Desabafo · Mercado Nacional

Com a crise editorial, será que é hora do meio-tanko voltar?

Tenho uma historinha para você leitor. Era uma vez um mercado de quadrinhos que era bem acessível, até que decidiram lançar produtos mais luxuosos e bem acabados para agradar o público consumidor mais exigente. Mas, ao contrário de ingresso para o primeiro dia do Anime Friends, isso não apareceu de graça! Com o aumento de qualidade, os quadrinhos começaram a custar muito mais do que antes. Assim, as vendas caíram. Você pode achar que estou falando sobre o recente caso dos shonenzinhos de luta a 22 reais ou então a gourmetização dos mangás no Brasil, mas na verdade essa história que contei foi a respeito dos quadrinhos de heróis lá nos anos 90(no link tem uma matéria de um outro site sobre essa época). A editora Abril publicava tanto Marvel quanto DC e fez uma linha mais luxuosa e mais cara.

Existia um público alvo que queria acompanhar quadrinhos, mas o preço praticado pela Abril era muito absurdo. Por muita coincidência, foi nessa época que a editora Conrad nasceu como o Adão e Eva das editoras de mangás em sentido oriental e lançou Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco por módicos 3,90, MENOS DA METADE do que custava um quadrinho de ~luxo~ da Abril. E vendeu para um caralho.

Não estou falando que o público de um migrou pro outro ou que mangá só vendeu porque os comics estavam caros, mas as duas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Em vez de entulhar as bancas com quadrinhos de 200 páginas com um preço próximo à linha premium da Abril, a Conrad optou por lançar metade de um tanko japonês, ou seja, 100 páginas. O formato se popularizou no Brasil e a JBC entrou no mercado com seus meio-tankos a 2,90.

O mercado nacional ficou tal qual o número de fillers em Boruto, um crescimento sem limites. Mais e mais mangás chegaram nas bancas, e muita gente comprava vários títulos. Foi aí que a coisa começou a mudar um pouco o formato…

O primeiro mangá de banca (sem ser um título piratão) a chegar como um tanko de 200 páginas veio por parte da JBC, que em 2003 lançou o ainda-incompleto X do Clamp no valor de 9,80 (literalmente o dobro do que cobrava num meio tanko na época). Na tentativa de presentear o público com algo mais parecido com um volume japonês, a editora foi a pioneira no novo padrão: mangázinhos de 200 páginas.

O tempo passou e os otakus não sofreram calados. Foram pedindo mais e mais qualidade, volumes cada vez mais parecidos com os japoneses. Chegaram os honoríficos, as sobrecapas, orelhas, páginas coloridas e, atualmente, na busca por um papel que remeta quase perfeitamente à sensação de um jovem japonês deslizando o dedo por uma folha japonesa, a Panini optou por um papel que fez o mangá mais basiquinho de sua linha editorial saia por 22 reais.

Era 15 reais até outro dia nesse mesmo ano de 2018. Agora se você quer experimentar um mangá desconhecido de um bombeiro que nunca ouviu falar, 22 reais é o preço que tá saindo.

 

 

 

Não estou falando aqui que as editoras deviam todas se foder e lançar os tankos a 15 reais com o papel jornal de sempre. Sei que tudo subiu, o dólar é incontrolável, distribuição é um lixo, os insumos são importados e as licenças tão a hora da morte. Porém, levando tudo isso em consideração e em como o mangázinho do dia a dia parece cada vez mais distante das possibilidades aquisitivas do bolso dos otakus, levanto uma questão: será que não é a hora de voltar o meio-tanko?

Se você leitor mais jovem conversar com algum otaku que sobreviveu à exposição da Angélica cantando a abertura de Digimon na TV Globo, é capaz de ouvir três motivos pelos quais o meio-tanko é uma aberração que não devia voltar:

1- Era frágil e despencava páginas
2- Cortava histórias na metade
3- As capas pares eram horrorosas

Sinto informar que esses três argumentos, pelo menos agora em 2018, estão mais pra baixo que as vendas de Toriko. Quando à qualidade do material, vamos lembrar que boa parte dos mangás de banca daquela época tinham uma qualidade ruinzinha, não apenas os meio tankos. Hoje acho difícil isso acontecer, até porque meio-tankos recentes (como YoKai Watch e Berserk da Panini) são lançados sem problemas. Já na época a NewPOP publicou alguns meio-tankos de qualidade boa que não desmontava na mão.

