Barraco

“Essa série é legal, mas ela só fica boa a partir de…”

Hoje eu tava planejando escrever um outro post de retrospectiva, mas mudei radicalmente de ideia após a repercussão do meu post das piores coisas de vi em 2018. Uma das obras colocadas na listinha da discórdia foi o mangá de Jojo’s Bizarre Adventure que… bem… eu achei ruim.

Entre vários comentários me xingando e explicando Jojo’s para mim (afinal eu claramente não gostei porque não entendi), um leitor em especial me chamou a atenção. Vou compartilhar com vocês o comentário dele:

Em meio a muitas palavras gentis, o comentarista pareceu indignado que eu critiquei Jojo’s baseada apenas em 5 capítulos do anime que vi da parte 1, alguns da parte 4 animada e o primeiro volume do mangá publicado pela Panini. Uma ousadia de minha parte dar qualquer opinião sobre um mangá que está em publicação há mais de 20 anos! Isso me deu uma ideia para esse post.

Diversas vezes em minha vida virtual eu acompanhei posts de recomendações de séries, indo desde fóruns, grupos de MSN, Orkut até o Facebook. E nesses locais, boa parte das vezes nas quais One Piece é recomendado, a sugestão vem junto com um disclaimer: “você precisa ler até capítulo XXXX porque é lá que One Piece fica bom de verdade“. Não apenas One Piece, mas Jojo’s também sofre disso, até porque tem uma história segmentada em partes bem distintas entre si. Quem não estava xingando meus descendentes no post, mandou um “Mara, por que você não tenta a parte X que é a que presta etc?”. Em uma época na qual estamos com tão pouco tempo, será que precisamos MESMO sofrer um bocado para chegar numa parte boa de um mangá que não nos agradou de começo? Vale pensar.

Qualquer aulinha de roteiro diz que o autor precisa conquistar o público no começo, é sandice imaginar que alguém vai acompanhar uma obra do começo ao fim sem gostar (e sem ser forçada, como um livro escolhido por um professor para um trabalho). Os manuais de roteiro norte-americanos, por exemplo, falam que o roteirista tem apenas 15 minutos para convencer o público de continuar no filme. Outras mídias variam bastante nesse tempo de convencimento, e pode ser um capítulo, três capítulos, o primeiro volume. Esse é o tempo que a gente se propõe a embarcar naquilo, e isso varia de pessoa para pessoa. E não há qualquer problema nisso!

Muita gente diz que One Piece começa mesmo só quando os personagens entram na Grand Line, mas isso está longe de ser uma regra. A jovem Mara de 16 anos, por exemplo, leu o primeiro volume da Conrad e ficou encantada no final do primeiro capítulo, já na cena que o Shanks salva o Luffy. Foi ali que o mangá me ganhou e me fez querer continuar na história. Em compensação, Fullmetal Alchemist foi algo que até me atraiu no começo da história, mas ele só me ganhou muito depois. Continuei lendo porque a história não me incomodava, até que cheguei num ponto que me atraiu de vez. Esse momento em especial varia de pessoa para pessoa, mas o importante é que, pelo menos, a parte antes dela não te desanime totalmente (o que me aconteceu com Jojo’s).

Claro que há casos e casos, e é importante mostrar algumas exceções possíveis. Dois exemplos clássicos são Dragon Ball e Reborn, que os mangás acabaram indo para um caminho diferente do previsto inicialmente, quase um reboot de gênero (ambos foram de comédia para shonen de lutinha). Mangás são, no geral, obras abertas assim como as novelas brasileiras (algo que aprendi em um maravilhoso canal do YouTube, o Coisas de TV), normalmente o autor apresenta uma proposta, ela vai sendo publicada e vai se modificando à medida da reação do público.

No caso desses dois, por pressão editorial ou resposta do público, os autores de Dragon Ball e Reborn pegaram um caminho totalmente diferente e eles ficaram de um jeito quase irreconhecível do começo, quase um novo mangá. Mas, mesmo assim, ninguém é obrigado a ter que aturar um mangá que não esteja gostando só porque vai ficar melhor lá na frente. Se o negócio não te conquistou no tempo que você se permite ser conquistado, não tem problema, tem outros mangás por aí que podem fazer isso com você.

No mais, os argumentos têm que valer para todos os lados. Se é desonesto colocar um julgamento em um mangá de mais de 20 anos por ter lido só o comecinho (e ter sido honesta falando que leu apenas o início), não seria desonesto a pessoa também colocar um julgamento positivo sendo que o mangá nem acabou? Jojo’s e One Piece podem ser julgados como atraentes antes do término da mesma forma que podem ser julgados como não atraentes. Vamos cada um continuar com nossos gostos e, sobretudo, ter críticas sobre o que consumimos e gostamos. Nada é perfeito.

