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Um empurrãozinho para quem merece

25 nov

SURPRESA! Esse é mais um Simulado Surpresa do Enem, perfeito para você que acha que é um ronin só por ir mal nessa prova por três anos seguidos, sem ser aprovado nem pelo curso de Corte e Costura da Universidade da Esquina.

Coloque sua mochila na frente da sala e se postar esta página no Instagram você será desclassificado:

(ENEM-2013) Observe a imagem abaixo:

Com base nos seus conhecimentos adquiridos, responda a alternativa adequada sobre o que se trata a imagem:

(a) É uma página de uma revista de mangás shoujo japonesa, que as otaka compra na Fonomag sem nem saber que séries são publicadas.

(b) Um mangá shoujo que nunca vai sair no Brasil porque a JBC falou que isso não vende.

(c) Peixe

(d) Embora não tenha homem se pegando, é um mangá obscuro do Clamp. Se for bom a JBC vai publicar, se for ruim ela deixa para a Newpop.

(e) Todas as anteriores

 

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Resposta: Nenhuma das Anteriores!

Segundo o Shoujo Café, a página é uma brincadeira de uma autora brasileira que pretende lançar um mangá shoujo on line, e por isso fez uma pesquisa que você pode responder clicando aqui.

“Mais Mara, sua gorda que andou sumida por alguns dias, por que você está ajudando a divulgar esta iniciativa? Você traiu o movimento dos esculhambadores?”

Caro leitor que ainda usa “mais” no lugar de “mas”, eu achei o traço dela muito bom, acima do que vocês chamam de mangá nacional (um beijo, Tunado!). E fico contente porque existe gente que parece fazer trabalho de qualidade, como esta Tabby e o Estúdio Seasons. E, mais do que tudo: se não tiver mais quadrinho nacional no Burajiru, eu vou esculhambar o quê?

MdOM Interview – Entrevistando o Amaro Braga, autor do livro “Desvendando o Mangá Nacional”

16 fev

Oi, minna! Enquanto a concorrência fica fazendo sétimas impressões de Another, vamos para a pauta relevante. Acredite ou não, mas tem gente que a ocupação tem a ver com quadrinhos, e essas pessoas não são editores de mangás que ficam se exibindo em seus Facebooks pessoais. O entrevistado de hoje é Amaro Braga, professor da Universidade Federal do Alagoas e autor do livro “Desvendando o Mangá Nacional”, que vai falar um pouco sobre seu trabalho e se o Brasil dá espaço para que pessoas estudem quadrinhos.

E se você acha que é mais fácil ver o Rafael Vannucci emagrecer que ver uma entrevista séria no Mais de Oito Mil, vai se surpreender! Vamos para a entrevista:

Mara- Vamos começar do começo, como sempre. Você estudou Ciências Sociais porque queria estudar quadrinhos ou foi algo que surgiu durante a graduação?

Amaro – Comecei a estudar Quadrinhos ainda no ensino médio. Fazia parte de um grupo de colecionadores de HQ que criou uma ONG e realizava exposições e palestras na cidade sobre HQ´s. Isso pesou na hora de escolher o curso universitário. Minhas opções eram Jornalismo e Ciências Sociais. Como eu me interessava também por Religião e Grupos Étnicos, escolhi Ciências Sociais [e a concorrência menor ajudava (^_^)]. Na verdade, a inserção das temáticas sobre Quadrinhos no curso de ciências sociais é ausente. Tive muito trabalho durante a graduação para mostrar a relevância de estudar os quadrinhos sobre um viés socio-antropológico.

 Mara- Tanto em seu mestrado quanto no doutorado você sempre esteve nesse meio dos quadrinhos. Afinal, o Brasil abre espaço para se estudar HQs? E esse espaço está presente tanto em universidades pagas quanto públicas ou em apenas uma?

Amaro- Em termos. A Academia pode direcionar e produzir quaisquer tipos de investigação, conforme os interesses dos alunos e dos professores. O que ocorrer é a existência de pesquisas mais fáceis e mais difíceis. Estudar quadrinhos na academia ainda é um pouco difícil, dependendo da sua área. Por exemplo: em Comunicação Social é muito comum e mais fácil fazer a pesquisa. Têm mais professores envolvidos. Em outras áreas, pode ficar mais complicado achar um professor que oriente. Nas instituições privadas é mais fácil desenvolve uma pesquisa sobre quadrinhos, pois o aluno é mais independente na hora de escolher seu tema e a instituição é obrigada a fornecer um orientador. Já na pública, é costume, os alunos se integrarem às pesquisas dos professores, e estes, costumam recusar muitos tipos de trabalho. Mas tudo depende do aluno. Se ele insistir e tiver fôlego, ele consegue defender seu trabalho e realizar sua pesquisa. Foi assim comigo.

