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Mais de Oito Mil entrevista Junior Fonseca, dono da NewPOP Editora

5 jan

E aí, minna, como cês tão? Depois de um conturbado final de ano com direito a um grande keikaku, o Mais de Oito Mil está de volta em 2016 com muitas pautas novas pra eu dar aquela comentada. E mês de janeiro é mês de reflexão, então por que não ir atrás daquelas pessoas que tanto enchemos o saco durante 2015 para fazer algumas perguntinhas? Não, não estou falando das Gothic Lolitas do Esquenta porque elas vão começar aquele papo chato de que o movimento lolita começou no período rococó e blá blá blá, e sim quero trazer ao palco do Mais de Oito Mil o nosso querido Junior Fonseca, editor e dono da NewPOP.

Me encontrei com o Junior numa bela tarde outonal no topo do prédio do Banespa, aqui no Centro de São Paulo. Tomamos Mupy de maçã enquanto conversávamos sobre o atual mercado de mangás e como a NewPOP não é mais aquela editora que tanto impliquei no começo do blog. IKIMASU conferir o papo? Ela começa depois dessa imagem horrorosa feita no Photoshop nos primórdios do blog!

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Mais de Oito Mil: Você trabalha com otakus há algumas décadas, desde que escrevia para revistas informativas. Qual a diferença entre o público otaku que ia nos Animecons da vida no começo dos anos 2000 e a galerinha otaca dos eventos de hoje em dia? Qual público é o mais chato?

Junior Fonseca: Na verdade, o perfil do público não mudou tanto assim, o interesse em si é que mudou e a forma da galera se manter antenada nas obras também. Naquela época ainda tinha muita coisa passando na TV, DVDs e até mais eventos. Hoje em dia tudo é baseado na internet, antes nos eventos o grande destaque era dubladores, hoje em dia são os youtubers; naquela época as palestras relacionadas às editoras, ao mercado eram bem mais aguardadas, hoje como tudo está na internet, esse espaço se perdeu um pouco. Eu prefiro o público de agora, a galera está com mais opinião, mesmo às vezes ignorando algumas coisas importantes.

MdOM: Em 2009 a Newpop anunciou Hansel & Gretel, uma releitura em mangá da história de João e Maria. Muitos anos se passaram, muita água rolou, o mangá brasileiro se tornou lenda urbana entre os fãs e piada recorrente no Mais de Oito Mil. O projeto se perdeu no caminho de migalhas?

JF: Nem fale, lançar esse mangá é uma questão de honra, até porque a obra está ficando linda e o Douglas tem um carinho e dedicação muito grande por ela. Infelizmente trabalhar com HQ nacional, produção nacional é mais complicado do que licenciar algo pronto. Mas uma hora sai, nem coloco mais datas.

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MdOM: Em 2011 a Newpop fez 15 anúncios de lançamentos para 2012 e não conseguiu cumprir a meta. Nesse último Newpop Day rolaram 19 anúncios que animaram o público e você afirmou que eles chegariam em 2016. Agora vai? Aconteceu alguma mudança na editora nesse tempo pra gente acreditar na promessa agora?

JF: Sim, em 2011 a editora era bem mais nova e nesse período foram surgindo oportunidades que não poderíamos deixar para depois, com isso, muita coisa foi sendo remanejada. Aconteceu que a editora vem evoluindo com o passar dos anos, aprendendo com seus erros e claro, com mais colaboradores. Além dos mais, muitas dessas séries são curtas. Acredito que a NewPOP seja uma das editoras mais transparentes do mercado, obviamente, na questão da comunicação com os leitores.

MdOM: Embora a Panini e a JBC estejam enfrentando alguns problemas com papel, você disse no último Newpop Day que a crise não afetou a tua editora. Qual foi a bruxaria que você fez para manter a qualidade acima da concorrência?

JF: Continuo usando o papel de sempre. É uma questão simples de escolha, ninguém compra papel no escuro.

MdOM: Qual o plano da Newpop para quando acabarem todos os licenciamentos possíveis de Madoka?

JF: Continuar lançando outras obras. A NewPOP não vive de Madoka ou de relançamentos. Se você analisar, mantemos sempre apenas uma série da franquia em nossa grade de lançamentos. Quando uma termina, aí começamos outra.

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MdOM: Nos últimos anos a Newpop deixou de ser uma editora que só lança títulos em eventos e passou a publicar também em outros meses do ano, mas ainda tem alguns problemas para manter a periodicidade dos seus títulos. A razão disso é a clássica desculpa da enrolação dos japoneses nas aprovações ou tem algum outro motivo?

JF: Há vários fatores, a questão de aprovação por parte dos japoneses é a principal. Mas como comentei no NewPOP Day, houve um erro de planejamento da editora que – durante os dois principais eventos do ano para este mercado (Anime Friends e Fest Comix) – fazia diversos lançamentos, muito deles, por serem séries regulares, nos forçavam a ter que encaixar uma quantidade de lançamentos maior do que nossa capacidade de produção e de funcionários permite.

MdOM: Se não estou enganada, em uma palestra você chegou a dizer que as pessoas estavam mais interessadas em comprar o mangá de No Game No Life que as novels que têm mais conteúdo. Você acha que isso é falta de informação sobre o que é uma light novel ou é apenas a preguiça tradicional do brasileiro de ler algo que tem mais caracteres que o livro da Kéfera? Ainda dá pra crescer o mercado de novels no Brasil?

