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Escalada Mais de Oito Mil – Conrad é processada e outras notícias

11 jun

Estamos sem pauta. Isso é tão constante quando o Anime Friends ter problemas estruturais ou vazamento de sex tape de casal de cosplayers.

Para solucionar esse problema, decidi fazer algo de diferente. Além de usar citações da Luisa Marilac, decidi mostrar que eu tenho uma veia jornalística de fazer inveja a muita imprensa especializada (pffff) e fazer meu próprio giro de notícias, que eu dei o nome de Escalada Mais de Oito Mil. É porque aquele anúncio rápido de notícias antes do jornal se chama escalada, e o meu blog se chama Mais de Oito Mil. Logo…

IKIMASU ver as principais notícias da semana.

Deu no Universo HQ que a Conrad foi processada por plágio em um quadrinho nacional porque um autor de teatro achou que o livro era uma cópia da peça dele. Depois de um árduo trabalho investigativo do MdOM Press, acalmamos os leitores ao avisar que Felix Salten não pretende processar a editora pelo mangá Bambi e nem os familiares vivos de Siddartha Gautama têm intenção de acionar a editora pelo mangá Buda.

Infelizmente, o mesmo não se pode dizer da editora Shueisha, que pretende processar a Conrad por publicar Cavaleiros do Zodíaco, que é um auto-plágio de Masami Kurumada.

Deu no site oficial do Anime Friends que a Federação Brasileira de Luta Livre, que tudo tem a ver com a cultura da Grande Nação Japonesa,  fará uma apresentação no evento. O convite deve ter sido feito após a desorganização da Yamato ver que entusiastas dessa modalidade esportiva visitavam o Vila Anime no Rio de Janeiro.

Deu no site oficial do Anime Friends a votação para os candidatos ao Oscar de Dublagem. Depois de ficar contente com a ausência de Guilherme Briggs, percebi que tem um narrador que concorre com ele mesmo uma premiação. Desde a Serena decidindo quem era mais bonito entre o Darien e o Tuxedo Mask não se via uma competição tão interessante.

EXCLUSIVO! Deu no CavZodíaco o preço do novo volume do Episódio G, que chegou para pegar embalo no mês da Parada Gay de São Paulo. Para a próxima notícia exclusiva, o CavZodíaco promete uma foto BOMBÁSTICA do código de barras da edição.

Deu no Chuva de Nanquim que a Editora JBC vai republicar o mangá Sakura Card Captor em formato de luxo. Enquanto você otaku corta os pulsos por ter guardado a primeira edição de 2001 esperando uma valorizarização do ex-esgotado, Marcelo Del Greco dá pulos de alegria porque poderá, dessa vez, incluir piadinhas do Pânico na TV (que é de 2003) na nova tradução.

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E nesse foi o nosso giro de notícias. Até a próxima.

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Mais de Oito Mil Interview – Descobrindo quem pintou as zebras com Marcelo Del Greco, o Editor da JBC!

3 maio

Finalmente alguém tomou vergonha na cara de fazer uma imagem decente para a seção de entrevistas… O que foi? Já começou?

Oi minna! Aqui quem está falando é a Mara e estou muito emocionada com a entrevista que teremos hoje. Mostrando mais uma vez que só sei copiar as pautas de entrevistas do Jbox, hoje traremos um bate papo muito divertido com Marcelo Del Greco. Se você não tem idade para saber, ele escrevia para a revista Herói e hoje é o Editor de mangás da JBC, aqueeeela editora que publicou Fairy Tail. E você acha que fiquei com o rabo preso de perguntar tudo o que eu queria? Será que finalmente vamos descobrir quem pintou as zebras?

Então preencha a coluna do meio e IKIMASU ver o papo com Marcelo Del Greco!!!

 

Mara: Primeiro queria agradecer à entrevista, Marcelo Del Greco, e dar os parabéns pelos 10 anos de mangás da Editora JBC. A minha primeira pergunta é essa: qual é a função de um editor de mangás? Pergunto isso porque precisamos saber em quem botar a culpa quando vemos algo errado.

