Mercado Nacional

Brasil ocupa quase metade dos nomes do Silent Manga Awards (mas e o mercado aqui, como tá?)

Sabe o que de tempos em tempos aparece em competições mundiais para dar alegria ao povo brasileiro? Obviamente não estamos falando da Seleção Brasileira, e sim dos desenhistas e roteiristas de mangás do Brasil no Silent Manga Awards. Para você jovem otaku que não faz ideia do que estou falando, o SMA é uma premiação mundial de mangás realizada no Japão. Através de um tema dado pelo concurso, os inscritos precisam enviar trabalhos com um pequeno desafio: não pode ter qualquer diálogo (ou seja, Togashi e Oda estariam desclassificados). O mais surpreendente é que essa premiação tem revelado cada vez mais brasileiros.

Numa live bem extensa realizada nessa última madrugada, o SMA divulgou os 50 vencedores da nona edição do concurso em várias categorias diferentes. Tudo bem que eu não entendo muito bem o que cada categoria significa, mas graças à matemática consegui constatar o fato de que VINTE E DOIS MANGÁS DE BRASILEIROS ganharam nas mais diversas categorias. Ou seja, quase METADE da premiação japonesa ficou com a gente!

ATUALIZAÇÃO: O Max Andrade mandou mensagem no Twitter explicando que me enrolei totalmente com número:

De qualquer forma, é um número tão expressivo que acho justíssimo escrever o nome dessa galera toda abaixo (os nomes repetidos é porque se inscreveram com mais de um mangá):

Vencedor do Grand Prix Runner Up: João Eddie
The Excellence Award: Daniel Bretas, Heitor Amatsu, Kaji Pato.
The Excellence Award Runner Up: Roberto Silver e Ricardo Mango
SMAC! Editors Award: Camille Bittencourt, Fabiano Ferreira e Rafael Machado Motta, Jefferson Lima, Juloyola, João Eddie e Marcel Ibaldo, Renata Rinaldi, Henry Saints e WMachado, Vinicius de Souza e WMachado.
Award Nominee: Dieh Araújo
Award Candidate: Cayyan e Ryuujin Brazil, David, Jose Raue, Murilo Engler, Pablo Dias, Pootori e Cayyan, Wagner Elias dos Santos Araujo, Will.

Isso não é necessariamente novidade, pois em edições anteriores também tivemos uma caralhada de bons artistas brasileiros reconhecidos, como a dupla EUDETENIS, Max Andrade e o roteirista Perobense, só pra citar alguns. Esse avanço no número de artistas sendo ovacionados do outro lado do mundo significa que a gente está bem de mangá nacional, certo? Bem… então…

Uma das perguntas que estavam na listinha do meu representante lá na mesa redonda dos editores de mangás era a respeito de mangás nacionais, mas infelizmente, Levi Trindade e Marcelo Del Greco engataram um papo de velho e outras perguntas não puderam ser feitas. De qualquer forma, eu mesma respondo: quase nada dos artistas brasileiros está sendo aproveitada pelas grandes editoras.

Quem mais divulga a causa nacional é a Editora Draco, pois atualmente ela publica inúmeras séries brasileiras feitas por autores premiados tanto em concursos nacionais quanto internacionais. Quem também aposta de certa forma nos artistas brasileiros é a editora JBC, que realiza de tempos em tempos o Brazilian Mangá Awards (prêmio este que já divulgou muita gente boa que foi absorvida pela Draco). Mas é só. Tem uma ou outra investida, seja através da Animax Quadrinhos , financiamento coletivo ou de mangás lançados pela NewPOP Editora e Jambô, mas é basicamente isso. Ah, tem a Turma da Mônica Jovem também, mas sabemos que isso vende por ser Turma da Mônica, e não por ser mangá.

