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Editoras, vamos parar com esse rolê errado de anunciar muitos mangás?

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Esse final de semana aconteceu um famoso evento de ~cultura nerd~ que se autointitula tão épico quanto as obras de Homero (o nome da CCXP não será mencionado porque eles não me deram credencial de imprensa, ok?) e tanto a Panini quanto a JBC estiveram lá com seus painéis de revelações para o público. Enquanto o da Panini teve a presença de Frank Miller e Beth Kodama anunciando nada menos que SETE TÍTULOS diferentes, a JBC foi na contramão e fez um painel sobre vários nadas, anunciando apenas a morte do Ink Comics. Para a galera da Internet, ficou bem claro que a Panini PISOU na JBC e saiu como a ~campeã da feira~, mas na verdade quem se fodeu fomos todos nós mesmo.

Lá pelos idos de 2010, quando a JBC estava completando 10 anos de atividade, rolou um boato que eles iriam comemorar fazendo 10 anúncios de mangá. Na época, o editor Marcelão del Greco chegou a falar que esse número de anúncios era absurdo, e assim foi. Ano passado nos 15 anos de JBC, em contrapartida, o inverso aconteceu e a editora anunciou mais de 30 TÍTULOS NO MESMO ANO, lançando quase tudo no tempo previsto. Mesmo se tratando de títulos curtos (afinal, a JBC não é uma editora enorme), ainda assim são 30 títulos. E, de certa forma, isso acabou criando uma guerra fria entre as editoras de mangá, e ambas partiram para a briga de anúncios de títulos porque, né, o pessoal vibrava a cada tranqueira anunciada.

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Nessa disputa que praticamente é uma competição de tamanho de pinto do mercado editoral de mangás, quem saiu perdendo foi a gente. A quantidade de títulos anunciados não estava de acordo com a carteira do público e a situação econômica no país. E a quantidade de anúncios chegou num nível que havia coisa saindo mais de um ano após divulgada pela primeira vez (como foi o caso de Rust Blaster da Panini, isso que nem tamos contando coisas como Akira que o problema são os japoneses).

Quem mais se empolgou com essa coisa de anúncio de mangá foi a Panini, que tem cheat de dinheiro infinito e pode negociar muitos títulos. A cada aparição pública de Beth Kodama, tínhamos a certeza que a editora faria algum anúncio de one-shot ou título muito esperado. Até mesmo 21th Century Boys entrou no balaio como se fosse um lançamento, e não uma óbvia continuação de 20th Century Boys. E a quantidade de coisa anunciada chegou a não acompanhavar o calendário de lançamentos da editora, o saquê tava transbordando já do copinho. No meio do ano, por exemplo, a Panini anunciou títulos como Nisekoi, Dr Slump, Sakamoto Desu Ga e me pergunta quando é que eles vão sair? Só Kami-Sama sabe! Ao mesmo tempo, a JBC precisou repensar seus lançamentos (alguns títulos viraram bimestrais) e simplesmente parou de anunciar títulos em eventos. Mesmo assim, ainda está atrasadíssima no cronograma (por onde andam Dragon’s Dogma e Sakura Wars? Um beijo, Dragon’s Dogma e Sakura Wars!).

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A impressão que eu tenho é que, mesmo sem querer, a JBC colocou uma carta armadilha virada pra baixo no campo, que é a necessidade de rolar sempre anúncio criada na cabeça do público otaku. Não importa mais quando vai sair, queremos apenas que revelem nomes para ganharem notinhas na imprensa especializada (pff) e repercussão nas redes sociais. E quem caiu nessa carta armadilha é justamente a Panini, que não para de anunciar mangás que não fazemos a menoooor ideia de quando vão sair. Só do Akira Toriyama, por exemplo, temos Dr Slump, Jaco e mais a colaboração com o Masakazu Katsura pra sair em algum momento de 2017.

