Archive | outubro, 2016

Como identificar um namoro otaku abusivo através das notícias sobre o Akira da JBC

31 out jout-jout-otaka-capa

Com o advento das redes sociais e dos canais de autoajuda no YouTube que falam sobre relacionamentos, ficou muito mais fácil identificarmos padrões nos namoros que são opressivos para algumas pessoas. Se antigamente o ideal era você aguentar calada um marido ou namorado folgado, hoje sabemos que com o empoderamento e a autoconfiança podemos nos livrar sim daquele encosto que só nos coloca pra baixo e nos oprime. Por causa disso, também entrarei no filão dos posts falando sobre namoros abusivos, e ilustrarei meu texto com lindas imagens de notícias sobre o mangá Akira da JBC. IKIMASU!!!

Algumas vezes você tem um crush muito grande naquele cara que é ultradisputado. Todo mundo o quer, e você pensa “será que ele um dia vai me notar?”. Até que, um belo dia, ele aceita um compromisso com você e você divulga seu namoro da forma mais pomposa possível:

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Namorar uma pessoa que você sempre sonhou pode ser ótimo, mas também pode ser o começo do seu pesadelo. Algumas vezes, pessoas muito disputadas se sentem superiores às demais e passam por uma estratégia chamada de ghosting, ou seja, elas passam a ignorar suas mensagens. Os planos de um casamento, por exemplo, começam a ser adiados para daqui a pouco meses:

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Tal comportamento vai te deixando aflita. Quando as pessoas te perguntam “como vai o seu namorado gato?” você responde “ah, vai bem” quando na verdade pensa “eu não faço ideia de onde ele esteja agora”:

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Meses vão se passando e seu namorado é mais ausente que a linha de mangás da Nova Sampa. Seus amigos já perceberam que você tem falado dos seus planos com o mozão há tempos, mas as novidades sobre o relacionamento de vocês na verdade surgem em doses homeopáticas:

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Até que você percebe que não adianta mentir para você mesma e nem para seus amigos. O negócio é mandar a real e contar que aquele crush não te respeita tanto assim, mas “que quem sabe ele pode me tratar melhor nos próximos meses?“:

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Moral da história: pare de valorizar esses Akiras da sua vida que tanto abusam de você e dê mais chance para os pisa brite transparentes que soltam tinta. Eles podem não ser os mais bonitos, mas estão sempre aí pra você.

BOMBA! Ash perdeu o BV no final de Pokémon XYZ!

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Os animes são produtos midiáticos que servem para que os espectadores vivam experiências de catarse que nunca teriam no mundo real. Com Pokémon, por exemplo, os otakus podem viver a experiência de viajar pelo mundo, capturar criaturas fantásticas e não envelhecer por 20 anos. Bem, o último episódio de Pokémon XYZ exibido hoje na Grande Nação Japonesa trouxe mais um evento que os otakus podem viver apenas em seus sonhos: o protagonista deu seu primeiro beijo.

Atualmente na série o Ash está na Otario Tour, fase tradicional no final das temporadas em que ele se despede de todos os bons Pokémon que capturou e dos amigos que fez naquele continente para que ele possa chegar otário e sozinho na próxima região. E no episódio de hoje rolou a despedida com Serena, que é o parzinho romântico da temporada que rende shipping com o protagonista na internet.

Porém, pegando todo o público de surpresa, Serena se revoltou com o clichê da coadjuvante feminina ser dispensada da série com um “até mais” e um tapinha nas costas e, antes de ir embora, ela fez o que vinha querendo desde sua aparição. Deu um beijo no Ash aproveitando a despedida numa escada rolante.

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Quer dizer, foi o que o anime deixou subentendido. Pokémon é uma série para crianças, por mais que alguns fãs possam insistir em futuros distópicos e violência com palavrões em fanfics, então o beijo não foi mostrado, apenas os pés dos personagens e a reação posterior dos outros secundários. Alguns fãs da série já estão revoltadíssimos e falando que o primeiro beijo foi no final do filme 5, mas por favor né mores… beijar um Pokémon que assumiu a forma de um ser humano tá longe de ser perder o BV.

