Archive | julho, 2015

Otakus reagem à dublagem brasileira de Nanatsu no Taizai

30 jul nanatsu-brasil

Vocês sabem por que o Mais de Oito Mil não tem atualizações diárias? Em meio aos motivos “eu tenho vida social” e “não estou disposta”, há a principal razão: “não acontece nada no mundo dos otakus”. Como é que vou falar sobre briga de autores de antologia nacional se as antologias nacionais fracassaram mais que o Vagabond da Nova Sampa? Como é que vou falar sobre a briga de ego dos dubladores se nem tem mais anime sendo dublad… PERAÍ! Isso é uma mentira, pois o Jbox nos surpreendeu novamente com uma notícia. Veja o que deu lá:

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Está ouvindo esse barulho bem distante? Não, não é a sua memória afetiva que começou a cantar Pegasus Fantasy, sou eu batendo palmas bem devagar para a alma santa que decidiu investir em um anime popular, recente, dublado e ainda por cima por streaming. Por mais que você ainda use seu nostalgismo de “essa molecada nunca soube o que é ver os cavaleiros chegando na casa de Leão e voltando desde o começo na Manchete”, vamos combinar que esse argumento é babaca e você é trouxa de usar dificuldades do mundo analógico como prova de superioridade. O streaming é coisa pra ficar e não adianta lamentar que você precisava ver o Band Kids se quisesse ver anime tranqueira tipo El Hazard e Bucky enquanto a galera novinha vê o que quer na hora que quer. Parabéns ao distribuidor que mandou dublar e provavelmente à Netflix pela possível aquisição. O mundo mudou bastante, e precisamos continuar evoluindo se quisermos ver esses desenhos japoneses.

Mas como eu disse, o mundo inteiro mudou e a maior prova disso é que ninguém mais lê blogs. Basta ver como o séquito de pessoas tietando a imprensa especializada (pfff) no Anime Friends conseguiu ser menor que o número de mangás cancelados da JBC. Molecada nem está lendo blog mais, então decidi terminar essa matéria como se fosse uma lista do Buzzfeed para ver se consigo mais visitas:

6 tipos de comentários que vemos em anúncios de dublagem em sites de anime

01. Sempre tem o otaku que não pode receber a mão e já quer o braço inteiro:

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02. E o otaku que já implica com a tradução brasileira desse idioma tão perfeito quanto o da Grande Nação Japonesa:

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03. Tem o otaku especialista em dublagem:

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04. Tem o redator bonitão do Jbox:

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05. Tem o otaku com bola de cristal que já prevê as coisas:

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06. E obviamente o otaku com comentários bairristas desnecessários:

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Mesa Redonda UFC: Panini x JBC x Newpop no Anime Friends 2015

19 jul batalha-jbc-panini-capa

E aí, minna! Depois de uma série de maravilhosas de matérias falando das vantagens de se ir ao Anime Friends (que você pode clicar aqui e me render mais visitas), fiquei muito contente quando a Yamato aprovou a credencial de imprensa do Mais de Oito Mil. Isso é um sinal da valorização do nosso conteúdo, do respeito à imprensa independente e uma mudança no panorama dos eventos brasileiros. Claro que também pode ser porque a mulher que cuida disso tinha tomado umas e outras e aprovou o meu blog por engano, isso não vou saber, mas pude fazer a cobertura do Anime Friends 2015 e isso é o que importa!

Ao contrário dos outros blogs que querem apenas tirar fotos dos cosplayers, a equipe do Mais de Oito Mil (composta por um homossexual calvo e um fotógrafo alto, solteiro e pegador) pôde acompanhar as palestras das editoras, que de uns tempos pra cá ficaram parecidas com as conferências da E3. Isso quer dizer que o nível subiu? HAHAHAHA, CLARO QUE NÃO, significa que a cobertura ao vivo pelo Twitter transformou o negócio numa zoeira sem limites e É DISSO QUE EU GOSTO! E quando fiquei sabendo então que teria uma mesa redonda com os representantes da Panini, JBC, Newpop e Nova Sampa já me preparei para o combate do século. Os motivos? Bem, eu vou refrescar a tua memória…

