Archive | março, 2016

Pequenas sugestões para melhorar as atrações do Anime Friends

30 mar af-capa

Eventos de anime existem no Burajiru desde a época que Fernando Henrique era nosso presidente, e para você que ainda está estacionado nos anos 90 e tem um pôster dos Cavs no quarto é com muito pesar que informo que as atrações continuam engessadíssimas ainda em 2016. É só dar uma olhada na lista do site do Anime Friends que você confere tudo o que rolava nos anos noventa, às vezes até com as mesmas pessoas: entrevista com dubladores, palco de animekê, concurso cosplay e show de bandinha otaca com vocalista aparecido. Ok, tem umas novidades como as adoradas palestras com YouTubers com seus rostos europeus e problemas de gente branca classe média, mas o grosso ainda é a mesma coisa.

Com tudo isso em mente, pensei em duas coisas: 1- preciso usar meu cérebro para ajudar os eventos de anime a se renovarem 2- preciso fazer um post para ajudar o Anime Friends e de quebra dar aquela bajulada para garantir que eles não cancelem minha credencial esse ano depois do meu post criticando o ingresso premium de 750 reais. Por isso, decidi dar uma atualizada nas tradicionais atrações, com sugestões minhas para que o evento fique interessante para qualquer pessoa. IKIMASU para as novas atrações sugeridas pelo Mais de Oito Mil?

Palco Cosplay com humilhação ao vivo

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Qual é a grande graça da televisão do burajiru atualmente? Claro que não é novela artística com tramas requentadíssimas, e sim reality shows de habilidades específicas sendo julgadas por carrascos. E se o concurso cosplay fosse como um MasterChef da vida, no qual um cosplay faz sua apresentação e depois três jurados mal-amados começam a esculhambar ele no palco falando que tem costura aparecendo e que não sentiram a alma do cosplay por causa disso. Não sei vocês, eu adoraria assistir a isso.

Animekê com frutas

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É meio chato ficar lá sentada enquanto um otacu canta Pegasus Fantasy ou então um velho emenda um hino de tokusatsu, então eu acho que seria muito mais divertido se rolasse uma distribuição de frutas para os espectadores, que poderiam arremessar tomates no palco quando cantassem pela enésima vez We Got Power.

The Bachelor: Otaku Edition

Se você acompanha esse blog há muito tempo sabe o apreço que tenho por exposição de otakus, vergonha alheia televisionada e falta de traquejo social, e por isso amo a soma de todos esses itens que são os programas de namoro na televisão. Por que não temos um desses nos palcos dos eventos? Quem sabe não é a minha chance de arranjar um kareshi??

Roda Viva com Editores de Mangás

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Foi divertido uma vez, mas agora a mesa redonda dos editores de mangás já virou aquela coisa clichê de cada um ocupando 80% da palestra falando as coisas de sempre e 19% do público perguntando se as editoras vão publicar Jojo ou outros mangás (como se algum editor fosse lá falar “ah sim, mandamos email pedindo esse título e tamos esperando resposta” na frente dos concorrentes). Eu acho que podemos levar isso a um novo nível: que tal botar um editor de mangá sendo entrevistado por várias pessoas da Imprensa Especializada (pff) perguntando sobre coisas que aconteceram etc?

Quem Fica em Pé com youtubers

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Essa é bem simples, as palestras com YouTubers deveriam ser feitas em cima de um buraco como no programa Quem Fica em Pé. No primeiro grito desnecessário, piada homofóbica ou palavrão apenas para pagar de cool, o buraco se abre e o Youtuber desaparece.

Não sei vocês, mas eu iria num evento com essas atrações.

13 provas de que Silvio Santos é o maior fã de Evangelion do Brasil

28 mar eva-silvio

Cansado de perder audiência com seus desenhos da época que KochiKame nem era publicado ainda na Grande Nação Japonesa, o SBT fez uma revolução na sua grade e estreou hoje um telejornal matutino comandado por duas jornalistas. Silvio Santos poderia ter dado muitos nomes para seu programa novo: Jornal da Manhã do SBT, Acorde com o SBT, ou até mesmo Jornal *frame subliminar da Jequiti* Matutino, mas não… o novo programa se chama PRIMEIRO IMPACTO. Como somos otakus, logo lembramos de Evangelion, série eu se inicia após o segundo impacto na Terra e com o ataque dos Anjos, combatidos com os gigantescos EVAs. Daí que fui perceber uma coisa: Silvio Santos deve ser muito fã da série de Hideaki Anno, porque encontrei dezenas de referências ao anime na programação do SBT. Duvida? IKIMASU entrar no robô com um post à lá Buzzfeed para cumprir a meta de cliques do mês!

#01. Primeiro Impacto

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Para começar, Silvio Santos fez referência ao primeiro impacto com seu novo telejornal. E já estou bem ansiosa com a possibilidade dele mudar os nomes dos outros telejornais para segundo impacto e terceiro impacto, sendo esse último apresentado pela Raquel Charizard causando o fim do Burajiru incitando justiceiros e apoiando políticos corruptos em editoriais cafoníssimos.

