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Marcelo del Greco e estagiário dos Cavs serão os apresentadores do anime no Brasil

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Enquanto os outros países do mundo têm um histórico de exibir os desenhos animados e pronto, nós no Brasil temos o costume de atrelar algum apresentador ao negócio. Inclusive os desenhos japoneses! Os Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo, já ganhou apresentação de Dudalegria, Patty Beijo, a transcendental Mitsui e, por último Kelly Key. Ja Dragon Ball Z teve mais sorte (?) por contar com Kira e Geovana Tominaga na época que ela era uma pessoa que estava só começando. Com a reexibição do anime na TV aberta como parte do plano de resgatar os anos 90 por pura falta de desapego, claro que a Rede Brasil iria arrumar alguém para apresentar Seiya e os outros. E na falta de um apresentador, teremos DOIS.

Isso mesmo, caro otaquinho. Para a tarefa de anunciar o episódio do dia, falar das novidades otacas e ainda falar que rolou muita conspiração e paranoia no capítulo de hoje, os escolhidos são nada menos que MARCELO DEL GRECO e JOSÉ CARLOSA informação foi divulgada no evento de lançamento do mangá Saintia Shô. Em uma espécie de talk show, o dono da marca no Brasil confirmou que essas duas pessoas terão um programa. Temos uma foto do encontro dos dois apresentadores com direito a uma constelação de vergonha alheia que surgiu numa foto com baixa resolução:

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Ok, Marcelão (que já nos surpreendeu em maravilhosas aulas de Crossfit) é o maior fã vivo dos Cavs e uma das pessoas que sobreviveram sem sequelas cerebrais causados pelo roteiro furado da série, mas quem é esse tal de José Carlos que acabou de surgir no meio otaco e já conseguiu o super papel de destaque como embaixador do anime do Kurumada no Burajiru? Pelo que pudemos apurar, ele se trata de um estagiário do Site dos Cavs e também o Cavaleiro da Constelação de Boi de Piranha que Vilarinho invocou para escapar do mico de ter que apresentar esse negócio.

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Del Greco se preparando para apresentar anime na TV

Embora a gente não saiba se Marcelão e JC têm o que é preciso para esmagares este Cloth Myth, poderemos ter uma prévia na próxima terça-feira (25/10), ao vivo, porque toda a Caravana do Zodíaco irá ao programa do Evê Sobral comemorar o lançamento dos animes dos anos 80. Não percam!!!

Raul Gil começa competição de K-POP e cita o Mais de Oito Mil

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Sábado normalmente é quando faço absolutamente nada passeios culturais por São Paulo e acabo passando pelo Centro Cultural Vergueiro, um ponto de parada obrigatório para fãs de K-POP que ficam aproveitando os espelhos de lá para praticarem suas coreografias expansivas e constrangedoras. Mas, neste último sábado, o local estava mais vazio que a lista de anúncios futuros da Nova Sampa: todos estavam em suas casas para acompanhar a estreia do Quem Sabe Dança, quadro no Programa Raul Gil que será uma competição de dança sul-coreana no Burajiru. IKIMASU conferir como foi essa estreia?

O programa já começou com Raul Gil, um dos hokages da televisão brasileira, explicando que o k-pop é uma mania mundial e que o vídeo que ele postou no Facebook fez muito sucesso. Para que a galera de casa composta por senhoras que se emocionam com cantores calouros que conquistam na base do grito entendesse do que se trata o quêipóp, o apresentador convidou um grupo para uma demonstração. E aí começou a primeira atração do programa, que é ver Raul Gil tentando pronunciar os impronunciáveis nomes de grupos:

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O grupo ~alaiê~ se apresentou e logo o querido Raul Gil foi fazer perguntas ao líder do grupo, o lindíssimo Iago. Entre as perguntas, o hokage queria saber por que eles não estavam na competição de seu programa, e a resposta foi de partir o kokoro de Raulzão:

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Como assim, Iago? Nem precisei ler “O Corpo Fala” para notar que Gil-san ficou chateadíssimo com seu programa sendo menosprezado por um grupelho de dançarinos de queipóp. Qual competição é mais importante que a realizada num canal liderado por um fã de Evangelion???

