A festa da maioridade da NewPOP Editora

22 jan newpop-festa-capa

Não é todo dia que uma editora completa 10 anos de idade. Ok, essa frase pode se aplicar para qualquer outro número, mas a entrada nos dois dígitos é algo que deve ser comemorado. Ainda mais se for uma editora de quadrinhos. E ainda mais se for uma editora cuja principal base são os mangás. Por causa disso, a NewPOP Editora fez uma grande comemoração no dia 21/01 para comemorar seus dez anos de existência, e o negócio foi praticamente uma festa de debutante para a terceira maior editora de mangás do Burajiru. E como eu adoro uma festa e uma boca livre, fui junto com o estagiário do Mais de Oito Mil (sim, agora tenho um estagiário!) conferir essa party.

newpop-festa-01

O local escolhido, assim como no evento anterior, foi o Naniwa Kai, um palquinho com nome japonês ao lado do metrô Vila Mariana. Já na entrada eu fui recepcionada pelo pai da aniversariante, o Junior Fonseca. Com cara de cansado e com a mesma aparência há pelo menos uns 15 anos como se dormisse em criogênio, o próprio dono da editora explicou como estavam funcionando as instalações naquele dia. Além do palco e das cadeiras do público, havia uma área separada com estandes da Editora Draco e da própria NewPOP, além de um cantinho para você fazer sua caricatura de graça. Faltou só uma cabine fotográfica com acessórios cafonas para realmente ser uma festa de debutante real.

Logo me acomodei nas fileiras que Junior separou para a Imprensa Especializada (pff) e, assim como em festas de família, precisei bancar a simpática com os redatores dos outros sites mesmo sabendo que eles tentavam sabotar a minha cobertura. O redator do Crunchyroll, por exemplo, tinha o dom de se enfiar na frente de todas as minhas fotografias, prejudicando meu compromisso de informar os leitores no Twitter.

//platform.twitter.com/widgets.js

Para melhorar o valor agregado de sua festa, Junior Fonseca convidou diversas pessoas para palestras que serviram de esquenta para sua própria apresentação. A primeira reuniu representantes de grandes sites (excluindo o Mais de Oito Mil que de grande só tem minha bunda) discutindo quais são os pilares que sustentam um bom mangá. Obviamente não se chegou a conclusão alguma, mas podemos marcar em nossos Death Notes o nome dos convidados que citaram Cavaleiros do Zodíaco e Bleach como mangás bons.

newpop-festa-02

A palestra seguinte foi sobre No Game No Life, reunindo a tradutora das novels e fãs especialistas que a todo momento faziam piadas recorrentes sobre personagens andróginos. Tal qual aquela parte da festa de debutante que vemos uma apresentação de slides com fotos da aniversariante, esse foi o momento que todo mundo aproveitou para tirar a água do joelho, consumir uns belisquetes e ler aquela edição atrasada de mangá. Até mesmo a Imprensa Especializada como desculpa a exploração do Naniwa Kai para encontrar um canto afastado do palco pra ficarem conversando sobre trivialidades.

newpop-festa-03

Na palestra sobre quadrinho nacional, grandes representantes dos quadrinhos eternamente adiados como Fábio Sakuda (ex-Ação Magazine e autor do anunciado-há-anos DeadZone) e Douglas MCT (de Hansel & Gretel) se uniram a Fabrizio Yamai e a Raphael Fernandes da editora Draco para conversarem sobre o mercado, sobre suas deficiências e para desanimar quem sonha em ser desenhista e tem um traço tão bom quanto o One.

newpop-festa-04

Por fim chegou a hora mais esperada da noite. A trilha sonora local em loop de aberturas de animes cujos mangás foram licenciados pela NewPOP sumiu e deu lugar ao pai da aniversariante, Junior Fonseca, subindo ao palco. A Imprensa Especializada (pff) voltou às cadeiras reservadas para fazer seu trabalho de cobrir os anúncios que seriam feitos e repercuti-los em suas redes sociais.

Junior Fonseca, aliás, é um anfitrião diferente de Beth Kodama da Panini ou Cassius Medauar da JBC. Embora estes dois sejam idolatrados pela fanbase dos mangás e seus posts nas redes sociais virarem meme e notícia, não muda o fato que eles são apenas funcionários de empresas que não sabemos nem quem são os donos. E mesmo se considerarmos Junior como dono, ele tem um porte que o diferencia dos tradicionais engravatados. Primeiro ele comparece ao próprio evento com uma roupa próxima aos otakus que estavam ali presentes, esbanjando uma exótica combinação de cores e acessórios excessivos. Segundo porque ele evita ao máximo dar aquela levantadinha fake na moral de sua própria editora.

newpop-festa-05

Eu explico: se você acompanha o Mais de Oito Mil deve saber que já criticamos muito a NewPOP. Ela tem problema com periodicidade, com revisão, de prometer muita coisa e demorar pra lançar etc, e sabe o que Junior faz em sua palestra? Cita exatamente todos esses itens. Assume que tem problema com periodicidade e revisão (e que tem tentado melhorar nas duas) e explica que anuncia muitas coisas porque a editora não pode parar, sempre está negociando novos títulos senão fica pra trás. Até a própria posição de terceiro lugar é comemorada e zoada ao mesmo tempo por Junior, que afirmou “tudo bem que muita gente pode achar que não é grande coisa ser uma das 3 maiores editoras de mangás do Brasil“.

