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Os 10 mangás mais esquecíveis já publicados no Brasil

25 abr

Vamos acreditar que é verdade isso que nossos editores de mangás sempre falam nas palestras e dizer que o Burajiru tem um mercado consolidado de mangás. Mesmo se acreditarmos cegamente na afirmação, não dá pra aceitar que todas as editoras nesses 17 anos de publicações desde Dragon Ball só trouxeram os melhores títulos disponíveis na Grande Nação Japonesa porque isso não rolou. A gente sabe que às vezes rola uma venda casada, um “publica esse aqui que você publica esse que você quer” ou mesmo a ideia dos editores de mangás que um negócio pode emplacar de alguma forma.

Como método para conseguir visualizações mais facilmente, reuni 10 dos títulos mais esquecíveis de mangás já lançados por aqui. Dez daqueles mangás que se você der de cara lá na prateleira da Comix você por um segundo vai se perguntar “ué, isso foi publicado por aqui?”. IKIMASU para a lista em ordem alfabética mesmo porque me falta conhecimento de tanta tranqueira para catalogá-los em ordem de esquecimento!

As Estrelas Cantam (Panini – 11 volumes)
Depois do grande sucesso de Fruits Basket pela JBC, a Panini deve ter pensado “nossa, e se a gente trouxer o mais novo sucesso de Natsuki Takaya no Japão?” e fomos presenteados com um dos mangás com capas mais insossas já publicados. Não sei se é a pintura computadorizada, o fundo de papel de carta ou o nada inspirado título em português, mas ninguém lembra que tivemos 11 volumes de As Estrelas Cantam publicados no Burajiru.

Blue Dragon – Secret Trick (JBC – 1 volume)
A JBC é aquelas que quando aposta numa coisa, vai até o fim (menos quando se trata de continuações de seus mangás). Muito antes de publicar até a lista de supermercado desenhada pelo mesmo desenhista de Another, a editora publicou esse mangá alternativo de Blue Dragon depois de publicar a série Ral Grado (que por sua vez só saiu porque tinha o traço do desenhista de Death Note). O destaque é ser o único mangá publicado aqui da autora de Bucky (dependendo da sua idade é capaz de nem saber o que é isso também).

Contos de Amor Para Você (Panini – 2 volumes)
Parece título de romance de banca, mas nada mais é que um mangá shoujo genérico que a Panini trouxe e ajudou a criar o preconceito no brasileiro de que shoujo é ruim. Talvez você nunca tenha visto na banca porque seus olhos podem ter apagado cognitivamente a existência dele na prateleira da banca por motivos de PUTA QUE PARIU, QUE CAPA HORROROSA.

Destino Cativo (Panini – 5 volumes)
Apostando forte na autora de Vampire Knight e do desconhecido MeruPuri, a Panini trouxe esse mangá de arte bonita e logotipo escondido como se fosse uma arte abstrata de uma grade de jardim. Iniciou a tendência dos nomes difíceis de ler que hoje tem como representante o Quem é Sakamoto?.

Mär (JBC – 15 volumes)
Ao contrário da maioria dos mangás dessa lista, o Mär da JBc chama a atenção por ser um título longo. Mas a que devemos a presença de um shonen de lutinha grande ser completamente ignorado pelo público brasileiro? Olha, talvez seja a história completamente sem-sal, o protagonista sem carisma e a publicação numa época que provavelmente tinha muita coisa melhor para se comprar.

Pandora – A namorada do Death Jr. (NewPOP – 1 volume)
A NewPOP merecia um top 10 só dela para mangás esquecíveis, afinal ela precisou publicar muita bomba até convencer os editores japoneses que ela garantiria um Tezuka ou um GTO. A cereja no topo da indiferença com certeza é esse mangá americano feito para uma coadjuvante de videogame que é tão irrelevante para a gente que o título do mangá precisou avisar quem é o macho dela (e hoje em dia ninguém mais nem lembra que houve um jogo chamado Death Jr).

PxP (Panini – 1 volume)
Mais um shoujo genérico da Panini.

Spicy Pink (Panini – 1 volume)
Mais um shoujo genérico da Panini.

