Animes

Episódio de PreCure mostra homem de vestido e mulher como heroína

Enquanto boa parte do ocidente tenta emplacar Sailor Moon nas televisões para trazer o girl power japonês por aqui, lá na Grande Nação Japonesa o maior exemplo das séries de heroínas é Pretty Cure (ou PreCure). O anime por lá é exibido em temporadas, sempre trocando o elenco e o tema (tipo Power Rangers ou Malhação), e teve até duas fases licenciadas no Brasil (na Netflix). Como se já não bastasse toda a grandiosidade no Japão, a série virou notícia em sites ocidentais pela forma como tratou um certo tema.

O recente episódio de Hugtto! Precure trouxe como tema “você pode ser o que você quiser“, e a ideia era mostrar como homens e mulheres podem ser o que quiser, mesmo que a galerinha conservadora ficasse pistola com isso. Num trecho disponibilizado na internet (ative as legendas!) podemos ver um rapaz claramente descompensado brigando com a personagem Emiru, dizendo que ela não pode ser heroína, afinal a palavra “hero” foi feita exclusivamente para homens. Mulheres apenas podem ser as protegidas do rolê.

Defendendo décadas de seriados mahou shoujo e a embaixatriz do gênero (a Patrine), eis que surge a personagem Hana dizendo que ele estava mais errado que o pessoal da Terra plana, e que mulher podem ser o que quiser siiiim, inclusive heroína. O rapaz fica meio contrariado, e aí temos uma reviravolta só possível de existir numa realidade em que Pabllo Vittar foi longe demais e acabou na equipe de roteiristas de PreCure no Japão: um personagem masculino aparece de vestido e afirma ao descompensado que ele pode se vestir como se sentir bem. Inclusive com um vestido.

Nessas horas começamos a perceber o quanto os animes infantis no Japão parecem ter um tom “diferente” do resto da produção animada do país, principalmente para os adultos. Animações como PreCure, Pokémon, Yo-Kai Watch, GeGeGe no Kitaro e muitos outros vêm trazendo mensagens muito modernas sobre igualdade de importância entre homens e mulheres, necessidade do respeito mútuo e questões de gênero, temas que se fossem colocados em produções para adultos seriam taxados de “roteiristas tentando lacrar” pela otakada especializada em reclamar na internet.

Mesmo que engatinhando aos poucos, através dos animes infantis o Japão parece querer mostrar aos jovens um caminho diferente do tomado anteriormente. E não pense que os animes para criança têm lições de moral chatas e explícitas como um episódio de He-Man: arrisco dizer que é possível se divertir muito vendo um anime para crianças, e que isso não corrompe a carteirinha de otaku de ninguém. Tente ver um episódio de GeGeGe no Kitaro na Crunchyroll, por exemplo.

E se alguém chegar falando que esses animes ~roteirizados por esquerdistas~ vão falhar miseravelmente na audiência, sinto informar que é bem o contrário: os animes destinados aos mais jovens e à família inteira são os que têm mais audiência no Japão. Inclusive segundo o ranking de Tv lá, esse episódio citado de PreCure teve mais audiência que o último episódio de My Hero Academia. E isso porque PreCure passa às oito e meia da manhã de domingo, enquanto My Hero tem um horário de destaque na grade no começo de noite aos sábados.

39 comentários em “Episódio de PreCure mostra homem de vestido e mulher como heroína

  1. Esse episódio de precure foi realmente bem importante. Anos atrás, pripara teve episódios similares, com personagens como Leona e Hibiki, e também foi um anime que acabou sendo bem importante pra mim. Eu fico bem feliz que os animes infantis estejam ensinando essas mensagens de inclusão para as crianças, vai ajudar bastante elas a se sentirem mais confortáveis consigo, coisa que eu realmente gostaria de ter tido quando fosse bem jovem, iria me ajudar bastante desde aquela época.

