Henshin+ 2016, o talk-show que virou Casos de Família Otaku

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Há algumas semanas rolou o lançamento de One Punch Man da Panini numa FNAC de São Paulo. O evento aconteceu num auditório insalubre e quente, mas foi considerado um sucesso porque, né… o fator One Punch Man deu um soco nos muitos pontos negativos daquela prova de resistência no formato de palestra. Sendo assim, o que Cassius Medauar e sua trupe de guerreiros dessa nave louca da JBC poderiam preparar para a edição 2016 do Henshin+? Simples, um elegantérrimo talk-show.

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Após a entrada da imprensa, liberada por um funcionário muito gato da JBC e que só citei na matéria porque quero que ele me note, o público pôde ocupar os espaços do auditório da Saraiva Mega Store do Shopping Center Norte (aquele que tinha um problema de gases e podia explodir a qualquer momento, lembram?). Completamente inspirado nos talk shows americanos e, principalmente, no Programa do Jô, vimos um sexteto tocando músicas de anime, um espaço para os convidados da tarde, uma plateia composta por universitários que gritam loucamente quando falam o nome de suas faculdades e ele, sim, o homem Cassius Medauar pronto para comandar uma série de três palestras sem nem imaginar que algumas coisas sairiam deliciosamente fora do previsto e que seu tão elegante talk-show se transformaria na versão otaka do Casos de Família.

Duvida? Vamos aos temas então deste que é o nosso novo point vespertino:

BARRACO #01

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A primeira palestra da tarde foi sobre Ficção Científica, e os convidados especiais eram Paulo Gustavo e Marcelo Campos.

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Infelizmente não estava falando nem do ator discreto fora-do-meio e muito menos do dublador gostoso que faz o Edward Elric, e sim um cara aí especializado na área de ficção científica e o primeiro brasileiro que desenhou para a DC comics. Só que a mesa que era nada mais nada menos que fazer um grande jabazão de Knights of Sidonia acabou se desvirtuando e virou um show de stand-up próprio de Paulo Gustavo.

Até aí tudo bem (?), o problema é que o especialista nostalgista (daqueles que dizem que tudo do passado que era bom) pegou uma das maiores características do stand-up brasileiro que é o humor opressivo disfarçado de opinião própria e deu uma declaração ultra infeliz de transfobia. Resumindo, ele insinuou que as irmãs Wachowski deveriam ter apanhado dos pais pra não serem assim.

A frase foi tão inadequada que até mesmo Marcelo Del Greco e Cassius Medauar (representantes oficiais dos comentários homofóbicos envolvendo São Paulinos e frases machistinhas) se incomodaram e tentaram sair do assunto. Mas aí o estrago já estava feito e a Internet foi tomada por críticas feitas nas redes sociais escritas ASSIM COM O JEITINHO DA XUXA.

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Algum tempo depois da palestra, Cassius pegou o microfone e disse que a JBC não se responsabiliza pelos comentários feitos pelos convidados, e que a JBC repudia qualquer tipo de preconceito. Preciso dar o parabéns para a editora por ter se posicionado dessa forma, e até mesmo tivemos bem poucas piadinhas machistas e homofóbicas vindas dos editores da JBC (o que é um avanço). Ainda há muito o que fazer e haviam outras formas de lidar com o problema da transfobia mais imediatamente, mas eu queria levantar é uma outra pergunta… Por que tantos otakus riram da declaração transfóbica?

O clima do post pesou, né? Vamos voltar aos barracos porque o talk-show do Cassius encarou outros problemas como:

Barraco #2

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Em outro momento da palestra, Cassius com muito orgulho anunciou que Tsutomu Nihei, autor de Knights of Sidonia, havia gravado um vídeo exclusivo para o Burajiru. Na hora não demos muita importância porque… né… tamos de boa de ouvir coisas como “estou contente por meu mangá ser publicado numa cultura tão distante” e “espero que gostem da minha história como eu gosto de fazê-la“.

Acontece, caros leitores, que Tsutomu é praticamente a versão japonesa da Gloria Pires comentando o Oscar, e deu A MELHOR ENTREVISTA COM CELEBRIDADE DA GRANDE NAÇÃO JAPONESA! Confira esses momentos maravilhosos:

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Não sei se tô mais apaixonada pela humilhação gratuita ou pela rispidez, mas esse autor de cabeça raspada já tem um espaço garantido no meu kokoro. Vou até ler Sidonia agora.

Como se já não bastasse ser trollado por um convidado por vídeo, Medauar ainda teve que ouvir o convidado Kaji Pato (do mangá nacional Quack que é muito bom e vocês deveriam ler) citando Hokuto no Ken no palco. Impagável.

