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Análise da 4ª parte de Digimon Tri (um pouco tri-atrasada)

5 mar

#Tri 14

O episódio começa com um flashback de dois digiescolhidos de muito tempo atrás enfrentando os vilões da primeira temporada. A única pista que temos de que se trata de muito tempo atrás é o filtro sépia do Windows Movie Maker e os diálogos que aparecem escritos depois como nos filmes mudos:

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Os Digiescolhidos estão de volta ao Digimundo após o reboot dado na terceira parte dos OVAs, então os Digimons não fazem ideia de quem são aquelas pessoas. Isso é um prato cheio para os roteiristas que amam um drama gratuito e situações resolvidas da forma mais demorada e ineficaz possível:

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Claro que nem tudo deu certo, porque a Digimon da Sora misteriosamente ganhou uma personalidade antipática depois do reboot, algo meio parecido com todo o elenco de Sailor Moon no remake da Toei:

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Após longas cenas de nostalgia com cada um dos Digiescolhidos passando um tempinho com seus amigos do passado (e que perderam a memória numa reviravolta absurda de roteiro), alguns arbustos em baixa definição começam a se mexer. Atrás do mato estava o causador de toda essa intriga, Meucumon:

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O grande causador do mal estava diante deles, chorando e procurando por sua amiga Mei. Os digiescolhidos então fizeram a coisa mais sensata possível: deixaram o bicho escapar, não foram atrás e passaram mais tempo tendo cenas nostálgicas para os fãs:

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E depois do nada todo mundo digivolveu. Bem isso mesmo, do nada.

#Tri 15

Assim como adolescentes que viram Meninas Malvadas e acham que aquilo é um comportamento aceitável depois de amadurecer, a Piyomon continua um pé-no-saco e ignorando Sora:

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Bem longe da felicidade plena dos digiescolhidos, Meucumon está sentado num bondinho chorando em posição fetal com saudade de Mei. Confesso que me identifiquei, principalmente pela vontade de chorar em transporte público:

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Enfia mais drama que cabe mais! Cansada de ser maltratada por Piyomon, temos a já esperada cena com os personagens sentados de costas para economizar em animação:

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Enquanto isso, no mundo real, o estagiário da Organização Secreta vai até a sala de sua chefe e começa a descobrir coisas bombásticas no computador dela:

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Falando em coisas bombásticas, no meio da reunião nostálgica mais uma pessoa do passado reaparece sem qualquer explicação: o vilão Mugendramon gritando palavras de ordem.

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E para quem não entendeu o flashback em sépia pouco sutil do episódio 14, a Toei DESENHOU para entendermos que a chefa da Organização Secreta era uma digiescolhida e está envolvida na trama do reboot:

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Depois do ataque do Mugendramon, todos os Digiescolhidos foram espalhados pelo Digimundo sem qualquer expliação, apenas para que enrolassem um pouco mais até a batalha decisiva no episódio 17. E adivinhem quem também foi ao Digimundo:

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A PERSONAGEM INÉDITA E CHATA-PRA-CARALHO

#Tri 16

O assistonto da Chefa da Organização Secreta recebe a visita de um Digimon que, para compensar o roteiro sem sentido, surge explicando detalhadamente o plano do vilão a respeito do reboot, do maléfico Yggdrasil que surgiu do nada e o que o Meucumon tem a ver com isso:

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Os Digiescolhidos continuam espalhados pelo Digimundo com seus Digimons acompanhados de outras pessoas, e aí acompanhamos todo mundo misteriosamente criando um grande e forte laço de amizade e companheirismo:

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Meucumon, que passou os últimos 3 episódios procurando desesperadamente por Mei, a encontrou finalmente. Isso quer dizer que eles se abraçaram e ficaram felizes, certo? ERRADO! A personalidade passiva-agressiva de Meucumon fez ela ficar putíssima com sua digiamiga:

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Mas o surto psicótico de Meucumon é interrompido por um ataque do Mugendramon e pelo surgimento do Imperador Digimon, que prontamente ataca Sora. Ela pede “não me machuque, Ken” e ele faz uma grande revelação:

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Mas que reviravolta descobrir que o grande vilão da série é o senhorzinho idoso que ajudou eles nas primeiras temporadas, que atendendo ao chamado de Yggdrasil convenceu os moleques a fazerem um reboot no servidor. MAS… QUE… PLANO… IMBECIL! Por sorte os Digiescolhidos conseguiram fugir do ataque de Gennai e Mugendramon, e foram para um local super estável e de fácil fuga:

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CLARO que Gennai achou eles rapidinho e CLARO que num barco eles ficaram à mercê do ataque de um Digimon aquático que eles ressuscitaram com o reboot e que eles haviam derrotado no passado. E CLARO que eles se separaram pra enfrentar esse pessoal, deixando Mei e Meucumon sozinhos no barco.