Sempre rolou o papo de que brasileiro não compra material nacional, e isso poderia ser uma justificativa para os projetos não irem para frente, mas será que continua dessa forma? Veja bem, dessa vez temos pelo menos 22 mangás premiados num concurso feito por grandes nomes do Japão, será que ninguém ali é capaz de fazer um mangá brasileiro bom? Ou será apenas que é mais barato/cômodo para as editoras pegarem um material qualquer do Japão, mandar traduzir e pronto? Porque me dói o kokoro ver LIXO japonês sendo publicado aqui (sim, estou citando Coin Laundry Lady).

Curiosamente, um dos mais grandiosos anúncios desse último Anime Friends foi nacional, um mangá/continuação de Jaspion feito por Fábio Yabu e Michel Borges. Não cheguei a comentar o anúncio aqui porque tava cansada demais por conta do evento, mas tenho mixed feelings sobre ele.

Por um lado eu acho fantástico (trocadilho não intencional) tantas empresas se unirem para fazer um grande acordo nacional com o tokusatsu, com tudo com um personagem como o Jaspion, mas por outro lado eu tenho a impressão que esse projeto só foi pra frente porque é o Jaspion, e não porque temos excelentes artistas brasileiros.

Se não fosse esse herói que fez a cabeça das crianças 30 anos atrás, a JBC lançaria um projeto autoral assim? A editora tem maiores planos para aproveitar de certa forma os vencedores do BMA em histórias que não envolvam requentamentos lançados por motivos de nostalgia para alegrar um pessoal que não necessariamente é o público que compra assiduamente os mangás da editora?

Fica a pergunta no ar e a torcida para que vá super bem, e aí quem sabe outros autores vencedores do BMA ou do SMA tenham espaço para brilhar não só no mundo inteiro, como aqui.

36 comentários em “Brasil ocupa quase metade dos nomes do Silent Manga Awards (mas e o mercado aqui, como tá?)

  1. Alguém desse mundo comentou uma vez que o problema séria a falta de “compromisso” dos autores, basicamente que eles não entregam em dia e a publicação não vai pra frente. Embora não goste de que tenha sido chamado de compromisso, de fato vemos bastante coisa que é adiada, que tá fazendo, mas não sai nunca, projetos que mudam 300 mil vezes antes de sair, ou que entram num limbo misterioso e nunca mais. São poucos os Kaji Patos que se propõe a trabalhar numa periodicidade e conseguem esse feito. Deixando bem claro que em momento algum eu acho que isso quer dizer que é por preguiça ou até a falta de comprometimento, mas uma realidade brasileira que dificulta viver disso. Em todo caso, para uma editora, deve ser melhor uma série já completa que ela trabalha como quiser, que ficar esperando autores que só Deus sabe quando irão entregar. Até hoje a NewPOP tem anúncios de 2008/09 que nunca saíram ou ainda não foram concluídos.

    Por outro lado, acredito que seja um reflexo também de como se publica isso, até onde sei (pelo menos em livros graças a amigos escritores), as editora apenas imprimem e produzem, te repassando o direito autoral a cada x meses (tem umas que te cobra ainda por serviços, como design de capa, revisão, etc). Pois esse esquema já força o autor a se virar e ter outros empregos enquanto produz, obviamente isso abre espaço para muito atraso por conta de merdas da vida. O ideia seria o esquema de recebimento adiantado, quando a editora previamente paga um montante ao autor (via contrato), e esse montante é descontado posteriormente nos ganhos do autor ou qualquer outro acordo similar, tornando possível que o autor se focasse na obra sem se preocupar em pagar as contas aquele mês. Infelizmente isso também abre alas para gente escrota correr com o dinheiro e a editora ter que colocar o indivíduo na justiça, o que para uma editora pequena possa ser um risco grande demais. No fundo lidar com uma empresa confiável e uma série estabelecida é simplesmente mais seguro, mesmo sendo um lixo. =/

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  2. Legal isso, mas convenhamos, ninguém se importa com isso por aqui. É mais fácil tentar algo lá fora mesmo. E se tenta aqui é isso mesmo: pega algo conhecido e adapta pra mangá. Seja licença do Jaspion, Turma da Mônica, Luluzinha ou Didi. Você tem que trabalhar com algo que o público conheça ou tenha alguma familiaridade. Só assim pra ter Marketing e investimento. Se o Maurício de Souza que é o Maurício de Souza teve problema pra emplacar seus personagens, imagina um artista atual e ainda por cima em mangá que é um formato tão ingrato e pouco palatável ao grande público.

