Archive | MdOM Mangás RSS feed for this section

Desculpa ae, mas o Naoki Urasawa não é um autor tão bom assim, tá?

9 ago century-capa

Quando você começa a ler mangás e decide pesquisar um pouco mais sobre o gênero, acaba caindo numas frases que você aceita como verdades absolutas e passa a repeti-las. “Osamu Tezuka é o deus do mangá“, “Toriyama é mestre da comédia” e, como é o caso da minha matéria de hoje, “Naoki Urasawa é o mestre do suspense“. Confesso que quando eu era uma otaca jovem eu comprei a ideia, e sentia isso toda vez que pegava um volume do Monster da Conrad pra ler. Anos depois, a Panini publicou a história inteira do doutor Tenma e ainda engatou um 20th Century Boys, e ler essas histórias (que são as mais conhecidas do autor) só me faz pensar que ele não merece nem um pouco a fama que tem.

monter-century-capas

As duas histórias partem de premissas curiosamente parecidas (homem é culpado por um psicopata a solta e decide ir atrás dele pra questionar “o que cê tá fazendo, mano?”), mas executadas de formas diferentes. Se você não faz ideia do que tô falando, Monster é a história de um médico que vai atrás de um jovem assassino e 20th Century Boys é a história de um grupo de amigos que se unem para impedir que um líder religioso transforme as brincadeiras deles dos tempos de criança no fim do mundo. Cá entre nós, são duas premissas muito boas, né? Não há como negar.

Ler os primeiros volumes de Monster e de 20th Century Boys é quase como ser tragado pra dentro daquela história, é algo muito impressionante. O autor sabe conduzir a trama muito bem, e o suspense é na medida, isso sem falar no traço único. Se tô falando isso, por que o título da matéria é que o Urasawa não é tão bom assim? Bem, porque do meio pra frente, meu querido tomodachi, os mangás dele despencam ladeira abaixo.

(O post tem spoilers, mas eu aviso antes pra você não ser uma pessoa frustrada e amarga como eu)

MONSTER-MANGA

[Este parágrafo contém spoilers leves de Monster] Durante longos 18 volumes, o doutor Tenma e a irmã de Johan saem atrás do jovem psicopata, reunindo pistas e descobrindo o passado do vilão. Conhecem personagens, fogem da polícia, reúnem pistas, conhecem mais personagens, fogem mais da polícia, reúnem mais pistas, conhecem outros personagens, e assim sucessivamente. Monster tem pelo menos umas 3 situações de clímax que nunca vem, como se o autor segurasse a ejaculação para durar mais tempo do que deveria, fazendo a foda ficar muito inconveniente (desculpa a comparação com sexo, vocês nem devem saber do que estou falando). Mas ok, podemos dizer que Monster ainda consegue se sair bem, mesmo com o final péssimo e a história arrastada, mas NADA justifica 20th Century Boys ser considerado um mangá bom.

[Este parágrafo contém spoilers leves de 20th Century Boys] A premissa de 20th Century Boys é muito boa, e eu fui fisgada pelo mangá já no primeiro volume. Do tipo que achei genial mesmo. A cada página eu ficava vidrada nas investigações do Kenji a respeito da seita do Amigo e ficava surpresa com os flashbacks mostrando como toda a trama foi surgindo em meio a brincadeiras de criança. Se vocês fizerem que nem rolou com o Biel e forem atrás de tweets antigos meus, verão que bimestralmente eu dizia que 20th Century Boys era um dos momentos mais felizes do meu bimestre, ao lado de gaems e bares com amigos. Cês precisavam ver minha cara quando o autor me surpreendeu com a reviravolta lá pelo volume 5… bem, o problema é que a história tem 24 volumes

century-boys-manga

[Este parágrafo contém spoilers PESADOS de 20th Century Boys e 21th Century Boys] Ok, foi muito inesperado que o grupo do Kenji perdesse a batalha no Reveillon de Sangue e que o Amigo virasse uma pessoa tão influente. Rolou o time skip, a Kanna virou uma personagem importante, o Kenji estava tão morto quanto a linha de mangás da Conrad atualmente e a história começou de novo praticamente. Foi um pouco arrastada que nem Monster, mas tava indo bem. O momento com o Godzilla foi bem legal, inclusive. Aí o autor foi construindo uma situação que ficaria linda para um final, com o assassinato do Papa… até que PÁ, ROLA MAIS UM TIME SKIP COMPLETAMENTE DESNECESSÁRIO E A HISTÓRIA COMEÇA DE NOVO, MAIS PRO FUTURO AINDA. Com mais personagens enfiados no rolê contra o Amigo em meio a um cenário distópico mais cafona que a premissa do Ash vs Red, a coisa começou a degringolar num nível que não tinha mais conserto. Até o retorno do Kenji foi a coisa mais forçada do mundo! Depois de terminar tudo bem corrido, começou o 21th Century Boys (que não faz sentido ter zerado a numeração e muito menos a Panini dizer que se pode considerar o volume 22 como o final da história) e MEU KAMI-SAMA DO CEU, O URASAWA TÁ ESCREVENDO ISSO COM A BUNDA, SÓ PODE. Como que o mangá que me prendia tanto no começo virou essa palhaçada? Quando começou a coisa de que existe um novo Amigo, a bomba antipróton e o papo sobre cópia da cópia eu já comecei a pensar que isso, na verdade, é um grito de desespero do autor, que criou uma galhofa tão patética para chamar a atenção do público para seu encarceramento nos porões da Shogakukan.

[Cabô os spoilers no texto] Normalmente eu esperaria o final do 21th Century Boys para falar com propriedade da história como um todo, mas não dá. Comprarei a última edição porque tenho meus momentos masoquistas, pois o Urasawa despirocou completamente e até tenho curiosidade em saber como essa merda vai acabar. Por ser algo recorrente, posso até dizer que o Naoki Urasawa é um autor que tem ideias maravilhosas para começar uma história, mas que se perde completamente em algum lugar ali no meio. Seja por pressão do público, da editora ou apenas para garantir o cheque da Shogakukan todo mês pra pagar as dívidas, a forma arrastada como ele trabalha Monster e 20th Century Boys é muito parecida com a de uma famosa autora que também é conhecida por ser mestre.

capaigualinu

Igualzinho à Rumiko Takahashi, mestra dos autores que têm boa premissa, mas não têm a famosa hora de parar.

