Comunicado: O Mais de Oito Mil vai entrar em hiato

23 jun adeus-vegeta

Oi, pessoal, tudo bem? Bem, tenho uma notícia um pouco chata para quem é aficionado pelo Mais de Oito Mil (não sei quem, minha mãe nem entra aqui). O SITE VAI ENTRAR EM HIATO.

Sim. Assim como Togashi quando não está com a menor vontade de fazer seus garranchos com textões, o Mais de Oito Mil vai entrar numa pausa. Não só no blog, como nas redes sociais que não serão atualizadas.

Agradeço aos membros da imprensa especializada (pff) que não me odeiam e aos que me odeiam também porque seu recalque faz o meu sucesso, assim como os editores e organizadores de eventos que sempre foram bem atenciosos com essa blogueira. 

E, claro, a vocês leitores. Muito obrigada por tudo, e nesse último ano de Mais de Oito Mil eu tive um retorno muito maior do que em toda a história anterior do blog. Vocês são incríveis e dá ainda mais prazer escrever aqui para vocês.

Obrigada mesmo por entenderem que não vou atualizar nada até o dia 1 de julho de 2016, que é quando volto de viagem… Ah, acho que esqueci de comentar que o hiato é de apenas uma semana né? Perdão pelo vacilo. Até mês que vem, minna!

Fest Comix 2016 – O que rolou na palestra da Panini e da JBC… em mangá (!!!)

19 jun fest-comix-manga

Ontem após o Fest Comix, quando eu estava infiltrada na van que levava pessoas da Imprensa Especializada (pff), ouvi blogueiros comentando que os blogs de animes estavam mortos. E ponto. Ninguém mais os lia. Os sites podem até tentar conseguir alguma relevância traduzindo notinhas do Anime News Network, mas todos nós sucumbimos diante dos YouTubers, dos sites de download e dos scanlators. Isso é muito triste, minna, pois eu gosto muito de escrever no blog e principalmente amo humilhar otacos. Sem otaco pra me ler, o que será de mim?

Por isso, a cobertura das palestras da Panini e da JBC será de uma forma diferente, pra tentar atrair esse novo público consumidor de pirataria online para o meu humilde blog de conteúdo original. Assim, IKIMASU conferir o que rolou nas palestras usando SCANS TRADUZIDAS para representar o que rolou!

(leitura oriental da direita pra esquerda, afinal aqui respeitamos a Grande Nação Japonesa)

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A Panini anunciou coletânea do Oda, databook de Naruto, um tal de Bestiarius e Nisekoi para meados do fim do ano ou 2017. Também anunciou que Slam Dunk terá um puta atraso porque o Inoue mandou e os ameaçou com uma katana. Já a JBC anunciou que Fullmetal Alchemist teve a capa aprovada e que finalmente mandaram os arquivos do primeiro volume de Ghost in the Shell, então sai esse ano mesmo.

A próxima palestra será na Anime Friends, e dessa vez quem sabe a gente tenha páginas coloridas, capa em acabamento fosco e um marca páginas genérico para fazer a alegria dos otacos?

Corrida Naruto é o esporte que o Brasil precisa

13 jun corrida-naruto-capa

Sendo bem sincera, o futebol do Burajiru está que nem a Toei Animation: uma merda gigante que só sabe viver das glórias do passado. Foi-se o tempo que tínhamos um esporte de grande repercussão nacional para torcermos, infelizmente. Temos até outras boas equipes esportivas no vôlei, natação e basquete, mas quem é Haikyuu, FREE! e Kuroko no Basket na fila dos Captain Tsubasa, né não? Mas não precisamos mais nos preocupar, pois a criatividade do brasileiro não para de crescer assim como a rejeição ao Michel Temer. Inventamos um novo esporte de projeção internacional.

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Não se sabe ainda quem criou o movimento, mas surgiu a modalidade Corrida Naruto que vem se espalhando por várias capitais (+ distrito federal). Basicamente é uma corrida como qualquer outra, exceto pelo fato que é praticada com as mãos para trás assim como os mais exímios ninjas.

Existe um registro audiovisual do esporte sendo praticado em Fortaleza, IKIMASU conferir o vídeo?

MAS QUE ESPORTE MARAVILHOSO, MINNA!!!!!!!

