Problematizando

O problema do anime de Dr Stone se chama “Boichi”

Quando estava para acabar o primeiro arco do anime de Dr Stone escrevi um texto aqui no site usando o anime como exemplo para discutir “verossimilhança“. Como “usar o anime como exemplo no Mais de Oito Mil” para muitos otakus significa “essa otaka que odeia tudo está problematizando aniems!!!!111“, fui massacrada e até grandes youtubers aproveitaram a deixa para discutir o assunto. Vida que segue, continuo acompanhando o anime pois me diverte e o segundo arco é muito superior ao primeiro, mas uma coisinha ali me incomoda um pouco.

Para você que chegou nessa matéria em busca de barraco e não sabe do que se trata, Dr Stone conta uma história no mínimo inusitada. Num belo dia, um raio transformou toda a população mundial em pedra, e assim acabou a odisseia humana na Terra igual a famosa música popularizada atualmente por Ivete Sangalo. Mais de 3 mil anos se passaram e a natureza retomou o controle de tudo, até que um jovem adolescente gênio chamado Senku desperta da pedra e toma para si um objetivo bem nobre: ele quer voltar a civilização ao estado atual usando seu conhecimento em ciências.

No primeiro arco do anime, aquele em que o alerta de “forçação de barra” é ativado logo quando o jovem adolescente Tsukasa mata um leão na base do soco, Senku desperta seus coleguinhas de turma e acaba entrando em conflito com o vilão da trama que prefere ressuscitar só as pessoas mais novas, afinal os adultos fazem muita merda no mundo e sem eles temos a chance de ser uma sociedade mais pacífica. Bem, as notícias atuais no Brasil nos fazem até pender para o lado do Tsukasa, mas Senku quer despetrificar todo mundo e para a história ele é o protagonista.

O que mais me chamou a atenção no segundo arco é o completo desprendimento do roteirista com os personagens introduzidos. Acontece umas coisas aí (extremamente forçadas, inclusive) e Senku precisa se separar do grupo formado por Tsukasa e seus amigos. No meio de andanças, ele encontra uma garota e faz uma descoberta sensacional: existe uma sociedade de humanos primitivos vivendo em uma vila, e eles não são pessoas despetrificadas e nem ao menos tiveram contato com a ciência humana.

O segundo arco de Dr Stone tem a simples premissa do Senku tentando criar sulfa com o objetivo de curar uma personagem doente, então o personagem e seus novos amigos se metem em situações bem irresponsáveis e que o programa ressalta toda vez que não deve ser repetido em casa (tipo mexer com um ácido clorídrico fantasiado de summon de Final Fantasy). Essa nova leva de episódios me animou mais que a primeira, pois agora a dinâmica é o Senku apresentando ciência para pessoas não iniciadas, e tentando realizar tarefas simples do nosso mundo com recursos na natureza.

Com inclusão de novos personagens, o novo arco deixou até o chatíssimo Senku menos insuportável. As aventuras do jovem numa vila primitiva são bem interessantes e os episódios do anime estão muito bem animados no geral. Inclusive a Crunchyroll (que disponibiliza o anime aqui no mesmo dia da exibição no Japão) colocou no ar um especial sobre os bastidores da produção, quase um Video Show otaku sem a apresentação de Sophia Abrahão, é recomendadíssimo e nem precisa ser assinante pois está também no Youtube:

Uma das maiores qualidades do anime para mim é o quanto ele deu uma cortada nas apelações do mangá original. Para quem não sabe, Dr Stone é roteirizada por Riichiro Inagaki, porém ele não desenha nada e entregou tudo nas mãos do mangaká Boichi que é… meio… hmm…. apelativo pra caralho.

Boichi ganhou projeção por seus desenhos detalhados e personagens expressivos, mas sua característica mais admirada pelo público alvo é sua habilidade de transformar qualquer situação numa capa de revista masculina, daquelas bem baixas. Com uma frequência infelizmente grande, as personagens femininas de Dr Stone estão debruçadas de forma que suas curvas fiquem bem visíveis, isso quando o autor não faz aqueles malabarismos anatômicos para colocar o máximo de sexualização num mesmo desenho, tipo aquela famosa cena na qual a Yuzuriha foi acometida por uma doença anatômica grave em que caminha sempre levantando a raba para o leitor adolescente:

Provavelmente alguém lendo este texto já está se preparando para soltar o argumento de “Como você é chata, Mara, o Boichi era desenhista de hentai por isso ele faz mulheres sensuais“, esquecendo que agora ele está numa tarefa para outra faixa etária. Eu mesma já trabalhei em metalúrgica e nem por isso vocês me veem aqui no Mais de Oito Mil preenchendo planilhas sobre materiais para construir um barômetro. Sei que aqui meu tipo de público é outro e preciso seguir uma coerência.

