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Análise: Dragon Ball Z – A Ressurreição da Fanfic Ruim

18 jun KUKKATSU-CAPA

(Pode ler que não tem spoiler)

E aí, minna! Para a matéria de hoje eu saí do conforto do meu quarto quentinho com meu travesseiro em tamanho real do Gendo Ikari pra ir às ruas acompanhar a estreia do novo filme de Dragon Ball Z aqui no Burajiru. Como ninguém estava comovido nas ruas, afinal nostalgia por Dragon Ball não é o mesmo que Copa, fui logo assistir à bagaça pra dar minhas opiniões sobre o longa. Vamos lembrar que essa é a primeira vez que DBZ será criticado no Mais de Oito Mil, então muitos de vocês imaginam que será uma análise de uma fã daquelas que tentava imitar a Videl nos exercícios de voo quando era mais nova, né?

ERRAAAADO! Pra começar, já aviso que o filme é uma bomba com o padrão Toei de qualidade. Sério, vocês esperavam algo de bom de uma empresa que fez Sailor Moon Crystal e Cavaleiros do Zodíaco Ômega? A história do filme é aquela coisa simples que só serve como justificativa para juntar um punhado de personagens para lutas rapidinhas: um general do exército do Freeza chamado Sorbet veio à terra e ressuscitou seu líder supremo (afinal, pra quê ser o atual dominante do universo quando você pode ressuscitar teu chefe que te humilha?). Freeza volta à vida e então pensa “eu vou aproveitar minha nova chance e ir caçar uns planetas aí bem longe da Terra” “preciso voltar à Terra e me vingar da pessoa que fez picadinho de mim”.

Tradução: Eis todos os personagens que ganharam 30 segundos de cena de ação solo

Tradução: Eis todos os personagens que ganharam 30 segundos de cena de ação solo

Mas como Freeza vai derrotar Goku? Obviamente com uma saída que os roteiristas tiraram do cu: o vilão pensa “eu nunca treinei na vida porque sou foda, vai ver a saída é a meritocracia”, aí ele passa seis meses treinando antes de vir para a Terra com todos os funcionários que sobreviveram à explosão de Nameku-sei e ao filme do irmão do Coola. Cabe aos Guerreiros Z enfrentarem essa nova (e tediosa) ameaça. Cabe mesmo?

Como o próprio cartaz do filme já entrega (ou seja, não é spoiler), está faltando um pouquinho de gente nesse filme. Tudo bem, eu não tô pedindo que Yamcha e Chaos ganhem tempo em cena, mas a Terra conta com guerreiros fortes como Goten, Trunks e Majin Buu… e eles ficaram de fora. Usaram uma desculpa de “não trouxemos os meninos porque vai saber né” e pronto, é como se não existissem. Sem contar o pecado mortal de não colocar o Mister Satan no longa, né. Enfim, o grupo dos heróis que luta contra Freeza é composto por Piccolo, Gohan com roupa de ginástica, Mestre Kame (que teve um inexplicável upgrade de força), Tenshinhan, Kuririn e Jaco. Peraí… quem é esse cara? Sim, além de incluir no filme Bills e Whis (que vieram do filme anterior), a Toei enfiou o personagem principal do mais recente mangá do Toriyama, “Jaco the Galactic Patrolman”. Legal é que quem não acompanhou esse mangá fica perdido quando citam coisas da história e até uma irmã mais velha da Bulma, a Tights (rly, Toriyama?).

Qual a necessidade disso?

Qual a necessidade disso?

O problema do filme é que a galera não tem mais o que contar e ficam fazendo mágica pra surpreender a gente. Inventam evolução nova (e cafona) do Freeza, inventam um novo estágio do Super Saiyajin que supera qualquer outro estágio do Super Saiyajin (e que por sua vez superava qualquer outro estágio…). Na verdade, o problema é bem mais embaixo e está na forma como o Toriyama terminou a série. No final de Dragon Ball Z, Goku está tão forte e tem aliados tão poderosos que, para se fazer uma história, precisa de um antagonista tão incrível quanto ele. Mas a própria “mitologia da série” já torna tudo isso inverossímil, afinal ele derrotou o cara mais poderoso do universo, o robô mais poderoso criado pelo homem e a personificação da maldade. Provavelmente o Toriyama fez isso sem querer, mas o final de Dragon Ball só torna possível dois tipos de história subsequentes:

