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Zetman e a linda história do consumidor que tem memória de peixe dourado

12 mai zetman-capa

E aí, minna, como vão vocês? Hoje estamos aqui no Mais de Oito Mil para mais uma rodada de “reclamando da JBC”, o nosso quadro favorito aqui no blog. Mas você se engana se pensa que será alguma coisa gratuita do tipo “que bosta foi esse mistério da capa de Chobits se ela tá igual a primeira?”, e sim algo pertinente.

Confesso que fiquei meio surpresa quando a JBC anunciou que Zetman já está pronto pra ser lançado, porque estava achando que a editora tava encarnando o espírito da Newpop de só anunciar, mas ao mesmo tempo fiquei apreensiva sobre algo que eu já imaginava. E, com as informações sobre o lançamento, já posso reclamar de uma coisinha:

zetman-jbc-01

“Mas Mara, sua gorda com dupla identidade, você vai reclamar do preço elevadíssimo? O Cassius-Sama já explicou que é por causa da crise do país e todos os gastos extras.”

Não, não vou reclamar do preço. Acredito que virá com qualidade, o negócio tem tem mais páginas que o normal e sabemos que cada contrato é um contrato, por isso não se deve tabelar preço dos mangás. Meu problema é com outra coisa nessa imagem (e não é o nome do Masakazu Katsura, que é mestre em fazer os romances mais medíocres da história da Shonen Jump): MENSAL. Sim, novamente vou criticar isso.

Em várias ocasiões, Cassius Medauar disse que a JBC não trabalha com mangás bimestrais, ao contrário da Panini. Se duvida, o Google-kun me ajudou a achar isso:

zetman-jbc-02

Um dos motivos que ele já alegou em palestras realizadas em eventos decadentes ou não é que o mangá precisa aparecer nas bancas sempre, como um hábito, para que o leitor não esqueça do título. Ou seja, títulos bimestrais e trimestrais, em teoria, não funcionam. De certa forma eu concordo com ele, mas essa lógica esbarra em problemas financeiros.

Na época que ele editava mangás na Conrad, os títulos eram meio tankos e variavam de mensais e quinzenais. Mas isso funcionava porque o preço era bem mais acessível que hoje em dia (acredite, houve um tempo que um mangá da JBC custava 2,90 e um da Conrad 3,90… tudo bem que numa qualidade pior que o character design de Sailor Moon Crystal). Agora tudo é publicado em tanko (podemos falar isso porque Super Onze já morreu), então a proporção e o preço é diferente.

Antigamente um Dragon Ball era quinzenal, com 100 páginas a cada quinzena. Ou seja, em um mês dava um Tanko. Um Evangelion era mensal, com 100 páginas a cada mês. Totalizando um tanko completo bimestralmente. Pensando dessa forma, não parece meio absurdo um lançamento como Zetman ter quase 300 páginas e ser lançado mensalmente a um preço ligeiramente salgado (devido à qualidade)?

deathblack02

Quando a JBC lançou Death Note Black Edition custando 40 reais e eu reclamei, muita gente veio me chamar de gorda mal-amada porque era lançamento para livraria, e ela fica lá o tempo que quiser até o cidadão ter dinheiro para comprar. Mas o que dizer de Zetman, que será lançado em bancas? Com as tiragens baixas de mangás hoje em dia, quando sai um volume você é obrigado a correr e comprar, porque dali um mês ele esgota e é vendido na Comix pelo preço de uma casa popular.

Acreditar que mangá bimestral não funciona aqui não seria um pensamento meio antiquado? A Panini mesmo tem lançado grandes títulos nessa periodicidade e não parece próxima de falir (até porque ela é dona do código de dinheiro infinito para a compra de novos títulos). Não estou falando de transformar tudo em bimestral e quebrar a JBC, mas pensar um pouco melhor.

Essa pressa em lançar as coisas só faz com que os mangás cheguem à edição japonesa num piscar de olhos, como The Seven Deadly Sins que tem pouco mais de um ano de publicação na JBC e já vai entrar em hiato. E se você acha que brasileiro não tem memória para esperar dois meses por um mangá, espera ver quando precisar esperar três ou quatro para alcançar um volume japonês que é feito na periodicidade chamada “será lançado quando ficar pronto”.