Cortar histórias pela metade é algo que a Conrad fez muito no passado, mas hoje isso ficou pra trás. Em vez de encerrar um capítulo pela metade, normalmente as editoras deixam um volume com capítulo a mais e o outro com capítulo a menos, sem ser um número 100% idêntico de páginas. Por fim, não só as capas pares eram horrorosas, TUDO ERA MUITO FEIO. Você já viu como eram as capas de Dragon Ball e Cavaleiros da Conrad, com fundos psicodélicos dignos de festa temática dos anos 2000 numa balada da Augusta?

Piadas à parte, na época a Conrad dependia de desenhos escaneados de revistas antigas, porque a editora não havia ilustrações extras para o dobro de volumes, hoje em dia nos mangás recentes tem trocentas outras artes que podem ser usadas.

Agora que consegui desmistificar os maiores mitos sobre os injustiçados meio-tankos, isso quer dizer que um Junior Fonseca da NewPOP ou um Cássius Medauar da JBC vai ler minha matéria e pensar “hmm, vou apostar nisso“? A resposta é muito simples: CLARO QUE NÃO.

Por mais que meio-tanko pareça uma saída viável para o bolso do público, algo que permitiria o mangá chegar a mais pessoas, não é esse o objetivo do negócio. O Graveheart do Genkidama estava falando outro dia como essa gourmetização dos mangás, criando volumes de 80 mil páginas por volume, capa dura, adesivinho e uma capa metalizada tão cafona quanto a utilizada em tazos dos anos 90, é para o público abastado que já conhece o negócio.

Pensando como empresa, é muito mais vantajoso lançar um material de luxo para meia dúzia que vai comprar COM CERTEZA do que arriscar um material mais simples para uma dúzia inteira que pode ou não comprar o mangá (porque não acha, não teve publicidade, etc). Sem contar que a meia dúzia que bate punheta para lombadas alinhadas simplesmente rejeita formatos mais baratos e mais acessíveis, porque fica feio na estante, não é igual o volume original etc (eles não falam nada sobre os volumes BIG, arrisco dizer que é por causa da lombada também). Então, essa galerinha com certeza não compraria.

Então essa é a matéria. Repito a pergunta que comecei: com a crise editorial, será que é hora do meio-tanko voltar? A resposta, como deu pra ver, é NÃO.

34 comentários em “Com a crise editorial, será que é hora do meio-tanko voltar?

  1. Huh, complementando a matéria, vale lembrar que o Rogério de Campos, numa entrevista recente ao Pipoca & Nanquim, falou sobre como a publicação de meio tankos era um tiro no pé das editoras:

    “Naquela época, os mangás foram publicados em formato meio tanko, ou seja, cada edição era equivalente à metade de uma edição japonesa normal. Sobre isso, Rogério diz que acha ter sido um erro e conta ainda que, em dado momento, a escolha por tal formato quase quebrou as pernas do negócio aqui no Brasil.

    Ele explica que, além de esse não ser um ritmo que segue corretamente o dos japoneses, o tamanho e preço acabou criando na cabeça do público uma ligação com gibizinhos baratos. Que “Dragon Ball” foi um sucesso, vendeu muito, mas isso foi exceção. O que serviu pra ele, não serviu para a maioria dos títulos. Eles começavam a vender muito, mas com o passar das edições, tais números caiam. E como era o dobro da quantidade de revistas originais, ao fim, as editoras estavam quase pagando para terminar as séries.”

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  2. Claro que não deve voltar, como disse em comentários anteriores: o público se tornou nicho, o mercado está para esse público e somente este. Até mesmo pras Hqs está esse cenário. Agora o que esperar do futuro? Não sei. Distribuição digital? Talvez resolva o acessibilidade (ao nicho) massacrado por esses preços.

