A grande lista dos mangás que misteriosamente nunca foram lançados no Brasil

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Se existisse um órgão do Governo responsável por conferir quem é merecedor ou não da Carteirinha de Otaku, com certeza eu já teria sido multada porque obviamente tenho achado mais divertido ver a Drica Moraes tomando chifre da própria filha que um anime genérico com um monte de colegiais dando em cima de um homem frouxíssimo. Talvez por isso eu não tenha ficado tão empolgada durante as palestras de editoras nos últimos eventos (quando a Kodama-chan anunciou Akame Ga Kill fiquei pensando mas-que-porra-é-essa?). Estaria eu ficando velha? Não só isso.

Na verdade eu tô acostumada à época em que ou se lançava grandes clássicos de autores conhecidos ou então trazia uns mangás de animes exibidos na televisão. Como estes não existem mais, Panini e JBC estão bem ocupadas disputando os títulos que aparecem na parte de favoritos do Crunchyroll. Porém, existem ainda alguns mangás cujos animes já foram exibidos por aqui, e eu nunca entendi por que seus mangás nunca foram publicados até agora. Como não tem Verdades Secretas de sábado e vida social é para quem tem disposição, fiz uma listinha de alguns desses títulos. IKIMASU!

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Nome: Tenkuu Senki Shurato
Como se Soletra: S-H-U-R-A-T-O-SHURATO
Autor: Hiroshi Kawamoto
Quantos Volumes? 6
História: Um garoto chamado Shurato é teletransportado para o Mundo Celestial com seu melho amigo Gai após o desejo de uma deusa cafona chamada Vishnu. Aí lá eles são rivais e se unem a outros guerreiros com armaduras duramente criticadas por Marcelo Del Greco em matérias na Herói.
Por que deveria ser publicado? Essa série fez um sucessinho quando passou na Manchete naquela época que a emissora tava desesperada pra arranjar outro anime que sucedesse os Cavs. Muitas crianças gostavam, inclusive uma blogueira gorda que impressionava os amiguinhos da escola por saber todos os mantras de cabeça.
Por que não foi publicado ainda? Talvez por ser velho ou talvez porque qualquer pessoa desanimaria de comprar vendo essa capa.

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Nome: Fly – O Pequeno Guerreiro
Nome de Verdade: Dragon Quest – Dai no Daibouken
Autor: Riku Sanjo
Quantos Volumes? 37
História: Moleque insuportável chamado Fly (ou Dai) vive aventuras que servem com pretexto para divulgar o jogo Dragon Quest, aquele que a cada lançamento faz com que aumentem em 300% as piadas de “agora que Hunter x Hunter não volta tão cedo”.
Por que deveria ser publicado? É mais um anime emblemático que os nostalgistas cantam a música de abertura em evento de anime. Fora que o anime foi cancelado, então nunca ficamos sabendo como terminava a história emocionantZZZzzz…
Por que não foi publicado ainda? Meu filho, cê acha que alguma editora vai arriscar trazer 37 volumes de um treco velho desses?

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Nome: Ah! Megami-Sama
Mais conhecido como: Oh My Goddess!
Autor: Kosuke Fujishima
Quantos Volumes? 48
História: Preciso falar a história? Já falei que tem 48 volumes e o mangá ficou 25 anos em publicação, tá na cara que isso NUNCA vai ser publicado aqui!

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Nome: Tenchi Muyo
Autor: Hitoshi Okuda
Quantos Volumes? A primeira série tem 12 e a segunda tem 10
História: Garoto sem talento com mulheres vê sua vida mudar quando aparecem cinco alienígenas gostosas completamente apaixonadas por ele. Aí no meio do bagulho ele descobre que é descendente de um guerreiro lendário. Ah, e tem umas luta de mecha. E um coelho que mia e vira uma nave espacial.
Por que deveria ser publicado? Foi exibido no começo dos anos 2000 dentro do Band Kids e depois ainda foi reprisado lá por 2005. E a JBC publicou El Hazard que é muito pior…
O que as editoras não veem em Tenchi Muyo? Elas não veem que ela é uma pioneira.

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Nome: Excel Saga
Autor: Koshi Rikudo
Quantos Volumes? 27
História: Existe uma organização criminosa chamada Across que quer dominar o mundo e só tem duas funcionárias. Uma é loira e louca, e a outra está com um pé na cova.
Por que uma história com uma premissa tão ruim assim deveria ser publicada? Não fala assim da série, ela é legal! Excel Saga sempre foi assunto das revistas especializadas, e chegou a passar no Animax no meio dos anos 2000. Engraçado que o autor já foi publicado aqui no Burajiru pela JBC, infelizmente foi naquele mangá Ageha que não era assiimm tão legal.
Por que não foi publicado ainda? Talvez porque tem volumes demais. E rola um medo de trazer mangá de comédia porque quem costuma rir é a editora concorrente.

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Nome: Bucky
Mas na verdade é: Jibaku-kun
Autora: Ami Shibata
Quantos Volumes? 6
História: Um garoto com um character design que não estimula muitas expressões faciais sai viajando por um mundo doido baseado num relógio de ponteiro em busca de ser o melhor e… quem se importa com esse roteiro quando temos um monte de bolinhas cor de rosa com cara de prisão de ventre que explodem???
Por deveria ser publicado? Bucky fez parte do trio de animes exibidos pelo Band Kids que o pessoal tem certa nostalgia. E, como falei, El Hazard que é ruim já teve sua chance. A autora também já foi publicada no Burajiru pela JBC naquele mangá tosco do Blue Dragon.
Por que não foi publicado ainda? Olhando essa capa eu não sei nem como alguém comprou esse anime pra passar aqui na TV.
Curiosidade: Jiback também é o apelido do redator do Jbox que os leitores do Mais de Oito Mil querem ver em fotos sensuais.

