Yo-kai Watch será meio-tanko e os otaquinhos já surtaram um monte

23 jul yokaimeiotankocapa

Um dos sites favoritos da Imprensa Especializada (pff) é o Liga HQ por causa dos spoilers de lançamentos que dão. Isso porque eles colocam mangás em pré-venda lá e algumas vezes conseguem vazar coisas que as editoras ainda não anunciaram. Pois bem, a loja colocou no ar a pré-venda de Yo-Kai Watch, a nova promessa da Panini, e uma coisa chamou a atenção da otakada. IKIMASU ver?

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Claro que a princípio as pessoas devem ter comentado “A PANINI EH MARAVILHOSA ELA LANÇA MANGAS MUITO MAIS BARATOS EM QUALIDADE SUPREMA E MARCAPAGINAS CHUPA JBC”, até que alguém deve ter se tocado que o preço estava baixo demais até mesmo para a Panini que pode segurar uns prejuzinhos com altas vendas. Aí tudo ficou claro: o mangá de Yo-Kai Watch no Burajiru será lançado em formato MEIO-TANKO, ou seja, metade de um volume normal que vemos nas bancas.

Obviamente isso foi um grande choque de realidade para os otaquinhos, que se sentiram abandonados pela Panini e começaram a cantar essa maravilhosa canção em seus Twitters e posts indignados em grupos de Facebook:

(Talvez eu tenha forçado o comentário só porque queria postar esse vídeo em algum momento)

Todo esse furdúncio rolou porque, desde o final do mandato de Negima, os brasileiros NÃO ACEITAM o meio-tanko. Entre as críticas dos otaquinhos está que o mangá não está a metade do preço de um tanko normal, que a qualidade dos meio-tankos é ruim, que isso vai deixar a coleção feia e que ninguém vai comprar. Todo o chororô me fez pensara um pouco sobre essa demonização dos meio-tankos no Burajiru.

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Vamos lembrar que o formato surgiu no começo dos anos 2000 e era aplicado em todos os mangás com um simples objetivo: deixar o negócio barato. Por muito tempo, os quadrinhos japoneses eram os mais baratos da banca (tirando os gibis da Monica), afinal na época a Abril estava comendo o pão que o Dabura amassou com versões de luxo na faixa de sete reais dos quadrinhos de heróis. Mangá era um quadrinho acessível e isso ajudou no seu sucesso. Depois que a JBC inaugurou o formato tanko com o finado X, o colecionismo dos otaquinhos começou a apitar mais forte e eles queriam cada vez algo mais de nicho, com o máximo de fidelidade com o mercado da Grande Nação Japonesa.

Curiosamente, essa desculpa de “queremos as coisas igualzinhas às do Japão”  é uma desculpa usada apenas quando é conveniente, afinal muitos mangás do Burajiru foram lançados em formatos que não têm nada a ver com os originais e ninguém reclamou disso. O JBC Big, por exemplo, foi criticado pelo preço, mas não por ser a junção de dois volumes japas. Ou seja, pra deixar mais caro e mais de colecionador pode, para popularizar não rola.

O grupo dos otacos tem agido cada vez mais como um nicho que não quer que sua gíria se espalhe. Desde a preferência pelos ~intraduzíveis~ honoríficos até volumes com offset 500g e orelhas cortadas à mão, o que importa é que o quadrinho que eles gostam seja menos acessível a pessoas. Afinal, ainda se mantém o medo da coisa virar uma modinha.

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Isso sem contar que está faltando falar a maior verdade desse rolê, que vou escrever em caps lock e botar em negrito e itálico: YO-KAI WATCH NÃO FOI FEITO PARA VOCÊ QUE POSTA FOTO DE LOMBADA TORTA EM GRUPO DO FACEBOOK, FOI FEITO PARA CRIANÇA E É PRA ELAS QUE A EDITORA TEM QUE PENSAR EM VENDER. Você pode até comprar, nada te proíbe, mas não muda o fato que a estratégia da Panini é pegar um público que tá pouco se fodendo para colecionismos, honoríficos e que tem um orçamento ainda mais limitado que você.

Concluindo o assunto, gostaria que acabasse essa demonização do meio-tanko. Em alguns casos ele pode ser útil (Yo-Kai Watch, por exemplo, ganha dois volumes inéditos por ano e saiu até o 8, meio-tanko vai servir pra render mais), fora que o preço mais acessível pode trazer mais pessoas para os mangás, aumentando a chances de virem mais títulos.

Engraçado que o pessoal reclama que nenhuma editora lança JoJo porque não tem público de mangá pra comportar esse evento, mas ao mesmo tempo é contra qualquer iniciativa que traga novos leitores.

***

[ADENDO] Um leitor fez um comentário pertinente relembrando minhas críticas ao formato de Super Onze da JBC nesse post de 2013. Achei que valia a pena dizer que, assim como o próprio mercado mudou, minha opinião sobre o assunto também. Não sou teimosa a ponto de dizer que discordo de algo que eu mesma disse, e a falta de sucesso do Super Onze pode ter sido também porque o anime tinha passado faz tempo. Vamos ver agora que o mangá vai casar com a exibição de Yo-Kai Watch.