Witchblade (Panini – 2 volumes)
Esse foi o título que me deu a ideia para esse post, porque estava com o estagiário na Comix e de repente me perguntei “ué, quando foi que esse negócio saiu? E olha que tenho boa memória”. Não sei se foi a completa irrelevância da história, a falta de atratividade com a personagem ou essa capa que mais parece parte do catálogo da Nova Sampa, mas não lembro mesmo desse mangá.

Wanted (Panini – 1 volume)
Muito antes da Panini conseguir emplacar o volume único com as histórias de Eiichiro Oda, o Wanted shoujo já foi publicado aqui da mesma autora de Vampire Knight e entra novamente na categoria dos shoujos genéricos que a Panini deve ter comprado de um pacotão baratinho do Japão (afinal, pra quê comprar um shoujo bom quando você pode ter um estoque de volumes únicos medianos?).

Hoje é o aniversário de 2 anos do anúncio de Akira pela JBC

10 abr

Não sei vocês, mas eu simplesmente amo festa de kodomo (“criança”, caso você não entenda o idioma da Grande Nação Japonesa). A possibilidade de me acabar em bolinha de queijo, minipizza e sanduíche de carne-louca é muito mais interessante que ir em balada ouvir música genérica ou ir em barzinho com gente que só fica lembrando dos bons tempos de TV Globinho. Por isso, quando fui avisada que hoje teria um aniversário de dois anos eu fiquei ultra contente. Infelizmente, ninguém providenciou a festa.

Há dois anos, em 10 de abril de 2015, a JBC revelou o 20º anúncio daquele ano exclusivamente para o site Omelete (pra quê divulgar na imprensa especializada se a gente é trouxa de fazer isso de qualquer jeito, né não?): o grande clássico Akira. No dia seguinte, a página da JBC mostrou toda a animação com o negócio:

Desde então, a JBC vem sendo enrolada na base do “vamos marcar” pela Kodansha e pelo autor do negócio que inventou de ~remasterizar~ o mangá. Atualmente, Akira está uns 99% do lançamento, segundo a JBC, mas sabemos que aquele 1% é vagabundo e o negócio pode demorar mais alguns meses.

De qualquer forma, se a JBC quiser fazer uma festinha é só usar esse convite especial que fiz aqui:

Meu Passado Otako – O dia em que a JBC conseguiu publicar Dragon Ball

3 abr

Se você pegar um frame do Marcelo Del Greco falando de Dragon Ball Z na Rede Brasil e der um zoom no olho dele, verá escrito “eu queria ter trabalhado com o mangá de Dragon Ball =(“. Um dos maiores fãs vivos da franquia, Marcelinho nunca teve a chance de trabalhar com o mangá de Akira Toriyama nem na Conrad e muito menos na Panini, certo? ERRADO! Porque quando Kami-sama fecha uma porta na sua vida, você encontra uma janela.

Pouca gente sabe, mas a JBC em 2009 aproveitou que estava saindo nos cinemas o promissor filme Dragon Ball Evolution (com o selo de aprovação de Akira Toriyama) e foi atrás dos direitos para lançar alguma coisa relacionada ao longa. Aí ela pegou com a Viz os direitos para lançar a romantização oficial do filme, afinal o mangá ainda estava sob as asas da Conrad.

O livro de Dragon Ball Evolution foi lançado antes do filme chegar aos cinemas, então algumas pessoas trouxas podem ter comprado para descobrir se o negócio ia ser mesmo legal. O livro parece ser bem grosso e tem quase 200 páginas, mas na verdade o que vale é apenas metade. Isso porque, assim como Dora a Aventureira, esse se trata de um lançamento bilíngueOu seja, você tinha do lado esquerdo a página em inglês e do lado direito a página em português. Wonderful!

No começo do livro também tinha uma galeria de fotos do filme com frases de efeito devidamente traduzidas.

Anos depois a Conrad perdeu os direitos de Dragon Ball e algum tempo depois a Panini conseguiu licenciar o mangá junto com One Piece. E o único contato que Marcelinho Del Greco teve com a série dos guerreiros Z foi ajudar na dublagem. Ajudar entre aspas, porque ele foi o responsável por retirar a frase “mais de oito mil” de Dragon Ball Kai, em uma evidente represália a este blog.