1- Colocar um vilão mais forte (a opção mais desafiadora, pois não vamos acreditar que exista alguém assim ainda. O Bills no filme passado já foi uma forçação de barra)
2- Colocar alguma limitação nos poderes do Goku e fazê-lo enfrentar pessoas mais fracas (que é o que aconteceu no nosso ~amado~ Dragon Ball GT)

A impressão que tive vendo o filme é que ele mais parece uma fanfic. Os personagens não estão agindo da forma que agiam na série (ou mesmo no último filme), a inclusão de novos poderes sem qualquer justificativa nos deixa com cara de WTF e um pequeno detalhe no final do filme dá a entender que o roteirista nem ao menos se deu ao trabalho de ler a série. E quer saber a pior parte? Dragon Ball Super vai seguir essa linha. Veja por sua conta e risco.

Analisando Mangás Que Todo Mundo Curte e Não Faço Ideia do Porquê: Sailor Moon (Editora JBC)

22 abr review-manga-sailor

Desde que a Conrad achava que colocar nas bancas 30 páginas porcamente editadas de Pokémon era considerado “lançar mangá no Burajiru”, os otakus brasileiros sempre imploraram para o lançamento de Sailor Moon por aqui. E as editoras de mangás deviam travar uma guerra fria nos bastidores para conseguir os títulos: a Conrad oferecendo meio tankos com lombadas multicoloridas, a JBC prometendo referências de Chaves na tradução e a Panini com uma maleta cheia de dinheiro conquistada através de códigos parecidos com os de enriquecimento fácil no The Sims. Mesmo assim, Naoko sempre fez a Amy e falava “no no no” (ou “iie iie iie”, porque ela é da Grande Nação Japonesa).

E por que eu estou enchendo esse texto com um nariz de cera maior que o do Usopp? Porque finalmente uma editora saiu vencedora no duelo e foi a JBC. Sob a edição do editor que não tem uma orelha e divulgação maciça de publicidade (algo raro até hoje), o mangá de Sailor Moon foi lançado em 2014 e terminou mês passado. Antes que a JBC coloque os spinoffs nas bancas, chegou a hora mais esperada do mundo na imprensa especializada (pff): VAI ROLAR ANÁLISE DO MANGÁ DE SAILOR MOON AQUI NO MAIS DE OITO MIL!!!!111umum

“Mas Mara, sua gorda que usa avatar de anime com mais de 20 anos nas costas, eu conheço seu blog há anos e sei que você vai implicar gratuitamente com Sailor Moon da mesma forma que implica com Cavaleiros!”

Se você pensou isso, queria te avisar que está ERRADO. Mesmo odiando Cavaleiros do Zodíaco, eu reconheço algumas coisas boas, como a premissa e a cartilha de clichês seguida pelo Kurumada. Os desenhos são ruins, os personagens são todos iguais e a história é apreciada apenas por pessoas com problemas cognitivos, mas tem seus méritos. Já o mangá de Sailor Moon eu estou procurando ainda algum mérito para enaltecer.

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Se busca encontrar algo parecido com o anime no mangá, é melhor tirar seu pégaso da chuva gerada por palavras aleatórias em inglês. A Naoko erra em tantos níveis que fica difícil achar por onde começar, mas vou tentar. O que esperamos de um mangá shoujo? Ou melhor, o que encontramos de bom em um Sakura Card Captors, por exemplo? Temos uma personagem carismática, ação, aventura e uma dose de romance. Todas essas características nós encontramos no anime de Sailor Moon, mas estão em falta no mangá.

Coloque uma coisa na cabeça: a Usagi do mangá não é carismática. Ela é CHATA! Ela é apenas uma personagem vazia, sem ambição e completamente submissa ao macho alfa da trama, o Mamoru. Ela é a heroína da história não porque ela tem virtude, e sim porque ela tá lá e pronto. Qualquer outra personagem de Sailor Moon tem mais carisma para ser a protagonista, e olha que estou incluindo até os corvos da Rei e os figurantes amigos do Mamoru da faculdade.