Rebosteio na Ressaca

Tudo começou com o debate entre as editoras que aconteceu no Ressaca Friends 2014. No palco estavam Junior Fonseca da Newpop, Cassius Medauar da JBC, Beth Kodama da Panini e Marcelo del Greco da Nova Sampa. Em vez de um bate papo amistoso, vimos uma gentil troca de farpas entre as pessoas envolvidas, fora vários shoryukens dados na cara dos otakinhos que iam fazer pergunta idiota. Cassius principalmente, pois levantou o assunto que a galera pede muito shoujo, mas na hora de comprar ninguém tira o Milo de Escorpião do bolso. Em meio a tudo isso, a sempre silenciosa Beth Kodama aproveitou as considerações finais para humilhar todos os concorrentes virando uma carta armadilha que tinha plantado no terreno:

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Claro que a Panini aproveitou a mesa redonda para chamar a atenção para si igualzinho aquele seu amigo que começa a chorar no bar porque a vida amorosa dele é pior que filler de Naruto, fodendo o rolê de toda as outras editoras. Com o kokoro cheio de buraquinhos, Cassius guardou aquela ofensa e prometeu se vingar um dia… e a gente sabia que essa vingança viria na mesa redonda seguinte, marcada para acontecer no último dia do Anime Friends (que no caso é hoje, dia 19 de julho).

A BATALHA DO SÉCULO, JBC vs PANINI

Todas as pessoas na plateia sabiam que estávamos prestes a ver o duelo do século. De um lado, a JBC e Cassius (que agora usou a dança da fusão com o Marcelo del Greco) e do outro Beth Kodama e sua maleta de dinheiro infinito da Panini conquistado através do truque Rosebud do The Sims. Ah… também tava lá o Junior Fonseca da Newpop que apenas iria ver de camarote a briga e o novo representante da Nova Sampa que…

WO-DEBATE

…que perdeu por W.O. por motivos de saúde (esperamos que não seja por ter visto que Vagabond vendeu nada no evento mesmo custando dez reais). Para controlar essa verdadeira fúria de titãs editorial, seria necessário um mediador que controlasse os ânimos, que levantasse as perguntas relevantes e que soubesse colocar aquela gasolina bacanuda em uma eventual discussão. Como não conseguiram ninguém com essas qualificações, entrou no palco o nosso já conhecido Giuliano do J-Wave ao lado da Mediadora Misteriosa, uma moça que ficou o tempo inteiro no palco sem esboçar opinião, igualzinha à Genkai no Torneio das Trevas.

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(Depois ela se manifestou, mas por muito tempo achamos que ela estava representando a Conrad pela falta de fala)

No geral, a conversa entre os editores foi mais morno que debate na TV Aparecida. Faltou um pulso firme do mediador, que conduziu a conversa como se fosse uma entrevista de talk show, com a diferença que algumas informações equivocadas visivelmente incomodaram tanto Cassius quanto a Beth. O editor da JBC chegou a corrigir quando o mediador errou a data do começo dos mangás no Burajiru (tudo bem que a informação que o Cassius corrigiu também estava errada, mas curtimos o barraco então deixamos passar), e a Beth logo explicou que a história das gráficas não era da forma que o mediador apontou. Infelizmente, essa mediação acabou roubando o espaço das perguntas do público, que é a maior fonte de coices gratuitos e de comentários imbecis numa palestra. Uma pena, perdemos muitos memes.

Pena também foi que todos os editores se livraram de culpa quando o assunto foi a tal “crise no mercado editorial”. Culparam o preço do papel, o monopólio da distribuidora, o dólar, a crise do Brasil, o plano de educação do Governo, a Dilma, as caretas da Paolla Carossela (só essa não foi citada), mas ninguém assumiu que tem problemas sérios de marketing (ao contrário da Panini que assumiu no passado).

É HORA DO DUELO!

Lembram que eu disse que o Cassius ficou com o kokoro doído depois do anúncio de Aoharaido no último evento? Se não lembra, recomendo que volte para o começo do post e leia tudo de novo. Já voltou? Pois bem, ficou implícita uma guerra fria entre as duas editoras pra ver quem anuncia a coisa mais legal no fim da mesa redonda, e isso foi o que realmente aconteceu.