De verdade, se as editoras (não só a Panini como a JBC, a Nova Sampa, a Newpop etc) não se segurarem um pouco essa vontade desesperada de conquistar aplausos do público, capaz de no Ressaca Friends termos pela primeira vez anúncios de mangás que serão publicados só em 2018.

Como identificar um namoro otaku abusivo através das notícias sobre o Akira da JBC

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Com o advento das redes sociais e dos canais de autoajuda no YouTube que falam sobre relacionamentos, ficou muito mais fácil identificarmos padrões nos namoros que são opressivos para algumas pessoas. Se antigamente o ideal era você aguentar calada um marido ou namorado folgado, hoje sabemos que com o empoderamento e a autoconfiança podemos nos livrar sim daquele encosto que só nos coloca pra baixo e nos oprime. Por causa disso, também entrarei no filão dos posts falando sobre namoros abusivos, e ilustrarei meu texto com lindas imagens de notícias sobre o mangá Akira da JBC. IKIMASU!!!

Algumas vezes você tem um crush muito grande naquele cara que é ultradisputado. Todo mundo o quer, e você pensa “será que ele um dia vai me notar?”. Até que, um belo dia, ele aceita um compromisso com você e você divulga seu namoro da forma mais pomposa possível:

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Namorar uma pessoa que você sempre sonhou pode ser ótimo, mas também pode ser o começo do seu pesadelo. Algumas vezes, pessoas muito disputadas se sentem superiores às demais e passam por uma estratégia chamada de ghosting, ou seja, elas passam a ignorar suas mensagens. Os planos de um casamento, por exemplo, começam a ser adiados para daqui a pouco meses:

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Tal comportamento vai te deixando aflita. Quando as pessoas te perguntam “como vai o seu namorado gato?” você responde “ah, vai bem” quando na verdade pensa “eu não faço ideia de onde ele esteja agora”:

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Meses vão se passando e seu namorado é mais ausente que a linha de mangás da Nova Sampa. Seus amigos já perceberam que você tem falado dos seus planos com o mozão há tempos, mas as novidades sobre o relacionamento de vocês na verdade surgem em doses homeopáticas:

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Até que você percebe que não adianta mentir para você mesma e nem para seus amigos. O negócio é mandar a real e contar que aquele crush não te respeita tanto assim, mas “que quem sabe ele pode me tratar melhor nos próximos meses?“:

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Moral da história: pare de valorizar esses Akiras da sua vida que tanto abusam de você e dê mais chance para os pisa brite transparentes que soltam tinta. Eles podem não ser os mais bonitos, mas estão sempre aí pra você.

DENÚNCIA! Está acontecendo uma terrível Guerra Fria entre as editoras

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Você sabe o que foi o período da Guerra Fria? Segundo as aulas de História na época que as matérias não desapareciam com canetadas, é um período de guerra ~silenciosa~ entre Estados Unidos e a União Soviética. Ambos os lados estavam ~secretamente~ preparando uma corrida armamentista para contra atacar caso o outro lado ameaçasse começar uma guerra de verdade.

Caso você seja como qualquer usuário médio da internet e tenha dificuldade de entender parágrafos sobre assuntos complexos, um resumo do tópico histórico pode ser visto no meme da Inês Burajiru disponibilizado a seguir:

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A minha denúncia, no entanto, não se refere a grandes potências mundiais, e sim a editoras de mangás do nosso mercado nacional. Como vocês devem saber, o ano de 2016 foi escasso em anúncios porque as editoras perceberam que não havia espaço físico em banca para tanto tanko sendo lançado. Em especial a editora JBC, que viu em 2016 uma queda vertiginosa no número tanto de anúncios quanto de piadas homofóbicas em palestras (mesmo eles tendo lançado uma piada transfóbica de forma terceirizada no Henshin+). Assim, o mercado nacional de mangás se encontrava em paz, tanto que é até bonito vermos uma postagem assim como a da Panini em seu Facebook, após publicar um fanart de Fairy Tail (que é da JBC):

