Mercado Nacional

Mais uma vez, a Panini salvou os mangás shoujo no Brasil!

Shoujo nunca foi a demografia mais querida ou bem tratada no Brasil, e isso é desde a época que a Conrad repetiu uma ilustração na capa de Fushigi Yuugi porque havia se esquecido que ela já tinha sido usada antes.

Atualmente, a toda poderosa Panini com suas dezenas de mangás lançados mensalmente conta com apenas UM mangá destinado para garotas, Kimi ni Todoke (que já está felizmente se despedindo). Não que a Panini se importe com o luto, afinal sempre existe um funcionário da editora para dizer que os shonens Nisekoi e Your Lie in April são shoujo porque né… são histórias de romance. Mas os shoujos estavam com o pé na cova na Panini e o caixão estava até encomendado, até que chegou a CCXP 2018 e fomos surpreendidos.

Em uma palestra realizada no começo da tarde de hoje (07), a Panini divulgou seus próximos lançamentos para o mundo dos mangás. Beth Kodama, a editora responsável pela ala dos mangás, subiu ao palco para revelar novidades e até mandou uma indiretinha para certas pessoas que estavam falando sobre a morte dos shoujos na Panini.

Foi quando, tal qual uma Anitta afirmando que ia sim rebolar sua bunda hoje antes do Movimento da Sanfoninha, Beth Kodama anunciou “Omoi, Omoware, Furi, Furare”. Para quem não conhece, ele é um mangá de Io Sakisaka, a mesma autora de “Aoharaido”.

Pronto, o mercado de shoujos está salvo! Além do enésimo requentamento de Dragon Ball (agora colorido), um mangá de terror e o josei Wotakoi, a Panini resgatou do limbo o mercado de shoujos com apenas um título. Se isso não é poder, não sei o que seja.

Vamos lembrar que há alguns anos estávamos de novo nessa crise de shoujos, porque as editoras haviam chego na conclusão de que shoujo não vendia. Claro, a culpa era apenas do público que não comprava e não dos shoujos horríveis cujos direitos provavelmente foram encontrados em bacias de desconto em feira de licenciamento gringo. E, naquela mesma época, foi “Aoharaido” da Io Sakisaka foi o escolhido para salvar nosso mercado e pavimentar um caminho para um futuro com títulos mais diversos.

Em vez de contaminar esse acontecimento maravilhoso com meu pessimismo, prefiro deixar esse tweet que sintetiza totalmente a situação:

17 comentários em “Mais uma vez, a Panini salvou os mangás shoujo no Brasil!

  1. Com esse anúncio, você vai tirar os shoujos da Panini da categoria “Morte mais horrível” do Troféu Imprensa Especializada (pff)?
    Acho que a Panini só anunciou esse pra não ganhar nessa categoria hein.

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  2. Ressuscitaram os mangás josei no Brasil (só sai um a cada eclipse) e os mangás shoujo. Pena que o shoujo em questão não me inspira confiança. Vou ficar só com Wotakoi, desses anúncios.

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  3. Cara tá foda essa da Panini. Sei q tem gente empolgada com alguns dos anúncios, mas po é 21,90. Pior q tirando Dragon Ball, o resto dos titulos estão todos em andamento o q transforma o consumidor em refém, pois nem republicação faz.
    No fim a galera só alimenta essas atitudes escrotas da panini.
    Bem dessa vez tó fora, sorte ae pra quem for arca com isso.

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  4. Da pra ficar empolgado com isso se nem mesmo o publico leigo sabe a diferenca entre os generos literarios dos mangas?

    Nicho vive numa bolha mesmo.

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  5. Nenhuma editora se preocupa com demografia até lançar shoujo. Porque “shoujo não vende” apesar de Ore Monogatari, Lovely Complex, Aoharaido e agora Kimi ni Todoke (que estava parado por ter alcançado o Japão e só falta 1 volume aqui) terem sido/será finalizados. Melhor lançar shounen de lutinha que não passam por isso.

    Ah, é. Toriko quase se lascou.

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  6. E não vou falar de seinen, porque a Panini lança Urasawa, Inoue, Lobo Solitário, Berserk e….? As editoras que não costumavam lançar mangá estão diversificando melhor a demografia, ao contrário das editoras de sempre.

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  7. Meu deus, esse Apo só vem aqui para reclamar, PQP…
    É bacana tenha salvo os shoujos, mas só um título ainda não é o suficiente (ainda mais porquê é a mesma autora do Aoharaido!)
    Ainda votarei pela Panini na categoria Morte Mais Horrível

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  8. Como sempre eu causando revolta dos millenials.

    Gente comemorando insicesso de titulos so porque o seu genero favorito nao vende e esse sempre lanca nunca alcanca o publico esperado.

    Ainda tem muita gente pequena nesse meio. Ainda bem que existem pessoas que cultivam outros pensamentos.

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  9. A JBC podia ter salvado os shoujos com Fruits Basket, aproveitando o lançamento do novo anime, mas nãoooooooo tem que lançar Inu Yasha primeiro…

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  10. Não tem ninguém comemorando o insucesso de nada. Estou apontando hipocrisia mesmo. Apontar falta de variedade no mercado, principalmente na editora que mais publica mangás, é coisa de gente pequena agora.

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  11. Gente pequena que acha que tem moral e pior ainda.

    Um genero que nao da certo e obvio o lancamento de titulos ser raro.

    Agora esperneie.

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  12. Uma demografia que dá certo se não lançarem qualquer coisa, achando que o público tem que comprar, mas quando rola com mangá direcionado pro público masculino “ah, acontece”. Um produto com divulgação ainda pior que shounen de lutinha. Mas bora ignorar o que o público que compraria esse produto pede. Ignorar também que vários outros mangás shoujo venderam bem. Sempre vai ter otaquinho jovem e velho dizendo que coisa de garota, mulher, lgbt+ é ruim, não dá certo pra defender editora. Que anime e mangá seja lançado no Brasil pensando exclusivamente em homens.

    E, até onde eu sei, tu não é ninguém pra dizer quem tem moral ou não pra nada, colega.

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