Mais de Oito Mil visita o velório da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel

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A vida é efêmera. Nascemos e morremos muito facilmente, a ponto de nos perguntarmos quanto vale a vida. E é nos momentos de morte que refletimos sobre tudo o que passamos e ganhamos forças para continuar vivendo sem aquela pessoa que esteve sempre presente em nosso lado. E no último domingo foi o dia em que euzinha fui até o Anime Friends para me despedir dela, da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel.

Para quem não sabe, em 2009 a NewPOP havia prometido lançar este mangá nacional escrito por Douglas MCT e desenhado por Ulisses Perez, com lançamento previsto para o Fest Comix daquele ano. Infelizmente, o projeto foi protelado e aí começou a Saga do Adiamento Eterno. Durante muito tempo usamos Hansel & Gretel como o Duke Nukem Forever dos mangás nacionais… com a diferença que nesse tempo até o Duke Nukem foi lançado e nada da adaptação steampunk de João e Maria. Pois bem, trocaram o desenhista, mudaram o projeto e, agora com apenas dois volumes, Hansel & Gretel teve seu lançamento oficial no Anime Friends. E fui lá conferir o enterro de uma piada recorrente.

Vesti um pretinho básico, peguei um buquê de cravos de defunto e fui lá dar minhas condolências para Douglas MCT e a desenhista Rafi de Sousa pela morte da piada, e qual não foi minha surpresa ao ver que ATÉ ELES ESTAVAM COM ROUPA DE LUTO!!! O lançamento estava previsto para as duas da tarde, mas Douglas deu uma pequena atrasadinha (entendemos, deve ser a emoção da perda de uma piada tão querida entre os otakus) e logo se sentou ao lado de Rafi para autografar volumes.

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Douglas MCT me contou um pouco sobre o projeto e como estava animado com o lançamento do mangá nacional. Falou sobre as mudanças na história e deu uma deixa para que uma expansão da trama em novas “temporadas”. Se for algo adiado eternamente e que possa ser usado como piada recorrente, o Mais de Oito Mil apoiará o projeto passionalmente. Já Rafi era bem mais tímida, mas foi bem simpática e parecia muito feliz com o lançamento de seu primeiro quadrinho.

Mas sabemos que você leitor do Mais de Oito Mil não veio aqui para ver uma cobertura a lá Amaury Jr, até porque Junior Fonseca não liberou o prosecco com Mupy para a Imprensa Especializada (pff). Vocês querem é o review, querem que eu leia o mangá e o destrinche como fiz na cobertura inesquecível da Ação Magazine. O que há por dentro desse mangá nacional de capa simples-até-demais?

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Bem, se você queria ver humilhação gratuita, erros primários ou até mesmo um personagem que é uma releitura do Doutor Renato Aragão… sinto dizer que está no post errado. Mesmo com todo o hype gerado por sete anos no forno e com o mercado de quadrinhos brasileiros sofrendo com um amadorismo desde sempre, Hansel & Gretel é um título bem bom. E não apenas bom comparado com os quadrinhos brasileiros, ele é bom no geral mesmo.

A história é aquela coisa: Hansel & Gretel são releituras steampunk de João e Maria que estão em busca de seu pai e se metem numa treta que envolve vários personagens de contos de fadas que não-necessariamente são alemães. Mas em vez de oferecer apenas personagens fanservice e uma jaqueta que não é nunca lavada como em Once Upon a Time, Hansel & Gretel bota todo mundo num autêntico mangá shonen inspirado em séries como Fullmetal Alchemist e com uns zumbis porque né… isso vende.

Claro, o mangá não está livre de defeitos, até porque nenhum dos envolvidos com o Hansel & Gretel me assinou um cheque de publieditorial pra eu falar só bem. As referências que ajudaram na origem dos personagens estão um pouco óbvias demais (Hansel é muito inspirado no Edward Elric e a ideia do humor do Yu claramente é muito o Genma Saotome de Ranma 1/2, e o autor até assume isso nas cenas pós-créditos), mas por sorte alguns personagens conseguem ser bem mais criativos, como o caso da Gretel.

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Eu fiquei um pouco perdidinha lá pelo meião da história quando apresentaram trocentos personagens de uma vez, mas aí o problema pode ser minha falta de memória ocasionada pela falta de dinheiro para comprar o Ômega 3 do Moacyr Franco. E a rotatividade de personagens me pareceu um pouco gratuita (não vou dar spoilers dizendo que um personagem importante morre no meio e… opa).

A edição da NewPOP tá o que se espera da editora: papel offset de gramatura boa, encadernação costurada e muitos extras pra encher bem a linguiça. Só faltou mesmo um guia para mostrar quais personagens foram baseados em quais histórias dos contos de fadas, porque se a pessoa não tem conhecimento enciclopédico (ou se é o Capitão América) ficou sem entender metade das referências.

Finalizando, Hansel & Gretel é um mangá com boa narrativa, boas cenas de ação, um traço muito bom mesmo e um preço mais convidativo que muita tranqueira japonesa que está na banca de jornal. Sem contar que ele pode até ser o fim de uma piada recorrente sobre o lançamento, mas não é o final completo da saga por causa de uma única pergunta: “Quando sai o volume 2, heim NewPOP?”