Mara- O mundo acadêmico é muito nebuloso ainda para as pessoas, principalmente as que ainda se encontram no ensino médio. Como sabemos que, tirando a Evelyn Torrence, ninguém vive de luz, dá pra viver sendo um estudioso? Você aconselha alguém a seguir a carreira ou a considera um guilty pleasure?

Amaro- A área acadêmica exige muita dedicação e esforço. O Tempo de formação é muito mais longo do que a atuação em outras áreas, mas é recompensador. Apesar do tempo necessário para se adequar (é preciso fazer mestrado, doutorado, com cerca de + 6 anos, depois de 4 anos uma graduação), os salários são bons e convidativos. O segredo para qualquer profissionalização é dedicação e produção. Eu procurei fazer aquilo que realmente me deixava feliz, porque “trabalho” é trabalhoso e causa desgaste e perda de energia – todo ele. Lembrem-se das aulas de física!(^_^). Quando você faz algo que gosta, ajuda a agüentar os trancos e barrancos. E têm coisa melhor do que uma desculpa aceitável pra continuar comprando quadrinhos e  ser Cosplay depois dos trinta anos. Quando olham feio, digo logo: “Tô fazendo pesquisa. É Meu trabalho!” (^_^)

 Mara- Sua dissertação de mestrado virou este livro que você lança agora, o “Desvendando o Mangá Nacional”. Pelo título, você considera que o público brasileiro tem dificuldades em definir um mangá nacional?

Amaro- Talvez. O “Desvendar” é tirar as vendas, aquilo que impede de ver o mangá nacional além da visão de colecionador, otaku e fã. Quando gostamos muito de algo, fica difícil percebê-lo de outra forma que não aquela que nos agrada.  Para os leitores é algo muito comum e pouco questionador um “mangá nacional”. E é aí que se encontra o problema. Quadrinhos (como outras expressões artísticas e midiáticas) não são meras formas de entretenimento sem conseqüências para a sociedade. Ao contrário. Eles são repositórios de usos e costumes de uma cultura, de valores sociais, ideológicos e políticos. Mangá, Comic, BD, não são termos que traduzem “História em Quadrinho” em Japonês, Inglês e Francês. Cada um destes termos revela a cultura do país que o produz (hábitos, costumes, alimentação, vestimentas, linguagem, etc). Um Mangá Nacional mistura cultura brasileira com a japonesa ou só reproduz uma cultura japonesa disfarçada de brasileira? Ou é cultura brasileira disfarçada de brasileira? O que tem de “Nacional” no Mangá Nacional? Lembrem-se que “Nacional” vêm de “Nação” (olha as aulas de geografia….). A Nação é o conjunto de hábitos, costumes e valores de um povo, organizado politicamente. Quando algo é “nacional”, você se reconhece nele e o usa para se identificar. É assim com a música nacional, a literatura nacional, o cinema nacional, a comida nacional, etc. Ser nacional significa não ser estrangeiro. São coisas completamente diferentes. Um exclui o outro. Um mangá Nacional (ou um comic nacional como os quadrinhos de super-heróis brasileiros) coloca a definição de nacional em contradição.  E não se enganem. Não sou contra o Mangá Nacional, apenas mostro que seu surgimento e desenvolvimento possuem implicações muito maiores. Não é algo para se tratar com despretensão…

Mara- Você concentrou seus esforços na análise de Holy Avenger, que é um dos lançamentos brasileiros mais bem sucedidos. Sabendo disso, você acha que os quadrinhos atuais (como os publicados na Ação Magazine e a Turma da Mônica Jovem) apresentaram alguma evolução ou ainda mantém as mesmas características de mimetização do mangá japonês de dez anos atrás?

Amaro- A Turma da Mônica (Didi e Luluzinha, também) na minha avaliação, ainda são quadrinhos miméticos ( que eu chamo nos meus estudos de “Moho-Mangá” ou Mangá-Mimético, que são aqueles que reproduzem totalmente os elementos do mangá original, temática e\ou esteticamente, e são reconhecidos como nacionais apenas por serem feitos no Brasil ou por Brasileiros (Considero que existe uma diferença enorme entre “Quadrinho Brasileiro” e “quadrinho Nacional”, não considero os termos sinônimos!). Sendo, portanto, copias dos mangás. E neste caso em particular, ações meramente comerciais, vinculadas ao sucesso da estética mangá dos últimos anos. Niseis e Nikkeis com estilo mangá trabalham para Maurício de Souza há décadas, o surgimento da publicação é essencialmente, uma decisão editorial-mercadológica visando aproveitar “a onda”. A Ação Magazine já tem uma proposta diferenciada. Nos meus estudos eu chamo este tipo de produção de  “Kongo-Mangá” ou Mangá-Híbrido que se apropria de determinados bens estéticos ou temáticos dos mangás, mas não reproduzem totalmente seus esquemas estilísticos, resultando em produtos híbridos. Há uma tentativa de incorporar elementos “nacionais” dentro da estrutura da produção. Apesar desta tentativa ser ainda pouco estruturada, ela é autêntica. Eles têm capitaneada os quadrinhistas interessados em desenvolver histórias com a estética do mangá, mas incorporando algum diferencial. É este “diferencial” que pode levar a Revista a um local mais sofisticado neste mundo dos mangás brasileiros. Mas eles estão só com 3 edições (a nº 0, a 1 e a 2) ainda é cedo pra falar alguma coisa. Tudo depende da proposta editorial se manter e do tipo de produção que os quadrinhistas que alimentam a revista apresentam. E sabemos que muitos fãs de anime e mangá querem mesmo é fazer um mangá mimético. Igualzinho ao Japonês. Como isso fosse atestar a qualidade dos nossos desenhistas e das nossas publicações. (infelizmente, é justamente o contrário!!!)

