Mercado Nacional

Animax Quadrinhos e outras antologias nacionais herdeiras da Ação Magazine

Um leitor mais novinho do Mais de Oito Mil provavelmente nunca ouviu falar do nome Ação Magazine. Essa era iniciativa nacional de termos uma espécie de “”””Shonen Jump brasileira”””” (muitas aspas) e surgiu em meados de 2011, tendo três edições no total. Embora tivesse bons nomes e algumas boas histórias, a revista fracassou mais que Toriko da Panini e teve todas as suas histórias descontinuadas sem final. Sete anos depois, ainda estamos vendo muitas iniciativas de um almanaque de histórias em formato mangá, tanto de pessoas amadoras quanto de profissionais no mercado, e é disso que vou falar hoje.

As antologias do passado

Para quem não sabe, os mangás no Japão não são publicados nesses encadernados de 200 páginas que a otakada vive querendo tratamento de “luxo” (também conhecido como “papel offset com algum nível de transparência”). Lá os mangás costumam sair em grandes revistonas em papel jornal reciclado, e cada uma dessas revistas (cuja periodicidade varia entre semanal, mensal ou sai-quando-estiver-pronta) publica um capítulo de várias séries. O mais interessante é a interação com o público, que escolhe suas favoritas e vai “eliminando” da revista as histórias com menos apelo.

A Ação Magazine não foi a primeira a tentar fazer esse rolê por aqui. Em meados dos anos 90 e 2000 as bancas de jornais (que na época não vendiam brinquedos nem carregadores de celular para pagar as contas) receberam coisas como a revista Tsunami (da editora Trama) e a Desenhe e Publique Mangá (editora Escala). O objetivo das duas era o mesmo: oferecer um espaço para vários artistas criarem histórias seriadas. Muitos nomes importantes hoje surgiram dessas revistas.

E aí chegamos em 2011, no lançamento da Ação Magazine. Sua proposta era extremamente ousada e emulava totalmente uma Shonen Jump. Havia o esquema de eliminar as histórias menos favoritas, uma variedade de temas e até mesmo a capa poluidíssima com uma suruba de fontes cafonas neste que é um exemplo negativo de design gráfico:

No passado eu cheguei a analisar TODAS as histórias da revista, tanto da edição um, quanto da dois e quanto da três (falei assim bem didaticamente para conseguir encaixar o hiperlink de todas as matérias), vale a pena dar uma lida quando tiver tempo.

A antologia nacional acabou não dando certo por inúmeros fatores que vão desde brigas internas entre a equipe até mesmo coisas que podemos supor, como o fato de ser muito caro você bancar uma revista dessas impressa em papel. Talvez tivesse ido mais longe se o lançamento fosse digital e depois encadernassem e imprimissem os volumes das histórias? Quem sabe…

 

 

 

Mas o fracasso da Ação Magazine não desestimulou outras tentativas do gênero. Acredite ou não, agora em 2018 temos várias tentativas de lançar uma “Jump Brasileira”, de várias formas.

As antologias do presente

Estamos no século XXI, em plena era das redes sociais e dos grupos de WhatsApp, por sorte não temos nenhum aventureiro pensando em lançar uma antologia de mangás nacionais em algo tão caro quanto PAPEL. Quer dizer, a JBC e a editora Draco costumam apostar nisso para encontrar novos talentos. Mas voltando ao tópico, são nessas mesmas redes sociais que novas propostas de almanaques de histórias brasileiras vão surgindo a cada dia e ganhando um público que sonha em ser o novo Eiichiro Oda (ou o próximo Masami Kurumada, a julgar pela anatomia de alguns casos).

Um dos exemplos que é possível já experimentar é o Shounen Go, uma proposta de antologia digital mediante um pagamento (mas por enquanto está de graça). Para divulgar a ideia do almanaque eles contam com uma página de Facebook contendo 0% de divulgação de suas próprias histórias e 100% memes como uma imagem do Beiçola de A Grande Família sendo levado pelo Thanos. Já no site do projeto podemos ler sinopses de histórias que serão publicadas, como essa grande trama política envolvendo delações premiadas e… a Grande Nação Japonesa:

Ao acessar o site você é jogado para uma quantidade grande de histórias, mas grande parte dela um pouco… amadora demais. Peguei uma história ao acaso para ler (o exemplo mostrado abaixo), Ghosts in Panic, e até achei a história legal, falta só o desenhista trabalhar melhor seu enquadramento e melhorar o próprio traço (que é algo que vem com o tempo e a experiência):

Já a Shonen Comics, por exemplo, é uma outra promessa de antologia, dessa vez com colaboradores mais conhecidos no mercado, mas de forma independente e com pedido de dinheiro no Catarse. Nesse caso podemos apenas imaginar como a revista será de acordo com as prévias selecionadas para a página do financiamento coletivo:

Em comum nessas duas antologias são o fato de que apostam em formatos digitais, mas são de pessoas “menores”. Mas será que depois do fracasso da Ação Magazine não teremos mais nenhum peixe grande entrando de cabeça nesse filão? Claro que não, vou falar agora da Animax Quadrinhos!