Parabéns, Ash Ketchum, depois do público te shippar com a Misty, May e a Dawn (com a Iris não porque os fãs não gostam dela por algum motivo), finalmente Serena tomou a iniciativa para te tirar o BV. Agora é só torcer para que o mesmo aconteça com o encalhadíssimo público.

O vídeo pode ser visto no tweet japa abaixo:

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Cavaleiros do Zodíaco tem a melhor e mais decadente festa de lançamento de TODOS OS TEMPOS

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Quando alguma emissora de televisão faz uma contratação de peso, um lançamento ou mesmo quando chega aquela época em que há a necessidade de se divulgar a programação do ano, é mais do que certo uma festa de arromba com quitutes e celebridades a rodo. E com a contratação de Seiya e os outros para fazer parte de seu casting, a Rede Brasil (não confundir com a pública TV Brasil e nem com o Canal Brasil das chanchadas) tratou de oferecer uma festa para comemorar o grande marco que é a exibição de uma série de 30 anos de idade.

A Rede Brasil não é necessariamente uma emissora conhecida, inclusive está longe de fazer parte da série B dos canais. O maior destaque em sua programação é, com certeza, a exibição de séries clássicas que alguns questionam a procedência. Em alguns casos, como na exibição de Power Rangers, rolou até uma intervenção da própria dona da marca para que se interrompesse a transmissão. Mas não é o caso de Cavaleiros do Zodíaco, cujo contrato foi assinado diretamente com os donos do direito no Brasil e no Japão e é oficialíssimo!

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A conquista dos direitos de um programa que fez sucesso no Brasil vinte anos atrás foi o bastante para que se fizesse uma grande festa transmitida ao vivo. O palco escolhido foi o programa Em Revista do apresentador Evê Sobral, um veterano da televisão brasileira que faz parte de um casting que contém Nani Venâncio, Décio Piccinini e Lucimara Parisi. Munido de piadas de duplo sentido e de uma falta de paciência faustonesca para problemas frequentes na exibição, os (poucos) espectadores da Rede Brasil presenciaram um espetáculo que era o mais puro creme da vergonha alheia e do constrangimento televisionado.

Logo no começo o apresentador fez questão de fazer o merchanzinho de todos os profissionais que ofereceram os comes e bebes. Se num lançamento de novela da Globo rola canapés requintados e muito champanhe, o lançamento de Cavaleiros do Zodíaco no programa do Evê Sobral foi bem mais brasilzão: bolos de aniversário com docinhos, paçoca, uma barca de sushis e sashimis fritando com a elevada temperatura ambiente e, para refrescar, um carro servindo chopp para os milhares de convidados da festa. Aliás, maravilhosos convidados.

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O espaço do Em Revista, que é quase um Encontro com Fátima só que sem a presença de atores da Globo ou de especialistas relevantes, ficou pequeno para comportar todo um rol de subcelebridades. O nível dos convidados parecia uma refinada curadoria que pescou os mais irrelevantes famosos que não chegam a ir nem ao menos nos gameshows do Gilberto Barros (ou seja, Kasinão não estava presente). Podem achar que estou sendo maldosa com essa descrição, mas você há de concordar que um evento cujo convidado mais relevante é o Yudi ex-Bom Dia & Cia não é necessariamente o evento com as pessoas mais famosas do mundo. Ainda no campo dascelebs rolaram cameos de Nani Venâncio, do primeiro Patati e do presidente da emissora (empolgado em fazer mais e mais referências ao chocolate Pan, um dos oferecimentos do programa).

Mas a festa de lançamento de Cavaleiros do Zodíaco não estaria completa sem a presença de celebridades do munto otaku e geek, não é mesmo? Vamos para a lista de chamada: Marcelo del Greco e Cassius Medauar (editores da JBC), Fernando Muccioli (tradutor de Saintia Shô), Claudio Prandoni (jornalista do Uol Jogos), Renato Siqueira (especialista entendido no assunto), José Carlos (Estagiário do site dos Cavs), Ricardo Cruz (cantor do Jam Project), Larissa Tassi (primeira cantora da série)… nossa, a lista não vai terminar nunca e ainda há muita subceleb a ser listada. Isso porque nem ao menos falei dos dubladores, cantores, cosplayers e todas as pessoas que transformaram o palco de Evê Sobral num compacto do que há de mais aflitivo na programação dos eventos de anime do Brasil.