O mangá de Sailor Moon até tem ação, mas a nossa dificuldade é encontrar essa ação. Isso porque a Naoko desenha tão mal que nem ao menos encontramos as personagens no meio das páginas do mangá. Cenários, linhas de ação e personagens estão tão misturados que fico sem saber se é um mangá ou uma edição do Jardim Secreto para adultos estressados. Isso sem falar que a ideia de ação da Naoko se resume a colocar as personagens tirando poderes do cu e gritando nomes extensos de golpes (todos criados usando a técnica de se colocar várias palavras em inglês num saquinho e ir tirando aleatoriamente até formar um golpe estiloso).

sailor-moon-manga-critica-listaMas o maior problema é que a Naoko pegou uma fórmula e repetiu em TODO FUCKING ARCO. Tá, qualquer autor de shonen faz isso, mas só Naoko consegue repetir 5 vezes a mesma estratégia durante apenas 12 volumes. É sempre:

Aparecem sailors > aparecem as inimigas que querem o Cristal por sei lá o quê > essas sailors são amigas ou inimigas? > Sailor Moon e as outras matam todas as sidekicks do vilão > vilão derrota Sailor Moon > Sailor Moon tira um novo poder da buceta e derrota o vilão > todos comemoram

Outra coisa que eu não entendo é por que existem outras personagens, se nenhuma é minimamente desenvolvida. No anime todas têm personalidade e histórias próprias, então dá para gostar mais de uma que da outra, mas no mangá todas servem apenas para gastar páginas com transformações e golpes com nomes estranhos que serão usados apenas uma vez. O único capítulo que fugiu a essa regra foi aquele que a Minako estava se sentindo mal por ser a única que não tinha ganhado uma nova transformação e decidiu atacar sozinha.

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Minha sensação ao terminar de ler esta bosta foi que fui feita de trouxa. Comprei o mangá esperando algo minimamente parecido quando eu via o anime na TV, e acabei comprando um produto muito inferior. Para quem vier falar que isso é nostalgia, gostaria de fazer uma pergunta sincera: você gostou MESMO dessa história corrida, mal desenvolvida, mal desenhada, cansativa e sem carisma ou apenas não quer pagar de estranho por não ter gostado de um mangá que todo mundo diz que gosta?

Nada contra a edição da JBC, mas eu que não vou ser feita de trouxa de novo e comprar o Short Stories e Sailor V… Nesse caso, vou apenas aceitar que o mangá de Sailor Moon era apenas uma justificativa para a Toei poder encher o cu de dinheiro fazendo um anime que, ao contrário do original, prestava.

Globo transforma Malhação em anime (e eu não tô te zoando)

14 abr malhacao-perina-anime-01

Fica cada dia mais difícil não ser influenciada pelo meu alter-ego homossexual que escreve sobre novelas. Embora várias vezes eu tenha usado esse tema aqui no Mais de Oito Mil (a análise do primeiro capítulo da novela sobre japoneses e dinossauros, o dia que Amor à Vida mostrou o Caio Castro na Liberdade e o antológico dia que preferi O Astro a um anime tosco, tudo com link clicável para você me dar mais views), o blog deveria ser um lugar para falar apenas da cultura mais rica. Eu digo DEVERIA, pois a capitalista Rede Globo ficou atenta ao retorno sazonal do blog e decidiu transformar Malhação em um AUTÊNTICO ANIME. Claro que isso viraria pauta aqui.

Para você que passou os últimos meses na fila do Anime Dreams esperando o show da Mari Iijima e não tá sabendo, a atual temporada de Malhação tem um casal insuportável formado por Karina, uma tsundere, e Pedro, um babacão atrapalhado. Sim, a Globo tirou as rodadas de suco no Gigabyte e trocou por protagonistas de uma comédia romântica japonesa! Após um tempo separados, os dois se uniram novamente e ganharam um anime produzido pela Globo para resumir o namoro deles.

Aliás, parabéns porque eu nem lembrei do logotipo americano de Love Hina quando vi o título do anime. Sorte que os advogados da Funimation tão mais ocupados implorando para a Grande Nação Japonesa lançar uma franquia que dê dinheiro:

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Peduro-san conheceu Karina-chan quando estava casualmente torcendo o pescoço enquanto andava com um violão. Seu kokoro fez doki-doki enquanto a menina passava por ele com 3 quadros de animação. Repare como o cenário tá mais estiloso que o daquele anime do menino que queria ser menina e que a imprensa especializada (pff) tentou te convencer que era foda:

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O próximo print é apenas o momento do fanservice, porque a Globo também quer vender licença para fazer datesim de Malhação:

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Claro que o olhar atrapalhado do protagonista incomodou a tsundere, que ganhou linhas de ação no fundo e uma veia saltando em seu cabelo para mostrar como estava furiosa:

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Do nada a menina apareceu socando seu futuro mozão-chan em uma partida desigual de boxe, muito melhor animada que metade dos animes da temporada na Grande Nação Japonesa. Quem é Hajime no Ippo na fila do Yakisoba da Liba perto de Perina – The Animation?