MDG: Obrigado pelos parabéns e eu que agradeço a oportunidade. Sempre gosto de ter esse tipo de oportunidade de explicar e esclarecer como a produção de mangás na JBC é feita. Inclusive, mantenho aqui o convite para você vir conhecer a editora. Quanto à função de editor, ele basicamente edita o texto. Ok, antes que você diga “ah, vá!”, vou explicar um pouco melhor (Comentário da Mara: Ah v… maldito Marcelo, mal pude ver seus movimentos!). No caso dos mangás, o editor é responsável por dar fluência ao texto, saber qual linguagem usar para cada título – e em cada mangá, para cada personagem –, adaptar para o português o que ainda for necessário para que o texto fique compreensível em nossa língua e por aí vai. Além disso, ele também é o responsável por juntar todas as informações captadas pelos demais departamentos da JBC – o que inclui pesquisas em eventos, cartas, e-mails, etc… – para saber o que os nossos leitores querem ler e fazer a seleção final dos mangás que serão pedidos. E, para o bem ou para o mal, ele seria a quem você poderia culpar.

Mara: Sabemos que você foi parar na JBC depois de todo seu trabalho na imprensa especializada na época da revista Herói. Como vocês faziam para arranjar pauta numa época em que não tinha o Anime News Network pra copiar notinhas?

MDG: Na verdade, arranjar pauta naquela época era muito mais fácil do que hoje. Como até então praticamente nunca tinha existido uma revista como a Herói, nós tínhamos, além de Cavaleiros do Zodíaco e Power Rangers, todas as séries japas – incluo aqui tanto animes e mangás quanto tokusatsus – para fazer matérias. Isso sem contar filmes, séries, quadrinhos e desenhos americanos e afins. É curioso que, até então, praticamente não havia registro de que muitos desses programas haviam passado aqui no Brasil. Então o que não faltava era pauta, difícil mesmo era arrumar imagens para as matérias. A maioria era feita com material que eu e os demais colaboradores já tínhamos guardado, coisas de colecionadores como livros, revistas importadas e tals. Mesmo material de Cavaleiros era osso de achar. Passei muitas tardes sentado no chão de livrarias e sebos na Liberdade caçando qualquer imagem. Depois da Herói, já na JBC, dei continuidade a esse trabalho na Henshin. Com ela pudemos pela primeira vez entrevistar astros japoneses de seriados, autores de mangás, diretores de animes. Isso foi algo que ninguém tinha feito antes. 

Mara: Tá, Cavaleiros do Zodíaco tem um espaço reservado no seu coração, todo mundo sabe disso. Mas, agora depois de mais velho e experiente, você ainda gosta disso MESMO?

MDG: Mas claro que sim! Cavaleiros já alcançou status de clássico, ele está além de qualquer crítica. Claro que qualquer um sabe que a história tem várias (Comentário da Mara: VÁRIAS), digamos, escorregadas. Mas até isso é divertido em Cavaleiros, tipo como o Cássius chegou na Casa de Leão sem ter enfrentado nenhum Cavaleiro de Ouro… ou mesmo a Marin e a Shina, que conheciam um atalho ainda melhor do que o do Cássius para chegar na sala do Grande Mestre…

Mara: Era mais difícil licenciar mangá quando vocês eram uma editora sem histórico ou agora que a Panini pega tudo de todo mundo?

MDG: A dificuldade é a mesma. Para convencer uma editora japonesa a licenciar determinado título não basta só você oferecer uma mala de dinheiro (Comentário da Mara: Mas isso já dá uma ajudada legal, né?). Eles querem saber como a série vai ser trabalhada ao longo de toda a sua publicação. Então é algo que envolve vários detalhes. É preciso montar um grande projeto. E para que ele seja aprovado leva-se um bom tempo, em geral até dois anos de negociações dependendo da editora. Foi assim que conseguimos mangás como Fairy Tail, Lost Canvas, Evangelion, Code Geass, Rosário + Vampire, Death Note… Fora os que ainda não anunciamos ainda para este ano.

Mara: Lógico que eu não deixaria de fazer algumas perguntas sobre Fairy Tail. Qual foi a repercussão das críticas feitas pelos fãs à tradução do primeiro volume?

MDG: Geralmente, quando um mangá muito famoso é lançado oficialmente no Brasil, algumas críticas podem acontecer por conta da chamada memória afetiva das pessoas. Ou seja, se alguém teve contato com alguma outra tradução, geralmente usada em algum scanlation ou feita por algum fansubber, acaba tomando aquela tradução como a que deveria ser seguida (Comentário da Mara: Fã é mesmo um saco, né Marcelão? Até hoje tem gente me mandando mensagem pedindo pra divulgar que cortaram o “Aye” do Happy quando isso nem tinha no original.). Mas é importante lembrar que esse conteúdo baixado na internet não é oficial e por isso mesmo nem poderíamos segui-lo. Nós sempre ouvimos os leitores e toda a crítica. Desde que tenham propriedade e coerência (Comentário da Mara: E Otaku tem coerência desde quando?), são muito bem-vindas. Além disso, estamos sempre abertos a receber novos tradutores. Se tiver alguém interessado pode entrar em contato com a gente para vir fazer um teste e, quem sabe, fazer parte de nossa equipe.

