Archive | Análises RSS feed for this section

Análise especial do começo do anime Pokémon Sun & Moon

17 nov alola-ash-capa

Hoje é um dia muito especial para a nação gaemaníaca porque logo mais é o lançamento de Pokémon Sun & Moon para o Nintendo 3DS. Mas como aqui não é blog de gaem pra eu ficar falando que tem gráficos estonteantes, história revolucionária e depois de um ano perceber que o jogo tem falhas, estou aqui para falar do anime que estreou hoje e que apenas é uma propaganda desse jogo. E quer saber o que rolou no episódio duplo dessa nova temporada? Preparei aquele resumão para você não gastar sua franquia de dados, então IKUZE ver o que rolou.

Continuar lendo

Análise – Quem se salva no Henshin Mangá #02?

27 set henshin-manga2-capa

Preocupada com a falta de investimento em quadrinho nacional após o naufrágio da Ação Magazine, a JBC tem promovido anualmente o BMA, um concurso para escolher uma história em estilo mangá. Segundo os meus leitores, estou sendo paga pela JBC para falar bem dela e mal da Panini, então nada mais óbvio que eu aproveitar o lançamento dessa antologia para falar muito bem dos maravilhosos mangás nacionais publicados na antologia deste ano, certo? Então IKIMASU ver o que tem de bom e o que não serve nem pra forrar a gaiola do periquito!

Para começar, eu não lembro de ver uma coletânea que representasse tão bem o mercado nacional. Isso porque o mangá traz uma reimaginação do Brasil e toda a sua cultura? Claro que não, e sim porque temos um apanhado de histórias que o traço é aceitável, mas que a maioria da história não consegue nem ao menos te fazer virar a página. Ano passado também tinham umas histórias ruins de doer, mas a qualidade de “Quack”, “Crishno, o Escolhido” e “Starmind” salvavam todo o negócio. Mas vamos dar nomes aos bois, né não?

henshin-maria

A primeira história se chama “Maria” (de Fabiano Ferreira) e conta a história de uma guerreira furry que enfrenta diabólicas releituras folclóricas brasileiras em umas lutas que são meio paradinhas. O que deu pra reparar é que o autor pensou em uma ideia interessante, mas ficou travado na duração curta do capítulo e entregou algo parecido com um coito interrompido. Talvez faça muito sucesso nos encontros furry que andam rolando no litoral.

henshin-jay-comet

Segundo temos “As Loucas Aventuras de Jay Comet” (de João Eddie), sobre uma garota chamada Jay Comet (ah vá!) que é uma patrulheira espacial que faz mais referências que os filmes da Marvel juntos e que tenta desesperadamente arrancar uma risada do leitor enquanto resolve tretas com povos de outro planeta. Eu não vi uma linha de roteiro, apenas um checklist de referências e memes que deixou a leitura tão engraçada quanto olhar o meu saldo bancário no final do mês. Se é pra ler algo que tenta me divertir fazendo mil referências, eu prefiro pegar um volume de Turma da Mônica Jovem escrita pelo Cassaro pois pelo menos é mais barato. Espero um mangá sem referências do autor pra poder julgar melhor a habilidade dele, porque essa tentativa aqui não se salvou nem com o traço legalzinho.

henshin-traumen

Tá difícil seguir? Tá sim! O mangá da imagem acima é “Träumen” (de ORO8ORO) e a proposta é tão fácil de entender quanto o pseudônimo do autor. Sério, eu nem estava muito cansada e tive que ler duas vezes para ao menos tentar fazer um resuminho. Entendi que é um cara que derrotou um monstro e agora foge eternamente do pessoal, mas eu JURO que não entendi o final até agora. Posso ter falado meio mal, mas às vezes pode ser o novo Evangelion e eu não tô sabendo.

henshin-meteoros

Quando eu já estava achando que o sindicato dos autores de quadrinhos nacionais havia feito um pacto para que ninguém enviasse obras para a JBC, apareceu “Chuva de Meteoros” (de Rafael Brindo) e pude ver que ainda havia esperança. É uma história simples de um grande incidente que poderia ter acontecido se não fosse aquela criança intrometida e aquele cachorro, mas o autor soube fazer uma historinha bem divertida.

henshin-escarra-brasa

E, para fechar a edição, a verdadeira boa história do rolê é essa da imagem acima. “Escarra Brasa” (da dupla Rafa Santos e Wagner Araújo) é uma história realmente muito boa em nível profissional mesmo, mesmo com o traço que é mais inconstante que a periodicidade da NewPOP. É como se fosse um Samurai X do cangaço, só que com um pouco de bruxaria e um protagonista que não tá muito contente com a mudança de personalidade que ele teve. Se tem alguma história que merece virar série, essa é “Escarra Brasa”.

E como nem só de histórias medianas se faz uma antologia nacional, a JBC manteve a tradição do primeiro volume e apresentou o primeiro reality show de mangás do país. Eu explico: depois das histórias, os jurados falam sua opinião e podemos imaginar todo mundo numa bancada falando como se estivessem na bancada do The X Factor. Esse ano tivemos um corpo de jurados muito variado composto por cinco homens, e em geral rolou apenas as avaliações rasas de sempre. Histórias ruins eram elogiadas, toda história de humor era descrita como “se inspirou em Toriyama” (esse povo precisa de uma bagagem de quadrinhos maior, heim) e tivemos uma pequena amostra de que o mercado nacional não vai pra frente porque ninguém tem coragem de criticar as coisas. Quer dizer… QUASE NINGUÉM. Arnaldo Oka assumiu a posição de jurado amargo e falou todas as verdades possíveis aos autores dos mangás. Eis minha crítica favorita feita por ele sobre o “As Loucas Aventuras de Jay Comet”:

henshin-arnaldo-oka

Inclusive eu até peguei muito leve com as histórias, se comparar com as críticas certeiras do Oka-sama!!!