Por onde andam os anúncios da JBC? Um beijo, anúncios da JBC!

11 mar

Quem acompanha grupos de otakus em redes sociais está acostumado a boataria sem fundamentos espalhada por perfis com fotinhos de personagens de anime, e um dos papos que a gente mais escuta é que a JBC está falindo. O motivo para as pessoas imaginarem isso é bem simples, pois nos últimos meses a editora mudou a periodicidade de seus títulos e reduziu drasticamente a quantidade de coisa que tem colocado nas bancas. Claro que isso não quer dizer nada, mas temos observado que uma coisa está bem feia na JBC: a perspectiva de novos títulos.

Ontem, completamente de surpresa, Cassius Medauar surgiu no Henshin Online para falar de algo que não era a indefinição de Akira e Inuyasha: uma NOVIDADE JBC. Seria um anúncio de novo título? Uma nova republicação? Um CD Book de Cavaleiros dublado por Marcelo Del Greco? Infelizmente, o anúncio era só um databook de Ghost in the Shell feito pela Grande Nação Japonesa para aproveitar o hype do filme.

Vamos ser bem sinceros: quem se importa com databooks no Burajiru? A gente compra pra botar na estante e não ler. O texto pode estar em sânscrito que ninguém vai notar. E a decepção que foi esse anúncio fez surgir uma pergunta em mim: quando foi a última vez que a JBC anunciou algo? Fiz esse mega-elaborado infográfico com TODOS os anúncios da JBC de março de 2017 até abril do ano passado:

Percebam que, tirando republicações e material caça-níquel, o último mangá mesmo foi Blame cinco meses atrás. E antes dele foi My Hero Academia nada menos que seis meses antes. Em todo evento, a JBC sempre avisa que vai primeiro lançar os títulos que prometeu e ainda não lançou. O problema é que os anúncios feitos além de terem quase um ano de idade já não são exatamente os títulos maaaais empolgantes (quem aí tá vibrando por Sakura Wars e Samurai 7?).

Claro que ninguém aqui espera algo parecido com a Panini, que anuncia um mangá AAA da Shonen Jump cada vez que Beth Kodama dá um abraço em seus gatos (eu até já critiquei isso um tempo atrás), mas a JBC está num ponto não muito legal para quem espera novos mangás.

JBC facilita acesso a mangá tirando ele das bancas

7 mar

A crise está pegando todo mundo, né minna, e cada editora vai arranjando formas de economia. A Alto Astral, por exemplo, economiza papel cortando capítulos dos mangás dela que ela julgou não tão bons assim. Mas a crise também afeta empresas maiores, e a JBC soltou um comunicado hoje que corrige certas decisões estratégicas da empresa.

O comunicado foi enviado a toda a Imprensa Especializada (pff)… quer dizer, eu não recebi nada, por isso vou roubar o texto do comunicado lá do Biblioteca Brasileira de Mangás. IKIMASU ler o que eles mandaram:

Segundo a JBC, o mangá deixará de ser distribuído para as bancas e ficará apenas nas livrarias e lojas especializadas igual Blame (que é do mesmo autor). Até aí normal, provavelmente eles devem ter percebido que o público do mangá estava na livraria, e por isso acharam melhor corrigir a rota originalmente traçada. Isso acontece com qualquer editora.

Só não entendi o texto que a JBC mandou para nós jornalistas da Imprensa Especializada (pff): como assim essa mudança vai facilitar os leitores encontrarem os volumes do mangá? Porque assim, dei uma busca por “Sidonia” em duas redes de livrarias e encontrei todos os volumes à venda, então as livrarias e lojas especializadas já estavam recebendo o produto antes da mudança. Você corta uma opção de compra (a banca) e diz no release que isso vai facilitar a vida do leitor? Então tá, né.

De qualquer forma, boa sorte à JBC na empreitada. Realmente não é todo mangá que funciona na banca e as livrarias são uma boa alternativa de compra.

Editoras, vamos parar com esse rolê errado de anunciar muitos mangás?