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#Tri 17

Gennai vai atrás dos Digiescolhidos aproveitando que seus Digimons não conseguem digivolver porque os laços de amizade foram rebootados. Por sorte Joe tentou lidar com o conflito com uma saída diplomática:

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Tai e Matt tentaram defender seus Digimons com seus corpos enquanto estavam na água, e acabaram sendo levados lá pro fundo do mar. Gabumon e Agumon foram salvar eles, e todo mundo pôde fazer um Plot Twist Carpado de digievoluções:

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Gennai então aproveitou que os fãs da série estavam hipnotizados por digievoluções e foi até o barco onde estava Mei e Meucumon para a cena mais perturbadora da série até o momento:

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Parabéns, Toei, uma insinuação de assédio sexual com uma menor de idade era bem o que estava faltando para Digimon. E enquanto isso, onde estavam os outros Digiescolhidos?

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Depois de derrotarem os inimigos, todo mundo está de boa quando…

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E assim terminou mais uma leva de episódios de Digimon Tri. Mas que bosta.

Analisando Especial: A segunda parte de Digimon Tri tá puxadíssima

14 mar

Nossa, nem parece que já se passaram vários meses desde que o público otaco foi ao delírio com um OVA capitalista feito pela nossa amada Toei Animation para comemorar o aniversário de Digimon e a falta de dinheiro em caixa para contratar animadores pra Dragon Ball Super e Sailor Moon Crystal. IKIMASU então ver o que rolou nos novos 4 episódios desse anime que não faz muito sentido existir? Claro que sim!

#Tri 05

Após uma pequena introdução com texto pseudo-filosófico, somos apresentados a uma figura maligna em tons escuros que obviamente é o vilão dessa série. E se você se perguntava “quem poderia estar por trás das malvadezas desse negócio?”, bem… a resposta pode não te empolgar muito…

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SIIIIM, a Toei ressuscitou o Imperador Digimon, vilão da flopadíssima segunda temporada do anime. Tão flopada que os personagens dela morreram nos primeiros frames de Digimon Tri e os outros personagens se importaram em belos ZERO POR CENTO.

Bem, durante o desenvolvimento da história de Digimon Tri, alguém na Toei falou “gente, isso aqui é uma série curta com personagens jovens, precisamos seguir os clichês dos animes do gênero”. Todo mundo concordou e decidiram fazer…

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Como todo bom filler em termas, o episódio só serviu para colocar os personagens em yukatas, participando de festivais sem nenhum figurante e para rolarem umas conversas nos ofurôs. Na verdade, o mais surpreendente foi ver que rolou aquele clichêzão das pessoas invadindo o banheiro do sexo oposto e rolando uns corpos à mostra. E o que isso tem de surpreendente? É porque os corpos exibidos FORAM OS DOS HOMENS!!!

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Realmente deve ser uma situação desconfortável ser exibido assim num anime. Continuando, o episódio também mostrou os adultos não querendo colocar as crianças nas lutas contra Digimons infectados, por isso eles deram para o exército uma arma que retarda monstros digitais. Até imagino a composição desse negócio…

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#Tri 06

No sexto episódio, Digimon Tri continua seguindo a cartilha dos animes escolares usando temas requentados:

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SIIIM, o clássico Festival Escolar é o novo arco de Digimon Tri. Mimi e a nova personagem Mei decidiram fazer uma espécie de Maid Café, mas com cheerleaders. E, enquanto isso, o Digimon do final do episódio passado reaparece destruindo tudo. Mimi e Mei estavam perto e têm umas ideias bem bosta:

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MIMI DERRUBANDO A MÍDIA GOLPISTA COM GOLPES DE ESPINHOS EM VEZ DE ABAIXO ASSINADO NO AVAAZ!!!!

Já do lado de fora do cerco policial, os digiescolhidos se perguntam quem é que estaria por trás de tudo isso, sem notar uma pessoa que de cabelos azuis, óculos e uma capa andando ao lado:

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Por ter aparecido na televisão ao lado do digimon, Mimi começou a sofrer bullying pelo núcleo Meninas Malvadas da escola, e entra num sofrimento inexplicável porque né… o anime é com pessoas maiores e a Toei sente necessidade de colocar profundidade.