Mara: O Guilherme Briggs falou que a culpa das gírias não foi dele, e sim da editora. Afinal, quem pintou as zebras? E o que você tem a dizer sobre adaptação de mangás, no geral, para o português?

MDG: Bom, oficialmente quem pintou as zebras foi Deus… assim como Ele fez com as onças, os tigres… (@_@!) Mas no caso de Fairy Tail, fui eu (Comentário da Mara: TÃ TÃ TÃÃÃÃÃÃÃÃ… Ah, isso foi a música do Dramatic Chipmunk.). Mas, veja bem, na JBC trabalhamos em equipe e até chegar ao texto final um mangá passa por várias mãos. Começa pelo tradutor, vai para o nosso Tradutor-Chefe – no caso o Oka, que fala japonês fluente e que tem um grande conhecimento sobre animes e mangás –, vai para o editor, passa por revisão, batemos todas as emendas, fazemos uma revisão final para, então, finalmente o mangá ser liberado para ser impresso. E em qualquer uma dessas etapas pode haver alguma modificação. Voltando ao caso das zebras, quando fazemos qualquer adaptação para o português sempre procuramos deixar o texto solto e compreensível na nossa língua e isso inclui o uso de uma linguagem mais próxima do nosso cotidiano (Comentário da Mara: Lembrando que a expressão das Zebras está uns 20 anos longe do nosso cotidiano.), com algumas eventuais gírias – desde que empregadas no lugar apropriado e que não mudem o sentido da expressão na língua original. No caso das zebras, a piadinha não foge do contexto e deixa, em português, a fala mais divertida – afinal, Fairy Tail antes de mais nada é uma comédia. Tenho uma teoria de que se Fairy Tail tivesse sido dublado primeiro não haveria reclamação. Não vou nem pegar o exemplo de Yu Yu Hakusho, que foi o primeiro anime a fazer uma adaptação mais diferenciada na hora que entrou em estúdio para ser dublado. Vou usar Ranma ½ como referência (Comentário da Mara: Minna, esse danadinho do Del Greco só tá usando o exemplo do Ranma ½ porque eu contei que me divertia com esse mangá.). Eu coloquei muito mais gírias nessa adaptação do que em Fairy Tail. Na verdade fui muito além, tem frases do Chaves, tem referências ao Pica-Pau e até o Ranma cantarola Sorriso Contagiante e ninguém nunca reclamou. Porém, Ranma foi dublado primeiro e depois veio o mangá (desconsiderando as edições lançadas pela Animangá). Se tivéssemos lançado o mangá antes da dublagem tenho certeza de que iriam reclamar. O que quero dizer que há dois pesos e duas medidas para criticar um determinado trabalho. Eu realmente busco levar para os mangás uma fluência de leitura que pareça com um texto feito para dublagem, para que o leitor possa imaginar os personagens com suas vozes e tudo mais quando estiver lendo – e isso mesmo para os mangás que não tiveram uma versão brasileira ainda. Veja, por exemplo, as dublagens do Pica-Pau ou dos desenhos da Pixar: todos tem uma adaptação brilhante para a nossa língua e sabem usar gírias perfeitamente. Veja o Chaves (Comentário da Mara: Olha, nem mexo com fã brasileiro de Chaves porque eles são os mais chatos que existem no mundo.), alguém acha que o Barbiroto em algum momento foi conhecido no México? Mesmo por conta de toda a pirataria que há na internet, temos de fazer algo que nos diferencie dela e essa adaptação é uma delas. Quanto ao Briggs, ele ainda tem um outro diferencial que é o fato de ele ser ator (Comentário da Mara: …e dublador, cantor, escritor, desenhista, dançarino, juiz de futebol, jurado de show de calouros, apresentador de stand up comedy…). Ele dá um bom ritmo ao texto e sabe usar bem a linguagem coloquial (Comentário da Mara: O filme do Yu-Gi-Oh traduzido e dirigido por ele manda lembranças!). Li muita besteira sobre ele tanto no caso de Tenjho Tenge quanto no de Fairy Tail e posso garantir que o Briggs é um cara supergente fina e um profissional exemplar (Comentário da Mara: Ô loco meu!). Se ele é amigo meu ou não pouco importa, desde que seja capaz de fazer o trabalho direito, cumprir os prazos… E veja você, tem gente por aí que vive criticando a nós e ao Briggs que chegou a ser convidada para vir trabalhar aqui e não topou. Claro que a pessoa teve os motivos dela, mas o fato é que ela não veio.

