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Todo mangá pode ser de luxo? (o post sobre o Fruits Basket a 53 reais)

Não tem sido fácil cobrir o nosso mercado de mangazinhos, afinal as notícias não variam muito do básico “Panini anuncia shonen de lutinha a preço salgado” ou “Mangá tal é lançado a preço muito caro“. Como a Panini ainda não anunciou nenhum shonen de lutinha, resta apenas a opção de um mangá custando bem caro, e nesse caso é o Fruits Basket da JBC. 53 reais é seu preço.

Em vez de me desgastar em um enésimo post sobre como mangá está caro no Brasil, como as editoras parecem não se preocupar em renovar o público e como estamos numa crise com pelo menos 13 milhões de desempregados, vou por outro lado. Vamos para um post sem qualquer crítica aos quadrinhos de luxo. Atenção você que curte uma lombada impecável, nesta matéria não vou reclamar de capas duras que atrapalham a leitura, papel folhado a ouro ou cor especial importada dos Andes. Vou analisar outro aspecto.

Lançar edições de luxo não é crime. Eu não gosto, mas reconheço que é uma fatia muito importante do mercado. E, embora tenha editora aí lançando umas tranqueiras meia-boca dizendo que são caras por serem mais luxuosas, poucos mangás lançados no Brasil têm esse status de luxo. A rigor, enxergamos dois tipos de mangás que ganham edições mais caras no Brasil: 1- mangás cuja sociedade otaka considera como arte inquestionável e 2- mangás que são maiores que o próprio gênero.

No primeiro item, podemos encaixar o Akira da JBC, ou o Ayako da Veneta. Um deles é o mangá que inspirou o grande anime Akira, o outro tem o nominho do Osamu Tezuka. Os dois são clássicos inquestionáveis, e não necessariamente são para todos os tipos de pessoas, então é super possível que se faça um mangá mais caro, mais duradouro, e que agrade uma parcela menor de público.

Já no segundo item estão os mangás que estão acima do gênero mangá. Por exemplo, se você chegar para sua mãe e perguntar se ela sabe o que é Dragon Ball, provavelmente ela saberá do que se trata. São séries que são conhecidas mais pelo nome do que pelo gênero, e são coisas tão populares que podem facilmente ganhar uma edição mais luxuosa (normalmente após uma edição padrão mais acessível). É o caso dos Cavaleiros da JBC ou o Dragon Ball da Panini

Às vezes acontecem erros, e alguns mangás que deveriam ter sido lançados em formato mais luxuoso vão parar num formato padrão. A Princesa e o Cavaleiro da JBC foi lançado numa edição simplezinha e para banca de jornal, quando deveria ter saído num formato mais próximo das edições especiais feitas pela Conrad na época. A Rosa de Versalhes, também da JBC, poderia ter tido um pouco mais de luxo agregado, já sabendo que um público menor vai comprar. E como não lembrar do infame A Cidade da Luz, do Inio Asano, que a Panini lançou com o bom e velho papel jornalzão?

Outro fator que ajuda é que todos esses mangás são destinados ao público adulto, que trabalha, paga suas contas e pode se dar ao luxo de gastar com entretenimento. O Dragon Ball novo da Panini não é pra quem nunca leu e curte Dragon Ball Super, e sim pra quem já conhece o mangá e quer uma edição melhorzinha em casa.

O caso de Fruits Basket é completamente fora de todos esses exemplos já citados. A série é um shoujo conhecido… mas não como um Sakura Card Captor. O mangá tem suas qualidades… mas não como um grande clássico dos mangás. E o pior: tem feito sucesso pela internet graças ao anime de 2019 (que nem é lançado oficialmente no Brasil, imagina o sucesso se fosse), sendo assistido por um público potencial bem grande. Fruits Basket é o tipo de série que imaginamos saindo num formato mais acessível, mais baratinho, mas não é o caso.

Quando comentei isso no Twitter, logo falaram “mas vai dar no mesmo, um mangá sairia por 20 conto, e a edição de luxo equivale a 2,5 edições normais“. Realmente, matematicamente está perfeita essa conta, mas não podemos falar que são iguais. Um mangá que cobra no ato 53 reais é muito diferente de uma edição que parcela essa experiência em umas 3 vezes. A sensação em quem compra é completamente diferente. E vamos pensar, o público que está acompanhando o anime semanalmente (que chuto ser bem jovem) é o tipo de público que compraria um volume a 53 reais?