Quando estava todo mundo já se levantando pra ir embora e encarar as filas quilométricas dos estandes de vendas de mangás, Beth Kodama começou “então galera não queria falar nada não mas o gerente enlouqueceu e Akame Ga Kill é o novo mangá da Panini” e o pessoal NOOOOSSSA. Infelizmente para ela, o anúncio de mangá ativou a carta armadilha que Cassius armou no palco. Ele apenas pegou o microfone, se levantou e disse “Que bom. E Orange é o novo mangá da JBC” e saiu.

FOI QUASE UM LIVE ACTION DE YU-GI-OH!

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(Ok, esse não foi exaaaatamente o diálogo, mas foi a sensação que tivemos ao assistir e é isso que importa, não é mesmo?)

E assim encerrou a nossa cobertura do Anime Friends. Agradecemos sinceramente a todos os blogs da imprensa especializada (pfff) que receberam muito bem os enviados do Mais de Oito Mil, ao Henrique da  Capitão Onigiri pelo material audiovisual e principalmente à Yamato pelo credenciamento. Se vocês esperavam uma matéria falando como estava o evento, é melhor que vejam o vídeo que produzimos no primeiro domingo:

(Que gracinha esse moço de cabeça raspada e óculos que estava olhando mangás aos quarenta segundos, será que ele está solteiro?)

Anime Friends apareceu no Jornal Nacional, o jornal mais assistido do Burajiru!!!

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E aí, minna-san! Euzinha tô aqui de volta em mais uma matéria exaltando as qualidades do Anime Friends, esse evento maravilhoso que será coberto pela primeira vez no Mais de Oito Mil. Para tanto, deixei de lado o jornalismo kodomo e agora sou uma jornalista respeitável, mostrando apenas os lados positivos pra conseguir minha boquinha. Mas vamos falar do evento e não do meu lado vendida.

O Anime Friends começou nessa sexta-feira (10) em São Pauro e já de cara conseguiu chamar a atenção da imprensa não-especializada (pfff). Como se não bastasse ter uma matéria exibida no horário mais valorizado do SPTV 2ª Edição (apresentado pelo Tramontina-jichan), o Anime Friends apareceu no JORNAL NACIONAL entre uma matéria de crise e outra sobre o fim da pororoca. Vamos ver se foi uma matéria bem embasada ou se apenas mais uma edição da tradicional vergonha alheia televisionada que os otakus sempre participam?

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Imagina a cara da família brasileira quando liga a TV e dá de cara com Fábio, o rapaz de nome muito bonito que está na cabeça da matéria sobre Anime Friends arrumando o cabelo e exibindo as coxas em rede nacional. Ele está de cosplay de League of Legends, um jogo eletrônico que é a coqueluche dos jovens (já usei todas as palavras clichês de matérias sobre coisas nerds?).

Completamente por fora do mundo dos joguinhos que as mães não entendem que não dá pra pausar, a repórter perguntou por que Fábio se identifica com um personagem que é um vilão.

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RISOS que ele apenas colocou rótulo de vilão para qualquer protagonista de mangá shonen, mas tudo bem. O importante é que ele serviu de artifício para a repórter Michelle Barros falasse sobre o mundo dos animes, mangás e dessas bizarrices japonesas. E sorte que ela estava de costas, porque Fábio aproveitou os minutos de fama para performar algo que deveria ser uma série de golpes de LoL, mas acabou sendo uma dança de acasalamento dos otakus encalhados.

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Mas logo ela foi transportada para o Anime Friends, aquela realidade paralela em que as pessoas de bem são substituídas por otakus, onde é comum andar com cara de retardado e principalmente pagar uma fortuna por um pastel com pouco recheio. Aliás, considerando que é o Anime Friends, fiquei meio assustada com três elementos dessa foto a seguir:

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Elemento 1: Não é o autoproclamado maior evento da América Latina? Cadê aquele mundaréu de gente andando feito um zumbi com suas mochilas cheio de penduricalhos barulhentos?

Elemento 2: Estamos em DOIS MIL E QUINZE e ainda tem gente fazendo cosplay de Frozen.

Elemento 3: Nenhum de vocês percebeu que Junior Fonseca da Newpop fez uma cameo em horário nobre como uma forma de promover a publicação do 17º spin-off de Madoka Magica, dessa vez sobre uma repórter da Globo que assina um contrato com o Kyubei disfarçado de Ali Kamel.

