Tag Archives: Campanha mais Jojo’s no Brasil

DENÚNCIA! Está acontecendo uma terrível Guerra Fria entre as editoras

28 set

Você sabe o que foi o período da Guerra Fria? Segundo as aulas de História na época que as matérias não desapareciam com canetadas, é um período de guerra ~silenciosa~ entre Estados Unidos e a União Soviética. Ambos os lados estavam ~secretamente~ preparando uma corrida armamentista para contra atacar caso o outro lado ameaçasse começar uma guerra de verdade.

Caso você seja como qualquer usuário médio da internet e tenha dificuldade de entender parágrafos sobre assuntos complexos, um resumo do tópico histórico pode ser visto no meme da Inês Burajiru disponibilizado a seguir:

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A minha denúncia, no entanto, não se refere a grandes potências mundiais, e sim a editoras de mangás do nosso mercado nacional. Como vocês devem saber, o ano de 2016 foi escasso em anúncios porque as editoras perceberam que não havia espaço físico em banca para tanto tanko sendo lançado. Em especial a editora JBC, que viu em 2016 uma queda vertiginosa no número tanto de anúncios quanto de piadas homofóbicas em palestras (mesmo eles tendo lançado uma piada transfóbica de forma terceirizada no Henshin+). Assim, o mercado nacional de mangás se encontrava em paz, tanto que é até bonito vermos uma postagem assim como a da Panini em seu Facebook, após publicar um fanart de Fairy Tail (que é da JBC):

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Essa postagem, que é quase um We Are The World das editoras de mangá, na verdade é apenas uma sensação aparente, porque TEM UMA GUERRA FRIA ROLANDO NOS BASTIDORES (demorei dois parágrafos para chegar no assunto, mas foda-se). Tudo começou quando espiões especializados perceberam que a JBC estava preparando um grande anúncio. Tentando barrar a estratégia, a maravilhosa Beth Kodama já se posicionou no garrafão para impedir essa jogada da JBC numa postagem cifrada que a equipe de inteligência do Mais de Oito Mil (composta pela Ba-chan) conseguiu encontrar o segredo:

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No entanto, o tal anúncio da Panini não foi feito semana passada porque a editora decidiu deixar para esta semana. Enquanto esperamos essa bomba da Panini, a JBC veio preparando o terreno para um grande anúncio feio da forma mais eficiente de marketing que existe. Divulgação ampla nas redes sociais e apoio da imprensa especializada (pff)? CLARO QUE NÃO, estamos falando da JBC! O método de divulgação foram as boas e velhas DICAS DO FAUSTÃO para os seguidores descobrirem o título:

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Mas a Panini não podia ficar calada com esse movimento, e ~coincidentemente~ usuários desocupados logo encontraram uma imagem muito suspeita num site da editora, insinuando um possível lançamento de Slam Dunk versão kanzenban, conforme podemos ver na imagem abaixo viralizada em muitos grupos de mangás:

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No entanto, os mesmos grupos logo foram avisados que se tratava de um erro, e que o número de volumes 24 na verdade era de um template de outro mangá da editora, e não uma confirmação da versão de colecionador do mangá. Legal que o erro foi o número de volumes, e não a Panini ter usado uma imagem de SCANLATION no template (vejam o que tá escrito embaixo do “jump comics”). Mas isso já foi o bastante para que Cassius Medauar, o editor cuja orelha foi arrancada por Seiya, usasse também suas redes sociais para insinuar novidades envolvendo a coisa mais importante para os otacos hoje em dia. Mangás de qualidade? NÃO! Brindes!!!!

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É quarta-feira ainda e as duas potências editoriais seguem nessa disputa silenciosa sobre o anúncio da semana, uma guerra fria de ocultação de contratos orientais e disputa pela atenção do público otaco. A JBC planejou seu ataque para a sexta-feira, será que a Panini vai soltar sua bomba antes? Depois? Durante? Será que é Slam Dunk kanzenban? Será que a JBC vai confirmar o Hokuto no Ken depois das boatarias? SERÁ JOBS? Será Jojo? Será transparente? Será meio-tanko? Será do mesmo desenhista de Another? Saberemos disso a qualquer momento, quando as duas editoras liberarem suas armas.