“Impressões finais”

A JBC embarcou na onda da Panini e ofereceu um mangá que a tinta “carimba” a página ao lado, dando um efeito próximo ao das odiadas transparências. Parabéns pela impressão final!

qualidade-henshin-manga2

Analisando Especial: 3ª parte de Digimon Tri é o Ctrl+Alt+Del da desgraça

25 set digimontri33-capa

Preparados para um grande resumo crítico do que rolou na terceira parte de Digimon tri? Então IKIMASU que dessa vez ficou grande!

#Tri 09

Depois do último episódio em que Meucumon revelou estar infectado, matou o pobre Leomon e fugiu para o Digimundo em um plano maléfico feito por nada menos que Ken, o Imperador Digimon da segunda temporada que não era lembrado nem por TK e Kari que protagonizaram aquela sandice ao lado dele, coisas estranhas começaram a acontecer no mundo. E para explicar isso para os espectadores, vemos a organização secreta falando bem de longe:

digimontri3-01

Na busca de pistas sobre o aparecimento do Imperador Digimon, Kari e TK decidiram usar a rede mundial de computadores para procurar o carinha, certo? Errado! Usaram um método de investigação analógica e foram ver se ele tava na casa dele.

digimontri3-02

Preocupados com a infecção e com o custo de animar os Digimons em vários episódios, os digiescolhidos decidiram trancafiá-los numa televisão de plasma enquanto conversam (de costas para economizar animação) sobre os próximos passos:

digimontri3-03

Cansado de ser deixado de lado por só saber tocar instrumentos musicais, Matt vai atrás da organização secreta saber que porra tá acontecendo. Depois que ele vai embora, ficamos sabendo que a organização secreta é tão secreta que não revelaram os planos verdadeiros pra ele:

digimontri3-04

Por sorte temos um personagem que é muito inteligente e conseguiu descobrir logo o que tá rolando, em vez de ficar 3 dias acordado na frente do computador sem achar nada, né?

digimontri3-05

#Tri 10

Joe, que passou a segunda parte de Digimon Tri ausente por causa do vestibular e milagrosamente agora nem se lembra mais das provas, foi com TK visitar Izzy para descobrir se ele tinha achado o que tava rolando. A resposta?

digimontri3-06

Os Digimons saem da televisão e TK percebe que Patamon está infectado. Em vez de avisar seus amigos que seus digimons estão em perigo e que precisam rapidamente achar uma cura, o que rolou foi isso:

digimontri3-07

E é isso que acontece. Todo o dinheiro que a Toei poderia ter gastado com lutas animais e conflitos psicológicos foi usado para uma música triste e um diálogo entre TK e Patamon que arrancou lágrimas até de uma blogueira gorda que tá odiando esse anime:

digimontri3-08

E como o foco desse episódio é o DRAMA SEM LIMITES, TK conversa com vários personagens e só menciona a infecção para a Mei (que, como é personagem nova, nem conta no quesito desabafo). No fim, Kari recebeu uma ligação muito sinistra:

digimontri3-09

#Tri 11

Patamon sabe que está infectado, certo? Então é só ele chegar pra um humano e falar isso, assim todo mundo pode correr e descobrir como resolver o problema, certo? ERRADO. Patamon conta sobre seu problema para todos os digimons e todo mundo decide fazer a coisa mais jumenta do mundo:

digimontri3-10

E lembra que a Kari ficou possuída?

digimontri3-11

Dessa forma, todos os digimons decidiram passar um episódio de despedida com seus parceiros:

digimontri3-12

digimontri3-13

digimontri3-14

digimontri3-15

digimontri3-16

Opa, me enganei, essa última imagem não era para ser de drama, aconteceu um diálogo muito importante:

digimontri3-17

Força, Izzy, falta pouco para você descobrir o grande mistério que você está há 3 episódios procurando!

#Tri 12

Como é clichê em Digimon Tri, os episódios múltiplos de quatro são os que têm as cenas de ação que todo mundo gostaria de ver em todos os episódios. Infelizmente, metade do capítulo é ocupado pelas digievoluções e por cenas randômicas do Meucumon destruindo o Japão. E descobrimos que o grande objetivo do episódio é fazer com que Meucumon fique dentro do digimundo pra não dar merda por aqui.

digimontri3-18

Enquanto Angemon se infecta de vez, fica possuído e começa a lutar contra seus amigos, Izzy faz A GRANDE E ESPERADA DESCOBERTA:

digimontri3-19

Mano, sério que você passou QUASE QUATRO EPISÓDIOS PARA CONSTATAR ALGO TÃO IMBECIL ASSIM????? Bem, de posse dessas informações, Izzy chega até o campo de batalha com uma solução que ele tirou obviamente do cu:

digimontri3-20

O reboot foi ativado e os digimons decidiram não entrar no campo de backup. Assim, a fresta sumiu, eles desapareceram e a solução que o Izzy levou quatro episódios para bolar NÃO SERVIU DE ABSOLUTAMENTE NADA!

