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No dia da mentira, um post com 8 VERDADES sobre nosso mercado de otakices

Já estamos no meio da tarde do dia 1º de abril e aposto que você otaku já viu pelo menos quinze grupos de Facebook ou redes sociais de site fazendo brincadeira sobre publicação de Haikyuu no Brasil. Mentir é engraçado, não? Bem, não posto mentiras aqui no Mais de Oito Mil nesse dia de fake news, e tive a ideia de fazer o completo oposto: falar oito verdades que precisam ser ditas sobre nosso mercado. Então vamos lá ver o que temos pra hoje!

#01. Quadrinho de luxo não é o problema.

Quem vê aqui uma constante reclamação sobre títulos cada vez mais caros e nichados, deve achar que sou completamente contra quadrinhos de luxo. Na verdade, um mercado saudável tem negócio superfaturado com capa dura também! Não existe qualquer problema numa editora lançar mangázinho com capa dura, página de seda e autografado manualmente pelo desenhista, só não poder ter isso.

Recentemente uma editora brasileira conseguiu os direitos pra publicar os livros de João Guimarães Rosa, e lançou duas edições de Grandes Sertão: Veredas… uma mais em conta pra quem quer só ler mesmo e uma edição ultra luxuosa, caríssima de mil reais e apenas algumas dezenas de unidades vendidas. Spoiler: tá vendendo bem as duas. 

#02. A Crunchyroll funciona bem, mas dava pra melhorar.

Recentemente teve uma treta aqui sobre pirataria e defendi muito o serviço da Crunchyroll, que é bem competente e com um preço bem em conta (quando alguém não vem com aquela desonestidade de falar “mas um pai de família que ganha salário mínimo não tem como assinar o serviço”, afinal pais de família assim têm mais com o que se preocupar do que com anime, infelizmente). Mas também não dá pra passar a mão totalmente, né? O layout do site é o mesmo há anos, a parte de notícias é quase escondida e, por favor… cadê o HTML5?

#03. A NewPOP tá comendo bola por não lançar light novel em formato digital.

Muita gente não sabe (até porque não consome esse tipo de conteúdo), mas existe um mercado muito interessante no Brasil de leitura entre jovens adultos, que são ávidos por histórias fantasiosas e com uma leitura bem mais simples que arriscar um Sagarana. Me pergunto como é que as light novels da NewPOP não chegaram até esse público ainda?

A editora devia se empenhar em apresentar esse tipo de livro seriado para os grandes divulgadores (booktubers etc) de literatura e, claro, arriscar uma light novel em formato digital para facilitar a venda para esse público que já está acostumado a ler livros em dispositivos móveis.

#04. A nova distribuição da JBC “deu certo”, mas tem um grande inimigo.

Com a crise da venda de bancas, a JBC fez um novo esquema de lançar vários mangás em blocões nas livrarias, para o público decidir quando pegar. Na teoria parece ótimo, mas ainda precisa de um pouco de refinamento. Precisava MESMO lançar oito volumes de My Hero Academia num intervalo de tempo em que, na distribuição antiga, teríamos apenas 3 volumes? Essa avalanche de lançamentos dá um pouco de desespero de vontade de pegar tudo.

Mas Mara, você não precisa pegar tudo, pode comprar quando tiver dinheiro“, dirá alguém, e eu respondo: sim, eu sei. O problema é que a Panini criou no público leitor a necessidade de correr para comprar volumes antes que eles esgotem, e isso ainda é um pouco difícil de tirar da gente.

#05. Evento de anime grande não é feito pra quem não tem dinheiro.

Os eventos da atualidade não estão tão interessados assim em divertir o público que não quer gastar dinheiro. Mesmo numa CCXP, faltam atividades gratuitas em todos os horários para o público que não quer apenas andar por aí e tirar fotos. O AF até fez coisas diferentes em 2018 com shows no meio da tarde, mas é algo que ainda precisa ser muito melhorado.

#06. Praticamente não existe pesquisa nas editoras.

Essa não é surpresa pra ninguém: nosso mercado especializado não é tão especializado assim. No geral, ninguém faz muita ideia de quem é o público dos mangás, quem compra, quem deixa de comprar, quem sabe que existe etc. O que se tem no geral é bastante achismo, sorte e um voto de confiança maior até demais em grupos de fãs, cujas preferências não necessariamente refletem o público maior. Recentemente tivemos Levi Trindade (editor da Panini) contando numa palestra que faz tempo que não fazem pesquisa de mercado, que focam mais no que a distribuidora fala ou o que olham na internet.