#02. Rei Majestade

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Silvio Santos é muito fã da inexpressiva Rei Ayanami, e por causa disso a homenageou dando o nome de um programa de “Rei Majestade”. Para o público leigo mais parece uma homenagem a grandes cantores do passado, mas sabemos muito bem que o senhor Abravanel nutre uma paixão por Rei assim como Gendo Ikari.

#03. Cuidado com o Anjo

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Em Evangelion a grande ameaça dos seres humanos, além do final dadaísta da série, é o ataque dos Anjos. Eles são criaturas perigosíssimas que vêm do espaço e querem destruir toda a Terra. Por isso, essa novela mexicana é tão exibida pela programação da emissora.

#04. Carinha de Anjo

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Não sei vocês, mas eu tenho muito medo de criança. Elas são pequenas, elas falam a verdade e têm instinto assassino. Silvio Santos também tem muito medo de criança, por isso maltratava a Maisa e associa a doce Dulce Maria com um anjo no título dessa novela infantil.

#05. Anjo Maldito

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Quer mais provas que o nome das novelas reflete o gosto do Silvio? Nos anos 80 ele mandou criarem uma novela chamada O Anjo Maldito apenas porque sabia que no futuro o estúdio Gainax faria com que o medo dos humanos pelos anjos se tornaria realidade.

#06. Arma do Gugu

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Os anos 90 eram muito livres, e a televisão podia sem qualquer filtro fazer piadas preconceituosas, ofensivas e colocar nudez num domingo à tarde. Uma das provas do Domingo Legal trazia convidados usando armas para atirar água nas camisetas brancas de modelos sem sutiã, e onde é que você já viu essa arma antes mesmo?

#07. Bailando por um sonho

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Em um clássico episódio de Evangelion, Shinji e Asuka ficam dias confinados para pegarem sincronia e dançarem juntos com o intuito de derrotar um anjo. Esse é um dos episódios favoritos de Silvio Santos, porque ele se inspirou nele para fazer o programa Bailando por um Sonho, no qual duas pessoas também treinavam por vários dias uma apresentação de dança.

#08. Guerreira Mágicas de Rayearth

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Nos anos 90, quando os Cavs deram o pontapé dos animes na televisão, Silvio Santos pensou “qual o anime mais próximo de Evangelion para eu exibir e ir acostumando o Burajiru à melhor série do mundo?”. Ele pensou que precisava de uma série com personagens estereotipados fingindo uma profundidade, um final que deixa as pessoas revoltadas e lutas sem sentido em robôs gigantes, e na hora comprou Guerreiras Mágicas de Rayearth. Infelizmente, a recepção do público brasileiro não correspondeu às expectativas de Silvio, que viu encalhar o estoque de brinquedos das meninas que envolviam desde bonecas assustadoras até a maquininha registradora das guerreiras mágicas.

#09. Entre no Robô, Kokimoto

“Mas Mara, sua gorda que é tão ninja que ninguém da imprensa especializada te notou na mesa do bar no dia do One Punch Man, você tá forçando muito a amizade com essa lista. Quero ver você me botar uma prova que realmente tem um fã de Evangelion no SBT.

Então tá, você chegou a ver que o programa da Eliana substituiu o bombeiro POR UM EVA DANÇARINO??? E ainda tirou foto com Matheus Ueta, o Kokimoto de Carrossel, fazendo cara de que não vai entrar no robô????

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E ELE AINDA DANÇA COM A ELIANA!!!

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#10. Parabains, SBT

Quando a emissora completou 30 anos, um dos vídeos feitos para as festividades foi esse:

Até mesmo um leigo consegue perceber a referência a um dos clássicos dos animes:

#11. Flashes Rápidos

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A abertura de Evangelion é um ícone hoje em dia não só por ser eternamente tocada nos animekês desafinados, mas por ter redefinido todas as aberturas de anime ao colocar flashes rápidos dos personagens. Óbvio que isso também inspirou Silvio Santos a fazer a campanha de sua empresa de cosméticos.

#12. Expor os fãs

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Hideaki Anno aproveitou o final de End of Evangelion para expor seus fãs mostrando suas cartinhas em flashes do terceiro impacto. Inspirado no recurso, Silvio Santos sempre que sorteia uma carta em seus programas faz questão de mostrar para as câmeras todos os dados de seus espectadores, desde endereço até número do documento.

#13. Por Ela Sou Eva

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Silvio Santos é tão fã de Evangelion, mas tão fã, que exibiu essa novela tosquíssima sobre um homem que se veste de mulher apenas por causa desse título!!!!! Se isso não é prova, meu amigo, então não sei o que pode ser.

E vamos lembrar que no mangá tem 13 anjos, que foi o número de itens nesse post. É TUDO PARTE DA CONSPIRAÇÃO DOS MANUSCRITOS DO MAR MORTO, MINNA!