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  3. Os autores independentes encontraram a resposta faz uns anos Mara. Financiamento coletivo! O grande volume de publicações independentes que estão saindo por vias de Catarse etc. só demonstra que o mercado editoral ESPERA você publicar de alguma forma pra depois ser notado.

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  4. Aliás, meu nome apareceu duas vezes. No post.

    Porque nos comentários não conta, né? :P

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  5. Já disse antes e repito: temos uma quantidade mínima de editoras de quadrinhos. A maior parte são de REPUBLICADORAS de quadrinhos. Nem a Panini conta porque todo o projeto editorial do Mauricio de Sousa é feito no próprio estúdio e a Panini só pega tudo pronto.

    Editoras se enfiaram num beco sem saída, dependentes de material gringo para fazer dinheiro, sem conseguir renovar contratos para reimpressões e, acima de tudo, desacostumaram o publico brasileiro a ler quadrinhos nacionais, que nos ano 80 existiam em abundância por aqui – só sobrou Turma da Monica, cuja maior parte dos lucros nem vem das revistinhas.

    Por que a JBC não aproveita o espaço no youtube para falar dos quadrinhos nacionais que elas já publicaram em mais detalhes? Por que a Panini não dá um mínimo de ibope para um artista independente e, se rolar, ela publica ele? Tem tanto artista bom nacional que só precisa de um incentivo mínimo (nem financeiro eles tão contando mais!) que iria faze rmilagres para tentar ressuscitar este mercado.

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  6. É uma indagação honesta. As editoras daqui do Brasil bem que podiam chegar até esses vencedores do prêmio e conversar sobre produzirem mangás nacionais com ideias e conceitos realmente interessantes. Nem que fossem apenas one-shots ou de curta duração. Com lançamento digital, como anunciaram recentemente naquela premiação durante o Anime Freinds.

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  7. Concordo com Roses. Uma publicação completa seria uma alternativa viável tanto para autores nacionais tanto para as editoras locais, antologias e coletaneas de diferentes autores são ótimas oportunidades para os autores ficarem conhecidos além de gerarem um lucro significativo para as editoras. Quanto a financiamentos como o cratase, são legais mas as editoras devem mesmo dar atenção aos artistas locais, estabelecendo compromisso de periodicidade de acordo com o fluxo de publicações que os consumidores adquirem por setor. No mais, é uma questão de logistica.

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  8. Fica a dica para algum artista nacional principiante que estiver lendo este blog:
    Quando apresentarem seus trabalhos às editoras, evitem apresentar trabalhos que denunciem as mazelas de uma cultura local que valoriza a degeneração do ser humano, como a promoção sistematizada da prostituição, a exaltação das classes mais elevadas em detrimento das mais carentes, o preconceito racial, sexual, religioso e a misoginia enraizada em nossa cultura e etc.
    No mais, limitem se a apresentarem historias bestinhas que se possivel façan homenagem a alguma figura local.
    Editoras locais não aguentam uma obra muito audaciosa.

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  9. O Mauricio de Sousa (e até o Ziraldo e outros, só que numa escala menor) teve sorte porque ele se consolidou numa época em que o entretenimento no geral se resumia em jornal, rádio e TV. Mas até hoje em dia o estúdio anda investindo mais em animações no canal do Youtube e parece que vai sair um filme live action da Mônica ano que vem.
    Não estou falando que as pessoas devem desistir de publicar quadrinhos só porque a massa prefere entretenimento que “faz barulho e se mexe”, sempre tem a chance de você ser publicado e ser bem sucedido em um setor (o famoso nicho), sempre vai ter alguém pra gostar, a vida é uma só e é melhor do que não tentar nada, mas não espere se tornar um novo Mauricio de Sousa num piscar de olhos.