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O grande post comentando TODOS os anúncios de mangás do Anime Friends 2016

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Se eu fosse fazer esse tipo de post comentando TODOS os mangás anunciados num Anime Friends alguns anos atrás, provavelmente teríamos um post maior que o pedantíssimo guia de animes da temporada que muitos blogs da Imprensa Especializada (pff) fazem. Isso porque a quantidade de coisa anunciada nos AFs da vida sempre foi astronômica, era quase a E3 dos mangás do Burajiru (só que sem o glamour, a produção e até mesma repercussão).

Mas neste minguado ano de 2016, tempos de crise assolam a lista de promessas das editoras e sou obrigada a enrolar no texto introdutório para compensar os apenas QUATRO mangás anunciados, somando tudo o que foi dito de todas as editoras. IKIMASU conferir o que cada uma anunciou?

Nova Sampa

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Nome: Pride – O Supercampeão
Autor: Youichi Takahashi
Na verdade: foi anunciado meses antes e colocado aqui na lista só para fazer espaço.
História: Um monte de jogadores de futebol com anatomia comprometida pro falta de estudo do autor participam de partidas em campos com oito quilômetros de comprimento.
Volumes: 4
Quando sai? Só Kami-Sama sabe

NewPOP Editora

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Nome: Suicide Club
Autoria: Usamaru Furuya
História: 54 meninas não tinham muito o que fazer e pensam “nossa, e se a gente se suicidasse? seria mto loko kkkk” e se jogam nos trilhos da estação Sé na hora do rush. Mas uma menina sobreviveu e agora quer juntar mais uma galera pra ver se agora vai.
Volumes: 1 só
Não sei vocês: MAS QUE SINOPSE MACABRA!!!!
Quando sai? Estamos falando de NewPOP.

Editora Panini

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Yo-Kai Watch
Autor: Noriyuki Konishi
Mas a dona da porra toda é: Level 5
História: Tem um menino ae que encontra um yokai que lhe dá um relógio que permite ver outros yokais e evocar os que ele ficou amiguinho. Então ele passa a ajudar as pessoas como se fosse a primeira e tediosa fase de Yu Yu Hakusho, mas numa franquia que rende bilhões de dinheiros e é um fenômeno entre as crianças.
Volumes: 8
Você ainda vai cantar um dia: Gera Gera Po
Quando sai? Em agosto, pra casar com o anime na TV

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Sakamoto Desu Ga?
Autora: Nami Sano
História: Sakamoto é o cara mais foda do mundo, ao lado do Vegeta e da Natasha de Malhação. Tudo o que ele faz é muito foda e isso irrita as pessoas que não são fodas como ele.
Volumes Foda: 4
Informação Adicional: Sakamoto é mais conhecido pelos GIFs animados de seu anime que pela própria série.
Quando sai? Provavelmente num mês bem foda

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Dr. Slump
Autor: Akira Toriyama
História: O doutor Sembee Norimaki constrói uma robozinha míope chamada Arale que adora séries de monstros gigantes, quebrar a Terra ao meio e brincar com cocôs. E ela convive na Vila Pinguim com um pessoal tão ou mais problemático com ela.
Volumes: 18
Já foi publicado pela: Conrad
Não pagava: A mulher do cafezinho
Quando sai? Você já esperou tanto tempo pelo retorno do mangá, espera mais aê que não tem previsão

JBC

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Cassius’ Bizarre Adventure
Autor: Maruceru Deru Gureco
História: Este mangá conta a história de Cassius Medauar, um editor de quadrinhos bacanudos que tenta sobreviver ileso a um grupo de pessoas lhe perguntando sobre transparência.
Volumes: 137
Formato: meio-tanko

Mesa Redonda da mesa redonda dos editores de mangás no Anime Friends 2016

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Bem tomodachis do Mais de Oito Mil, hoje à tarde rolou a grande mesa redonda dos editores de mangá do Burajiru lá no Anime Friends. E o que é essa mesa redonda? Bem, um encontro semestral mais esperado pelos leitores e mais irritante para a Imprensa Especializada (pff) porque todo mundo sempre quer ser amiguinho um do outro e precisamos ficar pescando os coices e indiretas. Pois bem, aproveitando que estamos em época de Olimpíada, de espírito esportivo e do iminente lançamento de Pride – O Supercampeão, IKIMASU comentar essa palestra como se fosse uma mesa redonda composta por euzinha apenas!

