falar um pouco mais sobre o caso.

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Mas que delícia de sashimi de girafa (nem sei que porra de gíria é essa, mas se tá num mangá então existe)!!! Só discordo um pouco da parte que o editor responsável diz que não estava doente, afinal ele topo ir num domingo do Anime Friends, o que pra mim é muito mais grave que qualquer problema de saúde (e isso já te garantiria a pulseirinha vermelha no Pronto Socorro).

A pergunta é: rolou um convite por parte do evento? Se houve, ele foi extraviado pelos gnomos do gmail? Se não teve convite, por que mentir? E por que dar mais esse desgosto para uma editora que já passou por todo o sofrimento de uma vida ao licenciar Vagabond achando que os otakus iam comprar?

Como sempre, deixamos o espaço aberto para a editora Nova Sampa, a organização do Anime Friends e para qualquer leitor que deseja contribuir financeiramente com as minhas leituras mensais de mangás.

ATARASHII INFORMATION 08/08

(ou “atualização” numa língua menos bonita)

Temos atualização sobre o caso! Giuliano Mediador publicou em seu post no Facebook o link desta matéria, e Júnior Fonseca (o dono da Newpop que aparentemente nunca envelhece… sério, que tipo de produtos ele usa???) explicou a situação para a editora Nova Sampa. Conseguimos um print exclusivo usando o novo navegador do Windows 10 que vem com umas canetinhas pra gente desenhar passaralhos nas caras das celebs:

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Pronto, resolvido. No fim, percebemos que ou houve uma grande falha de comunicação ou então a editora Nova Sampa tem dupla personalidade (ou seja, já queremos no próximo papo). Escolham a opinião que for mais divertida para vocês.

Ancine vs Crunchyroll? (Round 1)

5 ago CRUNCHYROLL-ANCINE

Vou confessar que nunca fui muito adepta da Crunchyroll, principalmente porque na veze que tentei ver no meu computador ficava passando em loop infinito aquela propaganda do piriri do Floratil e eu acho aquilo muito perturbador. Mas depois que colocaram o app do serviço no Wii U, minha vida mudou e agora até estou fazendo algo que eu odeio e que é ver animes. No entanto, minha alegria pode acabar logo, e nem é porque a merda da bateria do Wii U acaba mais rápido que o meu salário: a Ancine está querendo aplicar nos serviços de streaming as mesmas regras da TV paga. O que esperar disso? Claro que uma bosta.

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(Estava com preguiça de fazer imagem então coloquei essa genericona do nosso vasto banco de imagens)

Para que você entenda: a TV paga, que sempre primou pela exibição de programas mal-legendados e por reprises infinitas do filme do Homem-Aranha, teve que se reformular e todos os canais foram obrigados a colocar conteúdo nacional. A intenção de estimular a produção nacional é ótima, mas no fim acabou que os canais a cabo compraram pacotes de filmes brasileiros manjadíssimos e reprisam eternamente no lugar do Homem-Aranha.

Enfim, com o aumento de assinantes na Netflix, claro que a Ancine inventou de querer se enfiar lá para aplicar as mesmas regras e tornar o “mercado mais justo”. Ou seja, podemos imaginar que eles vão obrigar serviços de streaming a colocar uma porcentagem de conteúdo nacional. Coincidentemente, hoje também saiu uma notícia no O Globo sobre a queda das assinaturas de TV paga e o anúncio da primeira série brasileira original na Netflix.

“Mas e o que eu tenho a ver com isso, Maracutaia? Eu só vejo One Piece e Soul of Gold na Crunchyroll!”

Então, lembra da lei que obrigava a colocar produtos nacionais em todos os canais? Ela complicou a vida de alguns como canais especializados em filmes clássicos (o TCM). O foco do canal é exibir filmes americanos anteriores à década de 70, como enfiar conteúdo nacional? Bem, o canal foi sendo desfigurado e hoje em dia passa até filme do Selton Mello.

Isso é o que imagino que pode acontecer com a Crunchyroll. Além do serviço ser sediado no Brasil, eles vão precisar colocar “animes brasileiros” pra cumprir uma cota. E como isso existe tanto quanto a noção da JBC de parar com anúncios em 2015, só temos duas saídas possíveis: ou o serviço vai embora do país ou enche a grade com vários desenhos nacionais apenas para ficar em dia com a regra da Ancine. Ou você acha que agora o anime do Holy Avenger vai vingar?

Só tenho uma dúvida sincera: beleza, na TV paga a gente é meio que obrigado a ver o que os canais passam… mas no caso do streaming quem é que vai me obrigar a ver conteúdo brasileiro?