Mas se engana quem pensa que a Corrida Naruto é apenas mais uma vergonha alheia otaku em locais públicos. É um esporte cheio de regras e difícil: em primeiro lugar, não se pode usar armas. Em segundo lugar, o praticante deve estar preparado para correr em qualquer terreno. E, em terceiro lugar, deve-se correr de forma imperceptível aos transeuntes. Esse vídeo é apenas um exemplo para divulgar o esporte, mas vocês perceberam que não tem qualquer outro vídeo da Corrida Naruto em outras cidades? Isso é porque ELES FIZERAM DE UM JEITO DISCRETO, COMO UM NINJA! TÔ CERTA!

Repare como esse jovem cidadão mal percebe que há dezenas de ninja correndo ao seu lado na velocidade do som, enquanto sua namorada que é uma genin camuflada percebe a movimentação:

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Se você se interessou pelo esporte, procure no Facebook as próximas competições da Corrida Naruto na sua cidade. Vamos fazer esse esporte ser a nova mania nacional para compensar a vergonha que se tornou o futebol do Burajiru.

Só peço algo com muita sinceridade a todos vocês: reconheçam que o primeiro praticante da Corrida Naruto foi o Luis Fernando Guimarães, que chegou a mostrar em rede nacional os movimentos.

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Luis Fernando Guimarães como embaixador da Corrida Naruto! Nosso 4º Hokage!

(Game!) Identifique os seguidores da Panini e da JBC

10 jun ore-monogatari-anohana-capa

O Mais de Oito Mil esteve meio parado nos últimos tempos, né? Por diversos fatores que incluíram: frio, falta de vontade e Final Fantasy IX, eu preferi ficar mais afastada dos otacos pelo bem da minha sanidade mental. Mas estou aqui agora pra fazer um apanhado de duas novidades muito parecidas.

Agora há pouco a Panini anunciou a capa nacional de Ore Monogatari (que ganhou o subtítulo “Minha História” porque… né… aprendemos com o Ataque dos Titãs que deixar o nome em português e o subtítulo em japonês é uma afronta à Grande Nação Japonesa). O mangá chegará custando 13,90, será lançado com o papel jornal de sempre e bimestral. Enquanto isso, há umas semanas a JBC anunciou o mangá de AnoHana (que também ganhou um subtítulo em português), em papel jornal de sempre e custando um real mais caro que o normal da Panini e também bimestral.

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Como estamos falando de Panini e JBC, obviamente os otakus reagiram de formas diferentes nas respectivas páginas do Facebook e decidi aproveitar isso para fazer um game com vocês. Aqui abaixo estão comentários nas páginas do Facebook baseados em dois produtos que não saíram ainda e que nenhum leitor teve acesso fisicamente para conferir as coisas, será que você consegue adivinhar qual mangá corresponde a cada comentário?

Pegue sua caneta, prepare-se para marcar na tela do seu smartphone e IKIMASU jogar!

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

Analisando o novo mangá de Card Captor Sakura

2 jun sakura-retorno-capa

Enquanto as autoridades estão mais preocupadas com o surto de Zika que pode rolar durante a Olimpíada do Rio, estou mais preocupada com uma doença contagiosa que vem assolando a Grande Nação Japonesa há alguns anos. Picadas pelo Requenta Aegypt, as produtoras japonesas pegaram um Nostalgismo fodido e agora estão ressuscitando antigos sucessos dos anos anteriores porque… né… sentem falta de quando os animes não eram de nicho e conseguiam ser facilmente exportados.

Depois de uma Sailor Moon com problemas estéticos, um Dragon Ball forçadíssimo e novas sagas ocasionais dos Cavs, a franquia que usou a carta Monstro que Renasce foi Sakura Card Captor (ou Card Captor Sakura para os moradores da Grande Nação Japonesa e para os otacos frescos). A série da caçadora de cartas está de volta ao país da cultura mais rica, e óbvio que vou fazer uma análise especial da história desse retorno.

IKIMASU conferir essa cobertura (de leitura oriental, como nos mangás) feita com base na edição que minha prima Pira Taria enviou lá do outro lado do mundo!

O mangá começa com uma cena de página inteira dizendo que o final da história da Sakura não era o fim do começo, e sim o começo do fim. Passei essa página no meu tradutor de intenções autorais e o que deu foi isso:

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Depois de acordar, ganhar grandes quadros mostrando seu novo visual mais velho e de anunciar ao público que agora é uma aluna do primeiro ginasial, Sakura foi até a cozinha e encontrou seu primeiro obstáculo: uma cena totalmente familiar para o público amar com nostalgia.