JF: É um reflexo cultural do país, que não lê muitos livros. Além disso, acredito que a questão financeira também conta e o fato dos novels não serem vendidos em bancas (ou seja, possui um alcance menor). Mas, sim, o mercado de novels deve crescer, mas não acho que passará em vendas o de mangás.

MdOM: Obrigada pela entrevista, Junior. Poderia deixar para os leitores do Mais de Oito Mil uma mensagem ou uma dica para manter o visual tão jovial como o teu? Desde 2002 que te vejo em eventos e cê tá com a mesma cara!

JF: Agradeço a oportunidade e que continuem apoiando a NewPOP (aliás, a grafia correta é NewPOP, blz?). O segredo não tenho a menor ideia, trabalho com o que gosto, talvez seja isso.

Entrevista com o editor de Gate7!!!

4 jun

Essas exclamações pegam, é incrível.

Minna, essa semana o Twitter da Newpop divulgou uma notícia inesperada. Um anúncio de que um dos quinze lançamentos anunciados sairia? Claro que não! Vejam só:


Meu Kami-Sama! Uma entrevista com o Junior Fonseca? Eu preciso ver isso para usar como pauta! Aí você clica no link e vê isso:


Como se eu faço piada ou comentário maldoso já chegam com tankos de One Piece querendo me exorcizar, decidi pegar esse diálogo maravilhoso que achei no Twitter sobre o mesmo assunto:

E em Maio também não saiu nada da editora. Tá difícil cumprir a promessa de lançamento todo mês, heim?

Mais de Oito Mil Interview – Descobrindo quem pintou as zebras com Marcelo Del Greco, o Editor da JBC!

3 maio

Finalmente alguém tomou vergonha na cara de fazer uma imagem decente para a seção de entrevistas… O que foi? Já começou?

Oi minna! Aqui quem está falando é a Mara e estou muito emocionada com a entrevista que teremos hoje. Mostrando mais uma vez que só sei copiar as pautas de entrevistas do Jbox, hoje traremos um bate papo muito divertido com Marcelo Del Greco. Se você não tem idade para saber, ele escrevia para a revista Herói e hoje é o Editor de mangás da JBC, aqueeeela editora que publicou Fairy Tail. E você acha que fiquei com o rabo preso de perguntar tudo o que eu queria? Será que finalmente vamos descobrir quem pintou as zebras?

Então preencha a coluna do meio e IKIMASU ver o papo com Marcelo Del Greco!!!

 

Mara: Primeiro queria agradecer à entrevista, Marcelo Del Greco, e dar os parabéns pelos 10 anos de mangás da Editora JBC. A minha primeira pergunta é essa: qual é a função de um editor de mangás? Pergunto isso porque precisamos saber em quem botar a culpa quando vemos algo errado.

MDG: Obrigado pelos parabéns e eu que agradeço a oportunidade. Sempre gosto de ter esse tipo de oportunidade de explicar e esclarecer como a produção de mangás na JBC é feita. Inclusive, mantenho aqui o convite para você vir conhecer a editora. Quanto à função de editor, ele basicamente edita o texto. Ok, antes que você diga “ah, vá!”, vou explicar um pouco melhor (Comentário da Mara: Ah v… maldito Marcelo, mal pude ver seus movimentos!). No caso dos mangás, o editor é responsável por dar fluência ao texto, saber qual linguagem usar para cada título – e em cada mangá, para cada personagem –, adaptar para o português o que ainda for necessário para que o texto fique compreensível em nossa língua e por aí vai. Além disso, ele também é o responsável por juntar todas as informações captadas pelos demais departamentos da JBC – o que inclui pesquisas em eventos, cartas, e-mails, etc… – para saber o que os nossos leitores querem ler e fazer a seleção final dos mangás que serão pedidos. E, para o bem ou para o mal, ele seria a quem você poderia culpar.

Mara: Sabemos que você foi parar na JBC depois de todo seu trabalho na imprensa especializada na época da revista Herói. Como vocês faziam para arranjar pauta numa época em que não tinha o Anime News Network pra copiar notinhas?

MDG: Na verdade, arranjar pauta naquela época era muito mais fácil do que hoje. Como até então praticamente nunca tinha existido uma revista como a Herói, nós tínhamos, além de Cavaleiros do Zodíaco e Power Rangers, todas as séries japas – incluo aqui tanto animes e mangás quanto tokusatsus – para fazer matérias. Isso sem contar filmes, séries, quadrinhos e desenhos americanos e afins. É curioso que, até então, praticamente não havia registro de que muitos desses programas haviam passado aqui no Brasil. Então o que não faltava era pauta, difícil mesmo era arrumar imagens para as matérias. A maioria era feita com material que eu e os demais colaboradores já tínhamos guardado, coisas de colecionadores como livros, revistas importadas e tals. Mesmo material de Cavaleiros era osso de achar. Passei muitas tardes sentado no chão de livrarias e sebos na Liberdade caçando qualquer imagem. Depois da Herói, já na JBC, dei continuidade a esse trabalho na Henshin. Com ela pudemos pela primeira vez entrevistar astros japoneses de seriados, autores de mangás, diretores de animes. Isso foi algo que ninguém tinha feito antes. 

Mara: Tá, Cavaleiros do Zodíaco tem um espaço reservado no seu coração, todo mundo sabe disso. Mas, agora depois de mais velho e experiente, você ainda gosta disso MESMO?