Junior então passou um videozinho com os anúncios deste evento, mas nem vou focar muito nisso porque todo o foco dos outros sites da Imprensa Especializada (pff) foi apenas nisso. Sim, rolou anúncio de Madoka Magica The Rebellion Story, dos yuris Sunset Orange e Philosophia, de Happiness, Clockwork Planet e Koe no Katachi (quando falaram desse, urros de orgasmos otacos foram ouvidos de vários cantos da plateia e da Imprensa Especializada), mas nem é o mais importante a ser discutido nessa matéria.

Inegavelmente a NewPOP é um projeto que dá prazer ao Junior Fonseca. Enquanto não sabemos se os donos da JBC consomem quadrinhos ou mesmo se os investidores da multinacional Panini fazem ideia de que publicam mangás no Burajiru, Junior Fonseca está ali se misturando com os otakus porque gosta de quadrinhos. Boa parte das propostas da NewPOP, como oferecer títulos de qualidade e por um preço em conta, são desejos que o próprio Junior como leitor de mangá. E é tão difícil vermos um empresário que fala tão abertamente (e naturalmente) de seus defeitos que não tem como não aplaudir a NewPOp por esses 10 anos.

newpop-festa-06

E talvez o momento mais importante da tarde (afinal Junior Fonseca decidiu adiantar sua apresentação para que os otakus não ficassem presos na chuva torrencial prevista para o fim do dia na Vila Mariana) foi que todo mundo no Naniwa Kai viu a NewPOP atingindo a maioridade diante de seus olhos. Depois de lembrar títulos importantes para sua editora, como os clássicos de Tezuka e os mangás da CLAMP, Junior anunciou que a editora trará seu primeiro mangá longo para o Brasil, e vai começar justamente com o clássico GTO – Great Teacher Onizuka, mangá de 25 volumes que tinha aquela aura de mangá-nem-tão-velho-e-nem-tão-novo-que-nunca-vai-sair-no-brasil-porque-nem-fudendo-a-jbc-ou-a-panini-trariam.

Vou continuar criticando a NewPOP, com certeza. Quando atrasar títulos, quando prometer e não lançar, quando rolar uma revisão ruim e até quando mandar contratos picotados acidentalmente para compradores. No entanto, nesta matéria, vejo apenas motivos para aplaudir o amadurecimento da NewPOP e dar um tapinha nas costas do Junior falando que a filha dele já tá uma adulta bem bonita.

//platform.twitter.com/widgets.js

(ok, vou zoar só um pouquinho também)

Otakus de masculinidade frágil se incomodam com gay na capa de One-Punch Man

20 jan capa-one-punch-06

A gente já parte do pressuposto que acompanhar comentários de sites de notícias é dar de cara com uma enxurrada incalculável de chorume (menos vocês leitores do Mais de Oito Mil que são comentaristas lindos e sagazes), mas a cada acontecimento é sempre uma surpresa, não é mesmo? Ontem à noite, a Panini divulgou em suas redes sociais a capa aberta do mais novo volume de One-Punch Man, e a reação foi NEGATIVA. O que será que aconteceu para os otakus reclamarem tanto desse mangá tão aclamado quanto a Susana Vieira? Será reclamação com tradução? O papel ficou transparente como o Naruto Gold? Nada disso, a reclamação é porque o personagem em destaque constrangeu os leitores. IKIMASU dar uma analisada no suposto ~constrangimento~:

one-punch-06

Na parte da frente da capa, vemos Saitama lado a lado com o personagem Puri Puri, um musculoso com barba para fazer e cabelos rebeldes, usando uma roupa de presidiário colada ao corpo. Na parte de trás do volume, Puri Puri está de collant fazendo um ousado exercício inferior em que ergue uma bola de ferro com a perna. O collant ainda exibe que Puri Puri transcendeu o tanquinho 6-pack e que é um monstro com 10 gominhos na barriga, além de marcar bem a região do pênis.

A página Os Consumidores do Mercado de Mangás que Deu Certo fez uma postagem muito interessante recolhendo alguns depoimentos de leitores otakus que ficaram um pouquinho incomodados com o Puri Puri na capa do mangá:

one-punch-06-criticas

Embora tenha muita gente tentando explicar as razões de não terem curtido o Puri Puri na capa de One-Punch Man sem deixar muito na cara que é preconceito, alguma coisa não faz sentido. Falaram, por exemplo, que na capa ele está numa pose ridícula (lembrando que estamos falando de One-Punch Man e 90% dos personagens têm como característica principal serem ridiculos). A família tradicional burajiru-jin também reclamou que a mala do Puri Puri está muito evidente, mas nunca vi ninguém deixando de comprar um mangá que tinha uma mulher gostosa de roupa justa na capa.