#Tri 13

Passado algum tempo depois do incidente, os digiescolhidos estão sofrendo com o sumiço dos digimons. Me perguntei por que tanto sofrimento, sendo que no começo de Digimon Tri eles estavam na mesma situação e todo mundo tava tocando sua vida, mas lembrei que não posso questionar o drama dessas cenas de música triste e olhar perdido:

digimontri3-21

Aí todo mundo teve a mesma ideia de bosta: “e se a gente for pro Digimundo encontrar nossos digimons que perderam a memória da gente?”. Ideia aceita pela Toei por motivos de: MAIS DRAMA.

digimontri3-22

O que será que nos espera na continuação desse anime? Será que consiguirei assistir tudo sem dormir que nem dessa vez? Saberemos disso não sei quando! E não deixem de reler as análises das partes um e dois aqui.

Analisando “Não Mexa Com Minha Filha”, o hentaizão da Astral Comics

29 ago nao-mexa-capa

Quando abre um site da nossa Imprensa Especializada (pff) você encontra desde notinha traduzida do Anime News Network até review de mangás dos três reis magos da editoração que são Panini, JBC e NewPOP. Poucos se aventuram em coisas diferentes, à exploração arqueológica de outros conteúdos, a se expor a situações inusitadas. Por sorte existe o Mais de Oito Mil para falar desde da nova novela da Globo que é sobre japoneses até passar pela experiência de comprar o novo hentai da editora Astral Comics na banca, sendo julgadíssima pela moça do caixa.

Pois é, caros leitores, a editora Alto Comics tem uma linha de mangás safados nas bancas e recentemente lançou o primeiro volume de “Não Mexa Com a Minha Filha”, e agora você verá se o negócio presta. IKIMASU ver essa matéria que não é (18+) e por isso não vai ferir as normas de conduta do WordPress?

nao-mexa-com-a-minha-filha

Se “Não Mexa Com Minha Filha” fosse publicado pela Panini ou JBC, com certeza teria o nome original (Uchi no Musume ni Te o Dasu Na) pra punhetar a exaltação da cultura mais rica, mas não é o caso. A editora Astral Comics fez uma edição bem nas coxas, com preço de título de luxo da concorrência mas qualidade bem parecida com aqueles mangás da Disney que a Abril lança. Curiosamente, não tem transparência e muito menos tinta soltando no dedo.

Agora que conquistei os sommelieres de papel, aqueles que postam em grupos de mangá que compram um título apenas porque a qualidade de impressão é ~fodástica~, já posso falar sobre a história desse mangá que não é muito recomendado de se ler num ônibus ou metrô (tive que parar a leitura algumas vezes porque crianças estavam olhando).

“Não Mexa com Minha Filha” conta a história de Atena, uma dona de casa que mantém em segredo uma história de seu passado, ela era a heroína “Oitava Maravilha” e que defendeu o mundo de um vilão poderosíssimo chamado Blowjob. Sim, MELHOR NOME DE VILÃO. Acontece que uma nova Oitava Maravilha surgiu no mundo para enfrentar o vilão que retornou, e daí Atena descobre que a nova Oitava Maravilha é sua filha Clara. Com medo que sua filha sofra na mão de bandidos que utilizam tentáculos (esse é um hentai japonês, claro que tem tentáculos), Atena tenta secretamente ajudar a filha e a organização secreta N.U.D.E.

filha-astral-01

Obviamente eu peguei esse mangá para fazer uma matéria esculhambando ele, afinal não tem como julgar decentemente esse tipo de mangá com história absurda e um traço tão instável quanto Luluzinha Teen. Para a infelicidade da linha editorial do Mais de Oito Mil, eu achei o mangá bem legal. Tirando os exageros pornográficos, os ângulos assustadores e os nudes desnecessários (mas comuns ao gênero), a história é muito divertida e faz uma grande homenagem aos quadrinhos americanos e seus clichês, talvez de uma forma tão competente quanto Boku no Hero Academia.

“Mas Mara, sua blogueira hipócrita, outro dia você tava reclamando da objetificação feminina em Nanatsu e agora tá falando bem de um hentai???”

Acredite ou não, esse mangá hentai consegue ser muito menos ofensivo que o Nanatsu no Taizai, e o principal motivo é que aqui não temos o autor tentando transformar o assédio sexual em algo normal ou alívio cômico. Em “Não Mexa Com Minha Filha”, os personagens que tentam abusar sexualmente de alguma personagem são os vilões, ou seja, a própria história já mostra isso como o lado errado. Não é como em Nanatsu que o protagonista faz as coisas. Ok, quadrinho hentai costuma objetificar as mulheres e toda a indústria pornográfica está baseada nisso, mas este mangá tem uns avanços legais que precisam ser comentados.

filha-astral-02

Para começar, qual foi o último mangá (de qualquer gênero) que você leu cuja protagonista era uma dona de casa mãe solteira de uma adolescente? Quantos mangás você leu com uma senhora que tem seu próprio negócio e que luta contra o crime? E vale lembrar que esse mangá não tem cenas de sexo, apenas situações eróticas. Em uma das cenas mais visuais desse volume, a Atena depois de um dia puxado de trabalho decide apenas pegar um consolo e se masturbar. Os ângulos obviamente mostram a coisa com excesso de sexualidade, mas se masturbar não é uma coisa super normal e saudável? Não é meio legal encontrar uma protagonista que mostra que mulheres podem sim obter prazer sozinhas?

Não sei se recomendo “Não Mexa Com Minha Filha”. Alguns podem achar a história clichê, o preço caro (16,90), o traço inconstante e apenas mais um quadrinho que expõe as personagens a situações constrangedoras para o fascínio do público masculino heterossexual. No entanto, vi um certo valor no papel na narrativa descompromissada, divertida e principalmente na protagonista que, mesmo sexualizada para o leitor alvo, consegue se empoderar na própria história.