MDG: Mas claro que sim! Cavaleiros já alcançou status de clássico, ele está além de qualquer crítica. Claro que qualquer um sabe que a história tem várias (Comentário da Mara: VÁRIAS), digamos, escorregadas. Mas até isso é divertido em Cavaleiros, tipo como o Cássius chegou na Casa de Leão sem ter enfrentado nenhum Cavaleiro de Ouro… ou mesmo a Marin e a Shina, que conheciam um atalho ainda melhor do que o do Cássius para chegar na sala do Grande Mestre…

Mara: Era mais difícil licenciar mangá quando vocês eram uma editora sem histórico ou agora que a Panini pega tudo de todo mundo?

MDG: A dificuldade é a mesma. Para convencer uma editora japonesa a licenciar determinado título não basta só você oferecer uma mala de dinheiro (Comentário da Mara: Mas isso já dá uma ajudada legal, né?). Eles querem saber como a série vai ser trabalhada ao longo de toda a sua publicação. Então é algo que envolve vários detalhes. É preciso montar um grande projeto. E para que ele seja aprovado leva-se um bom tempo, em geral até dois anos de negociações dependendo da editora. Foi assim que conseguimos mangás como Fairy Tail, Lost Canvas, Evangelion, Code Geass, Rosário + Vampire, Death Note… Fora os que ainda não anunciamos ainda para este ano.

Mara: Lógico que eu não deixaria de fazer algumas perguntas sobre Fairy Tail. Qual foi a repercussão das críticas feitas pelos fãs à tradução do primeiro volume?

MDG: Geralmente, quando um mangá muito famoso é lançado oficialmente no Brasil, algumas críticas podem acontecer por conta da chamada memória afetiva das pessoas. Ou seja, se alguém teve contato com alguma outra tradução, geralmente usada em algum scanlation ou feita por algum fansubber, acaba tomando aquela tradução como a que deveria ser seguida (Comentário da Mara: Fã é mesmo um saco, né Marcelão? Até hoje tem gente me mandando mensagem pedindo pra divulgar que cortaram o “Aye” do Happy quando isso nem tinha no original.). Mas é importante lembrar que esse conteúdo baixado na internet não é oficial e por isso mesmo nem poderíamos segui-lo. Nós sempre ouvimos os leitores e toda a crítica. Desde que tenham propriedade e coerência (Comentário da Mara: E Otaku tem coerência desde quando?), são muito bem-vindas. Além disso, estamos sempre abertos a receber novos tradutores. Se tiver alguém interessado pode entrar em contato com a gente para vir fazer um teste e, quem sabe, fazer parte de nossa equipe.

Mara: O Guilherme Briggs falou que a culpa das gírias não foi dele, e sim da editora. Afinal, quem pintou as zebras? E o que você tem a dizer sobre adaptação de mangás, no geral, para o português?

MDG: Bom, oficialmente quem pintou as zebras foi Deus… assim como Ele fez com as onças, os tigres… (@_@!) Mas no caso de Fairy Tail, fui eu (Comentário da Mara: TÃ TÃ TÃÃÃÃÃÃÃÃ… Ah, isso foi a música do Dramatic Chipmunk.). Mas, veja bem, na JBC trabalhamos em equipe e até chegar ao texto final um mangá passa por várias mãos. Começa pelo tradutor, vai para o nosso Tradutor-Chefe – no caso o Oka, que fala japonês fluente e que tem um grande conhecimento sobre animes e mangás –, vai para o editor, passa por revisão, batemos todas as emendas, fazemos uma revisão final para, então, finalmente o mangá ser liberado para ser impresso. E em qualquer uma dessas etapas pode haver alguma modificação. Voltando ao caso das zebras, quando fazemos qualquer adaptação para o português sempre procuramos deixar o texto solto e compreensível na nossa língua e isso inclui o uso de uma linguagem mais próxima do nosso cotidiano (Comentário da Mara: Lembrando que a expressão das Zebras está uns 20 anos longe do nosso cotidiano.), com algumas eventuais gírias – desde que empregadas no lugar apropriado e que não mudem o sentido da expressão na língua original. No caso das zebras, a piadinha não foge do contexto e deixa, em português, a fala mais divertida – afinal, Fairy Tail antes de mais nada é uma comédia. Tenho uma teoria de que se Fairy Tail tivesse sido dublado primeiro não haveria reclamação. Não vou nem pegar o exemplo de Yu Yu Hakusho, que foi o primeiro anime a fazer uma adaptação mais diferenciada na hora que entrou em estúdio para ser dublado. Vou usar Ranma ½ como referência (Comentário da Mara: Minna, esse danadinho do Del Greco só tá usando o exemplo do Ranma ½ porque eu contei que me divertia com esse mangá.). Eu coloquei muito mais gírias nessa adaptação do que em Fairy Tail. Na verdade fui muito além, tem frases do Chaves, tem referências ao Pica-Pau e até o Ranma cantarola Sorriso Contagiante e ninguém nunca reclamou. Porém, Ranma foi dublado primeiro e depois veio o mangá (desconsiderando as edições lançadas pela Animangá). Se tivéssemos lançado o mangá antes da dublagem tenho certeza de que iriam reclamar. O que quero dizer que há dois pesos e duas medidas para criticar um determinado trabalho. Eu realmente busco levar para os mangás uma fluência de leitura que pareça com um texto feito para dublagem, para que o leitor possa imaginar os personagens com suas vozes e tudo mais quando estiver lendo – e isso mesmo para os mangás que não tiveram uma versão brasileira ainda. Veja, por exemplo, as dublagens do Pica-Pau ou dos desenhos da Pixar: todos tem uma adaptação brilhante para a nossa língua e sabem usar gírias perfeitamente. Veja o Chaves (Comentário da Mara: Olha, nem mexo com fã brasileiro de Chaves porque eles são os mais chatos que existem no mundo.), alguém acha que o Barbiroto em algum momento foi conhecido no México? Mesmo por conta de toda a pirataria que há na internet, temos de fazer algo que nos diferencie dela e essa adaptação é uma delas. Quanto ao Briggs, ele ainda tem um outro diferencial que é o fato de ele ser ator (Comentário da Mara: …e dublador, cantor, escritor, desenhista, dançarino, juiz de futebol, jurado de show de calouros, apresentador de stand up comedy…). Ele dá um bom ritmo ao texto e sabe usar bem a linguagem coloquial (Comentário da Mara: O filme do Yu-Gi-Oh traduzido e dirigido por ele manda lembranças!). Li muita besteira sobre ele tanto no caso de Tenjho Tenge quanto no de Fairy Tail e posso garantir que o Briggs é um cara supergente fina e um profissional exemplar (Comentário da Mara: Ô loco meu!). Se ele é amigo meu ou não pouco importa, desde que seja capaz de fazer o trabalho direito, cumprir os prazos… E veja você, tem gente por aí que vive criticando a nós e ao Briggs que chegou a ser convidada para vir trabalhar aqui e não topou. Claro que a pessoa teve os motivos dela, mas o fato é que ela não veio.

