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JBC, Panini e Newpop: como o leitor de mangá pode sobreviver à crise econômica?

10 jun goku-capa

E aí, minna. Com esse título até parece que o Mais de Oito Mil abandonou o fino da cafonagem para se transformar em mais site que faz texto pedante na imprensa especializada (pff), né? Não se preocupem, não vim aqui fazer análise semanal de anime ruim cultuado porque cês sabem que não aguento nem 6 capítulos. Vou falar é da atual crise econômica do Burajiru e como ela afeta esses gibis japoneses que você compra.

Se você não é um otakinho sustentado pela okaasan, deve ter percebido que tudo está complicado no país. Falta água em muitos cantos, a energia elétrica está mais cara que o Vagabond da Nova Sampa e o dólar está mais instável e descontrolado que dublador com ego ferido. E claro que tudo isso afeta as editoras de mangá, que negociam com os japas reclamões de capas em dólar. Resultado: o preço dos mangás subiram.

Sinto te informar, leitor que usa avatar do Meliodas no Facebook para ninguém notar que tem 13 anos (de idade física e mental), mas o preço dos mangás sempre subiu. Os primeiros da Conrad custavam 3,90 e os da JBC saíam por 2,90, mas os tempos eram outros: o custo era mais barato para se produzir, era tudo meio tanko e vendia pra cacete por causa que tinha os animes passando na TV.

Com a recente crise econômica, surgida graças a escândalos políticos e muitos outros fatores que não manjo por ser de humanas, o que cada editora fez para garantir as publicações? Vamos ver uma por uma!

Newpop

O que esperar da editora que tem aquela periodicidade tão particular que tanto já implicamos no passado, não é mesmo? Bem, aparentemente a Newpop ligou o foda-se para periodicidade e lança as coisas quando ficam prontas, normalmente perto de eventos. Nesse caso não tem muito que falar: os mangás continuam com a mesma qualidade boa de antes, e sofreram um reajuste de cerca de dois reais. No fundo é uma economia, porque você deve ter comprado só um mangá de Madoka e está achando que até hoje tá saindo o mesmo volume quando na verdade é tudo spin-of.

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JBC

Em 2012 toda a imprensa especializada (pff) se juntou para crucificar a JBC. E por que eu tô falando na terceira pessoa como se euzinha não tivesse feito posts maravilhosos mostrando como Kobato saiu com uma gramatura tão ruim que era possível ver 3 páginas adiantes nas transparências?

Segundo um Henshin Online publicado em 8 de maio (caso você não saiba o que é isso, é um vídeo esporádico que assistimos para ver o cabelo do Cássius Medauar assumir formas diferentes a cada gravação… e para ouvir ele falando de formatos bacanudos), a JBC fez um pequeno reajuste de 1 real nos títulos em hiato. Já alguns mangás serão lançados em formatos que exploram o nosso bolso mesmo, como Zetman a salgados 17,90 do tamanho de Sailor Moon. E pela enésima vez: precisa lançar tanta coisa mensal assim?

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No entanto, a qualidade dos mangás da JBC deu uma caída de leve. Estou falando por experiência própria, pois ultimamente meus dedos têm ficado bem escuros após ler o mangá. Mas, nesse caso, pode ser culpa da gráfica que reduziu a qualidade da tinta, pode ser culpa do Cássius e até mesmo pode ser culpa do Kitsune, que fez com que todo mundo parasse de falar da crise para falar de seu novo corte de cabelo.

Panini

Agora que o assunto fica pesado. Panini é a maior editora de mangás aqui do Burajiru graças à competência e à maleta cheia de dinheiro infinito para comprar licença de todos os mangás que fazem sucesso (deixando coisas como um treco chamado “Feridas” para a JBC), mas é a editora que mais decepciona em campos como “papo com o consumidor”. tanto que os aumentos foram noticiados pelo site Liga HQ, e não pela própria.