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  2. É por isso que eu digo: os japoneses estão DÉCADAS A FRENTE DOS OCIDENTAIS!!!
    o que nos faz levar aos seguintes questionamentos: Porque os desenhos animados de lá podem falar de temas polêmicos e/ou delicados,e os ocidentais,não? Porque nós temos sempre que ter um maldito “Grilo Falante” em nossos ouvidos dizendo “Isso não pode!”,”Isso é pecado!”? Que mal há se as pessoas querem ser o que elas desejam? É problema delas?? Desde quando,ser ou não esquerdista é um indicativo de caráter? E o mais importante: A QUEM INTERESSA NOS MANTER CALADOS E SOB CONTROLE?
    Para sorte do Japão,o Catolicismo,o Judaísmo,o Islamismo e outros cultos monoteístas,que A-DO-RAM barrar o livre pensamento não emplacaram por lá. Este é o segredo,pessoal…Este é o segredo!

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  3. nossa, eu já queria ver precure pq eu sou apaixonada por mahou shoujos mas agora eu quero assistir ainda mais!!! AHAZOOOOUUUU (pabllo vittar foi tão longe, mas tão longe, que chegou até no japão rssssssssssss chorem, héteros conservadores)

    o ruim é que precure tem INFINITAS versões/temporadas. eu não assisti ainda pq não sei qual ver, não sei se é infantil demais ou se eu vou curtir assistir, etc… mas acho que vou começar por esse daqui desse post :)

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  4. Mas não e uma tentativa de lacre? No mais personagens androginos sempre apareceram em animes. Precure também tem essa característica. Agora esse lema filosófico de você pode ser o que quiser e totalmente errado porque a vida não e bem assim.

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  5. @Apo Vc parece tao empenhado em contrariar a matéria que confundiu tudo e misturou androginia com se vestir como quiser. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

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  6. Qualquer pessoa pode ser o que quiser na vida, se tiver vontade e buscar os meios pra isso.
    Vejam só o exemplo do rapaz acima: ele procura ser um BABACA IGNORANTE, sem saber nada do assunto…e vem se provando empenhado em sua meta.
    Lute por seus sonhos, mancebo!

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  7. Eu me sinto meio mal com essa postagem aqui porque é só uma questão de horas até aparecer gente chata falando bosta sobre Precure e eu queria realmente evitar ler esse tipo de coisa, fazer o quê.

    De resto, esse episódio foi realmente muito bom. A série é toda tematizada com “você pode ser/fazer o que quiser” então temos várias mensagens legais ao longo dos episódios e eu recomendo muito assistir porque a qualidade dessa temporada em especial surpreende expectativas em todos os aspectos. Infelizmente tem que apelar pros fansubs, mas vale a pena.

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  8. As pessoas podem ser o que quiserem eu por exemplo posso me achar milionário e sacar um milhão de reais num banco.

    Não e por aí

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  9. Essa temporada de precure está incrível, tanto na história quanto na animação. A última temporada que mais me deixou animada foi Heartcatch Precure, que de longe foi a melhor pra mim durante esses 8 anos desde seu lançamento.

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  10. Vc tá confundindo conta bancaria com identidade. O “pode ser o que quiser” que eles dizem se refere ao fato de que você poder escolher o caminho que quiser, e não precisa desistir ANTES de tentar: tipo, não posso ser herói porque só homem é herói.

    Talvez o objetivo final que todos querem não seja alcançado (quero ser milionário) mas ninguém vai te impedir de tentar ser – e vc pode até conseguir.

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  11. sei não… esse mesmo país acha normal publicar mangás de pornô com crianças (ou mulheres que parecem e agem como crianças)
    ainda assim, tenho inveja desses cantos da Ásia que não tem cancer religioso querendo atrapalhar a evolução da humanidade. acho improvável, mas tomara que irreligião se torne tendência em algumas décadas.

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  12. Engraçado que Precure é um anime em que as protagonistas são heroínas.

