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Fire Punch: o caso do mangá destinado ao público que não pode comprá-lo

Acredito que todo mundo, em algum momento da vida, já se viu na situação de rejeitar algum tipo de entretenimento mais leve.

Durante um período da minha adolescência, cansada de ser zoada na escola por ter 14 anos e assistir um negócio chamando Pokémon, já cheguei a desejar que o anime, destinado às crianças, estivesse mais de acordo com o que eu considerava ser adulto. Lembro que eu fui muito empolgada para meus amigos da escola falar “olha que muito louco!” a famosa cena do mangá do Pokémon em que um Arbok é fatiado por um Charmeleon. Dane-se que Pokémon era um anime infantil destinado a todas as faixas de público, eu queria mesmo era ver aquela suposta violência do mangá e aplaudir fanarts que colocavam Mewtwo com uma armadura bem da cafona.

Precisei desse parágrafo de introdução antes que pudesse falar sobre minha experiência lendo o Fire Punch, o novo mangá da JBC. O mangá conta a história de um mundo de dark fantasy no qual uma bruxa saiu congelando tudo. Em meio a esse cenário desolador, o jovem Agnis revela ao leitor ter o poder da regeneração, mas o coitado envolveu numa treta com um cara cujo poder é queimar tudo até o fim. Ao ser atacado por essas chamas infinitas, o corpo do Agnis tem uma reação com o próprio poder e agora temos um protagonista que está queimando vivo eternamente, afinal as chamas nunca conseguem consumir um corpo que se regenera.

Eu acredito que, quando o mangaká Tatsuki Fujimoto teve a ideia de fazer Fire Punch, ele chegou no editor da Shueisha e perguntou “cara, quais são os temas mais controversos que eu poderia colocar num mangá?“. Após receber uma listinha que incluía estupro com menores de idade, canibalismo, incesto e até zoofilia, o Fujimoto falou “ótimo, vou colocar tudo isso no meu mangá de alguma forma”. Fire Punch tem uma premissa bem simples: Agnis que ser vingar do cara que o “amaldiçoou”, enquanto no background sabemos da existência de uma cidade de poderosos e mais no fundo ainda tem o rolê da bruxa que transformou o mundo no castelo da Frozen, então o autor tenta fisgar a atenção do leitor colocando o maior número possível de cenas chocantes, sem que elas nem ao menos façam sentido para a trama.

Talvez você se lembre que eu critiquei o estupro que rolou no primeiro episódio de Goblin Slayer, na matéria em que expliquei o que era o gênero “shonen adultão” (caso não lembre, pode ler aqui), e vou usar esse caso para mostrar como Fire Punch está num nível muito abaixo. Em Goblin Slayer, uma personagem é violentamente estuprada por seres fictícios daquele mundo em uma cena muito questionável, mas não posso negar que aquilo tinha um objetivo: mostrar que os Goblins eram criaturas cruéis. Foi mal feito, mas tinha um objetivo. Os personagens em Fire Punch, no entanto, parecem cometer maldades apenas porque querem e pronto. Ao contrário de outras histórias de dark fantasy, que ao menos se esforçam em mostrar como que a sociedade decaiu, nessa aqui o autor quer colocar um adulto querendo ser voyeur de zoofilia só porque isso é algo muito violento.

O ponto é que eu enxergo esse mangá como um autêntico representante do shonen adultão, ou seja, um mangá cuja violência excessiva parece agradar apenas pessoas que querem reafirmar uma suposta maturidade através de um título com elementos teoricamente “adultos”. Curiosamente, essas são as pessoas que não podem comprar o mangá: além do mesmo ser classificado para maiores de 18 anos, existe um selo na capa avisando aos pais que Fire Punch contém violência. A própria cena em que se explica como Agnis passou anos até se acostumar com as chamas em seu rosto parece ter sido estudada e composta para agradar um adolescente de 14 anos, e não o público que pode comprar o título.

Mas beleza, vamos fingir que toda a violência gratuita do mangá não existe, o que sobra? Um dos piores mangás que eu já li este ano. Quando não está promovendo a violência pelo choque do leitor, o Fujimoto escreve diálogos que seriam considerados mal feitos até por quem escreve as fanfics do Faustão com a Selena Gomez. Enquanto eu lia o mangá ontem, cheguei a postar no Twitter momentos que ora eram extremamente cafonas, ora não faziam sentido:

Cafona:

Cafona:

Sem sentido:

Mas parece que a violência e a cafonice presente neste volume não é capaz de impedir um amor grande por esse mangá na internet. Segundo pessoas cuja opinião considero bastante, o mangá tem uma profundidade que fica mais evidente no decorrer da história. O Nintakun, otaku personalidade da mídia nas redes sociais, chegou a traduzir um longo texto cheio de referências sobre como Fire Punch é um mangá genial. Não deixa de ser uma opinião de quem pensa diferente.