    Quem mantém coleção de mangá e quadrinhos hoje em dia é quem tem isso como principal hobby, quem tem compromisso de pagar boleto todo mês não consegue acompanhar. A gourmetização dessa mídia é um dos ponto dessa crise, não vai se resolver tão cedo.

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  3. @Esquadrão Lunático o problema é que muitas editoras foram no embalo e lançaram muita tranqueira também. Além das principais que também pegavam qualquer coisa e lançavam em mangá.

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  4. Deus me livre. Sofri nos primórdios dos anos 2000 para colecionar Yuyu Hakusho, Shaman King e Love Junkies, todos eles estão com algumas edições pela hora da morte paginas despencadas, só servem mesmo pra pegar poeira na estante.

    Atualmente coleciono JoJo ,Berserk, Lobo Solitario e Slam Dunk e vai ficar nisso mesmo,tá muito caro colecionar mangá no Brasil.

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  5. A última coisa que o nosso mercado precisa agora é retroceder ao meio tanko, até porque nem compensaria, os últimos tanko lançados em papel jornal já custam 10 reais (berserk) ou 8,90 (yokai watch, para ter aquela qualidade, definitivamente não.

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  6. O que deviam fazer mesmo é parar de jogar entulho no checklist! Lixo é no lixo! Quando eu ganhava 2 salários mínimos tinha o luxo de comprar lixos como Jogo do Rei, Magi, Sakamoto, AdT Antes da Queda ou qualquer coisa da AltoAstral/NovaSampa fora Oldboy… Parece que só a JBC que entendeu a situação e enxugou a produção…

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  7. Aliás, VÃO SE FUDER SEUS DESCUIDADO DO CARALHO! Tenho uma penca de meio tanko, muitos comprei “usados” (como um livro que nem embalado vem pode ser usado?!?!) e nenhum, com raríssimas exceções estão em mau estado, uns nem amarelados estão. E eu sequer guardo em plástico, apenas guardo em um lugar limpo e arejado.

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  8. Aos 44 do segundo tempo? Não vai melhorar muita coisa…
    A menos que sejam histórias de volume único, poucos volumes ou cujos volumes são “independentes”, não é todo mundo que tem condições (ou saco, mesmo) de acompanhar 100 volumes de uma super saga cheia de arcos e que precisa ler todos os volumes pra entender a história.

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  9. Shonen de lutinha a 22 reais ou meio-tanko a 11..??

    Creio que você quis dizer “meio-tanko a 13”, ou talvez “meio-tanko a 15”, não?

    Pra mim, o maior problema do meio-tanko é que na ponta do lápis ele custa mais caro que o tanko comum.
    Enquanto um tanko comum custava uns R$13 ou R$14 na época, 2 meio-tankos de o Youkai Watch custavam quanto… R$17,80?

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  10. Isso ae só reforça o q eu falei a uns post atrás: n há o objetivo de renovação do público, trazer o ovo leitor. Como mostrado no texto e como o comentarista Apo já falou aqui e em outros post, as editoras só querem se adaptar ao seu publico nicho tóxico. E o pior eles fazem isso e ouvem reclamações.

    Sobre o meio tanko, papel jornal e n sei mais das quantas. Cara nunca liguei pra isso, serio sou felizão pagando 13, 90 em Dr. Slump, One Piece e Mob Psycho por exemplo. Eu n fui babaca de trocar 72 edições de Naruto pelo formato Gold. A unica coisa q quero é qualidada na tradução, edição e encadernamento. Esse ultimo n em ser formato japonês ou edição especial com capa metalizada com folha feita de árvores de algum lugar do Himalaia, mas sim n vir com pagina trocada, erro de corte no papel ou folhas soltando, sendo q muitos dizem q isso eram características do meio tanko, só q olha q coisa até os formatos de luxo com capa cartonada e papel top n sei das quantas passam por esses problemas. Quem n lembra das cagadas das edições de Slam Dunk, Lobo Solitario e Vagabond promovida pela panini 3 meses seguido. Há edições de Lobo Solitario q repetem paginas e ate vem com algumas de cabeça pra baixo.