Aliás, Gil-chan acabou de se tornar o meu mais novo ídolo porque ELE LEU A MINHA MATÉRIA!!!

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Além de comandar o maior concurso de Idols de todos os tempos, de fazer brincadeiras de palavras inspiradas no tradicional shiritori e de ter descumprido deliberadamente as leis da alquimia ao transformar seu microfone de ferro em ouro, Raul Gil é leitor do Mais de Oito Mil. Com isso ele já ganhou o meu amor eterno, nem podemos zoá-lo por comparar os participantes dos grupos a celebridades norte-americanas, como foi o caso dessa competidora do grupo ~veeeenee~ com tatuagem de Exu comparada ao cantos ~djustin bíb~:

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Além da duração arrastada e das piadas repetidas, qual a outra característica desse tipo de programa? Sim, os merchans, e Raul Gil sabe muito bem como inserir uma propaganda adequadamente, afinal aproveitou um concurso de dança para…

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Após a apresentação do grupo ~fíkstuyuuuu~, rolou a votação de qual seria o vencedor do dia. E o julgamento seria feito por quem? Seria um artista coreano? Os jurados do “Se ela dança eu danço”? O sistema de identificação de movimentos do Just Dance no Kinect? Não! Claro que foi a plateia, composta apenas por mulheres que gritam nos momentos oportunos e passam energia positiva estivando o braço conforme as ordens do contra-regra:

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E esse foi o começo da competição do K-pop no Burajiru através do embaixador Raul Gil-sama. Para a próxima semana, não espero nada além de mais comparações de celebridades, mais piadas de “abre o olho japonês” e um convite formal para que eu cubra os bastidores lá no SBT. Agora vou agradecer ao leitor  pela pauta, pegar meu banquinho e sair de mansinho.

(Você pode assistir ao quadro em baixíssima resolução como nessas imagens lá no perfil oficial do SBT no Youtube)

Nintendo PROÍBE fanfic brasileira de Pokémon, mas criador aposta em vaquinha online

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Estava eu quietinha embaixo do meu edredom me preparando para amanhã dar de cara com uma horda de otacos quando meu celular apita… não, não foi o superestimado Pokémon Go que em duas horas de funcionamento no Burajiru já conseguiu irritar com memes sem graça, e sim uma wild pauta que appeared nesse terreno que é a Internet. Lembram do caso do fã que criou uma fanfic distópica de Pokémon e que começou a iludir fãs de Pokémon dizendo que conseguiria os direitos oficiais gratuitamente com a Nintendo para lançar o livro através de uma editora? Pois é, a história atingiu um novo patamar, ultrapassando a escala Mineirinhooo de Picaretageeem. IKIMASU acompanhar o novo post do cidadão?

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DEIXA EU VER SE A OTAKA AQUI ENTENDEU!!!

O autor da fanfic (que nos últimos tempos alardeou que uma editora grande se interessou pelo livro) revelou que a tal editora entrou em contato com a Nintendo e que esta proibiu o projeto, o que era óbvio até mesmo para ele. A saída então foi ele decidir viajar para São Paulo e oferecer ao suposto licenciante de Pokémon que mora na capital paulista um projeto de licenciamento para lançar o livro oficialmente, mas para isso ele precisa de pequenas contribuições de até 25 reais que serão compensados em troca de pôsteres de uma série que ele não tem os direitos???? Eu não vejo algo tão confuso assim desde a exibição original de Haruhi Suzumiya!

Óbvio que a postagem juntou um número considerável de fãs de Pokémon dispostos a dar o dinheiro que for para que o sonho de uma fanfic violenta sobre um futuro distópico de Pokémon seja lançada de forma oficial com a aprovação da dona da marca (até aí Mighty No.9 também juntou 3 milhões de dólares em meio a promessas que não foram tão cumpridas assim), mas o post também juntou algumas pessoas que começaram a questionar um pouco a tal vaquinha online. Confira a sapiência deste leitor:

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O AUTOR SACOU A CARTA DO PROPÓSITO OCULTO QUE SERÁ REVELADO NO PLOT TWIST DA TEMPORADA!!! Ele tem um grande propósito por trás de tudo que provavelmente será revelado quando todo mundo pagar a viagem dele para São Paulo!