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Uma reviravolta no roteiro acontece quando Peduro-san aceita dinheiro da nee-san da Karina-chan para namorar a esquentadinha. Ele precisava do dinheiro para gravar uma demo de sua banda, feita para competir com a modinha dos keipoperos que roubaram as aberturas de anime do Jam Project:

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Os dois começaram a namorar e Eriberto Leão foi imortalizado na teledramaturgia brasileira ganhando um personagem de anime com apenas uma fala mal-dublada. Ficou atrás das cinco falas mal dubladas da Yayoi Aoba, parça! Será que garante o Prêmio Yamato de Dublagem?

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Nada era mais forte que o amor de Peduro-san e Karina-chan. Quer dizer, o Ibope-sama era mais forte, aí os autores precisaram de conflito e fizeram a tsundere descobrir que Peduro-san ficou com ela a princípio por causa de dinheiro.

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No fim, ao contrário do staff da Ação Magazine, Peduro-san e Karina-chan ficaram juntos e viveram felizes para sempre. Ou seja, nada de segunda temporada!!!

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(E, de verdade, esse anime foi melhor que muita coisa que a otakada punheta em seus blogs de primeiras impressões. O vídeo pode ser visto aqui)

MdOM Especial: Regina Casé homenageia a cultura japonesa no Esquenta!

13 abr esquenta-capa

Fiquei muito estarrecida quando um amigo próximo dessa blogueira mostrou uma discussão numa página do Facebook a respeito do cancelamento do Anime Dreams. Lá estavam reclamando que nenhum site jornalístico havia abordado isso, e excluíam o Mais de Oito Mil porque ESTE BLOG NÃO É CONSIDERADO JORNALISMO. Como assim, minna? E esse diploma de jornalista que eu tenho emoldurado logo em cima do meu pôster de Dragon Ball Z que veio numa Ultra Jovem?

Por um acaso eu gozo um pouco das notícias, faço galhofa das coisas e tenho uma visão extremamente parcial das informações? Tá, eu faço tudo isso, mas ISSO NÃO É O JORNALISMO? Fiquei tão incomodada que decidi adotar meu lado de jornalista séria e cobrir algo influente na grande mídia, que foi a homenagem que Regina Casé fez para a cultura otaku no Esquenta exibida ontem (12/04). Não é a primeira vez que a apresentadora faz isso, e aqui o Mais de Oito Mil já deve ter coberto uns três programas desses, mas vamos mostrar com todo o glamour e seriedade!

Mas, afinal, o que é o Esquenta? Para você, otaku que apenas usa a televisão para ligar seu HD externo e assistir aos animes de colegiais da temporada, o programa da Regina Casé é a representação do Brasil: tem uma apresentadora que dizem odiar pobre, tem uma falta de planejamento absurda e coloca no mesmo balaio atrações como mangás, bonecos de lata e o Arlindo Cruz olhando com desprezo para uma assistente de palco vestida de Pikachu.

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Mas veja o que aconteceu de relevante. Para tornar o programa verossímil, Regina Casé obrigou que todos os seus bailarinos se vestissem como autênticos personagens de mangá. Se já não bastasse o sofrimento de trabalhar possivelmente em troca de um vale refeição (talvez inspirados no pagamento de staff de evento de anime), eles ainda me botam a galera com essas roupas:

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Para explicar sobre a cultura japonesa, quem Regina Casé convidou para o programa? Seria Sandrinha Monte, a estrela fascinante? Ou então Renato Siqueira? Quem sabe Alexandre Nagado? Claro que não, chamou um avulso aí…

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Nem precisa ser especialista em analisar a letra das pessoas porque tá na cara que estou derretidíssima por Ronaldo Lemos, o especialista em mangás do Esquenta. Ele até que explicou bem as coisas, mesmo com a Globo exemplificando com esse Astro Boy que fez a dança da fusão com o Megaman:

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O próximo print é só pra mostrar a Regina Casé com cosplay de Kirby… depois de engolir o Péricles e o Celso Kamura:

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A desfrutável Débora Bloch que tá arrasando na novela das sei…ai, esse assunto é da outra identidade… enfim, ela estava contando como o filho dela adorava essas coisas japonesas, e surpreendeu com a sinceridade:

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No Esquenta eles usam qualquer palavra pra engatar num samba, e juro que me surpreendi com Xande de Pilates conseguindo um pagodão sobre a Grande Nação Japonesa (olha a dica para a próxima investida musical da cantora Tsubasa).

