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Fanfiqueiro de Pokémon denuncia outro fanfiqueiro de Pokémon por uso indevido de direitos autorais

13 out

Eu era uma pessoa inocente até ser enganada pela verdadeira intenção da Princesa Esmeralda ao levar as três meninas para outro planeta em Guerreiras Mágicas de Rayearth, desde então, me tornei uma pessoa incrédula, amarga e combativa. Mas como não foi todo mundo que teve suas expectativas pisadas por uma reviravolta de roteiro, algumas pessoas seguem inocentes até hoje. E uma delas, por exemplo, é o criador da fanfic Ash vs Red, aquele lá que escreveu uma história sobre Pokémon se passando num futuro distópico e vem mantendo uma página de Facebook apenas na base de memes e promessas.

Enfim, mas surpreendentemente o post de hoje não é para falar mal da pessoa que acredita que a Nintendo vai licenciar sua história ~madura~ justamente quando o anime decidiu tomar um rumo mais infantil. Dessa vez, o autor da fanfic fez UMA DENÚNCIA POLÊMICA que vale a pena ser divulgada neste blog. IKIMASU ver o que ele postou há pouco em sua rede social (que algumas palavras aparecem juntinhas porque meu chrome tá cagadíssimo):

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Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

Um Youtuber ~conhecido~ que faz vídeos genéricos falando sobre vezes que ele ficou bêbado com edição rapidinha e piadas homofóbicas escreveu uma fanfic de Pokémon Go e O LIVRO SERÁ LANÇADO. Não que seja a primeira vez que uma fanfic de Pokémon seja publicada no Burajiru, mas isso revoltou muito o nosso embaixador das fanfics brasileiras de Pokémon.

E com toda razão, afinal ele está tentando conseguir os direitos da Pokémon Company de forma legal, sendo criticado por milhões de haters (50% composta por mim e pelos leitores do Mais de Oito Mil) e aparece um youtuber boçalzinho E LANÇA UM LIVRO DE POKÉMON.

Para combater essa injustiça em forma de desrespeito às propriedades intelectuais, vou abrir esse espaço para que o autor de Ash vs Red fale sobre as novidades de seu projeto pokémon e de como ele vai conseguir o licenciamento com a Pokémon Company para lançar esse livro oficialmente por aqui. Afinal, não é lançando coisas não oficiais como esse livro de Youtuber que se conquista a Nintendo, né?

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Somando todos livros de Pokémon Go não dá pra bater o da Larissa Manoela

11 set

Pokémon Go, o maior fenômeno de todos os tempos e que mudou a forma como as pessoas veem os videogaems tem pouco mais de um mês de vida aqui no Burajiru e o número de pessoas jogando despencou mais que a média de lançamentos mensais da Nova Sampa. Os motivos são vários: o jogo não apresentou ainda tudo o que prometeram, tem apenas 150 Pokémon para capturar e, principalmente, as pessoas perceberam que capturar vários Pokémon iguais pra evoluir é tão legal quanto tomar um Mupy com laxante.

Mesmo assim, muitas editoras foram atrás do filão e lançaram seus livros sobre o jogo.  Um monte de guias com dicas e estratégias de um jogo que nem ao menos está completo, mas sobre isso eu já tinha falado aqui nessa matéria. Tudo não-oficial, claro, afinal precisa ser muito inocente pra acreditar que negociar com a Nintendo e a Pokémon Company é fácil. Pois bem, os livros já estão à solta e resta saber se eles são como Dragonites que todo mundo quer ou se são considerados Zubats das prateleitas das livrarias. Para descobrir isso, fui atrás de um ranking de vendas confiável.

Eu tinha como opção os rankings de livros da Veja, do Datafolha e da PM, mas a fama de manipulação de dados  que têm poderia me fazer questionar a notícia de um guia em primeiro lugar de vendas. Por isso, fui até o confiável site PublishNews conferir o ranking de lá. IKIMASU conferir os dados? Para começar, a lista dos livros mais vendidos de agosto segundo a categoria geral:

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Como podemos ver, em primeiro lugar disparado está o livro com a autobiografia de Larissa Manoela, a segunda maior Idol juvenil do Burajiru (bem atrás de Maisa-chan). Segue então dois volumes de Jojo, uma endeusação de Moro-kun e um livro de autoajuda.

“Mas Mara, sua blogueira que foi confundida com um snorlax, tem que ver na categoria infantojuvenil né? Não dá pra misturar o grande jogo Pokémon Go com tudo”

Embora eu questione essa frase, afinal Pokémon Go foi vendido como a maior revolução digital desde a invenção das suas setinhas azuis de quando leem sua mensagem no Whatsapp, vamos então ver a lista de livros infanto-juvenis nesse mesmo período de agosto?