Barraco #03

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Começou a palestra da JBC que teve altos índices de piadas internas de firma e até mesmo uma retrospectiva com todo o staff da editora dançando com tankos sob a ameaça de perderem o VR caso não gravassem esse mico. E em meio a tentativas de piadas e mais enrolação, Cassius e seus amigos anunciaram dois lançamentos que nenhum site que vaza notícias havia divulgado: Sakura Wars (baseado naquela visual novel de Saturn e no anime que o Cartoon escondeu nas tardes) e o ~inesperado~ Santia Shô. Este, para quem não sabe, é maaaais um mangá dos Cavs, só que tem uma protagonista feminina. Ok, Cavs é bem insuportável, mas puxado MESMO foi a forma como eles arranjaram de anunciar esse mangá:

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Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

Enquanto a imprensa especializada (pff) estava putíssima porque eles precisaram deixar na gaveta do publicador as notinhas já escritas do anúncio de Hokuto no Ken e outros, Cassius Medauar e os outros tomaram o espaço musical da banda e arriscaram cantar Pegasus Fantasy enquanto o vocalista oficial do evento era deixado de lado mais avulso que fitinha de braço do AF pós-evento.

MARAVILHOSO!

***

Basicamente esse foi o evento da JBC. Claro que também rolou o anúncio do serviço de mangás online Henshin Drive (que ainda vou falar melhor em algum post), uma misteriosa pergunta querendo saber qual era o nível de francês do editor de conteúdo, uma declaração que Cassius é contra vazamentos que não são conseguidos de forma investigativa e até mesmo rolou a explicação que todos queríamos saber sobre o selo Ink. Se segurem nas cadeiras: ele era pra ser um selo para coisas alternativas, mas aí com a ~crise~ eles deixaram isso em stand by e começaram a lançar mangás ~diferenciados~ porque é muito burocrático criar maaaais um selo, então o Ink acabou virando algo como o selo Vertigo e vale pra tudo mesmo.

Obrigada por me aguentarem até aqui, cliquem no joinha, compartilhem esse vídeo e voltamos semana que vem com um tutorial para fazer as unhas inspirada em Minecraft!

Nova Sampa ativa a carta mágica “A Editora que Renasce” e volta ao mercado

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Se você acompanha o mercado nacional de mangás já deve ter percebido que ele se assemelha muito a Yu-Gi-Oh!, principalmente porque é um negócio de nicho que já foi popular um dia, valoriza extremamente coisas do passado e, acima de tudo, não faz muito sentido para quem acompanha a história. E assim como numa partida de Monstros de Duelo, as editoras também deixam cartas armadilhas viradas para baixo com a intenção de desvirá-las em momentos oportunos. E após meses sem dar um sinal de vida, a Nova Sampa se lembrou que estava na partida e surpreendeu com um movimento.

Tal qual um idoso que leva alguns minutos para se perceber que é a sua vez na partida de Tranca, a Nova Sampa pegou todo mundo de surpresa ao anunciar em sua página no Facebook uma atualização sobre um lançamento previsto para esse ano. IKIMASU conferir o retorno?

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SIIIIM, pela primeira vez teremos um mangá de Yoichi Takahashi no Burajiru! Para você que não está associando o nome à obra ruim que ficou famosa por causa da nostalgia, ele é o autor por trás de Super Campeões (ou Captain Tsubasa, segundo a Grande Nação Japonesa). Como nenhuma editora nacional é tonta de lançar um mangá ruim e longo de futebol, a saída foi lançar um mangá ruim e curto mesmo.

Mas aí a editora Nova Sampa esbarrou num problema: como o público do Burajiru vai saber que esse mangá é do mesmo autor do anime clássico da Manchete? Só o traço ruim não ajuda a divulgar essa informação! Por isso, claro que eles tiraram do cu O MELHOR SUBTÍTULO OPORTUNISTA desde… bem… o “~versão do autor~” do Rurouni Kenshin:

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SEJA BEM VINDA DE VOLTA AO MAIS DE OITO MIL, NOVA SAMPA!!!!!

Defesa do Consumidor Otaku – Editoras estão errando as lombadas dos mangás

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Outro dia estava no meio da minha aula da faculdade assistindo à Totalmente Demais no celular quando a porta da sala bateu. Um grupo de sete pessoas falou “professora, podemos dar um recadinho aí na frente? Coisa rápida”. Após a permissão da autoridade máxima da aula, o porta-voz do grupo começou:

– Sabemos que aqui nessa sala de aula está a Mara do Mais de Oito Mil, então queremos fazer um pedido para que faça um post reclamando do absurdo que a JBC cometeu na quinta edição de Orange.

Não fiquei surpresa porque eu sempre recebo mensagens sugerindo matérias com erros em mangás, afinal os otakus consideram aqui praticamente uma extensão do quadro do Celso Russomano adaptado para as otakices, com a diferença é que não sou sócia de uma televisão que envia emails ameaçadores a pequenos blogs quando eles questionam a procedência da exibição de animes cujos direitos são de outras emissoras.