A grande lista dos mangás que misteriosamente nunca foram lançados no Brasil

2 ago mangas-nunca-publicados-capa

Se existisse um órgão do Governo responsável por conferir quem é merecedor ou não da Carteirinha de Otaku, com certeza eu já teria sido multada porque obviamente tenho achado mais divertido ver a Drica Moraes tomando chifre da própria filha que um anime genérico com um monte de colegiais dando em cima de um homem frouxíssimo. Talvez por isso eu não tenha ficado tão empolgada durante as palestras de editoras nos últimos eventos (quando a Kodama-chan anunciou Akame Ga Kill fiquei pensando mas-que-porra-é-essa?). Estaria eu ficando velha? Não só isso.

Na verdade eu tô acostumada à época em que ou se lançava grandes clássicos de autores conhecidos ou então trazia uns mangás de animes exibidos na televisão. Como estes não existem mais, Panini e JBC estão bem ocupadas disputando os títulos que aparecem na parte de favoritos do Crunchyroll. Porém, existem ainda alguns mangás cujos animes já foram exibidos por aqui, e eu nunca entendi por que seus mangás nunca foram publicados até agora. Como não tem Verdades Secretas de sábado e vida social é para quem tem disposição, fiz uma listinha de alguns desses títulos. IKIMASU!

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Nome: Tenkuu Senki Shurato
Como se Soletra: S-H-U-R-A-T-O-SHURATO
Autor: Hiroshi Kawamoto
Quantos Volumes? 6
História: Um garoto chamado Shurato é teletransportado para o Mundo Celestial com seu melho amigo Gai após o desejo de uma deusa cafona chamada Vishnu. Aí lá eles são rivais e se unem a outros guerreiros com armaduras duramente criticadas por Marcelo Del Greco em matérias na Herói.
Por que deveria ser publicado? Essa série fez um sucessinho quando passou na Manchete naquela época que a emissora tava desesperada pra arranjar outro anime que sucedesse os Cavs. Muitas crianças gostavam, inclusive uma blogueira gorda que impressionava os amiguinhos da escola por saber todos os mantras de cabeça.
Por que não foi publicado ainda? Talvez por ser velho ou talvez porque qualquer pessoa desanimaria de comprar vendo essa capa.

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Nome: Fly – O Pequeno Guerreiro
Nome de Verdade: Dragon Quest – Dai no Daibouken
Autor: Riku Sanjo
Quantos Volumes? 37
História: Moleque insuportável chamado Fly (ou Dai) vive aventuras que servem com pretexto para divulgar o jogo Dragon Quest, aquele que a cada lançamento faz com que aumentem em 300% as piadas de “agora que Hunter x Hunter não volta tão cedo”.
Por que deveria ser publicado? É mais um anime emblemático que os nostalgistas cantam a música de abertura em evento de anime. Fora que o anime foi cancelado, então nunca ficamos sabendo como terminava a história emocionantZZZzzz…
Por que não foi publicado ainda? Meu filho, cê acha que alguma editora vai arriscar trazer 37 volumes de um treco velho desses?

CAPA-MEGAMI-SAMA

Nome: Ah! Megami-Sama
Mais conhecido como: Oh My Goddess!
Autor: Kosuke Fujishima
Quantos Volumes? 48
História: Preciso falar a história? Já falei que tem 48 volumes e o mangá ficou 25 anos em publicação, tá na cara que isso NUNCA vai ser publicado aqui!

capa-tenchi-muyo

Nome: Tenchi Muyo
Autor: Hitoshi Okuda
Quantos Volumes? A primeira série tem 12 e a segunda tem 10
História: Garoto sem talento com mulheres vê sua vida mudar quando aparecem cinco alienígenas gostosas completamente apaixonadas por ele. Aí no meio do bagulho ele descobre que é descendente de um guerreiro lendário. Ah, e tem umas luta de mecha. E um coelho que mia e vira uma nave espacial.
Por que deveria ser publicado? Foi exibido no começo dos anos 2000 dentro do Band Kids e depois ainda foi reprisado lá por 2005. E a JBC publicou El Hazard que é muito pior…
O que as editoras não veem em Tenchi Muyo? Elas não veem que ela é uma pioneira.

