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Jbox vaza lançamento de Hokuto no Ken e otakus ficam furiosos… COM QUEM VAZOU!!!

11 mar hokuto-no-ken-jbc-CAPA

No mais recente caso de aberração cognitiva, os otakus do nosso querido Burajiru continuaram se superando. Tudo começou quando o senpai desde blog, o site Jbox, fez uma delação premiada vazando um dos próximos mangás que serão lançados no nosso país. IKIMASU ver o print:

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Embora eles tenham falado que não foi divulgada ainda a editora, sabemos que o Jbox usa como artifício a técnica das informações ocultas, descrita em antigos pergaminhos de ninjutsu como a arte de colocar informações nas tags:

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Você leitor pode achar que isso é apenas uma pegadinha de primeiro de abril, algo que o Jbox inventou agora apenas para garantir audiência nesses tempos que as notícias mais relevantes são divulgações de character design dos animes de Boku no Hero Academia e Orange, mas vamos lembrar que essa bola já vem sendo cantada há muito tempo

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Isso tudo seria motivo de comemorações, tanto para os otakus por ganharem um mangá tão relevante quanto para a JBC por conseguir fugir do clichê de lançar títulos do mesmo desenhista de Another, mas não foi bem o que aconteceu. Rolaram muitas críticas após essa revelação. Críticas à JBC? Não. Críticas ao papel transparente? Tampouco. As críticas foram AO SITE QUE DIVULGOU ESSA NOTÍCIA.

Por uma razão que escapa à lógica, os consumidores de mangá tomaram as dores da empresa (que já encarou vazamentos anteriores como Knights of Sidonia e UQ Holder) e estão criticando o Jbox por ter divulgado isso antes da própria JBC, supostamente “estragando a surpresa”.

Minna, por favor, isso aqui é notícia de aúncio de mangá, não spoiler de Game of Thrones. Se uma editora não consegue impedir que um título que será anunciado vaze, não é função da imprensa especializada (pff) guardar segredo apenas para fazer a alegria de editor(a) de mangá que quer ser destaque em palestra com 50 otakus. Reclamar do vazamento é se importar mais com o espetáculo do anúncio do mangá que pelo próprio título em si.

E quanto aos que duvidam da “credibilidade” de um site que não se contenta apenas em publicar releases pra agradar os outros (não que eles não façam isso…), vamos lembrar que 99% dos vazamentos do Jbox foram confirmados e perfeitos…

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…mas aquele 1% ainda é o Jobs vagabundo

Mais de Oito Mil Investigations: Afinal, o tal formato BIG da JBC vale a pena?

11 out EDEN-JBC-CAPA

O Mais de Oito Mil é um blog com o padrão Gangsta de transparência, então eu sempre mostro para vocês tudo que acontece aqui por trás e vou atrás de possíveis respostas. Então hoje é o dia de solucionar uma dúvida que está apertando o kokoro de muitos de vocês: quando é que vai sair o mangá de Jobs? afinal, o tal formato big que a JBC inventou de lançar Éden e agora Blade – A Lâmina do Imortal é realmente uma vantagem para o leitor? IKIMASU atrás disso agora ressuscitando a mais querida das nossas sessões do blog, aaaa…

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Vamos começar contando que o formato big da JBC para lançamentos de mangás é tão original quanto o conceito por trás daquele quadrinho nacional Brasimon que era feito pelo Daniel HDR (quem nunca tem uma mancha no currículo que atire a pokébola). Assim como a tal “black edition” de Death Note, o formato BIG foi inventado pela VIZ Comics nos Estados Unidos. Para quem não sabe, ela é a detentora dos direitos ocidentais dos mangás da Shueisha entre outros, por isso nos nossos mangás vêm tudo escrito que foi a VIZ que descolou as fitas pras editoras.

E então, como são os mangás BIG da VIZ? Eu cheguei a ir atrás de um release da própria editora, mas a melhor explicação do que se trata eu encontrei no maior poço de sabedoria da Internet depois do Akinator: o Yahoo Respostas. Confira a explicação:

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Ao contrário dos vestibulares, não é obrigatório saber inglês para acessar o Mais de Oito Mil (mas é uma boa saber interpretação de texto, viu?), então vou resumir que uma edição BIG é uma compilação de vários volumes, geralmente 3, com algumas páginas a mais e um formato maior. Essas compilações são “caras”, mas custam mais barato que comprar cada um desses 3 mangás separadamente. Mas como não é muito bom acreditar no que vemos pela Internet, fui até o site da VIZ conferir os valores de capa das edições BIG de Dragon Ball. IKIMASU fazer as contas?

