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O melhor do Burajiru é o burajirujin – Fanfic do Yuri on Ice no Carrefour

19 dez yuri-on-carrefour-capa

Estava eu de boa na timelaine do Twitter vendo as mesmas reclamações existenciais, pessoas attention whore e imagens de reação de Pokémon Sun & Moon quando apareceu na minha frente um link para uma fanfic de Yuri on Ice. Para você que não sabe do que se trata, Yuri On Ice é uma história de vitória e superação envolvendo patinação artística no gelo e uma relação amorosa entre homens que faz a galera da internet perder as estribeiras nos shipping.

Eu não gostei muito do anime quando vi o primeiro episódio, mas uma coisa me chamou a atenção na fanfic de Yuri on Ice (além do fato de ela não querer autorização oficial da Yuri on Ice Company para torná-la canônica): ela se passa aqui no Brasil!!! E como não temos histórico de patinação no gelo por motivos que aqui é um país tropical abençoado por Kami-sama e com 40°C no verão, a autora Arisusagi substituiu por algo muito mais próximo de nossa realidade, e isso foi o bastante para que eu criasse essa nova seção do Mais de Oito Mil, a que mostra que o melhor do Burajiru é o burajirujin.

Por quê? Porque ela tirou patinação artística e trocou tudo pelos FUNCIONÁRIOS DE PATINS DO CARREFOUR!!!

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SIMPLESMENTE GENIAL, ARISUSAGI! Usando toda a pedância adquirida em faculdade de humanas, posso dizer que você soube sintetizar o espírito do tempo e localizar perfeitamente uma história da cultura oriental em um fenômeno espacial brasileiro, com toques de pastiche e linguagem acessível.

Se você tiver mais de 16 anos e quiser conferir a história, basta clicar aqui e ler essa fanfic genial. Tem o selo de aprovação Mais de Oito Mil!

Fanfiqueiro de Pokémon pensa em desistir de livro e apostar no YouTube

24 out youtube-ash-capa

Aqui jaz o sonho de incentivar a leitura de jovens e crianças brasileiras através de uma fanfic de Pokémon passada num futuro distópico cheia de morte, palavrões e violência. Como vocês devem ter acompanhado por todos os posts do Plantão da Fanfic Pokémon, o autor de Ash vs Red queria fazer sua história virar realidade, então foi atrás da Nintendo para clamar por direitos autorais. Pois é, pelo visto a coisa não deu tão certo assim.

Segundo um email que o próprio divulgou em suas redes sociais (mas que excluiu depois por ter visto o sincericídio), a pessoa que o ajudava na parte editorial e de ir atrás do licenciamento falou que o preço para trabalhar com a marca de Pokémon é altíssimo, e o livro precisaria ficar meses entre os best-sellers para compensar o investimento e olhe lá. Tal informação abalou o autor da fanfic, afinal ele nunca havia pensado que a licença era cara.

Como este é um momento triste, tomei a liberdade de colocar o icônico GIF do Seiya chorando. Por favor imaginem ao fundo a música triste da série.

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Mas não tema, pois quando Arceus fecha uma porta, a Equipe Rocket logo abre uma janela. Além do plano de lançar um jogo usando uma propriedade intelectual que não lhe pertence (e sabemos como a Nintendo ama essas homenagens), o autor da Fanfic decidiu transformar o seu épico pós-moderno em um canal no YouTube.

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Sim, agora poderemos ver o Ash ditador de um futuro distópico mendigando curtidas e comemorando a cada 100 seguidores. A informação foi divulgada nas redes sociais meio que pra medir a recepção do público. A reação, como era de se esperar, foi super positiva. Tanto que já tá rolando até vídeo com prévia com dubladores etc.

Parabéns ao autor pela decisão de manter a história no YouTube, afinal sabemos que não há qualquer caso de vídeo caindo por infringir direitos autorais tanto da Nintendo quanto da produtora do anime.

Fanfiqueiro de Pokémon denuncia outro fanfiqueiro de Pokémon por uso indevido de direitos autorais

13 out fanfic-game-capa

Eu era uma pessoa inocente até ser enganada pela verdadeira intenção da Princesa Esmeralda ao levar as três meninas para outro planeta em Guerreiras Mágicas de Rayearth, desde então, me tornei uma pessoa incrédula, amarga e combativa. Mas como não foi todo mundo que teve suas expectativas pisadas por uma reviravolta de roteiro, algumas pessoas seguem inocentes até hoje. E uma delas, por exemplo, é o criador da fanfic Ash vs Red, aquele lá que escreveu uma história sobre Pokémon se passando num futuro distópico e vem mantendo uma página de Facebook apenas na base de memes e promessas.