62 comentários em ““Essa série é legal, mas ela só fica boa a partir de…”

  1. Muito bom o post, hoje eu vejo dessa forma, quando comecei a ver one piece eu queria muito convencer meus primos que era bom e usava muito esse argumento que fica bom lá pra frente e insistia muito, porém hoje eu vejo diferente e sei que ninguém é obrigado a ver algo que não goste, eu com one piece gostava desde o inicio, mas a obra me fez sentir como a melhor pra mim bem mais pra frente em water 7. Concordo com tudo que voce disse no post.

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  2. Interessante a premissa do artigo. Mas tenho que discordar em algumas partes.

    Quando você diz que não faz sentido ficar acompanhando um mangá de que não gosta só porque a partir de certo ponto ele melhora, tem toda razão. Mas os argumentos que li não estavam aconselhando você a fazer isso, e sim a COMEÇAR a ler a partir de certo ponto.

    A comparação entre JoJo e One Piece também não funciona, porque One Piece desde o começo até o presente mostra a jornada do Luffy; no caso de JJBA, cada parte é praticamente como se fosse um mangá diferente, com seu próprio protagonista, seu próprio estilo de história e por aí vai. Embora exista alguma continuidade entre as partes, o leitor pode ler a parte que quiser sem nenhum problema pra entender a história. Inclusive entre duas partes específicas o universo é literalmente resetado, o que significa que dá pra começar a partir dali sem perder NADA.

    Isso leva a outro ponto, quando você questiona se não seria desonesto a pessoa também colocar um julgamento positivo sendo que o mangá nem acabou. Como JJBA é segmentado e provavelmente só vai acabar (leia-se: ser cancelado) quando o Araki morrer (e isso vai demorar, porque cada vez que o véio dá as caras ele parece MAIS JOVEM), o julgamento que os leitores fazem é justamente das PARTES. Então sim, JoJolion (a parte atual da série) pode ter um final péssimo (embora até aqui tenha sido cada vez melhor), ou a eventual parte 9 pode ser um lixo, mas isso não apaga ou diminui a qualidade das partes que vieram antes.

    Enfim, não pretendo forçar você a elogiar ou gostar de JJBA, cada cabeça, uma sentença; só achei que apesar desse artigo ser válido em linhas gerais, vários argumentos nele não se sustentam. É isso, flwvlw

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  3. Nunca li JoJo e nem pretendo.
    Já o anime, assisti o primeiro e achei muito ruim, mas estava curioso para saber o motivo de tamanha idolatria.

    Assisti o segundo e não foi tão ruim.

    O terceiro eu gostei muito, mas aí veio um questionamento: seria síndrome de Estocolmo?

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  4. Gostei do post de resposta, porém o argumento de: “será que precisamos MESMO sofrer um bocado para chegar numa parte boa de um mangá que não nos agradou de começo?” Não possui muito sentido quando aplicado a JoJo, pois, como você disse, a história é bem segmentada, sendo cada arco diferente do anterior. Steel Ball Run, por exemplo, não precisa que o leitor conheça a franquia desde Phantom Blood, pois apresenta um universo único com apenas algumas referências para os leitores anteriores. Até mesmo Diamond is Unbreakable não necessita que o leitor leia as partes anteriores, porém ajuda a se contextualizar no universo. Eu gosto de considerar JoJo como uma antologia de mangás, tipo Black Mirror, se você não gostou de um episódio não significa que os outros não possam lhe agradar.

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  5. Alguma observações:
    1. Ao ler o comentário do Momo, comecei a imagina-lo em minha mente, o resultado foi: um garoto de 11 anos que entrou no mundo otaku agora e ta se achando super maduro por ler jojo’s.

    2. Ja seguia o Fabio (Mara) no twitter, e achei ele gaaato. Mas apos saber da existência de seu canal no youtube por meio desse post, e ter dado uma conferida em sua desenvoltura em vídeo, seguirei o conselho do Momo e ensebarei meus dedos com fluidos vaginais, pq viu, você merece!