E as reclamações envolvem todas as editoras. Como, por exemplo, o erro IMPERDOÁVEL que a Panini fez na capa de Berserk 9, em que a numeração da lombada veio numa altura diferente das demais e o nome do autor numa fonte menor. Realmente um absurdo:

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(a foto tá ruim porque roubei da internet, não coleciono esse mangá e muito menos Bleach que apareceu do lado)

Ainda pior que isso, a JBC ainda TEVE A PACHORRA de trocar a ordem do nome e do sobrenome da autora de Orange, deixando como no original japonês ao contrário do que foi feito nos volumes anteriores:

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(essa foto é da minha coleção mesmo)

E para não falar que sou injusta, vamos também enfiar a Conrad no balaio porque até hoje vejo diariamente na minha estante essa cagadíssima ilustração na lombada de Dragon Ball Edição Definitiva:

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Esses são apenas pequenos e desalinhados exemplos de um problema colossal para nós otakus. Estamos pouco nos fodendo para o conteúdo do mangá, o importante mesmo é que as editoras se preocupem em deixar as lombadas milimetricamente alinhadas para que nossas coleções fiquem lindas e sem afetar o nosso TOC.

Enquanto algumas editoras propõe recall para esse tipo de erro e outras ignoram, o correto seria apenas que elas prestassem mais atenção para que isso nunca acontecesse. E daí que eles precisam fazer cálculos e mais cálculos para saber como que a lombada vai ficar de acordo com a gramatura do papel, o mínimo que eles precisam fazer é oferecer um serviço de qualidade para que fique impecável em nossa estante. O que devemos fazer é inflar um Psyduck gigante e sair andando pela Liberdade dizendo que não queremos pagar esse pato.

Isso acontece porque nossas editoras são amadoras e aqui é um país de terceiro mundo. Se fosse nos EUA ou no Japão, nunca aconteceriam problemas assim numa lombada porque eles respeitam os leitores e não cometem erros primários como esses das editoras do Burajiru!

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#SomosTodosLombadas

Pequenas sugestões para melhorar as atrações do Anime Friends

30 mar af-capa

Eventos de anime existem no Burajiru desde a época que Fernando Henrique era nosso presidente, e para você que ainda está estacionado nos anos 90 e tem um pôster dos Cavs no quarto é com muito pesar que informo que as atrações continuam engessadíssimas ainda em 2016. É só dar uma olhada na lista do site do Anime Friends que você confere tudo o que rolava nos anos noventa, às vezes até com as mesmas pessoas: entrevista com dubladores, palco de animekê, concurso cosplay e show de bandinha otaca com vocalista aparecido. Ok, tem umas novidades como as adoradas palestras com YouTubers com seus rostos europeus e problemas de gente branca classe média, mas o grosso ainda é a mesma coisa.

Com tudo isso em mente, pensei em duas coisas: 1- preciso usar meu cérebro para ajudar os eventos de anime a se renovarem 2- preciso fazer um post para ajudar o Anime Friends e de quebra dar aquela bajulada para garantir que eles não cancelem minha credencial esse ano depois do meu post criticando o ingresso premium de 750 reais. Por isso, decidi dar uma atualizada nas tradicionais atrações, com sugestões minhas para que o evento fique interessante para qualquer pessoa. IKIMASU para as novas atrações sugeridas pelo Mais de Oito Mil?

Palco Cosplay com humilhação ao vivo

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Qual é a grande graça da televisão do burajiru atualmente? Claro que não é novela artística com tramas requentadíssimas, e sim reality shows de habilidades específicas sendo julgadas por carrascos. E se o concurso cosplay fosse como um MasterChef da vida, no qual um cosplay faz sua apresentação e depois três jurados mal-amados começam a esculhambar ele no palco falando que tem costura aparecendo e que não sentiram a alma do cosplay por causa disso. Não sei vocês, eu adoraria assistir a isso.

Animekê com frutas

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É meio chato ficar lá sentada enquanto um otacu canta Pegasus Fantasy ou então um velho emenda um hino de tokusatsu, então eu acho que seria muito mais divertido se rolasse uma distribuição de frutas para os espectadores, que poderiam arremessar tomates no palco quando cantassem pela enésima vez We Got Power.

The Bachelor: Otaku Edition

Se você acompanha esse blog há muito tempo sabe o apreço que tenho por exposição de otakus, vergonha alheia televisionada e falta de traquejo social, e por isso amo a soma de todos esses itens que são os programas de namoro na televisão. Por que não temos um desses nos palcos dos eventos? Quem sabe não é a minha chance de arranjar um kareshi??

Roda Viva com Editores de Mangás

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Foi divertido uma vez, mas agora a mesa redonda dos editores de mangás já virou aquela coisa clichê de cada um ocupando 80% da palestra falando as coisas de sempre e 19% do público perguntando se as editoras vão publicar Jojo ou outros mangás (como se algum editor fosse lá falar “ah sim, mandamos email pedindo esse título e tamos esperando resposta” na frente dos concorrentes). Eu acho que podemos levar isso a um novo nível: que tal botar um editor de mangá sendo entrevistado por várias pessoas da Imprensa Especializada (pff) perguntando sobre coisas que aconteceram etc?