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E aí começou uma matéria ultraespecial sobre lolitas, essa moda vitoriana inspirada no belíssimo estilo rococó. Veja que garotas lindas, que cabelos impecáveis e que sensibilidade latente. Não sei vocês leitores do Mais de Oito Mil, mas eu acho que essa moda vai pegar e muito.

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O especialista gostoso tentou explicar as bonecas através do viés Kawaii da coisa. Reparem como Débora Bloch estava curtindo esse momento:

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E o programa foi tão paunocu que decidi encerrar antes o post. Fiquem com Kami-Sama e voltamos a qualquer momento com o jornalismo sério que só o Mais de Oito Mil sabe fazer.

Diário Sailor Moon S01e02 – Saiba quem foi o primeiro eliminado

10 nov

Estamos de volta com a cobertura do melhor reality show das editoras de mangá do Burajiru (talvez por ser o único): o Diário Sailor Moon da JBC. Esse programa, assim como a Ação Magazine, dispensa periodicidade e se concentra em mostrar os bastidores da JBC a respeito da produção do mangá de Sailor Moon, que só não será a mais arrastada do século porque ainda temos o Hansel e Gretel da Newpop em produção desde a década passada.

Utilizando o método Site dos Cavs de homeopatização de notícias, o grande piloto dessa nave louca Cássius Medauar continua comandando a equipe de mangás nas pequenas decisões do dia a dia. Quem vai pegar a imunidade?  Vai ter show internacional do Ricardo Cruz na piscina em forma de cetro lunar? Será que Analy vai vetar a borda da capa? IKIMASU ver o capítulo de hoje!

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AGORA O PROGRAMA TEM UMA ABERTURA COM O NOME DOS PARTICIPANTES!!!!! Aguardo já o próximo capítulo com um girinho rápido dos anunciantes, que pagarão uma cota nacional de 2 milhões para anunciar no segundo maior reality shows de otakus do mundo (segundo porque ninguém deve se lembrar do America’s Greatest Otaku, que eu já cobri nesse post).

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O sempre sensual Medauar convocou todos os guerreiros para a sala e começou o programa. Quer dizer, quase todos eles, porque teve uma pessoa da equipe que ficou ali no canto sem olhar para a câmera. Seria porque ele estava compenetrado enviando o email diário para o Togashi pedindo o retorno do Hunter x Hunter? Vamos dar um zoom e descobrir o que ele estava fazendo.

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O mundo é cruel para quem não veste a camisa da empresa.

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E o primeiro anúncio da JBC: o tradutor será o Arnaldo Masato Oka!!!!

A não ser que o tradutor seja alguém que não saiba o idioma original (bjos Briggs), não vejo muita necessidade de anunciar isso. Seria tipo o Peter Jackson reunir uma coletiva de imprensa para anunciar que a Lucimara será a faxineira dos sets da próxima trilogia baseada em um livro de 100 páginas que ele produzirá.

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E o segundo anúncio da JBC: o mangá não vai sair esse ano.

Claro que não vai sair, eles querem continuar mantendo o sucesso desse Reality Show por mais tempo, tipo quando o Sílvio Santos colocou mais 4 participantes na Casa dos Artistas pra render mais. E com o sucesso, eles podem conseguir realizar o grande sonho da equipe: convencer a Globo a colocar o Kitsune no próximo Medida Certa. Não estou ofendendo a aparência do Kitsune-Sama, ele continua lindo e com o sorriso contagiante, mas vamos fazer uma forcinha para perder esse físico de relacionamento estável?

Medauar também contou que quer deixar umas 5 edições prontas antes de começar a lançar, o que é uma indireta no bem para as editoras que anunciam os títulos assim que os japas mandam um email falando que confirmaram a compra do título.

Ao contrário do primeiro programa, que contou com cenários variados e várias cameos, dessa vez eles gravaram tudo com a webcam embutida de um notebook, então a imagem não varia nunca. Para não deixar o post chato para os leitores, passarei a inserir outras coisas ilustrativas, como vídeos e fotos.