O fato é que um homem musculoso com collant e praticando exercícios de perna (lembre-se que macho que é macho sempre pula o dia de perna para ficar naquela proporção digna de um Kurumada) incomoda muito a parcela de leitores de masculinidade frágil. Porque, na mente dessas pessoas, ser visto no ônibus lendo um mangá com um personagem gay ridículo de roupa justa na capa é sinônimo de ser taxado como gay.

Imagino o quão difícil deve ser pra essa galera otaka que precisa ficar controlando o tipo de capa de suas leituras favoritas com medo de ter um gay na edição e surgir uma vontade louca de pegar numa piroca.

Editora Alto Astral oferece serviço inédito de curadoria para capítulos de mangás

17 jan curadoria-alto-astral-capa

Se o mercado já está complicado para a Panini, JBC e NewPOP, o que dizer das Editoras do Grupo de Acesso? Esse grupo, formado pelas editoras Nova Sampa, L&PM, Alto Astral etc tentam comer pelas beiradas e, para isso, precisam oferecer alternativas que as outras não apresentam. Enquanto a Nova Sampa enche nossas bancas com mangás invisíveis e a L&PM lança adaptações mangazísticas de livros que sempre me senti culpada por não ler, a Alto Astral entrou na vanguarda e criou um inédito serviço de curadoria de conteúdo para capítulos de seus mangás.

Para entender como funciona esse serviço, IKIMASU ver esse print que apareceu em todos os sites da Imprensa Especializada (pff), como o Biblioteca Brasileira de Mangás:

curadoria-alto-astral

O leitor aparentemente tá putíssimo porque a Alto Astral cortou 40 páginas do hentaizão, mas na verdade ele apenas não compreendeu o serviço. Como a Alto Astral julgou que o último capítulo desse mangá era apenas um epílogo sem graça, ela simplesmente decidiu cortar para que os leitores não se frustrassem. Imagina se acontece de o leitor do mangá ler um epílogo tipo o do Harry Potter e começa a odiar a história?? Um horror!

E o serviço de curadoria não parou apenas aí, porque a Alto Astral tem dados estatísticos mostrando quantas páginas um leitor de mangá médio aguenta ler, e por isso se esforçou para encaixar seus títulos nesse slot de 160 páginas. Você pode até usar a desculpa que eles querem economizar papel, mas isso tem outro nome: CARINHO. Esse carinho com o leitor é algo que não vemos com tanta frequência assim.

Vale lembrar que antigamente a Panini já ensaiou esse serviço de curadoria. O sexto e último volume de Guin Saga não foi lançado pela editora porque, segundo eles, o volume final nem era tão legal assim:

guin-saga-1

guin-saga-2

Fanfic Distópica de Pokémon vai sair com ajuda de Advogada Rebelde

9 jan ash-vai-sair-capa

Embora tenha sido a grande vencedora do Troféu Imprensa Especializada (pff), a fanfic distópica Ash vs Red estava caladinha nesse começo de 2017. Seria um hiato estratégico depois do último capítulo que envolvia tramas com advogados supostamente hipotéticos? Ou então uma pausa verdadeira para que o autor continuasse escrevendo posts para seu site que copiou o título de uma música da cantora SIA? Nada disso, obviamente o primeiro capítulo de 2017 seria muito impactante: a fanfic vai sair gratuitamente por sugestão de uma advogada rebelde. IKIMASU ver o textão de anúncio que ele postou no Facebook pessoal porque tá delicioso demais isso!!!

ash-vai-sair-01

Para começar, o livro vai sair mesmo e todo mundo poderá baixar no Google Play Livros. Segundo o autor, não sairá pela Saraiva só porque boa parte quer ler no celular, e não porque ele teria sérios problemas em publicar um livro através de uma editora séria sem ter os direitos autorais.

ash-vai-sair-02

Esse arco dos advogados segue firme e forte com a introdução da advogada rebelde, uma pessoa humana e sincera que foi tocada pela arte e decidiu ignorar seus contratantes, revelando todos os segredos da empresa para o autor da fanfic. Entre eles, a informação que se ele não quiser comercializar, não vai ferir direito autoral. Ué, mas e o que dizer dos fangames que lançaram e a empresa mandou apagar? Ah, deve ser porque a advogada não se apaixonou por esses games.