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E, enquanto isso, os digiescolhidos ganharam um reforço de peso e de poucos frames de animação:

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E continuando com o desenvolvimento à lá Maria do Bairro em que todos os personagens precisam sofrer muito, Joe chegou ao episódio 7 sem participar de nada, apenas porque precisa decorar fórmulas químicas e ler Machado de Assis:

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Incomodado por ser deixado de lado, Gomamon foge de casa e… isso mesmo… começa a sofrer:

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E enquanto isso, a tal da Mei já está bem integrada ao padrão atual dos animes da Grande Nação Japonesa:

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Percebendo que os digiescolhidos estavam perdendo espaço para dos dramas de Joe e seus conflitos vestibulísticos, Matt e Tai decidem tretar pra descobrir por que a digievolução do Omegamon se desfez no episódio 4. Imagina só quando eles descobrirem que nem a Toei faz ideia do motivo…

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#Tri 08

O festival continua e os digimons participaram de um concurso para melhor alvo para fanáticos por furry, e quem levou o prêmio foi o digimon da Mei, o Meucumon. Vale comentar que ele ganhou porque os jurados acharam que os digimons participantes eram crianças de cosplay, algo que parece ser tão coerente quanto o não-envelhecimento do Ash em Pokémon:

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Após esses momentos enrolativos, a Toei precisava arranjar uma desculpa rápida para o vilão atacar pois já estamos na metade do último capítulo dessa parte, então os personagens adultos misteriosamente perdem toda e qualquer inteligência e começam a agir feito imbecis apenas porque é conveniente para o roteiro:

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Pronto, as forças do mal estão atacando e todos os digiescolhidos voltam a ter função na trama!

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Infelizmente, o estúdio da Toei não comportou todo o elenco na distorção, então só uns digimons vão atrás. Pelo menos tivemos a revelação de quem é o vilão para os personagens:

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Maravilhoso que citam o nome do Ken e tanto TK quanto a Kari, QUE ERAM PROTAGONISTAS DO DIGIMON 02 JUNTO DELE, estão com uma puta cara de “quem é esse cara?”. Melhor ainda é ver que rolam umas digievoluções inéditas pra pagar pau das megaevoluções de Pokémon e os personagens estão tão perdidos quanto nós nessa sandice da Toei:

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Aí descobrimos que Meucumon é quem estava infectando os digimons, e ficamos sabendo disso porque ele digivolve pra um gato macabro e MATA o Leomon em uma cena no finalzinho do episódio apenas para os otários sentirem vontade de ver o fim dessa merda em setembro.

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Puxadíssimo, heim Toei??

Meu Passado Otaku – Matéria sobre o amor de Angélica por Digimon na Disney Explora em 2000

18 jan

Vocês sabem quem é a imperatriz das animações da Grande Nação Japonesa no Burajiru? Se você respondeu a Eliana, a Kira ou a Mitsui, sua resposta está errada! A apresentadora que mais contribuiu para a disseminação da filosofia oriental através de desenhos com poucos quadros de animação foi Angélica. Duvida? Além de ter apresentado Jaspion, Changeman e qualquer outro herói de roupa colada dos anos oitenta, isso sem falar no Doraemon, a loira que já fazia campanha contra o Uber na canção Vou de Táxi foi a representante brasileira do anime Digimon, aquele desenho cheio de pontos luminosos no cenário e repleto de personagens clichês que o pessoal hoje em dia venera como se fossem o suprassumo da profundidade psicológica.

No começo dos anos 2000 tínhamos uma coisa chamada “revistas informativas” nas bancas, e umas delas era a Disney Explora. Às vésperas da estreia do anime na Globo, Angélica deu uma entrevista para a Explora falando das expectativas, o que tinha achado da animação e ainda posou para uma montagem mais constrangedora que a capa da Caras da semana passada com a Ticiane Villas Boas. O texto da matéria não é encontrado na internet, então tive que dar uma forçada na miopia para transcrever tudo, ok?