(isso porque nem estou contando com o fato da JBC lançar sempre mais de um volume junto, o que dá um preço bem maior no fim das contas)

Nada contra Fruits Basket. Não gosto da série, a Tohru me irrita e enxergo nela o pior da Poliana, mas reconheço que é uma série popular e com apelo, principalmente agora graças ao anime. Porém, Fruits Basket, na minha concepção, não parece se encaixar em nenhum dos casos que levam um título a ganhar um mangá de luxo no Brasil, então a decisão de lança-lo a 53 reais por edição me parece um pouco duvidoso. Se estavam com o medo de não vender um mangá de 23 volumes (aceitável, em tempos de crise), por que não fazer um BIG mais “barato” como Punpun? Mas, como sempre, isso aqui reflete apenas um palpite meu, não faço parte da JBC e nem sei quais estudos de formato foram feitos para lançar o mangá dessa forma. 

Mas quero jogar uma outra provocação aqui: há mangás da própria JBC que poderiam se sair melhor no mesmo formato… ou vocês acham que um Sakura republicado nesse mesmo formato não iria vender aos montes?

24 comentários em “Todo mangá pode ser de luxo? (o post sobre o Fruits Basket a 53 reais)

  1. Furuba foi o primeiro mangá que comprei e gostei. Estava na capital esperando consulta médica e me acabava de rir… Posteriormente acabei adquirindo a série toda comprando pela internet.
    Se a minha nostalgia me faria comprar essa edição de luxo hoje? Não, creio que não… abandonei os mangás e minha mania de ficar guardando coisas empoeiradas.

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  2. Se Sakura Card Captors fosse lançada em formato luxo, como já tem nos EUA, eu compraria muito, sou fã e gostaria de uma versão de colecionador, mas Furuba, não acho que mereça, é legal e tal, mas não impactou a vida de muita gente como CCS ou Sailor Moon, Rosa de Versalhes teria sido bom no formato de Furuba

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  3. Estou feliz e puto, por um lado eu trampo e até posso garantir comprar esse preço… já que acompanhei o mangá em scanlation e nunca peguei a versão antiga lançada aqui.

    Como sei que a versão digital não vai ser mais barata que essa de 53, custa saber o preço dela pra me decidir por qual medium escolherei.

    Mas como o único mangá que comprei todo na vida foi o meio tanko do Kenshin, acho que poderei ter essa versão física sem muito peso na consciência.

    Veremos

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  4. Po Mara, vc já é velha nesse role. Me surpreende vc tentar achar coerência no Mercado de mangás BR, sendo q em dezenas de post vc enfatiza como essa joça n tem sentido algum. Planejamento disso ae deve ser feito no minimo num cara e coroa e no maximo com aquele jogo em q um maluco entra na cabine isolada e fala sim e não de maneira aleatória na esperança de conseguir um prêmio digno.

    E porra n dá pra elogiar a JBC q ela logo faz uma cagada dessa ae. Bem sorte pra quem for comprar, pois graças a Kami-sama n sou consumidor desse tipo de mangá.

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  5. Pelo o que eu vejo, não é o publico jovem que acompanha o anime não, mas o publico adulto que já conhece e gosta da obra ou que apenas ouviu falar e tem curiosidade. Isso quando assistem, pq não vejo ninguém comentando.

    Eu adoro Furuba, to vendo o anime novo e como não tive a chance de comprar o mangá antigo, tava louco pra comprar essa edição nova. Mas Rosa de Versalhes por exemplo merecia muito mais esse tratamento do que ele, especialmente pq são menos volumes :/

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  6. Eu tava discutindo com um amigo no Facebook sobre isso, ele hoje em dia não consegue mais comprar os mangás, ficou tudo muito caro. E ele gosta de shoujo, certamente compraria Furuba se pudesse.
    O problema, ao meu ver, é que as editoras de mangás não costumam publicar títulos capa dura, então Furuba ter sido agraciado com esse formato é meio fora do eixo mesmo.
    Mas pensando por outro lado, esse seria o segundo mangá capa dura da JBC, é isso mesmo? Além dele só tem o Kanzenban de CDZ saindo.
    E sabendo como a JBC funciona, eles vão lançar pelo menos dois volumes por mês, vão finalizar isso em no máximo 6 meses.
    Infelizmente não vejo como o mercado atualmente comportar mangás baratos (menos que 20 Reais). Mas olhando por outro lado, vai ter o formato digital do mangá, com 23 volumes. Ok, não é físico, mas pelo menos…

