Review de Jogos

(Review) My Hero One’s Justice é o sucessor de Naruto Ultimate Ninja? Se pá!

Tenho vívidos na minha lembrança os dias em que me reunia com amigos para jogar Naruto Ultimate Ninja Storm. Enquanto os jovens iam encher o rabo de tequila e depois rodar numa roleta premiada, nós passávamos horas com muitas lutinhas em arenas 3D, virando tronquinho de árvore e correndo sobre a água tal qual um Jesus de kunai.

Os jogos da série foram um puta sucesso, tanto que a Bandai Namco (que na época ainda não tinha esse nome) espremeu até onde dava a série de luta. Enquanto Dragon Ball ganhava vários jogos sem nunca achar um gênero definitivo (e achou só agora no FighterZ), Naruto descobriu já de cara o game que mais transmitia a sensação de ver o anime.

Digo isso porque, dos últimos jogos de anime lançados, bate um pequeno estranhamento ainda. O Naruto to Boruto: Shinobi Striker (já analisado aqui) é um jogo divertido, e Black Clover Quartet Knights é surpreendentemente bem feito (já analisado aqui), mas não diria que é o gênero definitivo pra cada um deles. Isso não acontece em My Hero One’s Justice, pois ao jogar esse lançamento a gente tem certeza que foi a melhor coisa que poderiam ter feito com a série My Hero Academia.

Seja o herói (ou vilão, dependendo de quem quiser escolher)

Embora não tenha em canto algum do jogo a palavra “My Hero Academia” (arrisco dizer que por questões de direitos autorais nos EUA), My Hero One’s Justice é o jogo oficial desse shonenzão elogiado por muitos. Assim como no anime e no mangá, você acompanha as aventuras dos alunos da escola de heróis UA, enfrentando vilões e os próprios coleguinhas em torneios de lutas disfarçados de gincana escolar.

Como todo clichê de histórias em quadrinhos, tem onomatopeias.
Dá pra controlar até o cara da Facepalm
O cenário quebra como num episódio do Chapolin, mas é bem legal

Em vez pegar todo esse clima e fazer do game uma aventura com plataforma, a Bandai Namco optou por focar exclusivamente na PORRADA de qualidade. Você tem em seu controle uma lista de heróis da série (tanto os juvenis como Midoriya, Todoroki e Iida, quanto os mais velhos como All Might) e de vilões e batalha em arenas 3D destrutíveis.

Não sou uma pessoa muito habilidosa com jogos de luta por ser… assim… meio ruim mesmo… mas a empresa conseguiu fazer My Hero One’s Justice ser o Norvana capaz de unir todas as tribos: o modo normal de combate deixa cada botão para uma ação diferente (um dá os golpes físicos, os outros dois usam variações do Dom e o outro pula), e para lutar é só ir apertando e alternado. Se você for sommelier de joguinho de luta, há a opção manual para criar e executar seus próprios e complicados combos. No fim, todo mundo consegue se divertir.

“Vou colocar a mão no seu seio porque o Mineta não está nesse jogo.”
“O QUE DISSE, MACHISTA????”

A sensação que eu tive ao jogar My Hero One’s Justice foi a de ver um episódio de anime. O ritmo do jogo é bem mais lento que o de um Naruto Ultimate Ninja, principalmente porque não tem aquele clima frenético e esquivas comum ao anime do ninja. Mesmo sendo mais devagar, a sensação é muito boa e os combates são bem emocionantes. Lamento até que o jogo não deixa gravar lutas do modo história, porque eu gostaria de rever a emocionante batalha que tive entre All Might e o All for One.

Realize o sonho de lutar como o Midoriya sem precisar oferecer sua própria saúde para dar os golpes.
Você forma um time com um personagem e dois assistentes.

O que tem pra fazer no jogo?

