Mercado Nacional

Mangá atinge vendas incríveis usando um negócio inédito chamado DIVULGAÇÃO

Embora tenha chegado ao rolê nos quarenta e cinco do segundo tempo, a editora Pipoca & Nanquim tem se mostrado uma grande competidora quando se trata de lançar livros e quadrinhos de todos os cantos do mundo. Com o sucesso, era questão de tempo até eles apostarem também nos nossos queridos mangazinhos, lançando com aquele formato luxuoso que atiça os sommelieres de papel e tudo mais. Um dos maiores sucessos deles no ano de 2019 foi o mangá O Preço da Desonra, de Hiroshi Hirata, e os números divulgados pela editora estão acima de qualquer projeção mais otimista.

Segundo um vídeo recente da editora e dessa postagem aqui da galerinha do JBox, O Preço da Desonra esgotou toda a sua tiragem de OITO MIL EXEMPLARES. Olhando apenas o número parece pouco, afinal estamos em um país com mais de 200 milhões de pessoas, porém nosso pequenino mercado editorial considera um sucesso absoluto quando um mangá atinge a marca de 5 mil exemplares vendidos. IMAGINA OITO MIL!

Mas, afinal, qual foi o truque da editora Pipoca & Nanquim para conseguir uma venda tão expressiva para um mangá meio desconhecido do público nacional? Talvez a resposta venha a surpreender você que trabalha na editora JBC ou na Panini, mas a Pipoca & Nanquim usou DIVULGAÇÃO para conseguir isso. Assim que anunciaram, eles fizeram vídeos explicando a história do mangá, a importância do autor, mostraram todos os passos de produção do negócio e faziam questão de exibir um merchanzinho do Preço da Desonra sempre que algum outro vídeo permitia.

Ou seja…

…o mangá então-desconhecido teve boas vendas porque eles apresentaram o título aos leitores!!! Estratégia surpreendente, não?

Essa matéria parece ser bem óbvia para qualquer pessoa, mas acredite: não é! Para se ter uma ideia de como a concorrência funciona, a JBC lançou esta semana o capítulo extra do Death Note em português. Sabe aquele que estava todo mundo falando? Pois é… eles lançaram e não rolou um único post em redes sociais para avisar. Quer dizer, teve um videozinho gravado na redação avisando, e ele foi publicado em uma das três contas de Instagram da JBC. Facebook? Twitter? Nada.

Parabéns ao pessoal do Pipoca & Nanquim pelo feito, e espero que ensine um pouco às outras editoras que é possível usar divulgação para vender seus próprios produtos.