Resumão da apresentação japonesa no Encerramento da Olimpíada do Rio

22 ago capa-encerramento

Enquanto os burajirujins se despediam da Olimpíada e o pessoal no Twitter ficava requentando meme velho pra aparecer nos posts do Buzzfeed, a Grande Nação Japonesa ganhou o direito de ocupar oito minutos da festa verde amarelo para mostrarem como a próxima olimpíada, que será em Tokyo, será o maior evento mundial desde a Sabrina Sato apresentando o concurso cosplay no Animecon de 2005. IKIMASU ver em detalhes como foi essa apresentação?

Para começar, o prefeito Eduardo Paes entregou a bandeira olímpica para a governadora de Tokyo, Yuriko Koike. Como essa transmissão mundial é praticamente uma exaltação aos clichês de cada país, obviamente colocaram essa senhora vestido um tradicional quimono japonês:

encerramento-japao-01

Logo depois, pediram silêncio porque tocariam o HINO DA GRANDE NAÇÃO JAPONESA:

encerramento-japao-02

Todo mundo estava achando que o Japão iria fazer uma apresentação tipo a do Brasil, exaltando sua história e colocando lá uns samurais, uns ninjas e uns bolinhos de onigiri. Só que eles ligaram o foda-se pra isso e começaram a mostrar como o Nihon é hoje, com uma música super dançante. Destaque para esse frame com um crossover live-action de Yowamushi Pedal, FREE e da nova modalidade da próxima olimpíada: a Corrida Naruto.

encerramento-japao-03

“Affe, Mara, sua blogueira tosca, vai ficar fazendo piadinha enfiando animes na festa de encerrament…”

encerramento-japao-06

encerramento-japao-05

SIM, A GRANDE NAÇÃO JAPONESA SE ADIANTOU AO BLOG MAIS DE OITO MIL E EXALTOU SEU SENPAI ESPORTIVO OLIVER TSUBASA E O SENPAI DA NAÇÃO DORAEMON!!!

Logo depois surgiu Abe, o primeiro ministro japonês, preocupado que não conseguiria chegar no Rio de Janeiro a tempo (provavelmente ele tem o mesmo gerenciamento de tempo que alguns Rangers convidados a eventos no Burajiru). Ele então percebe que no carro oficial havia um boné de um cosplay de Mario, e ele pensou “por que não vestir?”

encerramento-japao-07

Com a ajuda de Doraemon, o primeiro ministro Mario Bros instalou um cano de mobilidade a jato no meio de um tumultuado bairro japonês, e com isso conseguiu fazer uma ponte instantânea com o Burajiru:

encerramento-japao-08

encerramento-japao-09

Fiquei muito impressionada quando surgiu no meio do Maracanã um cano trazendo o representante máximo da democracia japonesa usando um cosplay de Mario. Enquanto isso, nosso querido presidente nem dá as caras no evento por medo de vaias…

encerramento-japao-10

Usando os poderes de Hatsune Miku, o primeiro ministro japonês invocou hologramas representando todas as modalidades da olimpíada:

encerramento-japao-11

Os representantes do jogo Ouendan também apareceram para animar a torcida enquanto eram cercados por representações dos gráficos realistas do Sega Saturn:

encerramento-japao-13

E assim terminou a festa japonesa, mostrando em oito minutos uma apresentação bem mais empolgante que o arrastado show brasileiro. Nos vemos em 2020, Nihon, de preferência com vocês pagando minha estadia na Grande Nação Japonesa para uma cobertura desse evento!

encerramento-japao-14

Mais de Oito Mil visita o velório da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel

22 jul hansel-capa

A vida é efêmera. Nascemos e morremos muito facilmente, a ponto de nos perguntarmos quanto vale a vida. E é nos momentos de morte que refletimos sobre tudo o que passamos e ganhamos forças para continuar vivendo sem aquela pessoa que esteve sempre presente em nosso lado. E no último domingo foi o dia em que euzinha fui até o Anime Friends para me despedir dela, da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel.

Para quem não sabe, em 2009 a NewPOP havia prometido lançar este mangá nacional escrito por Douglas MCT e desenhado por Ulisses Perez, com lançamento previsto para o Fest Comix daquele ano. Infelizmente, o projeto foi protelado e aí começou a Saga do Adiamento Eterno. Durante muito tempo usamos Hansel & Gretel como o Duke Nukem Forever dos mangás nacionais… com a diferença que nesse tempo até o Duke Nukem foi lançado e nada da adaptação steampunk de João e Maria. Pois bem, trocaram o desenhista, mudaram o projeto e, agora com apenas dois volumes, Hansel & Gretel teve seu lançamento oficial no Anime Friends. E fui lá conferir o enterro de uma piada recorrente.

Vesti um pretinho básico, peguei um buquê de cravos de defunto e fui lá dar minhas condolências para Douglas MCT e a desenhista Rafi de Sousa pela morte da piada, e qual não foi minha surpresa ao ver que ATÉ ELES ESTAVAM COM ROUPA DE LUTO!!! O lançamento estava previsto para as duas da tarde, mas Douglas deu uma pequena atrasadinha (entendemos, deve ser a emoção da perda de uma piada tão querida entre os otakus) e logo se sentou ao lado de Rafi para autografar volumes.

hansel-autografo

Douglas MCT me contou um pouco sobre o projeto e como estava animado com o lançamento do mangá nacional. Falou sobre as mudanças na história e deu uma deixa para que uma expansão da trama em novas “temporadas”. Se for algo adiado eternamente e que possa ser usado como piada recorrente, o Mais de Oito Mil apoiará o projeto passionalmente. Já Rafi era bem mais tímida, mas foi bem simpática e parecia muito feliz com o lançamento de seu primeiro quadrinho.