Mais de Oito Mil visita o velório da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel

22 jul hansel-capa

A vida é efêmera. Nascemos e morremos muito facilmente, a ponto de nos perguntarmos quanto vale a vida. E é nos momentos de morte que refletimos sobre tudo o que passamos e ganhamos forças para continuar vivendo sem aquela pessoa que esteve sempre presente em nosso lado. E no último domingo foi o dia em que euzinha fui até o Anime Friends para me despedir dela, da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel.

Para quem não sabe, em 2009 a NewPOP havia prometido lançar este mangá nacional escrito por Douglas MCT e desenhado por Ulisses Perez, com lançamento previsto para o Fest Comix daquele ano. Infelizmente, o projeto foi protelado e aí começou a Saga do Adiamento Eterno. Durante muito tempo usamos Hansel & Gretel como o Duke Nukem Forever dos mangás nacionais… com a diferença que nesse tempo até o Duke Nukem foi lançado e nada da adaptação steampunk de João e Maria. Pois bem, trocaram o desenhista, mudaram o projeto e, agora com apenas dois volumes, Hansel & Gretel teve seu lançamento oficial no Anime Friends. E fui lá conferir o enterro de uma piada recorrente.

Vesti um pretinho básico, peguei um buquê de cravos de defunto e fui lá dar minhas condolências para Douglas MCT e a desenhista Rafi de Sousa pela morte da piada, e qual não foi minha surpresa ao ver que ATÉ ELES ESTAVAM COM ROUPA DE LUTO!!! O lançamento estava previsto para as duas da tarde, mas Douglas deu uma pequena atrasadinha (entendemos, deve ser a emoção da perda de uma piada tão querida entre os otakus) e logo se sentou ao lado de Rafi para autografar volumes.

hansel-autografo

Douglas MCT me contou um pouco sobre o projeto e como estava animado com o lançamento do mangá nacional. Falou sobre as mudanças na história e deu uma deixa para que uma expansão da trama em novas “temporadas”. Se for algo adiado eternamente e que possa ser usado como piada recorrente, o Mais de Oito Mil apoiará o projeto passionalmente. Já Rafi era bem mais tímida, mas foi bem simpática e parecia muito feliz com o lançamento de seu primeiro quadrinho.

Mas sabemos que você leitor do Mais de Oito Mil não veio aqui para ver uma cobertura a lá Amaury Jr, até porque Junior Fonseca não liberou o prosecco com Mupy para a Imprensa Especializada (pff). Vocês querem é o review, querem que eu leia o mangá e o destrinche como fiz na cobertura inesquecível da Ação Magazine. O que há por dentro desse mangá nacional de capa simples-até-demais?

hansel-corrigido

Bem, se você queria ver humilhação gratuita, erros primários ou até mesmo um personagem que é uma releitura do Doutor Renato Aragão… sinto dizer que está no post errado. Mesmo com todo o hype gerado por sete anos no forno e com o mercado de quadrinhos brasileiros sofrendo com um amadorismo desde sempre, Hansel & Gretel é um título bem bom. E não apenas bom comparado com os quadrinhos brasileiros, ele é bom no geral mesmo.

A história é aquela coisa: Hansel & Gretel são releituras steampunk de João e Maria que estão em busca de seu pai e se metem numa treta que envolve vários personagens de contos de fadas que não-necessariamente são alemães. Mas em vez de oferecer apenas personagens fanservice e uma jaqueta que não é nunca lavada como em Once Upon a Time, Hansel & Gretel bota todo mundo num autêntico mangá shonen inspirado em séries como Fullmetal Alchemist e com uns zumbis porque né… isso vende.

Claro, o mangá não está livre de defeitos, até porque nenhum dos envolvidos com o Hansel & Gretel me assinou um cheque de publieditorial pra eu falar só bem. As referências que ajudaram na origem dos personagens estão um pouco óbvias demais (Hansel é muito inspirado no Edward Elric e a ideia do humor do Yu claramente é muito o Genma Saotome de Ranma 1/2, e o autor até assume isso nas cenas pós-créditos), mas por sorte alguns personagens conseguem ser bem mais criativos, como o caso da Gretel.

hansel-yu

Eu fiquei um pouco perdidinha lá pelo meião da história quando apresentaram trocentos personagens de uma vez, mas aí o problema pode ser minha falta de memória ocasionada pela falta de dinheiro para comprar o Ômega 3 do Moacyr Franco. E a rotatividade de personagens me pareceu um pouco gratuita (não vou dar spoilers dizendo que um personagem importante morre no meio e… opa).

A edição da NewPOP tá o que se espera da editora: papel offset de gramatura boa, encadernação costurada e muitos extras pra encher bem a linguiça. Só faltou mesmo um guia para mostrar quais personagens foram baseados em quais histórias dos contos de fadas, porque se a pessoa não tem conhecimento enciclopédico (ou se é o Capitão América) ficou sem entender metade das referências.

Finalizando, Hansel & Gretel é um mangá com boa narrativa, boas cenas de ação, um traço muito bom mesmo e um preço mais convidativo que muita tranqueira japonesa que está na banca de jornal. Sem contar que ele pode até ser o fim de uma piada recorrente sobre o lançamento, mas não é o final completo da saga por causa de uma única pergunta: “Quando sai o volume 2, heim NewPOP?”

JUNIOR-LEFT

MdOM Mangás: O odioso³ Genshiken

5 jul

Vocês sabem o que é pior que esse título requentado do post mais criticado desse blog? O mangá Genshiken da JBC. Decidi acompanhar os meus leitores e comprar o primeiro volume desse lançamento, e com muito suplício eu cheguei ao fim da primeira edição com sangue nos olhos. Porque, de verdade, eu nunca fiquei tão incomodada com um mangá como esse câncer em forma de quadrinho japonês.

Vou começar contando a história para você que tem a sorte de não conhecer. Genshiken é uma história sobre um garoto que entra no grupo de estudos de uma faculdade destinado a estudar a cultura visual moderna, um nome pedante para descrever “OTAKICES”. Basicamente, é um mangá slice of life (“nada acontece” em português) sobre a vida desse grupo de estudos.

geyshiken01

Agora me diga: QUE ESTUDOS? Porque, numa boa, aquilo lá é um desvio de recursos para que uma cambada de virgem mantenha sua relação de quase doença com o idolatrado material composto de idols, fanzines pornôs e gashapons feitos por gente tarada. Para quê vocês querem 100% do lucro do Petróleo para a educação se esses virgens ficam mamando nas tetas das instituições?