Por mais que eu tenha até achado curioso o que li na matéria que falei neste parágrafo anterior, não há nada no mangá que me motive a avançar até essa suposta “genialidade”. O traço não me agradou, a narrativa é meio ruim, os diálogos são péssimos e o autor coloca cenas gratuitamente chocantes pra agradar um público que acha isso cool. E, pra piorar, ele custar 26 reais cada volume de 200 páginas.

Se você quiser conferir por sua conta e risco, é com você. Talvez a Mara de 14 anos gostasse disso, mas até aí a Mara de 14 anos tinha um péssimo gosto.

24 comentários em “Fire Punch: o caso do mangá destinado ao público que não pode comprá-lo

  1. mara, tô me sentindo estúpido em ver sentido no monólogo que você linkou dizendo que não faz sentido. no mais, tb vou passar fire punch. chocar por chocar já não me agrada mais

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  2. Os jovens otakus de hoje em dia gostando desse mangá é que nem o povo da década passada achando Gantz e Hellsing as coisas mais fantásticas por conta das “adultices” gratuitas. Bom, pelo menos Hellsing é divertido e Gantz ninguém levava á sério (ou levava, sei lá).

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  3. Pokemon com 14 anos ? voce deve ter uns 36 anos, claro q um shoneyzao/adultão nao vai te agradar kkkkkkkk

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  4. “Se a Bruxa de Gelo não tivesse tornado tudo gelado, o mundo estaria quente”

    People die if theyre killed.

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  5. Não li ainda, então não posso opinar muito sobre o mangá, mas o diálogo considerado “sem sentido” fez bastante sentido pra mim.

    Resumindo o sentido que entendi: as pessoas precisam de combustível (motivações) para continuar vivendo assim como o fogo precisa de combustível (lenha) para continuar queimando. É brega, mas sentido tem!

    No mais, não é muito puritanismo querer que cenas de estupro sejam banidas do entretenimento?

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  6. E não adianta ficar choramingando no twitter por causa da minha pergunta. Sim, você toma posição de ser contra cenas de estupro todas as vezes! Está mais conservador que minha avó de 80 anos!

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  7. “Tenho que trabalhar um pouco disso em mim e experimentar as coisas com peito mais aberto, sem vícios, até para poder me surpreender positivamente com algo que eu acharia ser uma roubada. Só tenho a ganhar com isso.”

    – Você no post anterior.

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  8. Crítica tendenciosa, só expôs os defeitos. A única coisa que falou sobre a arte, foi que nao gostou do visual do protagonista. Pelo pouco que vi na net a arte pareceu ser boa. Isso você não comentou, não é?

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  9. Imagina eu fazendo uma crítica de shoujo mangá usando a expressão choro mangá: que credibilidade quero passar aos meus leitores? No caso seria a mesma de quem usa o bordão Shounen Adultão a torto e a direito pra mostrar antipatia ao gênero.

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  10. Fire punch continua sendo uma das obras mais genias dos últimos tempos, ele tá passando a mensagem dele muito bem você precisa dar tempo, a mensagem não pode vir no primeiro volume ele é uma grande construção de 8 volumes, de tempo é uma obra muito boa.

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  11. Bom, e se você, leitor, quiser passar raiva com outros mangás do autor, há uma aberração chamada Chainsawman sendo publicada na Jump nesse momento. É muuuuito adulto.

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  12. O volume 1 de Fire Punch é o que mais contém essas cenas chocantes, mas discordo de que sejam para nada. Na primeira página do mangá já diz que o mundo foi coberto pela loucura. Essas cenas estão aí pra mostrar isso, o estado atual do mundo é o pior possível. E elas não são sexualizadas como em Goblin Slayer.
    Sobre os trechos que você botou ali, o primeiro é cafona porque é a fala de uma criança de uns 11 anos traumatizada. O terceiro tem sentido sim, não consegui entender o que você não entendeu ali, está bem claro o que ele quer dizer. O segundo já é cafona mesmo, apesar de eu acreditar que ele tem o propósito de mostrar que as pessoas estão tão desesperadas ao ponto de falar algo cafona desse tipo :v
    Fire Punch é genial mesmo, é só que esse primeiro volume é necessário para todo o desenvolvimento que ele vai trazer daí pra frente. Já no final do primeiro volume vemos como o Doma é um cara diferente do que apareceu no primeiro capítulo. Nem isso chamou sua atenção, mesmo que um pouco?