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O que podemos analisar, além de que é ultraproblemático o livro mais vendido num país de 180 MILHÕES de pessoas ter sido comprado apenas 35 MIL vezes? Bem, que nem ao menos os livros de YouTubers (que são facilmente identificáveis nas livrarias, basta ver uma foto com careta) conseguiram vender tanto quanto ficção shoujo e a versão em inglês do Harry Potter novo.

Já vou dar o spoiler que nenhum guia de Pokémon Go aparece na lista mensal, nem ao menos na zona de rebaixamento:

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“Mas Mara, sua William Waack da implicância otaca, você está manipulando os fatos. Você conferiu os números do mês de agosto, mas os livros só foram chegando no final do mês e no começo de setembro!”

Sim, você está correto (menos na comparação minha como o vampirão das madrugadas da Globo). Por causa disso, fui atrás dos rankings SEMANAIS de todo o mês de agosto e do começo de setembro. E sabe o que não encontrei?

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Nem Pride – O Supercampeão (mangá que salvará a Nova Sampa) e muito menos qualquer publicação relacionada a Pokémon Go. Nada. Nadinha. Nothing. E se você olhar as listas semanais, verá que o 20º lugar (o último listado) vende uma média de 400-500 exemplares. Ou seja, podemos afirmar que os livros desta grande mania dos videogaems que mobilizou o país tá vendendo MENOS que essa marca. Ou seja, somando tudo não chega nem perto da marca da autobiografia de Larissa Manoela, a waifu dos adolescentes.

Leitor de livro é quase nicho no Burajiru? Sim. A febre Pokémon Go passou bastante? Sim. As editoras todas lançaram coisas que ficarão defasadas em breve com as atualizações? Com certeza. Mas ainda assim as editoras que pegaram brasileiros para escreverem guias não oficiais de jogo estão saindo no lucro em uma situação:

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Pelo menos elas não tão pagando em dólar por um guia de jogo não oficial americano que vai ficar defasado tão rapidamente quanto os nacionais.

Mais de Oito Mil vai fundo para analisar como é a paródia pornô de Pokémon Go

30 ago

Com certeza você já deve ter visto que Pokémon Go ganhou uma paródia pornô, provavelmente em algum site de entretenimento que por algum motivo misterioso começou a fazer matérias gerais sobre Pokémon do nada. No entanto, todas as matérias se resumem a “olhem essa capa, olha que tosco kkkkkk risos risos huehuebr“. Mas euzinha estou fora desse jornalismo preguiçoso! Posso até ter feito essa matéria até para conseguir cliques, mas farei de uma forma diferente! Fui atrás do mais dados sobre o filme!

Sim, porque menosprezar a paródia pornô de Pokémon Go é menosprezar toda uma indústria que fez filmes maravilhosos como a paródia pornô de Cavaleiros do Zodíaco e a trilogia erótica de Leila Lopes e Carlão Bazuca. Porque pode até ser caça-níquel, mas é caça-níquel com classe!

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Reparem como esse Fuckémon Go consegue trazer os elementos tradicionais da franquia da Nintendo de uma forma menos agressiva aos direitos autorais que fanfics distópicas ou livros guias não oficiais. Isso porque, ao contrário de vender um produto que você não tem direitos na esperança de conseguir que a empresa te note como um senpai, a paródia é permitida por lei!

Fuckémon Go conta a história do jovem adolescente bombadinho Ash, interpretado pelo idol Johnny Rapid, que após fazer sua lição de casa recebe a visita de seu BFF Brock, interpretado pelo lindinho do Will Braun que mal conheci e já quero ver a filmografia. Contrariando qualquer dica de segurança das autoridades locais, eles pensam “que tal irmos lá no meio do mato pra capturar Pokémon?“.

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Se isso fosse um filme pornô normal, na hora ouviríamos uma música lenta subindo e os dois botando as Arboks pra brigarem no meio do mato, mas NÃÃÃÃÃO! A paródia pornô resume muito bem o espírito dos jogadores de Pokémon Go, pois os dois realmente vão no meio do mato capturar Pokémon raros em vez de resolver seus problemas numa interação entre corpos. Inclusive eles encontram alguns fakemons de duplo sentido:

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De repente, eles encontram o lendário Pokémon Peek-a-choo. Se fosse um filme tradicional de sexo, obviamente o monstrinho raro seria um loiro gostosão só de sunguinha

…isso mesmo, mas esse NÃO É UM FILME TRADICIONAL DE SEXO, porque o Pee-a-choo é mesmo uma pessoa usando um cosplay de vendedor de algodão doce na praia:

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Assim que eles capturam o Peek-a-choo, eles muda para a sua Alola Form que aí sim é de um loiro gostoso com sunguinha interpretado por Adam Bryant. Por sorte ele foi introduzido no filme depois de uma explicação coerente ao universo da franquia, ao contrário de uma fanfic aí que botou o Ash como um ditador do mundo subterrâneo:

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E aí começam as aventuras de Ash, Brock e Peek-a-choo no maravilhoso mundo de Pokémon. Confira essa imagem que selecionei para ilustrar o filme Fuckémon Go, obviamente tomando todo o cuidado para não chocar nenhum menor de idade que está neste blog:

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Será que teremos também uma paródia pornô de Ash vs Red? Adoraria perguntar para o autor, pena que ele nunca responde minhas mensagens.