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Como estamos falando de televisão brasileira, claro que rolaram convidados que se viram em uma situação constrangedora por minimamente pertencerem a esse universo. Foi o caso do presidente do consulado do Japão, convidado apenas para dar credibilidade à festa, que não soube o que responder quando Evê Sobral lhe perguntou se havia assistido a Cavaleiros do Zodíaco com a dublagem brasileira. O apresentador, aliás, conseguiu nos divertir com um sincericídio exagerado quando sempre lembrava que a Rede Brasil ainda não terminou de baixar os episódios das séries do servidor da Toei porque eles são muito grandes.

Mas não pense que durante duas horas tivemos apenas subcelebridades otakas e propagandas de remédio para impotência sob o som de Pegasus Fantasy em loop, pois falta uma parte que completa o tripé dos programas de auditório brasileiro: mulheres. Após um bloco de homens que dedicam suas vidas a divulgar e enaltecer um anime de décadas atrás, Evê Sobral sempre cortava para alguma convidada feminina para trazer de volta a audiência. Por isso estava presente no palco a atual capa da revista Playboy, Nyvi, a primeira nerd a colocar os pés e os pelos pubianos na publicação em declínio. A inserção pontual de belas mulheres atingiu o ápice dos eventos randômicos da noite quando num momento rolava um papo com profissionais relacionados a Cavaleiros do Zodíaco e, em menos de 10 segundos, o assunto se transformava num convite oficial para Evê Sobral ser presidente do juri de escolha da Miss Pará, com a presença da própria no palco, de faixa e tudo.

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Pela quantidade de convidados, os presentes tiveram pouco tempo para falar algo mais constrangedor (até porque Evê estava uma Susana Vieira completamente sem paciência com as pessoas que estavam começando). Chamou a atenção apenas Yudi revelando que ligava na Globo para assistir a Dragon Ball Z e o papo sobre hentais da Bulma que surgiu num papo descontraído entre Tânia Gaidarji (a dubladora da personagem) e Marcelo Del Greco (sempre ele).

Esse foi a grande festa de lançamento de Cavaleiros do Zodíaco na Rede Brasil. Quer dizer, foi também a festa de lançamento de Dragon Ball Z, mas nem se falou direito nesse assunto (e nem ao menos levaram convidados relacionados à franquia de Goku). O programa do Evê Sobral desta última terça-feira teve uma cara de programa dos anos 90 por contar com merchans descarados, subcelebridades esquecidas e um improviso moleque que caracterizava a nossa televisão. Longe de ser uma crítica, é até bem condizente com a proposta de festejar a conquista dos direitos autorais de um desenho animado que fez sucesso no começo dos anos 90.

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Em tempos de redes sociais, sites de streaming e televisão on demmand, a Rede Brasil consegue oferecer a mais pura experiência de duas décadas atrás ao exibir um anime num horário fixo e com uma cobertura limitada. Parabéns, Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z, vocês conseguiram mostrar que há algo muito mais abaixo que a RedeTV ou mesmo a série Ômega.

Fanfiqueiro de Pokémon pensa em desistir de livro e apostar no YouTube

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Aqui jaz o sonho de incentivar a leitura de jovens e crianças brasileiras através de uma fanfic de Pokémon passada num futuro distópico cheia de morte, palavrões e violência. Como vocês devem ter acompanhado por todos os posts do Plantão da Fanfic Pokémon, o autor de Ash vs Red queria fazer sua história virar realidade, então foi atrás da Nintendo para clamar por direitos autorais. Pois é, pelo visto a coisa não deu tão certo assim.

Segundo um email que o próprio divulgou em suas redes sociais (mas que excluiu depois por ter visto o sincericídio), a pessoa que o ajudava na parte editorial e de ir atrás do licenciamento falou que o preço para trabalhar com a marca de Pokémon é altíssimo, e o livro precisaria ficar meses entre os best-sellers para compensar o investimento e olhe lá. Tal informação abalou o autor da fanfic, afinal ele nunca havia pensado que a licença era cara.