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Nome: Super Campeões
Nome Japonês Estiloso pra caralho: Captain Tsubasa
Autor: Yoichi Takahachi
Quantos Volumes? A série principal tem 37, o mangá Captain Tsubasa World Youth tem 18, o mangá Captain Tsubasa Road to 2002 tem 15, o mangá Captain Tsubasa Golden-23 tem 12 e o atual Captain Tsubasa Rising Sun tem 2 até o momento
História: Garoto com nome de sedutor profissional do Teste de Fidelidade é tem relacionamento estável com a bola de futebol e tenta ser o melhor jogador do mundo contra outros jogadores (que treinam chutando bolas em tsunamis) em partidas realizadas em campos de oito quilômetros de extensão.
Por que deveria ser publicado? Estamos no país do futebol e é uma grande vergonha que o único título do gênero publicado tenha sido o Super Onze daquele jeito. Nós já assistimos a dois animes, um na Manchete e outro na RedeTV e o negócio está na memória afetiva de todo mundo.
Por que não foi publicado ainda? O maior empecilho nem deve ser o alto número de volumes, e sim o traço do autor que faz o Masami Kurumada parecer um Da Vinci (OLHA ESSA PERNA DO OLIVER!).
Se for publicado… prevejo brigas homéricas dos otakinhos decidindo se tem que usar os nomes cafonas do anime ou os originais com honoríficos-san.

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Nome: Zatch Bell!
Na verdade se chama: 金色のガッシュベル!!
Fala o nome direito, gorda! Konjiki no Gash!!
Autor: Makoto Raiku
Quantos Volumes? 33
História: Um monte de pirralho usa uns bonecos assustadores pra brincar de lutinha.
Por que deveria ser publicado? Passou na TV a cabo e na Globo.
Por que não foi publicado ainda? Além de ser muito longo, você nem se lembrava dessa coisa!

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Nome: Nodame Cantabile
Autora: Tomoko Ninomiya
Quantos Volumes? 23
História: numa escolinha de música do barulho, um maestro e uma pianista se apaixonam e têm um tórrido romance digno daquele dia que foi uma pianista pelada tocar no Programa Silvio Santos.
Por que deveria ser publicado? Enquanto os otakus ficam fazendo campanha idiota de Mais Shoujos no Brasil estimulando que as editoras tragam qualquer merda genérica sobre uma garota que entra no colegial e nunca se deu bem com garotos, aqui temos algo diferente e bom. Ah, e o anime passou dublado no Sony Spin e você nem ficou sabendo.
Por que não foi publicado ainda? Talvez porque as editoras têm medo de apostar em um mangá musical (gênero que não faz sentido algum).

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Nome: Jobs
Autora: Mari Yamazaki
Por que deveria ser publicado? Porque o Jbox falou que seria.
Por que não foi publicado ainda, heim JBC?

Otakus reagem à dublagem brasileira de Nanatsu no Taizai

30 jul nanatsu-brasil

Vocês sabem por que o Mais de Oito Mil não tem atualizações diárias? Em meio aos motivos “eu tenho vida social” e “não estou disposta”, há a principal razão: “não acontece nada no mundo dos otakus”. Como é que vou falar sobre briga de autores de antologia nacional se as antologias nacionais fracassaram mais que o Vagabond da Nova Sampa? Como é que vou falar sobre a briga de ego dos dubladores se nem tem mais anime sendo dublad… PERAÍ! Isso é uma mentira, pois o Jbox nos surpreendeu novamente com uma notícia. Veja o que deu lá:

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Está ouvindo esse barulho bem distante? Não, não é a sua memória afetiva que começou a cantar Pegasus Fantasy, sou eu batendo palmas bem devagar para a alma santa que decidiu investir em um anime popular, recente, dublado e ainda por cima por streaming. Por mais que você ainda use seu nostalgismo de “essa molecada nunca soube o que é ver os cavaleiros chegando na casa de Leão e voltando desde o começo na Manchete”, vamos combinar que esse argumento é babaca e você é trouxa de usar dificuldades do mundo analógico como prova de superioridade. O streaming é coisa pra ficar e não adianta lamentar que você precisava ver o Band Kids se quisesse ver anime tranqueira tipo El Hazard e Bucky enquanto a galera novinha vê o que quer na hora que quer. Parabéns ao distribuidor que mandou dublar e provavelmente à Netflix pela possível aquisição. O mundo mudou bastante, e precisamos continuar evoluindo se quisermos ver esses desenhos japoneses.

Mas como eu disse, o mundo inteiro mudou e a maior prova disso é que ninguém mais lê blogs. Basta ver como o séquito de pessoas tietando a imprensa especializada (pfff) no Anime Friends conseguiu ser menor que o número de mangás cancelados da JBC. Molecada nem está lendo blog mais, então decidi terminar essa matéria como se fosse uma lista do Buzzfeed para ver se consigo mais visitas:

6 tipos de comentários que vemos em anúncios de dublagem em sites de anime

01. Sempre tem o otaku que não pode receber a mão e já quer o braço inteiro:

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02. E o otaku que já implica com a tradução brasileira desse idioma tão perfeito quanto o da Grande Nação Japonesa:

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03. Tem o otaku especialista em dublagem:

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04. Tem o redator bonitão do Jbox:

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05. Tem o otaku com bola de cristal que já prevê as coisas:

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06. E obviamente o otaku com comentários bairristas desnecessários:

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Mesa Redonda UFC: Panini x JBC x Newpop no Anime Friends 2015

19 jul batalha-jbc-panini-capa

E aí, minna! Depois de uma série de maravilhosas de matérias falando das vantagens de se ir ao Anime Friends (que você pode clicar aqui e me render mais visitas), fiquei muito contente quando a Yamato aprovou a credencial de imprensa do Mais de Oito Mil. Isso é um sinal da valorização do nosso conteúdo, do respeito à imprensa independente e uma mudança no panorama dos eventos brasileiros. Claro que também pode ser porque a mulher que cuida disso tinha tomado umas e outras e aprovou o meu blog por engano, isso não vou saber, mas pude fazer a cobertura do Anime Friends 2015 e isso é o que importa!