Confira a escalação dos times:

TIME-NEWPOP

TIME-JBC

TIME-PANINI

TIME-NOVASAMPA

Nenhuma grande surpresa na escalação, embora tenham rolado uns boatos de que Bruno Zago, o editor reserva da Panini, entraria em campo no lugar da tradicional Beth Kodama. Sem qualquer surpresa também foi a resposta genérica que todos os jogadores deram quando o juiz Graveheart (do Genkidama) pediu para que fizessem um balanço dos primeiros seis meses de cada editora. O gol de sincericídio, no entanto, foi de Douglas da Nova Sampa:

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Como lutas de todo mundo contra todo mundo só existe no plano das ideias e em campeonatos de Smash Bros, obviamente pequenas panelinhas conflituosas foram surgindo durante a palestra. Enquanto Junior Fonseca disputava com Douglas qual editora teve a melhor pausa estratégica, Beth e Cassius seguiam com uma discussão sobre mangás que tinham séries na Netflix que foi praticamente uma competição de tamanho de pinto versão streaming:

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Outro ponto bem legal por parte do juiz da partida foi perguntar aos editores qual título das outras editoras eles gostariam de trabalhar. Era o momento para ver os olhos se inflamarem de sangue quando Cassius falasse que adoraria ter levado One-Punch Man para a JBC, mas ele surpreendentemente citou One Piece. Junior Fonseca declarou que gostaria de editar Dragon Ball e Beth disse ter uma vontadinha de cuidar de Death Note pela Panini. Já Douglas (que algumas vezes foi esquecido no meio da discussão) novamente deu um chute de um canto ao outro do campo com sua resposta cheia daquela inocência moleque que tanto gostamos:

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Lá pelo segundo tempo, os editores começaram a conversar sobre adaptações e traduções, e chegaram a um consenso que é impossível agradar ao público normal e ao otaquinho médio que tem conhecimento avançado em scanlation. Para evitar confusões, Beth disse que a vontade do autor é suprema e que deve respeitar as escolhas e decisões lá de cima SEMPRE:

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Final do segundo tempo, quase na prorrogação (afinal a partida atrasou por causa de um famoso YouTuber) e começaram então as perguntas do público. Pois é… lá vamos nós para aquele momento em que junta uma aglomeração de otacos numa fila querendo perguntar das chances das editoras publicarem esse ou aquele títul…

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Ok, agora me surpreendi pois o Graveheart foi o primeiro mediador que BANIU com eficiência esse tipo de pergunta ameaçando com cartão vermelho. Agora falta só os otacos fazerem questionamentos relevantes, mas aí não é com o juiz… Inclusive, ele fez questão de abrir espaço para as editoras soltarem mais anúncios, mas ninguém falou nada.

E essa foi a palestra de todas as editoras. O clima amigável perdurou o tempo todo e o nível da discussão foi bem elevado, explicando bem o que rolou nesse primeiro semestre editorialmente e informando o público. Uma pena, porque euzinha do Mais de Oito Mil fiquei lá horas antes pra guardar lugar na esperança de sair grito, porrada e arremesso de volumes encalhados de Vagabond da Nova Sampa. Quem sabe na próxima?

Quer saber como acompanhar Dragon Ball Super sem precisar ver o anime? Pergunte-me como!

14 jul DBSUPERCAPA

Talvez você não tenha reparado no Vegeta no canto da tela, no Michel Temer com cosplay de Dabura ou mesmo no nome deste blog, mas eu sou uma grande admiradora da série Dragon Ball (o que não quer dizer que eu a ache a melhor coisa do mundo). Por isso, claro que tentei ver Dragon Ball Super e até fiz uma matéria aqui do primeiro episódio, mas o problema é que o negócio é tão desagradavelmente ruim que eu dropei lá pelo episódio 10.

A sensação que eu tinha é que perdia minutos da minha vida vendo um negócio sem carisma e que a história não andava (tipo vocês acompanhando Bleach nessa reta final) então passei a acompanhar lendo guias de episódios mesmo na cara dura. No entanto hoje acabei descobrindo uma outra forma, e vou compartilhar com vocês leitores.

(sim, é um post de recomendação positiva)

Existe um canal no YouTube chamado Corporação Cápsula e a descoberta dele animou meu dia. Ele traz vídeos sobre Dragon Ball no geral, só que todos são narrados pelo gato do sr Briefs (que é dublado por alguma voz automática como a do Google). E a seção mais incrível deste canal (que não se baseia sua existência em vídeos de amoeba para conquistar views) é o RESUMO DE DRAGON BALL SUPER EM APENAS UM MINUTO. Semanalmente, cada episódio é resumido em apenas um minuto e assim fica muito mais fácil chegar na fase atual para saber o que vai rolar nessa flopadíssima saga do Goku Black.

IKIMASU ver um exemplo de resumo que coloquei apenas pela piada do pinto do Vegeta:

Outra parte que eu achei MARAVILHOSA neste canal foi o gameplay de Shenron no Nazo de NES, igualmente feita por essa voz robótica que deixa qualquer frase engraçada:

Era só isso mesmo. Não conheço a pessoa por trás desse canal, mas vou começar a acompanhar os resumos de Dragon Ball Super porque… né… ninguém merece ver essa merda inteira. Já ganhou uma seguidora.

(Agora já posso jogar fora a ideia de fazer um mega-resumão de Dragon Ball Super até a saga atual… me poupou todo o trabalho!)

Atenção, fã de tokusatsu, a Polícia Militar de São Paulo QUER VOCÊ!!!