Como este é um momento triste, tomei a liberdade de colocar o icônico GIF do Seiya chorando. Por favor imaginem ao fundo a música triste da série.

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Mas não tema, pois quando Arceus fecha uma porta, a Equipe Rocket logo abre uma janela. Além do plano de lançar um jogo usando uma propriedade intelectual que não lhe pertence (e sabemos como a Nintendo ama essas homenagens), o autor da Fanfic decidiu transformar o seu épico pós-moderno em um canal no YouTube.

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Sim, agora poderemos ver o Ash ditador de um futuro distópico mendigando curtidas e comemorando a cada 100 seguidores. A informação foi divulgada nas redes sociais meio que pra medir a recepção do público. A reação, como era de se esperar, foi super positiva. Tanto que já tá rolando até vídeo com prévia com dubladores etc.

Parabéns ao autor pela decisão de manter a história no YouTube, afinal sabemos que não há qualquer caso de vídeo caindo por infringir direitos autorais tanto da Nintendo quanto da produtora do anime.

Marcelo del Greco e estagiário dos Cavs serão os apresentadores do anime no Brasil

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Enquanto os outros países do mundo têm um histórico de exibir os desenhos animados e pronto, nós no Brasil temos o costume de atrelar algum apresentador ao negócio. Inclusive os desenhos japoneses! Os Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo, já ganhou apresentação de Dudalegria, Patty Beijo, a transcendental Mitsui e, por último Kelly Key. Ja Dragon Ball Z teve mais sorte (?) por contar com Kira e Geovana Tominaga na época que ela era uma pessoa que estava só começando. Com a reexibição do anime na TV aberta como parte do plano de resgatar os anos 90 por pura falta de desapego, claro que a Rede Brasil iria arrumar alguém para apresentar Seiya e os outros. E na falta de um apresentador, teremos DOIS.

Isso mesmo, caro otaquinho. Para a tarefa de anunciar o episódio do dia, falar das novidades otacas e ainda falar que rolou muita conspiração e paranoia no capítulo de hoje, os escolhidos são nada menos que MARCELO DEL GRECO e JOSÉ CARLOSA informação foi divulgada no evento de lançamento do mangá Saintia Shô. Em uma espécie de talk show, o dono da marca no Brasil confirmou que essas duas pessoas terão um programa. Temos uma foto do encontro dos dois apresentadores com direito a uma constelação de vergonha alheia que surgiu numa foto com baixa resolução:

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Ok, Marcelão (que já nos surpreendeu em maravilhosas aulas de Crossfit) é o maior fã vivo dos Cavs e uma das pessoas que sobreviveram sem sequelas cerebrais causados pelo roteiro furado da série, mas quem é esse tal de José Carlos que acabou de surgir no meio otaco e já conseguiu o super papel de destaque como embaixador do anime do Kurumada no Burajiru? Pelo que pudemos apurar, ele se trata de um estagiário do Site dos Cavs e também o Cavaleiro da Constelação de Boi de Piranha que Vilarinho invocou para escapar do mico de ter que apresentar esse negócio.

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Del Greco se preparando para apresentar anime na TV

Embora a gente não saiba se Marcelão e JC têm o que é preciso para esmagares este Cloth Myth, poderemos ter uma prévia na próxima terça-feira (25/10), ao vivo, porque toda a Caravana do Zodíaco irá ao programa do Evê Sobral comemorar o lançamento dos animes dos anos 80. Não percam!!!

Brasil sediará primeira competição masculina de Keijo!!!!!

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Por mais que toda a Imprensa Especializada (pff) tente te convencer que o anime da temporada é Yuri on Ice por causa da qualidade de animação e do roteiro delicadZZZZzzzz, sabemos que essa na verdade é a temporada das bundas. Tanto que o anime que mais chamou a atenção da galera otaca foi Keijo!!!!!, série esportiva cujo título foi escrito pelos redatores do Site dos Cavs.

