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Análise da 4ª parte de Digimon Tri (um pouco tri-atrasada)

5 mar

#Tri 14

O episódio começa com um flashback de dois digiescolhidos de muito tempo atrás enfrentando os vilões da primeira temporada. A única pista que temos de que se trata de muito tempo atrás é o filtro sépia do Windows Movie Maker e os diálogos que aparecem escritos depois como nos filmes mudos:

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Os Digiescolhidos estão de volta ao Digimundo após o reboot dado na terceira parte dos OVAs, então os Digimons não fazem ideia de quem são aquelas pessoas. Isso é um prato cheio para os roteiristas que amam um drama gratuito e situações resolvidas da forma mais demorada e ineficaz possível:

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Claro que nem tudo deu certo, porque a Digimon da Sora misteriosamente ganhou uma personalidade antipática depois do reboot, algo meio parecido com todo o elenco de Sailor Moon no remake da Toei:

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Após longas cenas de nostalgia com cada um dos Digiescolhidos passando um tempinho com seus amigos do passado (e que perderam a memória numa reviravolta absurda de roteiro), alguns arbustos em baixa definição começam a se mexer. Atrás do mato estava o causador de toda essa intriga, Meucumon:

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O grande causador do mal estava diante deles, chorando e procurando por sua amiga Mei. Os digiescolhidos então fizeram a coisa mais sensata possível: deixaram o bicho escapar, não foram atrás e passaram mais tempo tendo cenas nostálgicas para os fãs:

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E depois do nada todo mundo digivolveu. Bem isso mesmo, do nada.

#Tri 15

Assim como adolescentes que viram Meninas Malvadas e acham que aquilo é um comportamento aceitável depois de amadurecer, a Piyomon continua um pé-no-saco e ignorando Sora:

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Bem longe da felicidade plena dos digiescolhidos, Meucumon está sentado num bondinho chorando em posição fetal com saudade de Mei. Confesso que me identifiquei, principalmente pela vontade de chorar em transporte público:

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Enfia mais drama que cabe mais! Cansada de ser maltratada por Piyomon, temos a já esperada cena com os personagens sentados de costas para economizar em animação:

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Enquanto isso, no mundo real, o estagiário da Organização Secreta vai até a sala de sua chefe e começa a descobrir coisas bombásticas no computador dela:

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Falando em coisas bombásticas, no meio da reunião nostálgica mais uma pessoa do passado reaparece sem qualquer explicação: o vilão Mugendramon gritando palavras de ordem.

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E para quem não entendeu o flashback em sépia pouco sutil do episódio 14, a Toei DESENHOU para entendermos que a chefa da Organização Secreta era uma digiescolhida e está envolvida na trama do reboot:

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Depois do ataque do Mugendramon, todos os Digiescolhidos foram espalhados pelo Digimundo sem qualquer expliação, apenas para que enrolassem um pouco mais até a batalha decisiva no episódio 17. E adivinhem quem também foi ao Digimundo:

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A PERSONAGEM INÉDITA E CHATA-PRA-CARALHO

#Tri 16

O assistonto da Chefa da Organização Secreta recebe a visita de um Digimon que, para compensar o roteiro sem sentido, surge explicando detalhadamente o plano do vilão a respeito do reboot, do maléfico Yggdrasil que surgiu do nada e o que o Meucumon tem a ver com isso:

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Os Digiescolhidos continuam espalhados pelo Digimundo com seus Digimons acompanhados de outras pessoas, e aí acompanhamos todo mundo misteriosamente criando um grande e forte laço de amizade e companheirismo:

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Meucumon, que passou os últimos 3 episódios procurando desesperadamente por Mei, a encontrou finalmente. Isso quer dizer que eles se abraçaram e ficaram felizes, certo? ERRADO! A personalidade passiva-agressiva de Meucumon fez ela ficar putíssima com sua digiamiga:

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Mas o surto psicótico de Meucumon é interrompido por um ataque do Mugendramon e pelo surgimento do Imperador Digimon, que prontamente ataca Sora. Ela pede “não me machuque, Ken” e ele faz uma grande revelação:

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Mas que reviravolta descobrir que o grande vilão da série é o senhorzinho idoso que ajudou eles nas primeiras temporadas, que atendendo ao chamado de Yggdrasil convenceu os moleques a fazerem um reboot no servidor. MAS… QUE… PLANO… IMBECIL! Por sorte os Digiescolhidos conseguiram fugir do ataque de Gennai e Mugendramon, e foram para um local super estável e de fácil fuga:

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CLARO que Gennai achou eles rapidinho e CLARO que num barco eles ficaram à mercê do ataque de um Digimon aquático que eles ressuscitaram com o reboot e que eles haviam derrotado no passado. E CLARO que eles se separaram pra enfrentar esse pessoal, deixando Mei e Meucumon sozinhos no barco.

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#Tri 17

Gennai vai atrás dos Digiescolhidos aproveitando que seus Digimons não conseguem digivolver porque os laços de amizade foram rebootados. Por sorte Joe tentou lidar com o conflito com uma saída diplomática:

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Tai e Matt tentaram defender seus Digimons com seus corpos enquanto estavam na água, e acabaram sendo levados lá pro fundo do mar. Gabumon e Agumon foram salvar eles, e todo mundo pôde fazer um Plot Twist Carpado de digievoluções:

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Gennai então aproveitou que os fãs da série estavam hipnotizados por digievoluções e foi até o barco onde estava Mei e Meucumon para a cena mais perturbadora da série até o momento:

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Parabéns, Toei, uma insinuação de assédio sexual com uma menor de idade era bem o que estava faltando para Digimon. E enquanto isso, onde estavam os outros Digiescolhidos?

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Depois de derrotarem os inimigos, todo mundo está de boa quando…

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E assim terminou mais uma leva de episódios de Digimon Tri. Mas que bosta.