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Ei você, tokuku (otaku fã de tokusatsu), alguma vez você já se viu perdido na vida, sem saber o que fazer e preso à nostalgia dos heróis japoneses dos anos 80? Já pensou que poderia deixar de colaborar com Mineirinhooos da vida e ajudar sua sociedade através de uma instituição especialista em lidar com direitos humanos? Pois há uma oportunidade para você!

Quem esteve no Anime Friends no último final de semana e se arriscou a pegar a programação para ver quais as atrações, deve ter visto uma discreta propaganda na parte traseira do panfleto. IKIMASU conferir?

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Fazendo uma análise do negócio, vemos um distinto senhor dizendo para você correr atrás dos seus sonhos ao lado do ninja Jiraya e de um policial metálico genérico aí. Logo abaixo, um link que não diz muito bem do que se trata. Aí quando você clica na propaganda, você vai parar…

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Num site que prepara as pessoas para concurso da Polícia Militar de São Paulo!!! E com direito a uma palestra gratuita com um YouTuber!!!

Que maravilhosa chance de você usar seus conhecimentos em tokusatsu para ajudar a PM de São Paulo. Imagina futuros PMs que usam robôs gigantes para defender patos infláveis, explosões coloridas para afastar manifestantes e roupas de collant como o novo uniforme? Aguardando para conferir!

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Acompanhei o palco dos YouTubers no AF e sobrevivi para contar como foi

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De repente, dezenas de staffs de camiseta amarela correram até a ponta de um galpão e se deram as mãos como se formassem o cordão humano de trio elétrico. Só que não estamos no carnaval de Salvador durante uma iminente aparição de Claudia Leitte, e sim no Anime Friends. E aqueles staffs estavam ali com um objetivo: impedir que uma manada de jovens incontroláveis assediasse Cocielo, um dos YouTubers mais conhecidos do Brasil.

Uma variedade muito grande de pessoas teve de ser segurada pelos seguranças improvisados, e os fãs ali eram desde rapazes disputando o melhor espaço para tirar uma selfie com a celebridade passando o fundo até mesmo a grupos de garotinhas que, se tivessem nascido em outra década, estariam acampadas na fila de um show do RBD. Cocielo  logo passou vestindo uma roupa tão excessivamente colorida que nunca poderia ser reproduzida por um kit de 64 lápis de cor da Faber Castel, e foi para uma gaiola de vidro que servia de camarim para as celebridades da internet e de zoológico para seus fãs e seguidores.

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O palco dos YouTubers no Anime Friends

Há algum tempo o Anime Friends, assim como outros eventos de ~cultura pop~, começou a convidar YouTubers como atrações e o resultado parece ter agradado financeiramente em tempos de público otaku mais ausente (principal difusora dos animes, a TV aberta não vê um fenômeno na animação há quase dez anos). A aposta foi tanta que, nesse ano, o evento da Yamato disponibilizou uma estrutura enorme para ter um palco exclusivo para YouTubers. Embora a atração seja separada do resto do evento, os YouTubers são uma crítica recorrente dos otakus, ao lado das reclamações sobre preço de figures e da ausência de Jojo nas bancas do Brasil.

Uma das críticas é que os YouTubers nada têm a ver com a cultura japonesa, o que não deixa de ser verdade. Na verdade, o buraco é um pouco mais embaixo, pois não se é capaz de encontrar nem ao menos material relevante em boa parte dos que se apresentam. É preciso muito esforço para identificar algum conteúdo no palco das webcelebridades. Embora rolem apresentações como as do Tauz, um rapper que compõe e canta músicas sobre séries de anime e filmes famosos (com uma plateia acompanhando a letra em voz alta), grande parte das palestras com nada mais é que uma reunião do que há de mais boçal na internet brasileira.

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Batendo o olho rapidamente no cast da falta de conteúdo você percebe um certo padrão: os tais ~formadores de opinião~ do público jovem brasileiro são brancos, homens, na faixa dos 18 anos, classe média e têm a estranha mania de fazer careta nas fotos de divulgação na esperança de se autoafirmarem como informais. Sem qualquer informação prévia, arrisquei ficar um pouco na apresentação do tal T3ddy e foi difícil sobreviver ao vazamento de chorume.

Assim como boa parte dos YouTubers que colaram no palco, T3ddy contou com a presença de um apresentador do Anime Friends que tentava, em vão, impedir as divagações do convidado. Toda hora o YouTuber se desconcentrava com gritos e faixas da plateia, e não conseguia terminar coerentemente qualquer frase.Tentando fazer aquela atração ser minimamente relevante, o apresentador perguntou ao YouTuber o que ele achava dos pequenos seguidores. “São bem legais, mas aí eu tenho que me preocupar em não falar palavrão ou coisas pesadas” disse T3ddy alguns segundos antes de fazer uma piada de duplo sentido com o verbo “dar” com um fã menor de idade que havia o presenteado com um chapéu de palha de One Piece.

E em outro momento de completa falta de relevância, a platéia pediu para que T3ddy dançasse um funk e o pedido foi atendido quase instantaneamente quando a introdução de Bumbum Granada começou a tocar. O rapaz começou a fazer passos emulando mulheres em danças sensuais para o delírio do público que vibrava com seus movimentos, sua malemolência e suas caretas forçadas (que serviam para indicar que ele estava apenas “na zoeira”).