4 dez

Esse final de semana aconteceu um famoso evento de ~cultura nerd~ que se autointitula tão épico quanto as obras de Homero (o nome da CCXP não será mencionado porque eles não me deram credencial de imprensa, ok?) e tanto a Panini quanto a JBC estiveram lá com seus painéis de revelações para o público. Enquanto o da Panini teve a presença de Frank Miller e Beth Kodama anunciando nada menos que SETE TÍTULOS diferentes, a JBC foi na contramão e fez um painel sobre vários nadas, anunciando apenas a morte do Ink Comics. Para a galera da Internet, ficou bem claro que a Panini PISOU na JBC e saiu como a ~campeã da feira~, mas na verdade quem se fodeu fomos todos nós mesmo.

Lá pelos idos de 2010, quando a JBC estava completando 10 anos de atividade, rolou um boato que eles iriam comemorar fazendo 10 anúncios de mangá. Na época, o editor Marcelão del Greco chegou a falar que esse número de anúncios era absurdo, e assim foi. Ano passado nos 15 anos de JBC, em contrapartida, o inverso aconteceu e a editora anunciou mais de 30 TÍTULOS NO MESMO ANO, lançando quase tudo no tempo previsto. Mesmo se tratando de títulos curtos (afinal, a JBC não é uma editora enorme), ainda assim são 30 títulos. E, de certa forma, isso acabou criando uma guerra fria entre as editoras de mangá, e ambas partiram para a briga de anúncios de títulos porque, né, o pessoal vibrava a cada tranqueira anunciada.

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Nessa disputa que praticamente é uma competição de tamanho de pinto do mercado editoral de mangás, quem saiu perdendo foi a gente. A quantidade de títulos anunciados não estava de acordo com a carteira do público e a situação econômica no país. E a quantidade de anúncios chegou num nível que havia coisa saindo mais de um ano após divulgada pela primeira vez (como foi o caso de Rust Blaster da Panini, isso que nem tamos contando coisas como Akira que o problema são os japoneses).

Quem mais se empolgou com essa coisa de anúncio de mangá foi a Panini, que tem cheat de dinheiro infinito e pode negociar muitos títulos. A cada aparição pública de Beth Kodama, tínhamos a certeza que a editora faria algum anúncio de one-shot ou título muito esperado. Até mesmo 21th Century Boys entrou no balaio como se fosse um lançamento, e não uma óbvia continuação de 20th Century Boys. E a quantidade de coisa anunciada chegou a não acompanhavar o calendário de lançamentos da editora, o saquê tava transbordando já do copinho. No meio do ano, por exemplo, a Panini anunciou títulos como Nisekoi, Dr Slump, Sakamoto Desu Ga e me pergunta quando é que eles vão sair? Só Kami-Sama sabe! Ao mesmo tempo, a JBC precisou repensar seus lançamentos (alguns títulos viraram bimestrais) e simplesmente parou de anunciar títulos em eventos. Mesmo assim, ainda está atrasadíssima no cronograma (por onde andam Dragon’s Dogma e Sakura Wars? Um beijo, Dragon’s Dogma e Sakura Wars!).

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A impressão que eu tenho é que, mesmo sem querer, a JBC colocou uma carta armadilha virada pra baixo no campo, que é a necessidade de rolar sempre anúncio criada na cabeça do público otaku. Não importa mais quando vai sair, queremos apenas que revelem nomes para ganharem notinhas na imprensa especializada (pff) e repercussão nas redes sociais. E quem caiu nessa carta armadilha é justamente a Panini, que não para de anunciar mangás que não fazemos a menoooor ideia de quando vão sair. Só do Akira Toriyama, por exemplo, temos Dr Slump, Jaco e mais a colaboração com o Masakazu Katsura pra sair em algum momento de 2017.

De verdade, se as editoras (não só a Panini como a JBC, a Nova Sampa, a Newpop etc) não se segurarem um pouco essa vontade desesperada de conquistar aplausos do público, capaz de no Ressaca Friends termos pela primeira vez anúncios de mangás que serão publicados só em 2018.