O anime de Dr Stone deu uma baita minimizada nesses ângulos que parecem inspirados nos câmeras do Domingo Legal dos anos 90, e as personagens femininas oferecem menos material para punheta dos fãs. Porém, em uma ou outra cena o pessoal da produção do anime decide “respeitar mais o original” e apresentam uma cena como esta, presente no episódio 15:

Imagino que quando o Riichiro Inagaki escreveu o script dessa cena para o mangá, estava escrito apenas “Senku coloca o remédio numa folha e dá para Ruri“. A partir desta pequena descrição, o Boichi criou uma cena desnecessariamente apelativa na qual a pobre doente parece pronta para tomar um remédio que começa com S (mas não de “sulfa”). É um ângulo muito desconfortável para o público, e até mesmo “quebra” a atenção de quem está assistindo. Minha sensação foi parecida com a do meme do “qual é a necessidade disso?”.

Não queria fazer uma afirmação assim, mas Dr Stone é uma história muito interessante. Gosto da premissa, aprendi a não odiar o protagonista e o segundo arco tem uma dinâmica muito mais interessante. Até as inverossimilhanças vamos passando a aceitar melhor com o passar do tempo! É uma série bem moderna, ágil e muito bem a animada, para destacar alguns pontos técnicos, mas o Boichi parece o ponto fora da reta.

A forma como Boichi representa as personagens femininas, e como o anime às vezes precisa respeitar em cenas chave como a do remédio, é completamente incoerentes com os tempos atuais. E não tem nada de “mimimi”, “politicamente correto” ou qualquer outro argumento usado por pessoas que se recusam a aceitar que a sociedade muda: é um pensamento bem velho este de que as personagens femininas precisam ser hipossexualizadas e tratadas como uma “boneca inflável” na mão de um autor, apenas para agradar o público masculino.

E por mais que algum grande especialista em animação japonesa apareça para lembrar que isso era normal nos anos 90, precisamos relembrar que já se passaram quase 30 anos. Tempo o bastante para mudar não só os costumes e o Domingo Legal, mas também para mudar toda a indústria da animação japonesa, a ponto do mercado internacional ser tão (ou mais) importante que o público interno japonês. E, para conseguir o tão desejado lucro, as animações precisam repensar algumas abordagens para não incomodarem pessoas de culturas menos machistas.

66 comentários em “O problema do anime de Dr Stone se chama “Boichi”

  1. Honestamente, eu só discordo quanto à qualidade do segundo arco. Todos os personagens, talvez com exceção do Chrome e o Gen, são absolutamente desinteressantes e com aquele jeitão de filler. A história tomou um rumo de sidequest onde o aspecto cativante do primeiro arco (sobre valer a pena ou não voltar com a humanidade e, caso valha, como fazê-lo?) foi esquecido no churrasco.

    Dr. Stone é uma premissa fantástica. O problema é um roteirista mediano que apela pra piadas sem graça que quebram a imersão do plot e um artista que tem mais interesse em forçar ecchi do que construir uma boa identidade visual à maioria dos personagens.

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  2. Já amei a tag “escreveu não leu o pau comeu”. Toad dublado é foda

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  3. A forma como Boichi representa as personagens femininas, e como o anime às vezes precisa respeitar em cenas chave como a do remédio, é completamente incoerentes com os tempos atuais. E não tem nada de “mimimi”, “politicamente correto” ou qualquer outro argumento usado por pessoas que se recusam a aceitar que a sociedade muda: é um pensamento bem velho este de que as personagens femininas precisam ser hipossexualizadas e tratadas como uma “boneca inflável” na mão de um autor, apenas para agradar o público masculino.

    Tentando de tudo pra validar uma defesa de um personagem que não existe de uma obra de ficção (fui redundante de propósito). Tava demorando para mais um surto de tullaluanismo do autor.

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  4. Gosto de mulheres comentando as coisas, começo a reparar melhor os absurdos que não percebo ao longo do tempo.