ash-vai-sair-03

Então, num recurso de roteiro duvidoso, o autor decidiu que não vai tentar o licenciamento porque (olha o plot twist) ELE NUNCA QUIS O LICENCIAMENTO. Ele está mais do que contente de ter parado na primeira fase desse vestibular fictício, além de ter ficado bff da Avogada Rebelde que o incentivou a publicar gratuitamente sua história pois ela pessoalmente fará com que as pessoas certas (???) conheçam a Palavra Distópica.

ash-vai-sair-04

Essa é a melhor parte desse Arco, pois ele revela que nunca quis publicar de graça (embora vá publicar de graça), ele apenas QUERIA CHAMAR A ATENÇÃO. Ou seja, tudo foi um grande keikaku [*keikaku significa plano] em que ele criou situações absurdas PARA QUE TODOS NÓS RÍSSEMOS, MAS NA VERDADE ERA ISSO QUE ELE QUERIA DESDE O COMEÇO. MAS QUE MENTE GENIALMENTE CRIMINOSA, ESTOU PRESA NO CAPS LOCK HÁ QUATRO LINHAS DE TÃO IMPACTADA QUE ESTOU COM SUA SAGACIDADE BARBADA. Mas não temam, pois ainda há uma chance do livro ser lançado fisicamente (embora ele não queira isso e não tenha os direitos para isso), mas vai depender do sucesso e dos downloads.

E assim, a novela da Fanfic Distópica teve um virada de 360° no próprio eixo, girando, girando e caindo exatamente no começo da história, quando TODO MUNDO FALOU QUE ELE DEVERIA PUBLICAR A FANFIC DE FORMA GRATUITA. Toda essa reviravolta faz com que seja ainda mais delicioso ressuscitar esse print do segundo post sobre o assunto, no qual o internauta bonitinho dá exatamente a mesma sugestão da Advogada Rebelde, com a diferença que ele não tem OAB:

ashg-red-reviravolta-02

Mas se você acha que esse é o fim da novela, fique sabendo que não porque eu deixei o melhor print para o final:

ash-vai-sair-05

A ADVOGADA REBELDE LHE SEU UM SALVO CONDUTO PARA PUBLICAR ESSA PATACOADA COM A AUTORIZAÇÃO DA POKÉMON COMPANY, MEU KAMI-SAMA DO CÉU AGORA MEU CAPS LOCK VAI FICAR PRESSIONADO ATÉ O CARNAVAL!!!! É CLARO QUE ESS HISTÓRIA CONTINUAAAA!!!!!

ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE (09/01/2017, 13h49)

Muitos leitores me mandaram essa imagem deliciosa (clique aqui para ver maior). Obrigada:

tpc

Conrad é a ex-namorada dos otakus e não param de stalkear a coitada

8 jan conrad-ex-capa

O meu conhecimento de astrologia se resume ao que o holístico Masami Kurumada escreveu em sua obra atemporal Seinto Se-Ya, mas arrisco dizer que esse deve ser o ano do amor. Afinal, só isso justifica como esse sentimento transformador acaba influenciando algumas pautas do ano. Eu explico! Enquanto parte da Imprensa Especializada (pff) organiza confraternizações em karaokês, a parte empenhada do grupo segue publicando notinhas sobre nosso mundo editorial. IKIMASU ver notícias importantes dos últimos dias?

conrad-ex-01

conrad-ex-02

conrad-ex-03

Como você leitor deve saber, essa editora é como se fosse a primeira ex-namorada dos otakus: surgiu do nada, apresentou uma nova forma de amor (mangás no sentido oriental), teve bons momentos, teve maus momentos até que teve problemas e preferiu se afastar, largando os otakus num harém composto por versões antropomórficas moe da Panini, JBC, Nova Sampa, NewPOP, Alto Astral etc.

Os otakus virgens podem não saber, mas a primeira pessoa com quem namoramos NUNCA é esquecida, assim como nunca saem da memória o primeiro beijo ou a primeira vez que abrimos um tanko e as páginas caem (comigo foi o databook de Death Note). E justamente por ser a primeira namoradinha, todos os otakus (e os redatores dos sites de notícia) usam o mesmo artifício para descobrir novidades sobre ela: STALKEANDO O FACEBOOK DELA!

Recurso usado pela Biblioteca Brasileira de Mangás:

conrad-ex-05

conrad-ex-06

E pela Crunchyroll:

conrad-ex-04

Pra quê investir em marketing e publicidade quando você pode fazer seus anúncios em replies do Facebook e aguardar que a Imprensa Especializada (pff) esteja stalkeando os posts em busca de notinhas? Conrad mais uma vez mostrando um monte de profissionalismo, respeito ao leitor e, principalmente, deixando sempre bem claro que a melhor coisa que poderia ter rolado foi o término desse namoro.

Panini inova e faz o primeiro des-anúncio de mangá

6 jan one-piece-green-capa

Quem diria que logo na primeira semana do ano já teríamos uma pauta, não é mesmo? Enquanto a JBC está de folga e Cassius Medauar repensa as estratégias da editora durante longas filas de parques temáticos em Orlando, a Panini sai na vanguarda e faz o primeiro des-anúncio de mangá. IKIMASU entender!