Como identificar um namoro otaku abusivo através das notícias sobre o Akira da JBC

31 out

Com o advento das redes sociais e dos canais de autoajuda no YouTube que falam sobre relacionamentos, ficou muito mais fácil identificarmos padrões nos namoros que são opressivos para algumas pessoas. Se antigamente o ideal era você aguentar calada um marido ou namorado folgado, hoje sabemos que com o empoderamento e a autoconfiança podemos nos livrar sim daquele encosto que só nos coloca pra baixo e nos oprime. Por causa disso, também entrarei no filão dos posts falando sobre namoros abusivos, e ilustrarei meu texto com lindas imagens de notícias sobre o mangá Akira da JBC. IKIMASU!!!

Algumas vezes você tem um crush muito grande naquele cara que é ultradisputado. Todo mundo o quer, e você pensa “será que ele um dia vai me notar?”. Até que, um belo dia, ele aceita um compromisso com você e você divulga seu namoro da forma mais pomposa possível:

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Namorar uma pessoa que você sempre sonhou pode ser ótimo, mas também pode ser o começo do seu pesadelo. Algumas vezes, pessoas muito disputadas se sentem superiores às demais e passam por uma estratégia chamada de ghosting, ou seja, elas passam a ignorar suas mensagens. Os planos de um casamento, por exemplo, começam a ser adiados para daqui a pouco meses:

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Tal comportamento vai te deixando aflita. Quando as pessoas te perguntam “como vai o seu namorado gato?” você responde “ah, vai bem” quando na verdade pensa “eu não faço ideia de onde ele esteja agora”:

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Meses vão se passando e seu namorado é mais ausente que a linha de mangás da Nova Sampa. Seus amigos já perceberam que você tem falado dos seus planos com o mozão há tempos, mas as novidades sobre o relacionamento de vocês na verdade surgem em doses homeopáticas:

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Até que você percebe que não adianta mentir para você mesma e nem para seus amigos. O negócio é mandar a real e contar que aquele crush não te respeita tanto assim, mas “que quem sabe ele pode me tratar melhor nos próximos meses?“:

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Moral da história: pare de valorizar esses Akiras da sua vida que tanto abusam de você e dê mais chance para os pisa brite transparentes que soltam tinta. Eles podem não ser os mais bonitos, mas estão sempre aí pra você.

DENÚNCIA! Está acontecendo uma terrível Guerra Fria entre as editoras

28 set

Você sabe o que foi o período da Guerra Fria? Segundo as aulas de História na época que as matérias não desapareciam com canetadas, é um período de guerra ~silenciosa~ entre Estados Unidos e a União Soviética. Ambos os lados estavam ~secretamente~ preparando uma corrida armamentista para contra atacar caso o outro lado ameaçasse começar uma guerra de verdade.

Caso você seja como qualquer usuário médio da internet e tenha dificuldade de entender parágrafos sobre assuntos complexos, um resumo do tópico histórico pode ser visto no meme da Inês Burajiru disponibilizado a seguir:

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A minha denúncia, no entanto, não se refere a grandes potências mundiais, e sim a editoras de mangás do nosso mercado nacional. Como vocês devem saber, o ano de 2016 foi escasso em anúncios porque as editoras perceberam que não havia espaço físico em banca para tanto tanko sendo lançado. Em especial a editora JBC, que viu em 2016 uma queda vertiginosa no número tanto de anúncios quanto de piadas homofóbicas em palestras (mesmo eles tendo lançado uma piada transfóbica de forma terceirizada no Henshin+). Assim, o mercado nacional de mangás se encontrava em paz, tanto que é até bonito vermos uma postagem assim como a da Panini em seu Facebook, após publicar um fanart de Fairy Tail (que é da JBC):

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Essa postagem, que é quase um We Are The World das editoras de mangá, na verdade é apenas uma sensação aparente, porque TEM UMA GUERRA FRIA ROLANDO NOS BASTIDORES (demorei dois parágrafos para chegar no assunto, mas foda-se). Tudo começou quando espiões especializados perceberam que a JBC estava preparando um grande anúncio. Tentando barrar a estratégia, a maravilhosa Beth Kodama já se posicionou no garrafão para impedir essa jogada da JBC numa postagem cifrada que a equipe de inteligência do Mais de Oito Mil (composta pela Ba-chan) conseguiu encontrar o segredo:

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No entanto, o tal anúncio da Panini não foi feito semana passada porque a editora decidiu deixar para esta semana. Enquanto esperamos essa bomba da Panini, a JBC veio preparando o terreno para um grande anúncio feio da forma mais eficiente de marketing que existe. Divulgação ampla nas redes sociais e apoio da imprensa especializada (pff)? CLARO QUE NÃO, estamos falando da JBC! O método de divulgação foram as boas e velhas DICAS DO FAUSTÃO para os seguidores descobrirem o título:

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Mas a Panini não podia ficar calada com esse movimento, e ~coincidentemente~ usuários desocupados logo encontraram uma imagem muito suspeita num site da editora, insinuando um possível lançamento de Slam Dunk versão kanzenban, conforme podemos ver na imagem abaixo viralizada em muitos grupos de mangás:

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No entanto, os mesmos grupos logo foram avisados que se tratava de um erro, e que o número de volumes 24 na verdade era de um template de outro mangá da editora, e não uma confirmação da versão de colecionador do mangá. Legal que o erro foi o número de volumes, e não a Panini ter usado uma imagem de SCANLATION no template (vejam o que tá escrito embaixo do “jump comics”). Mas isso já foi o bastante para que Cassius Medauar, o editor cuja orelha foi arrancada por Seiya, usasse também suas redes sociais para insinuar novidades envolvendo a coisa mais importante para os otacos hoje em dia. Mangás de qualidade? NÃO! Brindes!!!!

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É quarta-feira ainda e as duas potências editoriais seguem nessa disputa silenciosa sobre o anúncio da semana, uma guerra fria de ocultação de contratos orientais e disputa pela atenção do público otaco. A JBC planejou seu ataque para a sexta-feira, será que a Panini vai soltar sua bomba antes? Depois? Durante? Será que é Slam Dunk kanzenban? Será que a JBC vai confirmar o Hokuto no Ken depois das boatarias? SERÁ JOBS? Será Jojo? Será transparente? Será meio-tanko? Será do mesmo desenhista de Another? Saberemos disso a qualquer momento, quando as duas editoras liberarem suas armas.

Aos otacos, só resta esperar.

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Ok, e pra NewPOP também só resta esperar. Força aí que uma hora vai!

Mara na Minha Casa – Os bastidores da visita à Editora JBC

19 set

Enquanto a Imprensa Especializada (pff) cada vez mais fica limitada a seus quartos cheios de travesseiros moes e pôsteres antigos da revista Ultra Jovem, o site Quiabo Gyabbo foi fazer uma visita à editora JBC. Graças à minha amizade com a redatora Karol do Gyabbo e sem a editora desconfiar, me infiltrei na caravana e invadi a redação da JBC. A matéria do Gyabbo já está no ar e pode ser vista aqui, mas minha função é divulgar e enaltecer os bastidores dessa visita, contando para vocês tudo o que rolou naquele prédio comercial. IKIMASU conferir?

Fomos recebidos na saída do elevador por Marcelo Del Greco, editor responsável em nos recepcionar e ao mesmo tempo evitar que descobríssemos os planos secretos da empresa JBC. Todo sorrisos, Marcelão nos levou para uma sala oculta. “Aqui é onde gravamos o Henshin Online” disse enquanto entrávamos lá esperando encontrar um ambiente lúdico e estimulante. Ledo engano.

Karol logo percebeu que estávamos presos numa sala totalmente escura, com isolamento acústico e apenas um banheiro. Ela é mulher forte, mas até a rainha do Gyabbo viu suas forças se envaírem e sentou no nosso cativeiro para chorar:

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De repente, em meio à sentença de ficar dias presos com apenas um banheiro e uma televisão transmitindo 24h os Henshin Online, Marcelo Del Greco retornou à sala com uma cadeira. Ele apenas tinha ido buscar o móvel para que pudéssemos bater um papo mais descontraído. O medo daquele cativeiro omitiu de nossas mentes perguntas mais cabeludas, mas a visita à JBC permitiu conhecer muito dos bastidores da produção de um mangá.