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  5. O Japão é um país de direita machista e misógino…
    Esquecendo essa premissa básica fui ler matérias pela internet do porque lá saia ser obrigatória para estudantes secundárias e as respostas foram meio chocantes…
    Aparentemente, as meninas acham que mostrar as pernas e relances de calcinhas é bonitinho e fofo por lá, por isso elas aguentam até o frio pra usar as malditas saias pregadas.

    Depois de ler isso, sua concepção das japinhas puras vai pro espaço e o resto é só prejuízo.

    Fora isso, o público da Shounen Jump é infanto-juvenil, e esse mangá tem como foco nos adolescentes 10-17. E eles gostam dessa apelação mesmo.
    Mas foram espertos de tirar a maior parte disso do anime.

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  6. Eu fico triste em ver que até hoje que alguns mangakas ainda tem esse pensamento pornográfico, na qual a maioria dos homens tem, na boa, odeio esse tipo de coisa em qualquer coisa. Sério, podiam parar com esse fanservice, tem muito Hentão por ai, pra que botar no mangá ou anime uma cena dessa? “ai mais vende, porque o japão é machista e misógino” aé…

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  7. O argumento de mercado internacional não cola comigo, porque o mercado ocidental até que consome esses ecchi, Funimation ainda dubla animes ecchi tem publico que consome.
    De maneira semelhante Seven Seas com sua marca Ghost Ship de mangas ecchi +18 tá se saindo muito bem(seus mangas com temática LGBT também).
    E o maior mercado para eles é a China, então sem gays nos anime também, pelo bem do mercado internacional.

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  8. Eu concordo que a erotização do Bocchi em Dr Stone não faz sentido pro tipo de manga que ele deveria estar fazendo, mas o “mudar para o mercado internacional me incomoda”

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  9. “esquecendo que agora ele está numa tarefa para outra faixa etária.”

    Ah, a parte em que o editor e o editorial da própria Shonen Jump na Shueisha aprovam não existem não é? O Boichi só desenha e lança o mangá, não tem consulta do autor e nem de toda uma empresa. Que pensamento bizarro hein? Se as coisas saem na revista ou em qualquer publicação é porque aprovaram! Então isso aqui é muito estranho, ainda mais quando mangás como Yuragi-sou no Yunna-san que é um To Love Ru existe na revista nesse exato momento, assim como o próprio to love ru existiu, dentre outros romcom com bastante ecchi. E o mesmo vale pro seu texto de Boruto que eu nem preciso ler pra saber que isso provavelmente foi ignorado, o que repito, é bizarro que não passou pela sua cabeça que existe mais do que a pessoa que desenha.

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  10. A autora adora malhar personagens femininas ecchi, mas aposto que contrata GPs de verdade para ser boy toys dela.

    Vai entender

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  11. QUE PORRA DE TAG É “ESCREVEU NÃO LEU O PAU COMEU”? NCJDJJDKEKWLLWKEKDKDOJFNDKEKEKE ALGUÉM ANDA VENDO O DESENHO DO SUPER MARIO BROS DUBLADO

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  12. Boichi é apenas um sintoma, como alguns comentaram, quem o aprova é a Shonen Jump que por usa vez reflete a cultura por lá. Ainda hoje mangás, animes e etc vendem mais no Japão, logo não vale a pena para eles se preocuparem com o que o Ocidente vai pensar. Fora que a galera consome mesmo assim, os EUA às vezes censuram e pronto, não há estímulo para mudar, nem com a ONU gritando no ouvido deles, Japão fará o que o Japão fará e foda-se o mundo, sejam baleias, comercio de marfim, pornografia infantil ou sexualização em produto infantojuvenil.

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  13. @ufomanmanga
    Sim! Todo mundo pode criticar! Nenhuma obra está livre de criticas e uau você pode gostar de um negócio e ainda achar defeitos nele. Incrível não? Alguém pode falar “eu adoro Mob, mas não gosto do traço do One” “eu gosto de Black Clover mas não suporto a animação porca do pierrot” “CDZ é ruim pra cacete mas eu gosto”. Mas claro que uma critica só é problemática e mimimi quando é sobre sexualização desnecessária.