Um dos pontos que me incomodou nesse mangá foi a “Scott Pilgrimização” do mundo otaku. Porque qual a graça de Scott Pilgrim? Nenhuma! Scott Pilgrim é uma história rala repleta de referências pseudo-nerds que só estão lá para que o retardado do leitor diga “ah, é a triforce do Zelda. Há Há!”. E se acham que estou sendo apenas implicante, pesquisem o que significa a palavra “pastiche”.

Em Genshiken, diversas referências otakas poluem os traços horrorosos do autor Kio Shimoku só para que os otakus virgens (redundância?) apontem e identifiquem o pôster da Sakura ou o lutador do Street Fighter. E o mangá incentiva essas referências através de tabelas doentias de gostos sobre categorias gerais (e eu chamo de doente sim porque precisa ser DOENTE um universitário que lista Ojamajo Doremi como anime favorito).

geyshiken02

“Mas Mara, sua otaka gorda e rancorosa, Genshiken é um retrato da cultura moderna e atual do nihon”

Não, não é. E não me chamem de otaka, porque fiquei com asco do termo depois desse mangá. Genshiken é a exaltação de um nicho que não deveria existir e PRONTO. Ninguém vai me convencer que ele retrata fielmente a Grande Nação Japonesa porque isso é irreal, e o autor tem uma visão deturpada das situações. A prova disso é como ele retrata todos os não-otakus: com traços estranhos e incômodos.

“Mas Mara, ele faz isso para mostrar o lado dos otakus.”

Meu querido leitor que insiste na qualidade desta merda, não existe como você fazer uma obra sem colocar a sua posição na história. A partir do momento que eu não vejo crítica ALGUMA ao modo de vida dos otakus, eu posso afirmar que o autor é tão doente quanto esses imbecis criados por ele. E não adianta nem colocar uma mulher bonitinha na capa que critica os otakus (mas que será absorvida para esse ambiente futuramente, aposto), porque isso só deixa Genshiken mais parecido de um The Big Bang Theory, ou seja, uma comédia para rir DOS otakus, e não COM os otakus.

geyshiken03

No fim, o que acontece com Genshiken é o mesmo problema de Bakuman. Enquanto esse glamouriza o mundo dos autores de mangás (quanto adolescente imbecil não virou PHD em mangá depois de Bakuman?), Genshiken glamouriza o “grupo de estudos”. Acreditem, estudar algo (mesmo mangás ou a tal “cultura visual moderna”) é muito menos legal que o que aparenta (inclusive temos entrevistas com um estudioso de mangá aqui no blog, lembra?).

Minha opinião é: eu sinto é NOJO de ter lido esse mangá machista (tive até um embrulho na cena em que o retardado do protagonista reclama que o outro otaku estava com uma mulher como se isso fosse a coisa mais bizarra do mundo), sem propósito e completamente desnecessário. Nada contra a edição da JBC (que tá normal), meu problema foi com esse autor, essa história e essa mentalidade de idolatria aos otakus.

***

Regras para o mimimi:

 Alguns leitores podem ficar incomodados com as críticas desse LIXO. Podem comentar à vontade, inclusive com xingamentos, porém alguns argumentos não vou aceitar:

1- “Mas você só leu o primeiro volume”

E se eu não gostei, para quê eu vou continuar lendo? Se o autor não consegue me manter interessada nos primeiros capítulos, não sou eu quem devo ter esforço.

2- “Você é mulher, nunca vai entender isso”

E você é burro por pensar assim. Preciso relembrar aquele post sobre como mulher pode ler shounen, seu misógino?

3- “Faz melhor antes de criticar”

Lembre-se desse argumento quando for à próxima manifestação com a máscara do Guy Fawkes pedir pro prefeito da cidade sair. Vai fazer melhor antes de criticar!

MdOM Mangás – Luluzinha Teen e a melhor crítica de evento de animes de todos os tempos

8 fev

Diversos leitores me avisaram que a edição desse mês de Luluzinha Teen era temática de evento de anime. Acho que se li uma edição dessa bomba foi muito, mas por amor aos leitores tive que mandar meu kareshi comprar essa edição para uma análise especial. Assim que abri a revista, vi que o roteiro era do Marcel R. Goto, famoso no meio dos otakus por ter participado de vários projetos que afundaram nas décadas passadas, como a revista SUGOI (uma Ação Magazine com menos pretensão).

Quando li a história dos animes, eu tive uma surpresa. Se você quer saber se foi uma boa ou uma má surpresa, eu recomendo que LEIA A MATÉRIA. IKIMASU!!!

luluzinhateen01

Depois que a internet cai, Aninha vai até a biblioteca. Sabe aquela propaganda de internet a cabo, que diz que as crianças vão começar a estudar mais quando colocar rede na casa? Então, é mentira, ela vai ficar no Facebook compartilhando meme com Death Note ao invés de se preocupar em descobrir quem é o Regente Feijó.

Chegando na biblioteca, ela descobre que lá rola um encontro de otakinhos que ficaram chocados em ver uma mulher de verdade. Para você entender a surpresa do virgem, é a mesma reação se você descobrisse que a Band vai passar Cavaleiros do Zodíaco no horário noturno e apresentado pela Mitsui fazendo uma guerreira sexy.

Daí a Aninha, que parece ser tão nerd quanto um personagem chamado “Download” na Malhação, descobre que eles estão fazendo um evento de anime, o LIBERTANIME. Eu sei que o nome da cidade é Liberta, mas esse nome é meio caf…

luluzinhateen02

ANIME COMADRES? ANIMECONVENÇÃO??? Que marmota é essa??? O Sr roteirista Goto veio aqui no meu humilde blog ROUBAR AS MINHAS PIADAS???

Hunf…. tô de olho, heim? Mas vou falar que curti a trollada com os eventos do Burajiru…

luluzinhateen03

Se alguém pegar esse quadrinho solto, parece que a Aninha tá falando de qualquer pessoa que organiza evento aqui, né?

Isso é apenas um comentário que quis compartilhar mesmo, sem qualquer referência específica.

