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Será o fim de Fairy Tail?

30 mar

Em cumprimento ao decreto de número 246951-000, fica aqui avisado que o Mais de Oito Mil (MdOM) vai fazer como todos os outros sites da imprensa especializada (pff) e criar um post muito relevante sobre o último capítulo do anime de Fairy Tail. Tal qual todos os outros blogs que estão cumprindo este decreto, o título da postagem do MdOM trará um texto ambíguo, para que o leitor fique em dúvida sobre a possibilidade ou não do fim deste anime. Com esta postagem, reitero aos leitores o meu compromisso de manter-lhes bem informados, não importando a completa falta de relevância da notícia. Obrigada. (Mara, autora do Mais de Oito Mil).

Oi, minna, tudo bem? Só se você odiar Fairy Tail, porque todos os amantes do Natsu, da Aya Hirano Lucy e dos outros personagens divertidos desse anime inusitado acordaram com o coração em luto. Isso, o anime chegou ao fim, mas uma tela final encheu os fãs de expectativa:

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Será que volta? Será que não volta? Vamos descobrir em breve. O mangá é publicado no Brasil pela Editora JBC.

Grande Debate – A Melhor Exibição para Nana

29 ago

Estamos de volta com a seção que não é o Harry Potter, mas que sempre levanta as visitas. Para quem não conhece, nessa seção do blog discutimos grandes notícias mundiais e suas afetações no mundo. Tá, é mentira, mas aqui é um lugar para discussão. IKIMASU para o tema de hoje!

Até o seu Rakuraku Dino-Kun tá sabendo que a MTV Brasil comprou os direitos de exibição do anime Nana, mas nem Mãe Dinah sabe dizer quando isso vai estrear. Eu até colaria a notícia que um certo site que fala sobre animes, mangás e babaquices que dizia que ia estrear em Junho com 100% de certeza porque eles tinham contatos, só não fiz isso porque não quero copiar conteúdo de ninguém. A questão é que não sei como seria a melhor exibição para Nana aqui no Burajiru, por isso decidi promover o debate.

Há duas maneiras de Nana passar na MTV: ser exibida ou não ser exibida dublado ou legendado. Até o pai do Light Yagami, que é sempre o último a saber das coisas, já tá sabendo que a MTV vai passar o anime legendado, assim como seus outros animes, mas será que essa é a melhor maneira?

Há muito tempo, a PlayTV passava animes nas noites da TV UHF. A gente tinha Ranma 1/2, Love Hina e outras tranqueiras. E a programação era toda dublada, e isso tinha seu público. Para competir, a MTV estreou alguns animes, como Desert Punk e Afro Samurai, mas todos legendados. Não dá pra dizer quem teve a melhor estratégia, pois as duas exibições foram tiradas do ar, mas dá pra debater qual foi a melhor opção.

Preparei um quadro no inovador e descontraído programa PowerPoint com as vantagens da dublagem e da legendagem:

Depois dessa pequena amostragem de opiniões, percebemos que dublagem está um pouco relacionada a “popularização” ou “orkutização” e legendagem está relacionada a “conservadorismo”. Isso porque eu tô excluindo o fator saudosismo, porque tem muita gente que jura de pés juntos que a dublagem de Dragon Ball Z é melhor que a japonesa, e o motivo é porque a primeira que viu foi a brasileira.

Até uma pessoa tapada como a Sawako sabe que o mercado de animes anda tão bom quanto o preço dos meio tankos da JBC. Não temos nenhum lançamento, os animes estão sendo tirados da TV Aberta e a grande esperança do ano, que era Dragon Ball Kai, foi cancelado depois de 20 dias e agora vai voltar nas madrugadas. Se isso é estar na melhor… Olhando assim, Nana parece uma grande tentativa de voltar com algo interessante na parte da TV aberta que precisa de palha de aço na antena para funcionar decentemente.

Nana pode ser uma boa chance de mostrar que dá pra ter animação para adolescentes e jovens adultos. Ainda mais: uma boa chance de ter uma série que é para adolescentes e jovens adultos e que não é apenas um banho desnecessário de sangue com violência gratuita. Nana tem uma boa história e a MTV é o local perfeito para essa exibição, mesmo tendo o Colírios Capricho na programação.