Mara: Na primeira edição há uma menção a Cavaleiros do Zodíaco em uma piadinha de um figurante. A Kodansha, que é a editora dona de Fairy Tail, tá sabendo que tem uma referência a um mangá da Shueisha/Akita Shoten?

MDG: Você guarda segredo?… Eu também ˆ_ˆ v (Comentário da Mara: Nessa pergunta, o entrevistado tirou 20 no dado e pôde se esquivar com maestria da pergunta.)

Mara: Atualmente temos vários volumes de mangás que estão esgotados e rendem uma puta grana em sebos. Vocês planejam reimprimir as primeiras edições de Sakura Card Captors e Love Hina ou apenas esperam que o preço dos volumes aumente para que vocês possam vender um estoque secreto a fim de cobrir eventuais gastos ou prejuízos da editora?

MDG: Na verdade essa estratégia faz parte de um plano bem maior que visa a conquista do mundo através de mangás supostamente esgotados e vendidos a peso de ouro no Mercado Livre.

Mara: A JBC ter pego Cavaleiros do Zodíaco e Evangelion da Conrad deve ter sido uma baita alegria. Esse sentimento foi parecido com a alegria da Newpop quando pegou Gravitation ou da Panini pegando o Air Gear do Oh! Great, que teve o outro mangá publicado pela JBC?

MDG: Acho errado dizer que a JBC pegou Cavaleiros e Evangelion da Conrad. O Lost Canvas e o Evangelion foram oferecidos para as editoras interessadas e cada uma enviou a sua proposta. Felizmente conseguimos ganhar esses dois grandes títulos (Comentário da Mara: A entrevista foi feita antes do anúncio de Gate 7 do Clamp na Newpop. CERTEZA que após ler a notícia, alguém da JBC deve ter jogado uma taça de vinho num quadro, numa cena bem teatral e dramática para expressar a raiva.).

Mara: O meio-tankobon é imposição dos japoneses mesmo ou apenas um truque para a editora ter mais volume em banca?

MDG: O meio tankobon foi uma maneira que encontramos para introduzir o mangá no Brasil. Por ser mais barato que o tankobon, ele era e é mais acessível (Comentário da Mara: Acessível? Cê viu o preço do meio-tanko hoje em dia???). Hoje as editoras japonesas preferem que todos os mangás sejam lançados em formato tankobon, mas, por uma questão de estratégia de mercado, lançamos alguns títulos em meio tankobon desde que seja permitido pelos japoneses. É uma maneira de ajudar o leitor a comprar mais mangás dentro do mês.

Mara: Sei que cada caso é um caso, cada contrato é um contrato, e que os lucros de um mangá podem ajudar em outros. Mas quero saber, você pode me dizer se teve algum título que teve um retorno bem abaixo do esperado?

MDG: Na verdade, não. Claro que há uma diferença entre as vendas dos mangás mais famosos em relação aos mais desconhecidos. Mas nenhum chegou a ponto de ter ficado abaixo do esperado (Comentário da Mara: Nem Yu-Gi-Oh???? Aí sim fomos surpreendidos novamente.). Pelo contrário, há alguns títulos menos conhecidos que venderam muito melhor do que o esperado.

Mara: Dizem que Love Junkies fez um puta sucesso no Brasil. Vocês colocaram o nome da autora no Macumba Online quando ela decidiu encerrar o mangá?

MDG: De jeito nenhum. Acho que ela acabou na hora certa. A história já não tinha mais para onde ir e se continuasse iria estragar. Claro que até hoje choro de saudades da Shinako e de seus grandes… olhos. *_*! (Comentário da Mara: E eu choro lágrimas negras da sociedade ao ler declarações como esta.)

Mara: A JBC também traduz animes a pedido de empresas. Vocês trabalham de graça que nem alguns fãs ou vocês cobram seus serviços e fazem um trabalho profissional?

MDG: Absolutamente profissional.