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  14. ONU gritando no ouvido deles

    Olha a sua ONU aí:

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  15. ONU gritando no ouvido deles

    Olha a sua ONU aí:

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  16. Mais na frente do mangá, SPOILER
    podemos ver que a petrificação consegue praticamente “reviver” pessoas,quando essas pessoas voltam da petrificação eles estão mt bem e que ela também consegue dar um baita UP nas habilidade dos personagens, principalmente as individuais, isso é uma explicação para a super mega inteligência de Senku, super força de Tsukasa e a resistência de Taiju, sendo que mais pra frente haverá personagens que saem da petrificação (SPOILER: O velho Kaseki) e voltam com sua habilidade aprimorada.

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  17. Simples, fazer uma obra é difícil pois se fosse fácil, todos fariam mas não o fazer e pegar os que estão prontos e em desenvolvimento é fácil para criticar, mas sim de Stone abrange algo maravilhoso, vamos lá… Primeiro é o mesmo que no filme da marvel, vingadores guerra infinita que por mais que não tenha nada haver com a já original, ficou uma ótima adaptação, de que o culpado não necessariamente fez algo ruim, ou seja a arma não mata e sim quem está a manuseando, logo a terra encontrou adaptação e se regenerou por incontáveis anos de agressão por parte dos humanos ao ecossistema, segundo sim o protagonista pode ser às vezes chato, mas as capacidades humanas individuais é o que fazem. Grupo forte como em certos esportes, ou seja a deficiência de um é superada pela qualidade do outro e vice e versa, logo ciência, inteligência, força, altruísmo são compatíveis para que se em conjunto o mundo se alocar em algo melhor, terceiro mulheres são bonitas, fofas, mas cada uma tem a sua e se reparar estão na idade da pedra, sapato alto e vestido tubinho preto básico é impossível ali, pois até às mulheres combatentes precisam de algo que não restrinjam seus movimentos e criticar algo no começo da obra é burrice, porque até se formos retratar o começo de nossas vidas no começo não passaria de choros e fraldas cagadas, logo não critique anime leia o manga, nós fãs seguimos o manga e mesmo assim não o criticamos, o anime é uma forma divertida de vermos algo criar forma e além de tudo isso todo autor tem sua obra como inspiração, diversão, algo maravilhoso que nos tira dos problemas dia a dia, e de Stone nos mostra que mesmo após algo apocalíptico com união e sem perdemos a fé no que acreditamos, tudo é possível até mesmo mudar o modo de alguém pensar se sua crença for maior que a da outra…. Agora deixo aqui somente palavras, por mais que algo não saia como nos agrada, respeito que dizer que ao invés de colocarmos nosso posso de vista baseado no nosso ego, primeiro deveríamos nos colocar no lugar do próximo, nada é feito para nós mesmos pois o autor nem sabe que vc existe, logo, no lugar de criticar e dizer que não está bom, por que não damos algumas dicas para melhoria de um jeito construtivo e não insatisfatório, porque falar que a indústria do anime só visa mulheres sensuais, é o mesmo que falar que mulheres que vão para academia estão lá por que são burras, ou seja todo indivíduo t seu ponto de vista para si, não para agradar alguém.

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  18. Caramba kkkk aquela imagem final, a mina vai beber o remédio na folha ou vai tomar ‘leite condensado’? kkkkk

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  19. “aiinnn vou droppar o anime por causa do Ecchi” é simplesmente ridículo dizer que o Ecchi é ruim por si só.

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  20. Por incrível que pareça, não é meu trabalho refutar conspirações e absurdos da internet. Vim fazer um comentário, quando você se interessar em fazer um apontamento factual e relevante ao que escrevi, até te respondo. Até lá, fico por aqui mesmo. Beijos 😘

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  21. Muito blabla pra dizer que você não gosta de personagens sensualizando? Grande bosta, eu não gosto de Free pelo mesmo motivo, mas ao invés de problematizar eu só não assisto mesmo, autora do artigo é só chata mesmo.

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  22. Eu comecei a assistir Dr.Stone e no primeiro episódio tinha amado o anime comecei a seguir a série até que chegou o ep 6. Vi que parecia ser um anime legal dessa temporada com pouco fanservice então mostrei pra minha família que gostou até.
    Daí chega esse último ep 15 mal começa e ja tem piada sobre harém toda hora e pra completar tem essa parte da sulfa ( q mds desnecessário demais meu).
    Acredito que minhas irmãs (tomara que sim) não tenham entendido o duplo sentido ( elas tem 10 e 13), mas acho que minha mãe deve ter entendido algo mais (meu pai não assiste anime com a gente triste).
    Em relação aos arcos estou gostando dessas coisas de ciência e como o Senku pensa rápido em uma solução. A incrementação das personagens está boa para mim, não teve muito aquilo de : esse personagem está escondendo esse, acho que cada um esta tendo o seu melhor aproveitamento.
    E esse negócio de que eles exageraram que o Tsukasa matou um leão com um soco, é como a minha mãe fala em todas as histórias japonês senpre tem que colocar um negócio meio fantasioso.