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Em meio a um tradicional passeio com cerejeiras caindo (lembre-se, nesse mangá é sempre primavera), Sakura reencontra seu crush que a abandonou após o término do mangá e de um filme terrivelmente mal dublado:

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Claro que a paz não iria durar muito, porque logo eles encontrariam uma criatura ameaçadora que não tem luz própria e apenas caminha pelas sombras buscando seguir os passos de pessoas com vida interessant…

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Ah não, era só a Tomoyo mesmo.

Aliás, vale notar que Shoran (sim, eu o chamo assim, algum problema?) carrega consigo um brinquedo extremamente fofo…

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…e que aparentemente está possuído pelo espírito assassino presente dentro da faca do boneco do Fofão. Reparem na cara desse demônio!

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Outro MUST HAVE dos mangás requentados é aquela cena em que a protagonista conta como quem não quer nada para um amigo distante (no caso o Eriol) sobre o que aconteceu com os personagens que não terão tempo de aparecer nesse mangá:

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Como vê, tudo está perfeito na vida da pequena Sakura: ela está radiante, tem flores de mangá shoujo ao seu redor e está acompanhada desse maravilhoso ursinh…

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Eis que Sakura pega no sono, e adivinha quem aparece em seus sonho!!!

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NÃO FOI O URSO MALIGNO, FOI OUTRA COISA!!!

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Bem, teremos muito tempo para pensar quem é o misterioso personagem, até porque acabamos de perceber que nunca mais iremos dormir por causa dos pesadelos causados pelo urso demoníaco do amor de Shoran.

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Post sério sobre os acontecimentos dos últimos dias

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Oi, pessoal. É hora de uma publicação um pouco séria aqui no Mais de Oito Mil. Acredito que todos nós estamos chocados com o estupro coletivo sofrido por uma adolescente lá no Rio de Janeiro, e também acredito que todo mundo já viu trocentos textos sobre o assunto. Além de se chocar com o ocorrido, devemos sim discutir sobre a cultura do estupro que envolve desde essa coisa machista de sexualização de moças mais jovens (chamadas de “novinhas”) até mesmo humoristas que acham ~graça~ dizendo que um rapaz que transa com uma mulher bêbada é um gênio.

E sim, esse assunto tem muito a ver com os animes e mangás porque há muita cultura de estupro nas séries. MUITA. Objetificação feminina então… nossa… dá nem pra contar numa lista de Top 50. Há alguns meses publiquei essa matéria sobre a objetificação da Elizabeth em Nanatsu no Taizai (The Seven Deadly Sins) e fui muito criticada por leitores acéfalos que diziam que eu estava dizendo que os animes deveriam ser censurados, ou mesmo quem dizia que é apenas um desenho, as pessoas não imitariam.

Será mesmo? Será que o Meliodas passando a mão na Elizabeth e isso sendo tratado como piada pelo autor não torna essa situação algo cômico, em vez de algo trágico? Quantas cosplayers não foram vítimas de assédio em eventos de anime por homens que não sabem respeitar o limite do corpo da mulher? Recentemente um ~humorista~ do Pânico na Band lambeu uma cosplayer na CCXP porque achou que seria algo engraçado. Provavelmente, tão engraçado quanto o Meliodas apalpando a Elizabeth.

Eu tenho apenas um pedido para fazer a você leitor do Mais de Oito Mil: clique aqui e leia novamente a matéria problematizando Nanatsu no Taizai. Depois leia os comentários. Tente refletir se a forma como você pensa não é opressiva às mulheres. Pense um pouco se isso é algo ~engraçado~. Não espero que você chegue nos comentários e diga “nossa, eu não tinha pensado nisso, acho que você está certa”, só quero que você reflita. Não quero que você leitor seja uma pessoa impecável sempre (ninguém é, outro dia mesmo eu fiz uma piada muito infeliz no Twitter e depois pedi desculpas por ela), só quero que pense.

Não acho que seja necessário eu pedir desculpa a você leitor por ter uma matéria séria aqui no site, mas acontece que tem momentos em que não há clima algum para fazer graça.

JBC propõe pacote de adaptações para Boku no Hero e público otaku não aceita

25 maio MARCELO-BOKU-NO

Em reunião realizada ontem no câmara da Saraiva Mega Store do shopping Center Norte, numa noite fria paulistana, os deputados da JBC Marcelo Del Greco e o assessor Thiago Nojiri se reuniram com o baixo quórum para conversar sobre a cultura nerde, cujo movimento se comemora erroneamente no dia de hoje graças ao Douglas Adams. O bate papo teve trechos vazados pelo site informativo @Gyabbo, que serão lidos de forma bastante parcial através do jornalismo investigativo do Mais de Oito Mil.