    Talvez venha alguém falar sobre “modernidade bla bla bla tablet bla bla bla se lasque desenhando e jogue tudo de graça na internet bla bla bla”, mas esses mesmos entusiastas da tecnologia também estão há uns 60 anos falando que rádio ia morrer e ele continua aí :P

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  10. @Chico Oliveira
    O problema é que financiamento coletivo também dá uma brecha pra espertinhos.

    E concordo com a @Sara Gabriella, gastar tempo e dinheiro (materiais, mensalidade do Adobe…) pra publicar de graça na internet é foda… Usando uma anedota que vi na internet, ninguém fala pra um cirurgião fazer uma cirurgia de graça e dar “divulgação” em troca. Se eu fosse artista tentava primeiro no impresso. É mais fácil achar um mangá numa prateleira da livraria do que uma webcomic no meio de bilhões de páginas da internet.

    @Roses
    Uma solução poderia ser fazer um contrato com a pessoa SE ela tiver com a história já escrita até o fim. Se não me engano, foi assim que a HQM fez com aquela dupla do Futago Estudio, não sei se vocês já ouviram falar. Elas fizeram um mangá chamado Principe do Best Seller e assinaram com a editora já com a quantidade de volumes prevista. O problema era que a publicação não era consistente e vivia atrasando… Mas no fim a série foi toda publicada.

    @Dante
    Só elite universitária e blog nerd genérico liga pra entretenimento com crítica social, as pessoas da vida real querem se divertir e escapar um pouco dessa realidade escrota, isso não é crime. Ideologias são perda de tempo, só uma minoria da porcentagem da população que acessa a internet se importa com isso.

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  11. Crowdfunding e metas me parecem um círculo vicioso demais pra eu confiar (como criador ou como doador). E se o criador da campanha não for atento, a política de reembolso pode meter no cu dele com cerol.

    Já que tocaram no assunto internet, a gente aqui critica que os artistas brasileiros são apegados a impresso, mas uma editora tem mais poder pra defender copyright do que um artista independente sozinho da internet. Vamos explorar o maravilhoso vale da publicação independente:

    1) Amazon teve tretas de gente pegando ebooks independentes e repostando pra vender. O que a Amazon fez? Só baniu o perfil do copiador, mas ele continuou com o dinheiro das vendas. E não é caso isolado, Amazon não cuida tanto assim dessas publicações independentes como parece. Esses casos de revenda só vieram a tona porque o autor original descobriu por acaso. Sem falar nos montes de descontos que a Amazon dá de tempos em tempos e só sobra alguns centavos pro autor.

    2) Abrir um site de web comics poluído de propagandas é pior ainda, além da falta de proteção de copyright, você pode estar publicando de graça pois existe adblock.

    3) Sites que hospedam web comics (como o LINE Webtoon) são obscuros demais e quem conhece já lia quadrinhos antes. Também especula-se que boa parte dos leitores são fakes dos administradores do site pra incentivar autores. A monetização também não é lá essas coisas. Desconfie desses lugares onde qualquer um pode publicar qualquer coisa. O Direito (com D maiúsculo) da internet ainda está engatinhando e provavelmente não estaremos vivos pra ver 100% consolidado.

    Respeitem mais o próprio trabalho e não publiquem em qualquer lugar só porque um blogueiro e seus leitores aleatórios acham que é certo. Aposto que muita gente aqui só fala de publicar na internet por pura pão-durice, mesmo.

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  12. Sobre o SMA…

    Ah, sim. Eles detonam no silent. UAU! Mas algo me diz que isso só acontece por não ter diálogo.

    Teoricamente Max, Pato e CIA estão (desesperados) chegando em algum lugar. Por se humilharem, desde pedir dinheiro em sites de financiamento coletivo até passar perrengue em eventos por ficar sem grana pro busão (mangá do Pabllo Vittar também conta como humilhação, viu? XD). Na prática, não estão chegando à lugar algum. Ah, estão? Quais são os seus números? E os números da Draco? Do Artist’s Alley? Do BMA? Números! Isso ninguém diz. E por onde anda o PH Marcondes, com Solstice Ville (que pra mim foi o melhor mangá br publicado)? Não deu em nada? Já era?