Enfim, mas surpreendentemente o post de hoje não é para falar mal da pessoa que acredita que a Nintendo vai licenciar sua história ~madura~ justamente quando o anime decidiu tomar um rumo mais infantil. Dessa vez, o autor da fanfic fez UMA DENÚNCIA POLÊMICA que vale a pena ser divulgada neste blog. IKIMASU ver o que ele postou há pouco em sua rede social (que algumas palavras aparecem juntinhas porque meu chrome tá cagadíssimo):

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Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

Um Youtuber ~conhecido~ que faz vídeos genéricos falando sobre vezes que ele ficou bêbado com edição rapidinha e piadas homofóbicas escreveu uma fanfic de Pokémon Go e O LIVRO SERÁ LANÇADO. Não que seja a primeira vez que uma fanfic de Pokémon seja publicada no Burajiru, mas isso revoltou muito o nosso embaixador das fanfics brasileiras de Pokémon.

E com toda razão, afinal ele está tentando conseguir os direitos da Pokémon Company de forma legal, sendo criticado por milhões de haters (50% composta por mim e pelos leitores do Mais de Oito Mil) e aparece um youtuber boçalzinho E LANÇA UM LIVRO DE POKÉMON.

Para combater essa injustiça em forma de desrespeito às propriedades intelectuais, vou abrir esse espaço para que o autor de Ash vs Red fale sobre as novidades de seu projeto pokémon e de como ele vai conseguir o licenciamento com a Pokémon Company para lançar esse livro oficialmente por aqui. Afinal, não é lançando coisas não oficiais como esse livro de Youtuber que se conquista a Nintendo, né?

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Somando todos livros de Pokémon Go não dá pra bater o da Larissa Manoela

11 set larissa-manoela-capa

Pokémon Go, o maior fenômeno de todos os tempos e que mudou a forma como as pessoas veem os videogaems tem pouco mais de um mês de vida aqui no Burajiru e o número de pessoas jogando despencou mais que a média de lançamentos mensais da Nova Sampa. Os motivos são vários: o jogo não apresentou ainda tudo o que prometeram, tem apenas 150 Pokémon para capturar e, principalmente, as pessoas perceberam que capturar vários Pokémon iguais pra evoluir é tão legal quanto tomar um Mupy com laxante.

Mesmo assim, muitas editoras foram atrás do filão e lançaram seus livros sobre o jogo.  Um monte de guias com dicas e estratégias de um jogo que nem ao menos está completo, mas sobre isso eu já tinha falado aqui nessa matéria. Tudo não-oficial, claro, afinal precisa ser muito inocente pra acreditar que negociar com a Nintendo e a Pokémon Company é fácil. Pois bem, os livros já estão à solta e resta saber se eles são como Dragonites que todo mundo quer ou se são considerados Zubats das prateleitas das livrarias. Para descobrir isso, fui atrás de um ranking de vendas confiável.

Eu tinha como opção os rankings de livros da Veja, do Datafolha e da PM, mas a fama de manipulação de dados  que têm poderia me fazer questionar a notícia de um guia em primeiro lugar de vendas. Por isso, fui até o confiável site PublishNews conferir o ranking de lá. IKIMASU conferir os dados? Para começar, a lista dos livros mais vendidos de agosto segundo a categoria geral:

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Como podemos ver, em primeiro lugar disparado está o livro com a autobiografia de Larissa Manoela, a segunda maior Idol juvenil do Burajiru (bem atrás de Maisa-chan). Segue então dois volumes de Jojo, uma endeusação de Moro-kun e um livro de autoajuda.

“Mas Mara, sua blogueira que foi confundida com um snorlax, tem que ver na categoria infantojuvenil né? Não dá pra misturar o grande jogo Pokémon Go com tudo”

Embora eu questione essa frase, afinal Pokémon Go foi vendido como a maior revolução digital desde a invenção das suas setinhas azuis de quando leem sua mensagem no Whatsapp, vamos então ver a lista de livros infanto-juvenis nesse mesmo período de agosto?

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O que podemos analisar, além de que é ultraproblemático o livro mais vendido num país de 180 MILHÕES de pessoas ter sido comprado apenas 35 MIL vezes? Bem, que nem ao menos os livros de YouTubers (que são facilmente identificáveis nas livrarias, basta ver uma foto com careta) conseguiram vender tanto quanto ficção shoujo e a versão em inglês do Harry Potter novo.

Já vou dar o spoiler que nenhum guia de Pokémon Go aparece na lista mensal, nem ao menos na zona de rebaixamento:

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“Mas Mara, sua William Waack da implicância otaca, você está manipulando os fatos. Você conferiu os números do mês de agosto, mas os livros só foram chegando no final do mês e no começo de setembro!”