#07. “YouTuber de anime são tudo ruim” é uma falácia.

Talvez o pessoal mais “antigo” no meio tenha uma certa resistência e um grande preconceito, mas temos um belo rol de bons YouTubers de anime no Brasil. E para todos os gostos. Tem o que só fala das coisas mais modinhas, o que quer provocar um pouco, o que faz lista e por aí vai.

Normalmente usa um estereótipo de YouTuber que diz “fala galeraaaaaa” e brinca de amoeba, mas nos últimos tempos tenho visto vídeos brasileiros mesmo com uma profundidade e concisão que não veríamos num texto escrito. Não vou falar nomes, até para não ser injusta, mas tem muita gente boa aí… menos o Intoxi Anime, esse pode ignorar.

#08. A Panini está tentando matar o mercado de mangás.

Essa é aquela grande verdade que está na forma de um elefante branco no meio de evento de anime. No final dos anos 90, a editora Abril também teve a ideia de lançar seus quadrinhos de heroi a um preço mais caro, com maior qualidade para o público exigente da época… e o negócio deu muito errado e quem saiu ganhando foram os mangás, que chegaram a preços bem convidativos no final de 2000. Será que se repete?

Com sua política de aumentar os preços usando como desculpa a “maior qualidade”, a editora tornou inviável o shonen de lutinha para o público alvo do shonen de lutinha. Além disso, ela vem saturando o mercado com lançamento atrás de lançamento, sempre com histórias que concorrem com elas mesmas, o que nos levará a um possível colapso do sistema que ela mesma ganha dinheiro. Daqui um tempo, alguns títulos irão para a geladeira e a culpa será… claro… de você leitor. Como sempre.

28 comentários em “No dia da mentira, um post com 8 VERDADES sobre nosso mercado de otakices

  1. Realmente, tem vários canais bons de anime no youtubeBR como o VideoQuest e All Blue

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  2. Eu sempre fui uma consumista grande de mangá, eu ja tenho quase 3000 mangás (preciso contar novamente pra ter certeza), e sempre comprei muitos titulos ao mesmo tempo, agora to cortando para os extremamente essenciais, e as vezes fico alguns meses sem comprar e ja perco alguns volumes do meio da coleção, isso desanima bastante e ja to quase desistindo, ainda piora quando voce fica recebendo ligação constante da panini pra assinar a coleçao x ou y.

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  3. As editoras deveriam investir pesado em formatos diversos (um mesmo mangá em um formato luxuoso e em outro formato mais barato, como você usou de exemplo os livros) Desse jeito tdmundo fica feliz.

    A Panini precisa URGENTEMENTE manter seus quadrinhos disponíveis, a galera fala de esperar promoção, mas nem isso os leitores podem com essa tiragem de merda e relançamentos (quando acontecem) ANOS DEPOIS! A própria editora se sabota, parei com Promised Neverland e não vou comprar Dragon Ball por causa disso.
    Eu queria muito que perguntassem a editora pq a JBC e a Newpop conseguem e a Panini toda poderosa não.

    E CHEGA DE CAPA DURA! Mangás podem ser luxuosos e ter edições lindas (olha a de Akira ou Blame) sem essa merda que só enriquece TUDO.

    Os erros são enormes, mas esses me irritam até a alma ^^ se as editoras fizessem pesquisas talvez um desses problemas (pelo menos na minha opinião) seriam resolvidos.

    Mas pq ouvir os consumidores não é mesmo?

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  4. Até corri no final do post para conferir se não havia um “PRIMEIRO DE ABRILLL” no último parágrafo, mas não tinha, ufa. Concordo com tudo, no caso da Crunchyroll eu já abandonei o site faz tempo, sobrevivo com os apps de Android e Windows. Para assistir na web prefiro mil vezes o Hidive, que tem um layout bem bacana.

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  5. Bem, já que está todo mundo deixando verdades, deixarei as minhas também (vai ficar muito grande, foi mal):

    #01. Quadrinho de luxo não é o problema.