Mas será que a exibição legendada é a melhor coisa para esse “renascimento” do anime na TV do Burajiru? Será que o idioma japonês não vai afastar as pessoas? Mais ainda, será que a interpretação japonesa não vai afastar as pessoas? Ah, você não sabe como é a interpretação da Grande Nação Japonesa? É só conversar por 5 minutos com qualquer otaku na fila do Anime Friends. É falar com aquela voz esganiçada e forçar em todas as reações.

E as mesmas perguntas se aplicam para a dublagem, ou você acha que a dublagem brasileira é perfeita? Temos repetição das mesmas vozes constantemente, trocas de vozes no meio da série, dubladores que colocam imitações de Silvio Santos no meio do negócio, traduções porcas… Não tá fácil pra ninguém.

E nessa grande indecisão, é você que terá um papel importante pois, embora eu leia todos os comentários do blog, não vou participar da discussão. Então vamos lá:

Bem, como diz a Daniela Albuquerque, “É com você!”. Espero que todos os cinco leitores desse blog discutam nos comentários a seguinte pergunta:

“Vocês são #TeamDublagem ou #TeamLegenda? Ou nenhuma das duas? Afinal, como vocês gostariam que fosse a exibição de Nana no Burajiru?”

***

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Mais de Oito Mil Interview – Descobrindo quem pintou as zebras com Marcelo Del Greco, o Editor da JBC!

3 maio

Finalmente alguém tomou vergonha na cara de fazer uma imagem decente para a seção de entrevistas… O que foi? Já começou?

Oi minna! Aqui quem está falando é a Mara e estou muito emocionada com a entrevista que teremos hoje. Mostrando mais uma vez que só sei copiar as pautas de entrevistas do Jbox, hoje traremos um bate papo muito divertido com Marcelo Del Greco. Se você não tem idade para saber, ele escrevia para a revista Herói e hoje é o Editor de mangás da JBC, aqueeeela editora que publicou Fairy Tail. E você acha que fiquei com o rabo preso de perguntar tudo o que eu queria? Será que finalmente vamos descobrir quem pintou as zebras?

Então preencha a coluna do meio e IKIMASU ver o papo com Marcelo Del Greco!!!

 

Mara: Primeiro queria agradecer à entrevista, Marcelo Del Greco, e dar os parabéns pelos 10 anos de mangás da Editora JBC. A minha primeira pergunta é essa: qual é a função de um editor de mangás? Pergunto isso porque precisamos saber em quem botar a culpa quando vemos algo errado.

MDG: Obrigado pelos parabéns e eu que agradeço a oportunidade. Sempre gosto de ter esse tipo de oportunidade de explicar e esclarecer como a produção de mangás na JBC é feita. Inclusive, mantenho aqui o convite para você vir conhecer a editora. Quanto à função de editor, ele basicamente edita o texto. Ok, antes que você diga “ah, vá!”, vou explicar um pouco melhor (Comentário da Mara: Ah v… maldito Marcelo, mal pude ver seus movimentos!). No caso dos mangás, o editor é responsável por dar fluência ao texto, saber qual linguagem usar para cada título – e em cada mangá, para cada personagem –, adaptar para o português o que ainda for necessário para que o texto fique compreensível em nossa língua e por aí vai. Além disso, ele também é o responsável por juntar todas as informações captadas pelos demais departamentos da JBC – o que inclui pesquisas em eventos, cartas, e-mails, etc… – para saber o que os nossos leitores querem ler e fazer a seleção final dos mangás que serão pedidos. E, para o bem ou para o mal, ele seria a quem você poderia culpar.

Mara: Sabemos que você foi parar na JBC depois de todo seu trabalho na imprensa especializada na época da revista Herói. Como vocês faziam para arranjar pauta numa época em que não tinha o Anime News Network pra copiar notinhas?

MDG: Na verdade, arranjar pauta naquela época era muito mais fácil do que hoje. Como até então praticamente nunca tinha existido uma revista como a Herói, nós tínhamos, além de Cavaleiros do Zodíaco e Power Rangers, todas as séries japas – incluo aqui tanto animes e mangás quanto tokusatsus – para fazer matérias. Isso sem contar filmes, séries, quadrinhos e desenhos americanos e afins. É curioso que, até então, praticamente não havia registro de que muitos desses programas haviam passado aqui no Brasil. Então o que não faltava era pauta, difícil mesmo era arrumar imagens para as matérias. A maioria era feita com material que eu e os demais colaboradores já tínhamos guardado, coisas de colecionadores como livros, revistas importadas e tals. Mesmo material de Cavaleiros era osso de achar. Passei muitas tardes sentado no chão de livrarias e sebos na Liberdade caçando qualquer imagem. Depois da Herói, já na JBC, dei continuidade a esse trabalho na Henshin. Com ela pudemos pela primeira vez entrevistar astros japoneses de seriados, autores de mangás, diretores de animes. Isso foi algo que ninguém tinha feito antes. 