Sim, você está correto (menos na comparação minha como o vampirão das madrugadas da Globo). Por causa disso, fui atrás dos rankings SEMANAIS de todo o mês de agosto e do começo de setembro. E sabe o que não encontrei?

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Nem Pride – O Supercampeão (mangá que salvará a Nova Sampa) e muito menos qualquer publicação relacionada a Pokémon Go. Nada. Nadinha. Nothing. E se você olhar as listas semanais, verá que o 20º lugar (o último listado) vende uma média de 400-500 exemplares. Ou seja, podemos afirmar que os livros desta grande mania dos videogaems que mobilizou o país tá vendendo MENOS que essa marca. Ou seja, somando tudo não chega nem perto da marca da autobiografia de Larissa Manoela, a waifu dos adolescentes.

Leitor de livro é quase nicho no Burajiru? Sim. A febre Pokémon Go passou bastante? Sim. As editoras todas lançaram coisas que ficarão defasadas em breve com as atualizações? Com certeza. Mas ainda assim as editoras que pegaram brasileiros para escreverem guias não oficiais de jogo estão saindo no lucro em uma situação:

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Pelo menos elas não tão pagando em dólar por um guia de jogo não oficial americano que vai ficar defasado tão rapidamente quanto os nacionais.

Epidemia de livros caça-níqueis de Pokémon Go assola editoras brasileiras

17 ago ash-livros-pokemon-go-capa

Não sou o Ministério da Saúde, mas estou aqui para alertar uma perigosa doença que tem se espalhado no mundo editorial brasileiro: a necessidade de lançar livros sobre Pokémon Go. Como todo mundo já sabe, o jogo é um fenômeno no Burajiru e até mesmo as pessoas mais improváveis do mundo estão perdendo bateria de celular passando por PokéStops e capturando Pidgeys. A fama também já se espalhou para a web, e os times Valor, Instinct e Mystic já até substituíram os tradicionais signos do zodíaco nos posts que tentam justificar a personalidade babaca das pessoas e promover rivalidades imbecis. Com tamanho sucesso, obviamente as editoras iriam querer uma boquinha disso.

Sabemos que conseguir os direitos de Pokémon para qualquer lançamento não é a coisa mais fácil do mundo, portanto cada lança o conteúdo que dá. A revista Nintendo World, por exemplo, aproveitou que eles têm o selo oficial da Nintendo (não que isso signifique alguma coisa, afinal qualquer tranqueira como o Wii U tem esse selo) para lançar um guia repleto de textos minúsculos em fontes gigantescas e mais da metade da revista com um checklist dos 151 Pokémon. É quase como se estivéssemos de novo em 1999.

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Quem não tem o selo oficial, se vira como pode. A editora Nemo, por exemplo, aproveitou a oportunidade para lançar um romance inédito com uma história de jogadores de Pokémon Go. Entrei em contato com a editora para saber mais da autora e perguntar se eles poderiam usar coisas de Pokémon no livro, afinal a franquia japonesa não é tão aberta a essas liberdades editoriais que nem os Minecrafts da vida, mas até o momento eu fui 100% ignorada pela assessoria de imprensa deles. É a vida, né? Agora também não vão ganhar a chance de ter a capa do livro deles aparecendo nesse post, hunf!

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Quem logo em seguida também apareceu para entrar na onda de Pokémon Go foi o nosso já conhecido autor da fanfic distópica Ash vs Red. Ele está lançando um guia não-oficial de Pokémon Go pela editora Novo Conceito e disse que as vendas desse livro vão abrir as portas para que Ash vs Red seja publicado no Burajiru. Entrei em contato com o autor para perguntar mais detalhes do guia, o que ele achava do lançamento da editora Nemo e questionar como um guia não-oficial iria abrir os olhos da Pokémon Company para que ela licenciasse sua franquia para a produção de um livro cafona mostrando a luta de dois personagens que não fazem sentido. Preciso falar o que aconteceu? Claro que não, todo mundo já imagina que fui IGNORADÍSSIMA. Mas vou mostrar a capa porque ele já é de casa.

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Mas se você pensa que as editoras estão pegando qualquer fã que se submete a fazer um serviço rápido e barato em troca do lucro fácil de vender coisas de Pokémon Go nas livrarias, se enganou. A editora Panda Books, por exemplo, convidou o jornalista Claudio Prandoni lá do Uol Jogos para escrever um guia com superdicas de Pokémon Go. E o lançamento, como era de se esperar, é pra ontem: o livro já está em pré-venda.