L&PM reimprime Solanin e agora o mangá está 46% mais caro

26 mar solanin-pato-capa

Recentemente todos os sites da imprensa especializada (pff) soltaram rojão porque a L&PM anunciou a reimpressão dos dois volumes de Solanin. Para quem não conhece o mangá, eu cheguei a fazer uma análise poética aqui, mas como eu sei que você não vai clicar, eis um resumo do mangá: um monte de adolescentes de 20 e poucos anos descobrem que a vida não é para principiantes e passam por situações que todos nós pensaríamos seriamente em tomar chumbinho pra não viver a mesma coisa.

Na época da publicação, Solanin foi o mangá que mais nos chamou atenção no catálogo da editora, e chegamos até a pensar que tínhamos uma nova concorrente para o mercado. Infelizmente as coisas mudaram e a L&PM se especializou em lançar versões mangás de qualquer livro do mundo feitos pra uma coleção que a JBC lançou uns dois volumes antes (sério, tem até mangá de O Capital em mangá pra você chegar na faculdade de Ciências Sociais podendo discutir Marx com propriedade).

Enfim, o anúncio da republicação de Solanin trouxe uma grande novidade para os otakus. Seria uma edição revisada para consertar eventuais erros da edição? Claro que não, a novidade é que o preço foi reajustado para ficar de acordo com os novos tempos. Pois se o mangá foi lançado aqui custando 15 reais, ele agora foi reimpresso custando…

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VINTE E UM REAIS E NOVENTA CENTAVOS! Nem vamos julgar, né? Deve ser pra pagar a tradução, a edição e todas as outras coisas que já estavam pagas quando o mangá foi vendido pela primeira vez.

Vamos torcer para não pegar essa moda de aumentar preço em primeiras edições republicadas, porque acho que as comic shops querem exclusividade na inflação de primeiros volumes.

A Paixão de um Otaku no Anime Friends

24 mar friendship-kit-capa

Quando os mais jovens perguntam para seus pais se a Páscoa é a época que comemoramos quando mamíferos botam ovos de chocolate, logo são avisados que o feriado é para comemorar a Paixão de Cristo. Aliás, o termo “paixão” nada tem a ver com o que rola nas manchetes do Ego, e sim do latim “passio” que significa “SOFRIMENTO“. Resumindo, Jesus precisou passar por uma série de provações e de puxadas de tapete até que, enfim, pudesse chegar ao reino dos céus e ser idolatrado por toda uma geração. E vocês sabiam que os otakus também passam por uma paixão dessas? Só que no caso dessa galerinha que usa touquinha, a paixão atende pelo nome de Anime Friends.

Há muito tempo o evento tem testado a nossa paciência com atrações que beiram o nível de sadismo de uma prova de resistência do BBB (Big Brother Brasil, não Block Battlade Bloodfront ou algo assim). Seja o público malcheiroso, os cosplayers requentadíssimos e até mesmo palestras de YouTubers que mostram o nada melhor que um episódio de Seinfeld, não tem como você não sofrer quando se vai num evento de anime.

A próxima edição do AF está agendada para julho no Campo de Marte (um lugar que, acredite ou não, é beeeem mais confortável que os locais anteriores), e a Yamato colocou à venda no site do evento um recurso completamente novo e supostamente útil. Tapa-ouvidos para não ouvir a quinquagésima pessoa cantando Pégasus Fantasy no animekê? Infelizmente não, estou falando de um tal de KIT FRIENDSHIP.

IKIMASU ver que tipo de regalias encontramos nesse kit?

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DEIXA EU VER SE A OTAKA AQUI ENTENDEU.

A empresa fez um pacotão que envolve ingressos, ausência de filas, meet & greet com qualquer coisa que não seja youtube, cadeira pra ver de perto cosplay tosco, um monte de roupa temática tipo abadá da Claudia Leitte, um carregador de celular (eu quero esse, gente) e uns brindes e encalhes da Newpop, correto?

Não que eu tenha ficado tentada a comprar esse castigo em forma de pacote promocional, mas confesso que fiquei muito curiosa para saber quanto morre nessa brincadeira. Aí fui clicando em comprar, em comprar etc (sério, demora muito até aparecer um site com o preço), e aí…

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Aparentemente o passo final da Paixão do Otaku é matá-lo de susto com esse preço e torcer para que ele ressuscite três dias depois disposto a gastar esse dinheiro.

Enfim, se você é pobre que nem todos os otakus, só lhe resta ir atrás dos ingressos de preços mais normais e convidativos, sem nenhuma das ~regalias~.

Quanto custariam hoje os primeiros mangás publicados no Brasil?

22 mar valor-real-dos-mangas-capa

Não sei vocês, mas é um sofrimento muito grande chegar na banca e ver meus suados dinheirinhos indo embora quando compro aquela republicação requentada de um mangá meio tanko cuja edição original hoje se esfarela na minha mão. Olho aqueles preços acima dos 15 reais e penso “esse mundo está perdido, os mangás estão o olho da cara… bom mesmo era quando a JBC publicava coisas a 2,90, a Conrad a 3,90 e o brasileiro era feliz“. Embora numericamente seja uma crítica correta, será mesmo que aqueles 2,90 eram mais baratos que os preços atuais?