Aos otacos, só resta esperar.

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Ok, e pra NewPOP também só resta esperar. Força aí que uma hora vai!

Mesa Redonda da mesa redonda dos editores de mangás no Anime Friends 2016

17 jul

Bem tomodachis do Mais de Oito Mil, hoje à tarde rolou a grande mesa redonda dos editores de mangá do Burajiru lá no Anime Friends. E o que é essa mesa redonda? Bem, um encontro semestral mais esperado pelos leitores e mais irritante para a Imprensa Especializada (pff) porque todo mundo sempre quer ser amiguinho um do outro e precisamos ficar pescando os coices e indiretas. Pois bem, aproveitando que estamos em época de Olimpíada, de espírito esportivo e do iminente lançamento de Pride – O Supercampeão, IKIMASU comentar essa palestra como se fosse uma mesa redonda composta por euzinha apenas!

Confira a escalação dos times:

TIME-NEWPOP

TIME-JBC

TIME-PANINI

TIME-NOVASAMPA

Nenhuma grande surpresa na escalação, embora tenham rolado uns boatos de que Bruno Zago, o editor reserva da Panini, entraria em campo no lugar da tradicional Beth Kodama. Sem qualquer surpresa também foi a resposta genérica que todos os jogadores deram quando o juiz Graveheart (do Genkidama) pediu para que fizessem um balanço dos primeiros seis meses de cada editora. O gol de sincericídio, no entanto, foi de Douglas da Nova Sampa:

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Como lutas de todo mundo contra todo mundo só existe no plano das ideias e em campeonatos de Smash Bros, obviamente pequenas panelinhas conflituosas foram surgindo durante a palestra. Enquanto Junior Fonseca disputava com Douglas qual editora teve a melhor pausa estratégica, Beth e Cassius seguiam com uma discussão sobre mangás que tinham séries na Netflix que foi praticamente uma competição de tamanho de pinto versão streaming:

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Outro ponto bem legal por parte do juiz da partida foi perguntar aos editores qual título das outras editoras eles gostariam de trabalhar. Era o momento para ver os olhos se inflamarem de sangue quando Cassius falasse que adoraria ter levado One-Punch Man para a JBC, mas ele surpreendentemente citou One Piece. Junior Fonseca declarou que gostaria de editar Dragon Ball e Beth disse ter uma vontadinha de cuidar de Death Note pela Panini. Já Douglas (que algumas vezes foi esquecido no meio da discussão) novamente deu um chute de um canto ao outro do campo com sua resposta cheia daquela inocência moleque que tanto gostamos:

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Lá pelo segundo tempo, os editores começaram a conversar sobre adaptações e traduções, e chegaram a um consenso que é impossível agradar ao público normal e ao otaquinho médio que tem conhecimento avançado em scanlation. Para evitar confusões, Beth disse que a vontade do autor é suprema e que deve respeitar as escolhas e decisões lá de cima SEMPRE:

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Final do segundo tempo, quase na prorrogação (afinal a partida atrasou por causa de um famoso YouTuber) e começaram então as perguntas do público. Pois é… lá vamos nós para aquele momento em que junta uma aglomeração de otacos numa fila querendo perguntar das chances das editoras publicarem esse ou aquele títul…

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Ok, agora me surpreendi pois o Graveheart foi o primeiro mediador que BANIU com eficiência esse tipo de pergunta ameaçando com cartão vermelho. Agora falta só os otacos fazerem questionamentos relevantes, mas aí não é com o juiz… Inclusive, ele fez questão de abrir espaço para as editoras soltarem mais anúncios, mas ninguém falou nada.

E essa foi a palestra de todas as editoras. O clima amigável perdurou o tempo todo e o nível da discussão foi bem elevado, explicando bem o que rolou nesse primeiro semestre editorialmente e informando o público. Uma pena, porque euzinha do Mais de Oito Mil fiquei lá horas antes pra guardar lugar na esperança de sair grito, porrada e arremesso de volumes encalhados de Vagabond da Nova Sampa. Quem sabe na próxima?