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  6. consegui nem terminar de ler o comentário do cara, cruzes.

    pessoalmente, com séries/animes, eu me proponho a ver até 3 episódios de “teste drive”. se eu gostar desde o piloto, não preciso nem falar né kkkkk se eu não gostar mas pelo menos ainda estiver interessada, eu vejo mais um. se eu continuar não gostando mas pelo menos um pouco curiosa, eu vejo o terceiro. e se no terceiro (!) ainda não me convenceu, eu largo.

    muita coisa eu já larguei logo no pilot e essas coisas foram justamente pq eu NÃO GOSTEI MEEEEESSSSMMMOOOO, porque eu tento ser muito justa.

    e com mangá/livro, depende da minha paciência. já larguei até one-shot (que é pequenininha!), quanto mais um mangá mais longo.

    então quando eu vou recomendar algo pra alguém eu sugiro usar a “regra de 3”. funciona muito bem pra mim, pelo menos.

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  7. @ha_ga

    “Eu gosto de considerar JoJo como uma antologia de mangás, tipo Black Mirror, se você não gostou de um episódio não significa que os outros não possam lhe agradar”

    Exatamente isso!

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  8. O hate foi tenso mesmo kkkk
    A única coisa que tenho a dizer é…eu não tenho mais muita paciência para mangás e animes ginórmicos de 18274433 eps/capítulos então acabo indo ler/assistir umas coisas mais curtas mesmo. Mas quando mudar de ideia, Jojo vai ser um dos primeiros ao qual vou dar uma chance, o comentário que o Cavaleiro do Horóscopo deixou no outro post me deixou bem curiosa.

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  9. Pra quem não trabalha, não estuda e não faz nada da vida deve ser fácil assistir mil episódios da série mequetrefe até ficar boa.

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  10. ” “você precisa ler até capítulo XXXX porque é lá que One Piece fica bom de verdade“. Não apenas One Piece, mas Jojo’s também sofre disso” mesma frase que ouvi depois de abandonar HITMAN REBORN, apartir disso eu sempre lembro da celebre frase “quantas colheres de merda eu vou ter que comer pra saber que é merda” quando estou lendo uma coisa ruim tipo JOJO ou assistindo uma coisa ruim como globyn slayer.

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  11. Realmente ninguém tem obrigação nenhuma (nem tempo, acredito eu) de assistir/ler algo esperando que vá ficar bom lá na frente (até pq nada garante que mesmo a dita “parte boa” vá ser atraente pra quem tá consumindo).

    O que eu acho que deve ser feito é a prática do respeito pelo gosto de cada um, algo que deveria ser tão fácil de se fazer, mas que parece cada vez mais algo distante da realidade mundial, uma vez que as preferências do povo têm que ser validadas pela aprovação dos outros (tipo, Berserk não será totalmente foda enquanto TODA a otakaiada não tiver a mesma impressão sobre a obra)

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  12. Exatamente o q eu penso. Se a obra n te agradou deixa ela e procure outra coisa.
    Sempre achei um mito isso de q fica bom depois de um numero x de capítulos, isso n existe, a obra tem q te conquistar de inicio, se a qualidade vai aumentar lá na frente otimo, mas é obrigação da obra prender sua atenção pra a a jormada n fique um porre ate esse ponto.
    Eu curto One Piece e me conquistou já no 1° cap. mas nunca entendi essa de q depois de n sei x cap é q fica bom. N cara se vc n curtiu larga.
    Isso pra mim é só uma desculpa escrota de otaku babaca q n consegue aceitar q ha pessoas q n gostem de sua obra favorita. Essa porra acaba sendo mais uma pressão social q outra coisa, o q rolou com a Mara foi exatamente isso, no momento q ela n curtiu JoJo teve pessoas q n acreditaram q ela n possa gostar da obra, vêem como inadmissível, como se todo leitor de mangá tivesse a obrigação de gostar da obra.
    Gosto é gosto e cabou, o fato de alguem n curti sua obra n faz ela pior.

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  13. Comentarista Momo é um grande babaca e me identifiquei completamente com a parte que vc se apaixonou por One Piece, foi exatamente a msm que a minha <3 Ali ele ja me ganhou e não precisou de mais nada, até por que a msg dessa cena se repete em outros momentos cativantes da série!

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  14. Vc diz que jojo é ruim e n entende como tem gente que gosta sendo que só leu 5 caps!!!!
    é isso que deixa todo mundo PUTO, sua nojenta
    se não gosta no MINIMO respeite e n fale nada ou leia o negócio direito pra poder criticar, ficar palpitando é coisa de neandertal inculto
    não é obrigada a ler tudo… MAS SE NÃO LEU NÃO FALE BOBAGEM!!!!
    Simples.
    eu li 1 volume de OP e dropei, mas n coloco na minha lista de piores coisas que eu li pq eu li só uma fração de algo que é mt maior, não to em posição de julgar
    VC NÃO TEM LUGAR DE FALA PRA OPINAR SOBRE JOJO é isso
    da próxima vez fique caladinha que a gente deixa passar mas enquanto isso o bullyng é real garotinha, xora mais nene