Mara- Turma da Mônica Jovem, segundo números apresentados pelo Maurício de Sousa, um dos quadrinhos mais vendidos no mundo. Segundo a sua opinião, que é muito mais relevante que a minha porque você estuda o assunto e produz conhecimento, esse sucesso tem a ver com o formato mangá ou de qualquer maneira essa versão adolescente da Mônica venderia horrores?

Amaro- São dois fenômenos envolvidos: os fãs da Turma da Mônica e os fãs do Mangá. Muitos destes jovens leitores de Mangá poderiam conhecer a Mônica, mas não comprar as revistas nas bancas, já que se interessam pelos mangás – que são muitas edições por mês. Não dá pra comprar tudo. Muitos se dedicam aquilo que é  “novo” e recente. Afinal, são os temas das conversas e dos debates nos fóruns e na escola. Quem compra Mônica em grande maioria são aqueles que não são fanáticos por quadrinhos: pais, professores, escolas, que levam as Hq´s para seus filhos: crianças. Quanto maior é idade, maior o interesse por outras publicações. Aliar os fãs de um com os de outro, foi um jogada perfeita que permitiu multiplicar a aquisição da revista no Brasil. Transformar a Mônica em adolescente, não é à toa. Quem se interessa é justamente o público mais antigo (que se tornou pré\adolescente). Afinal, para jovens leitores de até 14 anos, Mônica adolescente, não significa muita coisa…. Já para os “jovens’ de até 30 anos, que leram Mônica na infância, é outra história. Acompanhei muitos  jovens adultos – principalmente mulheres – voltando às bancas para acompanhar as novas histórias da Mônica. Mas já temos alguns estudos acadêmicos sendo feito sobre isso. Na Federal do Espírito Santo, a Luciana Zamprogne realiza um mestrado em sociologia exatamente sobre a Mônica Jovem. em breve teremos respostas mais estruturadas sobre este fenômeno.
Mara- O que você considera que falta nos mangás nacionais de hoje para que eles deslanchem de vez no mercado? Melhores traços, melhores histórias, comprometimento das editoras?

Amaro- Na verdade eles já deslancharam. Entre 2000 e 2005 foi o grande boom dos mangás nacionais, chagando a quase 50 publicações\ano diferentes. Depois disso começa a despencar a cerca de 10 edições\ano (na maioria, do tipo fanzines em banca). Também não considero que o fator “melhores traços” seja importante. Não existe desenho bom. Existe aquele que você gosta. E o mangá deixa isso bem evidente. As noções de perspectiva e anatomia são completamente reinventadas nesta estética. O importante é produzir. Histórias boas só existiram depois que surjam histórias medianas, que por sua vez, só poderão advir com histórias simples. Sendo assim, o que é preciso é haver um mercado de produções constante onde todos façam suas histórias. Cada HQ que você faz, você vai melhorando em tudo, na história, no desenho, na quadrinização. Tudo vai ficando melhor. Nossas editoras têm investido bastante no mercado nacional, para fazer parte dele é preciso produzir. Nenhuma editora vai investir em uma história, que nem desenhada foi ainda… muitos ficam esperando uma oportunidade para produzir suas história. O que é errado. É o próprio quadrinhista que cria sua oportunidade quando produz. Muitos dos que hoje você encontra nas livrarias foram convidados por editores depois que suas produções chegaram até suas mãos, seja por edições independentes, seja pelos concursos e salões de HQ no país. O segredo é produzir, produzir muito! Quando comecei a ler a Holy Avenger não tinha nenhuma pretensão. Cheguei inclusive a ser assinante da revista, pois me tornei um fã. Foi o segredo pra realizar a pesquisa. Comecei a trabalhar com algo que eu já tinha em casa e transformei meu Hobby em profissão. Já conhecia a obra de traz pra frente, e isso ajudou a chegar um problema de pesquisa válido para um estudo acadêmico. No livro falo da importância de estudar quadrinho, a problemática do que seria um “quadrinho Nacional”, sigo pelas características do mangá (o que tem no mangá que faz dele um “mangá”? e não um comic ou uma BD) e vou analisar a Holy Avenger e relacionar estas duas coisas. No fim, acredito que o livro venha a ajudar os que têm interesse em desenvolver uma pesquisa sobre quadrinhos de uma forma em geral, aproveitando sua estrutura metodológica e também os que estão interessados em estudar a problemática da identidade dos quadrinhos e suas representações sociais. Além dos que se voltam para os estudos sobre a cultura pop japonesa.