    O problema é quando ocorre uma gourmetização do mercado. Muitas pessoas estão se lixando pro mangá vir folheado a ouro, se abrir sozinho e pagar suas contas. Eu sempre acreditei que um mangá de uma produção que já tem seu anime exibido no Brasil, como One Punch Man, Mob Psycho 100 (só pra citar os recentes), são a porta de entrada pra um público que ainda não se familiarizou com os mangás. Quando uma Panini eleva os preços, afasta essa galera.

    #02. A Crunchyroll funciona bem, mas dava pra melhorar.

    A Netflix possui a opção de download de suas produções, algo que a Crunchyroll não tem. Isso facilita a um certo público que assiste os animes durante seus deslocamentos em transporte público e não tem uma super internet.

    #03. A NewPOP tá comendo bola por não lançar light novel em formato digital.

    Mas todas as editoras falham nisso (talvez a JBC não falha tanto). Você tinha publicado uma matéria sobre os mangás digitais da Panini, que ninguém nunca viu, mas existem.

    #04. A nova distribuição da JBC “deu certo”, mas tem um grande inimigo.

    Deu tudo errado, pra falar a verdade. Ainda tem o agravamento da “morte lenta” de livrarias, como a Saraiva e a Cultura, que prejudica todas as editoras.

    #05. Evento de anime grande não é feito pra quem não tem dinheiro.

    A intenção é essa. Organizadores loucos para arrancar uma graninha de consumidores. Esses eventos deveriam ter um desconto nos produtos a serem vendidos. Já vi um funko ser vendido a 300 contos num evento. E não é só nos eventos de anime…

    #06. Praticamente não existe pesquisa nas editoras.

    Isso explica o lançamento de muitos mangás “desconhecidos” por aqui. Enquanto um Food Wars, que ninguém pediu, é lançado, Haikyuu nunca será lançado em terras tupiniquins.

    #07. “YouTuber de anime são tudo ruim” é uma falácia.

    O Senpai TV, por exemplo, deu uma melhorada, se formos lembrar do início bem bizarro , contando curiosidades que todo mundo já sabia sobre Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco. O Canal do Sahgo também é muito bom. Vou nem falar do Shinzo Vai Voltar (não sei escolher qual é o meu vídeo preferido, se o vídeo de Maid Dragon, com a dubladora da Kanna mandando um “safada de óculos” ou o Subaru mandando um “Taffarel!!!!!!!!!” em Re:Zero).

    #08. A Panini está tentando matar o mercado de mangás.

    Juntava essa com a verde número um. Elas se complementam. Isso é pra mostrar o seguinte: Otaku não deve puxar o saco de editora, pois ela se conforma e passa a fazer bobagem atrás de bobagem.

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  6. Pq tanta implicância da autora desse blog contra o Intoxi Anime? gosto desse canal do youtube, ele fala uma coisa q nn via em lugar nenhum, diz todos os animes da nova temporada e atualiza isso, Os outros canais de youtube estão mais preocupados em fazer dissertações de 25 minutos num video sobre tal anime ao inves de dar oq o publico quer.

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  7. Canal de youtube tem o Cronosfera que está crescendo agora com um conteúdo bom e bem “”original””. Concordo sobre Intoxi Anime, Marco só sabe reclamar do que não gosta e endeusar aquilo que ele gosta, como se fosse a melhor coisa do mundo. Ou seja, ele é não é nada imparcial.

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  8. Canal de youtube tem o Cronosfera que está crescendo agora com um conteúdo bom e bem “”original””. Concordo sobre Intoxi Anime, Marco só sabe reclamar do q não gosta e endeusar aquilo que ele gosta, como se fosse a melhor coisa do mundo. Ou seja, ele é não é nada imparcial.

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  9. Haha, de canal de youtube eu gosto da Cronosfera, o canal do Sahgo q a Mara recomendou e gostava do Bunka Pop até o Guto sair

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  10. #06. Praticamente não existe pesquisa nas editoras.

    Marcelo Del Greco que o diga. Só trazia o que ele gostava. Não que isso seja ruim, mas…

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  11. Não apenas youtubers de anime, tem muito canal de conteúdo variado que já fez vídeos incríveis sobre mangás e animes. O Quadro em Branco (junto ao VQ) fez um excelente vídeo sobre Aku no Hana, que deu uma luz totalmente nova à adaptação, que era muito injustiçada nas internet Br por causa de um certo Ei Nerd Versão Otaku aí…..