No começo da semana a Panini soltou mais um Planet Time, que a essa altura do campeonato você já deve saber que é o Henshin Online da editora multinacional protagonizado por um oriental hiperativo que nos constrange um pouco com sua empolgação e sua tendência a soltar frases em japonês sem qualquer necessidade. Enfim, no tal vídeo rolou o anúncio do mais novo DataBook de One Piece, o One Piece Green.

Ninguém deu muita bola pra isso, até porque a gente só compra DataBook pra ter na estante e nunca ler a caralhada de texto e informação que tem lá dentro, e apenas sites como a Biblioteca Brasileira de Mangás se atreveram a anunciar o bagulho:

one-piece-green-01

No entanto, o rebosteio começou depois. Aparentemente NÃO ERA para a Panini anunciar esse título agora, então o que a editora fez? Simplesmente tirou o Planet Time do ar, reeditou o vídeo e cortou a parte que falava sobre o anúncio de One Piece Green. Confiram o que a Biblioteca Brasileira de Mangás noticiou o ocorrido:

one-piece-green-02

Resumindo: tal qual um senhor com incontinência urinária, a Panini já perdeu completamente o controle e nem sabe mais o que anunciou ou o que não anunciou. Agora o truque é fingir que nunca aconteceu nada e bola pra frente pois tem outros 7367364 anúncios já feitos. Não é todo o dia que vemos um des-anúncio nas nossas editoras de mangás, com certeza é um momento para favoritar no kokoro.

Saiba quem são os vencedores do 4º Troféu Imprensa Especializada (pff)

3 jan resultado-trofeu-2016-capa

Foram centenas e mais centenas de voto, todos os otakus se deram as mãos e participaram dessa festa da democracia que é o Troféu Imprensa Especializada (pff), a maior e mais relevante premiação do meio otaku do Burajiru (pra você ver como estamos carentes de boas premiações. Foram 16 categorias, muitos indicados e agora IKIMASU conferir os vitoriosos e suas porcentagens (que não fazem muito sentido pra mim, mas foram passadas e apuradas pelos formulários do Google Docs)!

resultado-trofeu-2016-01

Esse ano não deu outra, os otakus reclamando dos posts que problematizaram suas séries favoritas foi o maior barraco de 2016. Ou vocês aprendem a lidar com opiniões divergentes ou a galera vai disputar o bicampeonato ano que vem.

resultado-trofeu-2016-02

Falando em bicampeonato, Leonardo Kitsune é bi na categoria! Foi a disputa mais apertada, e a diferença de votos para o segundo colocado foi de apenas DEZ. Se ganhar mais uma vez, o prêmio passará a se chamar “Troféu Leonardo Kitsune”!! 

resultado-trofeu-2016-03

Cavaleiros e Dragon Ball podem não ter conseguido surpreender na audiência, mas a festa de lançamento dos animes no programa do Evê Sobral garantiu a liderança na vergonha alheia televisionada.

resultado-trofeu-2016-04

Parabéns, Ana Furtado, você conseguiu chamar mais atenção esse ano graças ao seu cosplay de Saori no Encontro!

resultado-trofeu-2016-05

Observem a voz das urnas: não dá mais para acompanhar dicas de mangás nas redes sociais. Libera logo a mixaria!

resultado-trofeu-2016-06

EU NÃO ACREDITO QUE PERDI MAIS UM ANO NESSA CATEGORIA, VAI TODO MUNDO TOMAR NO CUUUU

resultado-trofeu-2016-07

O anime voltou, o mangá voltou e sabe quem também voltou? O prêmio de requentado para esse clássico de Masami Kurumada!

resultado-trofeu-2016-08

Não sei se parabenizo Beth por essa vitória esmagadora ou ofereço um ombro amigo ao Junior Fonseca que conseguiu perder de um editor que lançou o total de ZERO mangás no ano de 2016.

resultado-trofeu-2016-09

Eu votei no segundo lugar, porque achei muito foda o Cassius Medauar pedindo desculpas pelo comentário transfóbico do convidado no próprio evento, mas o público acha que o papel transparente de Naruto Gold merece ganhar. A coisa tá feia, heim?

resultado-trofeu-2016-10

Em ano de Pokémon Go e fanfics distópicas, descobrimos o pior lado da fanbase que só sabe exaltar e enaltecer Kanto, os primeiros 150 monstrinhos e fire blasts quadrados. Se não fosse isso, os fãs da Panini levariam a taça.

resultado-trofeu-2016-11

Sempre que Beth Kodama pega o microfone em eventos, sabemos que a qualquer momento pode vir uma indiretinha bem gostosa a alguma coisa. Parabéns, Beth-sama!

resultado-trofeu-2016-12

Ele é de 2015, mas o Kira dos Mangás conseguiu ganhar a melhor violação de direitos autorais ao pegar mangás de scanlations e imprimi-los em uma gráfica caseira.