ISSO MESMO, MINNA. É HORA DE RESSUSCITAR A SEÇÃO MAIS PEDIDA POR TODOS OS LEITORES DESTE BLOG!!!!

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Que saudade eu tava desse Vegeta investigador. Assim como a moral dos cosplayers nos programas matutinos, a nossa moeda atual foi sofrendo desvalorização com o tempo, então o que era 2,90 lá em 2001 não significa o mesmo atualmente (vamos lembrar que o salário mínimo começou valendo uns 60 reais). Para fazer o cálculo de transformar o valor do passado em quanto custaria hoje, vou usar como base o conversor de moeda do Acervo do Estadão.

Embora o método não seja válido para conversões oficiais, ele dá uma boa ideia de valores ao comparar o preço antigo ao valor do Estadão na época e fazer a conversão para os valores atuais. E como mangá também é algo impresso, tá tudo na mesma categoria então podemos assumir que os valores são semelhantes. Ah, também vou explicar que todos os valores de mangás meio-tanko serão multiplicados por DOIS, assim fica o equivalente a um tanko inteiro que é a forma como os mangás são publicados hoje no Burajiru.

IKIMASU então fazer umas contas e ver se os mangás estão mesmo caros hoje em dia?

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Começamos com o Pokémon Quadrinhos publicado pela Conrad em 1999 aproveitando o anime e já começamos levando um tiro. Você acredita que esse mangá de 52 páginas custa OITO REAIS? E se fizermos as contas para transformar em um tanko equivalente ao original do Dengeki Pikachu, o valor vai para TRINTA E DOIS REAIS POR UM TANKO. Nossa economia era maravilhosa nos anos 90, não acham? Sorte que a internet discada impedia os otakus de xingarem muito no Twitter (que seria inventado sete anos depois).

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MEU KAMI-SAMA DO CÉU, como assim duas edições meio-tanko de Dragon Ball da Conrad custariam atualmente mais de vinte reais? Agora faz até bastante sentido por que a Conrad teve a ideia de dividir os mangás em dois para aliviar os brasileiros. E pior: na época era quadrinho barato, porque os da Marvel e DC custavam quase o preço de uma casa própria!

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A JBC entrou no mercado em 2001 lançando quatro mangás de uma vez: Sakura Card Captor, Samurai X, Guerreiras Mágicas de Rayearth e Video Girl Ai, todos com formato menor que o da Conrad e papel jornal (Rayearth era um pouco maior e um pouco mais caro pra ficar parecido com o original). Quem diria que aqueles 2,90 hoje em dia renderiam um tanko de quinze reais?

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E quando a Conrad decidiu lançar Evangelion, ela fez um formato bacanudo, papel legal e páginas coloridas nas edições ímpares. Pena que o luxo foi agregado ao valor, porque se fosse uma versão tanko o Evangelion custaria salgados VINTE E UM REAIS hoje em dia.

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A surpresa foi quando a Panini decidiu entrar no mercado de mangás lançando o sonífero e ultrashippado Gundam Wing num formato minúsculo que contribuiu para o aumento do grau de miopia em parte dos otakus de 2002. E o que dizer do valor? Bem, está compatível com os mangás de hoje, mas tinha uma qualidade sofrível…

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O valor mais justo continuou sendo aplicado nos lançamentos seguintes da Panini, Éden e Peach Girl (ambos canceladíssimos pela editora, e o primeiro foi ressuscitado por Cassius Medauar na JBC). Mesmo assim… meio carinho um mangá de quase quinze conto em sentido ocidental né não?

Vamos esquecer agora os meio tanko e partir pro tanko?

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O primeiro tanko brasileiro foi lançado pela JBC, que cobrou exatamente o valor de dois meio tanko. Convertendo para nossa desvalorizada moeda de hoje, vemos que o preço era uma pequena faca perfurando nosso coração enquanto um Mokona faz um cameo no fundo.

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Vamos para um dos primeiros tankos da Conrad (não foi o primeiro, mas é o que eu curto mais então XIU). A qualidade da edição e do papel se comparam ao que temos nos mangás de hoje, e coincidentemente o preço está quase igual também. Se Slam Dunk vier a ser republicado no Burajiru, capaz de sair até mais caro…

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Já um dos primeiros tankos da Panini tem um preço bem próximo dos atuais. E a minha edição comprada na época também está impecável até hoje, ou seja, se você quiser sofrer lendo a saga do Arima o negócio não vai soltar página na tua mão.

E como seria um mangá de luxo?

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Resumindo: nunca foi fácil ser otaku no Burajiru. E pelas contas, podemos até dizer que os mangás de hoje estão até um pouquinho mais baratos do que eram há dez anos. E se compararmos com os publicados no final dos anos 90, a gente tá é saindo no lucro.

No entanto, analisando os valores podemos ver que mangá sempre foi diversão para pessoas com melhores condições de valores aquisitivos. Mas aí já é outro problema.