Os piores mangás que li em 2016

29 dez

Pronto, ontem já fiz minha boa ação do ano. Já falei bem de autores estrangeiros, brasileiros, já estimulei o mercado nacional, agora é a hora de vestir aquele chifrinho de diaba (que eu tô guardando pra ficar em casa no próximo carnaval vendo Netflix) e anunciar quais foram as piores leituras de mangá que tive esse ano. Não quero mais falar bem, quero poder criticar todos os mangás que fizeram as viagens de ônibus serem mais sofridas e as filas de espera mais longas. IKIMASU para os piores mangás que li em 2016!

Especial Rurouni Kenshin – Tokuitsuban – Versão do Autor – & Knuckles (JBC)

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Um belo dia, Nobuhiro Watsuki deve ter recebido uma ligação da Shueisha (não foi Skype porque sabemos que ele é avesso a aparecer): – Watsuki, dá uma pausa aê no seu mangá do Frankenstein que ninguém dá bola e escreva uma releitura de Samurai X valendooooo. E assim, munido provavelmente de impaciência, falta de memória e vontade de corrigir trabalhos corridos do passado, Nobuhiro Watsuki fez uma tragédia em forma de mangá de dois volumes. Essa tal versão do autor, lançada na Grande Nação Japonesa para aproveitar o hype do filme live-action, é uma atrocidade com traço ruim  e leitura travada (sério, ler aquilo de uma vez vai te causar sérios problemas psicológicos). Samurai X é um mangá legal (mas com defeitos visíveis), a Sakabatou de Yahiko é aceitável, Busou Renkin é bem mediano e, por fim, a versão do autor de Samurai X que a JBC lançou esse ano não deveria ser usada nem para forrar a gaiola do seu papagaio.

21th Century Boys (Panini)

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Ano passado lembro de ter mencionado que eu não tava curtindo muito o desenvolvimento de 20th Century Boys. Pois então, rolou um time-skip e as coisas mudaram esse ano, porque o mangá foi ladeira abaixo em questão de qualidade. Que chato isso de um avanço no tempo estragar com algo que tava legal, né? Aliás, o 21th Century Boys é particularmente ruim, superando as tranqueiras da reta final do 20th Century Boys concluindo a história do jeito mais absurdo possível e enfiando um antagonista que o autor tirou obviamente do cu. Como se não bastasse isso, a Panini ainda fez uma puta pompa para anunciar 21th Century Boys como se fosse um título ineditão, sendo que nada mais é que o final de um bagulho que tinha perdido a mão já no terceiro time-skip.  Vocês não me enganam mais, nunca mais caio nessa coisa de “o Urasawa tem mangás sem enrolação” depois de 20th Century Boys.

One Piece pós-Time Skip (Panini)

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Vou relembrar o que falei no post de ontem: eu não acompanho nem anime direito porque não curto dublagem japonesa e também não acompanho por scans, então o que estou falando aqui é sobre o que a Panini já lançou. Eu gostava de One Piece e achava a história legal e tudo mais (mesmo que os fãs tenham me apedrejado porque eu falei que One Piece era apenas bom, e não a nona maravilha do mundo). No entanto, depois do time-skip o mangá começou a ficar bem difícil de acompanhar. Na verdade é um problema que eu vinha percebendo desde meados de Water 7: o Oda é uma pessoa muito criativa, e cria coisas muito criativas. O problema é que ninguém bota um freio nesse homem, e ele quer colocar todas as coisas criativas no quadrinho para mostrar o quanto ele é criativo. E isso faz com que a arte de One Piece seja extremamente poluída. Somada ao fato que ele usa poucas retículas, cada quadrinho de One Piece é garantia de três laudas de texto explicando as sandices criadas pelo Oda e mais cidades, figurantes, animais, personagens e tudo mais num grande Onde Está o Wally. Isso porque nem tô falando da anatomia péssima dos personagens femininos (nem é apelativo, é torto mesmo). Fora que a história sempre está ficando cada vez mais épica para nos surpreender com os *DOOOOON* que já nem sentido mais está fazendo. É botar um flashback com algum personagem otário morrendo que todos os leitores já querem canonizar o autor. One Piece está muito complicado, uma pena.

Henshin Mangá #2 (JBC)

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Não sei se foi problema de curadoria falha ou se foi pelo nível dos trabalhos esse ano, mas a antologia dos vencedores do BMA da JBC foi de uma tristeza sem tamanho repleto de histórias bem ruinzinhas nas quais só uma ou outra se salvam. Pior do que ver as histórias claramente ruins foi ver os jurados sempre elogiando e justificando as coisas com as mesmas referências de “se inspirou em Akira Toriyama” . Por sorte pelo menos um dos jurados levou a premiação a sério e teceu críticas decentes aos quadrinhos que eles publicaram.

One-Punch Man (Panini)

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Eu fui enganada pelo hype e não tenho vergonha de assumir. Comprei o primeiro volume de One-Punch Man e achei meio mediano, e deixei de lado. Reli o volume antes de decidi comprar o dois e, naquele dia, achei graça das coisas, aí comprei. Fui comprando os volumes até que me perguntei o motivo de continuar lendo aquilo, afinal eu não tava entendendo o propósito daquilo. Como piada, o negócio parou de funcionar pela repetição. Como ação, o mangá é ruim justamente porque está preso na piada que foi repetida à exaustão. Não digo exatamente que é um mangá ruim, como já falei de outros títulos, apenas acho que não é pra mim que não fico contemplando a arte do desenhista e nem acho graça de um humor repetitivo.

E esses foram os piores do ano pra mim. Como tudo é questão de opinião, é normal que você ache esses títulos maravilhosos ou tenha odiado os que sugeri. Depois de constatar essa obviedade, agora o Mais de Oito Mil entra de recesso e volta só no ano que vem, até mais!