Mara: Na primeira edição há uma menção a Cavaleiros do Zodíaco em uma piadinha de um figurante. A Kodansha, que é a editora dona de Fairy Tail, tá sabendo que tem uma referência a um mangá da Shueisha/Akita Shoten?

MDG: Você guarda segredo?… Eu também ˆ_ˆ v (Comentário da Mara: Nessa pergunta, o entrevistado tirou 20 no dado e pôde se esquivar com maestria da pergunta.)

Mara: Atualmente temos vários volumes de mangás que estão esgotados e rendem uma puta grana em sebos. Vocês planejam reimprimir as primeiras edições de Sakura Card Captors e Love Hina ou apenas esperam que o preço dos volumes aumente para que vocês possam vender um estoque secreto a fim de cobrir eventuais gastos ou prejuízos da editora?

MDG: Na verdade essa estratégia faz parte de um plano bem maior que visa a conquista do mundo através de mangás supostamente esgotados e vendidos a peso de ouro no Mercado Livre.

Mara: A JBC ter pego Cavaleiros do Zodíaco e Evangelion da Conrad deve ter sido uma baita alegria. Esse sentimento foi parecido com a alegria da Newpop quando pegou Gravitation ou da Panini pegando o Air Gear do Oh! Great, que teve o outro mangá publicado pela JBC?

MDG: Acho errado dizer que a JBC pegou Cavaleiros e Evangelion da Conrad. O Lost Canvas e o Evangelion foram oferecidos para as editoras interessadas e cada uma enviou a sua proposta. Felizmente conseguimos ganhar esses dois grandes títulos (Comentário da Mara: A entrevista foi feita antes do anúncio de Gate 7 do Clamp na Newpop. CERTEZA que após ler a notícia, alguém da JBC deve ter jogado uma taça de vinho num quadro, numa cena bem teatral e dramática para expressar a raiva.).

Mara: O meio-tankobon é imposição dos japoneses mesmo ou apenas um truque para a editora ter mais volume em banca?

MDG: O meio tankobon foi uma maneira que encontramos para introduzir o mangá no Brasil. Por ser mais barato que o tankobon, ele era e é mais acessível (Comentário da Mara: Acessível? Cê viu o preço do meio-tanko hoje em dia???). Hoje as editoras japonesas preferem que todos os mangás sejam lançados em formato tankobon, mas, por uma questão de estratégia de mercado, lançamos alguns títulos em meio tankobon desde que seja permitido pelos japoneses. É uma maneira de ajudar o leitor a comprar mais mangás dentro do mês.

Mara: Sei que cada caso é um caso, cada contrato é um contrato, e que os lucros de um mangá podem ajudar em outros. Mas quero saber, você pode me dizer se teve algum título que teve um retorno bem abaixo do esperado?

MDG: Na verdade, não. Claro que há uma diferença entre as vendas dos mangás mais famosos em relação aos mais desconhecidos. Mas nenhum chegou a ponto de ter ficado abaixo do esperado (Comentário da Mara: Nem Yu-Gi-Oh???? Aí sim fomos surpreendidos novamente.). Pelo contrário, há alguns títulos menos conhecidos que venderam muito melhor do que o esperado.

Mara: Dizem que Love Junkies fez um puta sucesso no Brasil. Vocês colocaram o nome da autora no Macumba Online quando ela decidiu encerrar o mangá?

MDG: De jeito nenhum. Acho que ela acabou na hora certa. A história já não tinha mais para onde ir e se continuasse iria estragar. Claro que até hoje choro de saudades da Shinako e de seus grandes… olhos. *_*! (Comentário da Mara: E eu choro lágrimas negras da sociedade ao ler declarações como esta.)

Mara: A JBC também traduz animes a pedido de empresas. Vocês trabalham de graça que nem alguns fãs ou vocês cobram seus serviços e fazem um trabalho profissional?

MDG: Absolutamente profissional.

Mara: Falando ainda sobre fãs, suponhamos que a JBC traga algum mangá que tenha um grande fã-clube no Brasil. Vocês entram em contato com esses fãs para alguma ajuda?