Mara- Estamos prestes a encerrar a entrevista. Aproveite esta penúltima pergunta pra fazer seu merchã, surpreendendo o leitor que esperava uma propaganda só na última pergunta.

Amaro- Ufa…. achava que não ia chegar a vez…. O livro é o único no mercado que se dedica a analisar não o mangá publicado no Brasil, nem a situação dos quadrinhos brasileiros, mas a interface entre estas duas coisas. Também se destaca por desenvolver uma metodologia que junta análise estética e análise sociológica. Essencialmente é uma pesquisa feita por alguém que tem experiência de mercado com a produção de quadrinhos independentes (veja aqui meus quadrinhos: http://axbraga.blogspot.com/p/minhas-publicacoes.html  ), militância na área e ensino de quadrinhos. Tudo na medida certa.

 Mara- Amaro, obrigada pela entrevista e sucesso com o livro. Gostaria que você deixasse uma dica para os leitores do blog que um dia sonham em seguir uma carreira acadêmica estudando quadrinhos. E também pode mandar mensagem para quem está no ensino médio ainda.

Amaro- Obrigado Mara, foi divertido e um prazer. E estas duas palavras são a chave para uma boa pesquisa acadêmica (também tem o rigor metodológico e a profundidade teórica, mas são mais chatos e é bom que venham depois da “diversão” e do “prazer”. estes vocês têm que ter, os outros dois, você aprende. E é isso: aprendemos a fazer uma pesquisa acadêmica. você tem que ser humilde, pois para ser acadêmica é necessário sempre estar submisso à crítica dos pares, que vão ler o trabalho, criticar e comentar e sempre é necessário levar estas críticas em consideração. 

E você não vai direto para a publicação. Deve ir submetendo os pedaços da pesquisa (em formato de artigo) em congressos, seminários e encontros acadêmicos. Nestes espaços você tem uma oportunidade de encontrar pessoas de diferentes locais do país e com diferentes formações que podem ver coisas que você não viu e questionar dados que passam despercebido no seu trabalho, ciente disso, você pode enriquecer ainda mais sua pesquisa. E não precisa está na universidade para isso acontecer. Como eu falei, numa questão acima, meus questionamentos e imersão nesta temática, começou quando eu ainda estava no ensino médio. Vale a pena insistir em algo que você se interessa. A sociedade só tem a ganhar com isso. Se quiserem mais dicas ou se tiverem idéias para sua monografia ou uma pesquisa envolvendo quadrinhos: basta entrar em contato:
http://axbraga.blogspot.com

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(@maisdeoitomil)

Elevaimematar News – Anime de fã de Holy Avenger

4 jul

O mercado de animação no Burajiru consegue ser mais triste que assistir Túmulo dos Vagalumes do Studio Ghibli quando você já tá em depressão. O que temos de animação? Apenas peixe grande como o Maurício de Sousa e o RR Soares usando seus cheats de dinheiro infinito para produzir animações que com um pouco de esforço conseguem ficar mais bonitas que o desenho animado do Chaves.

E os animes? PFFFF! Estamos ainda engatinhando nos mangás nacionais, imagina se conseguimos fazer uma animação disso.

E por que eu tô falando dessas coisas? Além de eu não ter assunto, é porque eu queria comentar uma iniciativa que vi no Twitter:

Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

O amigo aí vai fazer uma animação de Holy Avenger? CORAGEM!

Aí o leitor do blog já tá aí com uma coceira no esôfago de ansiedade esperando que eu vá criticar, que eu vá falar que esse cara é um idiota e que o projeto vai afundar na água mais que os otakus que estavam na enchente do Anime Dreams 2011. Mas você tá enganado! Te peguei! Enganei você!

Eu quero dar os parabéns pra esse moço, e daria um troféu Mais de Oito Mil se o meu blog tivesse alguma credibilidade. Por que? Num país em que tudo está contra as pessoas, ele quer lutar para fazer um anime do negócio que ele gosta. Tá, se ele gosta de Holy Avenger o mau gosto é dele, mas ele tá de parabéns pela iniciativa. E fiquei até encantada que o criador de HA não foi atrás do cara pedir pra ele parar, como muita empresa faria. Pelo contrário, até divulgou o negócio.