Os Bastidores do Lançamento de One-Punch Man

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Todos os anos, a rede Globo gasta milhões de reais com os direitos de transmissão do Carnaval paulista e carioca, assim uma das festas culturais mais importantes do país acaba virando apenas Fátima Bernardes e Chico Pinheiro falando merda sobre assuntos que eles não dominam. Ao mesmo tempo, só que por um custo de um Guaracamp e uma coxinha mordida, a RedeTV faz a melhor cobertura carnavalesca, botando Nelson Rubens para comandar um grupo de ex-bbbs gostosas mostrando os bastidores do carnaval. E por que estou contando essa história no Mais de Oito Mil em vez do meu novo site televisivo, o Coisas de TV? Bem, porque faz parte do assunto…

Hoje rolou o lançamento de One-Punch Man numa badalada livraria de São Paulo com a presença de toda a imprensa especializada (pff). Teve distribuição se pôsteres, palestra de Beth Kodama, Bruno Zago e Levi Trindade, lotação de otakus, cheiro de salgadinho vencido, anúncio de mangás, alfinetadas na concorrência e muita coisa clichê de eventos do gênero. Provavelmente você já leu sobre tudo isso no Jbox, Chuva de Nanquim, Gyabbo e até mesmo naquele site lá que me censurou uma vez, então o que eu poderia acrescentar de novo? Falar das indiretas à concorrência? Mas isso já está batido! Comentar que o maior receio de Beth Kodama é com a Dilma? Isso seria sensacionalismo barato. E se eu fizesse o meme do trote de Beth com a Beth Kodama?

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Até ficou legalzinho, mas minha terapeuta diz que eu preciso sair da zona de conforto, então a melhor saída é redetvlizar e mostrar o que ninguém mais mostra, os bastidores deste grande evento da Panini! Tirei algumas fotos com meu tablet da Galinha Pintadinha e mostrarei para vocês leitores que ou não puderam estar presentes ou (melhor) preferiram não ir nesse encontro que transbordou em lotação e virgindade. IKIMASU!!!

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Estão vendo essa grande aglomeração de pessoas que mais parece cena de filme de apocalipse zumbi? Então, é o que damos de cara quando chegamos na palestra após 5 minutos do começo. O local já estava todo tomado por essas criaturas cheias de mochilas e que fazem qualquer coisa por um poster, um marcador de página ou um prato de yakisoba.

Por ter ido correndo ao evento, obviamente cheguei mais suada que os personagens de Velho Chico, aí fiquei um tempo ao lado de dois kareshis:

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Sim, meus kareshis são o DVD do show do Adam Levine e um ar condicionado portátil que equilibrou minha temperatura corporal a valores aceitos na CNTP. Recuperada, voltei à palestra e acompanhei com vergonha os urros quase sexuais dos otakus toda vez que Beth anunciava um título de nome estranho. No fim, eles anunciaram essas capas aí embaixo e o lançamento exclusivo de uma linha de bolas de vôlei aproveitando a olimpíada no Burajiru. Só não digo que a editora deu uma bola dentro porque, como aprendi em Haikyuu, pontuação no vôlei não é quando se enfia uma bola dentro.

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Mas e o que acontece no after? O que rola depois que o Jbox e o Gyabbo encerram suas coberturas? É justamente isso que quero mostrar. O público sai do evento como se a área do palco fosse um Xbox 360 prestes a explodir por superaquecimento, restando apenas a imprensa especializada (pff) e uma parte do público com um mesmo objetivo em comum: alugar o editor responsável, no caso Beth Kodama.

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Ela se vê cercada de criaturas sem vida social cujo único prazer no final de semana é incomodar um editor pedindo fotos, Jojo no Burajiru ou apenas pra ver se ela pode liberar o banner do cenário.

Após tudo isso, a imprensa especializada (pff) realiza uma reunião da panelinha e sai para comemorar a cobertura bem feita indo para o bar mais próximo. Para fins jornalísticos, me infiltrei no grupo de blogueiros na intenção de descobrir o que bebem, do que se alimentam e se em locais normais eles se comportam de maneira menos vexatória.

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Observe como eles estão tão à vontade no bar escolhido que nem perceberam o meu tablet azul registrando tudo em fotos com baixíssima definição. Pois é, pelo visto a imprensa especializada (pff) são pessoas como todos nós, que vão para o bar após um dia de trabalho e querem apenas beber uma cerveja pra falar mal dos outros, certo?

ERRADO!!!

Porque com a exceção de Judeu Ateu (nosso muso colírio de 2015 eleito por voto indireto) e Lucas mascote do Jbox que tomaram uma cerveja, todo o resto da Imprensa Especializada (pff) saciou a sede com bebidas encontradas em reuniões de virgens (como em festa de criança ou encontro de jogadores de card games). Observem a quantidade de embalagens de coca-cola e de garrafas de água encontradas nessa foto tirada com minha habilidade ninja:

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Assim terminou minha aventura e segui meu caminho até um bar com meus tomodachis que bebem coisas alcoólicas e falam sobre piroca. Voltamos aqui no dia 9 de abril para a cobertura de mais um evento, o esperado Henshin +!