    Olha, quanto a seguir os sonhos.. Acho que cada um sabe o que é melhor pra si.. Nem todo mundo tem uma paixão intensa, sem a qual a vida parece não fazer sentido.. Pra algumas pessoas pode não parecer um sacrifício muito grande seguir uma carreira que não tenha muito a ver com seus sonhos.. pra ter uma vida confortável, etc.. outras já preferem passar fome do que abandonar um determinado objetivo.. as pessoas são muito diferentes.. de qualquer forma, acho um pouco irresponsável a mensagem poder ser o que quiser.. como em Zootopia que mostra uma coelhinha minúscula buscando uma carreira onde força física é algo essencial.. assim como o Kung Fu Panda que apesar de preguiçoso e obeso pode ser extremamente ágil no kung fu.. Fica parecendo uma fantasia, e não algo que de fato motiva.. Sou otimista no sentido de que acho sim que podemos atingir nossos sonhos, DESDE QUE eles sejam racionais e que levemos em conta nossas habilidades naturais, características, pontos fracos, etc…

    A questão em si não é tentar ser milionário, é dizer ser uma coisa que você não é. Um pobre é um pobre um milionário é um milionário. Não posso inventar uma identidade pra uma coisa que eu não sou. Isso que estou querendo falar filosoficamente.

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  13. Ora ora, lá também tem “lacração”. Mas vamos a alguns pontos:

    1) No inglês “niponizado” que se conhece no Japão, eles conhecem o termo “heroine”, pronunciado lá como “hiroiin”. E a palavra é usada há décadas em animê, toksusatsu, mangá…
    2) Personagens andróginos ou que eventualmente se vestem do sexo oposto é algo que sempre existiu em desenhos por lá. Rosa de Versalhes, A Princesa e o Cavaleiro, ou coisas tão ou mais antigas que posso estar esquecendo. Nem é mais tão chocante.

    Com isso, teve alguma forçada de barra, ou quiseram mostrar um personagem tão alienado e ignorante em seu machismo que servisse de “escada” para o discurso ideológico. Cujo mérito nem vou debater, pois é escolha individual.

    Lembrei do caso de um americano de 50 anos que, esmagado pelas responsabilidades da vida, decretou que seria uma garotinha de 6 anos e foi até “adotado” por um casal que teve pena. Ele se veste como criança, fala como criança, mas é um velho. Claro que esse caso é extremo, mas é uma das variantes possíveis ao se adotar a postura de que “você pode ser o que quiser”. Isso remete ao epicurismo, a escola filosófica que valida como “real” o que você imaginar, precisando para isso somente se unir a pessoas que pensam como você (o que não deixa de ser alienação). Mas, se a pessoa faz isso sem encher o saco de ninguém, sem prejudicar ninguém, direito dela. Ponto. Também não sou obrigado a aplaudir, pois somos livres. Ponto.

    Tenho um amigo no Japão que entrou nessa e, com mais de 30 anos de idade, resolveu adotar como hobby se vestir de idol de animê. Gasta com perucas, vestidos, maquiagem e tudo o mais que precisa. E anda com outros caras que têm esse hobby. O que eu acho? O dinheiro é dele, a vida é dele e não está prejudicando ninguém com isso. Então, tudo bem.

    A única coisa que acho complicada com mensagens “você pode ser o que quiser” para uma criança é que crianças precisam aprender a encarar as dificuldades da vida para serem adultos responsáveis. Ficar fugindo da realidade e querendo mudar algo tão essencialmente físico como sua condição sexual não ajuda uma criança a se desenvolver e encarar as agruras da vida. E os militantes de ideologia de gênero têm uma fixação em querer “educar” crianças por elas serem mais maleáveis e influenciáveis. Quanto a isso, todas as reservas do mundo.

    Mas Precure é uma franquia adorável e tudo lá é feito com delicadeza e respeito, então talvez nem estejam se preocupando com polêmicas furiosas.

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  14. Nunca estiveram Alê, só aqui no ocidente que querem forçar a ideia.