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  7. Vamos ser honestos. Quem realmente liga pra “cor especial”? Não conheço ninguém que deixe de comprar porq n tem cor especial.
    JBC tá fazendo uma grande piada com o publico, primeiro que começou errado em publicar furuba ANTES de inuyasha.. Inuyasha ganhou na votação, o que vamos usar como parâmetro de que: O PUBLICO QUERIA INUYASHA. Segundo, 52,90? sério?
    Cadê aquele formato big maroto que era barato e bacana?
    Podiam ter feito no mesmo estilo de pumpum, mano, ninguém vai morrer se o mangá n tiver sobrecapa (nem curto, fica amassando tudo), ninguém vai morrer se ao invés de 10 paginas coloridas tiver apenas 5…são coisinhas que a gente passa sem… Um papel bom, uma capa bacana (sem frescura de cor especial), já estaria ótimo, já cumpriria o papel de boa republicação.
    Agora, em pleno 2019, monte de gente desempregado, JBC me vem com furuba a 52,90 cada volume… vcs tem noção que a coleção vai sair a 634 reias? isso sem contar no fato de que: NÃO VAI PRA BANCA, eu moro no nordeste porra, vou ter que pagar frete tbm.. e não me vem com essa de que amazon tem promoção, adianta de que descontar 5 conto no mangá se vou ter que pagar 12 de frete? ME POUPE JBC
    Nem a porcaria da assinatura eles fazem mais, ficam só prometendo loja e nunca cumprem.

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  8. Então Mara, eu vou discordar de você porque a minha impressão é que esse mangá de Furuba (tal qual o anime recente) é algo de nicho voltado pro fandom — não acho que muita gente que já não seja fã de Furuba tenha começado a acompanhar a história e fosse comprar o mangá pelo preço que fosse.

    Agora, a questão é que Furuba tem um fandom bem ativo e dedicado. Eu já vi gente fazer excursão de sebo atrás de volumes da primeira edição, e minha impressão era de que inclusive era um mangá meio infame pelos preços que chegava nas vendas pela Internet. Tem uma galera que (potencialmente) pode estar sim disposta a pagar 53 talkeys por volume, *ainda mais* considerando que em 12 volumes tem menos chance de ficar com a coleção incompleta (algo que colecionador preza demais).

    Eu concordo 100% contigo que mangás deveriam ser lançados pra um público mais abrangente, pra sair do nicho e da elitização. Mas eu discordo, de verdade, que só mangás como Akira, Ayako, Dragon Ball ou Sakura devam ter uma edição de luxo. Se existe um público disposto a comprar edições para colecionar, e vai vender o suficiente para editora sair no lucro, edições de colecionador tem que sair sim, mesmo de mangás menos mainstream. Agora resta saber se Furuba vai ser um caso desses.

    O que a galera inconformada com Furuba de luxo a 53 facadas tinha que fazer é mostrar pra Panini que haveria um interesse em uma edição mais acessível, como *alternativa* — ao invés de criticar essa edição de agora. Até porque convenhamos que tem muita gente reclamando dessa edição que não compraria Furuba nem se estivesse a 10 reais….

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  9. O mercado de mangás sempre foi de nicho. Agora temos um Choro Mangá vendido a edição de luxo. Mas mesmo assim os fãs de Choro Mangá choram. Quem sabe com o sucesso desse choro não venham outros Chorinhos como Sarakura Cata Cartas?

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  10. Na Verdade, o que real me incomoda é a falta de opções;
    No meu mundo utópico, versões de luxo só deveriam existir, ao lado ou não muito tempo após o lançamento de uma versão standard( pq continua sendo falta de opção você colocar uma versão de luxo, vários anos depois da versão standard não tá mais no mercado), o ideal mesmo pra mim, seria que fosse como no mercado de dvds, não sei se ainda é assim, pois não compro dvds a anos, mas, a um tempo atrás, quando tínhamos um lançamento, você achava, um filme, em edição de dvd simples, e uma edição dupla, com um disco a mais com extras; se um segundo filme da mesma franquia era lançado, você sempre tinha opção de comprar o filme avulso, dando opção pra quem já tinha o primeiro, ou um box com 2 filmes( se tivesse um terceiro ou mais, sempre o mesmo processo, um box com todos, e avulsos também), em casos de franquias muito fortes, como um Star Wars, apareciam até mais opções; Então acredito de verdade que essa séria a melhor solução, porém to aqui falando com cabeça de fã, na verdade não tenho como saber se o mercado que temos no brasil, suporta uma estrategia dessas.
    Agora falando uma parada mais de gosto pessoal, capa dura em mangás me incomoda, peguei o mangá do CDZ em mãos, e achei desconfortável ler algo daquele tamanho em capa dura, pra mim não ficou bacana, tá aí algo que realmente dispenso.