Mais de Oito Mil entrevista Beth Kodama, editora da Panini

17 jan

E aí, minna! Continuando nossa série de entrevistas com o balanço geral desse ano de 2015, chegou a vez de conversar com Beth Kodama, editora da Panini que sempre é a cara da editora nas palestras de eventos. O encontro com Beth foi lá na Itália, na sede mundial da Panini, onde tomamos dry martinis e conversamos sobre o panorama editorial aqui no Burajiru. Além de, claro, tentar pedir que ela me descolasse umas figurinhas do álbum das novelas da Globo porque fiquei sem completar o negócio. IKIMASU conferir o papo? Ele começa assim que passar essa imagem horrível que uso desde o primeiro ano do Mais de Oito Mil:

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Mais de Oito Mil: Em várias palestras e entrevistas já falaram que os japoneses valorizam muito a confiança e o comprometimento das editoras brasileiras na hora de liberarem os títulos. A Panini já cancelou e paralisou muitos mangás (como Kekkaishi e O Mito de Arata), como ainda assim ela consegue mangás famosões? Rola escambo com figurinhas da Copa?

Beth Kodama: Depende muito do título, da editora original, do licenciante, do “histórico”, dos números de vendas, do “cash”, etc. São negócios como quaisquer outros, ou seja, depende de muitos fatores. E a gente nem paralisou tantos títulos assim. Além disso, a Panini detém uns 80% do mercado de quadrinhos no Brasil. E não é só quadrinhos e figurinhas. Cara, a gente publica até revista do Papa. Vamos concordar que é um bom “currículo” e uma boa “fatia do bolo, né? Além disso, a gente não publica só mainstream e nem todos os famosões vêm pra gente… o que é uma pena, diga-se de passagem.

MdOM: O Mais de Oito Mil não tem orçamento para te subornar por um nome, mas poderia dizer se há algum título em publicação que corre o risco de ir pro freezer por vender pouco? (Pfv não seja Beelzebub e nem Assassination Classroom)

BK: Não precisa subornar, não. Porque, por enquanto, nada mais vai pro freezer… até onde eu sei.

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MdOM: Temos uma pergunta enviada pela campanha “Mais Jojo’s no Brasil”: em trocentas palestras perguntam sobre o título e a resposta nunca é animadora. Na sua visão como pessoa do meio, você consegue enxergar um dia alguma editora lançando Jojo’s Bizarre Adventure ou isso é um sonho ainda irreal para o tamanho do nosso mercado?

BK: Eu comprei uns volumes bonitões da VIZ e averiguei o que se passa com Jojo em outros países. Está em análise. Pra todo produto e pra todo mercado existe um risco. O problema é que Jojo tem um risco muito alto… no momento. Um dia, poderemos publicar o que quisermos, no formato que quisermos e pelo preço justo… mas esse dia não é hoje.

MdOM: Em todas as palestras que fui nesse último ano parece unanimidade entre os editores de mangás que nosso mercado está ótimo e amadurecido, e que se pode lançar vários títulos de vários gêneros (algo que era impossível no passado). Se o mercado está tão bom assim, por que títulos longos passaram a entrar na lista negra das editoras?

BK: Não na nossa lista. Temos MUITOS títulos longos. Na real, temos poucos títulos com menos de 10 volumes. De boa, a gente traz o que o público pede e o que a projeção de mercado indicar que vai vender bem.

MdOM: A Panini sempre teve uma tradução mais preciosista, usando honoríficos japoneses e tudo mais. Mesmo com explicações nos glossários, esse tipo de tradução não acaba afastando um pouco o público leigo que poderia se interessar pela história mas se assusta com o excesso de termos orientais?

BK: Depende da história. Nem toda publicação nossa tem honoríficos. E, não, não acho que isso afasta público leigo.