Ao contrário dos outros blogs que querem apenas tirar fotos dos cosplayers, a equipe do Mais de Oito Mil (composta por um homossexual calvo e um fotógrafo alto, solteiro e pegador) pôde acompanhar as palestras das editoras, que de uns tempos pra cá ficaram parecidas com as conferências da E3. Isso quer dizer que o nível subiu? HAHAHAHA, CLARO QUE NÃO, significa que a cobertura ao vivo pelo Twitter transformou o negócio numa zoeira sem limites e É DISSO QUE EU GOSTO! E quando fiquei sabendo então que teria uma mesa redonda com os representantes da Panini, JBC, Newpop e Nova Sampa já me preparei para o combate do século. Os motivos? Bem, eu vou refrescar a tua memória…

Rebosteio na Ressaca

Tudo começou com o debate entre as editoras que aconteceu no Ressaca Friends 2014. No palco estavam Junior Fonseca da Newpop, Cassius Medauar da JBC, Beth Kodama da Panini e Marcelo del Greco da Nova Sampa. Em vez de um bate papo amistoso, vimos uma gentil troca de farpas entre as pessoas envolvidas, fora vários shoryukens dados na cara dos otakinhos que iam fazer pergunta idiota. Cassius principalmente, pois levantou o assunto que a galera pede muito shoujo, mas na hora de comprar ninguém tira o Milo de Escorpião do bolso. Em meio a tudo isso, a sempre silenciosa Beth Kodama aproveitou as considerações finais para humilhar todos os concorrentes virando uma carta armadilha que tinha plantado no terreno:

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Claro que a Panini aproveitou a mesa redonda para chamar a atenção para si igualzinho aquele seu amigo que começa a chorar no bar porque a vida amorosa dele é pior que filler de Naruto, fodendo o rolê de toda as outras editoras. Com o kokoro cheio de buraquinhos, Cassius guardou aquela ofensa e prometeu se vingar um dia… e a gente sabia que essa vingança viria na mesa redonda seguinte, marcada para acontecer no último dia do Anime Friends (que no caso é hoje, dia 19 de julho).

A BATALHA DO SÉCULO, JBC vs PANINI

Todas as pessoas na plateia sabiam que estávamos prestes a ver o duelo do século. De um lado, a JBC e Cassius (que agora usou a dança da fusão com o Marcelo del Greco) e do outro Beth Kodama e sua maleta de dinheiro infinito da Panini conquistado através do truque Rosebud do The Sims. Ah… também tava lá o Junior Fonseca da Newpop que apenas iria ver de camarote a briga e o novo representante da Nova Sampa que…

WO-DEBATE

…que perdeu por W.O. por motivos de saúde (esperamos que não seja por ter visto que Vagabond vendeu nada no evento mesmo custando dez reais). Para controlar essa verdadeira fúria de titãs editorial, seria necessário um mediador que controlasse os ânimos, que levantasse as perguntas relevantes e que soubesse colocar aquela gasolina bacanuda em uma eventual discussão. Como não conseguiram ninguém com essas qualificações, entrou no palco o nosso já conhecido Giuliano do J-Wave ao lado da Mediadora Misteriosa, uma moça que ficou o tempo inteiro no palco sem esboçar opinião, igualzinha à Genkai no Torneio das Trevas.

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(Depois ela se manifestou, mas por muito tempo achamos que ela estava representando a Conrad pela falta de fala)

No geral, a conversa entre os editores foi mais morno que debate na TV Aparecida. Faltou um pulso firme do mediador, que conduziu a conversa como se fosse uma entrevista de talk show, com a diferença que algumas informações equivocadas visivelmente incomodaram tanto Cassius quanto a Beth. O editor da JBC chegou a corrigir quando o mediador errou a data do começo dos mangás no Burajiru (tudo bem que a informação que o Cassius corrigiu também estava errada, mas curtimos o barraco então deixamos passar), e a Beth logo explicou que a história das gráficas não era da forma que o mediador apontou. Infelizmente, essa mediação acabou roubando o espaço das perguntas do público, que é a maior fonte de coices gratuitos e de comentários imbecis numa palestra. Uma pena, perdemos muitos memes.

Pena também foi que todos os editores se livraram de culpa quando o assunto foi a tal “crise no mercado editorial”. Culparam o preço do papel, o monopólio da distribuidora, o dólar, a crise do Brasil, o plano de educação do Governo, a Dilma, as caretas da Paolla Carossela (só essa não foi citada), mas ninguém assumiu que tem problemas sérios de marketing (ao contrário da Panini que assumiu no passado).

É HORA DO DUELO!

Lembram que eu disse que o Cassius ficou com o kokoro doído depois do anúncio de Aoharaido no último evento? Se não lembra, recomendo que volte para o começo do post e leia tudo de novo. Já voltou? Pois bem, ficou implícita uma guerra fria entre as duas editoras pra ver quem anuncia a coisa mais legal no fim da mesa redonda, e isso foi o que realmente aconteceu.

Quando estava todo mundo já se levantando pra ir embora e encarar as filas quilométricas dos estandes de vendas de mangás, Beth Kodama começou “então galera não queria falar nada não mas o gerente enlouqueceu e Akame Ga Kill é o novo mangá da Panini” e o pessoal NOOOOSSSA. Infelizmente para ela, o anúncio de mangá ativou a carta armadilha que Cassius armou no palco. Ele apenas pegou o microfone, se levantou e disse “Que bom. E Orange é o novo mangá da JBC” e saiu.

FOI QUASE UM LIVE ACTION DE YU-GI-OH!

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(Ok, esse não foi exaaaatamente o diálogo, mas foi a sensação que tivemos ao assistir e é isso que importa, não é mesmo?)