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Entendeu, sr hater Leandro Fernandes? Ele não está usando os direitos autorais alheios de forma errada, ele estaria fazendo isso se, por exemplo, começasse a “vender” pôsteres que ele fez em troca de dinheiro que seria usado para uma viagem em prol de toda a nação de Pokémaníacos! Veja lá como usa as palavras!

Bem, essa é o atual arco da Fanfic de Pokémon, no qual o autor megalomaníaco e sonhador decide ir ao Sudeste em busca de sonhos, oportunidades e de um licenciamento caríssimo que será pago com o dinheiro de um 3DS vendido. E para você leitor do Mais de Oito Mil que adora dar uma provocada, infelizmente não poderá comentar no post do Facebook da página Ash vs Red porque eles estão apagando todos os comentários que vão contra o keikaku dele (inclusive esse que postei o print).

Será que na próxima fase dessa série teremos a participação dele, o saudoso Professor Odilon que acumulou experiência no caso Mineirinhooo?

odilonADVOGADO

Plantão Kira dos Mangás – Esquema de Pirataria de Mangás é desmantelado

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Desde o final de 2011 quando rolou o Plantão do Mineirinhooo eu estava louca pra reviver esse clima de confraternização e mutretagem financeira para cima dos otacos do Burajiru. Se você perdeu o último capítulo aqui do Mais de Oito Mil, um rapaz começou a imprimir mangás copiados de scanlations brasileiros e encaderna-los com qualidade. Em vez de alegar o bom e velho oportunismo e capitalismo selvagem, o Kira dos Mangás (apelido dado pelos leitores através desta MARAVILHOSA page do Facebook) dizia estar pirateando como forma de protesto, afinal Cassius Medauar, Beth Kodama e Júnior Fonseca nunca responderam seus emails com sugestões de títulos. Melhor impossível, né? E a história segue hoje com um desdobramento delicioso.

O Kira dos Mangás estava de boa imprimindo seus mangos quando sentiu um baque no seu keikaku (“plano ” na língua da Grande Nação Japonesa): o digníssimo blog Mais de Oito Mil, esse L da imprensa especializada (pff), denunciou suas atividades que vão de ignorar desde direitos autorais até o uso do português correto, e então foi bombardeado por questionamentos vindos de todos os cantos.

Por causa disso, Kira dos Mangás anunciou sua RETIRADA IMEDIATA do mercado de mangás, durando ainda menos que a editora Savana (lembra?). Para aqueles que o viam como um deus do novo Mundo dos Mangás, ele deixou em sua pagina oficial uma declaração de despedida que mirou na carta de Getúlio e acertou direto nas pérolas do ENEM (Gustavo Felipe, obrigado por ter me marcado nessa pérola).

IKIMASU ver a malemolência retórica do guerreiro protestante?

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COMEÇOU BEM A CARTA DE RENÚNCIA. Segundo o Kira dos Mangás, ele está saindo desse barco furado não porque os pais advogados devem ter avisado que sem direitos autorais você não pode nem vender sacolé do Saitama na praia do Recreio, e sim porque ele não tem tempo para se dedicar à arte da pirataria como forma de protesto. Mas o Kira dos Mangás não vai abandonar sua vida de justiceiro social, porque ele já plantou a sementinha para um novo e glorioso futuro:

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Sabe o que não é fácil? ESCREVER “FÁSCIO”!!!! Com certeza isso faz parte do keikaku dele para que pensemos que se trata de uma pessoa semialfabetizada e néscia, fazendo com que os grandes editores desse Burajiru aliviem um pouco a perseguição implacável ao aproveitador. Mas é claro que a carta continua!!!!