“Ai Mara, sua gorda com uma incrível capacidade de surpreender as expectativas, você não vai falar mal de nada? Você se vendeu pro sistema?”

Tá, se é pra falar mal de algo, vamos lá!

Vejam a primeira imagem divulgada:

Quer ver como animação no Burajiru tá foda? Um anime feito por uma pessoa já tá melhor que BRASIL ANIMADO!

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(Me siga no Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Mais de Oito Mil Interview – Mara entrevista Fabio Sakuda

20 fev

“Porra, maaaaaais uma entrevista, Mara?”. É sim, minna! É por causa da relevância dos entrevistados? Nem, é porque se eu postar eu consigo mostrar credibilidade e aí posso pedir uma entrevista com a Petra Leão. Já imaginou que SUGOI que ia ser? Deixando as velhices de lado, hoje no Mais de Oito Mil Interview temos uma entrevista com Fabio Sakuda! Ah, você não sabe quem é ele? Ele é roteirista do mangá Rapsódia, que está na revista Ação Magazine, daquele sucinto Lancaster. “Porra, maaaaaais uma postagem relacionada a esse projeto, Mara?”. Ele nos concedeu essa divertida entrevista enquanto passeávamos de pedalinho em forma de cisne negro na Lagoa Rodrigo de Freitas, tomando um suco de sapoti enquanto líamos trechos de O Guarani. IKIMASU ler a entrevista com o Fabio?

 

Mara: Obrigada pela entrevista e parabéns pelo projeto. A pergunta mais interessante da noite é… ser autor de quadrinhos no Burajiru atrai mulher? Ou só otaka mesmo?

Fabio: No Japão atraia até, aqui eu ainda não consegui usar isso de forma positiva. Titanic, mulherada, ninguém mais tem esse tipo de fantasia? Um Sketchbook, uma poltrona bacana…

Mara: Todo mundo sabe que você desenha, faz tradução, faz roteiro, escreve matérias… já pensou em ser dublador também?

Fabio: Dublador não é minha praia. Eu escrevo. Sei traduzir, se me pagam eu faço. Sei fazer matérias, se me pagam eu faço. Pagando bem, que mal tem, né? (Mara comenta: ui) Também fotografo, leio pra caramba, escrevo um blog, assisto filmes. (Mara comenta: faz aulas de “etc”?) Quem quiser me pagar pra ter meus hobbies, eu aceito e agradeço do fundo do coração $2 !!

Mara: A criação de Rapsódia é do Carlos, mas o roteiro é teu. Você se sente como a Nazaré Tedesco, pegando o filho da Maria do Carmo e criando como se fosse seu?

Fabio: Isso é interessante, que Rapsódia é como um filho adotado. E eu tô ajudando a criar. Não peguei a referência, mas eu tô criando mesmo como se fosse um filho meu. (Mara comenta: sua raposa felpuda!) Acho que é questão de postura também. No Brasil, todo mundo quer ser criador, quer fazer o que gosta do jeito que vier à cabeça. Mas ser o desenvolvedor tem seus méritos. Saber explorar o potencial de uma boa idéia é ainda mais difícil do que ter uma. E acho que é por isso que todo mundo se acomoda em criar só o que quer.

Mara: Fazer roteiro de mangá de ação é mais fácil pela falta de diálogo?

Fabio: Ah, muito mais fácil! Só fazer palitinhos e onomatopéias, depois o Carlos dá um jeito, não é? Mas falando sério, pensar em ação é complicado em outro sentido, porque você tem que ter ritmo, manter sua diagramação de página e narrativa visual… Tem que ter impacto, e isso é muito difícil de fazer. Diálogos são relativamente fáceis de se fazer nesse sentido.

Pra alguns roteiristas pode ser mais fácil, mas eu faço o name, que é o rascunho do roteiro, já diagramado, pensando em tudo aquilo que eu falei, e depois, eu e o Carlos discutimos pra acertar a montagem da página.

Mara: Quais os limites dos autores? Se vocês quiserem colocar muito sangue, muita mulher peituda e muitas calcinhas é autorizado numa boa?

Fabio: Não achei que você pediria, mas não se preocupe! (Mara comenta: Tenho que parar de deixar meu namorado sugerir perguntas) Teremos uma boa dose de mulheres peitudas, seremos generosos com as calcinhas e já estamos dando o nosso próprio sangue! Vai ter muita coisa, mas respeitando o fato de que é uma revista de abrangência popular, não podemos exagerar. Particularmente, eu prefiro peitos mais anatômicos.

Mara: Se você visse alguma cosplayer lateralmente avantajada fazendo cosplay de algum personagem de Rapsódia, você ia gostar ou ficar ofendido com a homenagem mal feita?