Mara: Falando ainda sobre fãs, suponhamos que a JBC traga algum mangá que tenha um grande fã-clube no Brasil. Vocês entram em contato com esses fãs para alguma ajuda?

MDG: Geralmente, eles é que entram em contato com a gente e sempre ouvimos a todos, mas o trabalho é todo feito internamente. Além disso, toda a equipe de mangás da JBC também é composta por fãs, então temos um conhecimento bem considerável sobre nossos produtos.

(Comentário da Mara: Por favor, que saia Sailor Moon pela JBC pra eu rir de certos fã-clubes por oito dias e oito noites!)

Mara: Que fim levou o mangá de Train Man/Densha Otoko que vocês prometeram há anos?

MDG: Então, é engraçado porque nós nunca dissemos que lançaríamos o Train Man em mangá (Comentário da Mara: Produção! Quem escreveu essa pergunta???). Alguém pegou a informação pela metade e deu como notícia, mas isso foi tomado como verdade e nos cobram até hoje. Nossa filosofia é só anunciar os mangás que já estão efetivamente com contratos assinados e com data de banca definida (Comentário da Mara: Conrad se revira de desgosto no túmulo neste instante). Antes disso nunca anunciamos nada. E, no caso do Train Man, temos os direitos do livro que deu origem ao mangá e por ser um produto de livraria seu processo de produção é outro. Ainda não existe data para seu lançamento, mas esperamos conseguir lançá-lo o quanto antes.

Mara: Você coordenou a tradução de Dragon Ball Kai. Sabendo que existe o meme “mais de oito mil”, por que vocês mudaram a frase clássica? Não queriam fazer propaganda do meu blog?

MDG: Foi isso mesmo. Depois que você tirou sarro (ou morreu de inveja) da minha camiseta do Inu-Yasha eu decidi me vingar e mudei a frase do Vegeta por sua causa… Ou seja, a culpa é toda sua… hehehe… Bom, claro que não foi por causa disso (Comentário da Mara: Será?). Sempre que pegamos uma série para traduzir para a dublagem, principalmente quando ela já teve uma versão brasileira anterior, sempre procuramos apenas corrigir os possíveis erros de tradução e manter expressões, golpes e frases consagradas. Posso dizer que foi uma dureza resgatar as falas do Kuririn de quando o Raditz chega na casa do Mestre Kame e as piadas do Sr.Kaioh no começo do treino do Goku. Resgatei também o Gohan chamando o Piccolo de Sr.Piccolo, que nem tem no original. E na hora que eu estava editando o episódio do “mais de 8 mil”, acabei editando a frase automaticamente porque ela é muito mal construída (Comentário da Mara: COMO OUSA OFENDER A SINTAXE DE UMA FRASE TÃO BRILHANTE??????). Só fui me dar conta quando eu estava lendo um fórum e vi um cara dizendo que ia ser muito sem graça o Vegeta falar a frase sem sua voz original. Quando eu me dei conta até liguei na BKS para alterar a fala, mas já era tarde demais. O episódio já tinha sido dublado e entregue. Pelo menos não mudei 8 para 9, como já aconteceu por aí, né?! Seria bem pior… ˆ_ˆ! Mas para compensar eu fiz não uma, mas duas homenagens a você em Dragon Ball Kai = )

Mara: Agradeço ao tempo que você gastou nessa entrevista. Gostaria de deixar uma mensagem de sabedoria para os leitores do Mais de Oito Mil? Ou pode ser uma dica de um futuro lançamento, tá valendo.

MDG: Eu que agradeço a oportunidade e estou sempre a disposição. Quanto a mensagem, pensei em dizer algo edificante como “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”, mas deixarei aqui a sábia frase de Tio Patinhas em Ducktales “não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Valeu!! ˆ_ˆ v (Comentário da Mara: essa frase foi uma indireta pra mim, produção? É isso mesmo?)

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Omedetou, leitores-san!!!

1 mar

Deu no Jbox:

Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

A Editora JBC anunciou seu mais novo mangá ontem, com divulgação do Jbox, e disse que o plano é lançar dez mangás, um por mês, aqui no Burajiru como comemoração aos 10 anos de mangás deles?

A Editora JBC tem muito o que aprender no campo de dar presentes para seus leitores, então eu sugeri alguns mimos que nós vamos gostar muito de receber. IKIMASU ver a lista?