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  23. Nuss quando butthurtismo, se odeiam o blog tanto assim, pq n vazam e vao chupar a pica do Bozo logo? Cada uma…

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  24. Esquerdista deveria ser proibido de Assistir anime, vocês são uns doentes desgraçados que não respeitam a liberdade de expressão e pregam a censura!

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  25. Por que vocês não admitem que odeiam a cultura japonesa e só querem que todo mundo siga os “valores ocidentais” importados dos EUA?

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  26. Lembro que quando os fãs de CDZ se organizaram pra pedir a tradução de um jogo da obra o autor desse blog ficou tirando sarro dizendo que os japas iriam cagar pro publico do ocidente, hoje em dia ele jura de pés juntos que o mercado internacional é tão relevante quanto o dos japas. Como as coisas mudam.

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  27. @Roses esperado que respondesse isso, afinal pra vocês é mais preocupante um persongem de tinta e namquim que um caso real de pedofilia.

    Viver numa bolha é deveras confortante. Só mostra o que você é e quanto se importa. Rs.

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  28. Estava demorando aparecer alguém para “criticar” isso. Se não gostou, é simples, abandona a obra, mas não vem militar em anime pelo amor de Deus né.
    E sim, é mimimi, não adianta disfarçar…

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  29. Expectativa: vir aos comentários e ver uma discussão bacana sobre hiperssexualização feminina e valores retrógrados
    Realidade: Punheteiro emocionado passando pano
    Ai que preguiçaaaaaa

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  30. Eu, como autor/artista (até o momento hobbysta), faço uso da sensualidade em mangás/webcomics de minha autoria, mesmo que não seja o foco da obra. Faço isso por ser algo que acho bonito de ver, então priorizo agradar a mim, e quem tiver um gosto semelhante ao meu. Meu artista favorito é Oogure Ito de Air Gear, inclusive.
    Mas também me senti um pouco incomodado com essa cena do remédio de Dr. Stone. Ficou muito fora de contexto, e acabou cortando o clima da cena. É realmente uma pena. Também gostaria que Yuzuriha fosse uma personagem mais forte, com mais importância na história. Espero que isso aconteça, quando ela voltar a aparecer. Até lá, Kohaku é minha personagem favorita nesta obra.
    Creio que existe espaço para o ecchi na sociedade. Pode não ser um produto de massa, mas mesmo que não seja atrativo para muitos, se tem gente que fica feliz com tal gênero, ele precisa existir. Porém, ele precisa ser bem trabalhado, como qualquer outro tipo de conteúdo, e é preciso tomar cuidado pra não incentivar práticas abomináveis como o estupro.

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  31. @ne deve ser novo(a) por aqui, o que mais tem é punheteiro emocionado se doendo quando o blog comete o absurdo, imagine só, de não assistir a algo passivamente e refletir sobre o que tem de errado e que pode melhorar ou só não existir na ficção, especialmente quando a discussão envolve machismo. Bem vindo (a)!

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  32. Vou deixar de lado qualquer “questão social” – mesmo que esse seja o viés do autor da matéria – e falar como uma pessoa comum, que faz parte do público consumidor desse tipo de obra.

    Fanservice é cansativo. É extremamente cansativo.

    Pessoalmente, não quero ver peitos pulando, calcinhas aparecendo e cenas de sexualização implícitas. Não tem nada a ver com ser de direita ou esquerda. Isso me incomoda e eu não sou de esquerda. A questão é que é tosco, vergonhoso e na minha opinião, impróprio.

    Dr. Stone não é uma obra adulta e, correndo o risco de ouvir que sou a favor da censura, não acho saudável que crianças e adolescentes sejam expostos à isso. Quanto à mim, como disse anteriormente, acho fanservice cansativo e por isso, fujo desse tipo de conteúdo.

    É extremante chato ter que limitar minhas opções já que o fanservice indiscriminado atualmente parece ter contaminado todas as esferas de produção de entretenimento.