E assim encerrou a nossa cobertura do Anime Friends. Agradecemos sinceramente a todos os blogs da imprensa especializada (pfff) que receberam muito bem os enviados do Mais de Oito Mil, ao Henrique da  Capitão Onigiri pelo material audiovisual e principalmente à Yamato pelo credenciamento. Se vocês esperavam uma matéria falando como estava o evento, é melhor que vejam o vídeo que produzimos no primeiro domingo:

(Que gracinha esse moço de cabeça raspada e óculos que estava olhando mangás aos quarenta segundos, será que ele está solteiro?)

Anime Friends apareceu no Jornal Nacional, o jornal mais assistido do Burajiru!!!

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E aí, minna-san! Euzinha tô aqui de volta em mais uma matéria exaltando as qualidades do Anime Friends, esse evento maravilhoso que será coberto pela primeira vez no Mais de Oito Mil. Para tanto, deixei de lado o jornalismo kodomo e agora sou uma jornalista respeitável, mostrando apenas os lados positivos pra conseguir minha boquinha. Mas vamos falar do evento e não do meu lado vendida.

O Anime Friends começou nessa sexta-feira (10) em São Pauro e já de cara conseguiu chamar a atenção da imprensa não-especializada (pfff). Como se não bastasse ter uma matéria exibida no horário mais valorizado do SPTV 2ª Edição (apresentado pelo Tramontina-jichan), o Anime Friends apareceu no JORNAL NACIONAL entre uma matéria de crise e outra sobre o fim da pororoca. Vamos ver se foi uma matéria bem embasada ou se apenas mais uma edição da tradicional vergonha alheia televisionada que os otakus sempre participam?

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Imagina a cara da família brasileira quando liga a TV e dá de cara com Fábio, o rapaz de nome muito bonito que está na cabeça da matéria sobre Anime Friends arrumando o cabelo e exibindo as coxas em rede nacional. Ele está de cosplay de League of Legends, um jogo eletrônico que é a coqueluche dos jovens (já usei todas as palavras clichês de matérias sobre coisas nerds?).

Completamente por fora do mundo dos joguinhos que as mães não entendem que não dá pra pausar, a repórter perguntou por que Fábio se identifica com um personagem que é um vilão.

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RISOS que ele apenas colocou rótulo de vilão para qualquer protagonista de mangá shonen, mas tudo bem. O importante é que ele serviu de artifício para a repórter Michelle Barros falasse sobre o mundo dos animes, mangás e dessas bizarrices japonesas. E sorte que ela estava de costas, porque Fábio aproveitou os minutos de fama para performar algo que deveria ser uma série de golpes de LoL, mas acabou sendo uma dança de acasalamento dos otakus encalhados.

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Mas logo ela foi transportada para o Anime Friends, aquela realidade paralela em que as pessoas de bem são substituídas por otakus, onde é comum andar com cara de retardado e principalmente pagar uma fortuna por um pastel com pouco recheio. Aliás, considerando que é o Anime Friends, fiquei meio assustada com três elementos dessa foto a seguir:

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Elemento 1: Não é o autoproclamado maior evento da América Latina? Cadê aquele mundaréu de gente andando feito um zumbi com suas mochilas cheio de penduricalhos barulhentos?

Elemento 2: Estamos em DOIS MIL E QUINZE e ainda tem gente fazendo cosplay de Frozen.

Elemento 3: Nenhum de vocês percebeu que Junior Fonseca da Newpop fez uma cameo em horário nobre como uma forma de promover a publicação do 17º spin-off de Madoka Magica, dessa vez sobre uma repórter da Globo que assina um contrato com o Kyubei disfarçado de Ali Kamel.

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Mas vamos voltar à cobertura, pois rolaram uns depoimentos maravilhosos e delusionais, como o dessa moça que ficou encantada com os cosplayers e explicou o motivo:

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Minha filha, personagem sair da ficção e estar com você é uma coisa que tem outro nomezinho. Essa galera no máximo tá no nível de uma festa a fantasia que estipularam um limite de 30 reais para que não aparecesse um vencedor de WCS humilhando os outros convidados.

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Esse moço estava realmente narrando a invasão de humanos num RPG de mesa ou se os participantes acreditam ser goblins de verdade e viram a equipe da Globo como ameaça? Ficou no ar.

E claro que a cota de vergonha alheia dos otakus não estaria completa se não tivesse uma placa de abraços grátis, que foi julgada apenas pelo olhar da repórter:

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Não percam a cobertura completa do Anime Friends aqui no Mais de Oito Mil.

Dragon Ball Super #01 – O grande vilão que atende pelo nome de “Filler”

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E aí minna, como cês tão? Sábado é dia de balada, certo? Errado, isso é programa apenas das pessoas que têm vida sexual ativa, otaku fica em casa vendo a transmissão de Dragon Ball Super em algum streamming. Se você passou os últimos meses soterrado por desculpas que a Nintendo inventa para não colocar chat de voz em seus jogo e não faz a menor ideia do que seja Dragon Ball Super, eu explico: Toriyama precisa pagar seu condomínio e autorizou a produção de uma série nova que se passa logo após a luta com o Buu (e antes dos últimos capítulos de DBZ) e que finge que o Dragon Ball GT nunca existiu. Se isso é promissor ou não, vamos ver um resumão do primeiro capítulo!

No capítulo anterior, Goku e Vegeta lutaram contra Majin Buu e venceram graças a técnicas incríveis, um caô do Mr Satan e uma animação preguiçosa que disfarçava a falta de quadros de animação nas lutas com a desculpa de “eles são muito rápidos e você otaku não consegue vê-los”. Agora a Terra está em paz novamente, o que é uma deixa incrível para a Toei realizar o que sabe fazer de melhor:

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ISSO MESMO, FILLERS JÁ NO PRIMEIRO CAPÍTULO. Chichi mandou Goku trabalhar pra juntar uma grana, afinal mudaram as regras da aposentadoria e agora eles precisam de mais tempo de contribuição. Goku agora trabalha no campo porque, né… o que tem de terra no mundo que o pessoal podia carpir em vez de falar merda no Facebook não tá no mangá.