IKIMASU conferir:

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As medidas, contudo, foram mal recebidas pela pequena parcela da população que compra quadrinhos japoneses nas bancas de jornais e livrarias. “Não gosto tanto JBC, preferia Boku no Hero na Panini, iria ter uma qualidade superior aos outros” declarou usuário de uma rede social de 140 caracteres em mensagem pública a outro usuário da mesma rede, também otaku.

O anúncio de adaptação também inflamou os ânimos dos leitores. João Tadeu (15) teme que a tradução seja extremamente adaptada como aconteceu com Magi – O Labirinto da Magia, outro título publicado pela JBC no Brasil. “Somos a gente (sic) que colocamos esses editores nesses empregos, eles devem fazer o que queremos e pronto”, afirmou. Perguntado sobre a forma como ele gostaria o lançamento, João respondeu que deveria ser “em tanko de 300 páginas offset com honoríficos e lançado pela Panini a 10 reais”.

Procurada pela nossa equipe, os ministros da JBC se resumiram a mandar cumprimentos através do veículo informativo @Gyabbo:

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Procurada pela equipe do Mais de Oito Mil, a deputada da oposição Beth Kodama mostrou-se irredutível à política de vazamentos:

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Até o fechamento desta matéria, a JBC ainda não havia lançado Boku no Hero Academia para que os leitores pudessem criticar com propriedade. Passamos para a crônica da nossa comentarista Ba-chan:

konthebest

NAO VOU FALRA DA JBC ATER ELES FAZER ECAL DOS MANGAS TERANSPARENTES!!!211

RWCAL
RECALD
RECAL
RECAL
RECAL
RECAL
TECLA
TECAL
RECAL
TRECAL
RECAL

Meu Passado Otaku: As Apostas da Henshin para as estreias de 2002

24 maio mae-dinah-capa

Onde vocês estavam em janeiro de 2002? Usando internet discada? Juntando dinheiro para ir ao Animecon? Comprando a linha completa de mangás da JBC que, naquele momento, correspondia a apenas quatro títulos? Não sei qual é a resposta, mas você provavelmente lia alguma revista de anime e mangá publicada na época. Para você que está acostumado a ver notinhas traduzidas do Anime News Network nos blogs da vida, é bem estranho pensar que no começo dos anos 2000 as pessoas compravam revistas quinzenais ou mensais apenas para se informar.

Uma das revistas mais populares da época era a Henshin, que hoje é nome apenas do canal online da editora que traz vídeos que abastece os otakus com informações e memes do Cassius Medauar. Mas, naquele tempo, as matérias e entrevistas com pessoas na área vinham nesse tipo de publicação. E, assim como os sites de hoje em dia, acabava rolando muita informação que não se concretizava, principalmente nas tradicionais matérias que traziam um preview do que viria ser exibido na televisão naquele ano. Quer uma prova disso? IKIMASU ver a matéria de preview 2002 feita pela revista Henshin em sua edição de número 30!

PREVIEW2002-01

2002 era o ano que Dragon Ball Z ainda tinha uma audiência absurda, então estavam todos muito animados com a promessa da exibição de Dragon Ball GT. Sabe como é, as pessoas ainda não sabiam a ruindade que era uma série com o Guil e um Vegeta com bigode do Tom Selleck. Infelizmente, o anime acabou demorando um pouco… só no final de 2002 ele foi estrear no Cartoon Network, dentro do bloco Toonami. Para dar aquela enrolada, a Globo passou a exibir a série original Dragon Ball toda picotada e com dublagem problemática na TV Globinho. Já o Patlabor que ganhou um box pequenininho na matéria nunca foi exibido mesmo.

PREVIEW2002-02

Doraemon era a representação do ditado “Quem espera sempre alcança”, porque era um dos animes que mais tentou chegar ao Burajiru sem sucesso. Primeiro tentaram nos anos 80 colocando a Angélica dançando ao lado de uma versão furry do protagonista, e aí passaram o resto das décadas de 90 e 2000 tentando emplacar o anime. Doraemon só veio voltar ao Burajiru com a estreia do anime na Netflix, e a sua cara de dúvida agora mostra que a presença do título na plataforma online não é tãããão sucesso.