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  12. Como assim reclamação do player d Crunchyroll? Se não me engano já mudou desde o ano passado pra HTML5 no browser.

    Quanto ao layout do site, não vejo tanto problema. Prefiro que eles coloquem logo assistir offline que nem a Netflix e Amazon.

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  13. Acho que o que mais falta nos eventos “gourmetizados” de hoje é a sensação de acolhimento. De fato, atividades gratuitas poderiam ser uma forma de suprir isso, mas faltam mais áreas de lazer e espaços que – quem diria – supram a falta das salas temática.

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  14. A Mara não sabe esconder o rancor nem no tweet do preço do mangá do pipoca e nanquim. Para que tá feio.

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  15. Quanto às pesquisas:

    Nos anos 80s e 90s era comum as publicaçôes (de quadrinhos ou não), uma vez a cada um ou dois anos, encartar um “cartão-resposta comercial” (com a postagem já paga pela editora), com um formulário de pesquisa para os leitores responderem. Normalmente se fazia perguntas sobre os gostos do(a) leitor(a), que publicações normalmente comprava, se haveria outras que gostaria de ver publicadas…

    E também se fazia a análise demográfica do leitorado, com perguntas sobre idade, grau de instrução, renda média da casa, salário do leitor e quantidade de itens na casa (lembro bem que, nessa parte sobre os itens, entre objetos como “TV”, “rádio”, “automóvel”, “geladeira”, “aspirador” e “ar-condicionado”, estava a… “empregada mensalista”! Foi preciso –ou seria “foram precisos”?– anos de reclamações para que elas perdessem a condição de “item” e ganhassem uma pergunta específica sobre seu trabalho na casa.)

    Não vejo obstáculo para que algo assim fosse feito hoje em dia, já que encartar o formulário não implica em aumento de custos na distribuição, nem os dez gramas a mais do referido em cada exemplar implicariam em grandes acréscimos no frete.

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  16. Fechem as portas do mundo dos quadrinhos em papel. Acabou.

    Agora o preço de mangá é preço de action figure. Aceita que dói menos.

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  17. Ao invés de ir estudar, estou procrastinando, então vou deixar meus dois cents aqui.

    Sobre mangás: mais do que tudo isso citado, o modelo de negócios de como as editoras de mangás funcionam está incrivelmente ultrapassado. Fazendo uma analogia com animes, o Crunchyroll só conseguiu sucesso porque exibe os animes simultaneamente com o Japão. A empresa dificilmente teria a mesma repercussão se exibisse os episódios de Naruto/Bleach depois de 6 meses/1 ano após irem ao ar no Japão, porque existe quem faça mais rápido, melhor e barato (fansubs/scanlators). Mesmo a Funimation tenta diminuir os delays com a dublagem, fazendo isso com 10 animes ao mesmo tempo em poucas semanas – e convenhamos que este é um processo infinitamente mais complexo (principalmente por envolver muitas pessoas) que meramente traduzir mangá.

    Temos que parar de achar que mangá, mesmo que custe R$ 9,99, é item para se colecionar. Não é. Eu leio semanalmente Shokugeki no Soma porque estou afim de consumir o conteúdo; se compro mangá físico, isso é consequência, mas ficaria feliz também no digital. Depois de consumir este conteúdo, não tenho mais interesse em comprar o físico: só faz acumular espaço em casa e não leio mais que uma vez, e o fator ‘expectativa’ já foi embora. Além disso, em uma geração como a minha, onde os espaços são cada vez menores e ninguém quer ter entulho de papel acumulando, isso desfavorece ainda mais a compra.

    O problema é que essas editoras brasileiras pensam que “digital” é apenas ler no Kindle e jogam o mangá de qualquer jeito. Não é, a experiência é horrível. Eu li os capítulos mais recentes de Hinomaru Sumo pelo aplicativo MangaPlus da Shueisha. É outro nível de coisa que as editoras brasileiras estão longe de chegar próximo, mas que faria muito bem a elas.