Aposto que algum fã mais chato de Dragon Ball vai perguntar como é que Goku sabe dirigir esse trator se nem ao menos habilitação ele tem (é só lembrar do filler da carteira de motorista), mas a Toei foi esperta ao usar um furo ainda maior para que distrair os otakus. Afinal, quem vai se preocupar com a habilidade de Goku no volante quando…

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… O ESTÚDIO ME BOTA UMA CRIANÇA PRA DIRIGIR O BAGULHO??? Na verdade, eu não entendi por que o Goku não usou as mãos mesmo para arar a terra, mas vai saber… A partir daí, o capítulo começa a se desenrolar em tramas muito interessantíssimas, como:

– Whis e Bills brincando de MasterChef:

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– Mr Satan lidando com os repórteres do Ego:

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– Gohan comprando um livro de colorir mandalas:

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Mas cadê a luta? Cadê a emoção? A Toei deixou isso para Goten e Trunks nesse primeiro capítulo, que foram atrás de um perfume para a Videl e tiveram que enfrentar uma cobra gigante que repetia quadros de animação:

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E a gente achando que o ápice dos inimigos sem noção de Dragon Ball era liderado pelo Chicote de Dragon Ball GT. No final do capítulo, Goku consegue um dinheiro graças ao Mr Satan e todo mundo fica feliz, menos os Kaioshins que sentem que mais uma estrela misteriosamente desapareceu do universo:

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Ou seja, isso quer dizer que o próximo capítulo vai mostrar finalmente a história nova e quem é o vilão? A resposta é… CLARO QUE NÃO pois o próximo capítulo é um filler do Vegeta viajando com a família. Já podemos eleger o Filler como o maior vilão de Dragon Ball Super? Hai ou com certeza?

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Aliás, se a Toei quiser uma sugestão pra filler, eles podiam fazer um episódio explicando como que o Kuririn diminuiu de uma saga pra outra sem que rolasse um salto no tempo…

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10 atrações incríveis que justificam os 240 reais do ingresso do Anime Friends

30 jun ATRACOES-240-AF-CAPA

O mês de julho chegou e com ele vem as férias escolares, o frio impiedoso e o tradicional Anime Friends, o evento que rola há mais de uma década no meio do ano e que leva milhares de otakus que ficam apenas andando pelos corredores com uma expressão cadavérica e com uma mochila cheia de penduricalhos barulhentos. Este ano, por causa da Dilma, do dólar e dos problemas de saúde de Susan Miller, a Yamato deu uma aumentadinha de leve no preço do ingresso: no atual lote, você vai gastar 240 reais (esse é o preço da meia-entrada já) para se divertir nos 6 dias de evento (compostos de dois finais de semana). Bons tempos que você conseguia ir num evento de anime com o preço de uma coxinha mordida e um chá gelado, né?

Mas não pense que fiz esse post para chochar o evento! Estamos tão carentes de coisas no mundo tokuanimangático que euzinha decidi ajudar a Yamato DE GRAÇA e oferecer meus serviços para incentivar os leitores do Mais de Oito Mil a tirarem os Cloth Myths do Miro de Escorpião do bolso e desembolsarem os 240 reais. Para justificar o investimento, selecionei as 10 melhores atrações do evento, aquelas que você olha e pensa “por essas eu pagaria o preço de um jogo de PS4”. IKIMASU?

anime-bingo-small10. Anime Bingo

Quando vamos numa quermesse, qual é a nossa atividade favorita depois da comida típica? Claro que é comprar uma cartelinha de bingo, um palito de dente e ficar com um grito de “bingo!” entalado na garganta enquanto tua sogra leva aquele kit de tapaué com um pinguim de porcelana. Agora imagina tudo isso dentro de um evento de anime! Sensacional, né? É o Anime Friends resgatando a tradição lúdica das festas juninas num ambiente moderno e arrojado.

09. Chapéu Seletor

Quantas vezes você não acordou pensando “nossa, qual será a minha casa na escola de magia e bruxaria de Hogwarts?”. Em vez de gastar uma fortuna e ir até Orlando no parque oficial do Harry Potter ou então ter uma experiência pobre fazendo uma conta no Pottermore, que tal juntar o melhor dos dois mundos e gastar uma fortuna para ter uma experiência pobre no Anime Friends? Ai, desculpa, era pra incentivar as pessoas, mas fica difícil de defender com essa atração, colega.

08. Brazilian Wrestling Federation

“Já sonhou em estar em um ringue de luta livre e participar de batalhas contra os mais variados lutadores?”. Isso poderia simplesmente ser um dia qualquer num fórum de anime ou nos comentários do Chuva de Nanquim, mas é a atração do AF que coloca um ringue de verdade e um monte de homem parrudo de collant fazendo coreografias marciais o dia inteiro. E ainda rola workshop para você também ser um homem parrudo de collant, imperdível! Se eu não te convenci ainda, tem esse vídeo WONDERFUL com os participantes se apresentando por Skype:

(Me sinto meio mal por ter achado esse Fukuji um pedaço de mal caminho)

07. K-Pop Cover Challenge

O que é melhor que um bando de coreano cantando umas músicas frenéticas cujas letras fazem ainda menos sentido que as das aberturas de anime? Um desafio com brasileiros cantando músicas frenéticas cujas letras fazem ainda menos sentido que as das aberturas de anime! Quem precisa dos grupos originais quando o Anime Friends pode proporcionar esse Superstar dos kpoperos?

ribbon-small06. Ribbon Fashion Contest

Quando li o nome dessa atração pensei que teria algo a ver com a Red Ribbon, mas me enganei. É apenas um campeonato que vai julgar qual é a melhor lolita! Quer dizer, acho que é isso, porque fiquei com medo de olhar muito pra foto e receber e-mails enfurecidos de praticantes dessa arte milenar exigindo que eu faça matérias de retratação explicando que o movimento vem desde o período Rococó do Xogunato.

05. Torneio de Jutsu

Qualquer descrição que eu faça vai estragar a genialidade dessa atração. É UM TORNEIO DE JUTSU, GALERA!