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Essa postagem, que é quase um We Are The World das editoras de mangá, na verdade é apenas uma sensação aparente, porque TEM UMA GUERRA FRIA ROLANDO NOS BASTIDORES (demorei dois parágrafos para chegar no assunto, mas foda-se). Tudo começou quando espiões especializados perceberam que a JBC estava preparando um grande anúncio. Tentando barrar a estratégia, a maravilhosa Beth Kodama já se posicionou no garrafão para impedir essa jogada da JBC numa postagem cifrada que a equipe de inteligência do Mais de Oito Mil (composta pela Ba-chan) conseguiu encontrar o segredo:

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No entanto, o tal anúncio da Panini não foi feito semana passada porque a editora decidiu deixar para esta semana. Enquanto esperamos essa bomba da Panini, a JBC veio preparando o terreno para um grande anúncio feio da forma mais eficiente de marketing que existe. Divulgação ampla nas redes sociais e apoio da imprensa especializada (pff)? CLARO QUE NÃO, estamos falando da JBC! O método de divulgação foram as boas e velhas DICAS DO FAUSTÃO para os seguidores descobrirem o título:

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Mas a Panini não podia ficar calada com esse movimento, e ~coincidentemente~ usuários desocupados logo encontraram uma imagem muito suspeita num site da editora, insinuando um possível lançamento de Slam Dunk versão kanzenban, conforme podemos ver na imagem abaixo viralizada em muitos grupos de mangás:

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No entanto, os mesmos grupos logo foram avisados que se tratava de um erro, e que o número de volumes 24 na verdade era de um template de outro mangá da editora, e não uma confirmação da versão de colecionador do mangá. Legal que o erro foi o número de volumes, e não a Panini ter usado uma imagem de SCANLATION no template (vejam o que tá escrito embaixo do “jump comics”). Mas isso já foi o bastante para que Cassius Medauar, o editor cuja orelha foi arrancada por Seiya, usasse também suas redes sociais para insinuar novidades envolvendo a coisa mais importante para os otacos hoje em dia. Mangás de qualidade? NÃO! Brindes!!!!

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É quarta-feira ainda e as duas potências editoriais seguem nessa disputa silenciosa sobre o anúncio da semana, uma guerra fria de ocultação de contratos orientais e disputa pela atenção do público otaco. A JBC planejou seu ataque para a sexta-feira, será que a Panini vai soltar sua bomba antes? Depois? Durante? Será que é Slam Dunk kanzenban? Será que a JBC vai confirmar o Hokuto no Ken depois das boatarias? SERÁ JOBS? Será Jojo? Será transparente? Será meio-tanko? Será do mesmo desenhista de Another? Saberemos disso a qualquer momento, quando as duas editoras liberarem suas armas.

Aos otacos, só resta esperar.

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Ok, e pra NewPOP também só resta esperar. Força aí que uma hora vai!

Mara na Minha Casa – Os bastidores da visita à Editora JBC

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Enquanto a Imprensa Especializada (pff) cada vez mais fica limitada a seus quartos cheios de travesseiros moes e pôsteres antigos da revista Ultra Jovem, o site Quiabo Gyabbo foi fazer uma visita à editora JBC. Graças à minha amizade com a redatora Karol do Gyabbo e sem a editora desconfiar, me infiltrei na caravana e invadi a redação da JBC. A matéria do Gyabbo já está no ar e pode ser vista aqui, mas minha função é divulgar e enaltecer os bastidores dessa visita, contando para vocês tudo o que rolou naquele prédio comercial. IKIMASU conferir?

Fomos recebidos na saída do elevador por Marcelo Del Greco, editor responsável em nos recepcionar e ao mesmo tempo evitar que descobríssemos os planos secretos da empresa JBC. Todo sorrisos, Marcelão nos levou para uma sala oculta. “Aqui é onde gravamos o Henshin Online” disse enquanto entrávamos lá esperando encontrar um ambiente lúdico e estimulante. Ledo engano.

