Meu Passado Otaku

Meu Passado Otaku – Matéria sobre otakinhos na Revista Veja em 2003

Você jovem otaku que grita ensandecidamente para pirralhos YouTubers cujas apresentações no Anime Friends consistiam em fazer gritaria deve achar que essa febre das otakices é algo muito recente, mas não. Há otakus de décadas atrás que já se reuniam para participarem de eventos ainda mais desagradáveis que os de hoje em dia. Em 29 de janeiro de 2003, a revista Veja publicou uma matéria sobre o mundo dos otakus após a realização de um evento de verão chamado Anime Festival (que não foi citado na matéria provavelmente porque São Paulo colocou sigilo de 15 anos nele), e eu achei tão maravilhosa que decidi criar até uma nova seção para o Mais de Oito Mil: que tal lembrarmos como era a cobertura de matérias antigas e comparamos com os eventos de hoje? IKIMASU!!!

A edição da famosa revista semanal tinha uma capa falando sobre diabetes (hoje já sabemos que eles só usavam matérias sobre saúde quando acontecia alguma denúncia contra o PSDB ou quando estavam sem imaginação para acusar o recém-eleito Lula), mas é no miolo que a jornalista Thaís Oyama (hoje uma das redatora-chefe da Veja) se aventurou no mundo otaku para essa matéria:

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A reportagem é muito maravilhosa porque, mesmo falando sobre o passado, muita coisa é compatível com os tempos atuais. A começar com a descrição do que é um otaku brasileiro:

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~encontro de mangamaníacos~

Mesmo com esse uso de palavras, não é que Thaís conseguiu definir bem os otakus? Ou vai me dizer que a mãe de vocês nunca chamou para mostrar qualquer matéria aleatória na TV que mostrasse a Grande Nação Japonesa? E antes de questionar as respostas da pobre estudante de computação gráfica Suzy Costa (que eu tentei em vão encontrar no Facebook), principalmente por gastar 24 horas do dia pensando em animes maravilhuósos como Love Hina, vamos ver quem foi o outro personagem escolhido para essa matéria?

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SIM, ISSO ESTÁ ACONTECENDO!!! O nosso famoso Ricardo Cruz também apareceu na matéria da revista especializada em chorume!!! Na época com 21 anos e bem longe de ser o primeiro cantor brasileiro do JAM Project, Ricardo era apenas cantor de karaokê que levava a multidão de tokukus às lágrimas com seus hinos oitentistas que exaltavam heróis com roupas de alumínio. Sorte que o tempo passa, embora Ricardinho ainda cante essas mesmas músicas levando tokukus (cada vez mais velhos) a desidratar mais um pouco.

Aliás, reparem como a revista escolheu os mangás mais representativos daquela época para ilustrar:

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(o Gen americano, as capas psicodélicas de DBZ, os meio tankos de 90 páginas da JBC e o fracasso de vendas DR Slump, que mesmo tendo sido um fracasso e não ser assim tããão divertido ainda tem otaku implorando para que seja publicado)

E já que falamos de mercado editorial:

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Peraí, tá certa essa conta de um milhão de exemplares por mês em 2003? Alguém pode dar uma luz?

E como faltava espaço para ocupar duas páginas e não tinha mais com o quê a Thaís enrolar, deram uma passadinha no andar da Capricho e prepararam um teste super atual para você saber se é um otaku:

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UFA, EU NÃO SOU OTAKU!!!

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13 comentários em “Meu Passado Otaku – Matéria sobre otakinhos na Revista Veja em 2003

  1. Raio de Gelo?

    Prefiro o Chifre do leão

    No mais e pensar que tem gente que acha que love hina é mil vezes melhor do que os animes de hoje…

    Quando era praticamente o to love ru da época

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  2. Ta falando mal da veja e do alckmin, deve ta recebendo a parcela da lei rouanet ne, sua comunista bolivariana frequentadora do forró de são paulo #ironia

    Pelo menos não citaram hentai na revista, imagina a merda q ia dar qnd as mães lessem e perguntassem pro filho de mão peluda o que é isso

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  3. Mara sua gorda, não vai rolar post sobre o desenho-oficial-CartoonNetworkal da Turma da Mônica Jovem?

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  4. Bom projeto este se escavação de bijuterias antigas.

    Nivel de sarcasmo dessa Thaís Oyama esta a mil. Deve ter vergonha de ter filhos otakus/ ter sido uma otaka.

    “Maior hit e jaspion e leva pessoas as lágrimas”; “Mistura de Disney e J. D. Sallinger. venerado, recluso e ligeralmente amalucado toriyama (faltou um “galera aprontando altas confusões”) “fragores da puberdade”. So rindo aqui.

    E concordo com jasque. a unica diferença e que love hina tem um minusculo andamento de história enquanto love to ru tem nada kkkkkkkkk

    e sobre o teste também não ou otaku

    1 – nunca fiz
    2 – não bugo
    3 – nunca vi dbgt. este guilty pleasure nunca me atraiu.
    4 – WTF Nigga? https://i.imgflip.com/qckcp.jpg

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  5. Não vou mentir, aquela época foi a melhor em relação aos animes, e quanto a alguns tipos de otakus, tão doentes quanto hoje em dia. É aquela história, tudo que agente vê em demasia, enjoa, e eu tenho certeza que se não existisse tanto anime pela internet e ainda passasse na TV, acho que a situação seria bem diferente. Bons tempos aqueles, pena que não voltam e que a internet super saturou vários tipos de desenhos e séries, pois não minto, aquele jeitão dos animes da década de 80 e 90 que passavam na TV tinham um charme peculiar na TV e a dublagem era um grande complemento. Desisti dos animes e dos cartoons, assim que começaram a se tornar demasiados repetitivos e porque não dizer clichézentos demais até. Quanto ao que eu ouvi no comentário, não resta dúvida que no quesito shoujo, como Love Hina, por exemplo, era muito mais divertido de se ver e a trilha sonora junto com os traços da época se mostravam bem melhores, afinal a maioria dos animes e desenhos de hoje parecem que tem o clima “teletubies” de animosidade, querer deixar tudo colorido, até mesmo em um drama e pensar que imagem bem feita é sinônimo de qualidade, isso foi um erro, e deixar os animes excessivamente padronizados foi pior ainda. Saudades daquela época.

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  6. Também não sou otaku!

    Como será que estão essa turma aí de “20 e tantos anos” no mundo otaku de 2003, além do carinha que hoje é famoso?

    Essa geração é a primeira que já devem estar levando os filhos de no máximo 10 anos nos eventos, mesmo com um cosplay improvisado de Naruto ou o pai de Goku e botando o filho de Gohan.

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