MDG: Geralmente, eles é que entram em contato com a gente e sempre ouvimos a todos, mas o trabalho é todo feito internamente. Além disso, toda a equipe de mangás da JBC também é composta por fãs, então temos um conhecimento bem considerável sobre nossos produtos.

(Comentário da Mara: Por favor, que saia Sailor Moon pela JBC pra eu rir de certos fã-clubes por oito dias e oito noites!)

Mara: Que fim levou o mangá de Train Man/Densha Otoko que vocês prometeram há anos?

MDG: Então, é engraçado porque nós nunca dissemos que lançaríamos o Train Man em mangá (Comentário da Mara: Produção! Quem escreveu essa pergunta???). Alguém pegou a informação pela metade e deu como notícia, mas isso foi tomado como verdade e nos cobram até hoje. Nossa filosofia é só anunciar os mangás que já estão efetivamente com contratos assinados e com data de banca definida (Comentário da Mara: Conrad se revira de desgosto no túmulo neste instante). Antes disso nunca anunciamos nada. E, no caso do Train Man, temos os direitos do livro que deu origem ao mangá e por ser um produto de livraria seu processo de produção é outro. Ainda não existe data para seu lançamento, mas esperamos conseguir lançá-lo o quanto antes.

Mara: Você coordenou a tradução de Dragon Ball Kai. Sabendo que existe o meme “mais de oito mil”, por que vocês mudaram a frase clássica? Não queriam fazer propaganda do meu blog?

MDG: Foi isso mesmo. Depois que você tirou sarro (ou morreu de inveja) da minha camiseta do Inu-Yasha eu decidi me vingar e mudei a frase do Vegeta por sua causa… Ou seja, a culpa é toda sua… hehehe… Bom, claro que não foi por causa disso (Comentário da Mara: Será?). Sempre que pegamos uma série para traduzir para a dublagem, principalmente quando ela já teve uma versão brasileira anterior, sempre procuramos apenas corrigir os possíveis erros de tradução e manter expressões, golpes e frases consagradas. Posso dizer que foi uma dureza resgatar as falas do Kuririn de quando o Raditz chega na casa do Mestre Kame e as piadas do Sr.Kaioh no começo do treino do Goku. Resgatei também o Gohan chamando o Piccolo de Sr.Piccolo, que nem tem no original. E na hora que eu estava editando o episódio do “mais de 8 mil”, acabei editando a frase automaticamente porque ela é muito mal construída (Comentário da Mara: COMO OUSA OFENDER A SINTAXE DE UMA FRASE TÃO BRILHANTE??????). Só fui me dar conta quando eu estava lendo um fórum e vi um cara dizendo que ia ser muito sem graça o Vegeta falar a frase sem sua voz original. Quando eu me dei conta até liguei na BKS para alterar a fala, mas já era tarde demais. O episódio já tinha sido dublado e entregue. Pelo menos não mudei 8 para 9, como já aconteceu por aí, né?! Seria bem pior… ˆ_ˆ! Mas para compensar eu fiz não uma, mas duas homenagens a você em Dragon Ball Kai = )

Mara: Agradeço ao tempo que você gastou nessa entrevista. Gostaria de deixar uma mensagem de sabedoria para os leitores do Mais de Oito Mil? Ou pode ser uma dica de um futuro lançamento, tá valendo.

MDG: Eu que agradeço a oportunidade e estou sempre a disposição. Quanto a mensagem, pensei em dizer algo edificante como “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”, mas deixarei aqui a sábia frase de Tio Patinhas em Ducktales “não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Valeu!! ˆ_ˆ v (Comentário da Mara: essa frase foi uma indireta pra mim, produção? É isso mesmo?)

***

(Eu tenho Twitter!)

(Já me curtiram no FACEBOOK?)

Desabafo – Resumão do Zodíaco

7 mar

Me desculpem pelo post sério que virá agora.

Mas o Mais de Oito Mil é meu e eu posto o que eu quiser.

Deu no Jbox:

Todo mundo sabe que eu tenho problemas sérios com a Toei. Eu considero uma empresa tosca, que sobrevive apenas de coisas do passado, requentando Dragon Ball Z, Sailor Moon e Cavaleiros do Zodíaco. Sim, minna, eu sei que ela faz One Piece e os Super Sentai, mas vamos focar nas velharias (como se essas duas fossem coisas muito novas).

Em Dragon Ball Z, para comemorar não sei quantos anos da exibição original eles decidiram fazer uma versão remasterizada em HD com aberturas e encerramentos novos. Não sei quanto a vocês, mas eu achei a animação da abertura linda, e logo depois entra o mesmo desenho do começo da década de 90 pra entrar em conflito. Não seria melhor eles REFAZEREM a série para uma comemoração decente? E aí agora entra a história de que Dragon Ball Kai pode não ter a Saga do Buu, o que é um grande respeito com os fãs. Recebi mensagens de que “Ah, mas ela não prometeu nada sobre o Buu quando anunciou o Dragon Ball Kai, então não podemos cobrar”. Essa frase faz tanta lógica quanto um pedreiro que promete construir a sua casa e não constrói o telhado.

Em Sailor Moon o meu problema é com o retrabalhamento da série. A dona Naoko, que se considera de uma cultura superior e mais rica, não permitia que sua série fosse trabalhada no mundo inteiro. Agora que a periquita sossegou, a série foi oferecida de novo e, pelo menos na nossa América Latina, nenhum país quis pegar a série para exibir na televisão. Podem me tacar pedra, mas a série NÃO é atrativa para as meninas de hoje em dia, que só falam de garotos, celulares etc. E como elas vão gostar de uma série parada, de animação tosca, que não tem namoro entre personagens e que NEM CELULARES USAM.