    Agora, bater no peito e se gabar por ganhar “estrelinha” no Japão só vale se realmente houver um retorno daí. Quando vocês começarem a ganhar dinheiro como gente grande e terem mangás publicados que deem lucro, vou aplaudir de pé e pedir desculpas. Até lá, façam o que vocês fazem de melhor no SMA: fiquem em silêncio e arrumem emprego, ao invés de PEDIR PRA SUSTENTAREM VOCÊS!!

    Perdedores, Max, são aqueles que persistem no erro. Perdedores de tempo.

    ———————————————
    Falando em mangá br…

    Problemas não faltam. Criatividade, originalidade, produtividade… enfim, está aí o que acho disso:

    http://robmaia.blogspot.com/

    O Dante comentou algo muito interessante:
    “Editoras locais não aguentam uma obra muito audaciosa.”

    Isso vale para qualquer editora quando se trata de desenhistas brasileiros. O BMA mesmo é um exemplo. Quem se der ao trabalho de ler as regra, verá que existem muitas imposições que limitam o autor a um trabalho genérico para crianças.

    Vejamos, por exemplo, Ricky e Morty. Um desenho extremamente ousado e sem nenhuma base científica (além de não agregar porra nenhuma), que de forma criativa consegue entreter com diálogos inteligentes e profunda trama familiar. E vale reforçar que tecnicamente é simples e muito do que está ali foi fruto de improviso com boas sessões de brainstorm. E eles não se esforçam para que você goste, muito pelo contrário. Te mandam à merda, literamente. É genial e um exemplo de que não é preciso se agarrar a tecnicalidades para fazer algo de boa qualidade.

    “Eles conseguem a proeza de serem melhores, mesmo aqueles tecnicamente piores.” -SKY

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  13. Acho que o governo poderia entrar nessa, temos problemas de formar leitores na educação e como pedagogo, eu sei que o quadrinho é essencial como porta de entrada para a formação de um leitor. Ter quadrinhos nacionais circulando nas bancas ou mesmo distribuídos nas bibliotecas das escolas seria gigante para os quadrinistas do Brasil e para as escolas (se tem esse investimento, mas para livros e não tanto arte sequencial).

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  14. mano, quem é que vai ler esse mangá do jaspion???? gente de mais de 40, só se for (pq eu acho que até quem tá na faixa dos 30 não estaria interessado, sinceramente)

    prefiro ler mangá brasileiro original (no sentido de a ideia ser de autoria própria e não basicamente uma fanart, entende?)

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  15. Ah sim, esqueci do Jaspion:

    “Não espero muito do mangá, tão pouco de um filme brasileiro do Jaspion, mas confesso que estou curioso. Se juntar os fãs (meu deus) do Yabu com os antigos (mas muito antigos) fãs do Jaspion, pode ser que dê algum lucro. Pô, o cara consegue facilmente arrecadar uma boa grana no Catarse (além de ter costas quentes com a JBC)!

    Resta saber se Jaspion em quadrinhos funciona nos dias de hoje, é brega demais. ”

    http://www.mbbforum.com/mbb/showthread.php?57670-quot-MANG%C1-quot-NACIONAL-Jaspion-de-F%E1bio-Yabu-pela-JBC/page3

    (incluside tem citações ao MDOM nesse tópico do Multiverso Bate-boca, referente ao Caso Pipoca e Nanquim)

    ps. até o título “Jaspion” soa brega.

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  16. Tenho a impressão que a Maromba me evita por não me citar nem me responder no Twitter. Não fuja, tia Mara! XD

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  17. Resumo da opera, fazendo uma analogia:

    1.
    Canta ou toca arrocha?
    Canta ou toca caetano veloso?
    Canta ou toca ivete sangalo?
    Canta ou toca leandro e leonardo?
    Canta rap de forma agressiva?
    Canta pagode requentado dos anos 90?