Karol logo percebeu que estávamos presos numa sala totalmente escura, com isolamento acústico e apenas um banheiro. Ela é mulher forte, mas até a rainha do Gyabbo viu suas forças se envaírem e sentou no nosso cativeiro para chorar:

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De repente, em meio à sentença de ficar dias presos com apenas um banheiro e uma televisão transmitindo 24h os Henshin Online, Marcelo Del Greco retornou à sala com uma cadeira. Ele apenas tinha ido buscar o móvel para que pudéssemos bater um papo mais descontraído. O medo daquele cativeiro omitiu de nossas mentes perguntas mais cabeludas, mas a visita à JBC permitiu conhecer muito dos bastidores da produção de um mangá.

Marcelo (tão falante quanto nas palestras) é do tipo que conversa sobre tudo, contando histórias da época que os mangás eram impressos em papiros e revelando seus sonhos mais internos como o de virar YouTuberLogo percebemos que Del Greco era apenas uma isca, nos distraindo no cativeiro enquanto Cassius e seus asseclas faziam um pente fino na redação. Qualquer vestígio de novos lançamentos ou de funcionários insatisfeitos deve ter sido trancafiado num armário do grande complexo que são os andares da JBC naquele prédio. “Estamos prontos” disse Edi Carlos, responsável pelo marketing, em código para que Marcelo Del Greco entendesse que estávamos liberados para conhecer a editora.

Euzinha e a equipe do Gyabbo fomos caminhando até chegar à redação, onde fomos recebidos por todas as pessoas da empresa em suas respectivas funções. Graças à minha astúcia e habilidade chuunin, consegui disfarçadamente tirar fotografias dos editores em suas mesas sem que eles percebessem:

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Cassius Medauar, a cara da editora no Henshin Online, nos convidou para um tour conhecendo cada estação na produção dos títulos. Conhecemos desde o funcionário responsável por tratar a arte dos mangás (afinal, em alguns casos eles precisam escanear o original pois a editora japonesa não tem o arquivo digital original) até mesmo a parte do marketing. A equipe do Gyabbo conseguiu até um papo exclusivo com, segundo os otacos do Facebook, o funcionário mais importante da indústria de mangás atualmente: o moço que faz os marca páginas. Por trás de um sorriso honesto por ter seu trabalho admirado, via-se no fundo de seus olhos o temor diante das ameaças de morte por parte dos otacos que não ganham marcadores exclusivos em todas as edições.

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Em um dado momento, vi uma pilha de páginas de mangás que foram usados pela tradução e que agora servem como guia para montar os diálogos na diagramação. Infelizmente, Cassius Medauar e seus olhos de águia percebeu minha transgressão jornalística e me fuzilou com o olhar. Talvez por estar fotografando um segredo de estado que ele não conseguiu esconder? Talvez por impedir que ele dominasse mais um ginásio de Pokémon Go? Nunca saberemos. Perto da hora de ir embora, Edi Carlos sugeriu que tirássemos uma foto em grupo. Tive receio, afinal minha imagem poderia ser usada para alertar ninjas contratados pela editora, mas topei a contragosto.

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Essa foi minha visita à JBC. Ao contrário do Gugu que te visita com um sininho para encontrar itens ou um tanque para brincar de “Afunda ou Boia” com meio-tankos antigos, minha invasão à editora serviu para conhecer onde a ~magia é feita~ e para passar minutos de pânico numa sala com a equipe do Gyabbo sem saber se voltaríamos a ver a luz do dia.

Aliás, não arranjamos nenhuma exclusiva, não flagramos nenhum mangá oculto e muito menos encontramos um poster motivacional do Cassius nas paredes, mas a matéria do Gyabbo ficou bem completinha e você pode assisti-la clicando aqui. E para provar que todo esse meu relato é verdadeiro, basta conferir o olhar de desconforto de Karol em boa parte do vídeo:

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Quem será que visitarei agora? A Panini? A NewPOP? A gráfica caseira do Kira dos Mangás? Fiquem ligadinhos nas novidades!

Ei, JBC, tá faltando um negocinho aqui no volume 5 de Blade, não?

