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A Poc Con foi um sucesso (mais uma vez)

No último sábado (18) foi realizada a Poc Con 2022, um evento já tradicional na semana do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo. Após uma primeira edição de sucesso e algumas versões virtuais durante a pandemia de Covid-19, o evento retornou ao presencial trazendo inúmeros artistas, editoras e um público ainda mais engajado.

Como o espaço da edição anterior se mostrou insuficiente para o tamanho do evento, dessa vez a organização escolheu a Casa de Portugal, na Liberdade, para receber o público. E mesmo assim o espaço pareceu pouco para tanta gente! As filas para entrar no evento gratuito eram longas, mas ninguém ali parecia irritado com isso.

Além dos talentosos criadores que ocuparam o Vale dos Artistas com suas artes, quadrinhos, adesivos e quadros, o evento recebeu editoras tradicionais. A Conrad esteve lá para lançar o seu novo quadrinho Bloom (um “BL” ao estilo Heartstopper), assim como a Panini marcou presença com alguns de seus títulos. Ainda na linha de mangás, o pessoal da IndieVisível levou ao evento quadrinhos nacionais ao estilo mangá, como Lampião e Ping & Pong Drama. Inclusive, muito ansioso para sentar com calma e ler esses títulos bastante promissores.

Mas o destaque mesmo foi o Cosplay Lipsynch Challenge, apenas o melhor concurso Cosplay realizado no Brasil. O esquema é simples: cosplayers não devem apenas subir no palco, mas também dublar uma apresentação musical relacionada ao personagem. E vale qualquer coisa, indo desde uma dupla de garotas simulando um romance entre Jotaro e Kakyoin de Stardust Crusaders ou então um belíssimo Bruno de Vento Aureo… os personagens de Jojo’s Bizarre Adventure parecem feitos para esse evento, né? E o melhor, tudo analisado ali mesmo por jurados especiais que entregaram prestígio e gongadas na medida certa.

Claro que nem tudo foi perfeito, mas os detalhes negativos da Poc Con se referem mais a outras empresas. Senti falta da editora JBC por lá, que em seu catálogo poderia levar The Flower Pot (já que Gravitation está fora de catálogo por ter sido lançado numa época que ainda se usava a sigla GLS). Porém, a maior ausência sentida foi a da NewPOP Editora, que recentemente ergueu a bandeira da diversidade prometendo vários títulos de Boys Love e Girls Love. Mesmo tendo participado da primeira edição, a editora se ausentou do evento quando mais precisava se mostrar aliada da causa, complicado.

Esse foi o meu primeiro evento presencial depois de tantos anos de pandemia, e foi uma sensação muito especial. Além de ter sido muito legal reencontrar amigos, dar risada e ainda conversar com pessoas que acompanham o Mais de Oito Mil, a Poc Con se torna ainda mais especial por juntar pessoas normalmente segregadas no mundo geek. Quanto evento de anime que fui quando mais novo e considerava como “espaço seguro” apenas aquelas quatro paredes da Sala Yaoi? Ocupar espaços dessa forma é algo bastante significativo, e estarei sempre torcendo pelo sucesso do evento nas próximas edições.