Os melhores mangás que li em 2016

29 dez

Ano passado eu estava completamente sem pauta e precisava dar uma enrolada no Mais de Oito Mil, aí decidi fazer um post de leituras do ano no qual eu podia dividir em duas partes e tudo render mais. Aparentemente vocês curtiram, porque tá todo mundo me cobrando esse balanço anual. Pois bem, aqui está a minha lista com os melhores mangás que eu li este ano!!!! Mas como até suruba funciona com regras, eu decidi limitar por coisas que saíram apenas esse ano ou que estão sendo publicadas esse ano pra não virar zona. IKIMASU para os mangás!!!

Assassination Classroom de novo… (Panini)

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Eu já havia falado de Assassination Classroom ano passado e dessa vez sou obrigada a colocar novamente na lista dos melhores. Mas que mangá fantástico, minna! A forma como o autor constrói a história, o carisma dos personagens, o desenvolvimento da trama, as críticas nas entrelinhas… E agora a história tá entrando na parte de mostrar o passado dos personagens e logo mais será revelada a origem do Koro-sensei. De verdade, se você não começou a ler esse mangá pra ontem você não sabe o que tá perdendo.

Quack (Editora Draco)

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No primeiro Henshin Mangá a JBC descobriu Kaji Pato. um simples desenhista de uma simples história de humor chamada Quack. Ele foi chamado pela editora Draco e publica o melhor mangá brasileiro em publicação no Burajiru (ok, não tem taaaantos concorrentes assim, mas o trabalho é bom, viu!). Digo ainda que nos tankos o autor melhorou a falta de foco que rolou no One Shot e os personagens estão muito mais vivos. Aliás, que traço lindo, melhor que muito autor japa que vocês pagam pau (cofcofhajimeisayamacofcof)! Meu único problema mesmo é com algumas ofensas meio homofóbicas que o Colombo fala pro Baltazar. Felizmente, o autor até publicou um vídeo recentemente falando sobre o tema e mostrou ser muito aberto à conversa e críticas (ao contrário de 90% dos autores brasileiros). Ah, e pros admiradores de papel, a qualidade dos tankos de Quack é MARAVILHOSA.

Divisão 5 (Editora Draco)

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Esse ano a editora Draco lançou no Anime Friends uma antologia de quadrinhos shonen chamada… hm… Dracomics Shonen (criativo heim). Como é de se esperar de uma antologia, o nível de qualidade flutuou muito, e teve história ali que era tão ruim que preferia ser esmagada pelo encalhe de Futari H da JBC. Só que a história Divisão 5, de Rafael Santos e Wagner Elias, é simplesmente uma coisa GENIAL. É bem desenhada, é bem escrita, consegue apresentar tudo em 20 páginas e deixar o leitor ansioso para ler a continuação. Ah, e não estou falando que é genial no padrão brasileiro, e sim no mundial mesmo. A história é realmente incrível. Se tiver a oportunidade de lê-la, leia. E se algum dos autores estiver lendo essa matéria, pelo amor de kami-sama arranjem alguma editora para publicar isso num tanko!!! A ideia é legal demais para morrer!!!

My Hero Academia (JBC)

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Eu não curto ler scans e nem ver anime legendado porque me incomoda a dublagem japonesa, então o máximo de conhecimento que eu tinha com My Hero Academia era o básico de “é o grande sucesso da jump” pra cá e “tem muitos jogos de palavras intraduzíveis que a JBC vai ferrar” pra lá. Peguei sem nem ter ideia muito da história e me impressionei bastante com o mangá, ele tem um clima bem Shonen Jump (ah vá!) e os personagens são muito torcíveis. E com essa atual febre de tranqueiras de heróis ocidentais por causa do cinema e das séries de TV, a ambientação da história é bem fresca na nossa cabeça. E quanto à adaptação, achei a versão da JBC bem competente mesmo e os fãs bem implicantes. A melhor forma de mostrar isso foi que no segundo volume apareceu uma personagem chamada Trapézio Descendente, os otakinhos surtaram um monte na internet por causa do meme do Bambam até que descobriram que o nome da personagem, se traduzisse, seria Trapézio Descendente mesmo.

Helter Skelter (NewPOP)

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Anunciado ano passado durante o NewPOP day em meio a dezenoves mangás de Madoka e mais outras trocentas light novels, o mangá Helter Skelter é um tipo de mangá que devemos consumir com calma. Tem pouco texto e o traço é bem simples, mas é preciso ir com calma pra não ficar na bad. A autora Kyoko Okazaki conseguiu contar uma história sobre a ditadura da beleza com o tom grotesco que o assunto necessita. Essa foi uma leitura que mexeu muito comigo esse ano. Observação Importante: deixem pra ler o editorial que está no fim depois do mangá, porque ler antes e saber o que houve com a autora após a publicação do mangá vai te deixar ainda mais na bad.

E esses foram os títulos que mais gostei de ler nesse ano. No próximo post, que deve entrar amanhã, vocês poderão saber as piores coisas que tive contato nesse 2016.

Análise especial do começo do anime Pokémon Sun & Moon

17 nov

Hoje é um dia muito especial para a nação gaemaníaca porque logo mais é o lançamento de Pokémon Sun & Moon para o Nintendo 3DS. Mas como aqui não é blog de gaem pra eu ficar falando que tem gráficos estonteantes, história revolucionária e depois de um ano perceber que o jogo tem falhas, estou aqui para falar do anime que estreou hoje e que apenas é uma propaganda desse jogo. E quer saber o que rolou no episódio duplo dessa nova temporada? Preparei aquele resumão para você não gastar sua franquia de dados, então IKUZE ver o que rolou.