Medauar então contou sobre o processo de aprovação das páginas. Eles mandaram os arquivos por email, os japas olharam e mandaram arrumar. Aí eles arrumaram, mandaram pros japas e eles pediram uma prova impressa. A JBC enviou essa amostra, eles olharam a comparação com o arquivo deles e falaram “beleza, agora vamos mostrar pra Naoko”. Aí a véia fez umas correções e BELEZA, as páginas do primeiro volume tão aprovadas.

Agora imagina, você não faz um sucesso desde 1990 e é obrigada a acordar todo dia e conferir se tão imprimindo o cabelo da sua protagonista com a cor que te agrada com provas de editoras do mundo todo. Você acha que a Naoko faz isso?

E agora vamos falar dos nomes.

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Enquanto Medauar e os guerreiros ficam discutindo quais são as melhores opções para nomes na brincadeira, os leitores nos comentários do Youtube começaram as brigas de verdade. Destaquei a comentarista Bruna, que usa um português bonito e acentuado para uma visão quase Guilhermebriggana de “vocês precisam aprender coisas novas” como se mangá fosse para disseminar a cultura da Grande Nação Japonesa, e não ser apenas uma história em quadrinhos para entreter. Minna-san, essas coisas de aprender coisas funciona como curiosidade, não na base do “vai ser em japa para você aprender novas culturas e ponto final”.

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(Gincana de última hora: descubra o que é e o que não é montagem na foto anterior)

E esse foi o lixo de novo episódio do Diário Sailor Moon. Esperamos que nos próximos eles apareçam em provas degradantes, competições acirradas e algumas cosplayers tomando sol na piscina do andar superior da JBC só para atrair a audiência.

Especial: Amor à Vida faz homenagem aos otakus e ao bairro da Liberdade

8 nov

Era mais ou menos dez e meia, horário que eu estava mais preocupada em upar meu Greninja quando meu celular vibra com várias mensagens mandando eu por na novela. O que mais podia ser se não o bairro da Liberdade todo lindo e em HD na novela das oito que começa às nove e termina às dez? Tá, não tinha otakinhos sentados na escadaria do metrô e nem vendedores mal-humorados xingando os brasileiros em japonês, mas ainda sim era o bairro mais querido de São Paulo.

Eu não acompanho direito essa novela por motivos de: NÃO. SOU. OBRIGADA., então não espere que eu vá entender a densidade dramática dos personagens e nem fazer digressões psicológicas das linhas temporais da história. Mas o que importa pra gente é que tá uma mulher chamada Patrícia com o Caio Gostoso Castro no bairro da Liba.

Agradeço ao leitor Israel que me deu a dica e falou que tem o capitulo da novela no site (me poupou de procurar o “amor.a.vida.s01e114.torrent” no Piratebay).

Como eu sei que você não tava vendo, IKIMASU dar aquela recapeada no negócio porque foi bizarro:

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Pelo que entendi, os dois personagens estão em uma loja de enfeites japoneses e a mulher tá provando um kimono-san amarrado com o laço da Minie. Ela tá balançando de um lado para o outro tentando imitar a graça e a leveza de uma Haruhi Suzumiya, mas acertou um daqueles brinquedos que você dá corda e fica andando todo zoadinho. Claramente ela tá ofendendo a cultura mais rica, então os donos da loja ficam putíssimos, né?

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Claro que não, porque japonês da Liberdade é festero-san e dançarino-kun, então o dono começa a dançar a Ragatanga enquanto a véia começa a rogar umas pragas em japonês, invocando um espírito com kimono amarelo que fez uma cameo ali no fundo.  Obvio que isso foi uma homenagem do autor da novela ao Eiichiro Oda e às aparições do Pandaman.

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Nem era importante falar, mas achei legal colocar a foto da fujoshi safada que tava vendo a cena e imaginando uma fanfic yaoi com o Caio Castro e o japa véio dançarino.

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O Caio Castro-sama improvisou um japonês da Aliança e saiu pedindo pra fujoshi safada se ela tinha quimono pra homem. Com aquele olhar de fanzineira, ela viu uma oportunidade de vestir o ator com o cosplay de um personagem de yaoi que ela leu e realizar suas fantasias eróticas.

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Desculpa meu kareshi… mas o Caio Castro é muito gostoso né? Se um homem desses aparece pra mim falando que me deseja eu faço a Panini com o meu namorado e cancelo tudo entre nós pra ficar com o Castro-sama.