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MdOM: Recentemente a Panini anunciou que vai lançar Vagabond no Brasil, depois que o contrato com a Nova Sampa não foi pra frente. A negociação começou quando a outra editora estava sem contrato ou rolou um lance meio teste de fidelidade com o Inoue sendo seduzido pela Panini enquanto estava com a outra?

BK: Não, nós jogamos limpo. Só quando um contrato acaba que ele pode ser negociado com outra editora.

MdOM: No final de 2015, um certo blog aí de muita qualidade denunciou um cidadão que estava vendendo impressões piratas de One Punch-Man (que é da Panini) e outros mangás. Um dia depois da matéria, ele deu uma arregada, inventou uma desculpa aê e abandonou o barco pirata. A Panini chegou a ficar preocupada com o rapaz e acionou um exército de advogados ninjas? E a editora tem algum plano para coibir esse tipo de prática?

BK: Acredito que sim, o departamento jurídico deve ter averiguado o caso, mas não sei exatamente no que deu no fim das contas. Não sei se a editora deve se posicionar. O mais triste foi ver fãs apoiando a pirataria… mal sabem eles que estão lesando o autor que tanto gostam e dificultando cada vez mais as possibilidades de trazer material licenciado ao Brasil.

MdOM: Obrigada pela entrevista, Beth. Quer deixar um recado ou uma receita de bolo para os leitores do Mais de Oito Mil?

BK: De nada, foi um prazer. Olha, não cozinho mal, mas sempre que dou uma dica gourmet ou posto uma foto de uma receita que deu muito certo, o primeiro comentário é “aí vem Shokugeki”. Então, deixa pra lá.

Ancine vs Crunchyroll? (Round 1)

5 ago

Vou confessar que nunca fui muito adepta da Crunchyroll, principalmente porque na veze que tentei ver no meu computador ficava passando em loop infinito aquela propaganda do piriri do Floratil e eu acho aquilo muito perturbador. Mas depois que colocaram o app do serviço no Wii U, minha vida mudou e agora até estou fazendo algo que eu odeio e que é ver animes. No entanto, minha alegria pode acabar logo, e nem é porque a merda da bateria do Wii U acaba mais rápido que o meu salário: a Ancine está querendo aplicar nos serviços de streaming as mesmas regras da TV paga. O que esperar disso? Claro que uma bosta.

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(Estava com preguiça de fazer imagem então coloquei essa genericona do nosso vasto banco de imagens)

Para que você entenda: a TV paga, que sempre primou pela exibição de programas mal-legendados e por reprises infinitas do filme do Homem-Aranha, teve que se reformular e todos os canais foram obrigados a colocar conteúdo nacional. A intenção de estimular a produção nacional é ótima, mas no fim acabou que os canais a cabo compraram pacotes de filmes brasileiros manjadíssimos e reprisam eternamente no lugar do Homem-Aranha.

Enfim, com o aumento de assinantes na Netflix, claro que a Ancine inventou de querer se enfiar lá para aplicar as mesmas regras e tornar o “mercado mais justo”. Ou seja, podemos imaginar que eles vão obrigar serviços de streaming a colocar uma porcentagem de conteúdo nacional. Coincidentemente, hoje também saiu uma notícia no O Globo sobre a queda das assinaturas de TV paga e o anúncio da primeira série brasileira original na Netflix.

“Mas e o que eu tenho a ver com isso, Maracutaia? Eu só vejo One Piece e Soul of Gold na Crunchyroll!”

Então, lembra da lei que obrigava a colocar produtos nacionais em todos os canais? Ela complicou a vida de alguns como canais especializados em filmes clássicos (o TCM). O foco do canal é exibir filmes americanos anteriores à década de 70, como enfiar conteúdo nacional? Bem, o canal foi sendo desfigurado e hoje em dia passa até filme do Selton Mello.

Isso é o que imagino que pode acontecer com a Crunchyroll. Além do serviço ser sediado no Brasil, eles vão precisar colocar “animes brasileiros” pra cumprir uma cota. E como isso existe tanto quanto a noção da JBC de parar com anúncios em 2015, só temos duas saídas possíveis: ou o serviço vai embora do país ou enche a grade com vários desenhos nacionais apenas para ficar em dia com a regra da Ancine. Ou você acha que agora o anime do Holy Avenger vai vingar?