Fabio: Eu ia achar legal, de verdade. Acho divertido, a pessoa já tá lá só pra se divertir, se for com um personagem que eu ajudei a criar, eu ficaria muito lisonjeado. Estando bem feito, eu acho muito bom (Mara comenta: detalhe no “estando bem feito”… ouviu Fat Hatsune Miku?). Não tenho conhecidos que façam cosplay (não que eu saiba) mas adoraria conhecer, principalmente uma menina que tava de Naruto no último AF. Aquilo é um pecado, felizmente eu sou um pecador!

Mara: Você tem algum problema referente à “bunda gorda”? Porque no preview isso apareceu bastante. Será o indicativo de uma futura saga?

Fabio: A Saga do Cofrinho Secreto. Apresentando a Mulher Melancia gigante. Meu, isso iria vender MUITO aqui! Não tenho problemas com bunda gorda, muito pelo contrário! Mas de homem, e gigante, a coisa muda de figura. Bunda peluda é kiwi, e dessa fruta eu não como não!

Mara: Muito obrigada pela entrevista. Deixe uma mensagem para os leitores do Mais de Oito Mil e se quiser deixar contato para nossas leitoras Maria-Nanquim está liberado também.

Fabio: Obrigado a todo o apoio que o pessoal tem dado, todos da Ação estão muito felizes e confiantes e vamos fazer de tudo pra corresponder à todos, e aos poucos, poder chegar ao tamanho e tradição que as antologias japonesas têm. Quem quiser nos acompanhar no Orkut, no Twitter e no FaceBook, siga pelos links. E o site estará no ar em breve. Quem quiser me seguir em particular, meu Twitter é o @XILFX . Para Maria-Nanquim, se souber lavar, passar, cozinhar, me mande DM! Se for rica, me mande DM!

Abraços! E Obrigado pelo espaço, Mara!

(OBS: Quatro horas após a entrevista, Fabio lembra que não passou os links e manda um email)

Depois que eu vi, esqueci os links! A revista, o facebook, o Orkut e o meu blog!

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(@maisdeoitomil)

Mais de Oito Mil Interview – Mara Entrevista Alexandre Lancaster

17 fev

É com muito prazer que hoje eu inauguro a mais nova seção do Mais de Oito Mil, chamada de Mais de Oito Mil Entrevista. E nessa primeira entrevista vamos falar com Alexandre Lancaster, que tem um projeto novo que vocês podem ver nesse post aqui. Queria agradecer ao Alexandre por ter concedido essa entrevista, mesmo eu sempre falando mal dele. Então IKIMASU ler a entrevista? Espero que não se incomodem com as minhas interferências no meio da entrevista, afinal isso é um blog de humor.

 

Mara: Parabéns pelo projeto. Eu queria saber como é que os leitores vão ter acesso à antologia? Vai ter versão impressa, vai ser pelo site ou teremos que baixar por torrent mesmo?

Lancaster: Vai ser uma versão impressa, mas acreditem, temos muitos planos em termos de suporte online para nossos leitores.

Mara: Puxa, nem eu esperava uma resposta curta. Como foi o processo de seleção para a integração do elenco de autores? Teve teste do sofá (ou da prancheta, como seja)?

Lancaster: Bom, a primeira coisa que eu fiz foi buscar projetos que tivessem em comum com o que eu pensava – algo que pudesse atingir pessoas que não são fãs hardcore, que possam atingir pessoas com diferentes interesses. O primeiro já estava à mão na época do velho projeto Ação Total da Anime Pro: conheci o Maurílio que me falava sobre Tunado desde essa época, e saí em busca em primeiro lugar de escritores com conceitos claros. Eu pensava em termos de gênero e potencial de identificação com o leitor. (Mara comenta: E ele não respondeu do teste do sofá.) Alguns conceitos sofreram mais do que outros para ser desenvolvidos, e eu queria antes de mais nada.

Mara: Temos três histórias que se passam no Burajiru e outras três que se passam em outra região. Isso foi para que vocês pudessem concorrer em algum edital e assim ganhassem muito dinheiro do governo?