Epidemia de livros caça-níqueis de Pokémon Go assola editoras brasileiras

17 ago

Não sou o Ministério da Saúde, mas estou aqui para alertar uma perigosa doença que tem se espalhado no mundo editorial brasileiro: a necessidade de lançar livros sobre Pokémon Go. Como todo mundo já sabe, o jogo é um fenômeno no Burajiru e até mesmo as pessoas mais improváveis do mundo estão perdendo bateria de celular passando por PokéStops e capturando Pidgeys. A fama também já se espalhou para a web, e os times Valor, Instinct e Mystic já até substituíram os tradicionais signos do zodíaco nos posts que tentam justificar a personalidade babaca das pessoas e promover rivalidades imbecis. Com tamanho sucesso, obviamente as editoras iriam querer uma boquinha disso.

Sabemos que conseguir os direitos de Pokémon para qualquer lançamento não é a coisa mais fácil do mundo, portanto cada lança o conteúdo que dá. A revista Nintendo World, por exemplo, aproveitou que eles têm o selo oficial da Nintendo (não que isso signifique alguma coisa, afinal qualquer tranqueira como o Wii U tem esse selo) para lançar um guia repleto de textos minúsculos em fontes gigantescas e mais da metade da revista com um checklist dos 151 Pokémon. É quase como se estivéssemos de novo em 1999.

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Quem não tem o selo oficial, se vira como pode. A editora Nemo, por exemplo, aproveitou a oportunidade para lançar um romance inédito com uma história de jogadores de Pokémon Go. Entrei em contato com a editora para saber mais da autora e perguntar se eles poderiam usar coisas de Pokémon no livro, afinal a franquia japonesa não é tão aberta a essas liberdades editoriais que nem os Minecrafts da vida, mas até o momento eu fui 100% ignorada pela assessoria de imprensa deles. É a vida, né? Agora também não vão ganhar a chance de ter a capa do livro deles aparecendo nesse post, hunf!

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Quem logo em seguida também apareceu para entrar na onda de Pokémon Go foi o nosso já conhecido autor da fanfic distópica Ash vs Red. Ele está lançando um guia não-oficial de Pokémon Go pela editora Novo Conceito e disse que as vendas desse livro vão abrir as portas para que Ash vs Red seja publicado no Burajiru. Entrei em contato com o autor para perguntar mais detalhes do guia, o que ele achava do lançamento da editora Nemo e questionar como um guia não-oficial iria abrir os olhos da Pokémon Company para que ela licenciasse sua franquia para a produção de um livro cafona mostrando a luta de dois personagens que não fazem sentido. Preciso falar o que aconteceu? Claro que não, todo mundo já imagina que fui IGNORADÍSSIMA. Mas vou mostrar a capa porque ele já é de casa.

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Mas se você pensa que as editoras estão pegando qualquer fã que se submete a fazer um serviço rápido e barato em troca do lucro fácil de vender coisas de Pokémon Go nas livrarias, se enganou. A editora Panda Books, por exemplo, convidou o jornalista Claudio Prandoni lá do Uol Jogos para escrever um guia com superdicas de Pokémon Go. E o lançamento, como era de se esperar, é pra ontem: o livro já está em pré-venda.

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Claro que tenho alguns questionamentos sobre essa mania editorial. Me pergunto o quão bom pode ser um livro feito às pressas para aproveitar uma onda. Quero saber também se alguma editora tem explorado fãs iludidos para escreverem livros assim em prazos insalubres. Qual o tipo de leitor que eles esperam conquistar com isso, os aficionados que jogam direto e sabem encontrar coisas na internet de graça ou o leigo que não vejo comprando livro sobre isso? E, claro, a maior de todos os questionamentos:

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Como que decidem lançar um guia de um jogo que está praticamente em modo beta e que não tem todas as funções ativadas ainda???

Mais de Oito Mil visita o velório da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel

22 jul

A vida é efêmera. Nascemos e morremos muito facilmente, a ponto de nos perguntarmos quanto vale a vida. E é nos momentos de morte que refletimos sobre tudo o que passamos e ganhamos forças para continuar vivendo sem aquela pessoa que esteve sempre presente em nosso lado. E no último domingo foi o dia em que euzinha fui até o Anime Friends para me despedir dela, da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel.