“Ai Mara, sua intransigente gorda, se é assim séries antigas não seriam reaproveitadas, como Chaves e Thundercats

Bem, pelo menos Chaves rende dinheiro para o SBT com a audiência e em produtos derivados, principalmente por causa do desenho animado, que é NOVO. E Thundercats TAMBÉM ganhou um DESENHO NOVO para o novo público.

Mostrando que a Toei tá cagando e andando para o público do Burajiru, temos uma empresa aparentemente desconhecida (Não temos nem site para analisar a qualidade de seus lançamentos) lançando a terceira temporada da série, que foi o que a Toei deu. E com a criticada dublagem antiga!

“Ai Mara, sua pedante gorda, mas o senhor Reginete falou que ia bancar a redublagem do bolso dele se a Toei autorizar.”

Assim como o Making Of da dublagem dos Cavaleiros Renegados que a Toei não gastou um centavo e também não autorizou? Bem e também li um comentário muito interessante aqui no blog, falando que a Toei lança DVDs com 3 episódios porque esse é o padrão japonês. Correto, os japoneses gostam de comprar DVDs soltos com 3 episódios. E esse mesmo comentário deu o exemplo que comprova essa tese: Sailor Moon S, One Piece, Digimon 5, o final da Saga de Hades. Isso pode não estar tão certo, porque os DVDs da Focus Filmes de Tokusatsu possuem um alto número de episódios e são lançados em Boxes, mas isso de 3 episódios já dá em outro problema.

A Estrela Fascinante Sandrinha Monte, quando deu uma entrevista para o JCast, disse que o problema das empresas da Grande Nação Japonesa é que elas acham que aqui é o mercado japonês e por isso lançam coisas aqui que nem lançam lá e esperam que venda. E que é uma jumentice deles, porque sabemos que o público do Burajiru está acostumado a comprar coisas em Boxes, que sai mais barato que sair comprando volumes individuais. A Sandrinha falou que isso é burrice das empresas japonesas, que não possuem representante aqui e…

MAS A TOEI TEM REPRESENTANTE NO BURAJIRU!!! A Angelotti Alguma-Coisa é a empresa que cuida de todos os assuntos da Toei aqui, além de cuidar da banda Restart. Então alguma coisa não bate.

De que adianta ter uma empresa que te representa no Burajiru se essa mesma empresa não te assessora sobre como funciona o país? Isso no caso da Angelotti não dar as informações de que nós NÃO QUEREMOS DVDs com 3 episódios. Mas a outra dúvida é: e se a Angelotti essas informações e é a Toei que não aceita. Aí a dúvida cai no “por que o Bazar Toei pegou a Angelotti para representá-la? Pelo rostinho bonito do Tio Angelotti que não deve ter sido!”.

Dando nomes aos bois, acho muito engraçado as meninas do SOS Sailor Moon, que em questão de nostalgismo estão pau a pau com os senhores do CavZodíaco, ficam dando como certeza a redublagem de Sailor Moon S pela CD & DVD Factory porque o dono prometeu pagar do próprio bolso. Ele pode querer encartar uma Tiara Lunar em cada caixinha de DVD e isso não vai sair do bolso da Toei, mas ela não vai permitir. Ela tá pouco se fudendo para o público do Burajiru, mas os tontos daqui continuam acreditando na empresa, assim como os mesmos tontos que batem palmas a cada anúncio de lançamento da Focus Filmes, aquela que fez um trabalho LINDO com Fullmetal Alchemist. Lembrando que Jiban vem aí e quase não vemos críticas sobre a empresa. Deve ser porque otaku tem memória curta, e a maior prova disso é que eu mesma esqueci do que se tratava esse post. Deixa eu ler de novo.

Tá, e agora a Playarte vai lançar O Mito dos Cavaleiros Renegados. Sabem o que é isso? É aquele “no capítulo anterior” que tinha em todo episódio de Dragon Ball Z com o narrador explicando o que aconteceu antes. Mas tirem o narrador e coloquem os Cavaleiros Renegados (que deveriam se chamar Fantasmas Renegados, já que estão mortos) e troquem Dragon Ball Z pela primeira parte da Saga de Hades. Basicamente é um resumão de uma coisa que a Playarte já lançou, e olha que esse resumão levou DOIS ANOS para ser licenciado no Burajiru. E isso porque fomos OS PRIMEIROS a lançar isso. Que material de qualidade, heim?

Bem, eu peço desculpas aos leitores por esse post imenso e sem-graça, diferente dos outros posts do blog que são curtos e sem-graça. É uma pena que faltou uma piada sobre algo bem absurdo para encerrar esse post.

Pronto. Achei algo absurdo.

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(JÁ ME CURTIRAM NO FACEBOOK?)

Mais de Oito Mil Interview – Mara entrevista Marcio Reginette, o cara da CD & DVD Factory

2 mar

Puta que pariu, que bosta de imagem pra anunciar essa postagem. Deu pra ver que fiz em três minutos isso… olha que título feio… e o Vegeta musosem queixo, tá uma desgraça essa droga de vinheta e… o que foi produção? O programa já tá no ar?