    O problema do conceito de identidade de gênero é que se trata da imposição de uma subjetividade pessoal sobre a evidência física.

    Se o cara é um homem, parece um homem e se veste como um homem, MAS se achar uma mulher, todos seriam obrigados a tratá-lo como se fosse mulher, o que é um absurdo, pois uma opinião individual não pode – por si só – determinar obrigações aos outros.

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  15. Ah, sim. Eu entendo essas colocações, e é um assunto complexo mesmo. Porque se você aceita a premissa da filosofia epicurista, tudo o mais é válido. Aí, ignorante é quem não compra a ideia. São coisas incompatíveis as ideias de quem aceita ou não o epicurismo. Eu, particularmente, não aceito como verdade para mim, mas respeito quem se sente bem com isso.

    O grande problema nessa polarização toda é atribuir ao outro adjetivos de intolerância, quando não se aceita a ideia de que seu modo de vida seja desaprovado. Uma coisa é viver como se sente melhor. Outra, bem diferente, é dizer que esse é o melhor modo e exigir que o outro aplauda. Esse é o motor do “politicamente correto”, que é uma forma de censurar o pensamento alheio.

    Sushi POP: http://nagado.blogspot.com.br
    Reflexo Cultural: http://reflexocultural.blogspot.com.br

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  16. E só pra reforçar: Precure é uma franquia adorável e minhas filhas adoram a versão Glitter Force que conhecem por aqui. Ter umas reservas aqui e acolá, umas diferenças ideológicas vez por outra, não invalida o mérito gigantesco que Precure tem de ser um referencial positivo para gerações de meninas que, com ele, aprenderam a lutar pelo que acreditam.

    Debater civilizadamente é bom pra todo mundo. Abraços conservadores. :-P

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  17. O problema é esse Alê. Não vou discutir o que é Visão de Mundo (ou Senso de Vida) valores fundamentais de um indivíduo, só não ignoro a realidade que é o que move a sociedade.

    Não é por intolerância e sim por consciência de uma realidade externa a meus sentidos que não se importa com o que eu penso. Foi definido assim e ponto final.

    Fantasia é um escapismo para a realidade, mas não a realidade em si.

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  18. A galera não consegue ficar de boa nem com um anime pra criança, pelo amor. Eu não sei pra que pegar algo tão simples e transformar numa fodendo discussão sobre filosofia, mas pelo menos leiam um resuminho do episódio antes de sairem falando besteira. Em nenhum momento dizem que elas podem ser o que quiserem de uma hora pra outra, o esforço e o trabalho duro são sempre enfatizados.

    A questão nesse episódio é que a Emiru sonha em ser uma Precure mas o irmão dela é um cara chato pra caralho e não deixa a menina nem tocar guitarra porque, segundo ele, é um instrumento “masculino” e “inapropriado” pra ela. Daí a guria é chamada pra participar de um desfile de moda com o tema “garotas podem ser heróis” e o irmão dela surta porque “herói” é uma palavra masculina. Então rola a cena que foi descrita no post e fim.

    O tema de Hugtto é futuro. A própria música de encerramento, cantada pelas dubladoras, fala de várias profissões/carreiras que uma menina pode seguir quando crescer. É simplesmente isso, você ter forças pra realizar seus sonhos. Ninguém diz que é obrigatório você morrer por um ideal (wtf), só diz que se você quiser ser, sei lá, uma médica e se esforçar pra isso, você pode conseguir.

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  19. Seu comentário foi pertinente Joker, mas o que foi usado na postagem desse blog não foi com essa intenção, infelizmente.

    Ao menos você foi preciso ao que foi dito, e sim houve uma inadequação do uso da expressão ser o que quiser e como a industria do entretenimento a usa.

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  20. Aí, eu desconfiava mesmo que não tinha nada de lacração nesse episódio. É coisa do pensamento esquerdista de militante daqui. Tsc. Precure busca ser referência positiva, mas aqui o povo gosta de pegar TUDO e incorporar na narrativa de militante lacrador. Segue a vida.