    Eu gostaria muito q o meio tanko voltasse, se isso significa poder compra manga sem precisar vender um rim ou fazer um puta plano financeiro pra isso.
    Mas infelizmente quem manda é o consumirdor imbeciloide q quer cada vez mais elitizar o habito de leitura pra se sentir especial. Tá foda, bem se o mercado fica ainda mais caro eu volto pro scan e sinto muito pras editoras, pelo menos eu tentei e n foi pouco.

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  11. Faz uns anos já que eu não sei mais o que é comprar manga mensalmente, quando eu ganhava pouco e ainda tinha que pagar faculdade, ia na banca e colecionava 5 ou 6 títulos por mês sem precisar comprometer e minha renda hahahahahah (sdds da época que com 10 reais eu comprava um manga e ainda saia com troco)
    O meio tanko realmente não precisa voltar, isso seria retroceder, mas se tivéssemos uma alternativa como edições lançadas simultaneamente em papel e no formato digital por um valor mais acessível eu voltaria a colecionar ao menos um ou dois títulos por mês, mesmo o formato digital não sendo meu preferido.
    Sei que as editoras precisam dessa garantia de lucro, mas ao não darem alternativas acessíveis acabam afastando uma parte do nicho que poderia estar consumindo mas não o faz devido ao altos valores que estão sendo praticados, espero que esse cenário mude algum dia. Até lá, mesmo que eu queira, não vou poder colecionar nada.

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  12. É hora de continuar investindo firme no digital e começar a promover autores nacionais de qualidade que estão se firmando e, assim, a editora ter controle sobre um título e ter mais poder de negociação, ao invés de ficar à mercê da alta do dólar.

    E aí, quando o negócio no digital (seja cobrado, seja de graça) ficar famoso, dá para optar por vendas mais certas quando lançar em papel.

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  13. Eu estou mais ou menos no mesmo barco da Neko Neka, parei de colecionar mangás em meados de 2014-2015 (memoria de véia q eu tenho), embora por outros motivos.
    Agora acho até meio bobo quando eu reclamava do preço dos primeiros vols do Rurouni Kenshin, pq o preço típico/padrão está se elevando a preços q nem acreditaria lá atrás q chegaria a esse ponto. Gostaria de colecionar pelo menos Jojo e DBS, mas como q vou ficar gastando qse 50 conto quase todo mês só com mangá? Quem pode fazer isso, mais poder pra pessoa, mas um gasto desses com esse tipo de coisa n se encaixa na realidade nem minha, nem de muitas pessoas…
    Tbm n sei se meio tanko adiantava, se saíssem por 12, 14 reais eu n pegava, pq ainda fico na memoria de quando achava vols nornais por esse valor, mesmo entendendo os porquês e tudo o mais.
    Acho q eu vou mesmo assinar o Crunchyroll um dia desses, depois daqle comentario q “a” Mara fez num outro artigo, q a mensalidade custa menos q um mangá desses novos da Panini, parece um custo benefício bem melhor ter acesso por meios legais a trocentos animes, em vez de comprar um vol q vou ler em menos de uma hora.
    Aliás aqla ideia de Henshin Drive morreu na praia né? :(

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  14. Meio tankos não funciona mais, funcionava na época que as editoras tinham meio marketing e vendia porque tava na banca de jornal e o pessoal ia pelo fator curiosidade.

    Não adianta mais investir no formato com marketing capenga, tiveram desde o início dos anos 2000 pra fazer um trabalho decente? Não fizeram, e como japão caga também pra o que o ocidente consome ou não de suas produções a coisa vai continuar a mesma pelo que se pode ver.

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  15. Num mundo capitalista ideal, a qualidade do produto (ou dos serviços), importa mais do que o preço que é cobrado. Por exemplo, porque muitos otakus preferem assinar a Netflix do que a Crunchyroll, mesmo o segundo tendo uma maior quantidade e variedade de animes, e um menor preço, além do simulcast, que a Netflix insiste em deixar de lado? Porque a qualidade do serviço é infinitamente melhor do que concorrência. Isso explica porque a possibilidade dos meio-tankos voltarem é zero. Pois na mente do consumidor o próprio formato meio-tanko, mais do que o número menor de páginas, significa uma menor qualidade em relação ao tanko convencional.