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Mas vamos voltar à cobertura, pois rolaram uns depoimentos maravilhosos e delusionais, como o dessa moça que ficou encantada com os cosplayers e explicou o motivo:

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Minha filha, personagem sair da ficção e estar com você é uma coisa que tem outro nomezinho. Essa galera no máximo tá no nível de uma festa a fantasia que estipularam um limite de 30 reais para que não aparecesse um vencedor de WCS humilhando os outros convidados.

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Esse moço estava realmente narrando a invasão de humanos num RPG de mesa ou se os participantes acreditam ser goblins de verdade e viram a equipe da Globo como ameaça? Ficou no ar.

E claro que a cota de vergonha alheia dos otakus não estaria completa se não tivesse uma placa de abraços grátis, que foi julgada apenas pelo olhar da repórter:

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Não percam a cobertura completa do Anime Friends aqui no Mais de Oito Mil.

Dragon Ball Super #01 – O grande vilão que atende pelo nome de “Filler”

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E aí minna, como cês tão? Sábado é dia de balada, certo? Errado, isso é programa apenas das pessoas que têm vida sexual ativa, otaku fica em casa vendo a transmissão de Dragon Ball Super em algum streamming. Se você passou os últimos meses soterrado por desculpas que a Nintendo inventa para não colocar chat de voz em seus jogo e não faz a menor ideia do que seja Dragon Ball Super, eu explico: Toriyama precisa pagar seu condomínio e autorizou a produção de uma série nova que se passa logo após a luta com o Buu (e antes dos últimos capítulos de DBZ) e que finge que o Dragon Ball GT nunca existiu. Se isso é promissor ou não, vamos ver um resumão do primeiro capítulo!

No capítulo anterior, Goku e Vegeta lutaram contra Majin Buu e venceram graças a técnicas incríveis, um caô do Mr Satan e uma animação preguiçosa que disfarçava a falta de quadros de animação nas lutas com a desculpa de “eles são muito rápidos e você otaku não consegue vê-los”. Agora a Terra está em paz novamente, o que é uma deixa incrível para a Toei realizar o que sabe fazer de melhor:

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ISSO MESMO, FILLERS JÁ NO PRIMEIRO CAPÍTULO. Chichi mandou Goku trabalhar pra juntar uma grana, afinal mudaram as regras da aposentadoria e agora eles precisam de mais tempo de contribuição. Goku agora trabalha no campo porque, né… o que tem de terra no mundo que o pessoal podia carpir em vez de falar merda no Facebook não tá no mangá.

Aposto que algum fã mais chato de Dragon Ball vai perguntar como é que Goku sabe dirigir esse trator se nem ao menos habilitação ele tem (é só lembrar do filler da carteira de motorista), mas a Toei foi esperta ao usar um furo ainda maior para que distrair os otakus. Afinal, quem vai se preocupar com a habilidade de Goku no volante quando…

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… O ESTÚDIO ME BOTA UMA CRIANÇA PRA DIRIGIR O BAGULHO??? Na verdade, eu não entendi por que o Goku não usou as mãos mesmo para arar a terra, mas vai saber… A partir daí, o capítulo começa a se desenrolar em tramas muito interessantíssimas, como:

– Whis e Bills brincando de MasterChef:

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– Mr Satan lidando com os repórteres do Ego:

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– Gohan comprando um livro de colorir mandalas:

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Mas cadê a luta? Cadê a emoção? A Toei deixou isso para Goten e Trunks nesse primeiro capítulo, que foram atrás de um perfume para a Videl e tiveram que enfrentar uma cobra gigante que repetia quadros de animação:

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E a gente achando que o ápice dos inimigos sem noção de Dragon Ball era liderado pelo Chicote de Dragon Ball GT. No final do capítulo, Goku consegue um dinheiro graças ao Mr Satan e todo mundo fica feliz, menos os Kaioshins que sentem que mais uma estrela misteriosamente desapareceu do universo:

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Ou seja, isso quer dizer que o próximo capítulo vai mostrar finalmente a história nova e quem é o vilão? A resposta é… CLARO QUE NÃO pois o próximo capítulo é um filler do Vegeta viajando com a família. Já podemos eleger o Filler como o maior vilão de Dragon Ball Super? Hai ou com certeza?

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Aliás, se a Toei quiser uma sugestão pra filler, eles podiam fazer um episódio explicando como que o Kuririn diminuiu de uma saga pra outra sem que rolasse um salto no tempo…

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