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  21. Aquela coisa Alê: as pessoas sempre deixam sua visão de mundo em tudo que elas fazem. O que aceitam conscientemente ou inconscientemente.

    Acho que chegar a um ponto em que se questiona a informação e cria uma filosofia consciente é o que falta pras pessoas.

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  22. @Ale @Apo pra ser sincero, eu acredito que a participação do Henri (o cara de vestido) foi mais fanservice do que qualquer coisa. Apesar de ser um anime infantil, Precure têm um público adulto bem fiel. Temporada passada colocaram um casal lésbico porque uma grande porcentagem do público adulto que acompanha curte yuri.

    Agora eu acredito que quiseram contemplar também as moças mais velhas que geralmente curtem yaoi, já que rolou um “clima” entre o Henri e o irmão da Emiru. Não é novidade esse tipo de subtexto em animes do tipo e isso não “atrapalha” a narração pro público alvo original (que provavelmente nem manja dessas coisas ainda). Sailor Moon que foi produzido há mais de 20 anos é lotado desse tipo de fanservice. Cardcaptor Sakura também. Não vejo nada de político aí, pode ser que seja uma visão inocente, mas não vejo.

    De qualquer forma, perdão se pareci meio irritado na postagem anterior, é que eu realmente gosto muito da Emiru e esse episódio foi bem importante pro desenvolvimento dela. O problema que eu vi nos comentários de vocês foi a falta de conhecimento do contexto do episódio em si, que fique claro.

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  23. Joker, seu comentário aqui teve mais informações que a própria postagem em si. Sim, é de conhecimento geral que essas produções tem esse tipo de fanservice. Era esse ponto que coloquei em pauta e também a própria premissa do ser o que quiser usada de uma forma irresponsável. Algo que no ocidente vem sido usado como um discurso colocado de uma forma subjetiva que não forma algo saudável para as pessoas. Tanto que eu levei pra esse foco, porque suspeitava que não fosse dessa forma que o episódio estava apresentando e que o autor estava usando de um forma desonesta.

    Acho legal quando se tem uma pessoa que entende o universo que escreve do que pegar uma noticia e colocar um contexto proposital de uma coisa que não é aquilo que se pensa. A sua contribuição foi clara até pra elucidar alguns pontos aqui.

    Abraços.

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  24. Joker, deu pra entender sim. Na verdade, mais importante do que o episódio (que ainda não vi) foi a interpretação dada a ele. Foi em cima dessa interpretação que escrevi. E você tem razão sobre o fanservice. Eles funcionam para um público com outro nível de percepção que não o infantil. Aprendi mais um pouco sobre a série. Valeu!

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  25. Claro que cada um pode ser o que quiser! Foi com muito esforço que me tornei o Mestre Pokemon do meu bairro; e nas horas vagas ainda trabalho como ninja também.

    Minha nova meta agora é me tornar hokage da minha cidade.

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  26. Olha, eu acho que o contexto desse texto está errado.

    No Japão, temos o termo em inglês “Hero” que é utilizado mais ou menos corretamente.
    Mas lá temos o termo “Heroine” que, na minha opinião, é usado de forma MUITO ERRADA.

    Lá “hero” é o herói, já “heroine” não é a heroína (no termo feminino de herói), a heroine no Japão é a mocinha da história!!!
    E “hero”, para eles não tem gênero. O Japão tem sérias diferenças culturais com o ocidente com relação a gênero e número, em textos; fora a utilização errada de termos etrangeiros.

    Ou seja, pelo que entendi esse episódio de Precure simplesmente quer que tanto meninos quanto meninas possam usar o título de “Hero”, que sempre foi utilizado por meninos, e esse moço com vestido foi só uma exemplificação tosca que meninas também podem ser um grande “HERO” e os meninos podem ser a “HEROINE”.

    Foi mais ou menos o que aconteceu aqui no Brasil, quando a nossa amada estocadora de vento ganhou a eleição e quis ser chamada de “presidenta”.