Mas sabemos que você leitor do Mais de Oito Mil não veio aqui para ver uma cobertura a lá Amaury Jr, até porque Junior Fonseca não liberou o prosecco com Mupy para a Imprensa Especializada (pff). Vocês querem é o review, querem que eu leia o mangá e o destrinche como fiz na cobertura inesquecível da Ação Magazine. O que há por dentro desse mangá nacional de capa simples-até-demais?

hansel-corrigido

Bem, se você queria ver humilhação gratuita, erros primários ou até mesmo um personagem que é uma releitura do Doutor Renato Aragão… sinto dizer que está no post errado. Mesmo com todo o hype gerado por sete anos no forno e com o mercado de quadrinhos brasileiros sofrendo com um amadorismo desde sempre, Hansel & Gretel é um título bem bom. E não apenas bom comparado com os quadrinhos brasileiros, ele é bom no geral mesmo.

A história é aquela coisa: Hansel & Gretel são releituras steampunk de João e Maria que estão em busca de seu pai e se metem numa treta que envolve vários personagens de contos de fadas que não-necessariamente são alemães. Mas em vez de oferecer apenas personagens fanservice e uma jaqueta que não é nunca lavada como em Once Upon a Time, Hansel & Gretel bota todo mundo num autêntico mangá shonen inspirado em séries como Fullmetal Alchemist e com uns zumbis porque né… isso vende.

Claro, o mangá não está livre de defeitos, até porque nenhum dos envolvidos com o Hansel & Gretel me assinou um cheque de publieditorial pra eu falar só bem. As referências que ajudaram na origem dos personagens estão um pouco óbvias demais (Hansel é muito inspirado no Edward Elric e a ideia do humor do Yu claramente é muito o Genma Saotome de Ranma 1/2, e o autor até assume isso nas cenas pós-créditos), mas por sorte alguns personagens conseguem ser bem mais criativos, como o caso da Gretel.

hansel-yu

Eu fiquei um pouco perdidinha lá pelo meião da história quando apresentaram trocentos personagens de uma vez, mas aí o problema pode ser minha falta de memória ocasionada pela falta de dinheiro para comprar o Ômega 3 do Moacyr Franco. E a rotatividade de personagens me pareceu um pouco gratuita (não vou dar spoilers dizendo que um personagem importante morre no meio e… opa).

A edição da NewPOP tá o que se espera da editora: papel offset de gramatura boa, encadernação costurada e muitos extras pra encher bem a linguiça. Só faltou mesmo um guia para mostrar quais personagens foram baseados em quais histórias dos contos de fadas, porque se a pessoa não tem conhecimento enciclopédico (ou se é o Capitão América) ficou sem entender metade das referências.

Finalizando, Hansel & Gretel é um mangá com boa narrativa, boas cenas de ação, um traço muito bom mesmo e um preço mais convidativo que muita tranqueira japonesa que está na banca de jornal. Sem contar que ele pode até ser o fim de uma piada recorrente sobre o lançamento, mas não é o final completo da saga por causa de uma única pergunta: “Quando sai o volume 2, heim NewPOP?”

JUNIOR-LEFT

Analisando o novo mangá de Card Captor Sakura

2 jun sakura-retorno-capa

Enquanto as autoridades estão mais preocupadas com o surto de Zika que pode rolar durante a Olimpíada do Rio, estou mais preocupada com uma doença contagiosa que vem assolando a Grande Nação Japonesa há alguns anos. Picadas pelo Requenta Aegypt, as produtoras japonesas pegaram um Nostalgismo fodido e agora estão ressuscitando antigos sucessos dos anos anteriores porque… né… sentem falta de quando os animes não eram de nicho e conseguiam ser facilmente exportados.

Depois de uma Sailor Moon com problemas estéticos, um Dragon Ball forçadíssimo e novas sagas ocasionais dos Cavs, a franquia que usou a carta Monstro que Renasce foi Sakura Card Captor (ou Card Captor Sakura para os moradores da Grande Nação Japonesa e para os otacos frescos). A série da caçadora de cartas está de volta ao país da cultura mais rica, e óbvio que vou fazer uma análise especial da história desse retorno.

IKIMASU conferir essa cobertura (de leitura oriental, como nos mangás) feita com base na edição que minha prima Pira Taria enviou lá do outro lado do mundo!

O mangá começa com uma cena de página inteira dizendo que o final da história da Sakura não era o fim do começo, e sim o começo do fim. Passei essa página no meu tradutor de intenções autorais e o que deu foi isso:

sakura-retorno-01

Depois de acordar, ganhar grandes quadros mostrando seu novo visual mais velho e de anunciar ao público que agora é uma aluna do primeiro ginasial, Sakura foi até a cozinha e encontrou seu primeiro obstáculo: uma cena totalmente familiar para o público amar com nostalgia.

sakura-retorno-02

Em meio a um tradicional passeio com cerejeiras caindo (lembre-se, nesse mangá é sempre primavera), Sakura reencontra seu crush que a abandonou após o término do mangá e de um filme terrivelmente mal dublado:

sakura-retorno-03

Claro que a paz não iria durar muito, porque logo eles encontrariam uma criatura ameaçadora que não tem luz própria e apenas caminha pelas sombras buscando seguir os passos de pessoas com vida interessant…

sakura-retorno-04

Ah não, era só a Tomoyo mesmo.