Quem Fica em Pé com youtubers

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Essa é bem simples, as palestras com YouTubers deveriam ser feitas em cima de um buraco como no programa Quem Fica em Pé. No primeiro grito desnecessário, piada homofóbica ou palavrão apenas para pagar de cool, o buraco se abre e o Youtuber desaparece.

Não sei vocês, mas eu iria num evento com essas atrações.

13 provas de que Silvio Santos é o maior fã de Evangelion do Brasil

28 mar eva-silvio

Cansado de perder audiência com seus desenhos da época que KochiKame nem era publicado ainda na Grande Nação Japonesa, o SBT fez uma revolução na sua grade e estreou hoje um telejornal matutino comandado por duas jornalistas. Silvio Santos poderia ter dado muitos nomes para seu programa novo: Jornal da Manhã do SBT, Acorde com o SBT, ou até mesmo Jornal *frame subliminar da Jequiti* Matutino, mas não… o novo programa se chama PRIMEIRO IMPACTO. Como somos otakus, logo lembramos de Evangelion, série eu se inicia após o segundo impacto na Terra e com o ataque dos Anjos, combatidos com os gigantescos EVAs. Daí que fui perceber uma coisa: Silvio Santos deve ser muito fã da série de Hideaki Anno, porque encontrei dezenas de referências ao anime na programação do SBT. Duvida? IKIMASU entrar no robô com um post à lá Buzzfeed para cumprir a meta de cliques do mês!

#01. Primeiro Impacto

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Para começar, Silvio Santos fez referência ao primeiro impacto com seu novo telejornal. E já estou bem ansiosa com a possibilidade dele mudar os nomes dos outros telejornais para segundo impacto e terceiro impacto, sendo esse último apresentado pela Raquel Charizard causando o fim do Burajiru incitando justiceiros e apoiando políticos corruptos em editoriais cafoníssimos.

#02. Rei Majestade

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Silvio Santos é muito fã da inexpressiva Rei Ayanami, e por causa disso a homenageou dando o nome de um programa de “Rei Majestade”. Para o público leigo mais parece uma homenagem a grandes cantores do passado, mas sabemos muito bem que o senhor Abravanel nutre uma paixão por Rei assim como Gendo Ikari.

#03. Cuidado com o Anjo

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Em Evangelion a grande ameaça dos seres humanos, além do final dadaísta da série, é o ataque dos Anjos. Eles são criaturas perigosíssimas que vêm do espaço e querem destruir toda a Terra. Por isso, essa novela mexicana é tão exibida pela programação da emissora.

#04. Carinha de Anjo

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Não sei vocês, mas eu tenho muito medo de criança. Elas são pequenas, elas falam a verdade e têm instinto assassino. Silvio Santos também tem muito medo de criança, por isso maltratava a Maisa e associa a doce Dulce Maria com um anjo no título dessa novela infantil.

#05. Anjo Maldito

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Quer mais provas que o nome das novelas reflete o gosto do Silvio? Nos anos 80 ele mandou criarem uma novela chamada O Anjo Maldito apenas porque sabia que no futuro o estúdio Gainax faria com que o medo dos humanos pelos anjos se tornaria realidade.

#06. Arma do Gugu

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Os anos 90 eram muito livres, e a televisão podia sem qualquer filtro fazer piadas preconceituosas, ofensivas e colocar nudez num domingo à tarde. Uma das provas do Domingo Legal trazia convidados usando armas para atirar água nas camisetas brancas de modelos sem sutiã, e onde é que você já viu essa arma antes mesmo?

#07. Bailando por um sonho

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Em um clássico episódio de Evangelion, Shinji e Asuka ficam dias confinados para pegarem sincronia e dançarem juntos com o intuito de derrotar um anjo. Esse é um dos episódios favoritos de Silvio Santos, porque ele se inspirou nele para fazer o programa Bailando por um Sonho, no qual duas pessoas também treinavam por vários dias uma apresentação de dança.

#08. Guerreira Mágicas de Rayearth

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Nos anos 90, quando os Cavs deram o pontapé dos animes na televisão, Silvio Santos pensou “qual o anime mais próximo de Evangelion para eu exibir e ir acostumando o Burajiru à melhor série do mundo?”. Ele pensou que precisava de uma série com personagens estereotipados fingindo uma profundidade, um final que deixa as pessoas revoltadas e lutas sem sentido em robôs gigantes, e na hora comprou Guerreiras Mágicas de Rayearth. Infelizmente, a recepção do público brasileiro não correspondeu às expectativas de Silvio, que viu encalhar o estoque de brinquedos das meninas que envolviam desde bonecas assustadoras até a maquininha registradora das guerreiras mágicas.

#09. Entre no Robô, Kokimoto

“Mas Mara, sua gorda que é tão ninja que ninguém da imprensa especializada te notou na mesa do bar no dia do One Punch Man, você tá forçando muito a amizade com essa lista. Quero ver você me botar uma prova que realmente tem um fã de Evangelion no SBT.