Só tenho uma dúvida sincera: beleza, na TV paga a gente é meio que obrigado a ver o que os canais passam… mas no caso do streaming quem é que vai me obrigar a ver conteúdo brasileiro?

A grande lista dos mangás que misteriosamente nunca foram lançados no Brasil

2 ago

Se existisse um órgão do Governo responsável por conferir quem é merecedor ou não da Carteirinha de Otaku, com certeza eu já teria sido multada porque obviamente tenho achado mais divertido ver a Drica Moraes tomando chifre da própria filha que um anime genérico com um monte de colegiais dando em cima de um homem frouxíssimo. Talvez por isso eu não tenha ficado tão empolgada durante as palestras de editoras nos últimos eventos (quando a Kodama-chan anunciou Akame Ga Kill fiquei pensando mas-que-porra-é-essa?). Estaria eu ficando velha? Não só isso.

Na verdade eu tô acostumada à época em que ou se lançava grandes clássicos de autores conhecidos ou então trazia uns mangás de animes exibidos na televisão. Como estes não existem mais, Panini e JBC estão bem ocupadas disputando os títulos que aparecem na parte de favoritos do Crunchyroll. Porém, existem ainda alguns mangás cujos animes já foram exibidos por aqui, e eu nunca entendi por que seus mangás nunca foram publicados até agora. Como não tem Verdades Secretas de sábado e vida social é para quem tem disposição, fiz uma listinha de alguns desses títulos. IKIMASU!

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Nome: Tenkuu Senki Shurato
Como se Soletra: S-H-U-R-A-T-O-SHURATO
Autor: Hiroshi Kawamoto
Quantos Volumes? 6
História: Um garoto chamado Shurato é teletransportado para o Mundo Celestial com seu melho amigo Gai após o desejo de uma deusa cafona chamada Vishnu. Aí lá eles são rivais e se unem a outros guerreiros com armaduras duramente criticadas por Marcelo Del Greco em matérias na Herói.
Por que deveria ser publicado? Essa série fez um sucessinho quando passou na Manchete naquela época que a emissora tava desesperada pra arranjar outro anime que sucedesse os Cavs. Muitas crianças gostavam, inclusive uma blogueira gorda que impressionava os amiguinhos da escola por saber todos os mantras de cabeça.
Por que não foi publicado ainda? Talvez por ser velho ou talvez porque qualquer pessoa desanimaria de comprar vendo essa capa.

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Nome: Fly – O Pequeno Guerreiro
Nome de Verdade: Dragon Quest – Dai no Daibouken
Autor: Riku Sanjo
Quantos Volumes? 37
História: Moleque insuportável chamado Fly (ou Dai) vive aventuras que servem com pretexto para divulgar o jogo Dragon Quest, aquele que a cada lançamento faz com que aumentem em 300% as piadas de “agora que Hunter x Hunter não volta tão cedo”.
Por que deveria ser publicado? É mais um anime emblemático que os nostalgistas cantam a música de abertura em evento de anime. Fora que o anime foi cancelado, então nunca ficamos sabendo como terminava a história emocionantZZZzzz…
Por que não foi publicado ainda? Meu filho, cê acha que alguma editora vai arriscar trazer 37 volumes de um treco velho desses?

CAPA-MEGAMI-SAMA

Nome: Ah! Megami-Sama
Mais conhecido como: Oh My Goddess!
Autor: Kosuke Fujishima
Quantos Volumes? 48
História: Preciso falar a história? Já falei que tem 48 volumes e o mangá ficou 25 anos em publicação, tá na cara que isso NUNCA vai ser publicado aqui!