Aproveitando que falei do modo história, é bom lembrar que o jogo tem bastante coisa para te deixar atarefado. Existe um modo história que vai desde o torneio escolar até a batalha com o All for One (ou seja, meados da segunda até parte da terceira temporada). Após jogar tudo, abre um modo para controlar o lado dos vilões. Entre uma batalha e outra, até vemos algumas poucas animações feitas com os belos modelos 3D dos personagens (a cena do resgate do Bakugo é muito boa), masa maioria são prints que a equipe do jogo roubou do anime. Isso mesmo, um print screen dublado.

All Might se preparando para finalizar o combão dele
Os modelos dos personagens tão mais bonitos que os de Souten no Ken Regenesis

Esse modo não tem muito desafio, então se quer suar mesmo é bom conhecer o modo de desafios. Nele você escolhe três personagens e passa por uma série de batalhas com regras específicas e sem recuperação de HP. Ou seja, o jeito é ganhar no perfect ou racionar os itens de cura. Se você é mais adepto do bom e velho Arcade Mode… tem o Arcade Mode para enfrentar uma série de inimigos em fila.

Assim como os jogos mais recentes analisados aqui por esse site, My Hero One’s Justice aposta no modo online com batalhas ranqueadas e um free-to-play da massa. Inclusive ele oferece CENTENAS de personalizações para os personagens, então você pode encher sua Uraraka com roupinhas constrangedoras para sentar o pau em jogadores de todo o mundo. Pelo que testei, a conexão tem funcionado bem e sempre encontrei gente jogando (ao contrário do Black Clover).

Você pode customizar as roupinhas do maravilhoso Bakugo (espero que meu husbando não leia isso)

Veredito

Achei My Hero One’s Justice um ótimo jogo de luta, sem mentira. É um jogo que eu jogaria com amigos naquelas reuniões regadas a álcool e salgadinhos de procedência duvidosa. É acessível, mas ao mesmo tempo complexo, divertido e os personagens respeitam muito suas contrapartes do anime e mangá. A galera que acompanha o anime ainda tem o plus de ouvir os gritos dos personagens pelos dubladores originais (o jogo não foi dublado em inglês, está tudo em japonês com legendas em português). Eu gostaria que tivesse mais personagens? Gostaria, mas ao mesmo tempo estou feliz demais por não ter o desprezível Mineta. Dos jogos analisados aqui no site, esse foi o que mais gostei. Pode ir com fé!

Porrada de qualidade

“My Hero One’s Justice” foi lançado para PlayStation 4 (a versão que testei), Xbox ONE, Nintendo Switch e PC. Minha cópia do jogo foi gentilmente cedida pela Bandai Namco, que infelizmente não me pagou um centavo para eu falar que gostei do game, mas tamos aí para futuras oportunidades de publieditorial.

 

5 comentários em “(Review) My Hero One’s Justice é o sucessor de Naruto Ultimate Ninja? Se pá!

  1. Olha, não posso dizer que vai superar nenhum NUNS, mas o jogo tem seus pontos positivos
    Mas pra me prender precisa ter um bom Aftergame, não morrer depois do modo história. Acho que não deixar o Mineta no jogo foi mancada. Tudo bem que ele não é o melhor personagem, mas colocaram o Yoarashi :)
    Espero que tenha mais jogos conforme o tempo passando, mas não deveriam focar muito no “tempo” do anime, e fazer que nem a CC2 fez com o Storm 4.

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  2. Vendi..Digo…
    Parece interessante, n sou entusiastas do mangá mas me pareceu bem divertido, mas nada pra pagar preço cheio. Numa promoção eu pego ae.

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  3. Pessoalmente, eu achei que faltou muito polimento pro jogo ficar melhor. Eu acho que o ponto positivo pode até ser a imersão, mas não achei ele um bom jogo de luta.

    Falta fluidez nos movimentos, tem muito elemento se sobrepondo na tela durante os golpes (e que atrapalha prestar atenção), e a câmera é uma porra.

    A impressão é que o jogo foi rushado. Eu acho que tem potencial, mas também acho que tá bem aquém dos jogos de Naruto.

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