04. Bandas Brasileiras

Com o dólar alto, a melhor saída é convidar bandas brasileiras que tocam o maior número possível de openings de animes, e disso o Anime Friends estará cheio. Infelizmente não contaremos com a participação da banda favorita do Mais de Oito Mil, a The Kira Justice, mas tem lá um sem número de cantores que levarão a plateia ao delírio quando cantarem Pegasus Fantasy em português pela quinta vez no mesmo dia.

briga03. Palestras de Mangás

Se você vai ao Anime Friends pensando “nossa, eu quero ver atrações de pessoas importantes”, pode acompanhar as palestras das editoras de mangá. Elas são tipo as conferências da E3, só que sem a produção e sem a relevância. Cada editora terá sua própria palestra, então parece que não teremos um encontro cheio de climão no mesmo palco como rolou ano passado (e que esse ano foi substituído pelo BWF).

02. Youtubers

Se nos eventos de antigamente tínhamos editores de revistas de anime saindo na porrada no meio da palestra, dessa vez teremos seus sucessores conversando sobre os desafios de se manter um canal no YouTube sem que seja algo muito chato e sem graça (spoiler: não tem jeito). E por que isso é uma atração boa? Ah, porque eu vi um Youtuber gostosinho na lista, então já vale a grana.

01. PORCO NO ROLETE

A MELHOR ATRAÇÃO DE TODAS TINHA QUE FICAR PARA O FINAL DA MATÉRIA, TANTO QUE ESTOU AQUI HÁ UNS SEGUNDOS ESCREVENDO EM CAPS LOCK DE TANTA ANIMAÇÃO! Um belo dia eu estava no Anime Friends com uns tomodachis quando paramos na sala medieval. Vimos uma pequena massa amorfa e meu amigo perguntou:

– O que é isso?
– Um porco no rolete.

Um PORCO.NO.ROLETE.

Se prepara, Yamato, agora vai chover otaku no evento!

Guia “Afinal, o que querem as Otakas?” para arranjar namorada(o) – Parte 1

28 jun chichi-namoro-capa

Nesses dias eu estava na banca de jornal disfarçada com um daqueles óculos com bigode porque queria comprar um livro de colorir antiestresse. Infelizmente um leitor do Mais de Oito Mil me reconheceu e perguntou “Mara, bem que você podia fazer uma matéria no Mais de Oito Mil para ajudar seus leitores virgens a conseguirem uma namorada, né? Não aguento mais pornografia em 2D!”. Fiquei tão sensibilizada pelo drama do leitor que deixei de lado o livro de colorir e corri para a frente do meu computador para ressuscitar a seção Afinal, o que querem as Otakas?.

otakas

Você pode se perguntar quem sou eu para escrever um guia amoroso. Seria eu uma grande especialista no campo do amor após décadas de relacionamentos bem resolvidos? Ou então fiz muitas matérias optativas na faculdade de Psicologia das mais requintadas faculdades paulistanas? Sou uma ótima conselheira para meus amigos e pessoas próximas? A resposta para todas essas perguntas é um sonoro IIE (“não” na língua da cultura mais rica), mas é o que dizem: para ensinar um cachorro, você pelo menos tem que saber um pouco mais que ele. Ou seja, para ensinar um otaku a resolver sua vida amorosa é só eu já ter pelo menos segurado na mão de alguém.

Eu dividi o guia em vários tópicos importantes, e a primeira parte (que é essa matéria) se refere à apresentação virtual. Pois é, ao contrário da Panini e da JBC, você tem que se focar no marketing porque isso é muito importante. Inclusive a forma que você usa seu perfil nas redes sociais diz muito sobre a sua vida amorosa e sexual! Vamos começar com a lição mais importante para você otaku que nem sabe que os órgãos genitais não têm efeito de mosaico na vida real: VAMOS PARAR DE USAR FOTO DE ANIME?

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“Mas Mara, sua blogueira gorda que foi ver aquele flop do filme do DBZ, mas eu gosto de usar essa imagem do Shinji Ikari porque ele representa a minha dor intern…”

Parou, né? Se você usa foto de personagem de anime para representar algum pedaço da sua personalidade, você está se resumindo a complexidade de um ser humano a algumas características estereotipadas. Parece que falei bonito, mas a razão é mais simples: como você quer que a pessoa saiba que você é pegável se ela nem ao menos vê a sua cara? E é aí que chegamos na desculpa favorita dos otakus:

“Mas Mara, eu uso foto de anime porque eu sou feio =(“

Queridinho, feio é você cobrar 40 reais por um mangá. Feio é você lançar coisa em papel transparente. Feio é você encher de exclamações o seu texto!!!! Enfim, a sua rede social (seja ela o Facebook, o Twitter ou o G+) é como se fosse a capa de um mangá. Como você quer que a pessoa tenha interesse em comprar esse mangá e ficar pelada contigo se ela nem ao menos sabe o que se esconde por trás daquele personagem 2D?

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Agora… se você acha que tem muita espinha, um cabelo desgrenhado, aparelho na boca e um olho igual ao do Cerveró, você precisa se lembrar que estamos no século XXI e na época dos smartphones com câmera. Hoje em dia, você pode usar todos os truques do mundo para disfarçar virtualmente suas imperfeições. Tire um monte de foto tua até achar o ângulo e a iluminação que te valorize, que nem esses cosplayers que mendigam likes no Facebook.

Se mesmo assim você ficar feio, ainda tem o último recurso: o Instagram. Essa rede social permite que você use filtros nas suas fotos, e não tem como alguém ficar feio depois de usar um Valência. Duvida?

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Resolvido o problema, pare de usar fotos de anime no perfil. Aliás, vale a pena você investir num Instagram, e olha que nem precisa ficar postando todo dia uma foto no espelho do elevador porque ninguém merece isso, mas poste paisagens legais e intercale com fotos tuas. Só de fazer isso já acaba dando uma melhorada na sua autoestima, pois boa parte dos otakus sofre apenas por se achar feio. Só, por favor, não comece a usar o Instagram para parecer o virgem que só posta mangás que comprou, como é o caso desse exemplo aleatório que encontrei nessa rede social:

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Voltamos a qualquer momento com mais dicas para você desencalhar.