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  15. Não gostou, não lê. Simples assim.
    E se alguém julga uma série que tu gosta, sendo que essa série tem mais de 20 anos e a pessoa julgou baseado em poucos capítulos escritos lá na saudosa década de 80… Desconsidera esse julgamento e pronto…

    A conclusão do texto é horrível. Lógico que é injusto julgar uma obra de décadas tendo lido apenas poucos capítulos… Se você leu pouco, só pode julgar pelo pouco que leu… Mas sempre frizando que seu julgamento não vale de muita coisa. E não faz sentido dizer que também seria injusto julgar como “boa” uma obra que ainda não acabou. Deixa eu te explicar bem explicadinho com um exemplo: Eu adorava Bleach. Acompanhava desde o fim da saga da Soul Society. Se perguntassem pra mim na época “Cara, e esse Bleach aí… Presta?” eu teria dito “Claro! Tá muito legal!” Note a conjulgação do verto “Tá” ou “Está”… Denota que… “Está bom… até agora!” Depois Bleach foi degringolando… As vezes enrolando muito… As vezes apressando as coisas… Ao ponto que eu li até o fim quase que pra cumprir tabela… Terminei porque havia começado. Se me perguntam AGORA o que eu acho de Bleach, vou poder te dizer “Foi bom, até determinado ponto…” porque agora a obra acabou. Pressupõe-se que o julgamento de uma obra em andamento está considerando o que foi lançado até a data… Sa-cou?

    Tá todo mundo dando muita importância à coisas sem importância.

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  16. Com certeza ninguém é obrigado a esperar alguma coisa ficar boa, até porque o começo é basicamente pra informar a premissa e como a banda toca ao leitor, se isso mudar no futuro, também já acho que tá errado, se for feito de forma abrupta. Existem casos felizes como Reborn e Dragon Ball (apesar de que na realidade, pra mim foram infelizes, Dragon Ball clássico é magnífico, a partir da saga do Piccolo o negócio muda MUITO, perde muito da comicidade que eu tanto amava e tudo isso sem nenhuma dica de o rumo da história pudesse ir pra tão longe da primeira proposta, se o mangá fosse terminar ali, eu não veria problema, mas não foi o caso, né. Dragon Ball devia de fato ter sido encerrado e então eu não veria problema em uma continuação separada do mangá que deixasse clara a mudança na abordagem. Mais ou menos o que foi feito com o anime, né.)

    Claramente me perdi aqui.

    Mara, deixa eu publicar aqui no Mais de oito mil também, nunca te pedi nada. AMO MUITO TUDO ISSO AQUI ❤

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  17. sem falar em como desconsidera completamente o contexto histórico
    jojo nasceu como um clone de hokuto no ken e ao longo dos anos vemos uma evolução de obra e artista e uma construção de identidade impar
    É ISSO QUE VALE A PENA
    a experiência jojo é justamente ver como e porque uma obra dos anos 80 continua relevante e influente hoje, ver como um autor consegue se renovar e melhorar a cada parte e transformar um mangá que nos anos 80 era mais um em uma saga que definiu época no japão
    a resposta é: meme, cultura pop e intelectualismo
    vc ironizou que o araki não sabia o que era meme, mas ele não precisa saber porque tem o conceito do meme enraizado na narrativa de jojo
    isso junto com o teor intelectual e as referências a arte grega, romana e os pemas épicos de homero
    as própria poses SÃO FRUTO DISSO
    é uma mistura de meme e intelectualismo
    é o mesmo caso com as referências musicais, nada ali é jogado e tudo é parte do subtexto

    é horrível eu ter que explicar isso pra vocês, se eu tivesse numa comunidade gringa seria tudo informação óbvia mas aqui falta cultura demais…

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  18. Mario Toledo e Alexsander falando merda de mim no twitter
    olha aqui pra vcs, quem fica ofendido com ofensas na internet é bixxaaaa a internet é feita pra xingar
    meus xingamentos são até um ato de bondade pq quem sabe a gorda que toma conta desse site não se toca que é um peso morto na sociedade e vai fazer algo de bom na vida ao invés de falar tantaaaa merda
    se eu tivesse twitter vc tariam tudo fodido na minha mão iam me bloquear rapidinho kkkkk

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  19. você é esperta, eu li citrus inteiro, todo capítulo pensando “BEM VAI VER AGORA FICA BOM NÉ”, depois me perguntando o que tava fazendo com a minha vida, até que eu TERMINEI e ainda estou procurando onde fica bom.