Mara: Tá, Cavaleiros do Zodíaco tem um espaço reservado no seu coração, todo mundo sabe disso. Mas, agora depois de mais velho e experiente, você ainda gosta disso MESMO?

MDG: Mas claro que sim! Cavaleiros já alcançou status de clássico, ele está além de qualquer crítica. Claro que qualquer um sabe que a história tem várias (Comentário da Mara: VÁRIAS), digamos, escorregadas. Mas até isso é divertido em Cavaleiros, tipo como o Cássius chegou na Casa de Leão sem ter enfrentado nenhum Cavaleiro de Ouro… ou mesmo a Marin e a Shina, que conheciam um atalho ainda melhor do que o do Cássius para chegar na sala do Grande Mestre…

Mara: Era mais difícil licenciar mangá quando vocês eram uma editora sem histórico ou agora que a Panini pega tudo de todo mundo?

MDG: A dificuldade é a mesma. Para convencer uma editora japonesa a licenciar determinado título não basta só você oferecer uma mala de dinheiro (Comentário da Mara: Mas isso já dá uma ajudada legal, né?). Eles querem saber como a série vai ser trabalhada ao longo de toda a sua publicação. Então é algo que envolve vários detalhes. É preciso montar um grande projeto. E para que ele seja aprovado leva-se um bom tempo, em geral até dois anos de negociações dependendo da editora. Foi assim que conseguimos mangás como Fairy Tail, Lost Canvas, Evangelion, Code Geass, Rosário + Vampire, Death Note… Fora os que ainda não anunciamos ainda para este ano.

Mara: Lógico que eu não deixaria de fazer algumas perguntas sobre Fairy Tail. Qual foi a repercussão das críticas feitas pelos fãs à tradução do primeiro volume?

MDG: Geralmente, quando um mangá muito famoso é lançado oficialmente no Brasil, algumas críticas podem acontecer por conta da chamada memória afetiva das pessoas. Ou seja, se alguém teve contato com alguma outra tradução, geralmente usada em algum scanlation ou feita por algum fansubber, acaba tomando aquela tradução como a que deveria ser seguida (Comentário da Mara: Fã é mesmo um saco, né Marcelão? Até hoje tem gente me mandando mensagem pedindo pra divulgar que cortaram o “Aye” do Happy quando isso nem tinha no original.). Mas é importante lembrar que esse conteúdo baixado na internet não é oficial e por isso mesmo nem poderíamos segui-lo. Nós sempre ouvimos os leitores e toda a crítica. Desde que tenham propriedade e coerência (Comentário da Mara: E Otaku tem coerência desde quando?), são muito bem-vindas. Além disso, estamos sempre abertos a receber novos tradutores. Se tiver alguém interessado pode entrar em contato com a gente para vir fazer um teste e, quem sabe, fazer parte de nossa equipe.

Mara: O Guilherme Briggs falou que a culpa das gírias não foi dele, e sim da editora. Afinal, quem pintou as zebras? E o que você tem a dizer sobre adaptação de mangás, no geral, para o português?