Se você não sabe no que consiste Keijo, basicamente é um esporte em que duas garotas de atributos avantajados são colocadas em uma arena circular no meio de ma piscina, e uma precisa derrubar a outra. Não com armas e nem com retóricas socráticas, e sim com bundadas e peitadas. Sim, Keijo é um esporte fictício em que as participantes usam apenas o bumbum e os seios para tirar a oponente da competição.

Sendo este o anime shonen de esporte/ação mais relevante da temporada, claro que nosso país já ficou de olho nesse esporte para ver se apaga a vergonha em outras modalidades esportivas. Por isso, não foi surpresa ver o que a página O Brasil que Deu Certo compartilhou:

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Isso mesmo que você entendeu! No próximo dia 4 de novembro vai rolar um campeonato de Keijo num hotel para solteiros chamado Chilli Pepper em que homens disputarão quem fica em pé apenas com surras de bunda. Fica difícil saber o que há de mais sugoi nessa notícia, mas meu voto será na arena escolhida: um bar chamado PIROCAS BAR. A competição será na unidade de Belo Horizonte do local, mas fui me informar e descobri que vai rolar uma seletiva em São Paulo no mesmo hotel (que, btw, é impróprio para menores de idade por motivos óbvios) no começo de dezembro.

Seria esse o nascimento de uma nova modalidade olímpica? Os fãs punheteiros de Keijo reclamarão que estão estragando o anime deles por terem objetificado homens em vez de mulheres? Será que o hotel Chilli Pepper aceitará uma cobertura jornalística do Mais de Oito Mil na seletiva Paulista? Só sei que aguardo momentos como esse no live-action brasileiro:

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Novela da Globo sobre japoneses tá um fracassão de público e crítica

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Há algum tempo, aqui mesmo no Mais de Oito Mil, economizei ATP em digitação quando reaproveitei um post do site Coisas de TV que analisava a novela Sol Nascente de uma forma parecida com a que eu escreveria por aqui. Para você que passou os últimos 3 meses maratonando as scans de KochiKame e não sabe do que eu estou falando, eu explico: buscando conquistar a simpatia do público otaku, que é exigente com produções de outros países mas acha foda pra caralho o mediano Yuri On Ice, a Globo mandou um de seus autores mais renomados escrever uma novela sobre a força, a determinação e a garra dos japoneses. Como nada disso foi possível, surgiu apenas um Romeu e Julieta tosquíssimo entre uma família italiana e uma família japonesa. Como sinopse ruim não é o bastante para vermos a chance de algo dar errado, claro que cagaram na escalação e enfiaram Giovanna Antonelli representando o lado japonês e Luis Mello com olho bem puxadinho pra fingir que é um japa. Quer saber se isso deu errado? Então… deu MUITO ERRADO.

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Se vocês acompanham sites televisivos do Burajiru devem saber que shoujo Sol Nascente entrou no lugar do shonen de comédia Eta Mundo Bom, que superou qualquer expectativa e deu muito mais audiência que o drama seinen Velho Chico. Então a expectativa era que Sol Nascente mantivesse os bons números de audiência, mas não foi o que rolou, afinal a trama atual tá com quase METADE da audiência da antecessora. Isso é tipo a JBC ficar animada com o sucesso de um Love Junkies e botar um outro mangá erótico pra tentar manter as vendas e o bagulho despencar e… pera, isso aconteceu também.

Mas até aí audiência não quer dizer falta de qualidade, né? Um dos meus doramas favoritos da Globo era o shoujo de realismo fantástico Meu Pedacinho de Chão, e ele não teve tanta audiência assim porque o público não curtiu a estética fantasiosa e nem as lutas psicológicas entre Zelão-kun e Doutor Renato-san. No entanto, a Imprensa Especializada em TV (que também é digna de muitos PFFs) combinou entre si que agora também acham a novela uma grande porcaria. Após dezenas de elogios rasgados nos posts de primeiras impressões (olha mais semelhanças com a nossa Imprensa Especializada), agora todo mundo só tá metendo o pau tanto na escalação de ocidentais para papéis orientais quanto na imaturidade amorosa dos personagens que tá mais para um anime mahou shoujo de crianças do que um anime shoujo.