Cansada de pagar viagens para seu filho explorar outros continentes enquanto ela bancava a dona de casa que o marido está morto e só tem um Mr Mime para esmagares a sua rata, Delia Ketchum participou de um sorteio e ganhou uma viagem para Alola com acompanhante:

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Como Mr Mime não foi considerado um acompanhante pela LATAM, ele viajou numa gaiola num compartimento de carga e Ash foi o escolhido para acompanhar sua mãe nessa viagem relaxante:

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Enquanto Delia fazia a feira, Ash achou que seria super de boa assim entrar numa floresta perigosa apenas com o Pikachu depois de deixar todos os seus Pokémon com a Baby Sitter conhecida como Carvalho:

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Após seguir um Charizard com acessórios de sadomasoquismo, Ash encontra uma garota que o leva num prédio para mostrar algo surpreendente que ele nunca viu em todas as duas décadas de franquia Pokémon:

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E lá dentro da escola ele encontra sua mãe, que aparentemente ligou o “foda-se” depois de perder seu filho numa feira livre num continente distante e foi passear pela cidade para conhecer o primo do Professor Carvalho, coincidentemente um professor da escolinha:

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Uma gangue de criminosos usando Zubats foi ameaçar um dos alunos da escolinha, e obviamente Ash sentiu a necessidade de enfiar o bedelho da briga:

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De noite, no meio de um jantar com sua mãe, Ash sai correndo e dá de cara com um Pokémon lendário porque… né… e esse Pokémon lhe entrega uma pulseira que tem como grande poder ativar o Z-Move do Pikachu e vender milhões de brinquedinhos na Grande Nação Japonesa:

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Disposto a abandonar tudo o que aprendeu nos últimos vinte anos de série, Ash manda sua mãe de volta para Pallet e decide se matricular na escolinha Pokémon:

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Escola, aliás, que tem disciplinas inovadoras no plano nacional de educação, como é o caso das aulas de cosplay com o primo do professor Carvalho:

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Ou então aprender a explorar os Pokémon em eventos parecidos com corridas de cavalo ou rodeios:

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E assim começam as aventuras de Ash e Pikachu em Alola. Será que a coisa emplaca de vez? Será que se diferencia de Yokai Watch? Veremos isso em breve

Análise – Quem se salva no Henshin Mangá #02?

27 set

Preocupada com a falta de investimento em quadrinho nacional após o naufrágio da Ação Magazine, a JBC tem promovido anualmente o BMA, um concurso para escolher uma história em estilo mangá. Segundo os meus leitores, estou sendo paga pela JBC para falar bem dela e mal da Panini, então nada mais óbvio que eu aproveitar o lançamento dessa antologia para falar muito bem dos maravilhosos mangás nacionais publicados na antologia deste ano, certo? Então IKIMASU ver o que tem de bom e o que não serve nem pra forrar a gaiola do periquito!

Para começar, eu não lembro de ver uma coletânea que representasse tão bem o mercado nacional. Isso porque o mangá traz uma reimaginação do Brasil e toda a sua cultura? Claro que não, e sim porque temos um apanhado de histórias que o traço é aceitável, mas que a maioria da história não consegue nem ao menos te fazer virar a página. Ano passado também tinham umas histórias ruins de doer, mas a qualidade de “Quack”, “Crishno, o Escolhido” e “Starmind” salvavam todo o negócio. Mas vamos dar nomes aos bois, né não?

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A primeira história se chama “Maria” (de Fabiano Ferreira) e conta a história de uma guerreira furry que enfrenta diabólicas releituras folclóricas brasileiras em umas lutas que são meio paradinhas. O que deu pra reparar é que o autor pensou em uma ideia interessante, mas ficou travado na duração curta do capítulo e entregou algo parecido com um coito interrompido. Talvez faça muito sucesso nos encontros furry que andam rolando no litoral.

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Segundo temos “As Loucas Aventuras de Jay Comet” (de João Eddie), sobre uma garota chamada Jay Comet (ah vá!) que é uma patrulheira espacial que faz mais referências que os filmes da Marvel juntos e que tenta desesperadamente arrancar uma risada do leitor enquanto resolve tretas com povos de outro planeta. Eu não vi uma linha de roteiro, apenas um checklist de referências e memes que deixou a leitura tão engraçada quanto olhar o meu saldo bancário no final do mês. Se é pra ler algo que tenta me divertir fazendo mil referências, eu prefiro pegar um volume de Turma da Mônica Jovem escrita pelo Cassaro pois pelo menos é mais barato. Espero um mangá sem referências do autor pra poder julgar melhor a habilidade dele, porque essa tentativa aqui não se salvou nem com o traço legalzinho.

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Tá difícil seguir? Tá sim! O mangá da imagem acima é “Träumen” (de ORO8ORO) e a proposta é tão fácil de entender quanto o pseudônimo do autor. Sério, eu nem estava muito cansada e tive que ler duas vezes para ao menos tentar fazer um resuminho. Entendi que é um cara que derrotou um monstro e agora foge eternamente do pessoal, mas eu JURO que não entendi o final até agora. Posso ter falado meio mal, mas às vezes pode ser o novo Evangelion e eu não tô sabendo.

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Quando eu já estava achando que o sindicato dos autores de quadrinhos nacionais havia feito um pacto para que ninguém enviasse obras para a JBC, apareceu “Chuva de Meteoros” (de Rafael Brindo) e pude ver que ainda havia esperança. É uma história simples de um grande incidente que poderia ter acontecido se não fosse aquela criança intrometida e aquele cachorro, mas o autor soube fazer uma historinha bem divertida.

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E, para fechar a edição, a verdadeira boa história do rolê é essa da imagem acima. “Escarra Brasa” (da dupla Rafa Santos e Wagner Araújo) é uma história realmente muito boa em nível profissional mesmo, mesmo com o traço que é mais inconstante que a periodicidade da NewPOP. É como se fosse um Samurai X do cangaço, só que com um pouco de bruxaria e um protagonista que não tá muito contente com a mudança de personalidade que ele teve. Se tem alguma história que merece virar série, essa é “Escarra Brasa”.