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Que capa maravilhosa, minna. Todo o talento de design dos anos 2000 está representado por uma única composição em que o artista apenas pegou uma foto da apresentadora imitando uma flor de lótus se abrindo e aplicou um monte de png dos monstrinhos do anime, sem qualquer critério. Mas, melhor que a imagem, é o texto:

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Ok, IKIMASU transcrever com o auxílio do grande Bloco de Notas do Windows:

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É muita coisa maravilhosa que nem sei por onde começar. Que tal o apelido inventado pela apresentadora, DIGIMAMA!? E o que dizer do Digimon favorito dela ser o mesmo que boa parte das viúvas da série, mas que no caso da Angélica é por um motivo meramente egocêntrico??? Prestaram “atençãop”??? E para provar que no começo dos anos 2000 a Angélica já mostrava ser uma tiazona que nasceu umas duas décadas antes, ela usa a expressão “SUPERFERA EM COMPUTADORES” para adjetivar o moleque!!! É o que espero de uma apresentadora que fazia rimas mind blowing tipo essa:

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PASSEI A MINHA INFÂNCIA TODA QUERENDO IR NA TAL FESTA DA BETE!!!

(E achando que ela falava “ele é comprido” em vez de “ele é Cupido”… eu acho que a apresentadora tinha uns problemas de fono…)

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Angélica é gente como a gente, que finge ser compromissada com trabalho apenas para tirar alguma vantagem. Olha ela aí tentando dar uma indireta pra Globo levá-la pra Grande Nação Japonesa com a desculpa de ~conhecer a Terra dos Digimons~. Claro, vamos para o país da cultura mais rica pra conversar com animadores da Toei em vez de comer comida típica e pegar videocassetes de sete cabeças que os japoneses jogam no lixo.

Falando em Toei, ela ainda diz que queria ir à Grande Nação Japonesa perguntar quais seriam os próximos desenhos e as novidades deles. Desculpa te informar, minha tomodachi… mas o que assistimos hoje não tá muito diferente do que você vê aí em 2000:

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E pra fechar com chave de ouro, Angélica termina a matéria da Disney Explora falando isso:

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Muito antes de Gilberto Barros surgir na televisão transferindo toda a culpa da falta de controle que os pais têm nos filhos para as cartas de Yu-Gi-Oh, Angélica já se colocava em defesa dos animes dizendo que eles traziam mensagem de paz para as crianças. Seria lindo se a gente não lembrasse que se passaram 16 anos da publicação dessa matéria e que as crianças que viam o anime naquela época estão apoiando Bolsonaro, matando bebês indígenas e batendo punheta com cenas gratuitas de calcinhas em animes.

SEJAM PESSOAS MELHORES, NÃO DECEPCIONEM A ANGÉLICA!!! Quem se comportar vai ganhar um convite pra festa da Bete!

Analisando Especial: Digimon Tri não é assim a última bolacha do digimundo

22 nov

Esse final de semana foi muito alegre pra todo mundo que acha que era verdadeiramente feliz em 2000, pois a Toei estreou Digimon Tri. Ninguém entendeu até agora se é uma série, um OVA, um filme para cinema, uma novela da Televisa ou até mesmo um delírio coletivo, mas todo mundo está de braços estendidos e rezando para o deus Kamisamamon igualzinho a Angélica nesse GIF maravilhoso:

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Mas será que Digimon Tri é bom mesmo? Será que a nossa imprensa especializada (pff) soube separar bem a nostalgia e analisar friamente a qualidade desse novo anime que é o quarto requentado da Toei apenas esse ano? IKIMASU conferir na nossa análise apurada dos quatro episódios (imagina o meu sofrimento de ver isso só pra escrever a matéria)!

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Uma das coisas que me perguntei desde o começo foi “como assim Digimon Tri é uma continuação de Digimon Adventures, considerando que a série teve uma sequência com o elenco mais velho chamada Digimon 02?”. Minha maior dúvida foi saber que fim levaram os digiescolhidos da segunda temporada, e a resposta veio já nos primeiros segundos:

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Aos poucos somos apresentados aos digiescolhidos da primeira temporada, que agora estão com uma cara mais triste para que o público acredite que eles agora são pessoas com profundidade psicológica e são protagonistas de um anime adulto sobre bichinhos fofinhos que lutam:

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Os personagens não têm mais tempo de andar juntinho igual na época do Digimundo, então cada um seguiu seu caminho: Tai joga futebol, Matt tem uma banda para expressar sua interioridade, Joe tá preocupado com o vestibular e Mimi se encontra em outro país agradecendo por não estudar numa escola que será reorganizada pelo Geraldo Alckmin:

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Surge então um digimon no mundo real pronto para destruir tudo. Ele foi baixado por internet discada, então o arquivo está meio corrompido e ele só conseguiu aparecer no final do episódio depois de uma chatíssima apresentação de todos os personagens:

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Tri #02

Sim, já estamos no segundo episódio. Se você não dormiu durante os diálogos forçados e a animação parada, agora verá a verdadeira ação. Tai mostra que não é mais aquele inconsequente que faz as coisas sem pensar indo atrás do digimon munido apenas com seu uniforme de futebol e sua bicicleta. Por sorte ele encontrou ajuda:

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Ok, parei de pegar no pé do roteiro sem pé nem cabeça. Enquanto Greymon luta contra o inimigo destruindo o aeroporto de Haneda, Tai começa a sentir um peso na consciência pelas mortes que rolaram e ele não pôde evitar:

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Uma organização formada por figurantes vestidos de roupa social vai atrás de cada uma das crianças e as leva até o aeroporto para que lutem contra o digimon maléfico. É nessa hora que a Toei mostra o novo visual das digievoluções que ocupam 1/4 da duração do episódio com uma animação pouco inspirada e repetitiva que empolga só quem curte o Canal Nostalgia:

Pelo menos a música serve pra dançar:

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Tri #03

Sim, esse negócio é tão arrastado que o nosso resumo já está no terceiro episódio. Como gastaram a verba com a ação do episódio anterior, temos mais um paradão agora. Todos estão na escola e Tai começa a se remoer por não ter evitado os feridos:

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Enquanto isso, todos os digiescolhidos se reúnem pra levantar pistas sobre o que está acontecendo. Obviamente ninguém se preocupa com os personagens da segunda temporada porque, né…

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E o Tai? Bem, ele tá sofrendo ainda:

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Tri #04

A Toei precisava de uma desculpa muito boa para colocar o Tai com o icônico par de óculos de aviador, então Izzy inventou um radar que permite o protagonista encontrar perturbações no mundo digital, desde foco de aparição de novos digimons até o buraco negro sobre a cidade de São Paulo que faz o sinal do 4G da Tim ser tão ruim:

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A turma vai até uma roda gigante para conseguir ver melhor toda a cidade com os óculos de aviador, e Matt tem uma conversa séria com o sorumbático Tai:

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Ah, sim! Claro que a Toei ia inventar novos personagens:

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Alphamon aparece e começa a destruir tudo. Explicação para o público não ficar confuso? Não trabalhamos:

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Para deter a ameaça, os digimons vão para um nível mais elevado, se fundem e fazem muitas outras coisas poderosas sem que alguém explique por que eles não fizeram isso desde o começo quando o outro digimon destruiu um celular V3 e fez o Tai sofrer mais que o Shinji para entrar no robô:

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Alphamon foge, todo mundo fica feliz e conhece a nona digiescolhida. Quem também fugiu foi o diretor de arte do episódio, porque o desenho dos personagens ficou nível Sailor Moon Crystal, mas com um filtro de instagram pra dar uma disfarçada:

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E esse foi o primeiro especial de Digimon Tri, aquele que tá todo mundo elogiando como se fosse um filme do Studio Ghibli mas mais ficou parecendo aqueles filmes sem nexo de Dragon Ball Z. Mas não vou ficar indo contra a nostalgia dos outros, vou sair do post no passinho da Angélica:

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Mais de Oito Mil Interview – Mara entrevista Gabrielle Valério, a cosplayer Pé Frio

20 maio

Oi Minna! Finalmente uma entrevista com alguém que o Jbox não entrevistou ainda, né? Olha que evolução! A nossa convidada de hoje é Gabrielle Valério, a cosplayer que ganhou ano passado o WCS aqui no Burajiru junto com Gabriel Cacatua. E Gabrielle está aqui conosco hoje para falar um pouco de como começou no mundo cosp… o que foi, produção? Eu não perguntei isso? Bem, o que importa é que descobrimos um pouco mais sobre sua vida e sobre seus projet… eu também não perguntei isso? Que seja, o que importa é que teremos uma entrevista simpática pra falar sobre o mundo dos cosplayers e das pessoas que estão avantajadas demais para suas fantasias. Pare agora mesmo de achar que o Anime Friends voltou as salas por clamor do público e IKIMASU ver essa entrevista!

 

Mara – Gabrielle, muito obrigada por aceitar dar uma entrevista para um blog como o meu, mesmo depois de eu espalhar boatos que você era pé-frio.  Agora me diga, depois de ter perdido o WCS na Grande Nação Japonesa ano passado e de ter acontecido um terremoto e um tsunami no país coincidentemente quando você estava lá, você se considera uma pessoa sortuda?