Aliás, o que aconteceu afinal com a Beth enquanto toda a imprensa curtia uma bebida cheia de gás?

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Editor do selo Ink Comics ataca no crossfit

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Sabemos que o único esporte praticado pelos otakus é repetir a piada envolvendo Dragon Quest e a disposição do Togashi para continuar Hunter x Hunter, então uma escola de crossfit na Vila Mariana pensou “e se fizéssemos um publieditorial convidando um editor de quadrinhos para fazer uns exercícios aqui?”. Como Cássius Medauar estava ocupado esperando o material de Akira e espetando um voodu com o rosto dos redatores do Jbox, sobrou para Marcelo Del Greco a tarefa de elevar seu cosmo até o sétimo sentido e ser registrado em vídeo para a Revista MyBOX.

Como sei que ninguém teve a paciência de ver o vídeo que até dei RT ontem, e como percebo o potencial de zoeira de botar um editor de quadrinhos praticando exercícios que vão além da técnica da esquiva de responder sobre o que se trata o próprio selo editorial, peguei os melhores momentos do vídeo e transformei em GIFs animados para comerem sua banda de internet móvel!

“Mas Mara, sua gorda que está pagando academia há meses sem ir, isso aqui é o Mais de Oito Mil, não o Ego! A pauta vai ser mesmo falar sobre um editor de um selo que ninguém entendeu até hoje?”

Claro que sim, afinal o blog é meu. Mas como percebi que realmente tem pouca relevância com o blog, vou intercalar os GIFs animados com capas de mangás do selo Inc Comics. IKIMASU????

Primeiro vemos o coach gostoso ensinando como se deve fazer o exercício da remada:

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E aí entra o Marcelão com a força de vontade de quem tem que editar To-Love Ru:

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Mangá Bullet Armors, da Ink Comics

Mangá Bullet Armors, da Ink Comics

O próximo exercício demonstrado pelo coach gostoso consiste em repetidamente conferir se a tomada do seu videogame está ligada e depois em pular para pegar o jogo que você quer no topo da estante:

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Vamos ver se o Marcelo Del Mito conseguiu executar bem?

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Mangá To Love Ru, da Ink Comics

Mangá To Love Ru, da Ink Comics

O próximo movimento do coach gostoso está aqui apenas pelo fanservice mesmo.

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Vamos lá ver o Marcelo?

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Esse post está divulgando um publieditorial que não ganhei um centavo? Sim, mas é por momentos como estes que sentimos que vale a pena todo o tempo e dinheiro que gastamos na Internet. E fica a dica para qualquer escola de Crossfit: quer atrair os otakus? Faz um publi desses convocando a Impensa Especializada (pfff) pra fazer exercícios e vocês vão ver o que é uma explosão de vergonha alheia visitas.

Analisando Especial: A segunda parte de Digimon Tri tá puxadíssima

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Nossa, nem parece que já se passaram vários meses desde que o público otaco foi ao delírio com um OVA capitalista feito pela nossa amada Toei Animation para comemorar o aniversário de Digimon e a falta de dinheiro em caixa para contratar animadores pra Dragon Ball Super e Sailor Moon Crystal. IKIMASU então ver o que rolou nos novos 4 episódios desse anime que não faz muito sentido existir? Claro que sim!

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Após uma pequena introdução com texto pseudo-filosófico, somos apresentados a uma figura maligna em tons escuros que obviamente é o vilão dessa série. E se você se perguntava “quem poderia estar por trás das malvadezas desse negócio?”, bem… a resposta pode não te empolgar muito…

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SIIIIM, a Toei ressuscitou o Imperador Digimon, vilão da flopadíssima segunda temporada do anime. Tão flopada que os personagens dela morreram nos primeiros frames de Digimon Tri e os outros personagens se importaram em belos ZERO POR CENTO.

Bem, durante o desenvolvimento da história de Digimon Tri, alguém na Toei falou “gente, isso aqui é uma série curta com personagens jovens, precisamos seguir os clichês dos animes do gênero”. Todo mundo concordou e decidiram fazer…

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Como todo bom filler em termas, o episódio só serviu para colocar os personagens em yukatas, participando de festivais sem nenhum figurante e para rolarem umas conversas nos ofurôs. Na verdade, o mais surpreendente foi ver que rolou aquele clichêzão das pessoas invadindo o banheiro do sexo oposto e rolando uns corpos à mostra. E o que isso tem de surpreendente? É porque os corpos exibidos FORAM OS DOS HOMENS!!!