Então eles discutem para pensar num local do evento, e então temos a PÁGINA mais sensacional da história dos quadrinhos nacionais. E não estou zoando!

CONFIRÃO:

luluzinhateen04

Agora, vejam bem, estamos falando de cinco adolescentes com garra que se reúnem para fazer um evento, e eles decidem usar uma escola porque é mais barato mesmo.

Agora olhe os eventos que você freqüenta e lembre-se que eles são organizados por adultos. A-DUL-TOS (não sei se separei certo).

E a perspicácia do autor é tão grande (Rigoto te adoro!) que ele conseguiu representar FIELMENTE os flyers de evento:

luluzinhateen05

Estou animepassada com a animesambada do autor nos eventos de anime.

Aí eu imagino um organizador de evento de anime lendo essa história e pensando “Ufa, sorte que as pessoas não vão comparar o meu evento profissional numa escola com esse evento fuleco realizado numa escola porque o meu evento profissional conta com atrações internac…”

luluzinhateen06

ATÉ O KAGEYAMA VEIO PARA ESSE EVENTO!!!

Prova viva que a minha teoria de que ele mora na Liberdade tem fundamentos, porque só assim ele poderia vir tanto ao Burajiru sem precisar ficar tirando vistos (inteligência mandou um beijo pro Tommy).

Essa história tá tão zueiramente fantástica que não sei se ela consegue ficar melh…

luluzinhateen07

…AI…

luluzinhateen08

…MEU…

luluzinhateen09

…KAMI-SAMA, ESSE ROTEIRO FANTÁSTICO ESTÁ SAPUCANDO UM CHA-LA HEAD CHA-LA NA MINHA CARA!!! E esse Kageyama que saiu de casa correndo sem tomar café e pegou por acidente a peruca do Akira Kushida.

E quando esse quadrinho-denúncia sobre os eventos de anime no país parecia que havia acabado com todos os clichês, eles me aparecem com…

luluzinhateen10

OS FUNCIONÁRIOS VOLUNTÁRIOS!!!

Sério, essa edição de Luluzinha Teen é uma crítica tão brilhante aos eventos de anime no Brasil que eu preciso aplaudir de pé o autor. Porque ele conseguiu mostrar como os otakus se envolvem com encontros “profissionais” que têm características de eventos organizados por adolescentes.

Nem sei se você vai ler isso, mas você ganhou 5 estrelas Level E de trollada com esta edição, Marcel R. Goto!

MdOM Mangás: O desferramentado de Tools Challenge

13 jan

A melhor coisa de analisar mangá nacional é que eu tenho a chance ser lida pelos autores. Às vezes só me ignoram, outras ficam putos (tipo certos mangás de vidros quebrados) e outros ainda levam super na esportiva as brincadeiras que saem por aqui ou no Twitter, tipo o autor do Madenka aceitando a trollagem da própria revista:

tools04

Recentemente eu fiquei encantada com o mangá “Pré” que saiu na terceira edição da Ação Magazine. O autor é Max Andrade, que ficou tão comovido que pediu para que eu divulgasse a campanha no Cartase para coletar dinheiro e lançar uma versão impressa de um outro mangá dele.

Esse site é o mesmo que o Fabio Yabu usou para conseguir 50 mil reais dos fãs e ter, só então, o apoio da altruísta JBC para o retorno dos Combo Rangers. Eu poderia fazer só um post com o link da contribuição (que acaba em 5 dias, corre!), mas eu vou fazer mais. Vou ANALISAR o mangá dele! Porque não posso gastar a minha credibilidade apoiando algo que eu não li, né? Porque para gastar credibilidade falando de algo que não sabe já temos todo o resto da nossa imprensa especializada (pff).

IKIMASU fazer uma análise de Tools Challenge!

tools01

Se a Ação Magazine fosse um reality show igual ao The Voice, o Alexandre Lancaster seria o apresentador e os quatro jurados ao mesmo tempo, e não viraria a cadeira para Tools Challenge porque esse mangá tem um nome em inglês e é muito mais carismático que Expresso. Que implicância besta com o nome, porque não tem nada mais brasileiro que um personagem que gasta dois salários mínimos por semana com pomada para cabelo e ainda caga todo o serviço passando papel crepom verde.

tools02

No mundo de Tools Challenge, algumas pessoas nascem com ferramentas. Legal é que a ferramenta parece que vai crescer junto com a pessoa, então já podemos esperar que no futuro venha a ter uma conversa constrangedora sobre partes do corpo masculino que vão aumentando com o tempo.

A história começa com o personagem chamado Raion acordando em sua cama, no que parece ser uma tentativa multimídia do autor de já facilitar a adaptação de sua obra para um JRPGS clichezentos que começa com o protagonista levantando numa bela manhã.

Nesse mundo ele explica que quem nasce com a ferramenta não pode ficar mais de 15 anos separado dela, e como ele tem 14 e alguma coisa, ele vai tomar no rabinho dele em poucos meses.

tools03

Aí um amigo mostra um DVD sobre a competição Tools Challenge, um torneio mortal que o prêmio é justamente a ferramenta que ele perdeu quando criança e que agora está com o vencedor do ano passado. Se isso tudo acontecesse comigo, eu veria duas alternativas na minha frente:

1- Pedir gentilmente pra segurar um pouco na ferramenta do campeão (só não falo “sem trocadilhos” porque não vi a cara do campeão) e assim eu ganho pelo menos mais 15 anos de vida

2- Sacrificar minha vida participando da competição correndo um risco enorme de um brucutu enfiar uma chave inglesa no meu ânus.

Preciso falar qual o Raion escolheu?

O pai do Raion, que não se chama Gaviaion (*Ba dum tish*), chamou o filho para uma conversa séria sobre a ferramenta. E quando eu achei que ele ia falar que o instrumento dele era grande e a do filho pequeno, ele na verdade entregou uma ferramenta para ele usar na competição.

E esse é o primeiro capítulo. O traço é um pouco estranho no começo? Sim, e daí? A história é um monte de desculpas para que os homens fiquem digladiando com ferramentas em cenas de impacto? Sim, e daí?

E por que esse mangá nacional merece ser impresso? Porque é uma pessoa com talento (preferi o Pré, mas até aí é cada um com seus problemas) e que está tentando um lugar ao Sol. E eu acho muito triste que ideias como esta não vão pra frente por falta de um apoio de um Jovem Nerd da vida… então vamos fazer uma forcinha aí? O link para a campanha é esse aqui, e tem o link para ler a história de grátis.