Aliás, vale notar que Shoran (sim, eu o chamo assim, algum problema?) carrega consigo um brinquedo extremamente fofo…

sakura-retorno-05

…e que aparentemente está possuído pelo espírito assassino presente dentro da faca do boneco do Fofão. Reparem na cara desse demônio!

sakura-retorno-06

Outro MUST HAVE dos mangás requentados é aquela cena em que a protagonista conta como quem não quer nada para um amigo distante (no caso o Eriol) sobre o que aconteceu com os personagens que não terão tempo de aparecer nesse mangá:

sakura-retorno-07

Como vê, tudo está perfeito na vida da pequena Sakura: ela está radiante, tem flores de mangá shoujo ao seu redor e está acompanhada desse maravilhoso ursinh…

sakura-retorno-08

Eis que Sakura pega no sono, e adivinha quem aparece em seus sonho!!!

sakura-retorno-06

NÃO FOI O URSO MALIGNO, FOI OUTRA COISA!!!

sakura-retorno-09

Bem, teremos muito tempo para pensar quem é o misterioso personagem, até porque acabamos de perceber que nunca mais iremos dormir por causa dos pesadelos causados pelo urso demoníaco do amor de Shoran.

sakura-retorno-06

Analisando Especial: A segunda parte de Digimon Tri tá puxadíssima

14 mar parte-dois-tri-capa

Nossa, nem parece que já se passaram vários meses desde que o público otaco foi ao delírio com um OVA capitalista feito pela nossa amada Toei Animation para comemorar o aniversário de Digimon e a falta de dinheiro em caixa para contratar animadores pra Dragon Ball Super e Sailor Moon Crystal. IKIMASU então ver o que rolou nos novos 4 episódios desse anime que não faz muito sentido existir? Claro que sim!

#Tri 05

Após uma pequena introdução com texto pseudo-filosófico, somos apresentados a uma figura maligna em tons escuros que obviamente é o vilão dessa série. E se você se perguntava “quem poderia estar por trás das malvadezas desse negócio?”, bem… a resposta pode não te empolgar muito…

parte-dois-tri-01

SIIIIM, a Toei ressuscitou o Imperador Digimon, vilão da flopadíssima segunda temporada do anime. Tão flopada que os personagens dela morreram nos primeiros frames de Digimon Tri e os outros personagens se importaram em belos ZERO POR CENTO.

Bem, durante o desenvolvimento da história de Digimon Tri, alguém na Toei falou “gente, isso aqui é uma série curta com personagens jovens, precisamos seguir os clichês dos animes do gênero”. Todo mundo concordou e decidiram fazer…

parte-dois-tri-02

Como todo bom filler em termas, o episódio só serviu para colocar os personagens em yukatas, participando de festivais sem nenhum figurante e para rolarem umas conversas nos ofurôs. Na verdade, o mais surpreendente foi ver que rolou aquele clichêzão das pessoas invadindo o banheiro do sexo oposto e rolando uns corpos à mostra. E o que isso tem de surpreendente? É porque os corpos exibidos FORAM OS DOS HOMENS!!!

parte-dois-tri-03

Realmente deve ser uma situação desconfortável ser exibido assim num anime. Continuando, o episódio também mostrou os adultos não querendo colocar as crianças nas lutas contra Digimons infectados, por isso eles deram para o exército uma arma que retarda monstros digitais. Até imagino a composição desse negócio…

parte-dois-tri-04

#Tri 06

No sexto episódio, Digimon Tri continua seguindo a cartilha dos animes escolares usando temas requentados:

parte-dois-tri-05

SIIIM, o clássico Festival Escolar é o novo arco de Digimon Tri. Mimi e a nova personagem Mei decidiram fazer uma espécie de Maid Café, mas com cheerleaders. E, enquanto isso, o Digimon do final do episódio passado reaparece destruindo tudo. Mimi e Mei estavam perto e têm umas ideias bem bosta:

parte-dois-tri-06

parte-dois-tri-07

parte-dois-tri-08

MIMI DERRUBANDO A MÍDIA GOLPISTA COM GOLPES DE ESPINHOS EM VEZ DE ABAIXO ASSINADO NO AVAAZ!!!!

Já do lado de fora do cerco policial, os digiescolhidos se perguntam quem é que estaria por trás de tudo isso, sem notar uma pessoa que de cabelos azuis, óculos e uma capa andando ao lado:

parte-dois-tri-09

Por ter aparecido na televisão ao lado do digimon, Mimi começou a sofrer bullying pelo núcleo Meninas Malvadas da escola, e entra num sofrimento inexplicável porque né… o anime é com pessoas maiores e a Toei sente necessidade de colocar profundidade.

parte-dois-tri-10

E, enquanto isso, os digiescolhidos ganharam um reforço de peso e de poucos frames de animação:

parte-dois-tri-11

#Tri 07

E continuando com o desenvolvimento à lá Maria do Bairro em que todos os personagens precisam sofrer muito, Joe chegou ao episódio 7 sem participar de nada, apenas porque precisa decorar fórmulas químicas e ler Machado de Assis:

parte-dois-tri-12

Incomodado por ser deixado de lado, Gomamon foge de casa e… isso mesmo… começa a sofrer:

parte-dois-tri-13

E enquanto isso, a tal da Mei já está bem integrada ao padrão atual dos animes da Grande Nação Japonesa:

parte-dois-tri-14

Percebendo que os digiescolhidos estavam perdendo espaço para dos dramas de Joe e seus conflitos vestibulísticos, Matt e Tai decidem tretar pra descobrir por que a digievolução do Omegamon se desfez no episódio 4. Imagina só quando eles descobrirem que nem a Toei faz ideia do motivo…

parte-dois-tri-15

#Tri 08

O festival continua e os digimons participaram de um concurso para melhor alvo para fanáticos por furry, e quem levou o prêmio foi o digimon da Mei, o Meucumon. Vale comentar que ele ganhou porque os jurados acharam que os digimons participantes eram crianças de cosplay, algo que parece ser tão coerente quanto o não-envelhecimento do Ash em Pokémon:

parte-dois-tri-16

Após esses momentos enrolativos, a Toei precisava arranjar uma desculpa rápida para o vilão atacar pois já estamos na metade do último capítulo dessa parte, então os personagens adultos misteriosamente perdem toda e qualquer inteligência e começam a agir feito imbecis apenas porque é conveniente para o roteiro:

parte-dois-tri-17

parte-dois-tri-18

Pronto, as forças do mal estão atacando e todos os digiescolhidos voltam a ter função na trama!