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  16. Nao acho que o meio tanko deva voltar.

    É um retrocesso num momento em que muita coisa, muita mentalidade (de quem publica e quem consome) precisa mudar, entre outras coisas.

    Já passou da hora de investir no mercado digital.

    Ja passou da hora, de quem publica, ser profissional e tratar as coisas com seriedade e responsa.

    Já passou da hora, de uma ou outra editora que não pode ou não quer se profissionalizar, fechar as portas, porque acredita em utopias econômicas enquanto trata consumidores como babacas.

    Já passou da hora, de algumas camadas de consumidores gourmets, pararem com essa putaria de “ai, tem que ser igual no japão pq senão eu vou chorar” e olharem pro mercado como um “bem comum”.

    Já passou da hora, dos consumidores criarem vergonha na fuça e parar de lamber o rabo de gente e empresas que se fazem de vitimas do capitalismo, do juros, da crise, do dólar, do comunismo e da falta de incentivos fiscais para suas “gráficas com um pé na cova”.

    A crise não vai passar, ela ainda vai levar anos, eu disse anos para ser novamente controlada. Nao teremos nunca mais a conta 1real = 1 dólar, como em 1994.
    Não teremos pelos próximos 10 anos , pelo menos, a conta 1 dólar = 2, 50 reais como na primeira metade dos 2000.

    Então, se o seu “editor” de mangás (e voce otakinho) culpam a crise, ta na hora de crescer e rever os conceitos.

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  17. @hystericaldark pelo jeito o Henshin Drive foi mais um daqueles papos furados q a JBC fazia pra enganar o consumidor, coisa q antes da crise a editora fazia abeça, q era essas promessas vazias q n iam lugar nenhum e só pra dizer q tinha algo mais q a Panini. Bem o máximo q eles vão fazer por enquanto é disponibilizar os mangás em plataformas digitais mesmo, pra quem acha interessante é a unica porta pra investir.

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  18. Não é bem culpa dos ditos fãs, e sim de quem está por trás administrando as editoras por escutarem esses tipos de pessoas. Claro que são um porre, de fato. Quando digo que a culpa é deles de uma certa forma é porque eles estão atrás da cadeira fomentando o mercado. Marcelo Del Vigor Grego e cia são escolhidos não por competência de administração de um negócio, e sim porque são fãs baba ovo do nicho. Aí um coleguinha puxa outro coleguinha e por isso que a coisa não muda. O problema é o pensamento bolha dessas pessoas, que não tem conhecimento profundo porque titulo x vende mais e y não. Se título z poderia ser promissor no mercado etc…

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  19. Me parece inviável, pois eles teriam que selecionar qual mangá viria a ser meio tanko. Se for um desconhecido, poucos vão se interessar, se for um mais popular ou esperado osfãs não vão gostar e não vão comprar.

    Estamos vivendo em um mundo de produtos de luxo direcionado a um nicho especifico. Mas só não temos a economia pra isso.

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  20. Meus meio tanko de Love Hina estão inteiros, mas o de Sakura soltaram bastante.

    Ainda que meio tanko não seja a solução, continuar do jeito que está também não é. É imperativo que haja uma linha mais econômica nas bancas, do contrário, muita gente ficará chateada com a readequação do mercado (trocando em miúdos: muitos cancelamentos por aí).

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  21. Cancelamento pode ser a consequência do inchaço de lançamentos devido a ganância das editoras em abocanhar títulos exclusivos pra manter a mesma clientela de sempre, como também o próprio público que se acredita que vai agradar com aquele título e acaba abandonando no decorrer dos lançamentos.

    A cabeça de fã é uma coisa, o que vende mercadologicamente é outra. Estão brigando a tapa por um publico que vem diminuindo ou que na realidade só se sustentou em uma época específica.

    O mais importante que alimentar essa cultura de mesa redonda de mangás e ficar anunciando títulos novos a cada ano é concluir as publicações correntes, claro que se tratando de decisões acertadas na hora de lançar.