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Assumindo que é o deus do novo mundo, praticamente um messias do mundo editorial, Kira dos Mangás anunciou sua saída e ainda diz que haverá sucessores que seguirão suas palavras e ideais. Tipo um Jesus Cristo, só que sem a completa deturpação de seus ideais de paz e felicidade. E no fim, num verdadeiro plot twist carpado, o Kira revela não temer o peso da justiça dos homens do Burajiru, afinal ele tem apenas DEZESSETE ANOS. Assim como Narak enviava os seus Insetos Venenosos do Narak para distrair Inuyasha e seus amigos, o Kira usou essa carta armadilha para que as pessoas passassem a discutir a redução da maioridade penal em vez de atentar ao fato que ele foi num crescente de matança do português nessa fase final que ficou até difícil entender o que tava rolando na carta.

Pois é, e assim encerrou a trama do Kira dos Mangás. O rapaz de 17 anos que criou um império alternativo de mangos (que foi inteiramente apagado porque… né… ~ele tá sem tempo~) e que viu seu keikaku sucumbir diante da ameaça do Processinho-kun. Ou então ele previu tudo isso no seu plano de 8 meses e ser descoberto pelo Mais de Oito Mil era uma PARTE DO SEU KEIKAKU!!!!!!

AFINAL, ELE TEM A PORRA DE UM KEIKAKU!!!

Pequenas Picaretagens, Grandes Negócios – Fã imprime mangás em português de forma caseira e vende pela net

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E aí, minna, tudo bem? Nesses trocentos anos de vida tokuanimangástica já vi muita coisa relacionada a pirataria: grupo de fãs dizendo que tinham os direitos de lançar DVD de Evangelion no Burajiru, empresa de grande porte que sustentava uma lojinha de DVDs usando vídeos de fansubs e até mesmo uma máfia dos sites de legendagem que enchiam o cu de dinheiro e que atacavam qualquer pessoa que fosse contra, mas confesso que essa novidade que vou contar neste post é algo que supera até a escola Mineirinhooo de picaretageeem: agora temos mangás físicos pirateados!!!!!!!

Confiram com carinho esse anúncio que me mandaram por inbox:

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Quando olhei, a primeira coisa que pensei é que alguém havia hackeado o sistema da Panini e roubado os arquivos digitais do novo lançamento, ou então que alguém distraiu a editora Beth Kodama com deliciosos Melona (não julgo, eu também seria seduzida por um sorvete desses) e que conseguiram usurpar provas de gráfica de One Punch-Man antes de chegar nas bancas. Mas não: o gênio pegou os mangás de scans, imprimiu numa gráfica e agora está vendendo ao mesmo preço que os mangás das editoras, só que com uma suposta qualidade melhor. IKIMASU ver a tal qualidade melhor?

Embora julgar esse cara como um completo mau caráter seja uma estratégia muito comum aqui no Tribunal da Internet, acho que devíamos nos perguntar se ele é inocente antes, né? Às vezes é apenas um pobre imbecil que não tem o menor conhecimento do que significa direitos autorais, não é mesmo? Acontece nas melhores famílias, tipo as de um famoso político que comanda um canal de televisão especializado em exibir animes que ele baixou na Net.

Bem… pensei nessa hipótese do desconhecimento dos direitos, até ver ISSO:

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QUE MALEMOLÊNCIA ARGUMENTATIVA, MINNA!!!! Tive que me segurar para não sublinhar todas as frases maravilhosas que ele usou, indo desde a ameaça por ter pai e mãe advogados (logo devem estar acima da lei, da ordem e dos direitos autorais) até a revelação de que tudo isso é apenas um truque para chamar a atenção das editoras, que não responderam suas sugestões de títulos nem ao menos com uma resposta automática.

Mas, como eu disse, pode ser apenas que ele não sabe que existem editoras brasileiras que têm os direitos sobre determinadas obras, o que impossibilita que ele publique na sua gráfica particular. No entanto, essa hipótese também desaparece quando vemos ISSO:

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O que foi esse Ewerton revivendo o meme do quadro de namoro do Melhor do Brasil dizendo “hoje não, Faro” para a Beth Kodama e para os empresários da Panini que são os donos dos direitos de One Punch-Man?????? E para termos certeza que tudo isso não é uma interpretação equivocada deste verdadeiro Robin Hood dos mangos, confira ISSO:

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PUTA QUE PARIU, ELE TEM UM KEIKAKU!!! ELE TEM UM KEIKAKU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (mil exclamações de Atena)

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Aguardo os próximos capítulos dessa incrível cruzada de Ewerton Gonçalo contra as editoras que não ouviram suas sugestões de títulos, e agora serão punidas com mangás de qualidade (afinal, pagar pelos direitos, pela tradução e todas as coisas é para os fracos). Será que no jikai do próximo episódio veremos a sombra do Processinho-Kun?