Então tá, você chegou a ver que o programa da Eliana substituiu o bombeiro POR UM EVA DANÇARINO??? E ainda tirou foto com Matheus Ueta, o Kokimoto de Carrossel, fazendo cara de que não vai entrar no robô????

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E ELE AINDA DANÇA COM A ELIANA!!!

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#10. Parabains, SBT

Quando a emissora completou 30 anos, um dos vídeos feitos para as festividades foi esse:

Até mesmo um leigo consegue perceber a referência a um dos clássicos dos animes:

#11. Flashes Rápidos

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A abertura de Evangelion é um ícone hoje em dia não só por ser eternamente tocada nos animekês desafinados, mas por ter redefinido todas as aberturas de anime ao colocar flashes rápidos dos personagens. Óbvio que isso também inspirou Silvio Santos a fazer a campanha de sua empresa de cosméticos.

#12. Expor os fãs

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Hideaki Anno aproveitou o final de End of Evangelion para expor seus fãs mostrando suas cartinhas em flashes do terceiro impacto. Inspirado no recurso, Silvio Santos sempre que sorteia uma carta em seus programas faz questão de mostrar para as câmeras todos os dados de seus espectadores, desde endereço até número do documento.

#13. Por Ela Sou Eva

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Silvio Santos é tão fã de Evangelion, mas tão fã, que exibiu essa novela tosquíssima sobre um homem que se veste de mulher apenas por causa desse título!!!!! Se isso não é prova, meu amigo, então não sei o que pode ser.

E vamos lembrar que no mangá tem 13 anjos, que foi o número de itens nesse post. É TUDO PARTE DA CONSPIRAÇÃO DOS MANUSCRITOS DO MAR MORTO, MINNA!

L&PM reimprime Solanin e agora o mangá está 46% mais caro

26 mar solanin-pato-capa

Recentemente todos os sites da imprensa especializada (pff) soltaram rojão porque a L&PM anunciou a reimpressão dos dois volumes de Solanin. Para quem não conhece o mangá, eu cheguei a fazer uma análise poética aqui, mas como eu sei que você não vai clicar, eis um resumo do mangá: um monte de adolescentes de 20 e poucos anos descobrem que a vida não é para principiantes e passam por situações que todos nós pensaríamos seriamente em tomar chumbinho pra não viver a mesma coisa.

Na época da publicação, Solanin foi o mangá que mais nos chamou atenção no catálogo da editora, e chegamos até a pensar que tínhamos uma nova concorrente para o mercado. Infelizmente as coisas mudaram e a L&PM se especializou em lançar versões mangás de qualquer livro do mundo feitos pra uma coleção que a JBC lançou uns dois volumes antes (sério, tem até mangá de O Capital em mangá pra você chegar na faculdade de Ciências Sociais podendo discutir Marx com propriedade).

Enfim, o anúncio da republicação de Solanin trouxe uma grande novidade para os otakus. Seria uma edição revisada para consertar eventuais erros da edição? Claro que não, a novidade é que o preço foi reajustado para ficar de acordo com os novos tempos. Pois se o mangá foi lançado aqui custando 15 reais, ele agora foi reimpresso custando…

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VINTE E UM REAIS E NOVENTA CENTAVOS! Nem vamos julgar, né? Deve ser pra pagar a tradução, a edição e todas as outras coisas que já estavam pagas quando o mangá foi vendido pela primeira vez.

Vamos torcer para não pegar essa moda de aumentar preço em primeiras edições republicadas, porque acho que as comic shops querem exclusividade na inflação de primeiros volumes.

A Paixão de um Otaku no Anime Friends

24 mar friendship-kit-capa

Quando os mais jovens perguntam para seus pais se a Páscoa é a época que comemoramos quando mamíferos botam ovos de chocolate, logo são avisados que o feriado é para comemorar a Paixão de Cristo. Aliás, o termo “paixão” nada tem a ver com o que rola nas manchetes do Ego, e sim do latim “passio” que significa “SOFRIMENTO“. Resumindo, Jesus precisou passar por uma série de provações e de puxadas de tapete até que, enfim, pudesse chegar ao reino dos céus e ser idolatrado por toda uma geração. E vocês sabiam que os otakus também passam por uma paixão dessas? Só que no caso dessa galerinha que usa touquinha, a paixão atende pelo nome de Anime Friends.

Há muito tempo o evento tem testado a nossa paciência com atrações que beiram o nível de sadismo de uma prova de resistência do BBB (Big Brother Brasil, não Block Battlade Bloodfront ou algo assim). Seja o público malcheiroso, os cosplayers requentadíssimos e até mesmo palestras de YouTubers que mostram o nada melhor que um episódio de Seinfeld, não tem como você não sofrer quando se vai num evento de anime.