MDG: Bom, oficialmente quem pintou as zebras foi Deus… assim como Ele fez com as onças, os tigres… (@_@!) Mas no caso de Fairy Tail, fui eu (Comentário da Mara: TÃ TÃ TÃÃÃÃÃÃÃÃ… Ah, isso foi a música do Dramatic Chipmunk.). Mas, veja bem, na JBC trabalhamos em equipe e até chegar ao texto final um mangá passa por várias mãos. Começa pelo tradutor, vai para o nosso Tradutor-Chefe – no caso o Oka, que fala japonês fluente e que tem um grande conhecimento sobre animes e mangás –, vai para o editor, passa por revisão, batemos todas as emendas, fazemos uma revisão final para, então, finalmente o mangá ser liberado para ser impresso. E em qualquer uma dessas etapas pode haver alguma modificação. Voltando ao caso das zebras, quando fazemos qualquer adaptação para o português sempre procuramos deixar o texto solto e compreensível na nossa língua e isso inclui o uso de uma linguagem mais próxima do nosso cotidiano (Comentário da Mara: Lembrando que a expressão das Zebras está uns 20 anos longe do nosso cotidiano.), com algumas eventuais gírias – desde que empregadas no lugar apropriado e que não mudem o sentido da expressão na língua original. No caso das zebras, a piadinha não foge do contexto e deixa, em português, a fala mais divertida – afinal, Fairy Tail antes de mais nada é uma comédia. Tenho uma teoria de que se Fairy Tail tivesse sido dublado primeiro não haveria reclamação. Não vou nem pegar o exemplo de Yu Yu Hakusho, que foi o primeiro anime a fazer uma adaptação mais diferenciada na hora que entrou em estúdio para ser dublado. Vou usar Ranma ½ como referência (Comentário da Mara: Minna, esse danadinho do Del Greco só tá usando o exemplo do Ranma ½ porque eu contei que me divertia com esse mangá.). Eu coloquei muito mais gírias nessa adaptação do que em Fairy Tail. Na verdade fui muito além, tem frases do Chaves, tem referências ao Pica-Pau e até o Ranma cantarola Sorriso Contagiante e ninguém nunca reclamou. Porém, Ranma foi dublado primeiro e depois veio o mangá (desconsiderando as edições lançadas pela Animangá). Se tivéssemos lançado o mangá antes da dublagem tenho certeza de que iriam reclamar. O que quero dizer que há dois pesos e duas medidas para criticar um determinado trabalho. Eu realmente busco levar para os mangás uma fluência de leitura que pareça com um texto feito para dublagem, para que o leitor possa imaginar os personagens com suas vozes e tudo mais quando estiver lendo – e isso mesmo para os mangás que não tiveram uma versão brasileira ainda. Veja, por exemplo, as dublagens do Pica-Pau ou dos desenhos da Pixar: todos tem uma adaptação brilhante para a nossa língua e sabem usar gírias perfeitamente. Veja o Chaves (Comentário da Mara: Olha, nem mexo com fã brasileiro de Chaves porque eles são os mais chatos que existem no mundo.), alguém acha que o Barbiroto em algum momento foi conhecido no México? Mesmo por conta de toda a pirataria que há na internet, temos de fazer algo que nos diferencie dela e essa adaptação é uma delas. Quanto ao Briggs, ele ainda tem um outro diferencial que é o fato de ele ser ator (Comentário da Mara: …e dublador, cantor, escritor, desenhista, dançarino, juiz de futebol, jurado de show de calouros, apresentador de stand up comedy…). Ele dá um bom ritmo ao texto e sabe usar bem a linguagem coloquial (Comentário da Mara: O filme do Yu-Gi-Oh traduzido e dirigido por ele manda lembranças!). Li muita besteira sobre ele tanto no caso de Tenjho Tenge quanto no de Fairy Tail e posso garantir que o Briggs é um cara supergente fina e um profissional exemplar (Comentário da Mara: Ô loco meu!). Se ele é amigo meu ou não pouco importa, desde que seja capaz de fazer o trabalho direito, cumprir os prazos… E veja você, tem gente por aí que vive criticando a nós e ao Briggs que chegou a ser convidada para vir trabalhar aqui e não topou. Claro que a pessoa teve os motivos dela, mas o fato é que ela não veio.

Mara: Na primeira edição há uma menção a Cavaleiros do Zodíaco em uma piadinha de um figurante. A Kodansha, que é a editora dona de Fairy Tail, tá sabendo que tem uma referência a um mangá da Shueisha/Akita Shoten?

MDG: Você guarda segredo?… Eu também ˆ_ˆ v (Comentário da Mara: Nessa pergunta, o entrevistado tirou 20 no dado e pôde se esquivar com maestria da pergunta.)

Mara: Atualmente temos vários volumes de mangás que estão esgotados e rendem uma puta grana em sebos. Vocês planejam reimprimir as primeiras edições de Sakura Card Captors e Love Hina ou apenas esperam que o preço dos volumes aumente para que vocês possam vender um estoque secreto a fim de cobrir eventuais gastos ou prejuízos da editora?

MDG: Na verdade essa estratégia faz parte de um plano bem maior que visa a conquista do mundo através de mangás supostamente esgotados e vendidos a peso de ouro no Mercado Livre.