Melhorar a tradução

Que tal ao invés de lançar um mangá por mês vocês traduzirem melhor seus títulos? E o que a foto do Briggs tá fazendo aí? Sei lá, né, vocês que tentem descobrir quem pintou as zebras.

Melhorar a impressão

Ou então vocês podem imprimir numa qualidade melhor. Eu ia adorar esse presente. Tem mangá da editora que solta tanta tinta na minha mão que eu fico quase negra. Falta só o negro do America’s Greatest Otaku vir me entrevistar.

Devolver o dinheiro que gastei com X

Preciso explicar?

Cumprir o que deve

Antes de prometer Ga-Rei, A-Ga-Rei, A-Gay e sei lá o quê, que tal lançarem umas coisinhas que vocês prometeram faz tempo? Tipo o Densha Otoko que foi prometido em 2007 e o Saber Marionette J que foi prometido ano passado.

Não, tudo bem, são só orientações para uma alimentação saudável presentes. Francamente, né JBC? Desde quando mangá desconhecido é presente? Só se for de Inimigo Secreto!

Olhando bem esse presente que ela ofereceu, só posso perguntar uma coisa:

Cadê o selo de troca pra eu pegar algo melhor?

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(@maisdeoitomil)

Analisando Séries – America’s Greatest Otaku (Ep1)

27 fev

Vivemos numa sociedade que ama deixar samambaia ganhar Reality Shows, então eles deixam de ser competitivos por isso. O Império do Capitalismo, por outro lado, decidiu resolver esse grande problema dos reality shows e decidiu fazer um em que TODOS são samambaias. Essa semana começou o America’s Greatest Otaku (“O Maior Virgem dos EUA”, em português) um programa em que baixa a Tyra Banks no dono da Tokyopop e ele decide encontrar a pessoa mais perdedora de todo o Império do Capitalismo. Ficou curioso para saber o que rolou no primeiro episódio? Então pare de achar que o anime de X-Men vai conseguir salvar essas babaquices da MadHouse e IKIMASU ver esse grande programa!

Esse é o dono da Tokyopop apresentando o programa. Eu ia perguntar se chamaram a Rede TV pra produzir o cenário, aí eu vi que não podia ser, pois até o cenário do Doutor Hollywood é melhor.

Ele começou a falar sobre o que é otaku, mas não entendi aquela foto ali em cima, à direita. Eu não vi nada de otaku numa prateleira cheia de comics americanos, mas aí eu percebi que o que o nosso Dr Ray gringo queria mostrar era esse excelente pout-pourry cosplay que mistura a roupa da Sininho com o Espantalho do Batman.

O Doutor Ray saiu escolhendo seis otakus para fazerem trabalho escravo não remunerado as seletivas por todo o país. Essa otaka ficou tão animada quando foi selecionada que soltou um agudo enorme que destruiu minhas caixas de som, por isso o post atrasou.

Se lembram aquele gatinho de óculos que falei quando analisei esses seis otakus? Então, ele estava com cosplay de PC Siqueira e perdi todo o ânimo.

Não entendi uma coisa. Esses comunicados eles receberam por webcam, então como que o computador dela aparece NO FUNDO e DESLIGADO?

E como é Reality Show, tem que ter um negro para cumprir a cota do politicamente correto.

No BBB temos o Pedro Bial numa passarela com platéia e os confinados numa casa que vale milhões. No America’s Greatest Otaku temos o dono da Tokyopop e os seis otakus sentados numa praça.

A falta de homem bonito nesse programa tá me fazendo rever os conceitos desse japinha.

Aí começou o sorteio das equipes. A japinha fez uma cara quando leu quem ela pegou. Quem será?

Ah, foi ele. Alguém joga um balde de água fria, por favor?

Achei que nada podia ser pior que aqueles ônibus de viagem de dupla sertaneja. É isso que gosto da cultura otaku: eles SEMPRE SE SUPERAM!

Alguém anotou a placa? Porque ele tava atravessando a rua com o semáforo no vermelho! 7 pontos na carteira do dono da Tokyopop!

Agora eles estão no Anime Expo, e eu já tenho duas perguntas. A primeira é: quem segura o microfone dessa maneira? A segunda é: pra que selecionar seis otários se você mesmo que tá entrevistando?

E pra que dividir em times se todos estão lá entrevistando todo mundo? E por que colocaram o negro pra entrevistar outro negro?

Olha, tá difícil ver quem tá de cosplay e quem não tá.

Depois falam que eu sou implicante com isso. De novo um negro sendo entrevistado pelo outro negro?