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Nome: Tenchi Muyo
Autor: Hitoshi Okuda
Quantos Volumes? A primeira série tem 12 e a segunda tem 10
História: Garoto sem talento com mulheres vê sua vida mudar quando aparecem cinco alienígenas gostosas completamente apaixonadas por ele. Aí no meio do bagulho ele descobre que é descendente de um guerreiro lendário. Ah, e tem umas luta de mecha. E um coelho que mia e vira uma nave espacial.
Por que deveria ser publicado? Foi exibido no começo dos anos 2000 dentro do Band Kids e depois ainda foi reprisado lá por 2005. E a JBC publicou El Hazard que é muito pior…
O que as editoras não veem em Tenchi Muyo? Elas não veem que ela é uma pioneira.

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Nome: Excel Saga
Autor: Koshi Rikudo
Quantos Volumes? 27
História: Existe uma organização criminosa chamada Across que quer dominar o mundo e só tem duas funcionárias. Uma é loira e louca, e a outra está com um pé na cova.
Por que uma história com uma premissa tão ruim assim deveria ser publicada? Não fala assim da série, ela é legal! Excel Saga sempre foi assunto das revistas especializadas, e chegou a passar no Animax no meio dos anos 2000. Engraçado que o autor já foi publicado aqui no Burajiru pela JBC, infelizmente foi naquele mangá Ageha que não era assiimm tão legal.
Por que não foi publicado ainda? Talvez porque tem volumes demais. E rola um medo de trazer mangá de comédia porque quem costuma rir é a editora concorrente.

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Nome: Bucky
Mas na verdade é: Jibaku-kun
Autora: Ami Shibata
Quantos Volumes? 6
História: Um garoto com um character design que não estimula muitas expressões faciais sai viajando por um mundo doido baseado num relógio de ponteiro em busca de ser o melhor e… quem se importa com esse roteiro quando temos um monte de bolinhas cor de rosa com cara de prisão de ventre que explodem???
Por deveria ser publicado? Bucky fez parte do trio de animes exibidos pelo Band Kids que o pessoal tem certa nostalgia. E, como falei, El Hazard que é ruim já teve sua chance. A autora também já foi publicada no Burajiru pela JBC naquele mangá tosco do Blue Dragon.
Por que não foi publicado ainda? Olhando essa capa eu não sei nem como alguém comprou esse anime pra passar aqui na TV.
Curiosidade: Jiback também é o apelido do redator do Jbox que os leitores do Mais de Oito Mil querem ver em fotos sensuais.

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Nome: Super Campeões
Nome Japonês Estiloso pra caralho: Captain Tsubasa
Autor: Yoichi Takahachi
Quantos Volumes? A série principal tem 37, o mangá Captain Tsubasa World Youth tem 18, o mangá Captain Tsubasa Road to 2002 tem 15, o mangá Captain Tsubasa Golden-23 tem 12 e o atual Captain Tsubasa Rising Sun tem 2 até o momento
História: Garoto com nome de sedutor profissional do Teste de Fidelidade é tem relacionamento estável com a bola de futebol e tenta ser o melhor jogador do mundo contra outros jogadores (que treinam chutando bolas em tsunamis) em partidas realizadas em campos de oito quilômetros de extensão.
Por que deveria ser publicado? Estamos no país do futebol e é uma grande vergonha que o único título do gênero publicado tenha sido o Super Onze daquele jeito. Nós já assistimos a dois animes, um na Manchete e outro na RedeTV e o negócio está na memória afetiva de todo mundo.
Por que não foi publicado ainda? O maior empecilho nem deve ser o alto número de volumes, e sim o traço do autor que faz o Masami Kurumada parecer um Da Vinci (OLHA ESSA PERNA DO OLIVER!).
Se for publicado… prevejo brigas homéricas dos otakinhos decidindo se tem que usar os nomes cafonas do anime ou os originais com honoríficos-san.

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Nome: Zatch Bell!
Na verdade se chama: 金色のガッシュベル!!
Fala o nome direito, gorda! Konjiki no Gash!!
Autor: Makoto Raiku
Quantos Volumes? 33
História: Um monte de pirralho usa uns bonecos assustadores pra brincar de lutinha.
Por que deveria ser publicado? Passou na TV a cabo e na Globo.
Por que não foi publicado ainda? Além de ser muito longo, você nem se lembrava dessa coisa!