Como não consumo o conteúdo de YouTubers, fui procurar o canal do rapaz assim que cheguei em casa porque, né… se é pra criticar o ideal é fazer isso com propriedade. Dei de cara com o seu vídeo mais recente, no qual ele joga um date-sim de computador cujo objetivo é levar uma mulher para a cama. Nem preciso falar na quantidade de comentários ofensivos e da objetificação feminina porque isso parece parte do starter pack dos YouTubers brasileiros, assim como a já comentada necessidade de fazer careta para arrancar um sorriso do público que poderia ser diagnosticado como acéfalo.

Você acha isso engraçado?

Você acha isso engraçado?

O que faz com que essas pessoas se aventurem pelo YouTube? A resposta não é muito diferente do que leva uma Geisy Arruda ou uma mulher fruta às notinhas no Ego: fama, reconhecimento e, obviamente, dinheiro. Ter sua centena de views garantidos nos vídeos tem gerado uma boa receita para YouTubers, que chegam a aproveitar a fama para ganhar em merchandising, como garotos propagandas de comerciais cafonas de um urso acompanhando a passagem da tocha olímpica e em seus próprios empreendimentos.

A poucos metros do palco do YouTubers no Anime Friends estava o estande da loja oficial do Cocielo, aquele que comentei no começo do texto e que é um dos que conseguiram um espaço na televisão tradicional: ele faz parte do quadro Bate ou Regaça do Pânico na Band, mais um quadro de humor adolescente vindo dos cinquentões do Pânico. Seus produtos são uma extensão do tipo de conteúdo que faz: é chulo, desrespeitoso e fazem adolescentes se sentirem engraçados e inusitados com coisas bem imbecis. Observe o banner da loja e os dizeres das roupas:

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Você está se contorcendo de vontade de rir dessa camiseta muito engraçada, não é?

Sim, é um boné escrito “PUTO” e uma camiseta com o texto “Tá me olhando porque quer me dar!”, um tipo de humor digno de loja de camisetas de estâncias turísticas cheias de piadas de tio do pavê, mas vendido com uma ~carinha adolescente~.

Isso quer dizer que a matéria está demonizando a Yamato por chamar esse tipo de atração para o Anime Friends? Não. Vamos lembrar que se trata de uma empresa, não uma difusora de cultura, então fazer algo que atraia dinheiro não é algo questionável. Nem ao menos o argumento de “isso não tem nada de anime” é válido porque desde sempre eventos do gênero contaram com salas temáticas de Star Wars, Chaves e até mesmo uma área medieval com armaduras e que servia porco no rolete. Também não rola dizer que as atrações tradicionais estão morrendo, porque enquanto Tauz estava com uma platéia gigante no palco dos YouTubers, um dublador famoso que me bloqueou no Twitter juntou um público quatro vezes maior num palco bem ao lado ao mesmo tempo. Mas qual a reclamação da matéria, então?

O meu problema são os YouTubers que transformam seus vídeos em grandes odes a eles mesmos, alimentando o próprio ego e disseminando suas burrices para pessoas mais novas. Passamos de uma fase com YouTubers mais articulados como PC Siqueira para um bando de criança que só consegue se expressar através de cortes rápidos de edição e repetição de memes do Kleber Bambam na academia. Deixamos de apoiar pessoas que se esforçam para fazer conteúdo interessante para endinheirar uns paquidermes que mal conseguem terminar uma frase de forma coerente.

Na verdade, o grande medo é imaginar que as próximas gerações estão sim sendo moldadas por pessoas todas de uma mesma classe social, de uma mesma aparência, de uma mesma mentalidade limitada e, principalmente, pelo mesmo tipo de humor que acha engraçado usar palavras como “puto” numa peça de roupa.

***

(E como o Mais de Oito Mil é um blog de tranqueiras japonesas, acho justo citar pelo menos um punhado de YouTubers otacos que, ao menos, não fazem seus canais serem uma autopunhetação de suas imagens e têm algum conteúdo. Posso falar, por exemplo, do velho-mas-ainda-eficiente Video Quest, do canal do Capitão Onigiri, do Canal da Haru e do podcast Mangá AoQuadrado que não é vídeo mas vale a pena conferir mesmo assim)

Nintendo PROÍBE fanfic brasileira de Pokémon, mas criador aposta em vaquinha online

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Estava eu quietinha embaixo do meu edredom me preparando para amanhã dar de cara com uma horda de otacos quando meu celular apita… não, não foi o superestimado Pokémon Go que em duas horas de funcionamento no Burajiru já conseguiu irritar com memes sem graça, e sim uma wild pauta que appeared nesse terreno que é a Internet. Lembram do caso do fã que criou uma fanfic distópica de Pokémon e que começou a iludir fãs de Pokémon dizendo que conseguiria os direitos oficiais gratuitamente com a Nintendo para lançar o livro através de uma editora? Pois é, a história atingiu um novo patamar, ultrapassando a escala Mineirinhooo de Picaretageeem. IKIMASU acompanhar o novo post do cidadão?

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DEIXA EU VER SE A OTAKA AQUI ENTENDEU!!!