(Max, desculpa a demora desse post, é que o cheque que você me mandou só caiu essa semana)

MdOM Mangás Especial: Assombrado, Pré e a terceira edição da Ação Magazine

27 dez

Dia 20 de Julho de 2011: Mais de Oito Mil analisa a primeira edição da Ação Magazine

Dia 13 de Dezembro de 2011: Mais de Oito Mil analisa a segunda edição da Ação Magazine

Dia 25 de Dezembro de 2012: Mais de Oito Mil analisa a TERCEIRA edição da Ação Magazine

Considerando que eu venho analisando próximo ao lançamento, isso só significa uma coisa: a flopação está de volta! A edição de 2012 finalmente deu as caras e eu vou poder analisar os dois novos mangás. Um é Pré (de Max Andrade), vencedor do concurso “seja o novo”, e o outro é Assombrado (da desenhista Roberta Pares e da roteirista Petra Ímpares Leão). Muito sucesso para essa revista que se pós-graduou na escola Newpop de periodicidade!

03acaomagazine01

Logo no editorial, Lancaster incorpora a cantora Kátia e fiz que não está sendo fácil, mas que a revista vai se acertar com o tempo, pois o importante é lançar e depois resolver as pendências. LANCASTERIZOU A FALTA DE PLANEJAMENTO.

E eu não preparei imagem para mostrar, mas pelo menos a revista foi lançada com todos os espaços publicitários vendidos! Parabéns! Tem anúncio de uma revista de RPG… do Lancaster. Tem um CD de homenagem ao Alceu Valença do… grupo que ajuda o Lancaster…

03acaomagazine02

Vamos para Assombrado, mangá de Petra Leão e Roberta Pares! Logo na primeira página já vemos como as autoras são ousadas, porque sambam na cara do lado lógico do cérebro que determina a ordem dos balões na leitura e criaram vários quadrinhos confusos.

Assombrado é a história desse menino aí que mora com um cara mais velho e que não em o menor parentesco com ele, e juntos eles resolvem mistérios de uma maneira bem clichê.

03acaomagazine03

(o que eu tinha dito sobre balões de diálogo em ordens estranhas?)

É um roteiro batido, mas a dona Petra sabe como fazer um roteiro por ter anos de experiência, então essa história está longe de ser uns outros barcos afundando da revista. Parabéns, Petra e Roberta, pelo trabalho bem feito.

Para comentar também essa história, acho justo convidar mais uma mulher que foi injustiçada por muito tempo devido às críticas: Fatinha Bernardes. Você tem algo a dizer sobre esse mangá?

parabensmdom3anos03

Entendi.

Depois veio o mangá escolhido pelo concurso de novos talentos. Como a gente deve imaginar, vários candidatos se apresentaram para o Lancaster, que segurava uma placa de “Rola” ou “enrola” para os candidatos. O mangá vencedor foi “Pré – O Drama da Escolinha-“, que euzinha achei a coisa mais fofa do mundo.

03acaomagazine06

É uma história passada num pré (ah vá!) com dois garotos brigando por uma menina. O autor Max Andrade tá de parabéns, porque o mangá dele é muito bom, divertido e despretensioso.

Mas, como todo bom programa de novos talentos, é claro que a voz do juiz principal tem que ocupar três páginas. IKIMASU ver a crítica que ele deu para Pré?

03acaomagazine05

Sabe quando você tava no ensino médio e aquela professora gorda começava a achar conflito psicológico em qualquer coisa assinada por Carlos Drummond de Andrade? Até lista de supermercado do poeta se transformava em uma obra de arte milimetricamente pensada.

Aliás, antes do Pré, tivemos duas páginas dando algumas dicas para os novos autores de mangás da revista. As dicas são, basicamente:

1- Faça um capítulo único, não um primeiro capítulo

2- Não copie ideias de mangás japoneses (Tunado manda aquele abraço)

2- (é, 2 de novo porque alguém não revisou o texto para avisar que o número tá repetido) Não faça histórias no Japão

3- Faça histórias no Brasil

4- Leiam de tudo

5- Sem muita violência

6- Não faça plágio

O melhor é na dica número 3 (na qual ele insinua que as histórias precisam ser feitas usando o Brasil como cenário), que tem a frase “mas, diacho, identificação com o leitor é tudo; foi assim que os japoneses conseguiram estabelecer o mangá como um grande sucesso”.

Curioso, eu JURAVA que o sucesso dos mangás era com a identificação COM OS PERSONAGENS, e não COM O LOCAL.

03acaomagazine07

Enquanto isso, em Expresso o protagonista continua repetindo ao final de cada frase que quer ser um inventor que quer mudar o mundo…

03acaomagazine08

Madenka continua com muito diálogo e cenas de ação legais…

03acaomagazine09

Jairo continua “zzzzzz” pra mim (exceto para a imprensa especializada, que continua punhetando sobre esses personagens de cabeça achatada)…

03acaomagazine10

…e Tunado continua provando a cada quadrinho como é merecedor do Prêmio Ângelo Agostini de melhor desenho de 2011. Parabéns.

***

Olá. Estavam sentindo falta desta parte da análise que eu falo sério? Então vamos lá.

Em primeiro lugar, sem brincadeiras, os leitores merecem uma justificativa. A edição anterior desta revista mensal (agora bimestral) foi lançada em dezembro de 2011. Isso sem falar no sumiço de Rapsódia, afinal a revista não é nem sincera com o leitor pra avisar que ela não faz mais parte da antologia.

Quanto às histórias, eu repito o que eu digo: Assombrado é interessante, Madenka vem melhorando, Jairo tem potencial com quem gosta e Tunado… bem… prefiro não comentar. Mas eu acho que todos os autores andam tratando suas séries com uma estrutura de capítulo da Shonen Jump, de 20 páginas, quando na verdade se trata de uma antologia “bimestral”. Eu acho que as histórias andam prometendo muito para o futuro e deixando o presente, que é o importante, de lado. Bem, mas aí é minha opinião.