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Nome: Nodame Cantabile
Autora: Tomoko Ninomiya
Quantos Volumes? 23
História: numa escolinha de música do barulho, um maestro e uma pianista se apaixonam e têm um tórrido romance digno daquele dia que foi uma pianista pelada tocar no Programa Silvio Santos.
Por que deveria ser publicado? Enquanto os otakus ficam fazendo campanha idiota de Mais Shoujos no Brasil estimulando que as editoras tragam qualquer merda genérica sobre uma garota que entra no colegial e nunca se deu bem com garotos, aqui temos algo diferente e bom. Ah, e o anime passou dublado no Sony Spin e você nem ficou sabendo.
Por que não foi publicado ainda? Talvez porque as editoras têm medo de apostar em um mangá musical (gênero que não faz sentido algum).

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Nome: Jobs
Autora: Mari Yamazaki
Por que deveria ser publicado? Porque o Jbox falou que seria.
Por que não foi publicado ainda, heim JBC?

Mesa Redonda UFC: Panini x JBC x Newpop no Anime Friends 2015

19 jul

E aí, minna! Depois de uma série de maravilhosas de matérias falando das vantagens de se ir ao Anime Friends (que você pode clicar aqui e me render mais visitas), fiquei muito contente quando a Yamato aprovou a credencial de imprensa do Mais de Oito Mil. Isso é um sinal da valorização do nosso conteúdo, do respeito à imprensa independente e uma mudança no panorama dos eventos brasileiros. Claro que também pode ser porque a mulher que cuida disso tinha tomado umas e outras e aprovou o meu blog por engano, isso não vou saber, mas pude fazer a cobertura do Anime Friends 2015 e isso é o que importa!

Ao contrário dos outros blogs que querem apenas tirar fotos dos cosplayers, a equipe do Mais de Oito Mil (composta por um homossexual calvo e um fotógrafo alto, solteiro e pegador) pôde acompanhar as palestras das editoras, que de uns tempos pra cá ficaram parecidas com as conferências da E3. Isso quer dizer que o nível subiu? HAHAHAHA, CLARO QUE NÃO, significa que a cobertura ao vivo pelo Twitter transformou o negócio numa zoeira sem limites e É DISSO QUE EU GOSTO! E quando fiquei sabendo então que teria uma mesa redonda com os representantes da Panini, JBC, Newpop e Nova Sampa já me preparei para o combate do século. Os motivos? Bem, eu vou refrescar a tua memória…

Rebosteio na Ressaca

Tudo começou com o debate entre as editoras que aconteceu no Ressaca Friends 2014. No palco estavam Junior Fonseca da Newpop, Cassius Medauar da JBC, Beth Kodama da Panini e Marcelo del Greco da Nova Sampa. Em vez de um bate papo amistoso, vimos uma gentil troca de farpas entre as pessoas envolvidas, fora vários shoryukens dados na cara dos otakinhos que iam fazer pergunta idiota. Cassius principalmente, pois levantou o assunto que a galera pede muito shoujo, mas na hora de comprar ninguém tira o Milo de Escorpião do bolso. Em meio a tudo isso, a sempre silenciosa Beth Kodama aproveitou as considerações finais para humilhar todos os concorrentes virando uma carta armadilha que tinha plantado no terreno:

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Claro que a Panini aproveitou a mesa redonda para chamar a atenção para si igualzinho aquele seu amigo que começa a chorar no bar porque a vida amorosa dele é pior que filler de Naruto, fodendo o rolê de toda as outras editoras. Com o kokoro cheio de buraquinhos, Cassius guardou aquela ofensa e prometeu se vingar um dia… e a gente sabia que essa vingança viria na mesa redonda seguinte, marcada para acontecer no último dia do Anime Friends (que no caso é hoje, dia 19 de julho).