Assim como no caso da JBC, a média de aumento foi de um real, exceto em alguns casos como de Viland Saga que aumentou dois reais. Como a maioria dos mangás é bimestral, o aumento não é tão exagerado. Mas o custo benefício… vixe…

Os mangás da Panini simplesmente despencaram em qualidade, chegando perto do que a JBC fez com Kobato e que citei no tópico anterior. O papel está com uma gramatura inferior e até mesmo a tinta tem soltado no dedo com mais facilidade (mesmo caso da JBC), transformado a leitura numa versão física de Splatoon.

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Conclusão

O que você, leitor de mangá antenado que acessa o Mais de Oito Mil, deve fazer para driblar essa crise que aumentou o preço dos mangás no Burajiru? A resposta é muito simples e nem ao menos preciso ser economista: compre menos ou trabalhe mais.

MdOM Repórter: Conheça a churrascaria (!!!) do Kamen Rider Black

5 maio churrascaria-do-kamen-rider-capa

Oyasuminasai (me deixem com meu japonês, ok?). Quem fala é a blogueira Mara, vestida de Glória Maria e sentada em meu computador do milhão cuja última prestação acabou de ser quitada. O motivo? Inaugurar a mais nova seção do Mais de Oito Mil (que provavelmente será esquecida depois desta postagem, assim como tantas outras do menu lateral).

Caso vocês não tenham ficado sabendo, o Anime Friends deu mais um passo em direção ao culto das subcelebridades ao anunciar a presença de Tetsuo Kurata na próxima edição do evento. Quem ele é? Nada menos que Issamu Minami, o protagonista das séries Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX. Ao ler o release sobre o ator/cantor/lutador, me surpreendi com o que ele faz hoje em dia. Será que vive cercado de luxo por ter sido uma grande estrela dos tokusats…NÃO (a frase é tão absurda que até interrompi antes). Atualmente ele é gerente de uma CHURRASCARIA lá na Grande Nação Japonesa.

Como queremos saber mais sobre isso, enviamos nossa equipe para o paraíso dos otakus e… até parece, não tenho dinheiro nem para pegar o metrô até a Liba… bem, pegamos as fotos que encontramos num blog de fãs (!!!) do Tetsuo e vamos analisar minuciosamente. IKIMASU!!!

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Essa é a fachada do local, toda na temática velho oeste. Assim como as tiragens das primeiras edições de mangá no Burajiru, ela é compacta porque não dá pra bancar ter algo muito maior.

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Ativei o filtro MdOMgram para descobrir o que os frequentadores deste restaurante pensavam enquanto saboreavam uma picanha cortada na espada por um garçom vestido de Kamen Rider (nem lembro mais se o Kamen Rider tinha espada).

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Não sei se fico mais impressionada com o assustador macaco de pelúcia ocupando um espaço no restaurante ou se é com esse japinha ultra-desfrutável, mesmo com um chapéu que o aproxima mais do Michel Teló que de um texano.

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Uma fantástica coleção de chefes apaches, inclusive um bem mal feito que parece um oriental apoiado em uma mesa.

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E agora moveram a estátua para outro canto do restaurante. Se eu fosse dona disso aí eu tirava, assusta a clientela.

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Num dos cantos da churrascaria há uma dobra dimensional que nos transporta para um local no qual o Kamen Rider é o ditador e todos adoramos a ele.

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Foto recente do ator do Kamen Rider, e só tenho a dizer que invejo muito essa genética dos orientais.

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Na parede fica o menu da churrascaria. O leitor médio da blogosfera não sabe nem ao menos ler uma entrelinha em português, imagina em japonês. Por isso, tive o trabalho de traduzir tudo isso no paint:

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Agora sim.

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E esse é um dos pratos: um bifão de aparência pavorosa dormindo em cima de um nori com o símbolo do Kamen Rider escrito em mostarda. E você aí reclamando do sabor da carne do Giraffas.

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E esse GIF animado eu coloquei mesmo só porque falamos de churrasco, não tem nada a ver com o Kamen Rider.