O autor da fanfic (que nos últimos tempos alardeou que uma editora grande se interessou pelo livro) revelou que a tal editora entrou em contato com a Nintendo e que esta proibiu o projeto, o que era óbvio até mesmo para ele. A saída então foi ele decidir viajar para São Paulo e oferecer ao suposto licenciante de Pokémon que mora na capital paulista um projeto de licenciamento para lançar o livro oficialmente, mas para isso ele precisa de pequenas contribuições de até 25 reais que serão compensados em troca de pôsteres de uma série que ele não tem os direitos???? Eu não vejo algo tão confuso assim desde a exibição original de Haruhi Suzumiya!

Óbvio que a postagem juntou um número considerável de fãs de Pokémon dispostos a dar o dinheiro que for para que o sonho de uma fanfic violenta sobre um futuro distópico de Pokémon seja lançada de forma oficial com a aprovação da dona da marca (até aí Mighty No.9 também juntou 3 milhões de dólares em meio a promessas que não foram tão cumpridas assim), mas o post também juntou algumas pessoas que começaram a questionar um pouco a tal vaquinha online. Confira a sapiência deste leitor:

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O AUTOR SACOU A CARTA DO PROPÓSITO OCULTO QUE SERÁ REVELADO NO PLOT TWIST DA TEMPORADA!!! Ele tem um grande propósito por trás de tudo que provavelmente será revelado quando todo mundo pagar a viagem dele para São Paulo!

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Entendeu, sr hater Leandro Fernandes? Ele não está usando os direitos autorais alheios de forma errada, ele estaria fazendo isso se, por exemplo, começasse a “vender” pôsteres que ele fez em troca de dinheiro que seria usado para uma viagem em prol de toda a nação de Pokémaníacos! Veja lá como usa as palavras!

Bem, essa é o atual arco da Fanfic de Pokémon, no qual o autor megalomaníaco e sonhador decide ir ao Sudeste em busca de sonhos, oportunidades e de um licenciamento caríssimo que será pago com o dinheiro de um 3DS vendido. E para você leitor do Mais de Oito Mil que adora dar uma provocada, infelizmente não poderá comentar no post do Facebook da página Ash vs Red porque eles estão apagando todos os comentários que vão contra o keikaku dele (inclusive esse que postei o print).

Será que na próxima fase dessa série teremos a participação dele, o saudoso Professor Odilon que acumulou experiência no caso Mineirinhooo?

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12 atrações incríveis que justificam o preço do ingresso do Anime Friends 2016

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E aí, seus otakus! Estamos em julho, tempo de férias escolares, de surto de gripe e, principalmente, de eventos de anime! Bem, atualmente os eventos como o Anime Friends deixaram de ser realizados em locais prestes a desabar, e isso acabou influenciando no preço meio salgadinho. A média de preço para cada dia do AF na porta é de 65 reais, então muita gente precisa se planejar e se informar sobre o que vai rolar nesta bodega, certo?

Como teve até gente me parando nas serras gaúchas pra me perguntar se o Anime Friends estava valendo a pena, fui até o site oficial do evento e listei DOZE atrações imperdíveis que justificam essa pequena facada que é o ingresso. IKIMASU conferir?

1. ACADEMIA DE LUTA

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Uma das facetas mais interessantes da Grande Cultura Japonesa é a disciplina dada através das artes marciais. Ou seja, é louvável que um evento da Cultura Mais Rica separe um espacinho para a prática de atividades que fazem bem para o corpo e para a alma, certo? E é muito bom vermos que esse tipo de atividade é levada muito a sério, vide o nome super sério da pessoa responsável por trazer a arte para a academia Yamato:

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Duvida? Tá lá no release.

2. DUELO DE ESPADINHA

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Quando se é criança, uma das brincadeiras mais legais é de lutinha com espadas de borracha pra você sair dando uns tabefes nos tomodachis. Porém, um dia você cresce e a sociedade passa a julgar sua brincadeira. Sorte que temos grupos especializados em transformar isso em esporte de adulto, trocando “brincadeira de espada” por “grupo de swordplay”, assim como mudando “vontade de bater no amiguinho” por “buscar o aprimoramento em âmbito nacional, tanto em habilidade de combate quanto em visibilidade”. É sério, tá escrito tudo isso no release.

3. UMA FUCKING BANDA MARCIAL!!!!

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Eu gostaria de acreditar que a Banda Marcial de Cubatão foi chamada para o Anime Friends apenas pelo trocadilho deliciosamente infame da palavra “marcial” e sua relação com as artes marciais. PFV NÃO ME DECEPCIONEM!

4. ESPORTES PARA SEDENTÁRIOS

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Se você viu os vídeos de corrida Naruto, percebeu que os otacos são tão esportistas quanto minha avó com reumatismo. Então, a saída é botar uma área em que os otakus ficam paradinhos apenas balançando um bastão como se fosse a minha avó da frase anterior jogando Wii Sports. E a recompensa quando acerta? É um MUPY!