A BATALHA DO SÉCULO, JBC vs PANINI

Todas as pessoas na plateia sabiam que estávamos prestes a ver o duelo do século. De um lado, a JBC e Cassius (que agora usou a dança da fusão com o Marcelo del Greco) e do outro Beth Kodama e sua maleta de dinheiro infinito da Panini conquistado através do truque Rosebud do The Sims. Ah… também tava lá o Junior Fonseca da Newpop que apenas iria ver de camarote a briga e o novo representante da Nova Sampa que…

WO-DEBATE

…que perdeu por W.O. por motivos de saúde (esperamos que não seja por ter visto que Vagabond vendeu nada no evento mesmo custando dez reais). Para controlar essa verdadeira fúria de titãs editorial, seria necessário um mediador que controlasse os ânimos, que levantasse as perguntas relevantes e que soubesse colocar aquela gasolina bacanuda em uma eventual discussão. Como não conseguiram ninguém com essas qualificações, entrou no palco o nosso já conhecido Giuliano do J-Wave ao lado da Mediadora Misteriosa, uma moça que ficou o tempo inteiro no palco sem esboçar opinião, igualzinha à Genkai no Torneio das Trevas.

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(Depois ela se manifestou, mas por muito tempo achamos que ela estava representando a Conrad pela falta de fala)

No geral, a conversa entre os editores foi mais morno que debate na TV Aparecida. Faltou um pulso firme do mediador, que conduziu a conversa como se fosse uma entrevista de talk show, com a diferença que algumas informações equivocadas visivelmente incomodaram tanto Cassius quanto a Beth. O editor da JBC chegou a corrigir quando o mediador errou a data do começo dos mangás no Burajiru (tudo bem que a informação que o Cassius corrigiu também estava errada, mas curtimos o barraco então deixamos passar), e a Beth logo explicou que a história das gráficas não era da forma que o mediador apontou. Infelizmente, essa mediação acabou roubando o espaço das perguntas do público, que é a maior fonte de coices gratuitos e de comentários imbecis numa palestra. Uma pena, perdemos muitos memes.

Pena também foi que todos os editores se livraram de culpa quando o assunto foi a tal “crise no mercado editorial”. Culparam o preço do papel, o monopólio da distribuidora, o dólar, a crise do Brasil, o plano de educação do Governo, a Dilma, as caretas da Paolla Carossela (só essa não foi citada), mas ninguém assumiu que tem problemas sérios de marketing (ao contrário da Panini que assumiu no passado).

É HORA DO DUELO!

Lembram que eu disse que o Cassius ficou com o kokoro doído depois do anúncio de Aoharaido no último evento? Se não lembra, recomendo que volte para o começo do post e leia tudo de novo. Já voltou? Pois bem, ficou implícita uma guerra fria entre as duas editoras pra ver quem anuncia a coisa mais legal no fim da mesa redonda, e isso foi o que realmente aconteceu.

Quando estava todo mundo já se levantando pra ir embora e encarar as filas quilométricas dos estandes de vendas de mangás, Beth Kodama começou “então galera não queria falar nada não mas o gerente enlouqueceu e Akame Ga Kill é o novo mangá da Panini” e o pessoal NOOOOSSSA. Infelizmente para ela, o anúncio de mangá ativou a carta armadilha que Cassius armou no palco. Ele apenas pegou o microfone, se levantou e disse “Que bom. E Orange é o novo mangá da JBC” e saiu.

FOI QUASE UM LIVE ACTION DE YU-GI-OH!

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(Ok, esse não foi exaaaatamente o diálogo, mas foi a sensação que tivemos ao assistir e é isso que importa, não é mesmo?)

E assim encerrou a nossa cobertura do Anime Friends. Agradecemos sinceramente a todos os blogs da imprensa especializada (pfff) que receberam muito bem os enviados do Mais de Oito Mil, ao Henrique da  Capitão Onigiri pelo material audiovisual e principalmente à Yamato pelo credenciamento. Se vocês esperavam uma matéria falando como estava o evento, é melhor que vejam o vídeo que produzimos no primeiro domingo:

(Que gracinha esse moço de cabeça raspada e óculos que estava olhando mangás aos quarenta segundos, será que ele está solteiro?)