Stu Levy intimida otaku lateralmente avantajado com o olhar.

“Eu tenho um monte de autógrafos do Stan Lee…”

Imagino que o autógrafo do Stan Lee é tão valioso no Império do Capitalismo quanto um autógrafo de, sei lá, um Hironobu Kageyama ou de um Guilherme Briggs no Burajiru.

Tudo arroz de festa.


E aí foram num Maid Café americano. O negro ficou sem função nessa entrevista porque não havia outras pessoas negras para serem entrevistadas.

Identifique um ambiente otaku achando esses 3 elementos:

1- uma banquinha vendendo algo

2- gente sentada no chão

3- uma Visual Pobrita Lolita

Aí esse Reality Show que nunca acaba mostrou mais uma candidata ao prêmio de maior virgem dos EUA: uma TOP Cosplayer. E nessa cena vemos ela mostrando seus brinquedinhos favoritos, tipo essa bolinhas tailandesas.

Aí rolou uma entrevista com Erina Mano, uma dessas cantoras genéricas da Grande Nação Japonesa. Ela disse que se preocupou com suas músicas serem em japonês, e que talvez os otakus dos EUA não entenderiam as letras. Olha, Mano-chan, se eles algum dia procurassem a tradução de QUALQUER MÚSICA japonesa eles não estariam assistindo o seu show.

Agora é a vez de verem um show do X-Japan. E você sabe que a banda é uma coisa requentada e antiquada quando você vê QUEM promoveu o evento.

Yoshiki, você conquistou meu kokoro com essa frase.

Alexandre Nagado, é você?

O gatinho japa está claramente incomodado com a falta de noção do Dr Ray e do loiro tosco.

Desculpem, eu me enganei. SÓ AGORA o gatinho japa está claramente incomodado com a falta de noção do Dr Ray e do loiro tosco.

Eles estão num hotel para otakus, em que você pode ver animes e jogar videogames. Eu denunciaria para o Ministério Público esse tiozinho que leva duas crianças para um “hotel” com a desculpa de jogar videogame e ver anime. Na minha terra isso tem outro nome e está no Código Penal.

Depois de uma cena forçada e constrangedora do gay da terceira idade brigando com seus adolescentes que decidiram largar a matéria para jogar Rock Band, ele começa a jogar também. Não sei como, porque na tela vemos somente duas pessoas jogando.

E quando começaram a entrevistar mais uma candidata para ganhar o título de America’s Greatest Otaku eu já virei fã dela!

VAI GINA! VAI GINA!

E a última competidora foi chamada de Lifelong Cosplayer. Gostei desse eufemismo pra VELHA.

Pelo visto, não é só a LIFE dela que é LONG. A BELLY também tá quase chegando a uma Hatsune Miku.

Aqui apareceram várias monstras do dia de Sailor Moon que roubaram pontos de IMC de todas as pessoas do mundo… o que foi, produção? Ah, são só cosplayers lateralmente avantajadas de Hetalia? Ai que absurdo!

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E esse foi o programa.

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(@maisdeoitomil)

Divulgação Constrangedora do Mês Passado

13 fev

Como eu não tinha visto isso antes???

O leitor Neko Neka (como?) me passou um vídeo do mês passado. Nesse vídeo nós vemos uma AÇÃO do Anime Dreams tentando divulgar o evento na Avenida Paulista de São Paulo. A Yamato achou que, por algum motivo, levando 4 cosplayers na Avenida Paulista seria uma boa idéia para divulgar o evento que teve de tudo. O evento foi um desastre porque só teve violentos ataques a otakus, de Guilherme Briggs a bomba de gás lacrimogênio.

O conceito de AÇÃO é simples, é de você levar a um lugar comum algo excêntrico e diferente para tentar atrair a atenção dos transeuntes. Mas acho que alguém precisa avisar à Yamato que…

…um garoto com tendências homossexuais, uma loira com saia de piriguete e duas estudantes de cabelo bizarro NÃO SÃO ESTRANHOS na Avenida Paulista.

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(@maisdeoitomil)

Convocação aos fãs para o Desafio Mais de Oito Mil!!!

20 jan

Minna, vamos falar de coisa séria. Amanhã começa o Anime Dreams em São Paulo e já podemos esperar por um novo lugar… o que foi, diretor? Ah, vai ser no MESMO lugar de sempre? Ah tá. Mas os leitores não podem perder as atrações internacionais do… o que foi, produção? Ah, não vai ter atração internacional? Então vai ter O QUÊ no Anime Dreams? GUILHERME BRIGGAS!!!!