    No final é só retórica de léxico, onde o povo vai discutir e ninguém nunca vi estar certo (aparentemente).

    Ou por acaso você acha que uma mulher justiceira, como a Mulher-Maravilha gostaria de ser chamada de “hero”?

    Sério, ensinem aos japas que “hero” tem flexão feminina, que é “heroine”. E que o termo heroine não deveria ser para as mocinhas da história!!!

    E isso não tem nada com a mente aberta com os LGBT! Desde sempre o Ash de Pokémon e outros personagens de animes/mangás se travestem ou fingem ser de outro sexo só por mero capricho dos autores.

    E pelo que sei, antigamente, era costume, em várias famílias no oriente, vestir os meninos com roupas femininas até os 7 anos porque diziam que afastavam doenças. Diziam que os deuses protegiam mais as meninas, e por isso surgiu essa tradição estranha. E é por isso que existe tanta androgênia em anime e mangá.

    E não esqueçam que o Japão é um dos países mais conservadores do mundo desde sempre, e essas coisas extremas que vemos em mangás e animes não condizem muito com a realidade.

    Lá a taxa de jovens que não se relacionam amorosamente quase chega a 50%, talvez eles até apreciem VER coisas homossexuais em mangás yaoi e yuri, mas chegar a SER já é outra história.

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  27. “Restricting your own heart by yourself.
    That’s a waste of time, waste of life!”

    Eu não estou chorando droga é só um cisco

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  28. Kaizou falando de meninos vestidos de mulher me lembrou o filme Dragão a História de Bruce Lee onde os pais do Bruce comentam que o vestiam de menina quando criança pra se proteger de um vilão que era um demônio se me lembro bem.

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  29. PFFFF VISIONÁRIO FOI ONE PIECE QUE ANOS ATRAS COLOCOU O SANJI NA “ILHA DOS HOMENS QUE PODEM SE VESTIR E FALAR COMO QUISER”

    E tamanha foi a audácia que FOI TODO MUNDO PRESO 0_0

    Mesmo assim todo mundo se REBELOU NA CADEIA E FIZERAM SEU PRÓPRIO NÍVEL PRESIDIÁRIO DE “SIM NÓS PODEMOS NOS VESTIR E FAZER O QUE QUISERMOS”

    baijos

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  30. Kurumada inseriu um personagem trans no universo de Saint Seiya, o Death Toll de Câncer. Claro que os fãs brasileiros espumaram.

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  31. E a mara disse que não era pra gente levar esse blog muito a sério pff…….VOCÊS TÃO DANDO O QUE ELA(ele)QUER!!!
    KKKKKKKKK

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  32. Ah PreCure é um dos mellhores animes de todos os tempos! Minha versão favorita é a futtari wa PreCure.

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  33. Só digo uma coisa aos desavisados que fazem julgamentos com a cabeça dos do lado de cá do globo, de todos os lados do espectro político: O Japão tem uma cultura e problemas bem diferentes do que muita gente acha, o que já invalida uns 80-90% de todos os comentários que ando vendo na internet sobre eles. Nós pouco ou nada temos a ver com a cultura e os problemas sociais deles, e não é trazendo discussão sobre anime X ou Y para reforçar ou amenizar estereótipos de pensamentos que temos em nossas cabecinhas ocidentalizadas que nós vamos estar fazendo justiça a nós mesmos e a eles. Não adianta tentar julgá-los sem entendê-los, e é bem difícil, beira o impossível querer entender com nossa mente se não os estudarmos com cuidado e olhe lá. Aconselho só que não fiquem trazendo/importando essas briguinhas tipo racismo, LGBT ou machismo x feminismo para as coisas de lá, que isso não faz nenhum sentido dados os problemas sociais (alguns muito maiores) que eles já tem. Eles não precisam da gente dando pitaco na vida deles, tampouco tem muito a dizer sobre nós mesmos.

    P.S.: Pretty Cure está de parabéns, anime fantástico.

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