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Claro que tenho alguns questionamentos sobre essa mania editorial. Me pergunto o quão bom pode ser um livro feito às pressas para aproveitar uma onda. Quero saber também se alguma editora tem explorado fãs iludidos para escreverem livros assim em prazos insalubres. Qual o tipo de leitor que eles esperam conquistar com isso, os aficionados que jogam direto e sabem encontrar coisas na internet de graça ou o leigo que não vejo comprando livro sobre isso? E, claro, a maior de todos os questionamentos:

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Como que decidem lançar um guia de um jogo que está praticamente em modo beta e que não tem todas as funções ativadas ainda???

Nintendo PROÍBE fanfic brasileira de Pokémon, mas criador aposta em vaquinha online

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Estava eu quietinha embaixo do meu edredom me preparando para amanhã dar de cara com uma horda de otacos quando meu celular apita… não, não foi o superestimado Pokémon Go que em duas horas de funcionamento no Burajiru já conseguiu irritar com memes sem graça, e sim uma wild pauta que appeared nesse terreno que é a Internet. Lembram do caso do fã que criou uma fanfic distópica de Pokémon e que começou a iludir fãs de Pokémon dizendo que conseguiria os direitos oficiais gratuitamente com a Nintendo para lançar o livro através de uma editora? Pois é, a história atingiu um novo patamar, ultrapassando a escala Mineirinhooo de Picaretageeem. IKIMASU acompanhar o novo post do cidadão?

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DEIXA EU VER SE A OTAKA AQUI ENTENDEU!!!

O autor da fanfic (que nos últimos tempos alardeou que uma editora grande se interessou pelo livro) revelou que a tal editora entrou em contato com a Nintendo e que esta proibiu o projeto, o que era óbvio até mesmo para ele. A saída então foi ele decidir viajar para São Paulo e oferecer ao suposto licenciante de Pokémon que mora na capital paulista um projeto de licenciamento para lançar o livro oficialmente, mas para isso ele precisa de pequenas contribuições de até 25 reais que serão compensados em troca de pôsteres de uma série que ele não tem os direitos???? Eu não vejo algo tão confuso assim desde a exibição original de Haruhi Suzumiya!

Óbvio que a postagem juntou um número considerável de fãs de Pokémon dispostos a dar o dinheiro que for para que o sonho de uma fanfic violenta sobre um futuro distópico de Pokémon seja lançada de forma oficial com a aprovação da dona da marca (até aí Mighty No.9 também juntou 3 milhões de dólares em meio a promessas que não foram tão cumpridas assim), mas o post também juntou algumas pessoas que começaram a questionar um pouco a tal vaquinha online. Confira a sapiência deste leitor:

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O AUTOR SACOU A CARTA DO PROPÓSITO OCULTO QUE SERÁ REVELADO NO PLOT TWIST DA TEMPORADA!!! Ele tem um grande propósito por trás de tudo que provavelmente será revelado quando todo mundo pagar a viagem dele para São Paulo!

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Entendeu, sr hater Leandro Fernandes? Ele não está usando os direitos autorais alheios de forma errada, ele estaria fazendo isso se, por exemplo, começasse a “vender” pôsteres que ele fez em troca de dinheiro que seria usado para uma viagem em prol de toda a nação de Pokémaníacos! Veja lá como usa as palavras!

Bem, essa é o atual arco da Fanfic de Pokémon, no qual o autor megalomaníaco e sonhador decide ir ao Sudeste em busca de sonhos, oportunidades e de um licenciamento caríssimo que será pago com o dinheiro de um 3DS vendido. E para você leitor do Mais de Oito Mil que adora dar uma provocada, infelizmente não poderá comentar no post do Facebook da página Ash vs Red porque eles estão apagando todos os comentários que vão contra o keikaku dele (inclusive esse que postei o print).

Será que na próxima fase dessa série teremos a participação dele, o saudoso Professor Odilon que acumulou experiência no caso Mineirinhooo?

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Fãs tentam autorização oficial para lançar fanfic distópica não-oficial de Pokémon

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Vivemos num mundo em que a picaretagem anda de mãos dadas com a boa intenção, desde a situação política do país até o mundinho dos otakus, e por isso devemos ficar atentos com tudo. Recebi uma mensagem da leitora Aline de Paula contando sobre uma história de que dois fãs de Pokémon teriam conseguido a permissão oficial da Pokémon Company para lançar um livro não-oficial sobre a série e senti aquele cheirinho de pauta maravilhosa do Mais de Oito Mil, aí decidi ir atrás para mais informações com todos os pés atrás, afinal a dona de Pokémon é mais chata que roteiro de slice of life genérico.