E como nem só de histórias medianas se faz uma antologia nacional, a JBC manteve a tradição do primeiro volume e apresentou o primeiro reality show de mangás do país. Eu explico: depois das histórias, os jurados falam sua opinião e podemos imaginar todo mundo numa bancada falando como se estivessem na bancada do The X Factor. Esse ano tivemos um corpo de jurados muito variado composto por cinco homens, e em geral rolou apenas as avaliações rasas de sempre. Histórias ruins eram elogiadas, toda história de humor era descrita como “se inspirou em Toriyama” (esse povo precisa de uma bagagem de quadrinhos maior, heim) e tivemos uma pequena amostra de que o mercado nacional não vai pra frente porque ninguém tem coragem de criticar as coisas. Quer dizer… QUASE NINGUÉM. Arnaldo Oka assumiu a posição de jurado amargo e falou todas as verdades possíveis aos autores dos mangás. Eis minha crítica favorita feita por ele sobre o “As Loucas Aventuras de Jay Comet”:

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Inclusive eu até peguei muito leve com as histórias, se comparar com as críticas certeiras do Oka-sama!!!

“Impressões finais”

A JBC embarcou na onda da Panini e ofereceu um mangá que a tinta “carimba” a página ao lado, dando um efeito próximo ao das odiadas transparências. Parabéns pela impressão final!

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Analisando Especial: 3ª parte de Digimon Tri é o Ctrl+Alt+Del da desgraça

25 set

Preparados para um grande resumo crítico do que rolou na terceira parte de Digimon tri? Então IKIMASU que dessa vez ficou grande!

#Tri 09

Depois do último episódio em que Meucumon revelou estar infectado, matou o pobre Leomon e fugiu para o Digimundo em um plano maléfico feito por nada menos que Ken, o Imperador Digimon da segunda temporada que não era lembrado nem por TK e Kari que protagonizaram aquela sandice ao lado dele, coisas estranhas começaram a acontecer no mundo. E para explicar isso para os espectadores, vemos a organização secreta falando bem de longe:

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Na busca de pistas sobre o aparecimento do Imperador Digimon, Kari e TK decidiram usar a rede mundial de computadores para procurar o carinha, certo? Errado! Usaram um método de investigação analógica e foram ver se ele tava na casa dele.

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Preocupados com a infecção e com o custo de animar os Digimons em vários episódios, os digiescolhidos decidiram trancafiá-los numa televisão de plasma enquanto conversam (de costas para economizar animação) sobre os próximos passos:

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Cansado de ser deixado de lado por só saber tocar instrumentos musicais, Matt vai atrás da organização secreta saber que porra tá acontecendo. Depois que ele vai embora, ficamos sabendo que a organização secreta é tão secreta que não revelaram os planos verdadeiros pra ele:

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Por sorte temos um personagem que é muito inteligente e conseguiu descobrir logo o que tá rolando, em vez de ficar 3 dias acordado na frente do computador sem achar nada, né?

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#Tri 10

Joe, que passou a segunda parte de Digimon Tri ausente por causa do vestibular e milagrosamente agora nem se lembra mais das provas, foi com TK visitar Izzy para descobrir se ele tinha achado o que tava rolando. A resposta?

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Os Digimons saem da televisão e TK percebe que Patamon está infectado. Em vez de avisar seus amigos que seus digimons estão em perigo e que precisam rapidamente achar uma cura, o que rolou foi isso:

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E é isso que acontece. Todo o dinheiro que a Toei poderia ter gastado com lutas animais e conflitos psicológicos foi usado para uma música triste e um diálogo entre TK e Patamon que arrancou lágrimas até de uma blogueira gorda que tá odiando esse anime:

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E como o foco desse episódio é o DRAMA SEM LIMITES, TK conversa com vários personagens e só menciona a infecção para a Mei (que, como é personagem nova, nem conta no quesito desabafo). No fim, Kari recebeu uma ligação muito sinistra:

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#Tri 11

Patamon sabe que está infectado, certo? Então é só ele chegar pra um humano e falar isso, assim todo mundo pode correr e descobrir como resolver o problema, certo? ERRADO. Patamon conta sobre seu problema para todos os digimons e todo mundo decide fazer a coisa mais jumenta do mundo:

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E lembra que a Kari ficou possuída?

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Dessa forma, todos os digimons decidiram passar um episódio de despedida com seus parceiros:

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Opa, me enganei, essa última imagem não era para ser de drama, aconteceu um diálogo muito importante:

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Força, Izzy, falta pouco para você descobrir o grande mistério que você está há 3 episódios procurando!

#Tri 12

Como é clichê em Digimon Tri, os episódios múltiplos de quatro são os que têm as cenas de ação que todo mundo gostaria de ver em todos os episódios. Infelizmente, metade do capítulo é ocupado pelas digievoluções e por cenas randômicas do Meucumon destruindo o Japão. E descobrimos que o grande objetivo do episódio é fazer com que Meucumon fique dentro do digimundo pra não dar merda por aqui.

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Enquanto Angemon se infecta de vez, fica possuído e começa a lutar contra seus amigos, Izzy faz A GRANDE E ESPERADA DESCOBERTA:

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Mano, sério que você passou QUASE QUATRO EPISÓDIOS PARA CONSTATAR ALGO TÃO IMBECIL ASSIM????? Bem, de posse dessas informações, Izzy chega até o campo de batalha com uma solução que ele tirou obviamente do cu:

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O reboot foi ativado e os digimons decidiram não entrar no campo de backup. Assim, a fresta sumiu, eles desapareceram e a solução que o Izzy levou quatro episódios para bolar NÃO SERVIU DE ABSOLUTAMENTE NADA!