Eu sou Akira (-kira..-kira…-kira…)

5 nov

Depois que a Warner soou duas trombetas do apocalipse ao anunciar que os live actions de Death Note e Akira vão rolar, os fãs que se estressam por qualquer coisa já estão xingando muito no Twitter porque o elenco não vai ser japonês.

E o boato da vez é que o ator Garrett Hendlund fará o protagonista, o Kaneda (para surpreender você leitor que se acha o maior otaku e ainda achava que o principal se chamava Akira).

Eu acho um absurdo. Nem sei como é o ator, mas já acho impróprio para fazer o Akira. Precisamos de um ator da Grande Nação Japonesa! Produção, coloca aí umas fotos desse tal Garrett pra gente tacar Mupy de tomate no monitor do computador em repúdio a sua contratação!

Ah… bem…. ah…. esquece o protesto.

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Analisando Séries: Todos querem a Shana do Olhar Fogoso* (Shakugan no Shana)

10 jun

(*Piada do Fabio Sakuda, que eu roubei e esqueci de creditar)

Hoje acordei com vontade de fazer humor rápido de duplo sentido. De preferência de um nível bem baixo. Então pra baixar o nível de vez, ao invés de ir em comunidades do Orkut fazer a injustiçada, vou fazer um Analisando Séries de Shakugan no Shana, a série com o nome mais zuado de todos os tempos. É tipo um Bleach, mas com meninas e com a mesma graça. Ou seja, UM SUCESSO. Então pare de apertar F5 pra ver se chegou o email da Toei com o Guide Style italiano de Sailor Moon S e IKIMASU ver essa grande série!

Engraçado, não fui avisada que a Panini tava legendando animes agora.

*Duas horas depois, acordo depois de ter cochilado no glossário do anime. Volto então ao começo do episódio para analisar.*

Só eu vi maldade nesse diálogo?

O menino começa o episódio andando em ruas com folhas de cerejeira enquanto fala sobre seu cotidianzzzzzzzzzz

Cadê a Shana???

Aí no meio da rua uma mulher começou a pegar fogo. Será ela a tal Shana?

O carinha tá andando na rua e de repente todo o cenário muda e aparecem monstros.

Desculpem minha mente poluída, mas só eu vi algo muito pervertido nessa imagem?

Isso tudo faz parte do keikaku do fansub para introduzir a língua da grande Nação Japonesa no Burajiru?

Ah, Keikako significa plano.

SHANA! SHANA! SHANA!

Depois que uma demônia enfia a mão no moleque, a Shana furiosa vai e corta o menino. Eles estão usando a famosa estratégia de roteiro “vamos colocar muitas cenas de ação sem explicar nada para confundir os otakus e os fazer achar que aqui tem profundidade.”

Aí vem o título e a história começa. Porra, e esses 5 minutos que gastei não serviram de nada?

Enquanto os personagens andam e conversam, esses dois figurantes indicados ficam parados na mesma posição, mostrando que houve um crossover com o Chapolin e a sua corneta paralisadora.

Apareceu um cara que é o Bully do local, e o amigo do protagonista começou a falar pra ele não se envolver com esse tipo de homem. Ter relação gay num anime que tem SHANA no nome faz tanto sentido quanto ninguém de Alameda dos Anjos ter percebido que o Tommy passou a usar roupas brancas quando surgiu misteriosamente o Ranger Branco.

Eu odeio fansub que segue o estilo japonês de nome de colocar o sobrenome antes. Como não tem um padrão, você nunca sabe qual é o nome e qual é o sobrenome. Já que não sei se Sakai é o nome ou sobrenome, vou chamar o protagonista de Sako.

Nesta cena, a mão do professor foi substituída por uma pata de cachorro. Aguardo as cenas de zoofilia.