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Caso você tenha ligado o seu computador agora e não sabe o que tá rolando, estamos vendo Caio Castro vestido de samurai em uma cena de cinco minutos de Amor à Vida, novela cujo minuto deve variar de meio milhão a infinito. Vamos continuar recapeando.

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Legal que o autor se preocupou em dar um plot pros figurantes. A fujoshi fica tarada quando vê a katana do Caio Castro e toma uma bronca desse japa mais novo, e aí começa uma gritaria desnecessária que me fez achar que tava vendo um live  action de Love Hina.

Mas quem é mesmo o autor dessa novela?

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SABIA QUE TAVA RECONHECENDO ESSE DESRESPEITO À CULTURA JAPA DE ALGUM CANTOO (saco, tô lendo muito o Mineirinhooo)!!!

Walcyr Carrasco, aquele autor que no começo desse blog anunciou que ia fazer uma novela sobre o Japão e foi atacado por otakus porque ele iria estragar a visão da sociedade sobre nosso nicho querido (Mais ou menos o que o G1 fez semana passada). Só que aí o cara só falou que nem sabia o que era otaku, e com a novela no ar ele demitiu todo o elenco japa porque falaram que era zoado.

HAHAHAHAHAHAHA

(Mas você pode ler a análise do primeiro capítulo dessa novela clicando aqui)

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Aí os dois saíram correndo no meio da Liba, usando os cosplays. Momento parecido quando eu e meu kareshi fomos na Fonomag e vimos um mini arrastão de pré-adolescentes usando bandanas do Naruto. Na hora só consegui segurar forte as minhas coisas de valor que poderiam interessar a eles, como minha carteira e o meu bom senso.

Provavelmente esses dois continuaram o city tour pela Liba comendo aquele pastel engordurado na frente da loja de lámen com pratos de plástico na vitrine e depois tiraram uma foto daquela placa que aponta a Liberdade de um lado oposto do Paraíso (para postar no Insta e fazer a filosófica).

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Para incentivar o turismo na região, eles também divulgaram a famosa aula de pilates em uma loja de cosméticos. Eu recomendo.

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Mais um retrato fiel da Liberdade. Outro dia mesmo eu fui na prateleira pegar um condicionador e dei de cara com dois guerreiros disputando na espada para ver quem levaria o melhor produto e quem teria que usar Niely Gold por um mês.

A vida na Liberdade é assim, cada esquina é uma surpresa.

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Os dois foram parar num karaokê e apareceu essa imagem que pra mim é a mais bela desse blog logo depois daquela capa da Caras de Otaku zoando o Marcelo Del Greco. Temos um figurante cantando enquanto um rapaz (com aparência de quem visita a sala yaoi) inveja os movimentos de Jagger da japa com o penteado da Tainá.

Acho que vou botar essa imagem de Wallpaper.

Acabo de receber um email de um leitor surdo perguntando se eles ao menos estavam cantando músicas de anime. Então, caro leitor surdo, eu acho que é… porque era uma música de melodia fácil, popular e com palavras em inglês.

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ACHO que era abertura de Urusei Yatsura.

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Aí o Caio Castro tava jogando bilhar quando recebe a torcida da menina e de duas cosplayers que acham super normal irem vestidas de coisas como Persocom para um bar. E a cena delas torcendo com voz fina é tão emblemática que você nem repara na estudante colegial com cabelo de caneta piloto e um fodendo protagonista de Yu-Gi-Oh 5DS ali no fundo, indicando que a Globo está muito interessada nesse anime e está testando a receptividade através da novela das oito.

Ouvi falar que Yu-Gi-Oh 5DS vai estrear em dezembro num bloco ao lado de Lost Canvas e Toriko. Aguardem notícias no Jbox.

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Mais um momento de pura realidade. Quem não se identifica com a cena: alguém bebendo uma cervejinha no bar e do nada aparece a Asuka do seu lado? Comigo acontece direto, mas também aparece o Shinji, o Kaiji, o Kaworu… e aí todo mundo começa a bater palmas e me falar “parabéns, Mara” por cerca de 30 minutos. E de repente eu acordo na minha cama com a roupa que saí no dia anterior e abraçada ao meu travesseiro de bolinho de arroz (que provavelmente tentei comer durante a noite).

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E assim acabou a cena. Por favor me avisem nos comentários se os otakus vão ficar putos com a falta de fidelidade do bairro, com o autor que colocou ocidentais vestindo quimono ou quando descobrirem que o protagonista do 5DS não é um viral do retorno da TV Globinho.

