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É bom? É ruim? ‘Yu-Gi-Oh! O Lado Negro das Dimensões’ na verdade é só… Yu-Gi-Oh

Considero Yu-Gi-Oh uma série cujo mérito é ser adorada por pessoas que viram muito pouco dela. Não era difícil virar fã do moleque de cabelo aerodinâmico após ver um ou dois episódios, e a centena de reprises da fase da Ilha dos Duelistas foi o bastante para criar uma legião de fãs. Então precisamos agradecer à fanbase dessa série o mais recente filme da série, ‘Yu-Gi-Oh! O Lado Negro das Dimensões‘.

Esse nome comprido e edgy serve para disfarçar que esse filme é a continuação direta da série Yu-Gi-Oh, lançada como um filme em 2016 no Japão e escrito pelo Katsuhiro Takahashi, o autor original que pouco palpita nas (pouco interessantes) séries mais recentes. Nele vemos Yugi tendo superado o nanismo e chegando à formatura, e todos os outros personagens da trama estão em vias de chegar à nova fase da vida.

Ou seja, basicamente a ideia desse filme era de fazer algo parecido com Digimon Tri, com o elenco envelhecido e precisando lidar com os famosos boletos, e nesse quesito podemos achar que ‘Yu-Gi-Oh! O Lado Negro das Dimensões’ foi bem mais competente que o OVA dos monstros digitais (mas por muito pouco). O “crescer” até que é debatido, mas quem precisa de conversas psicológicas quando podemos mostrar card games e dragões?

Como o Sahgo disse na maravilhosa crítica publicada no Jbox, esse filme é tão síntese da série original que sua história e o vilão são requentadíssimos da segunda saga do anime, A Batalha da Cidade. O Aigami (vilão edgy de cabelo esquisito) é basicamente uma releitura do Marik, mas sem a voz do saudoso José Parisi Jr.

No fim, tudo é uma grande desculpa para o Takahashi oferecer o que a gente espera de Yu-Gi-Oh: Joey alívio cômico, cenas de tensão sexual explícitas, duelos muito bem feitos com regras tiradas do cu e Kaiba incorporando a paródia criada pelo Little Kuriboh no Yu-Gi-Oh The Abridged Series. Confesso que dei gostosas gargalhadas quando Kaiba construiu um elevador que o levava ATÉ UMA ESTAÇÃO ESPACIAL (também da Corporação Kaiba) para uma inteligência artificial remontar o Enigma do Milênio, tudo isso para ele poder ter seu último duelo com o desaparecido faraó. Repito: UM ELEVADOR QUE O LEVA AO ESPAÇO. Marcos Pontes não esperaria por uma dessas.

Falei ali atrás das vozes e vale muito a pena falar que ‘Yu-Gi-Oh! O Lado Negro das Dimensões’ reuniu a maioria do elenco original do anime. O quarteto Yugi, Tea, Joey e Tristan estão com as vozes clássicas do começo do anime, já Bakura e Mokuba estão com vozes posteriores do anime (e meu Kami-Sama, a puberdade veio cedo para o caçula dos Kaiba). Falando no ricaço, Mauro Eduardo é a grande estrela desse filme por dublar Kaiba da forma bizarra e espalhafatosa que o personagem exige. Falei mais sobre as vozes desse filme nesse post.

É um filme que eu falaria “nooosssa, é o novo Miyazaki”? Não. Tirando a qualidade visual e a dublagem ótima, é Yu-Gi-Oh. Se você gosta da série, sabe exatamente o que esperar, inclusive os desafios. Confesso que na metade tem uma barriga que me cansou, mas o Kaiba foi o bastante para me divertir.

___

O filme está disponível exclusivamente no serviço Looke. Nele você pode alugá-lo ou comprá-lo. Confira os preços lá no site. O filme também está no NOW, no Google e no serviço de vídeos da Microsoft.

Assisti ao filme graças à Encripta, que trouxe o longa ao Brasil. Lembrando novamente que isso aqui não é publieditorial.

5 comentários em “É bom? É ruim? ‘Yu-Gi-Oh! O Lado Negro das Dimensões’ na verdade é só… Yu-Gi-Oh

  1. “cenas de tensão sexual explícitas”

    Sério?Conte-me mais sobre isso, com quem e como?
    Achei bem estranho o yugi quase se tornar o Yami visualmente, claro q isso já dava indícios antes.

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  2. “cenas de tensão sexual explícitas”
    MA COMO ??? Eu vi esse filme, sai até meio demente depois de assistir, mas n lembro dessas cenas n.

    Cara já tinha visto o filme, na sinceridade n curti ele, ele tem os exageros da serie e tal, mas o filme é tão raso em uns pontos q incomoda, pior q essas partes rasas se arrastam pra caralho. O vilão é um grande foda-se e realmente ver o Kaiba virar um maluco é algo estranho pra cacete, serio o cara vigia a cidade toda por cameras, o maluco é um ditador q obriga uma cidade a viver em função de um card game. E esqueceu de dizer q ele rebate magia com o ego dele q é amplificado por seu disco de duelo (ou a dublagem sumiu com isso ?).

    O unico ponto legal do filme é ver o Yugi amadurecido, realmente as cenas deles são bacanas e achei meio desnecessário o Atem aparecer. Bem vale pela diversão.

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  3. Se esqueça a bosta que foi o final, até que o filme é divertido. Setor Kaiba é a melhor coisa do filme.

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