Depois da aula, o Sako encontra a menina bonitinha na loja de CDs, e ela decide falar todo o seu endereço para facilitar um eventual seqüestro por parte do Sako. Faltou só um foursquare e uma plaquinha de “Estupra mas não mata”.

Além de falar com o Sako exibindo a bunda ausente, ela ainda tá afim do amigo hipster dele. E você otaku se achando superior por não ver Malhação porque prefere histórias mais densas, né?

Cenas de ação sem sentido intercaladas por um cotidiano mais chato que esperar a gestação da Mariah Carrey. Seria essa uma reinvenção de Black Rock Shooter?

Tá, vamos parar com a frescura e começar A ESPERADA SEQUENCIA DE PIADAS DE DUPLO SENTIDO E BAIXO NÍVEL!!!

A Shana apareceu arregaçando todo mundo.

A Shana parece ser impiedosa.

Aí a Shana percebeu fogo na parte de trás.

O bebê monstro não agüentou o poder da Shana.

A Shana não vai permitir que a mulher se aproxime do Sako.

Shana desconfia que tem alguém por trás.

A Shana encosta no Sako e ele pega fogo.

Sako descobre que a menina da escola é a Shana. Que revelaçãzzzzzzzzzzzzz

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RESULTADO do Grande Debate – Tradução de Mangás

6 jun

Surpreendendo o leitor Houndurr e a minha preguiça que me dizia para ficar na cama quentinha ao invés de digitando esse post imenso, estamos aqui de volta para terminar de uma vez por todas a discussão sobre tradução de mangás. Foram mais de 200 comentários aqui no blog, um recorde. Milhares e milhares de pessoas  leram o post e muitas deram suas opiniões, postaram flames e discutiram sobre a cultura da Grande Nação Japonesa. Minha idéia era deixar o post pra lá, mas como teve tanto comentário, é minha obrigação fazer uma síntese de tudo, falar quem ganhou a discussão, dizer MINHA opinião sobre as traduções de mangá etc.

Então IKIMASU começar a discussão! Durante o post teremos vários dos comentários relevantes que o tópico teve, mostrando a grande inteligência de meus leitores e como eles conseguem articular seus argumentos parciais de uma maneira gentil e civilizada.

Analisando o grosso dos comentários, deu pra ver que a grande maioria é #TeamPanini, por buscar um mangá fiel ao original da Grande Nação Japonesa. Muitos dos leitores gostam de conhecer a cultura mais rica e o mangá é a principal porta para tanto conhecimento.

Pronto, isso é o que os leitores disseram estatisticamente, mas lendo os comentários vemos coisas bem interessantes.

Todos, mesmo os #TeamPanini e os #TeamJBC concordaram em um ponto sobre a JBC: ela inventa demais. A JBC, buscando uma popularização do mangá no Burajiru, começa a colocar frases engraçadinhas e gírias. E todos concordam que o problema está nessas frases. Um mangá japonês não vem com referências a Pânico na TV ou ao Chaves.

E a maior briga nos comentários foi sobre os tão falados honoríficos. Aqueles –chan, -kun, -san foram defendidos por unhas e dentes por muitos, que alegam que aquilo é a representação hierárquica da complicada cultura mais rica e que isso não deveria ser traduzido. Outros acham que é uma baita preguiça não traduzir essas coisas, e que isso seria um otakismo desnecessário. E falam que, mesmo estando tudo explicado no glossário, o mangá deveria ser uma leitura fluida e descompromissada, e não uma grande aula sobre métodos de tratamento da Grande Nação Japonesa.

Depois de trazer esse resultado do debate, que foi a vitória esmagadora da Panini, eu venho colocar a minha opinião, que foi formada com base nos comentários sensatos e alimentada pelos flames da Aline Kachel.

Eu decidi começar esse debate pois eu mesma não sabia qual era a minha posição sobre tradução de mangás. Depois de entrevistar o Marcelo Del Greco, eu achei até certo uma adaptação para facilitar o mangá para o público do Burajiru, mas não fui tão a favor das gracinhas que foram incluídas, como as pobres zebrinhas. E compro coisas da Panini, e o excesso de otakices me incomoda um pouco. Em Tokyo Mew Mew precisa mesmo de “nya” quando os gatos brasileiros falam “miau”? Então, a discussão fica entre os liberais da JBC e os conservadores da Panini.