Vocês podem até achar que é birra com o Lancaster, juro que não é, sempre o achei um jornalista muito competente. Prolixo, porém competente. Mas Expresso não vai vingar nem aqui e nem no Brasil do século XIX. Lá vou eu tentar argumentar usando todo o meu conhecimento de literatura de ensino médio…

Quando eu leio Expresso, eu sinto um autor tentando empurrar para a gente como o Brasil é legal, como o Brasil pode dar certo e como vamos crescer se acreditarmos no país. Sabe quem tinha o mesmo discurso? Monteiro Lobato. Acho isso tudo muito bonito, mas não funciona nesse caso.

Ele vive falando sobre como o Japão foi salvo pelos mangás, em como milhares foram ao velório fictício de um personagem de Ashita no Joe (sambei na sua cara ao mostrar que leio as matérias dele)… mas acho que ele se esqueceu que, acima de tudo, mangá é entretenimento. Monteiro Lobato sabia disso, e sabia divertir o público. Já no caso de Expresso…

***

CLIQUE AQUI e vote no 1º Troféu Imprensa Especializada (pff)

MdOM Mangás – Guardando objetos fálicos por uma década com Nisekoi

22 jun

Acabou Bakuman (relembre aqui) e seu manual de como ter um relacionamento alienado e frustrado foi-se embora como uma Ferrari alugada que vira a esquina. Quem poderia substituir este mangá que marcou o coração de toda a blogosfera e do público gado? Só OUTRO mangá que trata de relacionamentos de maneira deturpada.

Ressuscitando o MdOM Mangás, vou analisar o mangá Nisekoi, de um autor cujo nome não é relevante pois eu já esqueci. Seu trabalho mais famoso foi o mangá Double Arts, que foi cancelado em poucos volumes. PROMISSOR, HEIM?

Antes de começar a análise desse mangá sobre um menino que guarda uma fechadura por dez anos esperando a menina com a chave, já lanço a sugestão de música de abertura para o anime:


Nisekoi começa com aquelas páginas coloridas pra enganar o leitor e mostra duas crianças no estúdio que a Shueisha usou para gravar a parte do Elísios da Saga de Hades falando que dali dez anos iriam se casar, e cada uma guardou um bem. O garoto guardou uma fechadura e a menina a chave.

Nem precisa de mestrado em psicologia e/ou semiótica para entender o que cada um significa, não é mesmo?

O tempo passa e ele cresce vivendo…

…com dezenas de machos em sua casa.

Tá, eu li que ele faz parte de uma família da Yakuza, mas esse detalhe da história aumenta a chance da Shueisha chocar o leitor médio colocando um estupro homossexual. As fujoshi pira.

Como não lembro o nome do protagonista, vou chamá-lo de um nome aleatório… como Keitaro. O pobre Keitaro mora com esses gangsters, sonha em entrar numa Universidade conceituada e nunca teve uma namorada, porque se lembra se sua promessa feita no passado com a menina dos Campos Elísios. Até que na escola ele vê uma menina gostosa saltando um muro de dois metros, porque né… isso é tão coerente no mundo da Jump quanto trânsito na Marginal Pinheiros.

Quando ele foi contar pros amigos que uma gostosa caiu em cima dele, eles falaram o “aham Cláudia, senta lá” e logo comentaram que iria ser transferida uma aluna nova. Claro que o roteiro padrão da comédia romântica continuou até a cena de um apontar para o outro com cara de surpresa após a revelação que ela é a menina transferida.

Eles trocam ofensas até ele a chamar de macaca


Lógico que no mangá chamar alguém de macaca (por ter a habilidade de saltar um muro de dois metros) só gera uma cena cômica com um balão de diálogo homenageando o Kurumada. Se fosse no Burajiru, já tava o Hoje em Dia fazendo uma maratona sobre Bullying e Racismo e o Muito Mais fazendo debates comparativos entre os clipes do Alexandre Pires e o Bruno Mars.

Evidente que eles continuam discutindo, trocando socos, ofensas, ele falando que ela é uma garota selvagem e todos aqueles xingamentos que você leria com mais freqüência em Ranma ½ se a JBC não atrasasse tanto as edições…


O que é mais surpresa para vocês leitores? O protagonista não lembrar mais do rosto e do nome da menina da promessa ou eu ter dado Phoenix Down nos assustadores quadros brancos dos mangás mais antigos da JBC?

Daí que ele perde a birosca da fechadura e pede ajuda para a garota nova e para a garota que ele é apaixonadinho da escola.


Como o primeiro capítulo do mangá precisa ter o dobro de páginas que o normal, o autor deve ter feito uma história curta e enfiado no meio um filler que só mostra os dois personagens brigando desnecessariamente só pra dar audiência. Tipo de a produção da Fazenda colocasse uma carta escrito “Você é uma vaca, assinado: V.A.” na mala da Nicole Bahls, é só pra render o espetáculo.

Depois de enrolar a história da perda do colar, o autor achou que já ia parecer inverossímil e fez a novata achar a bijuteria. Ele começa a se questionar sobre abandonar a promessa que fez e a menina que ele é apaixonadinho fala “NÃÃÃÃÃO”.

Eu estou cansada desses mangás românticos de promessinha, e o autor fazendo suspense sobre quem é a personagem que ele entregou a chav….


….AI MEU KAMI-SAMA, ATÉ EU ME SURPREENDI AGORA.

E no fim do capítulo ele começa a namorar a menina macaca. Tá me olhando com essa cara por quê? Esperava sentido e um roteiro complexo na Shonen Jump?

Agora toca o encerramento do anime!

“Com a sua fechadura só minha chave abre…”

MdOM Mangás: Analisando o retorno de Samurai X (Rurouni Kenshin)

15 maio

Como vai demorar para chegar o próximo aniversário redondo de One Piece, Naruto ou Dragon Ball, a editora Shueisha decidiu comemorar o aniversário de Samurai X. Assim que o departamento editorial decidiu isso, mandou uma DM pro Twitter do Watsuki falando “Cara, dá uma pausa aí naquele seu mangá do Frankenstein que ninguém lê e faz um reboot comemorativo do Kenshin? Flw ae!”.

Depois de um pedido tão carinhoso, o Watsuki decidiu voltar com o Samurai X com o espírito da festa do gueto da Ivete Sangalo: pegou personagens de sagas diferentes, misturou o mundo inteiro e vamos ver o que é que dá.

IKIMASU para o retorno do retalhador:

E ele retornou com esse cabelinho de Gally do Gunnm após uma chuva torrencial.