A próxima edição do AF está agendada para julho no Campo de Marte (um lugar que, acredite ou não, é beeeem mais confortável que os locais anteriores), e a Yamato colocou à venda no site do evento um recurso completamente novo e supostamente útil. Tapa-ouvidos para não ouvir a quinquagésima pessoa cantando Pégasus Fantasy no animekê? Infelizmente não, estou falando de um tal de KIT FRIENDSHIP.

IKIMASU ver que tipo de regalias encontramos nesse kit?

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DEIXA EU VER SE A OTAKA AQUI ENTENDEU.

A empresa fez um pacotão que envolve ingressos, ausência de filas, meet & greet com qualquer coisa que não seja youtube, cadeira pra ver de perto cosplay tosco, um monte de roupa temática tipo abadá da Claudia Leitte, um carregador de celular (eu quero esse, gente) e uns brindes e encalhes da Newpop, correto?

Não que eu tenha ficado tentada a comprar esse castigo em forma de pacote promocional, mas confesso que fiquei muito curiosa para saber quanto morre nessa brincadeira. Aí fui clicando em comprar, em comprar etc (sério, demora muito até aparecer um site com o preço), e aí…

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Aparentemente o passo final da Paixão do Otaku é matá-lo de susto com esse preço e torcer para que ele ressuscite três dias depois disposto a gastar esse dinheiro.

Enfim, se você é pobre que nem todos os otakus, só lhe resta ir atrás dos ingressos de preços mais normais e convidativos, sem nenhuma das ~regalias~.

Quanto custariam hoje os primeiros mangás publicados no Brasil?

22 mar valor-real-dos-mangas-capa

Não sei vocês, mas é um sofrimento muito grande chegar na banca e ver meus suados dinheirinhos indo embora quando compro aquela republicação requentada de um mangá meio tanko cuja edição original hoje se esfarela na minha mão. Olho aqueles preços acima dos 15 reais e penso “esse mundo está perdido, os mangás estão o olho da cara… bom mesmo era quando a JBC publicava coisas a 2,90, a Conrad a 3,90 e o brasileiro era feliz“. Embora numericamente seja uma crítica correta, será mesmo que aqueles 2,90 eram mais baratos que os preços atuais?

ISSO MESMO, MINNA. É HORA DE RESSUSCITAR A SEÇÃO MAIS PEDIDA POR TODOS OS LEITORES DESTE BLOG!!!!

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Que saudade eu tava desse Vegeta investigador. Assim como a moral dos cosplayers nos programas matutinos, a nossa moeda atual foi sofrendo desvalorização com o tempo, então o que era 2,90 lá em 2001 não significa o mesmo atualmente (vamos lembrar que o salário mínimo começou valendo uns 60 reais). Para fazer o cálculo de transformar o valor do passado em quanto custaria hoje, vou usar como base o conversor de moeda do Acervo do Estadão.

Embora o método não seja válido para conversões oficiais, ele dá uma boa ideia de valores ao comparar o preço antigo ao valor do Estadão na época e fazer a conversão para os valores atuais. E como mangá também é algo impresso, tá tudo na mesma categoria então podemos assumir que os valores são semelhantes. Ah, também vou explicar que todos os valores de mangás meio-tanko serão multiplicados por DOIS, assim fica o equivalente a um tanko inteiro que é a forma como os mangás são publicados hoje no Burajiru.

IKIMASU então fazer umas contas e ver se os mangás estão mesmo caros hoje em dia?

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Começamos com o Pokémon Quadrinhos publicado pela Conrad em 1999 aproveitando o anime e já começamos levando um tiro. Você acredita que esse mangá de 52 páginas custa OITO REAIS? E se fizermos as contas para transformar em um tanko equivalente ao original do Dengeki Pikachu, o valor vai para TRINTA E DOIS REAIS POR UM TANKO. Nossa economia era maravilhosa nos anos 90, não acham? Sorte que a internet discada impedia os otakus de xingarem muito no Twitter (que seria inventado sete anos depois).

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MEU KAMI-SAMA DO CÉU, como assim duas edições meio-tanko de Dragon Ball da Conrad custariam atualmente mais de vinte reais? Agora faz até bastante sentido por que a Conrad teve a ideia de dividir os mangás em dois para aliviar os brasileiros. E pior: na época era quadrinho barato, porque os da Marvel e DC custavam quase o preço de uma casa própria!

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A JBC entrou no mercado em 2001 lançando quatro mangás de uma vez: Sakura Card Captor, Samurai X, Guerreiras Mágicas de Rayearth e Video Girl Ai, todos com formato menor que o da Conrad e papel jornal (Rayearth era um pouco maior e um pouco mais caro pra ficar parecido com o original). Quem diria que aqueles 2,90 hoje em dia renderiam um tanko de quinze reais?

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E quando a Conrad decidiu lançar Evangelion, ela fez um formato bacanudo, papel legal e páginas coloridas nas edições ímpares. Pena que o luxo foi agregado ao valor, porque se fosse uma versão tanko o Evangelion custaria salgados VINTE E UM REAIS hoje em dia.