Mara: A JBC ter pego Cavaleiros do Zodíaco e Evangelion da Conrad deve ter sido uma baita alegria. Esse sentimento foi parecido com a alegria da Newpop quando pegou Gravitation ou da Panini pegando o Air Gear do Oh! Great, que teve o outro mangá publicado pela JBC?

MDG: Acho errado dizer que a JBC pegou Cavaleiros e Evangelion da Conrad. O Lost Canvas e o Evangelion foram oferecidos para as editoras interessadas e cada uma enviou a sua proposta. Felizmente conseguimos ganhar esses dois grandes títulos (Comentário da Mara: A entrevista foi feita antes do anúncio de Gate 7 do Clamp na Newpop. CERTEZA que após ler a notícia, alguém da JBC deve ter jogado uma taça de vinho num quadro, numa cena bem teatral e dramática para expressar a raiva.).

Mara: O meio-tankobon é imposição dos japoneses mesmo ou apenas um truque para a editora ter mais volume em banca?

MDG: O meio tankobon foi uma maneira que encontramos para introduzir o mangá no Brasil. Por ser mais barato que o tankobon, ele era e é mais acessível (Comentário da Mara: Acessível? Cê viu o preço do meio-tanko hoje em dia???). Hoje as editoras japonesas preferem que todos os mangás sejam lançados em formato tankobon, mas, por uma questão de estratégia de mercado, lançamos alguns títulos em meio tankobon desde que seja permitido pelos japoneses. É uma maneira de ajudar o leitor a comprar mais mangás dentro do mês.

Mara: Sei que cada caso é um caso, cada contrato é um contrato, e que os lucros de um mangá podem ajudar em outros. Mas quero saber, você pode me dizer se teve algum título que teve um retorno bem abaixo do esperado?

MDG: Na verdade, não. Claro que há uma diferença entre as vendas dos mangás mais famosos em relação aos mais desconhecidos. Mas nenhum chegou a ponto de ter ficado abaixo do esperado (Comentário da Mara: Nem Yu-Gi-Oh???? Aí sim fomos surpreendidos novamente.). Pelo contrário, há alguns títulos menos conhecidos que venderam muito melhor do que o esperado.

Mara: Dizem que Love Junkies fez um puta sucesso no Brasil. Vocês colocaram o nome da autora no Macumba Online quando ela decidiu encerrar o mangá?

MDG: De jeito nenhum. Acho que ela acabou na hora certa. A história já não tinha mais para onde ir e se continuasse iria estragar. Claro que até hoje choro de saudades da Shinako e de seus grandes… olhos. *_*! (Comentário da Mara: E eu choro lágrimas negras da sociedade ao ler declarações como esta.)

Mara: A JBC também traduz animes a pedido de empresas. Vocês trabalham de graça que nem alguns fãs ou vocês cobram seus serviços e fazem um trabalho profissional?

MDG: Absolutamente profissional.

Mara: Falando ainda sobre fãs, suponhamos que a JBC traga algum mangá que tenha um grande fã-clube no Brasil. Vocês entram em contato com esses fãs para alguma ajuda?

MDG: Geralmente, eles é que entram em contato com a gente e sempre ouvimos a todos, mas o trabalho é todo feito internamente. Além disso, toda a equipe de mangás da JBC também é composta por fãs, então temos um conhecimento bem considerável sobre nossos produtos.

(Comentário da Mara: Por favor, que saia Sailor Moon pela JBC pra eu rir de certos fã-clubes por oito dias e oito noites!)

Mara: Que fim levou o mangá de Train Man/Densha Otoko que vocês prometeram há anos?

MDG: Então, é engraçado porque nós nunca dissemos que lançaríamos o Train Man em mangá (Comentário da Mara: Produção! Quem escreveu essa pergunta???). Alguém pegou a informação pela metade e deu como notícia, mas isso foi tomado como verdade e nos cobram até hoje. Nossa filosofia é só anunciar os mangás que já estão efetivamente com contratos assinados e com data de banca definida (Comentário da Mara: Conrad se revira de desgosto no túmulo neste instante). Antes disso nunca anunciamos nada. E, no caso do Train Man, temos os direitos do livro que deu origem ao mangá e por ser um produto de livraria seu processo de produção é outro. Ainda não existe data para seu lançamento, mas esperamos conseguir lançá-lo o quanto antes.

Mara: Você coordenou a tradução de Dragon Ball Kai. Sabendo que existe o meme “mais de oito mil”, por que vocês mudaram a frase clássica? Não queriam fazer propaganda do meu blog?