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Nome: Excel Saga
Autor: Koshi Rikudo
Quantos Volumes? 27
História: Existe uma organização criminosa chamada Across que quer dominar o mundo e só tem duas funcionárias. Uma é loira e louca, e a outra está com um pé na cova.
Por que uma história com uma premissa tão ruim assim deveria ser publicada? Não fala assim da série, ela é legal! Excel Saga sempre foi assunto das revistas especializadas, e chegou a passar no Animax no meio dos anos 2000. Engraçado que o autor já foi publicado aqui no Burajiru pela JBC, infelizmente foi naquele mangá Ageha que não era assiimm tão legal.
Por que não foi publicado ainda? Talvez porque tem volumes demais. E rola um medo de trazer mangá de comédia porque quem costuma rir é a editora concorrente.

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Nome: Bucky
Mas na verdade é: Jibaku-kun
Autora: Ami Shibata
Quantos Volumes? 6
História: Um garoto com um character design que não estimula muitas expressões faciais sai viajando por um mundo doido baseado num relógio de ponteiro em busca de ser o melhor e… quem se importa com esse roteiro quando temos um monte de bolinhas cor de rosa com cara de prisão de ventre que explodem???
Por deveria ser publicado? Bucky fez parte do trio de animes exibidos pelo Band Kids que o pessoal tem certa nostalgia. E, como falei, El Hazard que é ruim já teve sua chance. A autora também já foi publicada no Burajiru pela JBC naquele mangá tosco do Blue Dragon.
Por que não foi publicado ainda? Olhando essa capa eu não sei nem como alguém comprou esse anime pra passar aqui na TV.
Curiosidade: Jiback também é o apelido do redator do Jbox que os leitores do Mais de Oito Mil querem ver em fotos sensuais.

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Nome: Super Campeões
Nome Japonês Estiloso pra caralho: Captain Tsubasa
Autor: Yoichi Takahachi
Quantos Volumes? A série principal tem 37, o mangá Captain Tsubasa World Youth tem 18, o mangá Captain Tsubasa Road to 2002 tem 15, o mangá Captain Tsubasa Golden-23 tem 12 e o atual Captain Tsubasa Rising Sun tem 2 até o momento
História: Garoto com nome de sedutor profissional do Teste de Fidelidade é tem relacionamento estável com a bola de futebol e tenta ser o melhor jogador do mundo contra outros jogadores (que treinam chutando bolas em tsunamis) em partidas realizadas em campos de oito quilômetros de extensão.
Por que deveria ser publicado? Estamos no país do futebol e é uma grande vergonha que o único título do gênero publicado tenha sido o Super Onze daquele jeito. Nós já assistimos a dois animes, um na Manchete e outro na RedeTV e o negócio está na memória afetiva de todo mundo.
Por que não foi publicado ainda? O maior empecilho nem deve ser o alto número de volumes, e sim o traço do autor que faz o Masami Kurumada parecer um Da Vinci (OLHA ESSA PERNA DO OLIVER!).
Se for publicado… prevejo brigas homéricas dos otakinhos decidindo se tem que usar os nomes cafonas do anime ou os originais com honoríficos-san.

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Nome: Zatch Bell!
Na verdade se chama: 金色のガッシュベル!!
Fala o nome direito, gorda! Konjiki no Gash!!
Autor: Makoto Raiku
Quantos Volumes? 33
História: Um monte de pirralho usa uns bonecos assustadores pra brincar de lutinha.
Por que deveria ser publicado? Passou na TV a cabo e na Globo.
Por que não foi publicado ainda? Além de ser muito longo, você nem se lembrava dessa coisa!

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Nome: Nodame Cantabile
Autora: Tomoko Ninomiya
Quantos Volumes? 23
História: numa escolinha de música do barulho, um maestro e uma pianista se apaixonam e têm um tórrido romance digno daquele dia que foi uma pianista pelada tocar no Programa Silvio Santos.
Por que deveria ser publicado? Enquanto os otakus ficam fazendo campanha idiota de Mais Shoujos no Brasil estimulando que as editoras tragam qualquer merda genérica sobre uma garota que entra no colegial e nunca se deu bem com garotos, aqui temos algo diferente e bom. Ah, e o anime passou dublado no Sony Spin e você nem ficou sabendo.
Por que não foi publicado ainda? Talvez porque as editoras têm medo de apostar em um mangá musical (gênero que não faz sentido algum).

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Nome: Jobs
Autora: Mari Yamazaki
Por que deveria ser publicado? Porque o Jbox falou que seria.
Por que não foi publicado ainda, heim JBC?