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  20. No mangá do Jojo tem aqueles boneco tudo torto e desproporcional, fazendo aqueles contorcionismo corporal, tipo nada a ver… Me arrrependi de ter comprado o mangá, dinheiro jogado fora… Mas respeito quem gosta dessa obra super revolucionária sabe

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  21. @Momo –

    “a experiência jojo é justamente ver como e porque uma obra dos anos 80 continua relevante e influente hoje, ver como um autor consegue se renovar e melhorar a cada parte e transformar um mangá que nos anos 80 era mais um em uma saga que definiu época no japão”

    Chapa, sinceramente, a Mara e alguns comentaristas aqui provavelmente estariam bem mais abertos às suas opiniões se você colocasse elas assim, sem ofender. Esse trecho entre aspas está ótimo, e é muito mais válido pra defender JJBA do que soltar palavrões e ofender quem não gostou do mangá como você fez antes e depois.

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  22. sobre o post dos piores de 2018, alguem que queria defender jojo nos comentarios disse q a pessoa precisa ter um QI alto pq na historia existe muito conteudo q utiliza fisica e psicologia… serio q eu preciso estudar, me formar e adquirir um diploma em sei la o q pra poder entender um gibizinho sem cores? mesmo q seja verdade certeza q ñ é isso q atraiu os leitos de jojo! jojo tem uma legião de fãs isso significa q todos os leitos são cientistas/filosofos? ñ é mais facil apenas dizer “ah é do meu gosto e é por isso q eu gosto” mesmo q jojo fosse apenas para os super dotados ele ñ teria conseguido chegar até aqui(seila quantos anos de publicação ele tem)

    mara mas da uma olhada em Kishibe Rohan wa Ugokanai: Fugou Mura tem 2 ovas é do mesmo autor de jojo te recomendo o 2º ova so pra do uma olhada historia curta e fechada, ñ vai te faz fã de jojo porém a historia é incrivel procura pelas net q tu acha

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  23. Engraçado que quem defende JoJo leu scan mal traduzida. E seu leu ela em português, é pior ainda, porque foi mal traduzida do inglês, que foi mal traduzido do japonês, sem falar no nível de português terrível dos scanlators brasileiros.

    No mais, quem tem mais de 20 anos não curte essas coisas bobas do século passado mesmo.

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  24. @momo foda-se a “cultura” em volta de Jojo. Uma obra que depende de eu previamente conhecer todo o contexto por trás dela e relativizar isso não é uma boa obra. Tem diversas obras de cinema e quadrinho de 80 que se sustentam muito bem obrigado hoje em dia, sem vc ter nenhuma contextualização. O defeito não é do leitor, é da obra, que ficou datada.

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  25. @caveileiro do horóscopo, pelo que entendi, vc fala, e eu já ouvi coisas nesse sentido, que jojo é tipo uma série de quadrinhos americana, no sentido que não tem necessariamente um fim e tem sagas relativamente independentes, e faz mas sentido acompanhar as mais recentes ou ler as melhores. Nesse caso, se vc quer convencer alguém faria mais sentido você dizer quais sagas são boas. Agora pra quem tá acostumado com mangá aqui no Brasil é um problema pq a gente tá acostumado a ler uma história do começo. Aliás isso sempre foi uma vantagem que mangá teve pra gente que quadrinhos americanos raramente tem. O peso da cronologia que é inviável de um não aficcionado acompanhar só torna uma obra muito nichada.

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  26. A única coisa que não gostei realmente desse blog é Mara só postando as piores partes da sessão de comentários no Twitter e não as partes que realmente valem a pena refletir. De certa forma Jojo é complexo sim, porém é uma complexidade que só se acha buscando a fundo na obra, tipo alguns personagens que tem a personalidade e o comportamento baseados nas letras das músicas, cujos seus nomes fazem referência. Apesar disso, não concordo com a maneira que o Momo escreve seus comentários, afinal, não é necessário empurrar algo para alguém que não quer ler e sim explica seus argumentos de uma maneira menos ofensiva.