Gabrielle – Valeu pelo convite (e desde já perdoe as mil gírias que uso, é mais forte do que eu :D)! Mas discordo da parte “boato”. Pé-frio aqui é fato!  Coitado do Juno só conseguiu ganhar o WCS quando eu desisti de participar e ele arrumou outra dupla. Só ganhei no Brasil também porque não botava fé, e logicamente perdi no Japão porque aí sim eu botei fé (Comentário da Mara: É porque ela não acreditou no meu post profético.). lol. O terremoto no Japão foi culpa da agencia, que exagerou no pacote “com emoção” que pedi. Mas conseguiu tornar a viagem inesquecível.

Mara – Você já disse em entrevistas que gastou centenas de reais em uma única fantasia. Você acha que só gente das classes mais abastadas consegue  aproveitar o cosplay ou você acha que alguém que não consegue nem comprar uma cesta básica também consegue brincar de cosplay?

Gabrielle – Pô, a cesta básica também tá cara… Mas pra “brincar de cosplay” basta gostar do que está fazendo e não sair comprando tudo na primeira loja, pesquisa e gasta um pouquinho por mês pra não pesar tanto no bolso. E não precisa escolher um cosplay caro pra garantir a diversão. Fiz uma Ino (de Naruto) com R$30, só pra fazer grupo com uma amiga, por exemplo. O cosplay que mais curti até hoje foi um Cactuar de Final Fantasy que gastei menos de R$ 50, todo de espuma e com tecido colado. O problema é premio? O Cactuar me rendeu Gamecube (Comentário da Mara: E você achando ruim os prêmios de hoje em dia, heim minna?) , radio, diskman (na época ainda usava, ok. E eu não sou velha! :D), e outros brindes… O cosplay mais caro foi a Rozalin, nele gastei a centena de real, mas porque não sei costurar, aí não acho justo minha tia fazer essa parte e não receber nada, então paguei por metros e mais metros de saias. Se a pessoa sabe costurar e onde comprar tecidos baratos (tipo, Brás, Bom Retiro, 25 de março em São Paulo), sai bem mais em conta.

Ou usa material reciclado, tipo a Silmeria :) eu acabei com os jornais de casa pra fazer a armadura (Comentário da Mara: Pelo menos alguém achou utilidade para aquela assinatura da Folha de São Paulo) e paguei 1 real (literalmente um real) nas botas, que comprei em um brechó de igreja na Zona Leste! Gasto mesmo foi só com os tubos de cola branca e tinta.

Então gastar pouco é possível e também garante diversão nesse meio. (Principalmente nas fotos, se você achar uma desse meu Cactuar até eu morro de rir, ele é muito tensoooo hauahuahaua E mesmo assim tem um espaço no meu coração!) (Comentário da Mara: E lógico que fui atrás dessa foto para ilustrar o post e a vergonha alheia da entrevistada)

(Deu pra ler até aqui sem dormir e sem que eu confundisse tudo? :D)

Mara – O mundo dos cosplayers é cheio de gente que quer puxar tapete e acabar com o outro. Você acha que esse mundo é cor-de-rosa ou já sofreu com gente tentando te prejudicar?

Gabrielle – Só no mundo dos cosplayers?? Ali o negocio é sussa se for ver verdadeiras “puxadas de tapete”! Mas a diferença é que cosplay é hobby, não é profissão. Então que “tapete” exatamente tem pra ser puxado? Não existe um “lugar” pra ser tomado, campeão é por concurso, final do dia todo mundo é abóbora de novo (Comentário da Mara: Gabrielle samba na cara de quem se acha só por fazer cosplay. Amo meus entrevistados.) e ano/mês/dia ou até hora seguinte tem mais. Tem inveja sim, briga de ego, disputa de popularidade, mentiras… Igual tem em colégio, empresas, em qualquer concurso, na vida num geral.

Pra mim o que tem são pessoas, com todas suas imperfeições em concursos onde vale o “que vença o melhor” (na opinião dos juízes, claro). E eu to muito filosófica lol. (Comentário da Mara: Agora frase motivacional virou filosofia. Daqui a pouco J-Rock vira música.)

Eu também não sou nada perfeita, não sou obrigada a gostar de tudo e muito menos agradar a todos. Mas não curto armar nem estar em um barraco, se tem alguém querendo me prejudicar seja como for eu me afasto, simples assim. Ou se valer MUITO a pena tento resolver com a pessoa, vai que foi um mal entendido… Senão foda-se, sigo minha vida, e cai no esquecimento, porque a memória de peixe dourado aqui não ajuda muito também. Aí meu mundo fica azul, bem real, e não esse rosa falso feio.