E a minha solução para o caso é bem simples:

Eu sou #TeamConrad.

“Mas Mara, sua gorda trapaceira, essa opção nem tava na conta!”

E daí? Na vida e no Exame Hunter aprendemos que o melhor caminho nem sempre são os pré-definidos, e que precisamos ser criativos. E essa semana coincidiu com meu namorado me emprestando o Slam Dunk (que fiquei com vontade de ler depois de ler a matéria no Chuva de Nanquim).

Slam Dunk mostra uma escola japonesa, certo? Mas, lendo o mangá, eu não achei nenhum –chan, -kun ou qualquer outra otakice do gênero. Os personagens, quando têm um grau de proximidade digno de um –chan ou –kun, se chamam apenas pelo primeiro nome. E quando não são íntimos, se chamam pelo sobrenome. Não precisei de um grande sistema hierárquico pra entender isso. O Hanamichi Sakuragi é meio revoltado, então ele fala um português mais solto que os outros personagens, sem a necessidade de incluir frases do Chaves. E os apelidos são coerentes ao português.

“Ah Mara, sua gorda basqueteira, mas é porque é um shonen de porrada e esporte! Quero ver colocar essas coisas num mangá que mostra toda a poesia da cultura mais rica, como num shoujo.”

Um shoujo tipo Paradise Kiss, que também não tem –chan, -kun, -san…?

E citaram como exemplo um mangá da Panini chamado Sunadokei que os personagens falam sotaque caipira, e pra mostrar isso eles terminam as frases falando –ken. Não li o mangá, mas achei uma coisa meio idiota. Ou a Panini poderia ter escolhido uma outra palavra, ou então simplesmente omitir isso, não?

“Ah Mara, sua galinha caipira gorda, mas a autora queria que eles fossem caipiras e isso tem que estar no mangá.”

E no mangá japonês o Goku também não tinha um sotaque caipira? Não passaram isso nem pra nossa dublagem e nem pra nossa tradução do mangá, e tá tudo Entei até hoje sem ninguém reclamar.

Temos um purismo com os mangás da Grande Nação Japonesa que não temos com materiais de outras culturas. É como se valorizássemos de mais a cultura mais rica e desvalorizássemos a nossa própria cultura. Em gibis da Disney ou de SuperHeróis não vemos esse purismo que tem nos mangás. E ninguém considera que são fontes para se aprender cultura, como falam do mangá.

A função do mangá é divertir e contar uma boa história, e não complicar a vida do leitor com informações que, às vezes, nem são tão necessárias assim para se entender o que tá rolando. E como bem lembraram nos comentários, essa é a opinião dos otakus… e a opinião de quem lê mangá apenas porque se diverte pois viu o anime na TV? Não deve ser respeitada só porque não é conhecedor da Grande Nação Japonesa?

Isso tudo foi o que deu pra tirar do Grande Debate Mais de Oito Mil sobre tradução de mangás. O que valeu a pena nisso foi que eu consegui muitas visitas finalmente pudemos discutir sobre esse tema polêmico e, quem sabe, mostrar para as editoras o que realmente queremos. Porque eu sei que tem gente de editora que dá uma passadinha nesse blog…

Agradeço de novo a participação de vocês e nos vemos num futuro próximo num novo debate ou nos posts normais deste blog.

“Porrãm Mara, sua groda ambiciosa, você quer mais visitas para o seu blog, por isso vai fazer novos debates, né?”

Eu só tenho uma coisa a dizer disso:

FAZ TUDO PARTE DO MEU KEIKAKU!!!

***

Se você quer ler o post original do debate com todos os comentários, clique aqui.

Se quer ler o post do Quiabo Gyabbo comentando isso, clique aqui.

Se quer ler a entrevista com Marcelo Del Greco, clique aqui.

Se você ficou interessada em rir dos otakus que verão o show do FRESNO no Anime Friends, clique aqui.

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