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Realmente deve ser uma situação desconfortável ser exibido assim num anime. Continuando, o episódio também mostrou os adultos não querendo colocar as crianças nas lutas contra Digimons infectados, por isso eles deram para o exército uma arma que retarda monstros digitais. Até imagino a composição desse negócio…

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#Tri 06

No sexto episódio, Digimon Tri continua seguindo a cartilha dos animes escolares usando temas requentados:

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SIIIM, o clássico Festival Escolar é o novo arco de Digimon Tri. Mimi e a nova personagem Mei decidiram fazer uma espécie de Maid Café, mas com cheerleaders. E, enquanto isso, o Digimon do final do episódio passado reaparece destruindo tudo. Mimi e Mei estavam perto e têm umas ideias bem bosta:

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MIMI DERRUBANDO A MÍDIA GOLPISTA COM GOLPES DE ESPINHOS EM VEZ DE ABAIXO ASSINADO NO AVAAZ!!!!

Já do lado de fora do cerco policial, os digiescolhidos se perguntam quem é que estaria por trás de tudo isso, sem notar uma pessoa que de cabelos azuis, óculos e uma capa andando ao lado:

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Por ter aparecido na televisão ao lado do digimon, Mimi começou a sofrer bullying pelo núcleo Meninas Malvadas da escola, e entra num sofrimento inexplicável porque né… o anime é com pessoas maiores e a Toei sente necessidade de colocar profundidade.

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E, enquanto isso, os digiescolhidos ganharam um reforço de peso e de poucos frames de animação:

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#Tri 07

E continuando com o desenvolvimento à lá Maria do Bairro em que todos os personagens precisam sofrer muito, Joe chegou ao episódio 7 sem participar de nada, apenas porque precisa decorar fórmulas químicas e ler Machado de Assis:

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Incomodado por ser deixado de lado, Gomamon foge de casa e… isso mesmo… começa a sofrer:

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E enquanto isso, a tal da Mei já está bem integrada ao padrão atual dos animes da Grande Nação Japonesa:

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Percebendo que os digiescolhidos estavam perdendo espaço para dos dramas de Joe e seus conflitos vestibulísticos, Matt e Tai decidem tretar pra descobrir por que a digievolução do Omegamon se desfez no episódio 4. Imagina só quando eles descobrirem que nem a Toei faz ideia do motivo…

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#Tri 08

O festival continua e os digimons participaram de um concurso para melhor alvo para fanáticos por furry, e quem levou o prêmio foi o digimon da Mei, o Meucumon. Vale comentar que ele ganhou porque os jurados acharam que os digimons participantes eram crianças de cosplay, algo que parece ser tão coerente quanto o não-envelhecimento do Ash em Pokémon:

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Após esses momentos enrolativos, a Toei precisava arranjar uma desculpa rápida para o vilão atacar pois já estamos na metade do último capítulo dessa parte, então os personagens adultos misteriosamente perdem toda e qualquer inteligência e começam a agir feito imbecis apenas porque é conveniente para o roteiro:

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Pronto, as forças do mal estão atacando e todos os digiescolhidos voltam a ter função na trama!

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Infelizmente, o estúdio da Toei não comportou todo o elenco na distorção, então só uns digimons vão atrás. Pelo menos tivemos a revelação de quem é o vilão para os personagens:

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Maravilhoso que citam o nome do Ken e tanto TK quanto a Kari, QUE ERAM PROTAGONISTAS DO DIGIMON 02 JUNTO DELE, estão com uma puta cara de “quem é esse cara?”. Melhor ainda é ver que rolam umas digievoluções inéditas pra pagar pau das megaevoluções de Pokémon e os personagens estão tão perdidos quanto nós nessa sandice da Toei:

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Aí descobrimos que Meucumon é quem estava infectando os digimons, e ficamos sabendo disso porque ele digivolve pra um gato macabro e MATA o Leomon em uma cena no finalzinho do episódio apenas para os otários sentirem vontade de ver o fim dessa merda em setembro.

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Puxadíssimo, heim Toei??

Jbox vaza lançamento de Hokuto no Ken e otakus ficam furiosos… COM QUEM VAZOU!!!

11 mar hokuto-no-ken-jbc-CAPA

No mais recente caso de aberração cognitiva, os otakus do nosso querido Burajiru continuaram se superando. Tudo começou quando o senpai desde blog, o site Jbox, fez uma delação premiada vazando um dos próximos mangás que serão lançados no nosso país. IKIMASU ver o print:

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Embora eles tenham falado que não foi divulgada ainda a editora, sabemos que o Jbox usa como artifício a técnica das informações ocultas, descrita em antigos pergaminhos de ninjutsu como a arte de colocar informações nas tags:

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Você leitor pode achar que isso é apenas uma pegadinha de primeiro de abril, algo que o Jbox inventou agora apenas para garantir audiência nesses tempos que as notícias mais relevantes são divulgações de character design dos animes de Boku no Hero Academia e Orange, mas vamos lembrar que essa bola já vem sendo cantada há muito tempo

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Isso tudo seria motivo de comemorações, tanto para os otakus por ganharem um mangá tão relevante quanto para a JBC por conseguir fugir do clichê de lançar títulos do mesmo desenhista de Another, mas não foi bem o que aconteceu. Rolaram muitas críticas após essa revelação. Críticas à JBC? Não. Críticas ao papel transparente? Tampouco. As críticas foram AO SITE QUE DIVULGOU ESSA NOTÍCIA.