5. UM SENHOR COM UM VIOLÃO

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Eu imagino uma reunião lá na Yamato em que alguém sugeriu trazer a Ayumi Hamasaki, aí o estagiário escreveu errado o nome da mulher e trouxeram Ayumi Miyazaki, um senhor distinto com violão cujo portfólio inclui umas músicas de evolução que foram ofuscadas por todas as músicas do falecido Koji Wada.

6. O CELSO PORTIOLLI DA J-MUSIC

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Apenas duas pessoas tiveram o poder de mudar nosso paradigma de falta de noção no YouTube. Um deles é Celso Portiolli, que não comparecerá ao AF porque trabalha de fim de semana, mas o outro é Joe Inoue, cantor de uma música genérica aí de Naruto e um dos mais queridos vlogueiros da rede mundial de computadores. Curiosamente, ele foi apresentado apenas como cantor no site do evento para que não ofuscasse eles…

7. …OS YOUTUBERS!!!

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Claro que o Anime Friends seguiu a receita do dinheiro fácil chamando vários YouTubers de ~sucesso~ para palestras que nada mais são do que gritaria sem qualquer conteúdo. Aliás, gostaria de entender por que a maioria dos youtubers forçam uma careta quando vão tirar fotos de divulgação. Repararam nisso?

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Por que será que toda pessoa que tenta se forçar como engraçaralha só tira foto assim? Fica a pergunta no ar.

8. ATRAÇÃO DIRETO DE 2003

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Sério… QUE ANO É HOJE???

9. CAVS SHOW

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O AF será palco desse incrível show em que todos os cantores de aberturas dos Cavs se reúnem para essa grande apresentação musical de churrascaria que é cantar os temas musicais da série que os brasileiros não superam desde os anos 90.

10. RANGER DECADENTE

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Sabe o que é mais decadente que ser um ranger vermelho que foi ofuscado pelo verde e depois ainda rolaram boatos de que era ator pornô de filme yaoi? É você ser um ranger vermelho de uma temporada que nem fez tanto sucesso assim e que vai chamar a atenção no papelzinho da programação só porque se chama “Jason”, assim como o primeiro ranger vermelho.

11. GLAMOURIZAÇÃO DA PM

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No AF você também vai vai encontrar um espacinho dedicado ao quadrinho nacional biográfico de Coronel Telhada, ex-comandante de um dos grupos mais carinhosos da amável Polícia Militar de São Paulo e atual deputado estadual que, entre outras notícias, chegou a ameaçar prender uma adolescente secundarista. Conhecido também como membro da bancada da bala, no Anime Friends do ano passado sua ~espirituosa~ equipe distribuiu balas (o doce) e papercraft de viaturas.

12. PERGUNTAS SOBRE JOJO

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Uma das mais esperadas atrações para os leitores do Mais de Oito Mil é a mesa redonda de editoras de de mangás, que continuam sendo aquela palestra fuleira em que cada editor tenta mostrar uma versão da editora muito mais bem-sucedida do que é de verdade e respondem perguntas de otacos que insistem em perguntar se vai vir Jojo no Burajiru. Sério, gente, vamos mudar um pouco a atração? Vamos por uma rodada de perguntas feitas pela Imprensa Especializada (pff), um duelo numa piscina com Mupy… alguma coisa!

NewPOP lança Hansel & Gretel e nós perdemos uma piada recorrente

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Há muitos e muitos anos, muito antes do Mais de Oito Mil nascer, o visionário (e eternamente jovem) Junior Fonseca tinha um sonho. E este sonho era que sua editora, a NewPOP, lançasse um quadrinho nacional em estilo mangá capaz de competir com qualquer tranqueira importada com sentido oriental de leitura. A proposta era ousada, mas se tem algo que a NewPOP não tem além de respeito à periodicidade é medo de apostar no desconhecido. Assim, aproveitando que as modas lá dos idos de 2008 eram tanto fazer vídeos de Single Ladies quanto publicar histórias baseadas nos contos de fadas, Douglas MCT vendeu a ideia de Hansel & Gretel, um mangá nacional em 3 volumes com uma releitura steampunk de João e Maria.

Com o passar dos meses e dos anos, Junior Fonseca foi percebendo que publicar um quadrinho nacional era mais difícil do que encontrar o catálogo de sua editora nas bancas de jornais. Muitas tretas, muitos prazos e muitas mudanças de artistas envolvidos.

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Tudo isso garantiu a Hansel & Gretel o status de mangá que nunca chegaria às mãos dos leitores. O representante máximo das promessas anunciadas e nunca cumpridas. O The Last Guardian do mercado editorial. O Zelda Breath of the Wild das publicações animangáticas. A Ação Magazine nº4 dos projetos tupiniquins.

Então, é com profunda tristeza no coração que comunico que Hansel & Gretel está no checklist do mês da NewPOP e deve estar lá no Anime Friends para a compra. Foi bom fazer piada com esse mangá enquanto durou.

Mas se a vida nos fecha uma porta, Kami-Sama está lá para abrir uma porta que leva a uma sala onde o tempo passa mais devagar que numa partida de Slam Dunk. A NewPOP pode ter finalmente terminado seu mangá nacional, mas ela ainda foi boazinha para deixar outro projeto para que a gente possa zoar:

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Quatro anos e contando…

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