#Tri 13

Passado algum tempo depois do incidente, os digiescolhidos estão sofrendo com o sumiço dos digimons. Me perguntei por que tanto sofrimento, sendo que no começo de Digimon Tri eles estavam na mesma situação e todo mundo tava tocando sua vida, mas lembrei que não posso questionar o drama dessas cenas de música triste e olhar perdido:

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Aí todo mundo teve a mesma ideia de bosta: “e se a gente for pro Digimundo encontrar nossos digimons que perderam a memória da gente?”. Ideia aceita pela Toei por motivos de: MAIS DRAMA.

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O que será que nos espera na continuação desse anime? Será que consiguirei assistir tudo sem dormir que nem dessa vez? Saberemos disso não sei quando! E não deixem de reler as análises das partes um e dois aqui.

Analisando “Não Mexa Com Minha Filha”, o hentaizão da Astral Comics

29 ago

Quando abre um site da nossa Imprensa Especializada (pff) você encontra desde notinha traduzida do Anime News Network até review de mangás dos três reis magos da editoração que são Panini, JBC e NewPOP. Poucos se aventuram em coisas diferentes, à exploração arqueológica de outros conteúdos, a se expor a situações inusitadas. Por sorte existe o Mais de Oito Mil para falar desde da nova novela da Globo que é sobre japoneses até passar pela experiência de comprar o novo hentai da editora Astral Comics na banca, sendo julgadíssima pela moça do caixa.

Pois é, caros leitores, a editora Alto Comics tem uma linha de mangás safados nas bancas e recentemente lançou o primeiro volume de “Não Mexa Com a Minha Filha”, e agora você verá se o negócio presta. IKIMASU ver essa matéria que não é (18+) e por isso não vai ferir as normas de conduta do WordPress?

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Se “Não Mexa Com Minha Filha” fosse publicado pela Panini ou JBC, com certeza teria o nome original (Uchi no Musume ni Te o Dasu Na) pra punhetar a exaltação da cultura mais rica, mas não é o caso. A editora Astral Comics fez uma edição bem nas coxas, com preço de título de luxo da concorrência mas qualidade bem parecida com aqueles mangás da Disney que a Abril lança. Curiosamente, não tem transparência e muito menos tinta soltando no dedo.

Agora que conquistei os sommelieres de papel, aqueles que postam em grupos de mangá que compram um título apenas porque a qualidade de impressão é ~fodástica~, já posso falar sobre a história desse mangá que não é muito recomendado de se ler num ônibus ou metrô (tive que parar a leitura algumas vezes porque crianças estavam olhando).

“Não Mexa com Minha Filha” conta a história de Atena, uma dona de casa que mantém em segredo uma história de seu passado, ela era a heroína “Oitava Maravilha” e que defendeu o mundo de um vilão poderosíssimo chamado Blowjob. Sim, MELHOR NOME DE VILÃO. Acontece que uma nova Oitava Maravilha surgiu no mundo para enfrentar o vilão que retornou, e daí Atena descobre que a nova Oitava Maravilha é sua filha Clara. Com medo que sua filha sofra na mão de bandidos que utilizam tentáculos (esse é um hentai japonês, claro que tem tentáculos), Atena tenta secretamente ajudar a filha e a organização secreta N.U.D.E.

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Obviamente eu peguei esse mangá para fazer uma matéria esculhambando ele, afinal não tem como julgar decentemente esse tipo de mangá com história absurda e um traço tão instável quanto Luluzinha Teen. Para a infelicidade da linha editorial do Mais de Oito Mil, eu achei o mangá bem legal. Tirando os exageros pornográficos, os ângulos assustadores e os nudes desnecessários (mas comuns ao gênero), a história é muito divertida e faz uma grande homenagem aos quadrinhos americanos e seus clichês, talvez de uma forma tão competente quanto Boku no Hero Academia.

“Mas Mara, sua blogueira hipócrita, outro dia você tava reclamando da objetificação feminina em Nanatsu e agora tá falando bem de um hentai???”

Acredite ou não, esse mangá hentai consegue ser muito menos ofensivo que o Nanatsu no Taizai, e o principal motivo é que aqui não temos o autor tentando transformar o assédio sexual em algo normal ou alívio cômico. Em “Não Mexa Com Minha Filha”, os personagens que tentam abusar sexualmente de alguma personagem são os vilões, ou seja, a própria história já mostra isso como o lado errado. Não é como em Nanatsu que o protagonista faz as coisas. Ok, quadrinho hentai costuma objetificar as mulheres e toda a indústria pornográfica está baseada nisso, mas este mangá tem uns avanços legais que precisam ser comentados.

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Para começar, qual foi o último mangá (de qualquer gênero) que você leu cuja protagonista era uma dona de casa mãe solteira de uma adolescente? Quantos mangás você leu com uma senhora que tem seu próprio negócio e que luta contra o crime? E vale lembrar que esse mangá não tem cenas de sexo, apenas situações eróticas. Em uma das cenas mais visuais desse volume, a Atena depois de um dia puxado de trabalho decide apenas pegar um consolo e se masturbar. Os ângulos obviamente mostram a coisa com excesso de sexualidade, mas se masturbar não é uma coisa super normal e saudável? Não é meio legal encontrar uma protagonista que mostra que mulheres podem sim obter prazer sozinhas?

Não sei se recomendo “Não Mexa Com Minha Filha”. Alguns podem achar a história clichê, o preço caro (16,90), o traço inconstante e apenas mais um quadrinho que expõe as personagens a situações constrangedoras para o fascínio do público masculino heterossexual. No entanto, vi um certo valor no papel na narrativa descompromissada, divertida e principalmente na protagonista que, mesmo sexualizada para o leitor alvo, consegue se empoderar na própria história.