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  27. @Momo, se tiver algo pra falar de mim, cria uma conta no twitter (é rapidinho) e fala. E quem vc acha q é pra definir minha sexualidade, vc convive comigo, e mesmo q estivesse no meu âmbito, quem vc acha q é pra definir algo sobre a minha vida. E Foda-se, FODA-SE se eu sou gay, hetero, assexuado isso não muda nada. E outra a conta no twitter é minha eu bem entendo o q eu comento eu não, mas vamos lá…
    Primeiro, q essa “gorda” q vc está se referindo, é uma pessoa q merece respeito e q a sociedade precisa de mais pessoas como ela q falam a verdade quando precisa.
    Segundo, é a opinião dela, DE-LA, entende q não tem nada a ver com o q vc pensa, vc tentar argumentar algo não há problema, agora tacar o foda-se e sair sair xingando Deus e o mundo só pq vc gosta de algo e não concorda com a opinião da Mara.
    Terceiro, se tem algum lixo aqui, é vc, que história é essa de q a internet é feita pra se xingar e q suas ofensas são um favor, q eu saiba todos devem ser respeitados (coisa q vc não pratica). Com isso concluo
    Pode ir la no Twitter me xingar, não vou correr não querido (a) se tiver algo a acrescentar (pfft) me procure, obrigado (por nada) e boa noite

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  28. @Ciro Monteiro – Sem problemas, aí vai a classificação das partes:

    Parte 1 – ruim
    Parte 2 – boa
    Parte 3 – mediana (mas se você for fã de Cavaleiros do Zodíaco ou outro shonen anos 90, é excelente)
    Parte 4 – muito boa
    Parte 5 – excelente
    Parte 6 – boa
    Parte 7 – excelente
    Parte 8 – muito boa até o momento (dependendo do final, pode ser a melhor ou decair vertiginosamente, já que ela é meio suspense)

    Agora, sobre o peso da cronologia, ele não existe: você pode perfeitamente começar a ler pela primeira edição da parte 2, parar na última edição da parte 2, pular as partes 3 e 4, retomar a partir da primeira edição da parte 5, como preferir. Só precisa ler a primeira e a última edições das partes que te interessarem. Não sei como a Panini vai fazer no Brasil, mas no Japão as capas são bem sinalizadas pra indicar a qual parte o volume pertence.

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  29. @ha_ga

    qual a complexidade em personagens agirem de acordo com o tema da musica que o nome faz trocadilho? Não é diferente dos trocadilhos de nome que o Horikoshi faz em BNHA ou o Toriyama faz em DB. Por sinal, isso é uma coisa que japonês adora.

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  30. @Cavaleiros

    Além dos mangás é bom falar um pouco das Novels de JoJo, afinal alguma delas ajudam a expandir determinados arcos e outras criam uma história completamente nova com base nos mangás. PS: Elas não são necessárias para entender a trama, porém são boas para ler caso goste de determinado arco

    Purple Haze Feedback (Feito pelo criador da série Boogiepop)

    JORGE JOESTAR (Feito pelo renomado Ōtarō Maijō)

    JoJo’s Bizarre Adventure Over Heaven ( Feito pelo autor de Monogatarie)

    GioGio’s Bizarre Adventure 2: Golden Heart, Golden Ring ( Coletânea com vários autores)

    The Book: JoJo’s Bizarre Adventure 4th Another Day ( Escrito pelo autor de GOTH)

    JoJo’s Bizarre Adventure (novel) [Essa é feita por dois com dois caras aleatórios da indústria de animes]

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  31. @Xavier

    Isso depende do personagem em questão. No caso do Jobim, seu nome realmente é apenas uma referência a Tom Jobim, porém sei Stand (king nothing) retrata um pouco da suas intenções ocultas, como priorizar a qualidade de seus produtos ao invés de buscar apenas o lucro, pois se ligasse apenas para o dinheiro, acabaria sofrendo o mesmo destino do eu lírico da música do Mettalica. Apesar de não ser algo realmente tão complexo de se fazer, isso adiciona uma boa profundidade para os personagens.

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  32. @Xavier

    Só corrigindo um erro anterior, porém não sei como alterar o texto original ou deleta-lo. O King Nothing é o Stand do Norisuke, Jobim é o filho dele. A base do argumento não muda muito, foi só uma troca de personagens devido a problemas pessoais no momento que escrevia a mensagem. Só acrescentando um detalhe ao argumento, geralmente o nome dos Stands é que possuem significado, pois eles são uma representação da força de vontade dos usuários, conceito semelhante aos Personas

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  33. Cara vendo alguns coments aqui e no outro post sobre JoJo, lembrei pq n me misturo com o fandom da serie apesar de gostar da obra. Realmente n dá, maluco passa do limite.

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  34. Eu passo por uma situação parecida com séries americanas, inclusive as mais aclamadas. É difícil eu me interessar por obras infinitas, até mesmo por falta de tempo, o que me causa críticas enormes.

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  35. @Alan ….. Pera…. Mara na verdade é um personagem??? Gente, eu sinto como uma criança que descobriu que papai noel não é real, tô chocada!