O mangá começa com Kenshin andando no meio de uma cidade que mistura samurais, homens engravatados e um personagem criado por outro autor que conquistou nossos corações.

Te dou um tempo para encontrar esse outro personagem, e enquanto você pensa teremos uma cena fan-service com meninas do Programa Fantasia.

E agora a resposta. Olhem quem participou do reboot de Samurai X:

A versão criança de NÍCOLAS, A GORDA AMANTE DE TECNOLOGIA da nossa análise de Hunter x Hunter!

Sem qualquer motivo aparente, Kenshin é jogado pra lutar contra Kaoru num torneio de artes marciais valendo o toba. Na verdade, esse torneio tá valendo o Dojo Kamiya que, no fundo, não vale mais que um toba.

E quem será o organizador desse evento? Essa história tava tão confusa que quando eu li imaginei que poderia ser uma versão sem atadura do Shishio, o Enishi criança ou até mesmo o protagonista de Embalming numa estratégia do Watsuki de tentar emplacar seu mangá de qualquer maneira.

O torneio é organizado por Kanryuu Takeda, que seguiu o caminho inverso de Silvio Santos e pintou o cabelo de um tom escuro.

Durante a noite, Kenshin conversa com Kaoru e Yahiko e todo mundo se sente afagado pelo coração daquele gentil andarilho que tem uma humildade irritante, mas o Kanryuu tem um plano maléfico. Na calada da noite, ele avisou que Kaoru enfrentaria a batalha final no torneio noturno.

O primeiro pensamento que aparece é “KKKK não é publicado mais na Shonen Jump, então o ‘torneio maduro’ deve ser algo mais legal FAP FAP FAP”, e você começa a imaginar um torneio com mulheres peitudas lutando num octógono sujas de gel, mas o Watsuki revela que o torneio noturno será Kaoru contra…

…uma metralhadora.

Dá pra ver que Watsuki continua com seu vício por cenas impactantes. Outro vício que ele mantém é fazer personagens cuja heterossexualidade é questionável…

?

Kenshin revela que era o lendário Battousai Himzzzzzzzzzzz e aí fala que o humilde servzzzzzzzzzzzzzzz e agora ele vai viver em paz com a Kaoru e o Yahiko (que ninguém entendeu como se enfiou nessa história). Mas esse é só o primeiro capítulo, porque agora tem gente que quer a cabeça do Kenshin:

E no próximo capítulo, dezenas de vilões de sagas diferentes sem o menor sentido se unem para matar o Kenshin. É o que dizem: o Himura faz aniversário e quem ganha o presente de grego são os fãs.

MdOM Mangás – A segunda parte do encontro da Turma da Mônica Jovem com Osamu Tezuka!

10 maio

Eu tenho sido uma má blogueira. Completamente relapsa, não postando por dois domingos seguidos, os leitores encontraram a punição perfeita para mim. Fazer piquete na frente da Panini pelo fim dos glossários gigantescos? Esfregar a crise mundial da economia na cara do Marcelo Del Greco para quebrar a desculpa do aumento do preço dos mangás da JBC? Tampouco. Meus leitores me obrigaram a… analisar a segunda parte de Turma da Mônica Jovem feat. Osamu Tezuka. Um suplício!

Na edição anterior, Mônica e seus amigos foram para a Amazônia conhecer o projeto politicamente correto do senhor Amoroso, ao lado de personagens de Osamu Tezuka. O doutor tentou vender o Astro Boy pro Amoroso, o chato não quis e agora tá todo mundo cercado por animais selvagens.

Produção, é sério, quem autorizou a publicação disso?


A história começa com um flashback mostrando que Kimba, o leão branco, estava sendo carregado por caçadores num barco que afundou, e então ele foi parar no meio da selva amazônica. É, minna, foi uma forçada de barra tipo quando a Deborah Secco atravessou o Golfo do México numa canoa e chegou em Miami na novela América.


Os textos dos quadrinhos comentam que é necessário que joguemos com as cartas que a vida dá. Uma bela lição de vida. Porque, vai saber como é o destino, um dia você ganha o direito de escrever uma história com os personagens do Kami-Sama dos mangás e seu chefe manda que a história seja mais didática que a programação do Discovery Kids multiplicada pelo Playhouse Disney. Vai ficar uma merda, mas temos que jogar com as cartas que a vida dá.


Como você descobre se alguém é uma mulher? Basta falar “você deu uma engordada” e você reconhecerá as mulheres naquelas pessoas que saltarem a veia na testa . Por isso, é idiota a Mônica só descobrir que a Safiri é menina porque existe um macaco que só curte cromossomo XX.

Safiri começa a contar sua longa vida e como ela precisa fingir ser homem por causa do reino dela. Mas nos flashbacks dá a entender que essa aventura no Brasil se passa depois da história do mangá, mas no fim de A Princesa e o Cavaleiro ela é mulher assumida. Acho que faltou leitura de alguém, né? Só não ganha o troféu Furo de Roteiro do Ano porque ainda quero saber como vai ficar o vilarejo sem proteção do primeiro capítulo de Rapsódia.


Enquanto isso, no lustre do castelo que fez dezoito anos… no outro núcleo da história, os heróis (?) ainda estão encurralados por animais mandados por Kimba. E quando Cebolinha tem uma ideia coerente de usar o Astro pra fugir, Franjinha fala que não dará tempo de salvar todo mundo. Legal, só que 70% da edição são eles lá sendo encurralados e pensando em planos pra sair.

E eu acho cafona agora ser Franja e Cebola, como se o uso de diminutivo fosse fazer alguém deixar de ser “jovem” e “cool”.

O doutor maléfico tem a ideia de usar o Astro pra destruir todos os animais do bosque e Magali dá um exemplo da interpretação que conseguiu na Escola de Atores do Wolf Maya


linda! Tá Nina!

Lógico que Astro decide não destruir os animais, porque ele tem um coração e decidiu ouvir. Se um dia o Mauricio tuitar algo do tipo “klfgnkefnefnfnfnf” podem ter certeza que é o espírito criativo do Tezuka que voltou dos mortos pra puxá-lo pela perna.


Depois de ensinar às crianças que é legal alimentar animais selvagens com lanches naturais cheios de conservantes, Magali consegue convencer Kimba a parar de atacar o grupo de personagens que se encontravam encurralados por animais para facilitar a vida do desenhista.