Mara – Tem certos cosplayers que não aceitam muito bem críticas e vêm em blogs que quinta categoria como o meu para reclamar e ameaçar minha pessoa. Os cosplayers deveriam aceitar melhor as críticas ou os críticos deveriam parar de emitir suas opiniões?

Gabrielle – Eu acho que deveria existir uma prisão pra quem tem opinião, onde eles deveriam ser amarrados com arame farpado, mordidos por dragões-de-komodo, jogados no ácido e torturados também de outras formas pelo resto da vida! Principalmente pra você que quer um mundo cor-de-rosa e não azul, que obviamente é muito melhor. Epa, isso foi uma opinião! O.o Oh noes!!! (Comentário da Mara: Minna, isso foi uma piada da entrevistada)

Mas falando sério, nem todo mundo gosta de ser criticado e nem todo mundo tem senso de humor. Eu acho criticas muito melhor que elogios. Costumam ser mais sinceras e ajudam a melhorar algo que muitas vezes não enxergamos. Tem as criticas toscas, do tipo “isso é uma bosta”. Ta, opinião da pessoa, ela achou uma bosta, ta no direito dela, mas uma bosta PQ? Disserte! Ajude a pessoa a melhorar ou ignorar sua opinião :D Alguns casos também são pessoas escrevendo qualquer coisa só pra causar. Aí não dá corda, é só abstrair (Comentário da Mara: Senti uma alfinetada)

Mara – Você é linda, loira e magra, então todo cosplay cai bem em você. Um verdadeiro cosplayer deveria procurar um personagem que tenha a ver com seu físico ou devemos aturar Sailors gordas e heróis com barriga de chopp?

Gabrielle – Ai, assim eu fico metida! Só melhoraria se no lugar de magra fosse gorda, to cansada do modelito palitinho (Comentário da Mara: Amiga, tem muitas cosplayers que comentam no meu blog que adorariam lhe ceder umas arrobas). Só falta criar vergonha na cara e comer que nem gente e não passarinho. Mas voltando!

Fake isso que tudo cai bem, hein, se eu quiser fazer um cosplay de Whitebeard (ou Barba branca, o do One Piece) não rola, ia gastar muito com espuma e enchimentos! Nem cospelada, falta peito e bunda! (Comentário da Mara: Esse termo é novo pra mim. Adorei!) Mas aí vai muito de opinião. Eu procuro personagens que tenham um tipo físico raquítico ou infantil, porque cai melhor em mim, prefiro assim.

Mas se a pessoa quer fazer um personagem e não tem o tipo físico não acho que tenha que se matar na academia, nem parar de comer e ficar doente por isso. Vale a diversão, deixa a pessoa ser feliz :D Agora, fazer pra se sentir mal depois também não rola! Se já vai pensando no que os outros vão dizer melhor nem começar (Comentário da Mara: Algumas cosplayers gordas sentiram uma alfinetada). Ou agüenta e leva na esportiva ou sofra com opinião alheia, pois na internet ninguém pega leve… (Comentário da Mara: Vixeeeee!) Ta na dúvida pede ajuda, pergunta pra alguém, mas não pra mãe. Opinião de mãe não vale. Mas eu apoio versão SD fofíssimos! *-*

Mara – Atualmente, qualquer pessoa de qualquer canto do Brasil pode participar das seletivas do WCS (por exemplo, uma dupla de São Paulo pode concorrer em um evento do Nordeste), mas, na sua opinião, isso não estaria limitando os participantes locais que não têm tanta tradição nos cosplays?

Gabrielle – Eu sou contra separar por região. Todo mundo é brasileiro. Separar é menosprezar o potencial deles, vão enfrentar os mais “tradicionais” de qualquer forma na final. Prefiro a mistura, trocar experiências, aprender. Perguntar direto pra uma pessoa como ela fez algo que você gostou é mais fácil que adivinhar por videos e fotos. Olha a dupla do SANA mesmo, a Mara e o Paulo. (Comentário da Mara: Precisa avisar que não sou eu?) Eu adorei a apresentação deles. Eles foram ainda pro Rio, competiram com “tradicionais” e venceram. E eu aprendi a fazer uma espada de LED que vira um chicote 8D

Mara – Muitos programas, como o Esquenta e o Programa da Eliana, andam exibindo pautas de cosplay para ocupar espaço no programa, só que eles sempre exibem como algo incomum, de gente “moderninha” e desocupada. Esse tipo de abordagem não acaba prejudicando como as pessoas vêm o cosplay no Brasil?