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[Escrever um nariz de cera bem grande para introduzir a matéria]

[Escrever um parágrafo contando que Cassius Medauar se esqueceu de escrever um texto no editorial do volume 5 de Blade – A Lâmina do Imortal]

[Linkar o post do O Mercado de Mangás Que Deu Certo]

[Usar o bordão IKIMASU]

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[Parágrafo com uma piada com punchline pra terminar o texto – FAVOR NÃO ESQUECER ISSO DE FORMA ALGUMA OU VAI SER UM MICO TREMENDO]

Bomba! Otacos mexicanos tratam Panini de lá COMO UMA EDITORA NORMAL!!!

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Que o pessoal do Burajiru é infantil isso não resta dúvidas, afinal estamos no país que vaia outras nações em partidas da Olimpíada do Rio e que cria rivalidade até com signo e time de Pokémon Go. Com as editoras de mangá não é diferente, e existe uma competição entre JBC e Panini que existe apenas na cabeça desse pessoal. Na verdade, “competição” é até a palavra errada pra esse rolê, porque o que os otacos do Burajiru fazem é endeusar a Panini e satanizar a JBC. Se você duvida, basta ver qualquer post delas no Facebook: se a Panini posta algo, os otacos oferecem dinheiro em oferenda à editora e no caso da JBC chovem críticas até sobre a qualidade de mangás que não foram impressos ainda.

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Em uma atitude masoquista e que prejudica minha saúde mental, acompanho discussões sobre mangás em várias redes sociais pra ver o que o pessoal comenta e tal e, numa delas, alguém publicou um post da Panini México com capas dos próximos lançamentos deles, como My Hero Academia e Knights of Sidonia. O mais engraçado disso é ver o pessoal metendo o pau em coisas como o logotipo e a própria capa em si, sem saber que os mangás mexicanos são feitos pela Panini brasileira que todo mundo idolatra.

Mas esse é um post para falar sobre as incoerências dos otaquinhos brasileiros? Pior que não, eu aproveitei o post no Facebook da Panini México para ver como os otacos de lá reagem às publicações da editora nas redes sociais e… olha só que surpreendente… lá eles tratam a Panini Mexicana COMO UMA EDITORA NORMAL.

IKIMASU ver prints surpreendentes? Pra começar, os comentários supercampeões de curtidas, praticamente um Onegaidesu da cobrança:

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Alguma vez você conseguiu imaginar a Panini numa situação que precisa falar “calma aê, migo, a gente vai tentar agradar todo mundo“? Pois é, nem eu. Enquanto aqui temos pessoas oferecendo a virgindade pra editora, lá agem como em qualquer canto do mundo: pedindo qualquer outro título que não estão na lista de publicados. Risos inclusive para a pessoa que pediu To Love-Ru, mostrando que o mau gosto é algo que une toda a nação otaca mundial.

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Se meu espanhol construído por letras da Shakira e pela abertura de Maria do Bairro estiver correto, tem leitor no México preocupado com os trocentos mangás sendo vendidos!!! E pensar que os otacos daqui surtam quando uma editora não faz uma média de 5 anúncios por evento.

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Que curiosa essa realidade alternativa em que os otacos vibram com Knights of Sidonia, amam publicação de All You Need is Kill e ainda pedem CLAMP. Uma lágrima cairia dos olhos de Cassius Medauar, editor da JBC, se ele não estivesse ocupado deixando de gravar o Henshin Online para virar líder de ginásio de um hidrante.

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E, para fechar com chave de oro, LÁ EXISTEM CRÍTICAS À QUALIDADE FÍSICA DE IMPRESSÃO DOS MANGÁS. Está confirmado, minna, lá no México a Panini é uma editora de mangás como qualquer outra, com elogios e críticas!!!

Fest Comix 2016 – O que rolou na palestra da Panini e da JBC… em mangá (!!!)