    Eu escreveria um post gigantesco sobre a miopia do mercado de animanga, mas vou apenas sintetizar algumas verdades aqui:
    – Na JBC, Marcelo del Grecco e o Cassius Medauar são simplesmente incompetentes. Eles não são gestores, não agem como tais, não tem nenhuma assessoria para tocar a empresa e fazem parecer que a JBC é um grande scanlator cujo diferencial é ter impressão física, já que as traduções são ruins.
    – A Beth Kodama entra no rol de incompetentes, talvez um pouco menos que os dois marmanjos acima. A Panini tem dinheiro, usa para pegar novos títulos mas morre na praia porque falha em tentar um novo público. Minha expectativa é que a Funimation, que vai chegar no Brasil alguma hora, faça o trabalho de popularizar animes da mesma forma que a Luxxotica fez com óculos (lembra quando óculos eram associados à nerds, fundo de garrafa e tal, e hoje são coisas ‘cool’ em que todos querem usar? Isso se chama marketing).
    – Eu não classificaria o Junior Fonseca de incompetente, mas sim de pouco ambicioso. A NewPop foi a empresa mais disruptiva em termos de inovação até agora, seja fazendo B2C direto ou até pegando Light Novels ou títulos focado a um determinado tipo de público (o otaku ‘hardcore’, decisão acertadíssima!). O problema se resume que a NewPop sempre me passa a impressão que não quer crescer, e alguns serviços como a própria digitalização (ou até audiobooks) ficam relegados ao segundo plano – sem falar que eles não avisam nada sobre alguns releases (olá, cadê Log Horizon?). A precificação também não é bem feita, acho inadmissível eles perderem a venda para um intermediário (por exemplo, Amazon vende mais barato que a própria NewPop).
    – Sobre animes: gestão do Crunchyroll é incompetência após incompetência. O moço anterior, um português, não servia para nada além de motivo de piada. Quando mudou para o Yuri Petnys, ao menos tínhamos uma pessoa que sabia falar minimamente a nossa variação do português e que ia interagir em eventos de anime. Ele ainda está longe de ser alguém profissional, e o Crunchyroll se comporta como um grande fansub pago (dos ruins, ainda mais). Dublagens com honoríficos? Isso sequer era pra ter sido cogitado, e sinal que o “gerente” não acompanha de perto os trabalhos que são feitos. Falta também um trabalho de divulgação enorme; apesar de ser inválido estatisticamente, boa parte das pessoas que conheço e que assistem ‘animes’ só sabem por meio da Netflix, e sequer ouviram falar da Crunchy.

    Me estendi além do que queria.
    Mara, tenho grande respeito pelo seu blog e sempre o li bem de desde antes de você ter seu ‘hiato’ e se assumir. Suas sátiras críticas já foram bem melhores, e hoje percebo que você tem uma certa relutância em criticar e expor opiniões mais polêmicas (e que precisam ser bem divulgadas) principalmente acerca do Crunchyroll – não sei se é porque você tem amiguismo com as pessoas ou similar, mas falta um jornalismo crítico e de qualidade aqui no Brasil – JBOX e ANMTV tem resenhas que chegam a ser risíveis de tão ruins em conteúdo – e você tomava a frete disso. Hoje não mais.

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  18. Tenho a acrescentar que o aplicativo da Crunchyroll pra Android também não funciona bem, sempre acaba travando o vídeo e seguindo só o áudio.

    Sobre o mercado, as empresas de home-video também não cansam de dar mancada. Eles não conhecem seu produto nem seu público e vivem cancelando ou lançando produtos repletos de erros (né dona PlayArte e dona Focus?). E o mais irônico é que além de queimar o filme deles, impacta na confiança dos consumidores em pegar o produto no lançamento. É uma tática comum entre os fãs que estão espertos com o mercado, evitar de comprar uma série até que se saiba se ela não possui erros grandes ou até que ela chegue ao fim.

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  19. O problema da Companhia das Letras é que eles não fazem o mesmo para Jorge Amado.

    Só tem edições pockets que tem o preço de capa dura de luxo.

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  20. A 5 e a 8 vejo acontecendo a mais de 20 anos.
    Só mudaram as “personas”. O espetáculo de horrores ainda é o mesmo. Uma pena.

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  21. pra mim oque falta pra crunchyroll melhorar é deixar a gente pular o anúncio (além de claro aumentar a biblioteca e principalmente abandonar lacração)

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