Pelo visto usar japoneses nas novelas não dá muito certo para a Globo. Lembrando que em 2011 ela estreou Morde & Assopra, dorama que misturava japoneses com arqueologia e o negócio deu um rebosteio tão grande que demitiram todo o elenco oriental e apostaram todas as fichas no arco da Flavia Alessandra com a careca do Saitama querendo destruir o mundo.

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Precisamos conversar sobre kanzenbans de 65 reais

15 out del-greco-kanzenban-capa

Como tem feito nas últimas semanas, a JBC monopolizou o assunto dos otacos nas sextas-feiras ao colocar Marcelo Del Greco vestido de Seiya anunciando as novidades sobre o polêmico kanzenban de Cavaleiros. A Panini até tentou roubar um pouco da atenção anunciando ao mesmo tempo a capa de Slam Dunk e a caixa de Dragon Ball, mas nos grupos e nas redes sociais as pessoas só queriam falar do que ESTE HOMEM trouxe das estrelas:

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Segundo o anúncio da JBC, o kanzenban dos Cavs terá papel especial, capa dura e vai custar nada menos que 65 dinheiros em cada edição, numa periodicidade não definida. Só essa informação já foi o bastante para surgirem muitos especialistas em mercado editorial comentando o assunto, afinal o que a internet mais oferece atualmente é a obrigatoriedade de todo mundo ser especialista em tudo e conseguir comentar todos os assuntos possíveis, de indicações do Nobel de literatura ao combate de doenças.

Na verdade, qualquer coisa que venhamos a falar sobre o sucesso ou não dessa empreitada é um exercício de futurologia. Não temos a menor ideia se isso será um sucesso ou um grande fracasso. Claro que, na minha opinião, eu NUNCA gastaria meu suado dinheiro comprando uma versão luxo de um mangá que eu considero um lixo. Sem contar que eu não curto nem um pouco capa dura, nem pra livro e muito menos para quadrinho. Enfim, mas não podemos negar que há muitos fatores jogando a favor da JBC: a fanbase dos Cavs tem pouco discernimento e chega a comprar horrorosos bonequinhos a peso de ouro apenas em nome da tão falada nostalgia. É como se Cavaleiros do Zodíaco fosse uma fanbase diferente dos otacos, que se sustenta independentemente do mercado nacional. Quanto ao preço, também está bem próximo dos praticados pelas edições de luxo de qualquer outro quadrinho no Burajiru: encadernados da Salvat são caros, os da Panini também e aqueles capa dura da Abril também não saem por menos de 60 reais. Ok, eles não são séries, e sim volume único, mas muita gente compra aqueles quadrinhos de heróis que formam uma lombada com desenho. E vamos lembrar que em muitos grupos de discussão da Internet sobre mangás encontramos várias pessoas que se dispõem a comprar qualquer coisa se o material for em boa qualidade gráfica e tiver uma lombada retinha.

Texto longo, né? Pensando nos leitores mais casuais da internet, aqueles que só leem textos dispostos em formato de lista ou de GIFs animados, preparei dois fluxogramas bem simples para responder algumas dúvidas sobre o kanzenban:

fluxo-1

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Na verdade, retomo a minha maior questão que já falei no outro post: é meio triste que o mercado de mangás esteja tão focado em apresentar produtos de qualidade apenas para quem pode pagar muito por isso (e só quando é algo como Cavaleiros). Embora exista mangá de luxo no Japão, o mangá padrãozão também tem uma qualidade boa. Enquanto isso, temos aqui um Kanzenban com papel maravilhoso a 65 reais, mas os outros mangás continuam transparentes, com impressões defeituosas, erros de revisão absurdos e páginas ondulando. Queria ver esse cuidado com todos os títulos, não só com o favoritinho dos editores.

Fanfiqueiro de Pokémon denuncia outro fanfiqueiro de Pokémon por uso indevido de direitos autorais

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Eu era uma pessoa inocente até ser enganada pela verdadeira intenção da Princesa Esmeralda ao levar as três meninas para outro planeta em Guerreiras Mágicas de Rayearth, desde então, me tornei uma pessoa incrédula, amarga e combativa. Mas como não foi todo mundo que teve suas expectativas pisadas por uma reviravolta de roteiro, algumas pessoas seguem inocentes até hoje. E uma delas, por exemplo, é o criador da fanfic Ash vs Red, aquele lá que escreveu uma história sobre Pokémon se passando num futuro distópico e vem mantendo uma página de Facebook apenas na base de memes e promessas.