Para quem não sabe, em 2009 a NewPOP havia prometido lançar este mangá nacional escrito por Douglas MCT e desenhado por Ulisses Perez, com lançamento previsto para o Fest Comix daquele ano. Infelizmente, o projeto foi protelado e aí começou a Saga do Adiamento Eterno. Durante muito tempo usamos Hansel & Gretel como o Duke Nukem Forever dos mangás nacionais… com a diferença que nesse tempo até o Duke Nukem foi lançado e nada da adaptação steampunk de João e Maria. Pois bem, trocaram o desenhista, mudaram o projeto e, agora com apenas dois volumes, Hansel & Gretel teve seu lançamento oficial no Anime Friends. E fui lá conferir o enterro de uma piada recorrente.

Vesti um pretinho básico, peguei um buquê de cravos de defunto e fui lá dar minhas condolências para Douglas MCT e a desenhista Rafi de Sousa pela morte da piada, e qual não foi minha surpresa ao ver que ATÉ ELES ESTAVAM COM ROUPA DE LUTO!!! O lançamento estava previsto para as duas da tarde, mas Douglas deu uma pequena atrasadinha (entendemos, deve ser a emoção da perda de uma piada tão querida entre os otakus) e logo se sentou ao lado de Rafi para autografar volumes.

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Douglas MCT me contou um pouco sobre o projeto e como estava animado com o lançamento do mangá nacional. Falou sobre as mudanças na história e deu uma deixa para que uma expansão da trama em novas “temporadas”. Se for algo adiado eternamente e que possa ser usado como piada recorrente, o Mais de Oito Mil apoiará o projeto passionalmente. Já Rafi era bem mais tímida, mas foi bem simpática e parecia muito feliz com o lançamento de seu primeiro quadrinho.

Mas sabemos que você leitor do Mais de Oito Mil não veio aqui para ver uma cobertura a lá Amaury Jr, até porque Junior Fonseca não liberou o prosecco com Mupy para a Imprensa Especializada (pff). Vocês querem é o review, querem que eu leia o mangá e o destrinche como fiz na cobertura inesquecível da Ação Magazine. O que há por dentro desse mangá nacional de capa simples-até-demais?

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Bem, se você queria ver humilhação gratuita, erros primários ou até mesmo um personagem que é uma releitura do Doutor Renato Aragão… sinto dizer que está no post errado. Mesmo com todo o hype gerado por sete anos no forno e com o mercado de quadrinhos brasileiros sofrendo com um amadorismo desde sempre, Hansel & Gretel é um título bem bom. E não apenas bom comparado com os quadrinhos brasileiros, ele é bom no geral mesmo.

A história é aquela coisa: Hansel & Gretel são releituras steampunk de João e Maria que estão em busca de seu pai e se metem numa treta que envolve vários personagens de contos de fadas que não-necessariamente são alemães. Mas em vez de oferecer apenas personagens fanservice e uma jaqueta que não é nunca lavada como em Once Upon a Time, Hansel & Gretel bota todo mundo num autêntico mangá shonen inspirado em séries como Fullmetal Alchemist e com uns zumbis porque né… isso vende.

Claro, o mangá não está livre de defeitos, até porque nenhum dos envolvidos com o Hansel & Gretel me assinou um cheque de publieditorial pra eu falar só bem. As referências que ajudaram na origem dos personagens estão um pouco óbvias demais (Hansel é muito inspirado no Edward Elric e a ideia do humor do Yu claramente é muito o Genma Saotome de Ranma 1/2, e o autor até assume isso nas cenas pós-créditos), mas por sorte alguns personagens conseguem ser bem mais criativos, como o caso da Gretel.

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Eu fiquei um pouco perdidinha lá pelo meião da história quando apresentaram trocentos personagens de uma vez, mas aí o problema pode ser minha falta de memória ocasionada pela falta de dinheiro para comprar o Ômega 3 do Moacyr Franco. E a rotatividade de personagens me pareceu um pouco gratuita (não vou dar spoilers dizendo que um personagem importante morre no meio e… opa).

A edição da NewPOP tá o que se espera da editora: papel offset de gramatura boa, encadernação costurada e muitos extras pra encher bem a linguiça. Só faltou mesmo um guia para mostrar quais personagens foram baseados em quais histórias dos contos de fadas, porque se a pessoa não tem conhecimento enciclopédico (ou se é o Capitão América) ficou sem entender metade das referências.

Finalizando, Hansel & Gretel é um mangá com boa narrativa, boas cenas de ação, um traço muito bom mesmo e um preço mais convidativo que muita tranqueira japonesa que está na banca de jornal. Sem contar que ele pode até ser o fim de uma piada recorrente sobre o lançamento, mas não é o final completo da saga por causa de uma única pergunta: “Quando sai o volume 2, heim NewPOP?”

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