Oooooooi minna, eu estou muito emocionada. Depois de entrevistar Alexandre Lancaster e Fabio Sakuda, eu venho a vocês com mais uma entrevista SENSACIONAL! Depois de semanas de negociações e de um encontro numa famosa churrascaria da Rua da Consolação, consegui essa substanciosa entrevista com Marcio Reginette, o cara responsável pela CD & DVD Factory. Não, não é ele que faz esse pacotão de DVD virgem que você usa pra gravar as séries que você baixa, e sim o cara que vai lançar a terceira temporada de Sailor Moon no Burajiru. Aquele que já foi entrevistado pelo Jbox, pelo ANMTV, pelo JCast, pelo Canal Universitário e pela Rede Gospel.

Seguindo as regras que eu mesma criei, as respostas dos entrevistados são colocadas na íntegra, para que ninguém diga que editei o que os outros falam.

Sugiro que peguem pipoca, marmelada e IKIMASU ler essa entrevista “a bem da verdade”!

 

Mara: Muito obrigada por conceder essa entrevista, mesmo você sendo mais requisitado por sites de anime que o Ronaldo. Falando em Ronaldo, que está velho e antiquado, você não acha que já deu Sailor Moon? Por que não investir em coisa recente da própria Toei, como Pretty Cure? Ou mesmo em algo decente?

Márcio: Em primeiro lugar sou eu que agradeço, e a comparação é totalmente desproporcional, Ronaldo é uma pessoa que merece todo o nosso respeito e admiração e está imortalizado pela sua linda história (Mara comenta: Andréia Albertini manda um beijo do além!). Acho Sailor Moon uma belíssima propriedade. Foi, é e sempre será um grande sucesso. (Mara comenta: E Pretty Cure? Será que não fui clara?)

Mara: Segundo boatos que eu mesma ajudei a espalhar, a CD & DVD Factory está lançando Sailor Moon S porque foi a única que a Toei se deu ao trabalho de oferecer. Além disso, Sailor Moon ficou muito tempo com os direitos de exibição e publicação trancados porque a autora não queria que nenhum país do mundo tivesse acesso à sua obra. Você acredita que uma série pode fazer sucesso mesmo quando sua criadora e sua produtora estão levando as coisas nas coxas?

Márcio: Como você mesmo já disse são boatos. (Mara comenta: mesmO?? O??? Alguém avisa pro nosso convidado que, assim como Sailor Moon, a história de que sou homem já é velha e antiquada?)

Mara: Os intensos piquetes, as manifestações que fecham a Paulista, os atos ecumênicos organizados pelo SOS Sailor Moon têm algum resultado efetivo ou o grupo só dá aquela assessorada de graça?

Márcio: Olha não tem nada disso, a bem da verdade é um fã clube que esta lutando há muito tempo pelo retorno da série ao Brasil (Mara comenta: E vemos que tanto trabalho deu um baita resultado, né? =] )e agora está tendo o reconhecimento merecido. Pessoalmente acho uma coisa muito legal que pode e deveria ser exemplo para outros fãs.

Mara: Eu gosto muito de Lost, até comprei os DVDs. A minha pergunta é: por que Sailor Moon S vai ter 3 episódios de 22 minutos num DVD sendo que Lost tem quatro episódios com o dobro da duração?

Márcio: Porque Sailor Moon S é diferente (Mara comenta: Mas é LÓGICO que é diferente. LOST teve a série inteira lançada e foi um sucesso). Tenho certeza que você no fundo é uma fã e vai ter a coleção completa (Mara comenta: Se lançar, por que não? Aliás, e a resposta da pergunta?).

Mara: Em questão de redublagem, os fãs ficam divididos entre a Bortoleto e a Piquet, como dito na entrevista ao Jcast. Você acha válido ouvir fã para uma eventual redublagem, sabendo que os fãs são divergentes, preferem as coisas originais e que vão reclamar sempre, independente da decisão?

Márcio: Olha os fãs, a bem da verdade, são os grandes protagonistas (Mara comenta: E eu achando que não havia protagonista mais chato que o Seiya). São eles a razão da existência e sucesso da série. Cada pessoa tem a sua opinião e preferência sobre as coisas, e eu não tenho a ilusão nem a pretensão de agradar a todos, e os dvd´s terão áudio original com legendas.

Mara: Vemos que o SOS Sailor Moon tá metido até o pescoço no processo do DVD de Sailor Moon S. Mas, afinal, eles fazem algo mesmo? E o que fã faz de tão extraordinário que uma pessoa normal da sua empresa não poderia fazer?

Márcio: Estou achando que no fundo seu sonho é ser uma Sailor, vai não se reprima solte a Sailor que existe dentro de você, e deixe de inveja. (Mara comenta: Sim, sou homem e meu sonho é ser uma Sailor. A Entrevista foi concebida em 2010 e não tô sabendo?)

Mara: Quando Sailor Moon R estreou na Record, o negócio foi um fracasso mesmo com toda a estratégia de marketing, que envolvia a Eliana dançando vestida de Sailor Moon uma música breguíssima. O fracasso foi atribuído a terem começado a série da segunda temporada. Mesmo sabendo disso, você acha que uma boa campanha de marketing é válida para divulgar Sailor Moon S?

Márcio: Sailor Moon é uma marca consolidada e de grande sucesso, qualquer coisa que você vier falar ou fazer causa grande repercussão, e quero aqui agradecer a todos os canais de comunicação que vem divulgando notícias e informações a respeito da série. Iremos fazer o lançamento no Brasil em grande estilo, teremos um concurso de cosplayers, produzido pelo SOS Sailor Moon e apoiado por nós, e também a presença de dubladores (as) para autografarem os dvd´s. Acho que este feito será um marco da série aqui no Brasil e poderemos no futuro fazermos desta data o Dia de Sailor Moon no Brasil (Mara comenta: Mas já tem tanto feriado em Abril. Por que não fazem esse dia especial em Agosto?). Quero aproveitar a oportunidade para convidá-la para este grande evento. Para quem queira maiores informações sobre o concurso é só acessar: http://www.sossailormoon.com.br

Mara: Muito obrigada por ter perdido seu tempo respondendo isso. Tem alguma mensagem para deixar para os fãs do Mais de Oito Mil? Alguma expectativa? Lamento? Grito sorumbático de dentro do seu peito?