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A surpresa foi quando a Panini decidiu entrar no mercado de mangás lançando o sonífero e ultrashippado Gundam Wing num formato minúsculo que contribuiu para o aumento do grau de miopia em parte dos otakus de 2002. E o que dizer do valor? Bem, está compatível com os mangás de hoje, mas tinha uma qualidade sofrível…

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O valor mais justo continuou sendo aplicado nos lançamentos seguintes da Panini, Éden e Peach Girl (ambos canceladíssimos pela editora, e o primeiro foi ressuscitado por Cassius Medauar na JBC). Mesmo assim… meio carinho um mangá de quase quinze conto em sentido ocidental né não?

Vamos esquecer agora os meio tanko e partir pro tanko?

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O primeiro tanko brasileiro foi lançado pela JBC, que cobrou exatamente o valor de dois meio tanko. Convertendo para nossa desvalorizada moeda de hoje, vemos que o preço era uma pequena faca perfurando nosso coração enquanto um Mokona faz um cameo no fundo.

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Vamos para um dos primeiros tankos da Conrad (não foi o primeiro, mas é o que eu curto mais então XIU). A qualidade da edição e do papel se comparam ao que temos nos mangás de hoje, e coincidentemente o preço está quase igual também. Se Slam Dunk vier a ser republicado no Burajiru, capaz de sair até mais caro…

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Já um dos primeiros tankos da Panini tem um preço bem próximo dos atuais. E a minha edição comprada na época também está impecável até hoje, ou seja, se você quiser sofrer lendo a saga do Arima o negócio não vai soltar página na tua mão.

E como seria um mangá de luxo?

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Resumindo: nunca foi fácil ser otaku no Burajiru. E pelas contas, podemos até dizer que os mangás de hoje estão até um pouquinho mais baratos do que eram há dez anos. E se compararmos com os publicados no final dos anos 90, a gente tá é saindo no lucro.

No entanto, analisando os valores podemos ver que mangá sempre foi diversão para pessoas com melhores condições de valores aquisitivos. Mas aí já é outro problema.

Os Bastidores do Lançamento de One-Punch Man

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Todos os anos, a rede Globo gasta milhões de reais com os direitos de transmissão do Carnaval paulista e carioca, assim uma das festas culturais mais importantes do país acaba virando apenas Fátima Bernardes e Chico Pinheiro falando merda sobre assuntos que eles não dominam. Ao mesmo tempo, só que por um custo de um Guaracamp e uma coxinha mordida, a RedeTV faz a melhor cobertura carnavalesca, botando Nelson Rubens para comandar um grupo de ex-bbbs gostosas mostrando os bastidores do carnaval. E por que estou contando essa história no Mais de Oito Mil em vez do meu novo site televisivo, o Coisas de TV? Bem, porque faz parte do assunto…

Hoje rolou o lançamento de One-Punch Man numa badalada livraria de São Paulo com a presença de toda a imprensa especializada (pff). Teve distribuição se pôsteres, palestra de Beth Kodama, Bruno Zago e Levi Trindade, lotação de otakus, cheiro de salgadinho vencido, anúncio de mangás, alfinetadas na concorrência e muita coisa clichê de eventos do gênero. Provavelmente você já leu sobre tudo isso no Jbox, Chuva de Nanquim, Gyabbo e até mesmo naquele site lá que me censurou uma vez, então o que eu poderia acrescentar de novo? Falar das indiretas à concorrência? Mas isso já está batido! Comentar que o maior receio de Beth Kodama é com a Dilma? Isso seria sensacionalismo barato. E se eu fizesse o meme do trote de Beth com a Beth Kodama?

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Até ficou legalzinho, mas minha terapeuta diz que eu preciso sair da zona de conforto, então a melhor saída é redetvlizar e mostrar o que ninguém mais mostra, os bastidores deste grande evento da Panini! Tirei algumas fotos com meu tablet da Galinha Pintadinha e mostrarei para vocês leitores que ou não puderam estar presentes ou (melhor) preferiram não ir nesse encontro que transbordou em lotação e virgindade. IKIMASU!!!

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Estão vendo essa grande aglomeração de pessoas que mais parece cena de filme de apocalipse zumbi? Então, é o que damos de cara quando chegamos na palestra após 5 minutos do começo. O local já estava todo tomado por essas criaturas cheias de mochilas e que fazem qualquer coisa por um poster, um marcador de página ou um prato de yakisoba.

Por ter ido correndo ao evento, obviamente cheguei mais suada que os personagens de Velho Chico, aí fiquei um tempo ao lado de dois kareshis:

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Sim, meus kareshis são o DVD do show do Adam Levine e um ar condicionado portátil que equilibrou minha temperatura corporal a valores aceitos na CNTP. Recuperada, voltei à palestra e acompanhei com vergonha os urros quase sexuais dos otakus toda vez que Beth anunciava um título de nome estranho. No fim, eles anunciaram essas capas aí embaixo e o lançamento exclusivo de uma linha de bolas de vôlei aproveitando a olimpíada no Burajiru. Só não digo que a editora deu uma bola dentro porque, como aprendi em Haikyuu, pontuação no vôlei não é quando se enfia uma bola dentro.