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  36. Toda sere tem uma estrutura narrativa. Semprevamos ter series que vão ter melhores arcos e outras nem tanto pelo seu público. E haverão fãs destas.

    No gera se segue uma estrutura narrativa com algums mudanças isto dependendo da identificação com o leitor bem como seu interesse.

    Muitas vezes me prende mais por conta do personagem do que pelo arco em si, isso varia. Claro que vai ter opiniões quase unânimes de melhor arco da série.

    Só que nao existe uma obrigatoriedade de se gostar de uma serie e pribcipalmente voce acompahar ate o ponto que fica bom.

    Alem de ser pouco prazeroso voce pra ter que entender uma serie ter que acompanhar tudo dela como no caso de Star Wars que voce boia porque nao viu o desenho ou nao leu o livro. Ai vira algo só compreendido pelo nicho e nao é bom.

    O bom entrenenimento tem que ser objetivo e pribcipalmente entreter e trazer a sensacao de escape pra quem o consome.

    Feliz 2019 a todos.

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  37. algo que se chama Jojo não pode prestar mesmo.

    tá certa em abandonar esse tipo de lixo.

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  38. É sério que vocês continuam nessa vibe?

    E eu que pensei que treta doida era na minha época de colégio, pré histórica dos anos 90, quando o pessoal de D&D vinha brigar no recreio e a gente pra se defender enrolava as fichas de personagens do GURPs em cabos de vassoura quebrados pra bater neles, olha só! Hahahahahahá!

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  39. @cavaleiro do horóscopo eu entendi que são realmente história independentes. Porém, entretanto toda via, o público de mangá (no Brasil) tem já dentro dele a necessidade de acompanhar as história desde o 1 volume/ episódio. Não é nada comum aqui essas série que se estendem em arcos independentes (falando de mangá e anime). Ainda mais, no caso da galera do mangá, rola o colecionismo, e por mais que a primeira parte só seja realmente ruim, é meio complicado vc começar a colecionar um mangá a partir da parte que você não gosta. Lá no japão, que esses negócio começam a ser publicados em revistas vários com trocentos títulos e o colecionismo não é lá uma prioridade, faz sentido. Aqui que a gente conhece a história já colecionando é meio complicado.

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  40. Fullmetal começa num bom ritmo e me conquistou logo de cara.
    Segundo. Jojo pode ser questionado sobre enredo, agradar ou não visualmente e etc, porque pelo que eu lembro a gente vive numa tal de democracia. (Poderia ser um governo com Madoka sendo a líder suprema?! Sim, mas ainda não chegamos nesse estágio de evolução humana).
    Então contanto que não falte o respeito, a opinião de todos deve ser no mínimo ouvida. E outra coisa, ouvir não quer dizer que vc assimilará, apenas que vc tem um grau de maturidade de admitir que a sua opinião não é uma verdade absoluta.

    Abraços e bom final de ano ;)

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  41. 1. Phantom Blood
    2. Battle Tendency
    3. Stardust Crusaders
    4. Diamond is Unbreakable
    5. Golden Wind
    6. Stone Ocean
    7. Steel Ball Run
    8. JoJolion
    9. Mais ou menos 849 capitulos
    10. Ai que preguica veio, ne?

    Gundam: The Origin deve ser melhor mesmo.

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  42. Muito bom o texto Mara, compartilho dessa visão de porque preciso ler XXX capítulos de uma obra pra ela ficar boa? Por conta disso nunca consegui gostar de One Piece, e daí surge minha reflexão será que da verdadeiramente pra dizer que uma obra é boa/coesa ignorando o começo dela?
    Em contrapartida também é valida a crítica de que vivemos uma modernidade liquida ( alô Bauman ) em que não nós aprofundamos em nada, sempre necessitando de relações rápidas e descartáveis, então claro que nossa relação com o mangá seria de mesma ordem.E realmente quando olhámos pro passado (até pelo desenvolvimento tecnológico, que hoje é muito mais abundante) as pessoas pareciam ter mais disposição pra ler.
    Enfim é uma reflexão válida, me vejo não tendo uma opinião bem formada ainda, há mangás que amo mas que demorou muito para que eu gostasse, e ao mesmo tempo hoje se eu não vejo algo interessante em uma historia desde o começo não tenho motivação para continuar, por isso é importante esse espaço aqui para um debate construtivo, como vc bem disse o pensamento crítico em cima desse nicho otaku é importante principalmente para consumirmos com consciência.