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(Curiosidade: os mangás que a VIZ lançou no formato BIG são Dragon Ball, Dragon Ball Z, Fushigi Yuugi, Hot Gimmick, Inuyasha, Rurouni Kenshin e Vagabond. Façam um esforço e encontrem o mangá ruim que foi lançado nesse formatÉ CLARO QUE É INUYASHA, PQP QUE COISA RUIM)

Enfim, reparem que eu destaquei duas coisas com minha caneta cor-de-rosa: a edição BIG corresponde a TRÊS volumes de Dragon Ball, e custa 19,90 dólares (que convertendo para reais segundo a cotação de 11/10 dá o valor de uma cobertura na Avenida Paulista). O mesmo site informa que o valor de capa de cada volume Dragon Ball é de 9,99 dólares. Eu acho que até você de humanas deve ter percebido que a edição BIG da VIZ é no melhor estilo “leve 3 pague 2” não é mesmo?

Já a JBC decidiu usar o formato big com Éden, mangá que já tinha sido cancelado pela Panini após alguns volumes lançados. Com toda a pompa, a JBC revelou que a nova edição seria um compiladão de luxo de dois volumes originais custando 40 reais. E, para não mudar o regime de trabalho dos estagiários da JBC para a categoria “escravidão” e também não pesar no nosso bolso, decidiram que o lançamento seria bimestral. Claro que mesmo assim muita gente reclamou do preço, e Cassius Medauar deu uma daquelas indiretas no Twitter dizendo que…

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…como se a possibilidade de se encontrar descontos fosse justificativa para deixar o preço final bem caro. Enfim, cês sabem quanto tá custando um mangá da JBC em offset? Vou pegar como base o Yu Yu Hakusho porque foi o primeiro que encontrei aqui na minha estante é um mangá de renome e qualidade: 15 reais. Ou seja, se eu comprasse dois volumes, pagaria 30 reais. Então, como é que a edição big da JBC consegue custar mais? Fora que… se o formato big da JBC é bimestral e equivale a dois volumes de Éden… é a mesma coisa que lançar o Éden num tanko mensal como a maioria dos lançamentos da JBC, só que com um preço 5 reais acima do normal em casa um!!!

“Mas Mara, sua blogueira que diz ter senso crítico mas que comprou Princesa Kilala, isso quer dizer que o tal formato big da JBC não vale a pena?”

A resposta é: depende. Para o leitor é um chute no saco pois você paga mais por um produto que nem é tão ~bacanudo~ assim no sentido gráfico do que se ele fosse lançado em formato tanko. Já para a JBC compensa pra caralho: nas várias palestras que aconteceram, Cassius Medauar e Marcelo del Greco (os editores da JBC e do Ink Comics) explicaram que geralmente a curva de vendas de um mangá despenca depois do primeiro volume, ou seja, as pessoas vão deixando de acompanhar com o tempo. Se a coleção de Éden tem menos volumes, quer dizer que a curva teoricamente vai cair menos, então é sucesso!

Resolvido o mistério, agora podemos partir para ma investiação muito mais difícil: AFINAL, O QUE É O SELO INK COMICS?

E essa transparência da JBC, heim?

3 out transparencia-gangsta

Enquanto nos anos 90 a onda era namorar pelado, aqui no século XXI o grande problema que aflige a nossa nação é a transparência dos papéis dos mangás. Recentemente, a JBC lançou Ultraman e Gangsta e os fãs reclamaram muito no Twitter pela qualidade deles (principalmente do segundo). Muita gente mandou mensagem para que eu falasse sobre a transparência, então finalmente vocês terão o tão esperado post.

Na verdade, eu vou falar bem pouco, porque eu quero mostrar é isso:

Sei que parece que sou sou a Hater nº1 da JBC, mas eu estaria aqui aplaudindo de pé o sr editor sem orelha Cassius Medauar por ter sido tão transparente assim com os leitores. Querendo ou não, a JBC é a editora que mais se comunica com as pessoas (a Newpop sempre é meio atrapalhada e a Panini é tipo o sempai que não nota a gente) e se expor dessa forma mostra muito como eles prestam atenção no que reclamamos. Seja justo ou injusto.

Para você que não viu o vídeo, Cassius explica como funciona papel (pois o que tem de especialista na área nos campos de comentários do Jbox…), responde a alguns argumentos e… ASSUMIU QUE GANGSTA ESTÁ TRANSPARENTE.