    Sou apenas uma pessoa normal buscando uma diversão leve e eu posso garantir que existem muitas pessoas que, independente de questões políticas, estão cansadas disso pelos mesmos motivos que eu.

    Não vale só para animes aliás. Séries americanas, filmes e até mesmo atos musicais se transformaram em pornografia softcore. É realmente cansativo.

    Também não vale apenas para o fanservice para o público masculino. O fanservice para o público feminino e LGBT é IGUALMENTE irritante.

    Saudades de quando tudo isso se limitava à obras específicas de nicho.

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  33. Tudo isso é culpa dos shoujos. É por causa deles serem ruins que as meninas precisam ficar lendo shounen e acabam se ofendendo por causa de obras que não tem elas como publico alvo.

    Deveriam focar essa energia que usam pra problematizar ecchi em como melhorar as obras da demografia de vocês.

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  34. Coitados, tenho pena de vcs q perdem tempo com algo q nunca vai se concretizar, igualmente aqueles q perdem tempo da vida defendendo algo inútil. Ah propósito por algum motivo o Google anda recomendando lacração poderia consertar isso senhorita dona deste site?

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  35. Sério que ela tá reclamando de um manga/anime que NAO foi ela que escreveu e Nem desenhou, cara na boa se nao esta gostando PARA DE LER/ASSISTIR, ninguém e obrigado a ver algo que não gosta, se você por mais que esteja falando mal disso ainda assiste/lê , chego a conclusão que é apenas um hipócrita procurando atenção, existe muitas novel aí pra você ler sem precisar ver o desenho. >_<°

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  36. Cheio de fiscal de punheta e fiscal de fanservice. Gente julgando quem consome um material produzido que tem público e vende só porque se ofende com ele.

    Mas no final todos que fazem isso escondem fantasias sexuais possivelmente mais abomináveis que essas.

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  37. Mercado japonês: principal público alvo dos mangás e animes, gente que curte as obras e compra os produtos relacionados (revistas, bonecos, CD drama, etc) e dá dinheiro pras editoras e estúdios.

    Mercado internacional: gente que pirateia tudo que lê e assiste, não tira um centavo do bolso e ainda reclama, fazendo ataques racistas generalizando os japoneses e sua cultura

    Sim, o Japão certamente vai ouvir o “””mercado internacional”””

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  38. Mesmo sendo válido a critica a sensualização de personagens femininas, ele é bem mais leve comparado a muito manga mais famoso ( boku no hero, mineta assediador cof cof) óbvio que tem cenas como essa da ruri tomando o remédio que tira você da imersão da história, mas vai ser raro no passar dos capitulos, tirando as acrobacias da kohaku e de uma personagem que até deu as caras na nova opening, eu acho que o arquetipo do personagem taradão que quer ver meninas tomando banho muito mais prejudicial do que uma cena ou outra de um personagem sensualizando, no qual você pode simplesmente ignorar se você não tiver a mente mais podre que o rio tiete XD

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  39. Assiste outra obra que lhe adequar melhor, é simples. ” hipersensualisação feminina” , “incoerente com os tempos atuais”, putss. A obra é dos caras, e eles produzem da forma que lhes convir e não vai ser seu mimimi/progressismo que vai mudar essa forma.

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  40. A guria fala que o protagonista e insuportavel, essa ae ta vendo o anime com a bunda so pode, e outra o manga nem ecchi tem e ja querendo problematizar, que tipo de ácido vc ta usando? Pq parece dos bons

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  41. Só errou na parte do ácido, o que estava fantasiado era o sulfúrico, de resto concordo

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  42. ei Pedro Henrique, vc está criticando um TEXTO que você não escreveu? Isso não invalida o que vc mesmo escreveu, tachando a si mesmo de hipócrita?

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  43. Aposto que esses incels fazem a mesma pose quando estão doentes e a mamãe vem dar remedinho.
    (Sim, a mamãe, pq esses punheterinhos de 2D só podem ser uns mimadinhos que vivem na aba dos pais)
    kkkkkkkkkkk um bando de marmanjo puto pq alguém reclamou de sexualização nas lolis…. Uns doentes mesmo.

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  44. E lá vamos nós de novo… Bom, ao menos a gente sabe que o número de views sobe e a treta é garantida.

