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Festival Promessas JBC – Editora bate recorde de planos para o futuro

Enquanto a Panini tenta conquistar um título no Guiness Book de editora com maior quantidade de títulos que desaparecem após dois meses de lançamento, a editora JBC busca um novo troféu pra chamar de seu. Em um vídeo publicado no seu canal no YouTube, a editora fugiu das cobranças de reimpressão de volumes esgotados indo em direção um novo processo: relançar tudo o que já saiu em formatos mais caros. Calma que eu explico, pois nada de concreto foi afirmado.

Como era de se esperar em um vídeo de editora, foram feitas muitas perguntas sobre mangás com volumes esgotados nas lojas. E não só de títulos que foram lançados recentemente, como os últimos de Magi como também de coisas mais antiguinhas como Death Note e Yu Yu Hakusho. A editora explicou que reimprimir é sempre complicado, mas deu uma outra alternativa: e se relançar em outro formato?

A editora bateu recorde nos planos para o futuro, transformando o vídeo num festival de possíveis promessas. Segundo a contagem informal feita com exclusividade pelo Mais de Oito Mil (que só aguentou os 40 minutos de vídeo graças ao recurso de aceleração do YouTube), a editora mencionou OITO mangás que podem num futuro ganhar uma republicação em outro formato. São esses:

  • Bakuman
  • Death Note
  • All You Need is Kill
  • Mirai Nikki
  • Fairy Tail
  • Hunter x Hunter
  • Super Onze
  • Yu Yu Hakusho

REPITO: esses mangás NÃO FORAM CONFIRMADOS, e sim são títulos que a editora avalia que seria melhor lançar uma nova versão do que reimprimir volumes esgotados. Alguns dos casos são inclusive de mangás já republicados em outra ocasião!

Death Note já foi lançado em tanko normal, em versão digital e em edição definitiva, mas o editor Marcelo Del Greco vislumbrou uma possível edição futura de um kanzenban. Talvez a edição definitiva de Death Note não seja tão definitiva assim, não é mesmo?

Mas por que a editora JBC prefere relançar uma série inteira do começo em vez de republicar edições esgotadas. Temos duas respostas, uma chata e uma extremamente chata.

A resposta chata: reimprimir um volume esgotado de Fairy Tail é complicado. Não temos mais o papel no Brasil, as gráficas não podem oferecer um material que seja idêntico ao vendido na época e o preço seria muito reajustado. Uma saída que a editora arranjou para esses casos é lançar digitalmente, assim permite que qualquer pessoa tenha todo o mangá sempre sem depender de reimpressões.

Agora a resposta extremamente chata: porque dá MUITO mais dinheiro relançar.

Pense comigo, dá mais dinheiro repor um volume antigo de mangá ou REANUNCIAR E RELANÇAR, tendo divulgação maciça nos sites que falam sobre isso? O segundo caso, né? Ainda mais porque os relançamentos sempre envolvem trazer em um formato mais caro! No caso de Death Note deve ser provavelmente um formato ainda mais caro do que o formato caro que lançaram depois, afinal as editoras brasileiras desconhecem o conceito de uma republicação que seja mais barata ou popular que a anterior.

A JBC, sem capacidade de disputar com uma Panini os grandes títulos mainstream da otakada, ficou fadada a reviver o próprio passado eternamente. Eu tinha dúvidas do que a editora faria quando tivesse republicado todo o seu catálogo do passado e precisasse continuar lançando títulos, mas dessa vez eles me responderam: é só relançar TUDO MAIS UMA VEZ.

Um museu de grandes novidades.