    Curtido por 3 pessoas

  22. Gente, posso comentar uma coisa?
    Eu defendi o direito do luxo das editoras alguns posts atrás. Eu gosto de ter a coisa super bem acabada e tals. Mas eu entendo que tem gente prefere a alternativa mais barata, e como o Apo supôs naquele post, eu comecei SIM pelo mais barato (EMBORA isso não tenha sido o único fator), e acho que isso é importante para a formação de um público-leitor aqui no país. Mas em contrapartida (é sempre importante ver o outro lado, que foi o que eu fiz depois daquele post do apocalipse), eu gostaria que vocês respondessem às seguintes perguntas:
    1) Como a gente vai vender esse “mais barato” para esse público novo? Todos aqui devem creditar as bancas como o local mais “povão” que a gente conhece. Só que tem um problema: as bancas desde antes da crise, no início dos anos 2000. A Roses (do BBM) e até a própria Mara falaram isso, de que as bancas estão falindo desde os anos 2000. Aí como fica pra vender esse mais barato ao pessoal? E mesmo se for possível, tem ainda outra dúvida atrelada:
    2)Só isso vai garantir que as vendas irão disparar? Se acham que sim, vamos voltar a 2001: você é uma criança entusiasmada, que gosta de ver Samurai X e Sakura Card Captors na TV. Você vai na banca e vê que tem dois quadrinhos bem baratos, que são preto e branco, e olha só, é estrelado pelos seus personagens favoritos. Vocês estão entendendo aonde quero chegar? Os mangás tiveram o impulso inicial na TV, e ainda conseguiram se sustentar pelo fator “novidade”, por ser aquela coisa nova e exótica vinda do Japão. Não foi só o barato que fez o favor de vender. Por último, uma pergunta bem sincera:
    3)Vocês querem extinguir o material de luxo do Brasil? Porque pelo modo como vocês falam (principalmente o Apo), parece que é isso que vocês querem. Isso é errado em tantos sentidos… O Apo já citou uma vez que a Conrad caiu porque encareceu os produtos dela, mas na verdade os quadrinhos e mangás (e também livros) da Conrad eram caros DESDE SEMPRE, o próprio BBM falou sobre isso. A Mara citou a atitude da Editora Abril de criar a linha premium como a causadora de sua queda, sendo que CLARAMENTE foi a ganância da editora e a completa falta de planejamento de tal ato que ocasionou isso. A Planet Manga (talvez a própria Panini) certamente terá o mesmo destino da Abril Jovem. A mesma Abril criou as republicações de luxo da Disney, que só acabaram por causa da crise que assola o grupo por motivos que vão além dos quadrinhos.
    Acho melhor vocês serem mais prudentes na hora de falar sobre isso, caros(as) especialistas em resolução de crise editorial. O preço não é o motivo (pelo menos não é o único) da existência da crise, tem muita coisa por trás disso, que vai além até do meu próprio conhecimento.
    Abraço, gente

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  23. 1) Marketing sempre foi o fraco das editoras, merchans de mangá eram casos isolados na época, e o que me lembro de cabeça é a Kira anunciando os mangás do Dragon Ball e Cavaleiros do Zodiaco no Band Kids. Depois, mais nenhuma iniciativa é lembrada. Só ficou nas bancas onde dependia de uma leitor curioso.

    2) Não vai, não adianta produto mais barato sem marketing em cima pros novos leitores. Mas precisa de estudo: não é simplesmente pegar um título que diz que foi sucesso no Japão e tacar aqui que é garantia de sucesso. Os chorões de Athena deram certo no Brasil porque tinham um universo que conversava com nossa cultura. E nisso que as Hqs tem vantagem.

    3) Em nenhum momento disse que queria o fim das edições de luxo, e sim que o padrão luxo ter afastado os leitores comuns. Não é um formato popular. Não se pode lançar qualquer coisa em edição de luxo: tem que ser um produto que tenha êxito comercial em que pode se estudar essa possibilidade.