    Então, minha cara Mara ( e pessoa por trás de tão ilustre personalidade), jovem punheteiro de 15 anos sempre foi de se excitar com certas coisas e sempre vai ser, não adianta, pode ter sido nos anos 80, 90, na idade média, na idade da pedra ou daqui há 3000 anos. ISSO NÃO VAI MUDAR! Jovem punheteiro de 15 anos será assim pra todo sempre e reprimir isso só vai é piorar a situação! Esse papinho de “novos tempos” isso isso e aquilo não existe! O negócio é feito para atingir um certo público-alvo com hormônios borbulhando e pronto.

    Os animes e mangás ainda providenciam uma válvula de escape mais segura do que os jovens irem assediar as meninas de seus colégios. Ainda bem saber que o anime deu alguma suavizada, mas isso é só para não ofender os moralistas de plantão de algum paiseco que não deve saber o que “faixa etária” significa. Não tem nada a ver com novos tempos nem nada, é só adequação a um mercado, esse sim retrógrado, que quer vender desenho como “coisa de criança”.

    Quem tá com papo retrógrado, sinto muito dizer, é você. Tá parecendo aqueles moralistas que desde os anos 90 querem culpar filmes ou jogos pela violência e tiroteios nos Estados Unidos, ou Gilberto Barros dizendo que Yugi-oh é coisa do demônio. Esse salto de pensamento é absurdo, não há provas nenhumas de tal ligação das coisas! Quer dizer que uma suave sexualização de uma personagem feminina imaginária numa obra focada mais pro público masculino é responsável por quaisquer eventuais desigualdades (reais ou imaginárias) que acometem nossas mulheres de hoje? ISSO NÃO FAZ O MENOR SENTIDO!

    Sinceramente, esse povo não tem do que reclamar e quer culpar um tal de “machismo” por tudo o que fere suas sensibilidades exageradas e gostos peculiares. Se isso fosse o maior yaoizão e todo a tensão sexual ou romance pro jovens do mesmo sexo aí estariam provavelmente comemorando e soltando fogos dizendo asneiras do tipo “oh que coisa revolucionária, a frente de seu tempo” e outras coisas sem sentido (como se nunca tivesse havido público para obras com teor homo desde longa data).

    E ai de quem ousasse criticar, seria chamado de censurador, homofóbico, ia ser mandado assistir outra coisa, as porras toda. Hipocrisiazinha barata…

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  45. Estamos indo para 2020 e as pessoas pensam que a Mara é mulher. Devem ser novos no site.

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  46. Na hora da cena eu fiquei tipo, “que merda é essa que tão fazendo, pra que isso?”. Não gostei tbm, mas infelizmente é algo que pra lá é comum e não veem qualquer problema.

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  47. Até que ele manerou nas poses. Em Origin era cada close em bucet* gordinha na hora do fight kkkkk. Acho q o grande problema dele é sensualizar muito em horas indevidas ou descaracterizar personagens por causa disso. Olha por exemplo uma personagem como a midnight em boku no hero, ela foi feita pra ser a personagem sensual, e nisso a sexualização dela não soa como algo forçado do nada. O mesmo das técnicas de jutsu sexy do Naruto. São coisas que tem a ver com história e não soam cafonas como personagens fugindo de robôs assassinos que do nada são tombadas com close na precheca marcada – bem Origin – (quando esse não é o foco principal da história).

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  48. Da pra ver que você gosta de escrever, porém precisa escolher melhor suas palavras . . . Você vem falar de machismo e reclamar merda do desenho ?

    Isso é inveja aposto que tu queria ser mangaka.

    Se tu é tão feminista assim porque tem imagem do dragon ball no seu blog heim fodona? DRAGON BALL É MACHISTA PARA UM CARALHO.

    Usa um nome menos apelativo pro seu blog, ou entao usa um plano de fundo que tem de um desenho que tenha uma MULHER como protagonista

    Primeiro muda sua cabeça, depois reclame dos outros machistinha revoltada.

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  49. Como eu apoio a igualdade de gênero, é só sexualizar os personangens masculinos e os personagens femininos. Nenhum dos dois lados reclamam, ou os dois lados reclamam sei lá. :b

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  50. Se não gosta basta não assistir, simples assim…

    Alguma vez já passou pela sua cabeça que se algo é feito de uma determinada forma é por existir uma demanda?

    Se você não é o publico alvo basta não consumir, não existe necessidade alguma de vir com “cagação de regra”, pois parte do pré suposto de que somente o seu gosto é bom.

    É como eu ir assistir um vídeo do Lucas Neto e falar que é muito infantil, claro que é infantil, esse é o público alvo!

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