Por uma razão que escapa à lógica, os consumidores de mangá tomaram as dores da empresa (que já encarou vazamentos anteriores como Knights of Sidonia e UQ Holder) e estão criticando o Jbox por ter divulgado isso antes da própria JBC, supostamente “estragando a surpresa”.

Minna, por favor, isso aqui é notícia de aúncio de mangá, não spoiler de Game of Thrones. Se uma editora não consegue impedir que um título que será anunciado vaze, não é função da imprensa especializada (pff) guardar segredo apenas para fazer a alegria de editor(a) de mangá que quer ser destaque em palestra com 50 otakus. Reclamar do vazamento é se importar mais com o espetáculo do anúncio do mangá que pelo próprio título em si.

E quanto aos que duvidam da “credibilidade” de um site que não se contenta apenas em publicar releases pra agradar os outros (não que eles não façam isso…), vamos lembrar que 99% dos vazamentos do Jbox foram confirmados e perfeitos…

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…mas aquele 1% ainda é o Jobs vagabundo

Meu Passado Otaku – A revista de anime que publicou… um Boletim de Ocorrência (!!!)

7 mar porrada-no-peixoto-capa

Não sei vocês, mas já ouvi muito caso de gente que brigou de verdade por causa de alguma indiretinha dada num post de Facebook. Ou seja, quer dizer que as discussões físicas começaram a existir apenas com a invenção das redes sociais? Claro que não, pois o nosso arcabouço da memória otaku do Burajiru tem um exemplo maravilhoso de uma briga que rolou lá pelos idos dos anos 90 e que foi publicado em capítulos mensais pelas revistas informativas na época. IKIMASU acompanhar como rolou a treta entre Sérgio Peixoto, editor da revista Animax, e Marcelo Del Greco, então redator da revista Herói.

No auge das revistas informativas, que nada mais eram que versões analógicas dos blogs que hoje postam apenas notícias do Anime News Network e resuminhos pedantes com impressões dos animes da temporada, havia uma rixa entre várias publicações. Tínhamos a pioneira Herói, a Heróis do Futuro (cujo diferencial era oferecer cenários dos cavaleiros pra você recortar e montar suas próprias colunas jônicas) e a revista Animax, única realmente especializada na cultura da Grande Nação Japonesa. E num belo dia dos anos 90, se um leitor comprasse a edição número 21 da Animax encontraria algo MUITO INUSITADO na parte editorial da revista. Confira:

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Acredite, quando eu disse que encontraria algo muito inusitado eu não estava falando desse design maravilhuóso que apenas os anos 90 podiam nos proporcionar (o que é essa Lucy no fundo da página??), e sim do conteúdo. Um relato de Sérgio Peixoto contando como foi agredido por Marcelo Del Greco, escrito com toques poéticos e ganchos para que a história se tornasse a próxima saga do torneio de luta desse shonen protagonizado por jornalistas. Vamos dar um zoom e conferir como foi essa treta, né?

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Resumindo esse trecho: incomodado com a qualidade editorial de uma matéria sobre Evangelion na Herói, uma pessoa aí escreveu no site da Animax uma crítica sobre a crítica e isso incomodou muito Marcelinho, que após os 27 minutos necessários para conseguir se conectar à internet nos anos 90 se enfureceu e decidiu procurar Sérgio Peixoto para tirar satisfações. O que será que aconteceu depois????

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Não sei se achei mais emocionante a comparação dramática com futebol, provavelmente prevendo a estreia de Super Campeões na Manchete, ou se foi ver que os amigos do Peixoto são apelidados como os personagens de Mighty No.9 (aquele jogo que vem competindo com o Star Fox Zero para saber quem sai por último). Mas o relato do editor da Animax terminou com algumas perguntas ao rival:

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Depois de mais poesia, Sérgio Peixoto fez o que achamos inimaginável. Se já nos parecia bem absurdo a discussão pública que rolou no grupo da Ação Magazine entre os editores da revista, imagine que nos anos 90 uma página inteira de uma revista especializada em coisas da Cultura Mais Rica foi ocupada por um BOLETIM DE OCORRÊNCIA. Se o Mais de Oito Mil existisse na época, com certeza isso renderia pautas por um mês inteiro (provavelmente o tempo que vocês leitores levariam para carregar todas as imagens na internet discada).

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Impressionante, né? A história ainda se arrastaria um pouco mais, pois a revista se preocupou até em dar o desfecho da história aos leitores, informando em um segundo editorial que Marcelinho foi condenado a pagar uma multa e o caso foi encerrado.

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O tempo passou e ninguém sofreu calado. Sérgio Peixoto comprou um megafone e começou a cuidar de eventos de anime enquanto Marcelo Del Greco arranjou um trampo na editora JBC como editor de revistas informativas e de mangás. Já as respectivas revistas informativas, Herói e Animax, morreram e hoje sobrevivem apenas através de um livro recentemente lançado e um grupo no Facebook.

(Obrigado ao leitor Conrado pela ajuda em encontrar essas imagens)