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  43. Assiste jojo até a part 47, a partir dai que o bagulho fica bom, se vai vê, vai se viciar. (meme)

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  44. A questão não é aceitar (que é algo que esse cidadão desconhesce) , essa é a parte mais fácil, o problema é a falta de educação desse fã (pff) do juju’s bizzzzzzare adventure time.

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  45. Tenho pra mim que Dragon Ball Z (eu sei que a letra é só do desenho, é só pra separar uma história da outra) tinha sido planejada originalmente como uma série independente. Creio que Toriyama queria terminar a saga de Goku no arco de Piccolo e daí começar outra história sobre lutadores mal-encarados trocando raios com invasores do espaço.

    Mas aí aconteceu das duas, uma: ou houve pressão da editora pra continuar o DB e o Sr. Akira disse “Tá bom, mas vou fazer do meu jeito” e enxertou seu “novo universo” no de Goku & Cia., transformando demônios em ETs; ou então ele ficou temeroso da não-aceitação de sua nova série e optou por fundi-la de última hora à sua produção atual, mesmo criando algumas contradições, como o caso do citado Piccolo; se foi este o caso, o editor da Jump não deve ter achado ruim, já que pouparia o trabalho de construir e consolidar uma nova “marca”.

    (Acho que foi o mesmo caso das histórias solo do Snoopy nas tirinhas dos “Peanuts/A Turma do Charlie Brown”, que não têm nada a ver com as histórias protagonizadas pelas crianças. Creio que Charles Schultz queria escrever uma tira sobre animais engraçadinhos, mas, inseguro sobre a aceitação do público, decidiu vinculá-la à sua série já existente.)

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  46. Quanto a acompanhar uma história na esperança de que ela melhorasse, disso eu entendo! Comprei as dez edições do “Crying Freeman” porque me sentia responsável por ele ter vindo ao Brasil (coloquei ele como resposta a uma enquete da Panini sobre as revistas que os leitores achavam que deviam ser publicadas).

    A história degringola a partir da terceira edição e nunca mais se recupera, deixando de ser sobre um cara tentando fugir da máfia de Hong Kong pra ser sobre ele se tornar um ativo defensor –e líder– dessa máfia. Já que eu me obriguei a comprar, fazia figa: “quem sabe vai melhorar, quem sabe é um plano dele pea destruir a Máfia por dentro e assim fugir…”

    Mas em vão. Não acredito que isso saiu da cabeça do autor do “Lobo Solitário”.

    Isso acontece também com “Mai, a Garota Sensitiva”, que, a meu ver se estraga na quarta edição (brasileira) e nunca se recupera. Por sinal, “Freeman” e “Mai” foram desenhadas por Rioichi Ikegami, a única coisa que se salva de ambas.

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  47. Quando você escreveu “Dragon Ball” e “Reborn” na mesma frase, lembrei na hora daquela continuação de DBEvolution que nunca saiu (graças a Deus).

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  48. Leia a parte 7 de jojo, que é praticamente um reboot sem comprometimento algum com a continuidade dos outros mangás anteriores: O traço melhora, a história melhora, os personagens também, talvez tenha uma lutinha ou outra mais fraca que tenha que aturar, mas o saldo é positivo no final.

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  49. Hahahahah, ri demais do comentário desse maluco!

    Imagino que você tenha uma paciência de Jó! Se você fosse me irmã (com brocom) e eu achasse esse sujeito na rua, não deixaria de graça!

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  50. Eu só acho que, se vc tem um blog voltado a crítica, é meio irresponsável falar que algo é bom ou ruim sem ter lido na totalidade ou ao menos uma significativa quantidade da obra. É quase tipo a Glória Pires comentando o Oscar rs.

    Até pq como falaram, cada arco é bem diferente dos demais, sendo o primeiro consensualmente o mais fraco, eu mesmo achei um lixo. Se vc não gostou, achou o andamento ruim e desistiu, beleza, e os caras tem que parar de dar chilique tbm, mas é fato que a opinião é incompleta até ver tudo e ta cheio de livros, filmes e séries cujo começo é ruim, não é pq em hollywood fazem de forma x que esse paradigma torna-se universal.

    E tem aquilo, não é pq a gente não gosta que o negócio é ruim, vai ver só não é tu estilo mesmo e pronto, o que não torna o negócio fraco, ruim, limitado, mal feito, etc etc.

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  51. @Cavaleiro do Horóscopo

    Concordo em boa parte, Phantom Blood(Part1) e Stardust Crusaders(Part3) são horríveis na minha opinião, já Battle Tendency(Part2) e Diamond is Unbreakable(Part4) são incríveis, Golden Wind(Part5) e Stone Ocean(Part6) são okay e SteelBallRun(Part7) é ridiculamente bom.

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