Análise: Dragon Ball Z – A Ressurreição da Fanfic Ruim

18 jun KUKKATSU-CAPA

(Pode ler que não tem spoiler)

E aí, minna! Para a matéria de hoje eu saí do conforto do meu quarto quentinho com meu travesseiro em tamanho real do Gendo Ikari pra ir às ruas acompanhar a estreia do novo filme de Dragon Ball Z aqui no Burajiru. Como ninguém estava comovido nas ruas, afinal nostalgia por Dragon Ball não é o mesmo que Copa, fui logo assistir à bagaça pra dar minhas opiniões sobre o longa. Vamos lembrar que essa é a primeira vez que DBZ será criticado no Mais de Oito Mil, então muitos de vocês imaginam que será uma análise de uma fã daquelas que tentava imitar a Videl nos exercícios de voo quando era mais nova, né?

ERRAAAADO! Pra começar, já aviso que o filme é uma bomba com o padrão Toei de qualidade. Sério, vocês esperavam algo de bom de uma empresa que fez Sailor Moon Crystal e Cavaleiros do Zodíaco Ômega? A história do filme é aquela coisa simples que só serve como justificativa para juntar um punhado de personagens para lutas rapidinhas: um general do exército do Freeza chamado Sorbet veio à terra e ressuscitou seu líder supremo (afinal, pra quê ser o atual dominante do universo quando você pode ressuscitar teu chefe que te humilha?). Freeza volta à vida e então pensa “eu vou aproveitar minha nova chance e ir caçar uns planetas aí bem longe da Terra” “preciso voltar à Terra e me vingar da pessoa que fez picadinho de mim”.

Tradução: Eis todos os personagens que ganharam 30 segundos de cena de ação solo

Tradução: Eis todos os personagens que ganharam 30 segundos de cena de ação solo

Mas como Freeza vai derrotar Goku? Obviamente com uma saída que os roteiristas tiraram do cu: o vilão pensa “eu nunca treinei na vida porque sou foda, vai ver a saída é a meritocracia”, aí ele passa seis meses treinando antes de vir para a Terra com todos os funcionários que sobreviveram à explosão de Nameku-sei e ao filme do irmão do Coola. Cabe aos Guerreiros Z enfrentarem essa nova (e tediosa) ameaça. Cabe mesmo?

Como o próprio cartaz do filme já entrega (ou seja, não é spoiler), está faltando um pouquinho de gente nesse filme. Tudo bem, eu não tô pedindo que Yamcha e Chaos ganhem tempo em cena, mas a Terra conta com guerreiros fortes como Goten, Trunks e Majin Buu… e eles ficaram de fora. Usaram uma desculpa de “não trouxemos os meninos porque vai saber né” e pronto, é como se não existissem. Sem contar o pecado mortal de não colocar o Mister Satan no longa, né. Enfim, o grupo dos heróis que luta contra Freeza é composto por Piccolo, Gohan com roupa de ginástica, Mestre Kame (que teve um inexplicável upgrade de força), Tenshinhan, Kuririn e Jaco. Peraí… quem é esse cara? Sim, além de incluir no filme Bills e Whis (que vieram do filme anterior), a Toei enfiou o personagem principal do mais recente mangá do Toriyama, “Jaco the Galactic Patrolman”. Legal é que quem não acompanhou esse mangá fica perdido quando citam coisas da história e até uma irmã mais velha da Bulma, a Tights (rly, Toriyama?).

Qual a necessidade disso?

Qual a necessidade disso?

O problema do filme é que a galera não tem mais o que contar e ficam fazendo mágica pra surpreender a gente. Inventam evolução nova (e cafona) do Freeza, inventam um novo estágio do Super Saiyajin que supera qualquer outro estágio do Super Saiyajin (e que por sua vez superava qualquer outro estágio…). Na verdade, o problema é bem mais embaixo e está na forma como o Toriyama terminou a série. No final de Dragon Ball Z, Goku está tão forte e tem aliados tão poderosos que, para se fazer uma história, precisa de um antagonista tão incrível quanto ele. Mas a própria “mitologia da série” já torna tudo isso inverossímil, afinal ele derrotou o cara mais poderoso do universo, o robô mais poderoso criado pelo homem e a personificação da maldade. Provavelmente o Toriyama fez isso sem querer, mas o final de Dragon Ball só torna possível dois tipos de história subsequentes:

1- Colocar um vilão mais forte (a opção mais desafiadora, pois não vamos acreditar que exista alguém assim ainda. O Bills no filme passado já foi uma forçação de barra)
2- Colocar alguma limitação nos poderes do Goku e fazê-lo enfrentar pessoas mais fracas (que é o que aconteceu no nosso ~amado~ Dragon Ball GT)

A impressão que tive vendo o filme é que ele mais parece uma fanfic. Os personagens não estão agindo da forma que agiam na série (ou mesmo no último filme), a inclusão de novos poderes sem qualquer justificativa nos deixa com cara de WTF e um pequeno detalhe no final do filme dá a entender que o roteirista nem ao menos se deu ao trabalho de ler a série. E quer saber a pior parte? Dragon Ball Super vai seguir essa linha. Veja por sua conta e risco.

JBC, Panini e Newpop: como o leitor de mangá pode sobreviver à crise econômica?

10 jun goku-capa

E aí, minna. Com esse título até parece que o Mais de Oito Mil abandonou o fino da cafonagem para se transformar em mais site que faz texto pedante na imprensa especializada (pff), né? Não se preocupem, não vim aqui fazer análise semanal de anime ruim cultuado porque cês sabem que não aguento nem 6 capítulos. Vou falar é da atual crise econômica do Burajiru e como ela afeta esses gibis japoneses que você compra.