    Não, só rock? Ah então não serve, saia do brasil e seja feliz.

    Ou seja. Sao bons artistas mas querem fazer algo fora daquilo que da dinheiro ou é “nostalgico” (sic)?
    Vão morrer de fome entao, pq as editoras estão cagando e andando pro talento de vocês.

    2.
    Parabens aos finalistas e vencedores, é claro.

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  18. Pelo que eu li no blog do Sky ele é um desenhista por hobby, ou seja, fracassou e quer arrastar os outros pro mesmo buraco, pra eles se desmotivarem e não ter chance de conquistarem o que o Sky nunca conquistou.
    Criticar é mais fácil que tomar iniciativa 😑

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  19. Sério, Potato? Fale-me mais sobre você, que pelo visto está nesse meio.
    É possível fracassar desenhando por hobby? Não distorça minhas palavras nem presuma algo que eu NUNCA sugeri.

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  20. Tudo o que eu afirmei foi com EMBASAMENTO e alguma pesquisa. Se querem fechar os olhos para a realidade, problema é de vocês. Críticas ninguém quer, não é?

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  21. Estou esperando, Potato. Diga seu nome, conte sua história e prove que estou mentindo em alguma coisa. Essa é sua chance de motivar os fanzineiros.

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  22. Muito pelo contrário: Já que você sabe tanto das coisas, é especialistão experiente e todo mundo está errado, mostre alguma prova de que você é bem sucedido com todo esse conhecimento. Aonde você acha que vai chegar debatendo com adolescente de blog e fórum?

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  23. Então seu problema comigo não é pelo o que digo, sou eu mesmo. É pessoal.

    Meu amiguinho adolescente pimpolho (coisinha fofinha da vovó), a partir do momento que desenho por lazer, já me sinto bem sucedido e plenamente realizado. Mais do que isso é pura gana.

    Mas quero que saiba que apesar de escrever bem, desenho muito mal. Sou um péssimo desenhista:

    Seu motivacional tá ruim demais. Se fosse você, eu diria “nem tudo está perdido”…não, pera. “Pior que tá não fica”…não, não. “Conte com meu apoio para produzir mangá brasileiro para o Japão”…não, também não.

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  24. Os artistas de mangá que temos aqui estão andando em círculos. Ficam presos a financiamento coletivo e não vão sair disso tão cedo. Até porque o problema pra se publicar aqui é mais estrutural: vejam o caso dos mangás a encheção de bola de pessoas Cassius Medanáusea, Beth Kokodama e Júnior Fonteseca. Você acha um mercado editorial bom com essas pessoas? E a Abril que monopoliza toda a distribuição das revistas ?

    – Não há mercado promissor pra ser artista por aqui, ou você vai pra fora e enfrenta um outra concorrência com chances tão altas de não dar certo. Você disputar entre 5.500 candidatos por um prêmio não basta: você tem que lucrar com isso, pagar suas contas… Prêmio não quer dizer nada se você não tem competência de lucrar com sua criação.

    Afinal filmes da Marvel não tem Oscar, mas faturam pra caraleo. Veja se eles se importam.

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  25. Desculpe mas não resisti em dar umas cutucadas incômodas aqui (saudades do insubstituível Zé Roberto):
    No ano passado a Mara fez um post exatamente igual a este sobre essa premiação, exaltou artistas BR e todo aquele hype e otimismo “Japão-senpai nos notou!”. O que mudou no mercado desde então? Quantos artistas brasileiros conquistaram um público significativo? Quantos artistas brasileiros estão nas bancas?
    Gabarito: Nada; Nenhum; Quase nenhum.
    Estão apenas aguardando a próxima edição da premiação e o próximo post excessivamente otimista do MDOM. E ao contrário do que o batatinha aí de cima relinchou, não estamos agourando ninguém, só dando uma injeção de realidade.

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  26. Isto é uma briga de egos ou uma lorota de reis da cocada preta, puta que pariu cara, da um arrepio só de saber que esses caras vão se ó “ Futuro ´´ do Mangás Nacionais.

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