Resumão da apresentação japonesa no Encerramento da Olimpíada do Rio

22 ago

Enquanto os burajirujins se despediam da Olimpíada e o pessoal no Twitter ficava requentando meme velho pra aparecer nos posts do Buzzfeed, a Grande Nação Japonesa ganhou o direito de ocupar oito minutos da festa verde amarelo para mostrarem como a próxima olimpíada, que será em Tokyo, será o maior evento mundial desde a Sabrina Sato apresentando o concurso cosplay no Animecon de 2005. IKIMASU ver em detalhes como foi essa apresentação?

Para começar, o prefeito Eduardo Paes entregou a bandeira olímpica para a governadora de Tokyo, Yuriko Koike. Como essa transmissão mundial é praticamente uma exaltação aos clichês de cada país, obviamente colocaram essa senhora vestido um tradicional quimono japonês:

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Logo depois, pediram silêncio porque tocariam o HINO DA GRANDE NAÇÃO JAPONESA:

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Todo mundo estava achando que o Japão iria fazer uma apresentação tipo a do Brasil, exaltando sua história e colocando lá uns samurais, uns ninjas e uns bolinhos de onigiri. Só que eles ligaram o foda-se pra isso e começaram a mostrar como o Nihon é hoje, com uma música super dançante. Destaque para esse frame com um crossover live-action de Yowamushi Pedal, FREE e da nova modalidade da próxima olimpíada: a Corrida Naruto.

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“Affe, Mara, sua blogueira tosca, vai ficar fazendo piadinha enfiando animes na festa de encerrament…”

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SIM, A GRANDE NAÇÃO JAPONESA SE ADIANTOU AO BLOG MAIS DE OITO MIL E EXALTOU SEU SENPAI ESPORTIVO OLIVER TSUBASA E O SENPAI DA NAÇÃO DORAEMON!!!

Logo depois surgiu Abe, o primeiro ministro japonês, preocupado que não conseguiria chegar no Rio de Janeiro a tempo (provavelmente ele tem o mesmo gerenciamento de tempo que alguns Rangers convidados a eventos no Burajiru). Ele então percebe que no carro oficial havia um boné de um cosplay de Mario, e ele pensou “por que não vestir?”

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Com a ajuda de Doraemon, o primeiro ministro Mario Bros instalou um cano de mobilidade a jato no meio de um tumultuado bairro japonês, e com isso conseguiu fazer uma ponte instantânea com o Burajiru:

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Fiquei muito impressionada quando surgiu no meio do Maracanã um cano trazendo o representante máximo da democracia japonesa usando um cosplay de Mario. Enquanto isso, nosso querido presidente nem dá as caras no evento por medo de vaias…

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Usando os poderes de Hatsune Miku, o primeiro ministro japonês invocou hologramas representando todas as modalidades da olimpíada:

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Os representantes do jogo Ouendan também apareceram para animar a torcida enquanto eram cercados por representações dos gráficos realistas do Sega Saturn:

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E assim terminou a festa japonesa, mostrando em oito minutos uma apresentação bem mais empolgante que o arrastado show brasileiro. Nos vemos em 2020, Nihon, de preferência com vocês pagando minha estadia na Grande Nação Japonesa para uma cobertura desse evento!

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Mais de Oito Mil visita o velório da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel

22 jul

A vida é efêmera. Nascemos e morremos muito facilmente, a ponto de nos perguntarmos quanto vale a vida. E é nos momentos de morte que refletimos sobre tudo o que passamos e ganhamos forças para continuar vivendo sem aquela pessoa que esteve sempre presente em nosso lado. E no último domingo foi o dia em que euzinha fui até o Anime Friends para me despedir dela, da piada do eterno atraso de Hansel & Gretel.

Para quem não sabe, em 2009 a NewPOP havia prometido lançar este mangá nacional escrito por Douglas MCT e desenhado por Ulisses Perez, com lançamento previsto para o Fest Comix daquele ano. Infelizmente, o projeto foi protelado e aí começou a Saga do Adiamento Eterno. Durante muito tempo usamos Hansel & Gretel como o Duke Nukem Forever dos mangás nacionais… com a diferença que nesse tempo até o Duke Nukem foi lançado e nada da adaptação steampunk de João e Maria. Pois bem, trocaram o desenhista, mudaram o projeto e, agora com apenas dois volumes, Hansel & Gretel teve seu lançamento oficial no Anime Friends. E fui lá conferir o enterro de uma piada recorrente.

Vesti um pretinho básico, peguei um buquê de cravos de defunto e fui lá dar minhas condolências para Douglas MCT e a desenhista Rafi de Sousa pela morte da piada, e qual não foi minha surpresa ao ver que ATÉ ELES ESTAVAM COM ROUPA DE LUTO!!! O lançamento estava previsto para as duas da tarde, mas Douglas deu uma pequena atrasadinha (entendemos, deve ser a emoção da perda de uma piada tão querida entre os otakus) e logo se sentou ao lado de Rafi para autografar volumes.

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Douglas MCT me contou um pouco sobre o projeto e como estava animado com o lançamento do mangá nacional. Falou sobre as mudanças na história e deu uma deixa para que uma expansão da trama em novas “temporadas”. Se for algo adiado eternamente e que possa ser usado como piada recorrente, o Mais de Oito Mil apoiará o projeto passionalmente. Já Rafi era bem mais tímida, mas foi bem simpática e parecia muito feliz com o lançamento de seu primeiro quadrinho.

Mas sabemos que você leitor do Mais de Oito Mil não veio aqui para ver uma cobertura a lá Amaury Jr, até porque Junior Fonseca não liberou o prosecco com Mupy para a Imprensa Especializada (pff). Vocês querem é o review, querem que eu leia o mangá e o destrinche como fiz na cobertura inesquecível da Ação Magazine. O que há por dentro desse mangá nacional de capa simples-até-demais?