parte-dois-tri-19

Infelizmente, o estúdio da Toei não comportou todo o elenco na distorção, então só uns digimons vão atrás. Pelo menos tivemos a revelação de quem é o vilão para os personagens:

parte-dois-tri-20

parte-dois-tri-21

Maravilhoso que citam o nome do Ken e tanto TK quanto a Kari, QUE ERAM PROTAGONISTAS DO DIGIMON 02 JUNTO DELE, estão com uma puta cara de “quem é esse cara?”. Melhor ainda é ver que rolam umas digievoluções inéditas pra pagar pau das megaevoluções de Pokémon e os personagens estão tão perdidos quanto nós nessa sandice da Toei:

parte-dois-tri-22

Aí descobrimos que Meucumon é quem estava infectando os digimons, e ficamos sabendo disso porque ele digivolve pra um gato macabro e MATA o Leomon em uma cena no finalzinho do episódio apenas para os otários sentirem vontade de ver o fim dessa merda em setembro.

parte-dois-tri-23

Puxadíssimo, heim Toei??

Cobertura da cobertura do Expo Geek pelo programa da Fátima

1 fev fatima-expo-geek-capa

E aí, minna, como vocês tão? Pularam muito nesse fim de semana de pré-carnaval? Não se esqueçam que atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu duas vezes e não pode mais ser ressuscitado pelas esferas do dragão! Mas para quem é avesso a multidões, pessoas mal vestidas e gritaria desproporcional dos blocos de carnaval, a cidade do Rio de Janeiro teve o Expo Geek, um evento com… multidões, pessoas mal vestidas e gritaria desproporcional.

Como Dudunaweb, o Snowden da blogosfera tokuanimangática, não ofereceu um sofá cama para esta blogueira viajar ao Rio de Janeiro, serei obrigada a fazer uma cobertura baseada na cobertura feita pelo programa da Fátima Bernardes, em mais um capítulo dessa vergonha alheia televisionada que é a humilhação de otakus e cosplayers ao vivo pela apresentadora que come uma lasanha congelada com garbo e elegância. IKIMASU ver o que rolou no programa.

Obviamente vocês otakus não assistem ao Encontro pelo claro motivo de não terem qualquer familiaridade com essa palavra, então eu explico: o Encontro com Fátima Bernardes é um programa multitask, ou seja, ela leva uma quatro pautas completamente destoantes e coloca todo mundo no mesmo sofá, e fica pulando de uma pra outra na esperança da audiência subir. Hoje, por exemplo, rolou matéria com otaku, com k-pop, com vazamento de vídeos de sexo por Whatsapp, com dicas de maquiagem para bloco de carnaval e notícias sobre as chuvas no Rio Grande do Sul.

fatima-expo-geek-01

Aliás, minha veia jornalística está louca para descobrir quem é esse delicioso Capitão América que foi ao programa e está convidadíssimo para vir brincar de Vingadores aqui em casa. Enfim, o programa levou Rodrigo Andreoli ex-CQC para visitar a Expo Geek, evento que aconteceu nesse final de semana no Rio de Janeiro e que teve as primeiras palestras fillers de editoras de mangás, com anúncios requentados e que não se encaixam na cronologia das coberturas do Mais de Oito Mil.

E, afinal, o que é um evento geek? Muitos podem dizer que é um local onde há uma reunião de pessoas que apreciam a cultura geek, seja nos videogames, nos quadrinhos ou no cinema. Mas essa resposta está bem errada, porque esses anos de muito Anime Friends e Mupy de maçã nos confirmaram que um verdadeiro evento geek é…

fatima-expo-geek-02

…um lugar em que um repórter de programa feminino conversa com alguém vestido com o sobretudo da Akatsuki enquanto é gravemente atacado por duas versões furries de Star Wars, tudo isso sob o olhar atento de uma otaca de cabelo pintado. É isso que vem quando você paga aquele alto valor do ingresso que já inclui a meia entrada pra todo mundo porque a mutretagem é algo sem limites.

fatima-expo-geek-03

Como é de praxe, o repórter tentou perguntar aos convidados o que é ser geek, o que é anime, e a melhor resposta foi a de uma menina de cosplay. Pena que a toda golpista Rede Globo decidiu desmoralizar a explicação dela sobre o que é anime

malhacao-perina-anime-06

…ILUSTRANDO A MATÉRIA COM TRECHOS DO TOSQUÍSSIMO ANIME DE MALHAÇÃO (que fiz cobertura aqui, obrigada pelos cliques).