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  13. Eu fiquei bem empolgado com a premissa do mangá e o hype que o pessoal da JBC tava fazendo nos vídeos do Henshin. Mas antes de encomendar o volume 1, fui ler o preview gratuito do primeiro capítulo no site da editora e passei trabalho pra chegar no final. A arte e os diálogos não me cativaram nem um pouco e o conteúdo mais “pesado” me pareceu excessivo e gratuito. O engraçado é que esse aspecto do mangá foi justamente uma das coisas que despertaram meu interesse, mas pra mim foi demais. Pra quem decidir acompanhar, espero que o negócio melhore assim como alguns comentaram acima, mas não me senti motivado a investir mais de 200 reais pra descobrir.

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  14. Os diálogos das duas primeiras fotos achei toscos, mesmo. Mas não sei se pensaria da mesma forma lendo o mangá, caso haja mais contexto pra elas. Já o diálogo da terceira foto eu vi sentido.
    No mais, esse mangá não é uma das minhas prioridades. Então se eu for adquirir ele, será em um futuro relativamente distante.

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  15. Rapaz, se você quer algo mais pesado, mas com mérito artístico, leia o “Monstro do Pântano”, o “Miracleman/Marvelman” e os “Watchmen” de Alan Moore (mas, no caso desta última, fique longe de qualquer seqüência ou preqüência, caça-níqueis sem-vergonha feitos sem a autorização do autor). “Sandman”, de Neil Gaiman, é uma fantasia com seus momentos dark. Às vezes é meio pretensioso, mas tem bons diálogos, na maioria das vezes.

    No campo dos mangás, tem o insuperável “Lobo Solitário”, claro, com violência, sangue e divagações bem escritas. Tem o “Blade”, que tem ultraviolência, mas não se leva a sério, com um protagonista meio John Constantine (aliás, este também recomendo, pelo menos as primeiras sagas), que vive se indagando “como eu me meto nessas roubadas?”. E tem o “Preto e Branco”, que é bem viajado e me agradou muito, mas até aí eu tenho um gosto meio esquisito.

    Tem umas inéditas no Brasil, das quais só li uns scans, como “Strain”, de “Buronson” e Rioichi Ikegami, sobre um artista e pistoleiro de aluguel, e “Banana Fish”, que até ganhou desenho recentemente.

    Todas essas histórias levam o leitor para além do mundo super-herói/shonen de luta, sem parecer que é só um gibi de super-herói com sangue e tripas. Feito “Preacher”.

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  16. “Porque você não gostou?”
    “Porque não é politicamente correto”

    Tenha santa paciência. Isso aqui é um blog de comédia? A abordagem de um mundo apocalíptico, onde todo grupo de pessoas é um pequeno inferno, é algo que simplesmente reflete como o ser humano realmente é.

    A atração da irmã do Agni por ele, por ser a única pessoa próxima, é psicologicamente correta, e só mostra como o autor se importa com detalhes, até mesmo em coisas tão cruéis como essa. E o fato de termos coisas bizarras (como a cama de eletricidade, ou o cara que queria colocar as crianças pra transar com cachorros) é exatamente um grande reflexo do que a sociedade se tornou por causa do frio e do medo.

    Dizer “A história é fraca, o traço é ruim e blá”, mas como único “””””argumento””””” usar o fato de que o mangá é cruel, chega a ser ridículo, e beira o não-profissionalismo, que é claramente o que o seu blog visa ter.

    Se você quiser dar críticas sobre algo, na próxima vez crie uma argumentação boa e apresente a opinião de maneira construtiva. E pelo menos dê motivos, e não só cite coisas abstratas do jeito que você fez.

    De longe, a pior resenha que eu já vi, e provavelmente só vai ser superada por algo que você mesma vai escrever novamente, porque dá pra ver que seu texto é fraco e sem nexo. Meus parabéns.

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  17. Cara, eu ando longe da blogosfera faz uns boooons anos, mas é incrível como a imprensa especializada nunca muda, apostando todas as fichas em títulos ruins sob o argumento de uma suposta profundidade, e os leitores continuam cheios de não me toques quando apontam o ridículo que estão consumindo (e continuam insistindo em replicar a Mara questionando os posts de OPINIÃO, cara, tu discorda, ok, vai ler outra coisa, não é teu texto revoltado que vai tornar aquele material melhor praquela pessoa, seus gostos são diferentes, pra dizer o mínimo, então segue o baile).

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  18. Eu masoquista q sou resolvi catar p ler pelos meios ilegais, e cheguei até o ch. 35. Por volta desse ch. achei q começou a mostrar alguma promessa, pegando no tema do fanatismo religioso, mas até chegar aí foi aquela leitura torturante. Tem coisa “chocante” q eu até vejo o lugar q serve na trama – o incestinho pelo menos serve de base p justificar a obsessão problemática do protagonista na irmã. Mas a zoofilia foi tipo? Shock value gratuito ¯\_(ツ)_/¯

    O traço tem seus altos e baixos. Às vezes é bonito – mas dps tem uns rostos de perfil mto mal desenhados, e cenas de ação confusas.