MDG: Foi isso mesmo. Depois que você tirou sarro (ou morreu de inveja) da minha camiseta do Inu-Yasha eu decidi me vingar e mudei a frase do Vegeta por sua causa… Ou seja, a culpa é toda sua… hehehe… Bom, claro que não foi por causa disso (Comentário da Mara: Será?). Sempre que pegamos uma série para traduzir para a dublagem, principalmente quando ela já teve uma versão brasileira anterior, sempre procuramos apenas corrigir os possíveis erros de tradução e manter expressões, golpes e frases consagradas. Posso dizer que foi uma dureza resgatar as falas do Kuririn de quando o Raditz chega na casa do Mestre Kame e as piadas do Sr.Kaioh no começo do treino do Goku. Resgatei também o Gohan chamando o Piccolo de Sr.Piccolo, que nem tem no original. E na hora que eu estava editando o episódio do “mais de 8 mil”, acabei editando a frase automaticamente porque ela é muito mal construída (Comentário da Mara: COMO OUSA OFENDER A SINTAXE DE UMA FRASE TÃO BRILHANTE??????). Só fui me dar conta quando eu estava lendo um fórum e vi um cara dizendo que ia ser muito sem graça o Vegeta falar a frase sem sua voz original. Quando eu me dei conta até liguei na BKS para alterar a fala, mas já era tarde demais. O episódio já tinha sido dublado e entregue. Pelo menos não mudei 8 para 9, como já aconteceu por aí, né?! Seria bem pior… ˆ_ˆ! Mas para compensar eu fiz não uma, mas duas homenagens a você em Dragon Ball Kai = )

Mara: Agradeço ao tempo que você gastou nessa entrevista. Gostaria de deixar uma mensagem de sabedoria para os leitores do Mais de Oito Mil? Ou pode ser uma dica de um futuro lançamento, tá valendo.

MDG: Eu que agradeço a oportunidade e estou sempre a disposição. Quanto a mensagem, pensei em dizer algo edificante como “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”, mas deixarei aqui a sábia frase de Tio Patinhas em Ducktales “não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Valeu!! ˆ_ˆ v (Comentário da Mara: essa frase foi uma indireta pra mim, produção? É isso mesmo?)

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Omedetou, leitores-san!!!

1 mar

Deu no Jbox:

Deixa eu ver se a otaka aqui entendeu!

A Editora JBC anunciou seu mais novo mangá ontem, com divulgação do Jbox, e disse que o plano é lançar dez mangás, um por mês, aqui no Burajiru como comemoração aos 10 anos de mangás deles?

A Editora JBC tem muito o que aprender no campo de dar presentes para seus leitores, então eu sugeri alguns mimos que nós vamos gostar muito de receber. IKIMASU ver a lista?

Melhorar a tradução

Que tal ao invés de lançar um mangá por mês vocês traduzirem melhor seus títulos? E o que a foto do Briggs tá fazendo aí? Sei lá, né, vocês que tentem descobrir quem pintou as zebras.

Melhorar a impressão

Ou então vocês podem imprimir numa qualidade melhor. Eu ia adorar esse presente. Tem mangá da editora que solta tanta tinta na minha mão que eu fico quase negra. Falta só o negro do America’s Greatest Otaku vir me entrevistar.

Devolver o dinheiro que gastei com X

Preciso explicar?

Cumprir o que deve

Antes de prometer Ga-Rei, A-Ga-Rei, A-Gay e sei lá o quê, que tal lançarem umas coisinhas que vocês prometeram faz tempo? Tipo o Densha Otoko que foi prometido em 2007 e o Saber Marionette J que foi prometido ano passado.

Não, tudo bem, são só orientações para uma alimentação saudável presentes. Francamente, né JBC? Desde quando mangá desconhecido é presente? Só se for de Inimigo Secreto!

Olhando bem esse presente que ela ofereceu, só posso perguntar uma coisa:

Cadê o selo de troca pra eu pegar algo melhor?

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(@maisdeoitomil)

Kurumada Way of Mangá

19 fev

O Leiji Matsumoto criou uma nova história, de um navio espacial, uma loira de cabelo encaracolado e um protagonista sem carisma. A série se chama Zero Desigze. Eu só tenho uma pergunta:

Desigze” é “criatividade” em que idioma?

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(@maisdeoitomil)