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  11. @JECR: Eu acho que o mercado não comporta mais opções. Ou tu lança formato de luxo impresso ou formato mais econômico. Mas agora que tu comentou isso, é interessante ver que o formato original com 23 edições vai sair, mas em formato digital. Será uma tática da JBC? Colocar luxo no impresso e o popular no digital?

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  12. @The Fool: Eu acredito que sim, por mais que nesse meio ainda seja forte o argumento de que ” se for pra ler digital, leio scan”, o digital é sim uma opção, e se parar pra pensar é o caminho até que natural;
    Só ver o que vem acontecendo com outras mídias, em todas elas, sempre existiram colecionadores, por exemplo, na industria fonográfica, caracas, acho que a primeira grande coleção que vi na minha vida, quando era criança, foi uma coleção de discos de vinil, quando cd’s chegaram então, nossa! E mesmo assim, tirando os colecionadores mais hard core( que falam de como o mp3 perde qualidade de audio), todo mundo aí, ou tem spotify, ou tem seus mp3 aí no seu smartphone;
    Mesma coisas com filmes, onde hoje os streaming dominam, nos games, os dados mostram que a cada ano, a venda do digital só cresce, com livros, os E-readers estão aí… Não vai ser os mangás a mídia a conseguir ir na contra mão de todas.
    Já a um tempo que falo com meus amigos que achava que o futuro era mídia digital pra vendas em massa, e físico só versão para colecionadores, a surpresa é que, parece já estar acontecendo.

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  13. @JECR: Cara, eu acho que pra formato digital pegar legal no Brasil precisava ter preços mais atraentes. Poxa, a JBC criou uma legião de leitores de mangá porque as primeiras revistas impressas eram baratas, 2,90 cada. Era só repetir a feita, mas com os mangás digitais, mas parece que não tem como atualmente. Uma edição digital de Nanatsu no Taizai tá saindo por 12 Reais, por exemplo.
    Lá fora, nos EUA, quadrinhos por via digital estão rolando tem alguns anos, aqui no Brasil tem indicativos fortes que o digital esteja sendo desprezado pelo pessoal. Só ver que a Panini mesmo não faz questão de ter mangás digitais, o foco é 100% no impresso.
    Enfim, eu acho que Furuba em capa dura só vai aumentar levemente a quantidade de mangás nesse formato, não é como se todas as editoras resolvessem da noite pro dia fazer relançamentos assim.

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  14. @The Fool: Eu concordo plenamente, a forma como o digital é trabalhado no brasil, ainda precisa de ajustes.

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  15. Sou fã absurda de Fruits Basket – se não me engano, foi o primeiro mangá que eu efetivamente comecei a colecionar um por um, comprando na banca de jornal, depois numa loja especializada daqui de Curitiba. Compro tudo que é produzido pela Natsuki Takaya, inclusive importei 2 outros mangás dela (ainda falta um TuT). Votei na enquete pra que Fruits Basket fosse relançado e quase me senti culpada pelo golpe que a JBC deu colocando ele na frente dos outros (VAITERGOLPESIMTAOKEI -lol), mas pqp, 53 reais. Eu sou funcionária pública, com 26 anos na cara, e não consigo me imaginar pagar 636 reais por FUCKING 12 VOLUMES DE 53 REAIS (isso se alguém inocente achar que não vai ter reajuste de valor em todo o período de lançamento, que é de praxe da JBC).

    Eu quero comprar não apenas por ser meu mangá do coração, que me ajudou muito na adolescência com as crises de ansiedade, mas principalmente porque os 9/10 primeiros volumes de Furuba SÃO MAL-PRODUZIDOS PACARAI. Eu tenho super-bond em todas as lombadas e precisa de um método científico para abrí-los e reler sem que o troço todo se desfaça. A partir do volume 12, a qualidade ficou incrível pro valor dele e eu posso mexer, remexer, arregaçar a lombada que nada aconteceu em todos esses anos.

    Agora pensa na pessoa que tá assistindo o anime ou que não conseguiu comprar os mangás na época, ou que descobriu a qualidade jbc© dos primeiros volumes (que foram um parto pra encontrar, porque teve um problema de produção/distribuição de alguns deles já naquela época) e quer adquirir um novo?

    Até concordo que Sakura Card Captors tem seu apelo nacional (cofcofDIVULGAÇÃOcofcof) e muita gente investiria. Mas assim, tem uma diferença considerável até na quantidade de volumes de luxo que sairia. No original, Furuba totaliza 23 tankos e foi reduzido a 12. Sakura normal JÁ É 12. Assim como Rosa de Versalhes tem um preço alto (mas ainda assim mais barato) e só tem 4 volumes de luxo – investimento caro, mas rápido e de um mangá clássico, com um grande nicho de interessados. Agora, 12 volumes, 53 reais cada? Crise não existe pro pessoal da JBC.