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  24. Mais uma coisa: fica claro que a Conrad caiu porque ela oferecia produtos demais para um público que parecia ser grande. Não soube conduzir o que tinha, pior que ela teve até umas idéias acertadas como a edição definitiva de Dragon Ball, que pra mim era o melhor jeito de trabalhar com edições de luxo. Você lança com um material APÓS verificado o êxito da publicação.

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  25. Apesar disso, complementando o meu comentário anterior, deve haver uma maneira de atender o público que não quer gastar toneladas de grana, para que esse público não acabe recorrendo à pirataria. E o caminho mais adequado para isso seria o digital, com os usuários pagando uma assinatura para poderemos ler o capítulo da semana (ou do mês) de seu mangá preferido, à exemplo do que acontece no mercado de animes, porém a JBC, equivocadamente, pensa que tal atitude é arriscada demais e, ao invés disso , prefere a venda direta da cada capítulo de cada mangá. Já pensou em pagar por cada episódio de One Piece? Pois é algo do tipo o que a JBC está fazendo e creio que não vai funcionar e consequentemente a empresa não terá opção a não ser finalmente lançar o seu Henshin Drive.

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  26. Entao allmanga23, n sei se isso seria financeiramente viavel, pq eles teriam q imprimir mto mais material, pra cada titulo, fica ruim fazer isso sem saber se vai ter um bom retorno

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  27. Crise que em partes, foi causada em partes pelas próprias editoras, diga-se de passagem (principalmente Panini).

    Meio tankos eram horríveis. E na última leva, quando Negima e cia tavam acabando, dois deles custavam mais que um manga normal. Foram tarde. A solução para essa tal crise é as editoras baterem na porta das gigantes online do Brasil como Americanas, Submarino, Extra, Ponto Frio, Casas Bahia e cia. Ficar dependendo de saraivas da vida não dá mais.

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  28. As editoras no Brasil nunca fizeram o marketing dos mangas atrelado as versões animadas. As empresas trabalham os produtos em separado, o que é bem diferente do que é feito pelos japoneses. Se no Japão eles tem como prioridade o marketing dos títulos, e ainda assim o mercado japonês enfrenta problemas, o nosso, sem esse investimento, pensando mais no nicho, bem, fica difícil a longo prazo…

    Quanto a essa coisa de qualidade de papel, não vejo problema no papel jornal. Eu sempre guardei minhas edições em gavetas, sem umidade, sem colocar em sacos plásticos, e as páginas quase nunca amarelaram. Eu até prefiro o papel jornal porque é mais gostoso de manusear a edição. E quando a editora acerta no projeto gráfico, fica muito legal. Homunculus da Panini ficou muito bom.

    Agora, quanto a esses problemas de distribuição, bem, se as editoras estão com problemas nas bancas e tudo mais, invistam mais no formato BIG. Andei lendo nos comentários da Amazon que algumas pessoas que compraram títulos como Éden e Blade – A Lâmina do Imortal nunca haviam lido mangas antes, mas compraram por causa do formato, preço, etc. e gostaram muito. Podem ser pessoas que já liam quadrinhos antes, mas já é alguma coisa. E como não acho que as empresas vão investir seriamente em conquistar novos leitores de mangas que já não sejam leitores de quadrinhos… eu gostaria de ler dragon ball, kenshin, evangelion, sanctuary (lançado incompleto pela Conrad) nesse formato. E não precisa lançar mensal, bimestral, trimestral. Lança semestral, e lança direto pra livraria, tipo Death Note Black Edition, como livro mesmo, daí o leitor não fica com medo de perder edição. Eu comprei Pluto 2 e, além de vir cheio de erros de impressão até a páginas 16 acho, não consigo resposta da editora para tentar trocar o produto, e não acho o volume 3…… fica difícil.

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  29. Muito boa a comparação com o tempo dos formatinhos. Sou contra a elitização, pois acho que não só afasta leitores como impede a renovação do público. Trabalho a anos no administrativo de uma livraria grande do RS, e, ao meu ver, a mentalidade é uma só: esfolar os poucos que ainda compram. O meio tanko foi a porta de entrada de muita gente e poderia sim existir hoje em dia, desde que feito da forma correta. Parabéns pelo blog. Está cada vez melhor.

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