Analisando Séries: Diário Sailor Moon S01e01

16 set

Muitas vezes os que trabalham com mangá curtem falar que “a publicação desse título é quase uma novela *risos comedidos*”, mas dessa vez tivemos uma editora que decidiu realmente transformar a tal novela em algo público.

Como até a sua avó que teve um derrame tá sabendo, a JBC conseguiu os direitos de publicar no Burajiru o mangá de Sailor Moon, um dos títulos mais pedidos pela parcela do público que tem problemas de superar a infância. Como o mangá vai demorar a eternidade para sair, a editora decidiu transformar a edição do mangá em um grande reality show para os otakus, mostrando os bastidores do processo editorial.

Quando surgirá a primeira panelinha? Quem vai beijar o coqueiro na primeira festa? Já pode indicar Leonardo Kitsune para o primeiro paredão? IKIMASU acompanhar o Diário Sailor Moon!!!

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E agente sabe que o Reality show já começa com tudo quando o host (favor não confundir com os “hosts” de Ouran) veste uma gravata de sorveteiro. E por que essa vestimenta? Porque ele decidiu mandar um “CHUPAAA” para a Panini, afinal a JBC pegou Sailor Moon.

Todos nós sabemos que a Naoko Takeuchi é a versão japonesa e sem talento da Dolores Umbridge de Harry Potter, então ela vai implicar com as edições de seu grande (sic) mangá de todos os países. Ao invés de sofrer com o estresse, Cássius Medauar tratou de transformar tudo em reality show pelo bem de seu organismo.

Ou seja: esse Diário Sailor Moon nada mais é que uma exaltação de toda a filhadaputice da Naoko!!!

Cássius também contou que o processo tá bem no começo, e que anunciaram ao público logo quando tiveram a aprovação. Através do MdOMgram, consegui captar uma presença oculta no cenário:

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CORRE DAÍ, MEDAUAR! O fantasma da editora que anuncia as coisas cedo demais tá te rondando!

E vamos continuar com esse reality show.

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Cássius, aparecendo em um comprometedor e conveniente print screen zoado convida um assistente editorial para continuar contando a história dele de onde havia parado, porque deve ter ido ali no canto beber um Mupy de uva para recuperar a garganta. Quando apresentou o tal Marcelo, o editor do dragão (pfff) saiu enumerando as qualidade dele para a câmera… ou seja, pode esperar que vai ter um voto duas-caras no paredão.

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Cássius então foi mostrar os bastidores da JBC. Do lado da cara zoadamente printada do editor está um elaborado aparelho de segurança da editora. Você sempre se perguntou como nunca fizeram um piquete na frente da JBC por causa do papel transparente de Kobato e da tradução de Fairy Tail, né? É por causa desse dispositivo.

Apertando uma senha e colocando seu polegar no visor (não vale para dedos amputados), um canhão é acionado no topo do prédio e arremessa algumas edições número 1 de Chobits, dispersando as pessoas dos piquetes.

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Acostumado aos holofortes do Video Quest, o jovem Leonardo Kitsune foi tratado como um simples adorno de cenário no reality show comandando por esse grande Boninho das publicações japonesas Cássius Medauar.

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A seguir, Cássius ordena que um assistente editorial pegue uma caixa cheia de volumes de Sailor Moon só para  poder falar: NÓS JÁ PODEMOS LER E VOCÊS NÃO. Acho que isso vale um Piquet… opa, um volume raro de X-1999 caiu aqui no meu pé…. o que eu tava falando mesmo?

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E o drama desse primeiro episódio foi o plot da Naoko ter ordenado que o cabelo da mãe da Sailor Moon seja de uma cor diferente da do arquivo que ELES MESMOS MANDARAM. É tipo quando a madrasta da Branca de Neve joga o vaso no chão para a pobre menina limpar, sabem?

E Medaurar (eu percebi que digitei o nome dele errado quando revisei o post, mas achei tão bom que vou mantê-lo) deu a deixa para o drama do próximo capítulo: será que os nomes serão mantidos no original ou usarão os convenientes Serena, Lita etc? Eu, usando esse espaço de formadora de opinião, particularmente acho que deveriam usar os nomes… WATASHI NO KAMI-SAMA, O VOLUME Nº1 DE SAKURA! ERA O QUE FALTAVA PRA MINHA COLEÇÃO!!!!

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