PREVIEW2002-03

2002 já estavam cotando Yu-Gi-Oh! e Cavs na televisão brasileira, mas as coisas não foram tão bem. Yu-Gi-Oh! chegou na Nickelodeon no final do ano num esquema de exibição porquíssimo com episódios exibidos apenas nos finais de semana, e os Cavs ficaram só para o final de 2003. E, ao contrário do praguejado pelo redator da matéria, mexeram sim na dublagem. Ah, e nem preciso falar que Kamen Rider só foi ter chance muitos anos depois com a versão americana da série, né?

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Hamtaro acabou chegando ao Burajiru só em 2003, e realmente foi um sucesso. Tanto que aparece naqueles posts de nostalgia de “se você não assistiu isso quando era criança, você não sabe o que é ter infância” que as pessoas babacas compartilham. Mas, mesmo com o sucesso, Hamtaro só durou 3 temporadas na Grande Nação Japonesa. Minha teoria é que isso tem a ver com a expectativa de vida de apenas 3 anos dos hamsters, então uma criança que comprou um ratinho na primeira temporada acabou vendo a morte de seu Hamtaro depois desse tempo e ficou traumatizada.

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Essa matéria tem vários erros:

1- Slayers é chata pra caralho

2- Chamar a personagem de Rina em vez de Lina não é exatamente um “erro”. Erro estapafúrdio foi chamar o Gourry de Gaudi.

3- Que plano de trabalho de licenciamento??? O anime estreou em 2003 como tapa-buracos do programa de pegadinha do Otávio Mesquita e depois sumiu do mapa!

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Se você acompanha revistas informativas dos anos 2000 com certeza já deve ter ouvido falar de Magical Doremi, anime shoujo no estilo Sailor Moon que sempre quase chegou aqui no Burajiru, mas fracassou todas as vezes. Depois a Toei conseguiu emplacar Pretty Cure e nós no país ficamos apenas com a Eliana fazendo cosplay de Sailor Moon distópica no espaço

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No geral, a Henshin acertou boa parte das coisas. Falaram de Gundan Wing, Sailor Moon Super Star, Medabots… só erraram mesmo em coisas que acabaram chegando depois ou nunca foram licenciadas (ou seja, já ficou melhor que os históricos previews de começo de ano do Jbox). O triste mesmo é ver como animes estão tão fora da televisão hoje em dia, além da falta de relevância na Netflix… mas aí é assunto pra outra matéria.

Panini descobre que pode fazer publicidade de mangás e público se surpreende

20 maio sonia-merchan-saitama-capa

O mercado de mangás passa por uma grande crise, minna, e as editoras não sabem como resolver. Antigamente era fácil, qualquer canal exibia um desenho de olho grande, aí as editoras pensavam “nossa, vou lançar isso em mangá” e beleza. Funcionou em alguns casos que teve bom timing, em outros o negócio veio com um atraso.

No entanto, não temos mais animes na televisão (tirando Chef Sensei e o Domingão do Faustão). Um reflexo disso é que, tirando o recente caso de Pokémon, o último barraco que tivemos de mudança de dubladores numa série foi na época antes do hiato do Mais de Oito Mil, quando eu não praticava ainda o jornalismo respeitável de hoje. Sem animes na televisão, como que as editoras podem ter aquela publicidade gratuita de seus produtos?

No entanto, as coisas mudaram essa semana. A Panini decidiu ousar e fez uma grande divulgação de One-Punch Man pela cidade de São Paulo, em pontos de ônibus e no metrô (ela sabe que seu público alvo é fodido demais para andar de carro). O resultado deu mais o que falar nas redes do que notícia de retorno de Hunter x Hunter, pois os otakus compartilharam com orgulho as imagens de algo que eles nunca haviam visto antes.

Fotos surgiram num grupo de Facebook de mangás e se espalharam rapidamente pela Internet, a ponto até mesmo de Bethinha Kodama divulgar em seu Facebook (sim, pois meu jornalismo respeitável envolve stalkear editores). IKIMASU ver um print de sua rede social?

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(Percebam o número de compartilhamentos e que pessoas usaram o emoji de “uau” mostrando surpresa. Repare também na foto de avatar de Bethinha que pode ser tanto viral da republicação de X-1999 quanto do mangá da Xuxa Jovem)

Agora só fiquei com uma dúvida: devo dar os parabéns pela Panini por ter descoberto que é possível fazer publicidade de mangás ou devo lamentar que nosso mercado tem mais de 15 anos e só agora as editoras estão pensando em grandes ações assim?

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