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Bem, se você queria ver humilhação gratuita, erros primários ou até mesmo um personagem que é uma releitura do Doutor Renato Aragão… sinto dizer que está no post errado. Mesmo com todo o hype gerado por sete anos no forno e com o mercado de quadrinhos brasileiros sofrendo com um amadorismo desde sempre, Hansel & Gretel é um título bem bom. E não apenas bom comparado com os quadrinhos brasileiros, ele é bom no geral mesmo.

A história é aquela coisa: Hansel & Gretel são releituras steampunk de João e Maria que estão em busca de seu pai e se metem numa treta que envolve vários personagens de contos de fadas que não-necessariamente são alemães. Mas em vez de oferecer apenas personagens fanservice e uma jaqueta que não é nunca lavada como em Once Upon a Time, Hansel & Gretel bota todo mundo num autêntico mangá shonen inspirado em séries como Fullmetal Alchemist e com uns zumbis porque né… isso vende.

Claro, o mangá não está livre de defeitos, até porque nenhum dos envolvidos com o Hansel & Gretel me assinou um cheque de publieditorial pra eu falar só bem. As referências que ajudaram na origem dos personagens estão um pouco óbvias demais (Hansel é muito inspirado no Edward Elric e a ideia do humor do Yu claramente é muito o Genma Saotome de Ranma 1/2, e o autor até assume isso nas cenas pós-créditos), mas por sorte alguns personagens conseguem ser bem mais criativos, como o caso da Gretel.

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Eu fiquei um pouco perdidinha lá pelo meião da história quando apresentaram trocentos personagens de uma vez, mas aí o problema pode ser minha falta de memória ocasionada pela falta de dinheiro para comprar o Ômega 3 do Moacyr Franco. E a rotatividade de personagens me pareceu um pouco gratuita (não vou dar spoilers dizendo que um personagem importante morre no meio e… opa).

A edição da NewPOP tá o que se espera da editora: papel offset de gramatura boa, encadernação costurada e muitos extras pra encher bem a linguiça. Só faltou mesmo um guia para mostrar quais personagens foram baseados em quais histórias dos contos de fadas, porque se a pessoa não tem conhecimento enciclopédico (ou se é o Capitão América) ficou sem entender metade das referências.

Finalizando, Hansel & Gretel é um mangá com boa narrativa, boas cenas de ação, um traço muito bom mesmo e um preço mais convidativo que muita tranqueira japonesa que está na banca de jornal. Sem contar que ele pode até ser o fim de uma piada recorrente sobre o lançamento, mas não é o final completo da saga por causa de uma única pergunta: “Quando sai o volume 2, heim NewPOP?”

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Analisando o novo mangá de Card Captor Sakura

2 jun

Enquanto as autoridades estão mais preocupadas com o surto de Zika que pode rolar durante a Olimpíada do Rio, estou mais preocupada com uma doença contagiosa que vem assolando a Grande Nação Japonesa há alguns anos. Picadas pelo Requenta Aegypt, as produtoras japonesas pegaram um Nostalgismo fodido e agora estão ressuscitando antigos sucessos dos anos anteriores porque… né… sentem falta de quando os animes não eram de nicho e conseguiam ser facilmente exportados.

Depois de uma Sailor Moon com problemas estéticos, um Dragon Ball forçadíssimo e novas sagas ocasionais dos Cavs, a franquia que usou a carta Monstro que Renasce foi Sakura Card Captor (ou Card Captor Sakura para os moradores da Grande Nação Japonesa e para os otacos frescos). A série da caçadora de cartas está de volta ao país da cultura mais rica, e óbvio que vou fazer uma análise especial da história desse retorno.

IKIMASU conferir essa cobertura (de leitura oriental, como nos mangás) feita com base na edição que minha prima Pira Taria enviou lá do outro lado do mundo!

O mangá começa com uma cena de página inteira dizendo que o final da história da Sakura não era o fim do começo, e sim o começo do fim. Passei essa página no meu tradutor de intenções autorais e o que deu foi isso:

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Depois de acordar, ganhar grandes quadros mostrando seu novo visual mais velho e de anunciar ao público que agora é uma aluna do primeiro ginasial, Sakura foi até a cozinha e encontrou seu primeiro obstáculo: uma cena totalmente familiar para o público amar com nostalgia.

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Em meio a um tradicional passeio com cerejeiras caindo (lembre-se, nesse mangá é sempre primavera), Sakura reencontra seu crush que a abandonou após o término do mangá e de um filme terrivelmente mal dublado:

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Claro que a paz não iria durar muito, porque logo eles encontrariam uma criatura ameaçadora que não tem luz própria e apenas caminha pelas sombras buscando seguir os passos de pessoas com vida interessant…

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Ah não, era só a Tomoyo mesmo.

Aliás, vale notar que Shoran (sim, eu o chamo assim, algum problema?) carrega consigo um brinquedo extremamente fofo…

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…e que aparentemente está possuído pelo espírito assassino presente dentro da faca do boneco do Fofão. Reparem na cara desse demônio!

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Outro MUST HAVE dos mangás requentados é aquela cena em que a protagonista conta como quem não quer nada para um amigo distante (no caso o Eriol) sobre o que aconteceu com os personagens que não terão tempo de aparecer nesse mangá:

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Como vê, tudo está perfeito na vida da pequena Sakura: ela está radiante, tem flores de mangá shoujo ao seu redor e está acompanhada desse maravilhoso ursinh…

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Eis que Sakura pega no sono, e adivinha quem aparece em seus sonho!!!

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NÃO FOI O URSO MALIGNO, FOI OUTRA COISA!!!

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Bem, teremos muito tempo para pensar quem é o misterioso personagem, até porque acabamos de perceber que nunca mais iremos dormir por causa dos pesadelos causados pelo urso demoníaco do amor de Shoran.

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