Lancaster: Olha que não é uma má idéia… :). Mas na verdade a decisão de ambientar no Brasil foi algo muito consciente desde o início. Os japoneses fazem o que fazem porque são voltados a seu público, falam com o cotidiano de seu público. Os fãs de mangás tendem a olhar justamente detalhes como festivais aonde meninas aparecem com quimonos leves, uniformes colegiais de corte prussiano no caso dos garotos e saias curtas no caso das meninas, mas isso tudo é pinçado do próprio cotidiano deles e oferece um espelho da realidade para valorizar a fantasia. A idéia é que o leitor procure alguém como ele, que viva as aventuras que não poderia viver na vida real, pilotar robôs gigantes, detonar os valentões que na vida real fariam dele uma massa de hematomas, viver aventuras em lugares fantásticos. Não queríamos – e não queremos – séries com nome em inglês (Mara comenta: chute no saco de Holy Avenger detected) e com aquele espírito fanzineiro de mera emulação do original. Claro que em séries de fantasia medieval – que é um gênero popular no Brasil – a coisa opera de forma diferente. E a propósito, apesar do nome de Madenka aparentar ser japonês, tudo ali tem inspiração indígena. A “raposa” de olhos vendados na verdade é uma loba-guará que teve os olhos roubados por um saci (que está longe de ser uma criatura amigável). Eu fiquei com medo quando li a proposta porque nos foi ensinado na escola um discurso “amiguinho” a respeito do folclore – ele não tem realmente relação com o cotidiano do brasileiro, é uma coisa meio artificial para um garoto que joga videogame. Mas quando vi as artes conceituais e os primeiros roteiros, fiquei realmente impressionado e empolgado; ele recriou o saci como uma criatura que não é ridícula para um garoto. Ele fez algo novo para uma geração que sim, joga videogames e lê mangás. (Mara comenta: Como esse homem fala. Mas ele foi tão simpático dando a entrevista que eu nem vou cortar as coisas que ele fala…)

Mas não foi fácil. O Márcio tinha o conceito de Arcabuz na mão, mas era difícil explicar a maior parte dos candidatos a desenhista que a idéia era fazer algo no Brasil-Colônia (ele pensava em algo mais próximo de Samurai X à época, mas com bandeirantes; foi a entrada da Roberta Pares no projeto que acabou levando naturalmente a uma abordagem mais clássica). Era como se houvesse uma trava (Mara comenta: tipo a Ariadna?) mental e um caso foi triste: tinha um garoto com um traço interessante, mas a idéia não descia, parecia algo alienígena para ele. E tentamos simplificar: “É como Samurai X, mas com bandeirantes” (Mara comenta: “Eu não quero falar com bandeirantes”). “Ah, mas com samurais?” “Nós dissemos BRASIL COLÔNIA!” “Mas vai ter samurais?” “Não.” – e se seguiu um silêncio do cara por cinco minutos, para que ele em seguida dissesse que não iria entrar (Mara comenta: certeza que esse cara é um otaku, que não sabe que os primeiros samurais só chegaram no Burajiru no Karasu-Maru junto com os primeiros vendedores de Shonen Jump da Liberdade). Por outro lado essa abordagem rende bastante dividendos em termos de possibilidades novas: muitas coisas que acontecem com um adolescente brasileiro não aconteceriam nunca com um adolescente japonês e vice-versa. E isso permite que façamos histórias que sejam diferentes dos mangás ao redor da Ação nas bancas. Pense bem: se você produzir um mangá de samurais e ele der certo, eu te derrubo facilmente (Mara comenta: ui) trazendo algum mangá de samurais japonês, feito por gente que tem muito mais acesso a pesquisa e material de referência do que você. Para que a Ação se mantenha, ela precisa oferecer algo diferente do que o japonês oferece – senão o leitor comprará, e com razão, o material japonês e não o nosso. O pessoal critica, mas uma edição de um Mônica Jovem – aquela que vende mais do que a Veja (Mara comenta: e que tem mais credibilidade também) de acordo com o Sidney Gusmann – você tem zilhões de referências que não são necessariamente nerds – como o fato de que a irmã do Cebola assiste programas de bate boca na televisão. Não é diferente do que se faz no Japão, apenas não pegamos boa parte das referências de lá quando esses mangás chegam por aqui, vão por mim.

Mara: Todo mundo sabe que ninguém trabalha por caridade. De onde vai vir a grana pra manter vivo esse projeto?

Lancaster: Você não faz projetos grandes sem buscar parcerias. Não podemos revelar detalhes ainda, mas ninguém está trabalhando no escuro.

Mara: A Shonen Jump na Grande Nação Japonesa é a grande inspiração de vocês, e lá ela é sustentada pelos malas do Naruto e do Luffy. Deixando de lado a politicagem, qual você acha que é o mangá da Ação que tem mais jeito de ser o One Piece ou o Naruto da antologia?