resultado-trofeu-2016-13

Mas não se preocupem, porque Ash vs Red levou como melhor keikaku. Afinal, tudo é apenas para abrir os olhos da Nintendo de volta ao Burajiru e para incentivar a leitura em jovens leitores de distopias barbadas.

resultado-trofeu-2016-14

Se tem um esporte que o Brasil deveria ter incluído na olimpíada foi a Corrida Naruto, praticada em várias cidades ao redor do nosso território nacional.

resultado-trofeu-2016-15

Shun foi esquecido na coleção de camisetas dos Cavs por suposto problema técnico, mas pelo menos ele tem esse prêmio na nossa premiação e o Shiryu Amigo para desabafar.

resultado-trofeu-2016-16

E a melhor barba para amadurecer desnecessariamente um personagem foram as barbas de Ash vs Red. Parabéns!!!

Os piores mangás que li em 2016

29 dez piores-2016-capa

Pronto, ontem já fiz minha boa ação do ano. Já falei bem de autores estrangeiros, brasileiros, já estimulei o mercado nacional, agora é a hora de vestir aquele chifrinho de diaba (que eu tô guardando pra ficar em casa no próximo carnaval vendo Netflix) e anunciar quais foram as piores leituras de mangá que tive esse ano. Não quero mais falar bem, quero poder criticar todos os mangás que fizeram as viagens de ônibus serem mais sofridas e as filas de espera mais longas. IKIMASU para os piores mangás que li em 2016!

Especial Rurouni Kenshin – Tokuitsuban – Versão do Autor – & Knuckles (JBC)

kenshintoku

Um belo dia, Nobuhiro Watsuki deve ter recebido uma ligação da Shueisha (não foi Skype porque sabemos que ele é avesso a aparecer): – Watsuki, dá uma pausa aê no seu mangá do Frankenstein que ninguém dá bola e escreva uma releitura de Samurai X valendooooo. E assim, munido provavelmente de impaciência, falta de memória e vontade de corrigir trabalhos corridos do passado, Nobuhiro Watsuki fez uma tragédia em forma de mangá de dois volumes. Essa tal versão do autor, lançada na Grande Nação Japonesa para aproveitar o hype do filme live-action, é uma atrocidade com traço ruim  e leitura travada (sério, ler aquilo de uma vez vai te causar sérios problemas psicológicos). Samurai X é um mangá legal (mas com defeitos visíveis), a Sakabatou de Yahiko é aceitável, Busou Renkin é bem mediano e, por fim, a versão do autor de Samurai X que a JBC lançou esse ano não deveria ser usada nem para forrar a gaiola do seu papagaio.

21th Century Boys (Panini)

21century

Ano passado lembro de ter mencionado que eu não tava curtindo muito o desenvolvimento de 20th Century Boys. Pois então, rolou um time-skip e as coisas mudaram esse ano, porque o mangá foi ladeira abaixo em questão de qualidade. Que chato isso de um avanço no tempo estragar com algo que tava legal, né? Aliás, o 21th Century Boys é particularmente ruim, superando as tranqueiras da reta final do 20th Century Boys concluindo a história do jeito mais absurdo possível e enfiando um antagonista que o autor tirou obviamente do cu. Como se não bastasse isso, a Panini ainda fez uma puta pompa para anunciar 21th Century Boys como se fosse um título ineditão, sendo que nada mais é que o final de um bagulho que tinha perdido a mão já no terceiro time-skip.  Vocês não me enganam mais, nunca mais caio nessa coisa de “o Urasawa tem mangás sem enrolação” depois de 20th Century Boys.

One Piece pós-Time Skip (Panini)

one-piece-61

Vou relembrar o que falei no post de ontem: eu não acompanho nem anime direito porque não curto dublagem japonesa e também não acompanho por scans, então o que estou falando aqui é sobre o que a Panini já lançou. Eu gostava de One Piece e achava a história legal e tudo mais (mesmo que os fãs tenham me apedrejado porque eu falei que One Piece era apenas bom, e não a nona maravilha do mundo). No entanto, depois do time-skip o mangá começou a ficar bem difícil de acompanhar. Na verdade é um problema que eu vinha percebendo desde meados de Water 7: o Oda é uma pessoa muito criativa, e cria coisas muito criativas. O problema é que ninguém bota um freio nesse homem, e ele quer colocar todas as coisas criativas no quadrinho para mostrar o quanto ele é criativo. E isso faz com que a arte de One Piece seja extremamente poluída. Somada ao fato que ele usa poucas retículas, cada quadrinho de One Piece é garantia de três laudas de texto explicando as sandices criadas pelo Oda e mais cidades, figurantes, animais, personagens e tudo mais num grande Onde Está o Wally. Isso porque nem tô falando da anatomia péssima dos personagens femininos (nem é apelativo, é torto mesmo). Fora que a história sempre está ficando cada vez mais épica para nos surpreender com os *DOOOOON* que já nem sentido mais está fazendo. É botar um flashback com algum personagem otário morrendo que todos os leitores já querem canonizar o autor. One Piece está muito complicado, uma pena.