Otakus reagem à dublagem brasileira de Nanatsu no Taizai

30 jul nanatsu-brasil

Vocês sabem por que o Mais de Oito Mil não tem atualizações diárias? Em meio aos motivos “eu tenho vida social” e “não estou disposta”, há a principal razão: “não acontece nada no mundo dos otakus”. Como é que vou falar sobre briga de autores de antologia nacional se as antologias nacionais fracassaram mais que o Vagabond da Nova Sampa? Como é que vou falar sobre a briga de ego dos dubladores se nem tem mais anime sendo dublad… PERAÍ! Isso é uma mentira, pois o Jbox nos surpreendeu novamente com uma notícia. Veja o que deu lá:

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Está ouvindo esse barulho bem distante? Não, não é a sua memória afetiva que começou a cantar Pegasus Fantasy, sou eu batendo palmas bem devagar para a alma santa que decidiu investir em um anime popular, recente, dublado e ainda por cima por streaming. Por mais que você ainda use seu nostalgismo de “essa molecada nunca soube o que é ver os cavaleiros chegando na casa de Leão e voltando desde o começo na Manchete”, vamos combinar que esse argumento é babaca e você é trouxa de usar dificuldades do mundo analógico como prova de superioridade. O streaming é coisa pra ficar e não adianta lamentar que você precisava ver o Band Kids se quisesse ver anime tranqueira tipo El Hazard e Bucky enquanto a galera novinha vê o que quer na hora que quer. Parabéns ao distribuidor que mandou dublar e provavelmente à Netflix pela possível aquisição. O mundo mudou bastante, e precisamos continuar evoluindo se quisermos ver esses desenhos japoneses.

Mas como eu disse, o mundo inteiro mudou e a maior prova disso é que ninguém mais lê blogs. Basta ver como o séquito de pessoas tietando a imprensa especializada (pfff) no Anime Friends conseguiu ser menor que o número de mangás cancelados da JBC. Molecada nem está lendo blog mais, então decidi terminar essa matéria como se fosse uma lista do Buzzfeed para ver se consigo mais visitas:

6 tipos de comentários que vemos em anúncios de dublagem em sites de anime

01. Sempre tem o otaku que não pode receber a mão e já quer o braço inteiro:

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02. E o otaku que já implica com a tradução brasileira desse idioma tão perfeito quanto o da Grande Nação Japonesa:

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03. Tem o otaku especialista em dublagem:

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04. Tem o redator bonitão do Jbox:

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05. Tem o otaku com bola de cristal que já prevê as coisas:

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06. E obviamente o otaku com comentários bairristas desnecessários:

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Mesa Redonda UFC: Panini x JBC x Newpop no Anime Friends 2015

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E aí, minna! Depois de uma série de maravilhosas de matérias falando das vantagens de se ir ao Anime Friends (que você pode clicar aqui e me render mais visitas), fiquei muito contente quando a Yamato aprovou a credencial de imprensa do Mais de Oito Mil. Isso é um sinal da valorização do nosso conteúdo, do respeito à imprensa independente e uma mudança no panorama dos eventos brasileiros. Claro que também pode ser porque a mulher que cuida disso tinha tomado umas e outras e aprovou o meu blog por engano, isso não vou saber, mas pude fazer a cobertura do Anime Friends 2015 e isso é o que importa!

Ao contrário dos outros blogs que querem apenas tirar fotos dos cosplayers, a equipe do Mais de Oito Mil (composta por um homossexual calvo e um fotógrafo alto, solteiro e pegador) pôde acompanhar as palestras das editoras, que de uns tempos pra cá ficaram parecidas com as conferências da E3. Isso quer dizer que o nível subiu? HAHAHAHA, CLARO QUE NÃO, significa que a cobertura ao vivo pelo Twitter transformou o negócio numa zoeira sem limites e É DISSO QUE EU GOSTO! E quando fiquei sabendo então que teria uma mesa redonda com os representantes da Panini, JBC, Newpop e Nova Sampa já me preparei para o combate do século. Os motivos? Bem, eu vou refrescar a tua memória…

Rebosteio na Ressaca

Tudo começou com o debate entre as editoras que aconteceu no Ressaca Friends 2014. No palco estavam Junior Fonseca da Newpop, Cassius Medauar da JBC, Beth Kodama da Panini e Marcelo del Greco da Nova Sampa. Em vez de um bate papo amistoso, vimos uma gentil troca de farpas entre as pessoas envolvidas, fora vários shoryukens dados na cara dos otakinhos que iam fazer pergunta idiota. Cassius principalmente, pois levantou o assunto que a galera pede muito shoujo, mas na hora de comprar ninguém tira o Milo de Escorpião do bolso. Em meio a tudo isso, a sempre silenciosa Beth Kodama aproveitou as considerações finais para humilhar todos os concorrentes virando uma carta armadilha que tinha plantado no terreno:

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Claro que a Panini aproveitou a mesa redonda para chamar a atenção para si igualzinho aquele seu amigo que começa a chorar no bar porque a vida amorosa dele é pior que filler de Naruto, fodendo o rolê de toda as outras editoras. Com o kokoro cheio de buraquinhos, Cassius guardou aquela ofensa e prometeu se vingar um dia… e a gente sabia que essa vingança viria na mesa redonda seguinte, marcada para acontecer no último dia do Anime Friends (que no caso é hoje, dia 19 de julho).