***

Ao contrário do que alguns governadores fazem com a imprensa, aqui é um espaço democrático e adoraríamos a manifestação de alguém da JBC. Pode ser tanto nos comentários quanto por meio de indireta no Twitter. Kissus estrelados!

Ao Mestre, com Carinho

30 abr

Deu no CavZodíaco a capa do último volume de Lost Canvas:

Não leio o mangá, mas fiquei curiosa por essa publicidade do jogo Smash Brothers, que colocou o Master Hand na capa final do volume.

Se as duas mãos do Seiya Tenma estão pra baixo, de quem é esse punho gigante?

Porque, na boa, só tem UM CASO em que essa mão poderia ser do Tenma… e é no caso de INCAPACIDADE de desenhar.

Kurumada fez escola.

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(agradecimentos ao @dudununes_19 que passou esse clássico em resolução maior)

(Eu tenho Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Lucy no Go

29 abr

Deu no Jbox:

Nossa, não era publicado desde dezembro de 2010?

Alguém notou?

***

(Eu tenho Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Depois do sucesso do America’s Greatest Otaku

18 abr

Deu no Universo HQ:

 

E agora, o que a Editora Newpop e a Editora Online vão publicar?

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(Eu tenho Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Criatividade: Não trabalhamos [2]

9 dez

Deu no Jbox:

Eu nunca tenho o que reclamar do Jbox, mas eu achei esse título bem idiota.

Muito idiota! Sabem por quê? O motivo é mais fácil de entender que tentar cantar ½ de Rurouni Kenshin, minna!

Por que o mangá TERÁ Oda? Olhando essas cenas abaixo…

… eu posso dizer que o mangá JÁ TEM Oda. Eiichiro Oda, o autor do One Piece.

E DEMAIS!

***

(@maisdeoitomil)

Vitória dos Otakus no caso Fairy Tail!

27 out

Minna, eu tinha prometido a mim mesma e a meu namorado que não ia tocar mais no assunto de Fairy Fail, principalmente depois que o pobre dublador Guilherme Briggas não recebeu muito bem a nossa campanha para livrá-lo do árduo trabalho de traduzir Fairy Fail e ter sua tradução deturpada pela editora viciada em gírias. Para você que acompanhou o barraco aqui e aqui, lembre-se que nada daquilo é culpa do Briggas.

Mas esse não é o assunto, minna! A bola da vez é que nossa campanha toda deu certo! “Legal, Mara, conseguimos fazer o mangá ser traduzido do japonês?”… bem… não. “Mas conseguimos tirar o Briggas da tradução, né?”… também não. “Que bosta conseguimos então?”. Algo MUITO melhor que tudo isso.

Feche o seu petition online e IKIMASU ver o que deu na Henshin:

A JBC quer saber minha opinião? QUE MARAVILHOSO! O Briggas ainda tá na tradução pra satisfazer os fãs de dublagem, e para satisfazer os otakus do Burajiru a editora deixou a nosso cargo a tradução de um termo que o Briggas não soube traduzir de extrema importância para o desenvolvimento de Fairy Fail. Afinal, não existe pessoas mais sensatas e ponderadas no mundo que os otakus do Burajiru.

Minna, fico muito contente que NÓS vamos decidir sobre esse tão importante termo, e não o editor do mangá que é pago para fazer esse serviço. Isso mostra o quanto somos importantes para a indústria, né?

Os maldosos vão falar que é tudo uma estratégia sórdida da editora para desviar a nossa atenção e nos fazer achar que estamos ajudando numa tradução ao concederem que escolhamos a adaptação para algo insignificante. Esses mesmos maldosos vão ficar falando que, já que o termo será escolhido por nós, é um truque para a editora não receber reclamação, pois se a gente que decidiu não vai ser a gente que vai reclamar. Como eu disse, tudo papinho de maldosos.

Porque eu acredito piamente na boa vontade da JBC

…e na do Papai Noel.

***

@maisdeoitomil

Família Hunter

24 out

[Sugestão do leitor “Eu”… DÓI MUITO ESCREVER O NOME CERTO, PORRA???]

Deu no site da Contigo:

Tem personagem de HunterxHunter que tá querendo participação nesse clipe também…

Né, Netero?

***

(@maisdeoitomil)

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