De volta ao palco, ficamos acompanhando Fátima Bernardes tratar do assunto “ser geek” com a naturalizade de quem nos convence que o presunto da Seara tem menos sódio do que a da concorrência. Os cosplayers começaram a explicar por que se fantasiam, e o Capitão América nos encantou com seu carisma e seu sorriso composto por 32 dentes muito bem tratados.

fatima-expo-geek-04

Realmente, ser cosplay é algo que anima muito as pessoas. Para confirmar, vamos contar quantas pessoas estavam animadas de estarem numa segunda feira pela manhã no Projac vendo uma matéria sobre cosplayers e geeks?

fatima-expo-geek-05

Contando com a minha cara de bunda em casa, temos exatamente 12 pessoas visivelmente felizes com o tema. E como ser otacu, geek e oriental é tudo a mesma coisa nesse grande balaio generalizador que é a televisão do Burajiru, eles aproveitaram para levar um exemplar de keipopero que roubou a atenção da apresentadora e conseguiu a antipatia dos cosplayers, pois perceberam que se tornaram apenas figurantes naquele momento.

fatima-expo-geek-06

fatima-expo-geek-07

E essa foi a participação otaca e geek no programa da Fátima Bernardes. Deu pra ver que a cultura mais rica continua sendo maravilhosamente bem representada por pautas sazonais no Encontro e no Esquenta. Pelo menos valeu a pena ver o meu husbando, o jornalista Cauê Fabiano do G1 que está cada dia mais lindo.

fatima-expo-geek-08

(Pode ser um gráfico tanto do IPCA quanto da nossa vergonha alheia televisionada que foi essa cobertura do Expo Geek)

Os piores mangás que li em 2015

28 dez

“Mas Mara, sua blogueira gorda de tanto comer chocotone com sorvete de maracujá, você prometeu que esse post entraria no ar anteontem! O que você estava fazendo que não cumpriu sua promessa?”

Talvez eu tenha ficado entretida assistindo à segunda temporada de Arrow na Netflix. E, convenhamos, não dá para pensar em escrever matérias quando temos ISSO passando na televisão:

gif-oliver

QUE HOMEM. Enfim, chegamos à segunda parte da matéria sobre as leituras mangazísticas do ano, lembrando que falo apenas das coisas publicadas no Burajiru. Se no post passado eu falei de quatro títulos que me surpreenderam positivamente, agora chegou a vez de falar de SEIS porcarias que as editoras imprimiram e botaram na banca. Vamos lá para mais um tradicional post do Mais de Oito Mil falando mal das coisas de forma parcial e cheia de picuinha?

6º- Feridas do mesmo desenhista de Another (JBC)

feridas

Pensa numa história envolvendo dois adolescentes que têm uma história de dor, sofrimento e questões psicológicas que eles preferem tratar se retraindo em vez de indo numa terapia. Pois é, Feridas além de ter dois protagonistas chatos para cacete ainda apresenta uma história tosca, soluções improváveis e uma trama que se arrasta por um tanko de 200 páginas. Talvez faria sucesso se fosse publicado no auge do Emocore.

5º- Kill La Kill (Ink Comics)

kill-la-kill

A estreia de Marcelo Del Greco no governo do selo Ink Comics foi tão bom quanto o governo de Dilma Rousseff nesse segundo mandato. Além de ter sido publicado naquela época que reclamávamos que o papel jornal estava soltando tinta e era meio transparente (bons tempos, porque hoje temos um offset que não solta tinta e tem mais transparência que a Lei de Acesso à Informação), Kill La Kill claramente é um mangá que não deveria ter existido. Sabe, o anime tava legal, não precisava tentar transformar a animação frenética num desenho estático e sem carisma.

4º- Ataque dos Titãs (Panini)

titas

Ataque dos Titãs tem uma história legal e empolgante. E por que está na lista de piores leituras? Porque o Hajime Isayama consegue ter um traço que mistura o pior dos fanzines do Burajiru com a falta de anatomia de Rob Liefeld e Masami Kurumada. De que adiante ter uma história legal se eu não consigo entender o que tá rolando? Ou então distinguir os personagens?

3º- Chobits (JBC)

chobits

A primeira vez que li Chobits, lá pelos idos de 2002, eu não tinha gostado porque tinha achado babaca o draminha (e tava achando confusa a história) e porque o universo tinha sido usado por Alexandre Lancaster para fazer uma série de fanfics deliciosamente ruins. Dei uma nova chance com a republicação da JBC, e consegui odiar o mangá por motivos completamente inéditos. Chobits além de ter uma história rasa e boba, é tão ofensivo e machista que eu sentia vontade de fazer textão problematizando a cada página. Ele só não ficou numa posição maior aqui no ranking porque em questão de mangá machista nada ganha de…

2º The Seven Deadly Sins – Nanatsu no Taizai (JBC)

nanatsu

De que adianta ter um traço muito bonito, personagens carismáticos, uma história interessante e seguir toda a cartilha dos shonens porradeiros se você estraga seu mangá com assedio às personagens femininas? Eu juro que tentei acompanhar isso, mas dropei The Seven Deadly Sins por não suportar mais as passadas de mão do Meliodas na Elizabeth (que não são nem engraçadas, não que isso justificasse) ou então nos closes ginecológicos de todas as personagens femininas, parecendo que o autor trabalhou antes como diretor de imagem do quadro da banheira do Domingo Legal. Em tempo: as passadas de mão do Meliodas NÃO são engraçadas e são sim caracterizadas como assédio. E isso é crime, tá?

1º Sailor Moon (JBC)

sailor-moon

Crime, aliás, também deveria ser alguém publicar na internet que o mangá de Sailor Moon é algo bom. Esqueça o anime e as personagens legais, Naoko Takeuchi ocupa páginas e mais páginas de offset com pirotecnia, golpes com nomes tirados do cu a todo momento e dramas perturbadores como o da protagonista que sente ciúmes da própria filha, quase uma Helena de Em Família só que com um texto ainda pior que o da novela. Se quiser fazer um favor para sua nostalgia dos anos 90/2000: prefira o anime ou o mangá da Sailor V.