A BATALHA DO SÉCULO, JBC vs PANINI

Todas as pessoas na plateia sabiam que estávamos prestes a ver o duelo do século. De um lado, a JBC e Cassius (que agora usou a dança da fusão com o Marcelo del Greco) e do outro Beth Kodama e sua maleta de dinheiro infinito da Panini conquistado através do truque Rosebud do The Sims. Ah… também tava lá o Junior Fonseca da Newpop que apenas iria ver de camarote a briga e o novo representante da Nova Sampa que…

WO-DEBATE

…que perdeu por W.O. por motivos de saúde (esperamos que não seja por ter visto que Vagabond vendeu nada no evento mesmo custando dez reais). Para controlar essa verdadeira fúria de titãs editorial, seria necessário um mediador que controlasse os ânimos, que levantasse as perguntas relevantes e que soubesse colocar aquela gasolina bacanuda em uma eventual discussão. Como não conseguiram ninguém com essas qualificações, entrou no palco o nosso já conhecido Giuliano do J-Wave ao lado da Mediadora Misteriosa, uma moça que ficou o tempo inteiro no palco sem esboçar opinião, igualzinha à Genkai no Torneio das Trevas.

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(Depois ela se manifestou, mas por muito tempo achamos que ela estava representando a Conrad pela falta de fala)

No geral, a conversa entre os editores foi mais morno que debate na TV Aparecida. Faltou um pulso firme do mediador, que conduziu a conversa como se fosse uma entrevista de talk show, com a diferença que algumas informações equivocadas visivelmente incomodaram tanto Cassius quanto a Beth. O editor da JBC chegou a corrigir quando o mediador errou a data do começo dos mangás no Burajiru (tudo bem que a informação que o Cassius corrigiu também estava errada, mas curtimos o barraco então deixamos passar), e a Beth logo explicou que a história das gráficas não era da forma que o mediador apontou. Infelizmente, essa mediação acabou roubando o espaço das perguntas do público, que é a maior fonte de coices gratuitos e de comentários imbecis numa palestra. Uma pena, perdemos muitos memes.

Pena também foi que todos os editores se livraram de culpa quando o assunto foi a tal “crise no mercado editorial”. Culparam o preço do papel, o monopólio da distribuidora, o dólar, a crise do Brasil, o plano de educação do Governo, a Dilma, as caretas da Paolla Carossela (só essa não foi citada), mas ninguém assumiu que tem problemas sérios de marketing (ao contrário da Panini que assumiu no passado).

É HORA DO DUELO!

Lembram que eu disse que o Cassius ficou com o kokoro doído depois do anúncio de Aoharaido no último evento? Se não lembra, recomendo que volte para o começo do post e leia tudo de novo. Já voltou? Pois bem, ficou implícita uma guerra fria entre as duas editoras pra ver quem anuncia a coisa mais legal no fim da mesa redonda, e isso foi o que realmente aconteceu.

Quando estava todo mundo já se levantando pra ir embora e encarar as filas quilométricas dos estandes de vendas de mangás, Beth Kodama começou “então galera não queria falar nada não mas o gerente enlouqueceu e Akame Ga Kill é o novo mangá da Panini” e o pessoal NOOOOSSSA. Infelizmente para ela, o anúncio de mangá ativou a carta armadilha que Cassius armou no palco. Ele apenas pegou o microfone, se levantou e disse “Que bom. E Orange é o novo mangá da JBC” e saiu.

FOI QUASE UM LIVE ACTION DE YU-GI-OH!

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(Ok, esse não foi exaaaatamente o diálogo, mas foi a sensação que tivemos ao assistir e é isso que importa, não é mesmo?)

E assim encerrou a nossa cobertura do Anime Friends. Agradecemos sinceramente a todos os blogs da imprensa especializada (pfff) que receberam muito bem os enviados do Mais de Oito Mil, ao Henrique da  Capitão Onigiri pelo material audiovisual e principalmente à Yamato pelo credenciamento. Se vocês esperavam uma matéria falando como estava o evento, é melhor que vejam o vídeo que produzimos no primeiro domingo:

(Que gracinha esse moço de cabeça raspada e óculos que estava olhando mangás aos quarenta segundos, será que ele está solteiro?)

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