Henshin Mangá #2 (JBC)

henshinmanga2

Não sei se foi problema de curadoria falha ou se foi pelo nível dos trabalhos esse ano, mas a antologia dos vencedores do BMA da JBC foi de uma tristeza sem tamanho repleto de histórias bem ruinzinhas nas quais só uma ou outra se salvam. Pior do que ver as histórias claramente ruins foi ver os jurados sempre elogiando e justificando as coisas com as mesmas referências de “se inspirou em Akira Toriyama” . Por sorte pelo menos um dos jurados levou a premiação a sério e teceu críticas decentes aos quadrinhos que eles publicaram.

One-Punch Man (Panini)

one-punch

Eu fui enganada pelo hype e não tenho vergonha de assumir. Comprei o primeiro volume de One-Punch Man e achei meio mediano, e deixei de lado. Reli o volume antes de decidi comprar o dois e, naquele dia, achei graça das coisas, aí comprei. Fui comprando os volumes até que me perguntei o motivo de continuar lendo aquilo, afinal eu não tava entendendo o propósito daquilo. Como piada, o negócio parou de funcionar pela repetição. Como ação, o mangá é ruim justamente porque está preso na piada que foi repetida à exaustão. Não digo exatamente que é um mangá ruim, como já falei de outros títulos, apenas acho que não é pra mim que não fico contemplando a arte do desenhista e nem acho graça de um humor repetitivo.

E esses foram os piores do ano pra mim. Como tudo é questão de opinião, é normal que você ache esses títulos maravilhosos ou tenha odiado os que sugeri. Depois de constatar essa obviedade, agora o Mais de Oito Mil entra de recesso e volta só no ano que vem, até mais!

Os melhores mangás que li em 2016

29 dez so-os-tops-capa

Ano passado eu estava completamente sem pauta e precisava dar uma enrolada no Mais de Oito Mil, aí decidi fazer um post de leituras do ano no qual eu podia dividir em duas partes e tudo render mais. Aparentemente vocês curtiram, porque tá todo mundo me cobrando esse balanço anual. Pois bem, aqui está a minha lista com os melhores mangás que eu li este ano!!!! Mas como até suruba funciona com regras, eu decidi limitar por coisas que saíram apenas esse ano ou que estão sendo publicadas esse ano pra não virar zona. IKIMASU para os mangás!!!

Assassination Classroom de novo… (Panini)

assassination-classroom-panini

Eu já havia falado de Assassination Classroom ano passado e dessa vez sou obrigada a colocar novamente na lista dos melhores. Mas que mangá fantástico, minna! A forma como o autor constrói a história, o carisma dos personagens, o desenvolvimento da trama, as críticas nas entrelinhas… E agora a história tá entrando na parte de mostrar o passado dos personagens e logo mais será revelada a origem do Koro-sensei. De verdade, se você não começou a ler esse mangá pra ontem você não sabe o que tá perdendo.

Quack (Editora Draco)

quack-capa

No primeiro Henshin Mangá a JBC descobriu Kaji Pato. um simples desenhista de uma simples história de humor chamada Quack. Ele foi chamado pela editora Draco e publica o melhor mangá brasileiro em publicação no Burajiru (ok, não tem taaaantos concorrentes assim, mas o trabalho é bom, viu!). Digo ainda que nos tankos o autor melhorou a falta de foco que rolou no One Shot e os personagens estão muito mais vivos. Aliás, que traço lindo, melhor que muito autor japa que vocês pagam pau (cofcofhajimeisayamacofcof)! Meu único problema mesmo é com algumas ofensas meio homofóbicas que o Colombo fala pro Baltazar. Felizmente, o autor até publicou um vídeo recentemente falando sobre o tema e mostrou ser muito aberto à conversa e críticas (ao contrário de 90% dos autores brasileiros). Ah, e pros admiradores de papel, a qualidade dos tankos de Quack é MARAVILHOSA.

Divisão 5 (Editora Draco)

dracomics-capa

Esse ano a editora Draco lançou no Anime Friends uma antologia de quadrinhos shonen chamada… hm… Dracomics Shonen (criativo heim). Como é de se esperar de uma antologia, o nível de qualidade flutuou muito, e teve história ali que era tão ruim que preferia ser esmagada pelo encalhe de Futari H da JBC. Só que a história Divisão 5, de Rafael Santos e Wagner Elias, é simplesmente uma coisa GENIAL. É bem desenhada, é bem escrita, consegue apresentar tudo em 20 páginas e deixar o leitor ansioso para ler a continuação. Ah, e não estou falando que é genial no padrão brasileiro, e sim no mundial mesmo. A história é realmente incrível. Se tiver a oportunidade de lê-la, leia. E se algum dos autores estiver lendo essa matéria, pelo amor de kami-sama arranjem alguma editora para publicar isso num tanko!!! A ideia é legal demais para morrer!!!

