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Editor da JBC explica registro de Sakura Clear Card: “foi um equívoco” (com plot twist)

Enquanto a imprensa política da atualidade só fala sobre vazamentos de assuntos sigilosos e também das pessoas envolvidas negando tudo o que apareceu, na imprensa otaka nós temos… bem… vazamentos de assuntos sigilosos e também das pessoas envolvidas negando tudo o que apareceu.

A JBC realizou no último Anime Friends uma palestra meio decepcionante, em que o único assunto relevante foi a tal edição definitiva de Sailor Moon (que eles já haviam dado teasers sobre, então nem foi aqueeela surpresa). Porém, tal qual um filme da Marvel, a editora soltou algumas informações em “cenas pós-créditos”. A primeira veio na entrevista dada ao Gabriel Sau, em que confirmaram a periodicidade mensal do Hokuto no Ken. A segunda informação, que é o tema dessa matéria, foi revelada na entrevista dada ao canal do JBox:

Muito atrevidinhos, o pessoal do JBox conversou com Marcelo Del Greco, o mais novo editor de mangás da JBC, após a palestra e arrancou algumas informações sobre Sakura Clear Card, a continuação de Sakura Card Captor e que todo mundo já sabe que sairá pela JBC porque o título já foi registrado no ISBN e vazado por vários sites do meio.

Questionado sobre o Sakura, que ainda não foi anunciado embora já tenha o registro necessário para a publicação, Del Greco explicou que a editora só anuncia um título quando tudo estiver 100% certo, com projeto fechado e tal. Até aí beleza, entendemos, está até melhor que o Gagoze da Newpop, mangá anunciado ainda no primeiro governo de Dilma Rousseff. Porém, Del Greco deixou bem claro que não há nada certo e que “Sakura Clear Card ainda não é da JBC”. Ele inclusive insinuou que não há um contrato!

Ué, se não está nada certo, sem projeto gráfico, como é que conseguiram registrar o título no ISBN? Inclusive lá é possível ver o número de páginas da edição brasileira e o tradutor para o português. Confrontado com o registro do ISBN, Marcelo Del Greco declarou apenas: “foi um equívoco“.

Na época do “equívoco”, quando sites de mangás descobriram o título registrado, havia o registro de dois volumes do mangá. Porém, se você buscar por Sakura Clear Card hoje, encontrará mais DOIS equívocos registrados lá.

Quem nunca cometeu o equívoco de mandar um registro para o ISBN de volumes de um mangá que não assinou contrato ainda, pagando uma certa quantia para cada volume não é mesmo?

Aliás, quando fui buscar no Google o link da matéria da Crunchyroll sobre o vazamento do ISBN de Clear Card, o serviço de buscas me mostrou o que provavelmente é outro equívoco:

Esperamos que a editora ter colocado um PREVIEW EM PORTUGUÊS do Clear Card em seu site oficial também não seja uma forma de equívoco e que possa ser considerada uma forma de confirmar que eles vão lançar o mangá por aqui. Vamos torcer.

[Atualização às 10h de 23/07/2019] A prévia em português do primeiro capítulo de Clear Card foi retirada do site da JBC. Pelo visto foi um equívoco ter entrado no ar.

14 comentários em “Editor da JBC explica registro de Sakura Clear Card: “foi um equívoco” (com plot twist)

  1. kkkkkkkkkkk eu ri demais da matéria
    acho que eles tão guardando pra anunciar na ccxp, fazendo suspense

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  2. Administração Del Greco começando daquele jeito. Ainda no video do Jbox tem todo o malabarismos em relação a Inu Yasha.
    Agora essa do Sakura Card Captors foi foda. 20 anos de mercado de mangás e ainda trabalham como se tivesse começado ontem.

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  3. Mais de Oito Mil Investigations voltando com tudo…

    Tomara que a JBC cometa mais um equívoco na hora do preço. (Um equívoco para baixo, obviamente.)

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  4. Pessoas culpando o Del Greco pelo amadorismo absurdo: devo lembrá-los que o vazamento foi no final da gestão do Cassius, tá bom?
    (Apesar que o Del Greco poderia mesmo ter atuado melhor como controle de danos…)

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  5. Essa matéria também foi um equívoco kkkkk

    Esses caras da JBC são uns BRINCALHÕES

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  6. Só lancem tudo em formato digital. Por que sempre arrumam dificuldades por aqui mas em outros mercados sempre saem no formato digital? Até parece que os contratos não são intermediados com os braços internacionais das editoras.

    Falta transparência e pra variar, podiam pensar no público adulto que compra mangá também (e não falo de estilo de mangá).

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  7. E o medo de lançar e não vender o mínimo necessário pra pagar os custos, fica onde?

    “Ah Eddy, a base de fãs de Sakura é muito grande, eles comprariam tudo…”

    Como a história recente teima em esfregar na face do povo a realidade recente, “muito grande” pode não ser suficiente hahaha

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