Gabrielle – Divulga o cosplay, mas de uma forma muito superficial. Não acho que prejudica, porque as pessoas que não conhecem mal prestam atenção no que foi falado, só olham as roupas. (Comentário da Mara: Coice na cara de quem curte essas matérias porque “divulga a cultura da Grande Nação Japonesa mimimi”) Quem se interessar mesmo, vai pra internet, aí sim pode prejudicar ou melhorar a imagem, tudo depende da onde o Google levou a pessoa! O resto vai dizer “ah, isso é o tal de cosplay? hm.” e esquecer.

Mara – Antigamente, a maior atração de um evento de anime era o concurso cosplay, e hoje em dia é a apresentação de cantores japoneses que não têm relevância alguma em seu país. O interesse pela criatividade das apresentações de cosplay perdeu para o interesse de ver o Kageyama cantando Soldier Dream de novo? 

Gabrielle – Opa, mas como assim sem relevância? Kageyama tava na final do WCS japonês também, e o povo tava delirando lá. (Comentário da Mara: Delírios, delírios) Eu nunca vi um show aqui desses artistas pra ser honesta…

Agora, quando o assunto é cosplay, lá fora ainda é valorizado, o pessoal realmente gosta. Aqui foi perdendo o interesse por vários motivos, e aí entra a minha opinião, não que seja um fato consumado, mas quem afastou as pessoas do cosplay foram os próprios cosplayers, os eventos só fizeram nossas vontades pensando no lucro.

Deixa eu tentar explicar, se prepara pra biblia… (Comentário da Mara: Já estou aqui com o livro aberto em Coríntios)

Antes as pessoas se interessavam pelo hobby por andar em eventos e conversar com cosplayers, O acesso era muito mais fácil, e as pessoas mais simpáticas também, o interesse surgia pelo amor que os cosplayers passavam para outras pessoas, seja por fazer tudo da roupa, interpretar ou simplesmente por uma homenagem a um personagem que curtia. Ou até pela oportunidade de conhecer muitas pessoas nos eventos. Mas aí nós (eu me coloco nessa também ._.) queriamos uma área pra facilitar o conserto de roupas, espelhos pra maquiagem, com água e comida, vestiário e etc… A área cosplay.

Foi sensacional pros cosplayers, péssimo pro público e entusiastas. Afastou os cosplayers mais trabalhados do público, pessoal mal conseguia uma foto, imagina conversar mesmo com eles… Aos poucos parecia uma barreira entre “dois mundos” (Comentário da Mara: Pocahontas Feelings). E amor pra virar ódio é rapidinho, ainda mais quando alguém se sente menos privilegiado, afinal publico pagava igual cosplayer, porque o tratamento especial? Assim foi morrendo o interesse de boa parte dos que não sabiam por onde começar pra entrar nesse clubinho. As fofocas também ajudaram a afastar. Quem se interessa hoje ou conhece alguém do meio já ou arriscou algo depois de ver na internet. Os eventos pra tentar atrair mais melhoraram os prêmios. Mas nem isso ta segurando tanto mais… A maioria agora só olha, fala que é coisa de criança e vai embora. Aí o que resta em eventos? Compras e shows (quase sempre dos mesmos japoneses).

Mara – Atualmente houve uma certa orkutização do cosplay, ou seja, tem gente fazendo cosplay de personagem do Zorra Total, de desenho americano e de coisas genéricas como Gothic Lolita. E esse mesmo tipo de gente tá conseguindo ganhar primeiros lugares em muitas premiações. Em eventos de anime e mangá, você acha que deveria haver um foco nas coisas japonesas ou continuar esse samba do afro descendente com disfunção mental?

Gabrielle – Vai do evento, se os caras liberaram… Fala pra uma Lolita no Japão que ela é cosplayer pra você ver uma coisinha doce ficar puta da vida… Mas como cosplay não começou no Japão muito menos com animação japonesa, creio que não há nada de errado nos eventos em liberar essa festa do caqui… (Comentário da Mara: Como dizem nos comentários do blog, inventa de ir de Naruto num evento de Star Wars pra ver a boa recepção.)

Mara – Muito obrigada de novo pela entrevista, Gabrielle. Queria deixar alguma mensagem, algum alô, alguma pequena dica, qualquer coisa para os leitores do Mais de Oito Mil?

Gabrielle – oi :) Beijo pro Juh, senão ele fica enciumado! :D Ta, além disso, né? Sem estresse, levem a vida mais na boa, não alimente os trolls, num gostou pegaeo. Bjs, me twitta. Tchau.

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