Enfim, mas surpreendentemente o post de hoje não é para falar mal da pessoa que acredita que a Nintendo vai licenciar sua história ~madura~ justamente quando o anime decidiu tomar um rumo mais infantil. Dessa vez, o autor da fanfic fez UMA DENÚNCIA POLÊMICA que vale a pena ser divulgada neste blog. IKIMASU ver o que ele postou há pouco em sua rede social (que algumas palavras aparecem juntinhas porque meu chrome tá cagadíssimo):

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Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

Um Youtuber ~conhecido~ que faz vídeos genéricos falando sobre vezes que ele ficou bêbado com edição rapidinha e piadas homofóbicas escreveu uma fanfic de Pokémon Go e O LIVRO SERÁ LANÇADO. Não que seja a primeira vez que uma fanfic de Pokémon seja publicada no Burajiru, mas isso revoltou muito o nosso embaixador das fanfics brasileiras de Pokémon.

E com toda razão, afinal ele está tentando conseguir os direitos da Pokémon Company de forma legal, sendo criticado por milhões de haters (50% composta por mim e pelos leitores do Mais de Oito Mil) e aparece um youtuber boçalzinho E LANÇA UM LIVRO DE POKÉMON.

Para combater essa injustiça em forma de desrespeito às propriedades intelectuais, vou abrir esse espaço para que o autor de Ash vs Red fale sobre as novidades de seu projeto pokémon e de como ele vai conseguir o licenciamento com a Pokémon Company para lançar esse livro oficialmente por aqui. Afinal, não é lançando coisas não oficiais como esse livro de Youtuber que se conquista a Nintendo, né?

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Panini lança o primeiro kanzenban-que-não-é-bem-um-kanzenban do Brasil

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Ao contrário da Nintendo e da falta de notícias do NX que faz com que o próximo console seja apenas uma lenda urbana na internet, temos muitas novidades no nosso mercado nacional de mangás! Após a JBC anunciar o primeiro kanzenban-se-você-ignorar-o-kanzenban-de-dragon-ball-da-conrad da história dos mangás no Brasil, a Panini surpreendeu os fãs ao revelar que Slam Dunk está de volta ao país no formato kanzenban-que-não-é-bem-um-kanzenban. IKIMASU acabar com essa confusão.

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Tudo começou quando as redes sociais da Panini divulgaram esta postagem, anunciando Slam Dunk num formato baseado no Kanzenban e contando que maiores informações virão naqueles constrangedores vídeos da editora apresentados por um moço que tenta de toda forma emplacar o nihon para se autoafirmar como especialista em mangás. Por sorte, não precisaremos ver o vídeo porque nossa rainha Beth Kodama-sama usou suas redes sociais pessoais para contar um pouco mais sobre esse “baseado“:

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O que podemos ver nesse print além de que meu Chrome está cagadíssimo e fica juntando letras que têm acento? Bem, Beth Kodama tentou ser o mais didática possível para explicar o que é um kanzenban-que-não-é-bem-um-kanzenban: como lançar um bagulho de luxo faria o negócio custar quase 50 golpinhos, eles pegaram apenas o número de páginas do kanzenban, as capas bonitonas, umas páginas coloridas aê e partiram pro abraço lançando num preço bem em conta.

Então esse é o atual estado do mercado que descobriu na palavra “kanzenban” uma forma de parecer que tá rolando novidades: a Panini trouxe um kanzenban-que-não-é-bem-um-kanzenban de um mangá excelente num preço acessível e numa qualidade decente e a JBC prometeu um kanzenban-que-é-o-primeiro-kanzenban-do-brasil-se-você-ignorar-odragon-ball-da-conrad de Cavaleiros num preço e formato a ser anunciado, mas de um mangá que saiu tantas vezes que já já pode pedir segunda música no Fantástico.

O mercado de mangás de luxo no Brasil segue firme e forte, falta só darem um jeito na qualidade dos mangás de banca né?