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Ontem após o Fest Comix, quando eu estava infiltrada na van que levava pessoas da Imprensa Especializada (pff), ouvi blogueiros comentando que os blogs de animes estavam mortos. E ponto. Ninguém mais os lia. Os sites podem até tentar conseguir alguma relevância traduzindo notinhas do Anime News Network, mas todos nós sucumbimos diante dos YouTubers, dos sites de download e dos scanlators. Isso é muito triste, minna, pois eu gosto muito de escrever no blog e principalmente amo humilhar otacos. Sem otaco pra me ler, o que será de mim?

Por isso, a cobertura das palestras da Panini e da JBC será de uma forma diferente, pra tentar atrair esse novo público consumidor de pirataria online para o meu humilde blog de conteúdo original. Assim, IKIMASU conferir o que rolou nas palestras usando SCANS TRADUZIDAS para representar o que rolou!

(leitura oriental da direita pra esquerda, afinal aqui respeitamos a Grande Nação Japonesa)

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A Panini anunciou coletânea do Oda, databook de Naruto, um tal de Bestiarius e Nisekoi para meados do fim do ano ou 2017. Também anunciou que Slam Dunk terá um puta atraso porque o Inoue mandou e os ameaçou com uma katana. Já a JBC anunciou que Fullmetal Alchemist teve a capa aprovada e que finalmente mandaram os arquivos do primeiro volume de Ghost in the Shell, então sai esse ano mesmo.

A próxima palestra será na Anime Friends, e dessa vez quem sabe a gente tenha páginas coloridas, capa em acabamento fosco e um marca páginas genérico para fazer a alegria dos otacos?

(Game!) Identifique os seguidores da Panini e da JBC

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O Mais de Oito Mil esteve meio parado nos últimos tempos, né? Por diversos fatores que incluíram: frio, falta de vontade e Final Fantasy IX, eu preferi ficar mais afastada dos otacos pelo bem da minha sanidade mental. Mas estou aqui agora pra fazer um apanhado de duas novidades muito parecidas.

Agora há pouco a Panini anunciou a capa nacional de Ore Monogatari (que ganhou o subtítulo “Minha História” porque… né… aprendemos com o Ataque dos Titãs que deixar o nome em português e o subtítulo em japonês é uma afronta à Grande Nação Japonesa). O mangá chegará custando 13,90, será lançado com o papel jornal de sempre e bimestral. Enquanto isso, há umas semanas a JBC anunciou o mangá de AnoHana (que também ganhou um subtítulo em português), em papel jornal de sempre e custando um real mais caro que o normal da Panini e também bimestral.

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Como estamos falando de Panini e JBC, obviamente os otakus reagiram de formas diferentes nas respectivas páginas do Facebook e decidi aproveitar isso para fazer um game com vocês. Aqui abaixo estão comentários nas páginas do Facebook baseados em dois produtos que não saíram ainda e que nenhum leitor teve acesso fisicamente para conferir as coisas, será que você consegue adivinhar qual mangá corresponde a cada comentário?

Pegue sua caneta, prepare-se para marcar na tela do seu smartphone e IKIMASU jogar!

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

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(  ) Ore Monogatari  (  ) AnoHana

Guerra Civil Otaku: JBC ou Panini?

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Vivemos numa maravilhosa sociedade que reduz todos os lados possíveis em apenas dois polos opostos e os defende como uma torcida organizada de futebol com argumentos na forma de memes no Facebook. E claro que esse tipo de redução chegou aos otakus, e isso foi mais que comprovado nessa última sexta feira quando a JBC anunciou Boku no Hero Academia e a Panini viu Slam Dunk ser “vazado”. Mesmo com uma ausência igual de informações, o público começou a criticar Boku no Hero só porque seria da JBC e a idolatrar Slam Dunk só por ser da Panini.

Em busca de resolver de uma vez por todas qual a melhor editora de mangás do Burajiru (e para ganhar muitas visitas), fiz esse gigantesco infográfico com os mais avançados recursos visuais para que possamos comparar as duas editoras e encerrar de vez com essa briga que vocês fazem em grupos sobre mangás no Facebook.