My Hero Academia (JBC)

my-hero-capa

Eu não curto ler scans e nem ver anime legendado porque me incomoda a dublagem japonesa, então o máximo de conhecimento que eu tinha com My Hero Academia era o básico de “é o grande sucesso da jump” pra cá e “tem muitos jogos de palavras intraduzíveis que a JBC vai ferrar” pra lá. Peguei sem nem ter ideia muito da história e me impressionei bastante com o mangá, ele tem um clima bem Shonen Jump (ah vá!) e os personagens são muito torcíveis. E com essa atual febre de tranqueiras de heróis ocidentais por causa do cinema e das séries de TV, a ambientação da história é bem fresca na nossa cabeça. E quanto à adaptação, achei a versão da JBC bem competente mesmo e os fãs bem implicantes. A melhor forma de mostrar isso foi que no segundo volume apareceu uma personagem chamada Trapézio Descendente, os otakinhos surtaram um monte na internet por causa do meme do Bambam até que descobriram que o nome da personagem, se traduzisse, seria Trapézio Descendente mesmo.

Helter Skelter (NewPOP)

helter-skelter-capa

Anunciado ano passado durante o NewPOP day em meio a dezenoves mangás de Madoka e mais outras trocentas light novels, o mangá Helter Skelter é um tipo de mangá que devemos consumir com calma. Tem pouco texto e o traço é bem simples, mas é preciso ir com calma pra não ficar na bad. A autora Kyoko Okazaki conseguiu contar uma história sobre a ditadura da beleza com o tom grotesco que o assunto necessita. Essa foi uma leitura que mexeu muito comigo esse ano. Observação Importante: deixem pra ler o editorial que está no fim depois do mangá, porque ler antes e saber o que houve com a autora após a publicação do mangá vai te deixar ainda mais na bad.

E esses foram os títulos que mais gostei de ler nesse ano. No próximo post, que deve entrar amanhã, vocês poderão saber as piores coisas que tive contato nesse 2016.

Ex-funcionários da Locomotion querem ressuscitar o canal mas phoenix down não deu certo

26 dez team-loco-capa

Se hoje você solta rojão pela Rede Brasil exibir animes requentados da Toei e pela PlayTV passar reprise de Yu-Gi-Oh com áudio péssimo, imagina como agiria com um canal especializado em boa parte de animes. Não, não estou falando do falecido Animax (que Kami-Sama o tenha), e sim do canal Locomotion! Há algumas décadas, este canal fez a alegria dos otakus com uma programação repleta de desenhos cults e uns animes que nunca veríamos na televisão. Tinha Evangelion, Cowboy Bebop, Saber Marionette, Ah My Goddess e umas coisas muito undergrounds como If I See You In My Dreams e Let’ Dance With Papa, tudo espalhado numa programação escondida desse canal que só tinha na finada DirecTV.

Histórias à parte, depois do canal ir afundando aos poucos ele foi comprado pela Sony que o transformou no Animax, o primeiro canal 100% dedicado a animes e que o resultado a gente já sabe: flopou muito e foi perdendo sua identidade até se tornar um canal para milennials. Mas onde estavam os antigos funcionários do Locomotion, aqueles que tinham a função de ligar a legenda do Cowboy Bebop e nem isso faziam? Bem, eles se uniram e estão com um projeto nesses crowdfundings da vida.

O projeto Team Loco (que… nome… horrível) atualiza o formato do Locomotion para os tempos atuais, ou seja, não é para fazer um canal de televisão e sim um site de streamming no mesmo estilão do Crunchyroll (já estão melhores que os que querem uma nova Manchete aqui no Burajiru), funcionando em toda a América Latina e Brasil.

Bem, eles pediram a bagatela de um milhão e seiscentos mil dinheiros mexicanos, o que equivalem a 253 mil reais, e o prazo vai acabar em dez dias. IKIMASU conferir como anda esse projeto pautado no nostalgismo de um canal de 20 anos atrás?

team-loco-01

Sim, caros leitores do Mais de Oito Mil, o projeto não conseguiu nem 5% dos dinheiros necessários. O valor é tão baixo que nem dá pra conseguir aqueles objetivos alternativos de menos dinheiro:

team-loco-02

Com 5% eles devem conseguir o suficiente para alugar o salão de festa do condomínio e fazer uma pequena reunião com duas picanhas e uma frasqueira com Mupy. Uma pena, porque é meio raro alguém tentar um projeto de anime pensando já nas novidades tecnológicas.

Por sorte, nós brasileiros estamos à frente da América Latina, porque ao menos temos o maravilhoso canal Locomax. Procure na sua operadora imaginária.

team-loco-03