Isso, minna, o grande Diretor, Dublador, Tradutor, Artista, Dançarino, Fantocheiro, Sapateador, Professor, Desenhista etc estará no Anime Dreams dando o ar de sua graça para os fãs da cultura da Grande Nação Japonesa. Semana passada eu postei o vídeo dele anunciando essa palestra, e tive um feedback muito bom do Twitter. MITE (“veja”), minna:

E não foi só no Twitter. Pelos comentários eu recebi uma enxurrada de posts educadíssimos que pediram para que a filha da puta desta blogueira parasse de falar mal do Briggs, uma pessoa que eu não conheço e por isso não poderia xingar. MITE:

(Observação: O que é solicitude?)

Tendo visto isso, eu preciso me manifestar. Aliás, VOCÊS vão me ajudar, porque eu proponho um desafio a todos os meus leitores:

Eu se fosse você não perderia  a chance de conferir esse desafio pessoalmente

…porque NEM EU sou louca de faltar nisso =P

***

(@maisdeoitomil)

 

Pintando Zebras

17 jan

Deu na Henshin:

Não se preocupem em reclamar, o Animax nem vai exibir a série mesmo.

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(@maisdeoitomil)

Pedaço de Constrangimento das Férias

9 jan

Olha, eu não sinto tanta vergonha alheia assim de um sujeito desde que uparam o vídeo do meu namorado dublando a Larissa Tassi cantando a abertura de Guerreiras Mágicas. Preparem 5 minutos de suas vidas para jogar no lixo e IKIMASU!

O que levar para o evento? Paciência. Muita paciência.

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(@maisdeoitomil)

Guilherme Briggs ataca novamente?

30 dez

Fala o que quer…

Escuta o que não quer…

Sou rancorosa mesmo, tem problema?

***

[Dica do Leitor Fausto]

@maisdeoitomil

Vitória nossa no caso Fairy Tail?

10 dez

Aye! Tudo bem minna?

Você que é um otaku antenado e que segue as tendências da moda já deve ter lido sobre o barraco do caso Fairy Tail da JBC que nosso blog fez questão de espalhar por toda a Vila da Folha por todo o Burajiru. Se não ficou sabendo, é só clicar aqui para saber como começou e aqui para ver a briga que deu entre eu e o tradutor Guilherme Briggas.

Resumindo pra quem não quer encher de abas o seu navegador: a JBC traduziu o bagulho do inglês, chamou o grande dublador Guilherme Briggas para traduzir e ele entupiu o mangá com gírias indecifráveis que tornaram o mangá um estudo sociológico sobre a importância da diversidade giriática dos quadrinhos.

Lembrando disso tudo, eu recebo um email da JBC (era só newsletter, mas decidi ler). Aí veja o que mandaram:

Sugoi, o mangá fez sucesso e vai continuar na banca. Só que tem coisa que não faz muito sentido nisso.

Se o mangá fez sucesso, não seria mais LÓGICO já apressar pra botar a segunda e a terceira edição nas bancas? O negócio saiu em Outubro, e até agora não tivemos outra edição. E a JBC não lança um mangá sem ter uma boa frente já pronta, não é mesmo? Ela mesmo já disse que se leva uns 3 meses pra traduzir, montar e mandar pra gráfica, já imaginamos que Fairy Tail tinha muitas edições prontas.

MAS E SE

…a JBC visse que os fãs reclamaram MUITO da tradução logo depois do lançamento e que muitos inclusive falaram que não iriam comprar o mangá por esse motivo? Ela insistiria no Briggs ou… ATRASARIAM O MANGÁ EM TRÊS MESES PARA LANÇÁ-LO COM UM NOVO TRADUTOR?

Essa desculpa de sucesso não colou, JBC, então nos resta esperar até Janeiro para ver a segunda edição de Fairy Tail nas bancas do Burajiru. E eu digo uma coisa: se o mangá tiver com outro tradutor, faço QUESTÃO de vir aqui no blog elogiar o trabalho da JBC e ainda mandar um tweet de “Há, se fudeu!” pro Briggas.

Por isso, não percam o próximo e ÚLTIMO episódio de “FAIRY FAIL”, em Janeiro aqui no Mais de Oito Mil.

NÃO SAIAM DAÍ!

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(@maisdeoitomil)