Agora que o assunto do papel está explicado (pelo menos pelo lado da JBC), agora podemos voltar à programação normal que envolve criticar o monte de anime genérico que vai estrear no outono da Grande Nação Japonesa.

Zetman e a linda história do consumidor que tem memória de peixe dourado

12 maio zetman-capa

E aí, minna, como vão vocês? Hoje estamos aqui no Mais de Oito Mil para mais uma rodada de “reclamando da JBC”, o nosso quadro favorito aqui no blog. Mas você se engana se pensa que será alguma coisa gratuita do tipo “que bosta foi esse mistério da capa de Chobits se ela tá igual a primeira?”, e sim algo pertinente.

Confesso que fiquei meio surpresa quando a JBC anunciou que Zetman já está pronto pra ser lançado, porque estava achando que a editora tava encarnando o espírito da Newpop de só anunciar, mas ao mesmo tempo fiquei apreensiva sobre algo que eu já imaginava. E, com as informações sobre o lançamento, já posso reclamar de uma coisinha:

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“Mas Mara, sua gorda com dupla identidade, você vai reclamar do preço elevadíssimo? O Cassius-Sama já explicou que é por causa da crise do país e todos os gastos extras.”

Não, não vou reclamar do preço. Acredito que virá com qualidade, o negócio tem tem mais páginas que o normal e sabemos que cada contrato é um contrato, por isso não se deve tabelar preço dos mangás. Meu problema é com outra coisa nessa imagem (e não é o nome do Masakazu Katsura, que é mestre em fazer os romances mais medíocres da história da Shonen Jump): MENSAL. Sim, novamente vou criticar isso.

Em várias ocasiões, Cassius Medauar disse que a JBC não trabalha com mangás bimestrais, ao contrário da Panini. Se duvida, o Google-kun me ajudou a achar isso:

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Um dos motivos que ele já alegou em palestras realizadas em eventos decadentes ou não é que o mangá precisa aparecer nas bancas sempre, como um hábito, para que o leitor não esqueça do título. Ou seja, títulos bimestrais e trimestrais, em teoria, não funcionam. De certa forma eu concordo com ele, mas essa lógica esbarra em problemas financeiros.

Na época que ele editava mangás na Conrad, os títulos eram meio tankos e variavam de mensais e quinzenais. Mas isso funcionava porque o preço era bem mais acessível que hoje em dia (acredite, houve um tempo que um mangá da JBC custava 2,90 e um da Conrad 3,90… tudo bem que numa qualidade pior que o character design de Sailor Moon Crystal). Agora tudo é publicado em tanko (podemos falar isso porque Super Onze já morreu), então a proporção e o preço é diferente.

Antigamente um Dragon Ball era quinzenal, com 100 páginas a cada quinzena. Ou seja, em um mês dava um Tanko. Um Evangelion era mensal, com 100 páginas a cada mês. Totalizando um tanko completo bimestralmente. Pensando dessa forma, não parece meio absurdo um lançamento como Zetman ter quase 300 páginas e ser lançado mensalmente a um preço ligeiramente salgado (devido à qualidade)?

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Quando a JBC lançou Death Note Black Edition custando 40 reais e eu reclamei, muita gente veio me chamar de gorda mal-amada porque era lançamento para livraria, e ela fica lá o tempo que quiser até o cidadão ter dinheiro para comprar. Mas o que dizer de Zetman, que será lançado em bancas? Com as tiragens baixas de mangás hoje em dia, quando sai um volume você é obrigado a correr e comprar, porque dali um mês ele esgota e é vendido na Comix pelo preço de uma casa popular.

Acreditar que mangá bimestral não funciona aqui não seria um pensamento meio antiquado? A Panini mesmo tem lançado grandes títulos nessa periodicidade e não parece próxima de falir (até porque ela é dona do código de dinheiro infinito para a compra de novos títulos). Não estou falando de transformar tudo em bimestral e quebrar a JBC, mas pensar um pouco melhor.

Essa pressa em lançar as coisas só faz com que os mangás cheguem à edição japonesa num piscar de olhos, como The Seven Deadly Sins que tem pouco mais de um ano de publicação na JBC e já vai entrar em hiato. E se você acha que brasileiro não tem memória para esperar dois meses por um mangá, espera ver quando precisar esperar três ou quatro para alcançar um volume japonês que é feito na periodicidade chamada “será lançado quando ficar pronto”.

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Ao contrário do que alguns governadores fazem com a imprensa, aqui é um espaço democrático e adoraríamos a manifestação de alguém da JBC. Pode ser tanto nos comentários quanto por meio de indireta no Twitter. Kissus estrelados!