Mercado Nacional

Panini resgata o pior dos anos 80 com o segundo reajuste de One Piece em 2019

A crise no Brasil tá feia e o mercado editorial está longe de estar numa tranquilidade. Problemas com distribuição, impressão, dólar e muito mais afetam o preço dos nossos mangázinhos, e as editoras precisam arranjar formas de segurar as coisas sem ficar no prejuízo. A Editora Panini, por exemplo, é a maior editora de mangás no país e está lidando com a crise da seguinte forma: lançando ainda mais mangás do que quando o Brasil não estava em crise, tudo num preço muito elevado. E os títulos antigos, como era de se esperar, todos passaram por reajustes às vezes de sete reais. Um desses casos foi o nosso One Piece.

Todo esse parágrafo atrás foi para demonstrar os fatores que levam uma editora a aumentar o preço de um título. Em janeiro deste ano, o One Piece foi um daqueles mangás que ganharam um puta aumento: foi de 14,90 por edição para 18,90. Caro, mas “entendemos” que era o que dava para ser feito naquelas condições. Porém, qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que esse aumento duraria apenas TRÊS edições? Pois é, a Panini fará um novo reajuste na história do Luffy.

Segundo a página Biblioteca Brasileira de Mangás, One Piece mudará de preço na edição 90 e custará 19,90. O formato continuará o mesmo e o papel ainda é o jornalzão. Um real nem chega a ser um grande aumento comparado a outras coisas que a editora italiana aprontou nos últimos tempos, mas é curioso perceber que One Piece já teve um reajuste neste ano.

No último Anime Friends (na verdade em toda palestra de editora rola esse papo) os editores relembravam como era terrível comprar quadrinhos no final dos anos 80 e no começo dos anos 90 porque, com a inflação absurda que tinha nossa moeda, os títulos nem tinham o preço estampado na capa. Para saber o preço, havia uma identificação e o cara da banca veria quanto estava custando o quadrinho NAQUELE DIA.

Ao optar por fazer um segundo reajuste no mesmo ano para um mangá, temos duas alternativas: ou a Panini fez os cálculos errados e foi incapaz de calcular quanto deveria ser um aumento que cobrisse as contas de One Piece ou então ela está aproveitando esse revival de anos 80 graças à série Stranger Things e está promovendo uma experiência diferente aos fãs de mangás. Você pode escolher a melhor alternativa.

12 comentários em “Panini resgata o pior dos anos 80 com o segundo reajuste de One Piece em 2019

  1. Eu tenho assinatura do mangá desde 2012 e tenho planos até o volume 96, mas até lá vou continuar comprando o mangá até o fim da publicação mesmo custando 50 reais. Amo one piece e vou até o fim. E sobre a matéria, vivi estes tempos tenebrosos da revistinhas em quadrinhos subia de preço a cada semana e mesmo antes de ir as bancas com um preço, já tinha um outro preço em cima do preço impresso na revistinha e agora to vivendo de novo isso. oh céus!

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  2. Já falei isso em varios lugares e repito aqui: Já n compro OP apreço cheio a um tempo, assim como tbm n corro atrás das edições como um desesperado. To com grana sobrando e tem o volume q quero com desconto na amazon ? Blz, compro. Se n fico sem mesmo.

    O grande problema é q a qualidade dessa merda ta pior q antes e eles aumentarem o preço tá foda e n valendo o custo. Ae depois perde cliente e o Levi quer chora pitagas pra blogs ae, reclama q ofende ele e bla, bla, bla.
    Po n ajuda o consumidor q quer consumir e ainda quer q eu bata palmas ?
    Eu sei q ta dificil, entendo os aumentos, mas po faz um esforço ae tbm pra pelo menos pra quem compra ter um material bacana sem erro dentro, coisa q ta dificil já q até edição de OP com uma puta digital de dedão no meio da pagina eu tenho.

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  3. Deve ser alguma estratégia da Panini: mangá a preço de ouro, pra combinar com a temática de piratas.

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  4. Venho tendo maiores problemas com a Panini dia após dia. Sou assinante e os produtos mais caros são os que vem com maiores problemas (rasgos, amassados, mal colados), o que só mostra o descaso da empresa. Sinceramente, só vou seguir comprando o que curto mesmo e coleciono, porque de resto o que a empresa merece é perder um assinante de anos como muitos outros consumidores que não merecem esse desleixo.

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  5. Era de se esperar. Pelo visto o novo “preço padrão” dos mangás em papel jornal da Panini é 19,90. Então os mangás de papel jornal dela que ainda não subiram até esse preço, ainda vão subir mais. Fiquem vendo.

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  6. Quem mandou vocês não receberem 10 mil reais por mês pra bancar esse hobby caça-níquel no Brasil.

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  7. Só uma correção: o período da tabela com os códigos das revistas pro jornaleiro dizer o preço do dia foi entre 1992 e 94.

    (Muito embora antes desse tempo ocorresse de, de vez em quando, a revista ser impressa com um preço na capa –ou, por questão de prazo, ser impressa sem preço, que ainda não havia sido decidido– e, entre a saída da gráfica e a banca, receber uma etiqueta com a nova quantia a ser paga.)

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