Márcio: Eu é que agradeço não foi tempo perdido não (Mara comenta: Pelo menos pra alguém…). Um abraço.

Patrine: Mesmo que a Organização Mundial dos Empresários de DVD te perdoe, eu, Patrine, nunca vou te perdoar!

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(@maisdeoitomil)

Mais de Oito Mil Investigations – Quem é Gabrielle Valério?

23 jul

Alô minna-san! Hoje tem marmelada? Tem sim senhor! Hoje tem goiabada? Tem sim senhor!  E hoje tem Mais de Oito Mil Investigations? TEM SIM SENHOR!!!!!

Depois de muito tempo ausente, nossos posts investigativos estão de volta para solucionar mais um mistério. Na nossa última investigação, analisamos se os participantes do Programa Login tinham bagagem para serem os nossos representantes na TV Brasileira. E agora temos um problema parecido.

Gabriel Niemietz e Gabrielle Valério foram os escolhidos para representarem o Burajiru no grande WCS. O Gabriel é nosso velho conhecido, participante do programa Solitários e do Qual É O Seu Talento, responsável pelo bicampeonato de cosplay no Brasil… até o chamamos carinhosamente de Cacatua. Mas e quem é essa Gabrielle Valério? Hora de investigar.

GABRIELLE VALÉRIO É DIGNA DE NOS REPRESENTAR NA GRANDE NAÇÃO JAPONESA??? Começa agora mais um….

Em primeiro lugar, não é a primeira vez que a Cacatua vai pra Grande Nação Japonesa competir no WCS. Vamos ver o que a Wikipédia tem a dizer sobre isso:

Ou seja, o nosso príncipe fez cosplay com outra menina da primeira vez. Qual seria a relação entre Gabriel e Jéssica? Através de uma rápida busca no Google, descobri que Jéssica tem um Fotolog e que ele não foi atualizado no dia da final do WCS. O primeiro post depois de saber que seu ex parceiro foi campeão dizia:

Pela maneira que ela errou a digitação do apelido do Hyoga de Toalha, isso só pode significar que eles tiveram uma história no passado e que ela não gostou de ser trocada por outra menina. Pelo menos agora já descobrimos o apelido do nosso alvo da investigação: Gabrielle é Kaoli!

Agora vamos ver o que ela disse na entrevista da Henshin:

Nem vou perguntar que coisas ela começou a fazer com o Gabriel. Aí ela falou que desistiu do WCS. Isso quer dizer… será que ela já participou anteriormente desse prestigioso evento? Eis que descubro que ela já é veterana em WCS! Ela já participou com esse Juno! E vocês sabem quem é esse Juno?

O QUE FOI ESCOLHIDO PARA IR Á GRANDE NAÇÃO JAPONESA REPRESENTAR O BURAJIRU NO ANO PASSADO!!!

Aparentemente Gabrielle sempre fez cosplay com ele e ele nunca ganhou. No momento que a menina não fez mais cosplay, ele conseguiu ganhar o campeonato. Não sei quanto a vocês, mas eu encaixaria essa menina na mesma categoria que a Petra Leão: PÉ FRIO!

Agora que já sabemos que ela é pé frio e que fez uma troca de parceiro (sem malícia) no WCS, é hora de julgá-la aos moldes do Julgamento de Osiris. Vamos ao perfil da moça:

Começou mal. Quem faz cosplay de coadjuvante nunca será protagonista no nosso mundo!

Ela é fã de Fushigi Yuugi. Um dos mangás que mais deu prejuízo para a Editora Conrad!!! Aposto que o insucesso do mangá aqui no Burajiru foi porque a pé frio gostava dele. E ela também gosta de Rayearth, que foi a série que o SBT colocava às 7 da madrugada de domingo pela falta de audiência. Preciso falar quem foi a pé frio que causou essa baixa audiência? E ela gosta de Cowboy Bebop, série que foi maltratada em sua exibição pelo Locomotion. Preciso falar de novo?

Apenas tenho pena da editora JBC que vai publicar o Fairy Tail no Burajiru… porque a pé frio curte esse clone de One Piece of Shit.

*VEREDITO*

Anotem o que a tia Mara tá falando! O Burajiru NÃO VAI GANHAR esse WCS. Por mais que a cacatua se esforce para ganhar, a moça do olhar de seca-lagoa vai afundar a apresentação. E não sou só eu que acho isso não, o Povo Paul online também afirma:

E continuo sem entender por que a JBC faz etapas do WCS no Burajiru inteiro. Eles dizem que é para dar oportunidade a todos do país, mas os vencedores são paulistas e concorreram no Rio Grande do Sul.  Estão mesmo dando chance a todo o país ou apenas dando lucro às agências de viagem, que recebem dinheiro de paulistas que saem viajando pelos eventos para conseguir uma vaga no evento?

Ah, e meu advogado (o doutor Juliano) pediu para avisar que esse post é uma grande brincadeira e que todas as minhas ofensas gratuitas são apenas porque mulher não consegue elogiar outra. Responsabilidade jurídica é um saco!

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(@maisdeoitomil)