IKIMASU para o infográfico que vai decidir qual a melhor editora, se é a Panini ou a JBC???

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O que podemos concluir desse infográfico é bem simples: entre JBC e Panini, a melhor editora é a incrível TANTO FAZ.

As duas são empresas com qualidades e defeitos, e duvido muito que na sua carteirinha de otaku tenha uma cláusula que te faça comprar mangá de apenas uma editoraDa próxima vez que anunciarem um título, espere pelo menos algumas informações ou que saia na banca antes de ficar criticando. A JBC fez muita merda recentemente? Sim, fez. Mas a Panini também. A Panini já cagou muito no passado? Sim, e a JBC já teve fases muito boas. Ficar hateando qualquer coisa que tenha o nome da JBC ou idolatrando qualquer coisa da Panini só é válido em dois casos:

1- se você é acionista de uma das duas empresas e está ganhando dinheiro com a vitória ou derrota de uma delas
2- se você é um idiota que não superou a quinta-serie de idade mental

Defesa do Consumidor Otaku – Editoras estão errando as lombadas dos mangás

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Outro dia estava no meio da minha aula da faculdade assistindo à Totalmente Demais no celular quando a porta da sala bateu. Um grupo de sete pessoas falou “professora, podemos dar um recadinho aí na frente? Coisa rápida”. Após a permissão da autoridade máxima da aula, o porta-voz do grupo começou:

– Sabemos que aqui nessa sala de aula está a Mara do Mais de Oito Mil, então queremos fazer um pedido para que faça um post reclamando do absurdo que a JBC cometeu na quinta edição de Orange.

Não fiquei surpresa porque eu sempre recebo mensagens sugerindo matérias com erros em mangás, afinal os otakus consideram aqui praticamente uma extensão do quadro do Celso Russomano adaptado para as otakices, com a diferença é que não sou sócia de uma televisão que envia emails ameaçadores a pequenos blogs quando eles questionam a procedência da exibição de animes cujos direitos são de outras emissoras.

E as reclamações envolvem todas as editoras. Como, por exemplo, o erro IMPERDOÁVEL que a Panini fez na capa de Berserk 9, em que a numeração da lombada veio numa altura diferente das demais e o nome do autor numa fonte menor. Realmente um absurdo:

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(a foto tá ruim porque roubei da internet, não coleciono esse mangá e muito menos Bleach que apareceu do lado)

Ainda pior que isso, a JBC ainda TEVE A PACHORRA de trocar a ordem do nome e do sobrenome da autora de Orange, deixando como no original japonês ao contrário do que foi feito nos volumes anteriores:

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(essa foto é da minha coleção mesmo)

E para não falar que sou injusta, vamos também enfiar a Conrad no balaio porque até hoje vejo diariamente na minha estante essa cagadíssima ilustração na lombada de Dragon Ball Edição Definitiva:

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Esses são apenas pequenos e desalinhados exemplos de um problema colossal para nós otakus. Estamos pouco nos fodendo para o conteúdo do mangá, o importante mesmo é que as editoras se preocupem em deixar as lombadas milimetricamente alinhadas para que nossas coleções fiquem lindas e sem afetar o nosso TOC.

Enquanto algumas editoras propõe recall para esse tipo de erro e outras ignoram, o correto seria apenas que elas prestassem mais atenção para que isso nunca acontecesse. E daí que eles precisam fazer cálculos e mais cálculos para saber como que a lombada vai ficar de acordo com a gramatura do papel, o mínimo que eles precisam fazer é oferecer um serviço de qualidade para que fique impecável em nossa estante. O que devemos fazer é inflar um Psyduck gigante e sair andando pela Liberdade dizendo que não queremos pagar esse pato.

Isso acontece porque nossas editoras são amadoras e aqui é um país de terceiro mundo. Se fosse nos EUA ou no Japão, nunca aconteceriam problemas assim numa lombada porque eles respeitam os leitores e não cometem erros primários como esses das editoras do Burajiru!

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#SomosTodosLombadas