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Mas e o que acontece no after? O que rola depois que o Jbox e o Gyabbo encerram suas coberturas? É justamente isso que quero mostrar. O público sai do evento como se a área do palco fosse um Xbox 360 prestes a explodir por superaquecimento, restando apenas a imprensa especializada (pff) e uma parte do público com um mesmo objetivo em comum: alugar o editor responsável, no caso Beth Kodama.

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Ela se vê cercada de criaturas sem vida social cujo único prazer no final de semana é incomodar um editor pedindo fotos, Jojo no Burajiru ou apenas pra ver se ela pode liberar o banner do cenário.

Após tudo isso, a imprensa especializada (pff) realiza uma reunião da panelinha e sai para comemorar a cobertura bem feita indo para o bar mais próximo. Para fins jornalísticos, me infiltrei no grupo de blogueiros na intenção de descobrir o que bebem, do que se alimentam e se em locais normais eles se comportam de maneira menos vexatória.

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Observe como eles estão tão à vontade no bar escolhido que nem perceberam o meu tablet azul registrando tudo em fotos com baixíssima definição. Pois é, pelo visto a imprensa especializada (pff) são pessoas como todos nós, que vão para o bar após um dia de trabalho e querem apenas beber uma cerveja pra falar mal dos outros, certo?

ERRADO!!!

Porque com a exceção de Judeu Ateu (nosso muso colírio de 2015 eleito por voto indireto) e Lucas mascote do Jbox que tomaram uma cerveja, todo o resto da Imprensa Especializada (pff) saciou a sede com bebidas encontradas em reuniões de virgens (como em festa de criança ou encontro de jogadores de card games). Observem a quantidade de embalagens de coca-cola e de garrafas de água encontradas nessa foto tirada com minha habilidade ninja:

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Assim terminou minha aventura e segui meu caminho até um bar com meus tomodachis que bebem coisas alcoólicas e falam sobre piroca. Voltamos aqui no dia 9 de abril para a cobertura de mais um evento, o esperado Henshin +!

Aliás, o que aconteceu afinal com a Beth enquanto toda a imprensa curtia uma bebida cheia de gás?

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Editor do selo Ink Comics ataca no crossfit

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Sabemos que o único esporte praticado pelos otakus é repetir a piada envolvendo Dragon Quest e a disposição do Togashi para continuar Hunter x Hunter, então uma escola de crossfit na Vila Mariana pensou “e se fizéssemos um publieditorial convidando um editor de quadrinhos para fazer uns exercícios aqui?”. Como Cássius Medauar estava ocupado esperando o material de Akira e espetando um voodu com o rosto dos redatores do Jbox, sobrou para Marcelo Del Greco a tarefa de elevar seu cosmo até o sétimo sentido e ser registrado em vídeo para a Revista MyBOX.

Como sei que ninguém teve a paciência de ver o vídeo que até dei RT ontem, e como percebo o potencial de zoeira de botar um editor de quadrinhos praticando exercícios que vão além da técnica da esquiva de responder sobre o que se trata o próprio selo editorial, peguei os melhores momentos do vídeo e transformei em GIFs animados para comerem sua banda de internet móvel!

“Mas Mara, sua gorda que está pagando academia há meses sem ir, isso aqui é o Mais de Oito Mil, não o Ego! A pauta vai ser mesmo falar sobre um editor de um selo que ninguém entendeu até hoje?”

Claro que sim, afinal o blog é meu. Mas como percebi que realmente tem pouca relevância com o blog, vou intercalar os GIFs animados com capas de mangás do selo Inc Comics. IKIMASU????

Primeiro vemos o coach gostoso ensinando como se deve fazer o exercício da remada:

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E aí entra o Marcelão com a força de vontade de quem tem que editar To-Love Ru:

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Mangá Bullet Armors, da Ink Comics

Mangá Bullet Armors, da Ink Comics

O próximo exercício demonstrado pelo coach gostoso consiste em repetidamente conferir se a tomada do seu videogame está ligada e depois em pular para pegar o jogo que você quer no topo da estante:

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Vamos ver se o Marcelo Del Mito conseguiu executar bem?

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Mangá To Love Ru, da Ink Comics

Mangá To Love Ru, da Ink Comics

O próximo movimento do coach gostoso está aqui apenas pelo fanservice mesmo.

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Vamos lá ver o Marcelo?

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Esse post está divulgando um publieditorial que não ganhei um centavo? Sim, mas é por momentos como estes que sentimos que vale a pena todo o tempo e dinheiro que gastamos na Internet. E fica a dica para qualquer escola de Crossfit: quer atrair os otakus? Faz um publi desses convocando a Impensa Especializada (pfff) pra fazer exercícios e vocês vão ver o que é uma explosão de vergonha alheia visitas.

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