    No fim, tendo chegado nessa altura do mangá, larguei mão pq n tem um personagem q eu me importava, tirando a camera girl q eu queria gritar CORRE VIADA MELHOR MORRER DE HIPOTERMIA DO Q VIVER PERTO DESSE POVO DOIDO.

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  19. Eu entendo o pessoal fazer cara feia com Fire Punch, mas é um dos meus mangás favoritos então vou tentar dar uma defendida:
    Primeiro, é importante entender que Fire Punch é sobre papeis sociais que a sociedade dá aos indivíduos. No caso, uma sociedade que tá em colapso por conta da era do gelo. É por isso que o mangá mete tanto tabu social (incesto, por que os personagens não tem condições de se desenvolverem socialmente de maneira normal, canibalismo, mesmo que seja por questões de sobrevivências) e violência normalizada, porque sociedade tá nos limites. Depois que o mangá começa à puxar pra coisas como cinema, colocar temas como papel de gênero (sim), transsexualidade (sim!), fanatismo religioso e distorcer a própria premissa de vingança, fica mais claro isso.
    Agora, sobre isso de violência tornar um mangá adulto, dá usar de comparativo mesmo as obras do próprio autor. Chainsawman é um mangá shounen que é só um pouco menos violento que Fire Punch, apesar de não envolver nenhum mamilo chocante, e como semelhança tem os dois protagonistas passando por algum processo doloroso pra terem os “poderes”. A diferença é que Chainsaw Man é muito sobre o protagonista se decidindo o que ele quer da vida, que conversa mais com o público mais jovem. Já os temas Fire Punch são uma coisa que adolescente teria mais dificuldade em fisgar.
    Além disso, o fato dele ser para um público adulto significa que ele não precisa ser tão didático. O autor não precisa explicar porque incesto e violência é errado, porque ele assume que os leitores já tem maturidade pra se dar conta disso.
    Enfim, Fire Punch recebeu umas boas críticas no Japão também, então não é delírio de meia dúzia na internet. Espero que apesar de tudo o pessoal ainda dê uma chance. Eu não gosto de mangás violentos, motivos que me afastam mesmo de obras muito bem faladas como Blade e Vagabond, mas Fire Punch é mesmo bem louco e tem um temática central que eu acho pertinente hoje em dia.

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  20. Mas é óbvio que estes temas “adultões” são só para chamar atenção pra obra, fazer ela se destacar do mar de coisas genéricas, apostas seguras e tal. Mesma coisa com ecchis em alguns casos.

    Isso não é ruim por si só, de repente o mangá até é bom mesmo. Ou talvez não, seja uma porqueira mesmo, vai saber. O fato é que aquele velho argumento de “Série Tal fica só boa a partir do volume/episódio/arco XX” é coisa mais que discutível (de Jojo a One Piece e outras obras longas em especial), afinal, se a obra conseguiu chamar e manter a atenção do público, beleza. Se não, a pessoa tem que criar saco e aturar se ela tiver a disposição.

    Já a questão da faixa etária, aí sim temos um problema, se ela tá maior que a do suposto público-alvo. +18 para um público de 14 que gosta de coisa “adultona” ou +18 para quem tem idade mental de 14… Em todo caso é problema. Resta saber o contexto também, se a classificação etária do Brasil é compatível com a do Japão, esse tipo de diferença cultural, pois isso muda de país pra país.

    P.S.: Aquela cena de Pokemon é um pouco chocante até pra mim que já devo fazer em breve 14 anos pela segunda vez, hahaha. Nunca imaginaria aquilo num mangá infantil, aquilo é gore pesado.

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  21. Fire Punch não é horrível forçado e também não é obra genial (mesmo que os temas sejam), apenas devido à execução porca da mensagem nos primeiros 3 volumes. Fora isso é bonzinho de ler e possui ótimo enquadramento e ilustrações de página cheia.

    Problema é que sim, é pra ser bleak e sem esperança mesmo, mas os primeiros dois volumes forçam a barra porque “o que importa são primeiras impressões” e Fujimoto exagerou ao ponto de qualquer leitor esperando um mangá normal e não algo pra ser altamente interpretado fica alienado e larga rápido

    Ou seja, 99% do público fora quem já conhecia antes. . Meio irônico (ou intencional?) ao considerar que isso é um dos temas chave da obra.

    A obra em si depois do volume 4-5 é repleta de momentos tão incríveis que sinto a mesma coisa que sinto ao ler a maioria dos seinen underrated = “Essa cena é boa demais pra estar nesse mangá”

    E Gantz é B-rated creature horror, só porradaria com arte legal igual aquele meio mundo de joguinho de ação pirata na época de PS2. Meio injusto comparar os dois.

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