Seu Amoroso fica inconformado com a devastação ilegal. Enquanto eu lia a história eu pensava “Que cara mais chato. Ele parece aqueles protagonistas de biografias de pessoas vivas, que não pode colocar qualquer característica negativa porque a pessoa tá viva e pode sentar uma chuva de processo na vida de quem escreveu.”

Depois, no “Fala Maurício” ele revela que o cara e a organização existem, então toda essa história de proteção à natureza é uma propaganda em dois volumes de uma madeireira politicamente correta. Parabéns, Tezuka curtiu isso.


Simulado surpresa do Enem!

Observando atentamente as duas personagens do mangá Turma da Mônica Jovem, o que elas estão fazendo?

a) Elas foram arremessadas de um furgão em movimento.

b) Elas saltaram um penhasco.

c) Elas estão dançando a abertura da novela das oito. OIOIOI!

d) Elas são robôs atraídos por um imã gigante.

e) Elas saíram correndo.

Acertou quem escolheu a alternativa E. Errou quem contratou este exímio anatomista.


Mônica leva um golpe violento de uma onça e contra ataca.

Isso mesmo que eu disse. Mônica levou um golpe violento de uma ONÇA.

Como essa história tá pior que purgante, vamos resumir o que acontece no final?


Apareceu um exército de robôs (mas heim?) que foram destruídos pelos animais amazônicos (Cuma?), e no fim todo mundo descobriu o amor, a harmonia e essa consciência pela proteção da Amazônia que o Osamu Tezuka planejou com o Mauricio de Sousa em 1988. Curioso, isso cinco anos antes da Rio 92, que levantou a questão pela primeira vez…

Tezuka era um vanguardista e não sabíamos.

 Relembre a parte 1 clicando aqui.

MdOM Mangás Especial – O Fim de Bakuman

19 abr

Há algumas semanas, anunciaram que o mangá de Bakuman iria terminar em Maio. Só que era brimks com a galere, e o mangá terminou ESTA SEMANA. Como toda a imprensa especializada (pff) se estapeia para fazer primeiras impressões, eu vou incorporar o espírito de impressora moribunda e oferecer aos meus leitores as ÚLTIMAS IMPRESSÕES de Bakuman. Com certeza o post será bom, pois nada pode ser pior do que essa piada da impressão.

Bakuman já ganhou um post aqui onde eu mostro o quanto este mangá é um lixo (Releia Aqui). E por que vou analisar este lixo? Porque eu quero, ué. Para construir e embasar meu conhecimento, tive a ajuda do meu kareshi querido que acompanhou esta merda por anos e com lágrimas nos olhos veio me contando todos os detalhes que levaram a um dos piores fins de mangá de todos os tempos.

Como vou analisar um último capítulo, esse post vai ter spoilers. Então se você não sabe que o Mashiro casa com a cu doce da Miho, que a Princesa Esmeralda queria ser morta e que o Snape matou o Dumbledore, não leia essa matéria.

IKIMASU!


No penúltimo capítulo, todos os problemas do mundo são resolvidos em no máximo 3 quadrinhos, e por um milagre e um rabo imenso dos personagens, o mangázinho deles sobre dois caras que são o lado mau e bom de uma pessoa só virou um sucesso de vendas superando uma história mainstream de zumbis.


O penúltimo capítulo terminou com o idiota do desenhista pegando o diário do igualmente idiota tio falecido. E olha que ideia boa, ele decidiu IMITAR o pedido de casamento que o tio imaginou fazer um dia para a mãe da menina que ele curte. Depois eu falo que prefiro ver Café com Aroma de Mulher e otaku chega com dois sacos de mupy recheados de cimento para atirar na minha cara… novela mexicana pelo menos é verossímil.


Ao contrário de todo o mangá, a primeira página já é genial e inovadora, mostrando um casal de lésbicas se casando segundo o vestuário do tradicional ritual do casamento Católico. Achei transgressor.

Chegamos ao último capítulo, porque o Mashiro precisa cumprir a promessa que fez no primeiro capítulo. Para quem não lembra, ele chegou na menina que ele nunca falou na vida e propôs casamento para quando um mangá dele virasse anime e ela dublasse a protagonista. A menina topou, porque né, é mais fácil entrar na onda dos malucos…


Então imagina a cena. Mashiro tirou uma Ferrari do toba e estacionou na frente da casa da Miho. O plano dele é pedir a menina em casamento assim que terminar a exibição do anime dele. Na vida real ele seria chamado de maníaco, mas no mangá é apenas apaixonado.

Assim que acaba o anime (que ele assistiu no carro) ele chama a menina para entrar na Ferrari e a leva para o local onde ele a pediu em casamento há 10 anos.


Bacana ver que o Obata ligou o foda-se e desenhou só 50% do capítulo, deixando o resto do desenho com reaproveitamentos de antigos quadros.

O Ohba também ligou o foda-se nos roteiros e tirou do cu aquela lorota de “você sempre esteve do meu lado direito, Miho” porque relendo os volumes antigos percebeu que coincidentemente a Miho sempre sentou do lado direito dele.


A Miho, seguindo a composição de cenas românticas da Escola Walcyr Carrasco de Romantismo, posiciona Mashiro e ela no mesmo local que estavam quando ele a pediu em casamento. Só que durante o processo, o espírito da Miho do passado surgiu do nada por trás da Miho do presente e tenta matá-la, para que ela não cometa o erro de casar com um homem cuja sociabilidade equipara-se ao elenco de Bem Vindo à N.H.K

Óbvio que isso é uma brincadeira, ou você acha que Bakuman teria um capítulo com emoção?


Depois de gritar novamente (Escola Cristiane Torloni de Atuação) para demonstrar a emoção de repetir as mesmas palavras que proferiu há dez anos naquele mesmo lugar, a Miho correu e deu um beijo nele. Ela poderia ter corrido e beijado naquela época, mas nãããão, vamos esperar dez anos sem ao menos nos ver para que possamos ficar juntos.

Parabéns ao casal, que após dez anos finalmente se beijou. Só não são os mais idiotas da Escala MdOM de Virgindade porque em primeiro estão os leitores que aguardavam um final decente após quatro anos de um mangá apenas mediano.

Comentem o que acharam deste final. ^^

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 349 outros seguidores