A tal discórdia começou quando o site Pokémon Center publicou uma notícia que deixou os fãs empolgadíssimos (se bem que qualquer Ditto 6 IVs tem o mesmo efeito nessa fanbase). IKIMASU conferir:

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PERAÍ que tem muitas empresas respeitadas no mesmo balaio para gente começar a desconfiar das coisas. Supostamente a dona dos direitos de Pokémon autorizou dois fãs a lançarem um ebook não-oficial (mas se tem a autorização não seria oficial?) que visa não o lucro, mas que será vendido a 5 reais pela Saraiva. Se vender bem, sai em formato de papel.

Eu já ficaria bem desconfiada com essa coletânea de dados, já que a Pokémon Company nunca liberaria os direitos de sua franquia e tá pouco se fodendo para a divulgação da mesma no Burajiru. Mas, mesmo assim, fui no tal site oficial sugerido pela matéria e… vi que o site oficial era uma página no Facebook. Bem, acontece, né? O problema são as informações desencontradas:

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Ou seja, segundo o site oficial que é uma página no Facebook, o livro é pra chamar a atenção da empresa dona dos direitos de Pokémon que supostamente já sabe da publicação do livro (afinal, permitiu). Outra coisa que me deixou confusa foi a tal parceria com a Editora Saraiva, afinal eles colocaram o logotipo da editora em todas as imagens de divulgação. Será que a Sairava tá sabendo do rolê? Fui atrás e descobri isso:

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A Saraiva tem uma ferramenta chamada “publique-se” que permite a publicação de ebooks (ah vá!), e se o negócio vender bem a Saraiva pode se interessar em publicar em papel afinal ela não é boba, nem nada. Só que… assim… acho que a Saraiva criou essa ferramenta para a publicação de histórias originais, como seria o caso do romance “Professor Odilon’s Adventures” que estou escrevendo para um futuro lançamento no Kindle, e não para a publicação de histórias que a pessoa não tem os direitos autorais, não é mesmo?

Aproveitando minhas habilidades de stalker acabei descobrindo que, por trás desse projeto, também está o site Pokémon Blast News (que, por sua vez, não tem relação com o site Nintendo Blast e muito menos com o golpe Fire Blast). Inclusive, o roteirista da história que se passa num futuro em que Ash é uma espécie de ditador mal-amado é diretor de Marketing do site. Numa atitude que vai surpreender todos vocês que acham que o Mais de Oito Mil não pratica o jornalismo sério, euzinha fui atrás dos autores para tirar umas dúvidas. Afinal, eles devem ter alguma explicação para tudo isso, ao contrário da Eliana que ainda não soube explicar aquele aquele clipe conceitual MARAVILHOSO.

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Perguntei a eles sobre a questão dos direitos autorais que um site falou que tem e eles não, perguntei sobre a Saraiva permitir publicações sem que se tenha os tais direitos autorais e também questionei o valor cobrado sendo que é um projeto sem fins lucrativos. A pagina oficial gentilmente te me respondeu com um link que eu já tinha lido sem muita atenção que explicava que não há a possibilidade da Saraiva vender de graça e que 65% do valor vai para a própria editora. Por fim, disseram que o site Pokémon Center botou a carroça na frente dos Taurus (na verdade eles falaram bois, só tentei dar uma descontraída na matéria) e que eles estão atrás dos direitos.

Insisti mais um pouco e pedi as respostas a respeito dos direitos autorais (vai que não leram, né?), se eles realmente acreditavam que a Pokémon Company iria permitir que usassem a marca deles numa história assim, e aí minhas mensagens no Facebook foram ignoradíssimas por eles igualzinho o último cara que saí fez comigo (B-san, o vodu contigo já tá quase pronto). Se houver uma resposta (deles, não do B-san), atualizo a matéria.

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Resumindo… nem precisei entrar em contato com a Pokémon Company para descobrir que isso não é nada oficial, né? E embora eles usem a justificativa que isso acontece com Minecraft (vide aquelas histórias que a Tambor está publicando) e que ajuda a popularizar a franquia, mas sabemos muito bem como a Pokémon Company não é tão mente aberta assim.

Nada contra fãs que escrevem fanfics se passando no futuro de Pokémon com Ash barbado e batalhas violentas do jeito que os fãs (aqueles com necessidade de autoafirmar uma adultice) sempre sonharam, mas achar que terão a permissão da Pokémon Company e usar o logotipo da Editora Saraiva como forma de tornar isso como algo aparentemente oficial é um caso de inocência maior do que achar que o Ash um dia vai sair dos 11 anos de idade.