Marcelo (tão falante quanto nas palestras) é do tipo que conversa sobre tudo, contando histórias da época que os mangás eram impressos em papiros e revelando seus sonhos mais internos como o de virar YouTuberLogo percebemos que Del Greco era apenas uma isca, nos distraindo no cativeiro enquanto Cassius e seus asseclas faziam um pente fino na redação. Qualquer vestígio de novos lançamentos ou de funcionários insatisfeitos deve ter sido trancafiado num armário do grande complexo que são os andares da JBC naquele prédio. “Estamos prontos” disse Edi Carlos, responsável pelo marketing, em código para que Marcelo Del Greco entendesse que estávamos liberados para conhecer a editora.

Euzinha e a equipe do Gyabbo fomos caminhando até chegar à redação, onde fomos recebidos por todas as pessoas da empresa em suas respectivas funções. Graças à minha astúcia e habilidade chuunin, consegui disfarçadamente tirar fotografias dos editores em suas mesas sem que eles percebessem:

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Cassius Medauar, a cara da editora no Henshin Online, nos convidou para um tour conhecendo cada estação na produção dos títulos. Conhecemos desde o funcionário responsável por tratar a arte dos mangás (afinal, em alguns casos eles precisam escanear o original pois a editora japonesa não tem o arquivo digital original) até mesmo a parte do marketing. A equipe do Gyabbo conseguiu até um papo exclusivo com, segundo os otacos do Facebook, o funcionário mais importante da indústria de mangás atualmente: o moço que faz os marca páginas. Por trás de um sorriso honesto por ter seu trabalho admirado, via-se no fundo de seus olhos o temor diante das ameaças de morte por parte dos otacos que não ganham marcadores exclusivos em todas as edições.

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Em um dado momento, vi uma pilha de páginas de mangás que foram usados pela tradução e que agora servem como guia para montar os diálogos na diagramação. Infelizmente, Cassius Medauar e seus olhos de águia percebeu minha transgressão jornalística e me fuzilou com o olhar. Talvez por estar fotografando um segredo de estado que ele não conseguiu esconder? Talvez por impedir que ele dominasse mais um ginásio de Pokémon Go? Nunca saberemos. Perto da hora de ir embora, Edi Carlos sugeriu que tirássemos uma foto em grupo. Tive receio, afinal minha imagem poderia ser usada para alertar ninjas contratados pela editora, mas topei a contragosto.

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Essa foi minha visita à JBC. Ao contrário do Gugu que te visita com um sininho para encontrar itens ou um tanque para brincar de “Afunda ou Boia” com meio-tankos antigos, minha invasão à editora serviu para conhecer onde a ~magia é feita~ e para passar minutos de pânico numa sala com a equipe do Gyabbo sem saber se voltaríamos a ver a luz do dia.

Aliás, não arranjamos nenhuma exclusiva, não flagramos nenhum mangá oculto e muito menos encontramos um poster motivacional do Cassius nas paredes, mas a matéria do Gyabbo ficou bem completinha e você pode assisti-la clicando aqui. E para provar que todo esse meu relato é verdadeiro, basta conferir o olhar de desconforto de Karol em boa parte do vídeo:

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Quem será que visitarei agora? A Panini? A NewPOP? A gráfica caseira do Kira dos Mangás? Fiquem ligadinhos nas novidades!

Ei, JBC, tá faltando um negocinho aqui no volume 5 de Blade, não?

17 set

[Escrever um nariz de cera bem grande para introduzir a matéria]

[Escrever um parágrafo contando que Cassius Medauar se esqueceu de escrever um texto no editorial do volume 5 de Blade – A Lâmina do Imortal]

[Linkar o post do O Mercado de Mangás Que Deu Certo]

[Usar o bordão IKIMASU]

escreve-aqui-blade

[Parágrafo com uma piada com punchline pra terminar o texto – FAVOR NÃO ESQUECER ISSO DE FORMA ALGUMA OU VAI SER UM MICO TREMENDO]