Lancaster: Sinceramente, se fosse possível prever sucessos, a Jump teria vinte títulos arrasa-quarteirão em suas páginas… XD

Mas o ponto é que acredito no potencial de todos, os que trabalharemos inicialmente e os que já estão a espera. Alguns tem seus condicionantes, verdade: acredito seriamente que Jairo irá crescer a medida em que a olimpíada de 2016 se aproxime (Mara comenta: aquela que vai ser daqui CINCO ANOS?), da mesma forma que aconteceu com a Yawara de Naoki Urasawa, porque a série irá fazer a contagem. Tunado tem o público mais velho obviamente, mas aqui temos uma cultura do tuning fortíssima, que sustenta várias revistas do gênero nas bancas – eu fiquei super contente quando vi um blog sobre carros mencionar a série em uma nota sem que o autor tivesse soprado – sinal de que sim, ele pode atingir um número maior de leitores, e ao mesmo tempo ainda é uma série jovem, para um público que fatalmente vai ter mais acesso a possibilidade de comprar seu primeiro carro antes dos 25 anos (Mara comenta: tenta explicar isso pro pobretão do meu namorado ¬¬) à medida que a economia cresce – eu sempre lembro do Puma, que antes da economia brasileira afundar nos anos oitenta, era um dos carros favoritos do jovem que estava entrando na faculdade; acredito que teremos algum carro a desempenhar esse papel nos próximos anos e haverá jovens que aos dezesseis, dezessete anos, já pensarão nesse sentido. Expresso eu acredito que seja mais juvenil – e o traço está se ajustando a realidade após os resultados dos testes iniciais (esse preview chegou a ser impresso e ter uma pequena tiragem; fizemos testes de mercado com a revista). Temos lugar para essa história e eu não daria minha cara à tapa por mero ego (Mara comenta: Tô me dando um tapa pra ficar acordada. Como ele fala…). Arcabuz é uma leitura de aventura mais clássica, para todas as idades, e tanto Madenka quanto Rapsódia são materiais próximos dos grandes sucessos como Naruto e One Piece, mas com sua própria identidade e personalidade, faço questão de frisar. Acredito solidamente no time que temos. (Mara comenta: Falou como técnico de futebol)

Mara: Estamos lidando com uma geração que passa a ceia de natal com um wallpaper de garota bonitinha, você não acha que tá faltando uma comédia romântica com calcinhas e garotos tontos?

Lancaster: Comédia romântica pode ser, mas estamos no Brasil, pô. Claro que não vamos chegar ao extremo do que aconteceu quando os americanos da Seven Seas fizeram uma série chamada Aoi House (Mara comenta: Impressionante a capacidade dele de colocar exemplos e exemplos e exemplos…), aonde imaginaram como seria uma comédia de harém nos Estados Unidos, com todos os condicionantes culturais locais fazendo diferença. O resultado foi que o cara acabou escolhendo uma das meninas no segundo volume, deixando a série à deriva a partir daí (ela terminou no vol.4). Isso tem que ser MUITO bem pensado; somos um povo que vê as coisas de forma diferente: se Keitaro fosse Brasileiro, iriam xingá-lo de todos os nomes possíveis – eu xingaria. :P

Mara: O Burajiru admira o Big Brother e torce semanalmente para a eliminação semanal no programa. Como vai funcionar a eliminação na Ação? Vai ser por voto SMS? O líder da semana tem direito a mandar um autor pro paredão? E, mais importante, os autores vão levar numa boa se a história não render?

Lancaster: O que muda em relação a Jump é ditado pela periodicidade. Não vamos dar todos os detalhes, mas não dá para tratar da mesma forma um almanaque com bem menos títulos do que a Jump e uma periodicidade não tão freqüente. Mas as votações dos leitores serão importantes – e acredito que deva haver um corte por ano, a partir do início das votações.

Mara: Obrigada pela paciência. Tem uma palavrinha para os leitores do Mais de Oito Mil? Se não tiver tudo bem, eles entendem.

Lancaster: Tenham ação em suas vidas. ;)

ET Bilu: Busquem conhecimento.

***

(@maisdeoitomil)

Luluzinha Hypada

11 mar

(Dica do leitor EU)

Todos sabemos que os brasileiros adooooram copiar os japoneses, pois estes são a cultura mais rica. Tanto que começaram a fazer mangá de tudo quando é coisa no Brasil, de Mônica a Didi Mocó.

Então vamos ver uma notícia de ontem do Animepró:

Como podem ver, foi postada dia 10 de Março de 2010. Observem o final da noticia agora:

Das duas uma: ou a Pixel quer copiar o Togashi e lançar capítulos anuais de sua série ou então tem site que anda brincando de copiar e colar release sem ler.

Papai sabe tudo

14 dez

E o Anime Blade postou uma interessante notícia:

Até aí tudo bem, mas vocês viram o detalhezinho? A pesquisa foi respondida PELOS PAIS dos pirralhos.

Não sei como funciona na Grande Nação Japonesa, mas aqui no Burajiru os pais não costumam saber muito os gostos dos filhos.

Pra falar a verdade, tem muito pai que não sabe o que os filhos fazem para se divertir. O interessante é que aqui no Burajiru os jovens também se divertem com Pokémon, assim como as crianças japonesas.

Observe o Pokémon favorito de ambos os sexos aqui no Burajiru, numa pesquisa exclusiva feita pelo Mais de Oito Mil:

O Favorito das Meninas

O Favorito dos Meninos