    Agora vou só torcer pra vir algum dinheiro extra – sei lá, algum banco me colocar no SERASA por engano e eu poder entrar com uma ação de danos morais e eu pedir o pagamento em volumes de Fruits Basket – pra conseguir comprar meu mangá favorito de todos os tempos, porque sustentar a minha família AND comprar mangás tá foda.

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  16. Sakura com certeza venderia horrores se fosse republicado nesse formato ou se a JBC trouxesse o formato definitivo que saiu no Japão e em quase todos os mercados ocidentais (o mais recente a adotar o título foi o da Argentina). Até outras coisas do CLAMP venderiam bem se fossem relançados em formatos mais “luxuosos” ou quase.

    Não vejo problema em formatos de luxo também, mas não da pra entender como se dão essas pesquisas de mercado que AS editoras fazem para a escolha do formato que vão lançar ou relançar o mangá.

    O Boa Noite Pun Pun mesmo poderia ter saído no formato de Blame! pra aproveitar as capas de todos os volumes, pois fica um visual legal (ou nem precisava de sobrecapa).

    No caso da JBC, me parece que as pesquisas são internas e pautadas nos gostos pessoais (bem duvidosos por sinal) e a Panini não fica atrás. Afinal, pq lançar mangá porradeiro e hit o momento a 22 reais sendo que são mangás pra “queimar” nas bancas? Poderiam lançar esses mangás no papel jornal ou no offset como faz a NewPop. Dá até pra colocar páginas coloridas… Se a NewPop consegue isso a um preço mais em conta, as outras conseguiriam.

    Quero citar ainda a DarkSide… Eles, ao meu ver, não entram nessa questão de más escolhas, pois o produto deles é daquele jeito e ponto! A menina do outro lado mesmo é um mangá que saiu num formato que não é nenhum problema, já que seu público alvo paga pelo que é entregue (mesmo que compre em promoções ou pré vendas com menor preço). A Pipoca & Nanquim também entrega um produto específico pra um público específico.

    Enfim, tudo depende de contrato, de orçamento do projeto na gráfica, da tiragem, da escolha dos materiais e da forma de distribuição, mas são escolhas e estas estão sendo feitas porcamente!!

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  17. Amo Fruits Basket. Vi o animê anos atrás e me apaixonei. Tohru tem uma ingenuidade que me encanta mto, isso sem falar os demais personagens da série, que mesclam a seriedade e graça que uma boa história precisa. Fiquei feliz com o anúncio da reedição, mas pensarei a respeito do valor.

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  18. Entendo que as editoras estão cada vez menos trabalhando no varejo e focando mais no personalizado. O formato de Fruits Basket já tem um público alvo: pessoa que já conhece a obra, já está trabalhando, tem poder aquisitivo, é colecionador. E isso é ruim? Não, pois é uma fatia do público que compra mangá. Eles imaginam que esse público vai acompanhar a obra do início ao fim, com pouca chance da galera dropar o quadrinho no meio do caminho. Talvez seja menos arriscado que lançar um mangá mais barato (e com menos “luxo”) e perder parte dessa fatia. Recentemente tivemos vários casos de mangás acessíveis que demostraram ser um verdadeiro fracasso em vendas. Acessível não quer dizer que terá comprador, há outros fatores determinantes para finalizar a compra.

    Não é fato do país estar em crise que tudo tem que ser acessível. Dos 13 milhões de desempregados poucos comprariam um mangá, pois a prioridade deles devem ser outra. Talvez a quantidade de desempregados seja a razão pelo aumento no luxo dos mangás, pois perdeu o volume de vendas e agora focam no valor da venda.

    Respondendo a pergunta do post: Sim. Todo mangá pode ser de luxo. Não é obrigação de qualquer editora popularizar uma obra, nem deixar ela mais barata e acessível possível. No caso da JBC, eles têm uma linha editorial e um público em mente para cada obra. Agora se Fruits Basket vale essa valor isso depende de cada um. Eu recentemente comprei dois livros importados e em capa dura de uma série que gosto muito. Eu tenho a versão brasileira dessa série, mas eu tenho um carinho tão grande por esses dois livros que eu quis tê-los em um formato melhor, mais bonito, e olha que está longe de ser um clássico da literatura.

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  19. Muitos não ligam pra esse mangá. Interessante sair nesse formato.

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