Se você não é um otakinho sustentado pela okaasan, deve ter percebido que tudo está complicado no país. Falta água em muitos cantos, a energia elétrica está mais cara que o Vagabond da Nova Sampa e o dólar está mais instável e descontrolado que dublador com ego ferido. E claro que tudo isso afeta as editoras de mangá, que negociam com os japas reclamões de capas em dólar. Resultado: o preço dos mangás subiram.

Sinto te informar, leitor que usa avatar do Meliodas no Facebook para ninguém notar que tem 13 anos (de idade física e mental), mas o preço dos mangás sempre subiu. Os primeiros da Conrad custavam 3,90 e os da JBC saíam por 2,90, mas os tempos eram outros: o custo era mais barato para se produzir, era tudo meio tanko e vendia pra cacete por causa que tinha os animes passando na TV.

Com a recente crise econômica, surgida graças a escândalos políticos e muitos outros fatores que não manjo por ser de humanas, o que cada editora fez para garantir as publicações? Vamos ver uma por uma!

Newpop

O que esperar da editora que tem aquela periodicidade tão particular que tanto já implicamos no passado, não é mesmo? Bem, aparentemente a Newpop ligou o foda-se para periodicidade e lança as coisas quando ficam prontas, normalmente perto de eventos. Nesse caso não tem muito que falar: os mangás continuam com a mesma qualidade boa de antes, e sofreram um reajuste de cerca de dois reais. No fundo é uma economia, porque você deve ter comprado só um mangá de Madoka e está achando que até hoje tá saindo o mesmo volume quando na verdade é tudo spin-of.

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JBC

Em 2012 toda a imprensa especializada (pff) se juntou para crucificar a JBC. E por que eu tô falando na terceira pessoa como se euzinha não tivesse feito posts maravilhosos mostrando como Kobato saiu com uma gramatura tão ruim que era possível ver 3 páginas adiantes nas transparências?

Segundo um Henshin Online publicado em 8 de maio (caso você não saiba o que é isso, é um vídeo esporádico que assistimos para ver o cabelo do Cássius Medauar assumir formas diferentes a cada gravação… e para ouvir ele falando de formatos bacanudos), a JBC fez um pequeno reajuste de 1 real nos títulos em hiato. Já alguns mangás serão lançados em formatos que exploram o nosso bolso mesmo, como Zetman a salgados 17,90 do tamanho de Sailor Moon. E pela enésima vez: precisa lançar tanta coisa mensal assim?

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No entanto, a qualidade dos mangás da JBC deu uma caída de leve. Estou falando por experiência própria, pois ultimamente meus dedos têm ficado bem escuros após ler o mangá. Mas, nesse caso, pode ser culpa da gráfica que reduziu a qualidade da tinta, pode ser culpa do Cássius e até mesmo pode ser culpa do Kitsune, que fez com que todo mundo parasse de falar da crise para falar de seu novo corte de cabelo.

Panini

Agora que o assunto fica pesado. Panini é a maior editora de mangás aqui do Burajiru graças à competência e à maleta cheia de dinheiro infinito para comprar licença de todos os mangás que fazem sucesso (deixando coisas como um treco chamado “Feridas” para a JBC), mas é a editora que mais decepciona em campos como “papo com o consumidor”. tanto que os aumentos foram noticiados pelo site Liga HQ, e não pela própria.

Assim como no caso da JBC, a média de aumento foi de um real, exceto em alguns casos como de Viland Saga que aumentou dois reais. Como a maioria dos mangás é bimestral, o aumento não é tão exagerado. Mas o custo benefício… vixe…

Os mangás da Panini simplesmente despencaram em qualidade, chegando perto do que a JBC fez com Kobato e que citei no tópico anterior. O papel está com uma gramatura inferior e até mesmo a tinta tem soltado no dedo com mais facilidade (mesmo caso da JBC), transformado a leitura numa versão física de Splatoon.

splatoon-tinta

Conclusão

O que você, leitor de mangá antenado que acessa o Mais de Oito Mil, deve fazer para driblar essa crise que aumentou o preço dos mangás no Burajiru? A resposta é muito simples e nem ao menos preciso ser economista: compre menos ou trabalhe mais.

O que está acontecendo com a JBC e a Newpop?

1 jun fundo-newpop

Oi, minna. Se você chegou achando que veria a segunda parte da otaka no Rola ou Enrola, sinto informar que até passar o dia lendo otaku pedindo republicação de Inuyasha parece algo mais divertido que assistir àquele quadro. Saudade de Vívian Otaka, aquela cujo constrangimento transbordava e afundava Eliana numa poça com seus piores momentos lidando com otakus. Mas estou aqui para falar de mercado editoral, e não sobre gente desesperada pra arranjar homem (ou seja, não estou falando de mim hoje).

Eu tenho sentido algo muito estranho em duas editoras do Burajiru, a JBC-chan e a Newpop-kun, e isso ficou bem claro em manifestações recentes nas redes sociais. IKIMASU ver o que deu hoje no Facebook da Newpop?

newpop-sensata

Pera… tem algo estranho aí. É impressão minha ou a Newpop fez um comentário sensato para o público, insinuando que tem mó galera que pede coisa e depois não compra? E também é impressão minha que a Newpop disse que vai anunciar coisas no final do ano e durante o ano de 2016?

Mais estranho que isso, é ver o tweet do editor sem orelha da JBC:

jbc-louca

Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

A Newpop, aquela editora que era desesperada e anunciava 20 títulos quase ao mesmo tempo e depois ficava enrolando anos até sair tudo, tem sido moderada com anúncios e a JBC, aquela editora que sempre foi mais sensata e ia anunciando as coisas aos poucos, tá com siricotico na bacurinha e já quer anunciar mais um título depois de tanta tranqueira coisa anunciada?

Não sei vocês, mas acho que já temos o blockbuster da temporada:

se-eu-fosse-a-jbc

Quem vai ser o Tony Ramos?

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