O que é a Animax Quadrinhos?

Olhaí eu falando de novo com você otaku mais novinho. Muito antes da invenção da internet e dos sites da Imprensa Especializada (Pff), que apenas traduzem notinhas do Anime News Network e da Comic Natalie, existia um negócio chamado REVISTA que é como o pessoal mais velho se informava e conhecia novas coisas sobre seu hobby otaku. A Animax era uma delas, e sua diferença era ser totalmente focada em mercado japonês, afinal suas concorrentes tentavam unir todas as tribos igual o Norvana. Décadas depois de seu fim, o editor Sérgio Peixoto conseguiu dar um Phoenix Down em sua revista e a reviveu através de uma campanha de financiamento coletivo. Mas ele tinha planos maiores.

Como agora existe a função de contribuir mensalmente em algum projeto no Catarse, como se fosse uma assinatura, Peixoto desenvolveu dois projetos diferentes para as otakadas: a continuação da revista Animax e um almanaque de quadrinhos chamado Animax Quadrinhos (sim, é o nome mesmo). Como o Peixoto foi gentil em enviar o primeiro volume para mim, tomei a liberdade de poder analisar as páginas da Animax Quadrinhos aeeeee!!!

Pra começar, vale citar que o projeto ainda está bem no começo, mas mesmo assim ele conseguiu reunir um grupo grande de autores para sua revista. Inclusive uma galera que já publicou em outros lugares, ou então pessoas premiadas internacionalmente! Uma pena que não deu para analisar direito cada um deles: como o negócio está iniciando e buscando recursos, temos só poucas páginas de cada história, não é nem o bastante para iniciar uma narrativa. E outro ponto negativo para mim: alguém teve a ideia de lançar o negócio em sentido de leitura oriental e algumas histórias têm ONOMATOPEIAS EM JAPONÊS SEM QUALQUER INDICATIVO DE TRADUÇÃO. Ser acessível pra quê, né?

Com isso, algumas das histórias não sei dizer o que achei porque ainda não tiveram tempo para mostrar valor. Acima eu mostrei um quadrinho de duas que se encaixam nessa categoria, como Zhoel (de Raquel Kraitz e Alexandre Camargo, com traço simples, mas bem eficiente) e Crows & Cats (de Giovana Eudetenis, uma das mais bem desenhadas da revista): o pouco espaço não bastou para entrar no clima da história. O mesmo posso falar de Aldo Karate (de Jackson Bezerra Santos, promessa de história interessante, mesmo com o traço mais simples) e da humorística Rock’n Balls (de Eric Abillama, traço zoado de propósito, mas não consegui embarcar totalmente no negócio). As outras duas histórias da revista merecem um destaque à parte nessa matéria.

O primeiro destaque (da imagem acima) é Jorge (de Heitor Amatsu), seguramente a melhor história dessa revista. O autor soube lidar direitinho com a falta de espaço e colocou um narrador na trama. Isso não só explicou direitinho a história (sem parecer chato) como ainda teve um senso de humor bom. Confesso que ri já nessa primeira história e fiquei curiosa para ver como isso vai se desenvolver.

Faltou falar de uma história da revista, né? “Maid Team*Go! Go! Go!” é uma história cujo nome parece ter vindo diretamente de algum OVA obscuro da década de 90, mas é brasileira e desenhada pela dupla EUDETENIS. Para quem não reconheceu o nome incomum, a dupla é premiada internacionalmente pelo Silent Manga Awards e eles foram autores de histórias lindas nesse concurso, vale a pena dar uma lida. O mesmo não posso falar dessa história classificada como ecchi.

A história problemática

No texto editorial antes da história, os autores explicam que esse é um “ecchi à moda antiga” e que “as editoras brasileiras não tiveram a coragem de publicar devido ao teor, digamos, sexista (mas que muitos de nós amamos mesmo assim)“. Não sei dizer exatamente se isso se trata de coragem ou de noção das editoras brasileiras, mas vamos seguindo com essa análise na qual poupei os olhos de vocês leitores usando o rosto do Vegeta nos momentos mais impróprios:

“Maid Team*Go! Go! Go!” não é simplesmente um ecchi, é praticamente um hentaizão de décadas atrás travestido de mangá permitido a menores de dezoito. Qualquer respeito a mulheres ou à maioridade das envolvidas passa longe das poucas páginas às quais fui exposta desse quadrinho. Na primeira página do negócio, o protagonista de harém genérico abre uma porta e dá de cara com todas as meninas da série se trocando, uma situação típica. Enumerei um pequeno checklist de coisas que são mostradas num traço extremamente detalhado e numa página dupla:

1- protagonista tsundere de calcinha e sutiã minúsculos olhando para o protagonista com cara de “quê????”
2- Duas garotas aparentando serem menores de idade, sendo que uma está tocando no peito da outra
3- Outra garota, também aparentando ser menor de idade, fazendo malabarismo anatômico para exibir o seio e a bunda ao mesmo tempo enquanto faz cara de medo
4- Mais uma garota, também parecendo ser menor de idade, inclinada para frente enquanto amarra o sutiã e come um donnut com a mesma cara de que uma atriz pornô pratica “habilidades orais”

Mais pra frente vamos aprendendo que se trata de uma escola de maids em que o protagonista será o responsável por elas. Entre um peito desproporcional e outro, a protagonista dá um tapa no rapaz tarado e (duas páginas depois) declara que o acha lindo. O traço é belíssimo, o enquadramento é profissional e a narrativa é fluída, mas toda essa capacidade positiva é jogada no lixo com uma história quase beirando o ofensivo e que parece ter sido feita para agradar o pessoal que reclama na internet da suposta patrulha do “politicamente correto”.

Certo, Mara, quer dizer então que se a história não tivesse essa putaria gráfica seria mais aceitável?“. A resposta é não, pois a trama não é necessariamente criativa. Ela é tão parecida com a estrutura do primeiro capítulo de Love Hina que nem foi uma surpresa pra mim a tsundere bater no protagonista da mesma forma que a Naru batia no Keitarô. Quer algo pior? A maid cozinheira que parece menor de idade TAMBÉM SE CHAMA SHINOBU!

Essa pra mim foi a maior decepção da revista. A dupla de autores que fez tantos trabalhos legais merecia publicar algo que não fosse um fanzine hentai dos anos 90. Prefira Love Hina, até isso é melhor.

Mas se quiser dar uma conferida no projeto, clique aqui e se informe no Catarse.

22 comentários em “Animax Quadrinhos e outras antologias nacionais herdeiras da Ação Magazine

  1. Hehehehehe’ matéria massa, Mara! Mas só para detalhar, a Shounen Go chegou peitando todas as plataformas de publicação online independente oferecendo mundos e fundos e até agora não entregou nada que valha a pena acompanhar.
    Você poderia ter citado a Action Hiken, do Estúdio Armon, que já tem mais de dois anos de publicação online, mensal, sem atrasos, e que busca dar visibilidade para os nossos queridos jovens amadores que ainda desenham como o Kurumada, e outros mais profissionais também.
    Eu tinha a Ação Magazine e achava muito bacana o projeto da revista, mas somente Jairo e Madenka me fazia comprar, as outras histórias possuíam um enredo bem jigglypuff, mesmo.
    Estou a espera da Shonen Comics, e ver se o Adriano Gon vai entregar o que prometeu. Aliás, as tretas entre SComics e SGo foi de pegar o balde de pipoca e ler indiretas a rodo.

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  2. Matéria ótima Mara e muito obrigado por não fazer parte do grupinho que passa pano pra obras machistas. E esse editorial da revista: “ecchi à moda antiga” e que “as editoras brasileiras não tiveram a coragem de publicar devido ao teor, digamos, sexista (mas que muitos de nós amamos mesmo assim)”, explica muito sobre o porquê da comunidade otakeira ter o estigma de machista/conservadora/tosca.

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  3. Eu sempre achei onomatopeia meio tosco e provavelmente não colocaria nos meus quadrinhos… se eu fizesse quadrinhos :P

    Sucesso pra todas as iniciativas (decentes) de publicação de quadrinhos. Quem entende dos English pode tentar o LINE Webtoon, dependendo do seu desempenho, sua história pode ser escolhida pra ser monetizada e ficar em destaque. Enfim, fica a sugestão.

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  4. Q vergonha alheia um quadrinho brasileiro com sentido oriental, onomatopeias em japonês e historias baseadas nos clichês toscos e cafonas japoneses.
    Só digo uma coisa: BRASIL MOSTRA A SUA CARA!
    Não tem um pingo de identidade nacional no “manga” nacional!

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  5. A Mara está escandalizada com Maid Team*Go! Go! Go! Então deve ser bom.

    Ela é o tipo de “especialista” que se escandaliza com algo que tem no mercado, como se não o conhecesse.

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  6. Tens razão…Não que eu seja moralista,pudico ou patrulheiro do “Politicamente Correto”… Entendam bem,eu até gosto de Ecchi,Hentai,essas safadezas todas;mas,o problema é que este “Maid Team*Go,Go,Go!” me parece mais uma cópia de tudo o que já vimos em trocentos mangás do gênero Ecchi/Harém. quem já viu um,já viu todos.QUEREM VER?
    Senão vejamos: Rapaz tímido,relativamente bonito,apesar de não ser nenhum galã ,que não é exatamente um Phd em “Mulherologia”,ou seja,não tem o menor jeito,nehhum traquejo com garotas,acaba,por força de uma série de coincidências fantásticas e/ou hilariantes,ás voltas com um grupo de garotas. Com cada uma uma delas terá algum nível de relacionamento: Uma o verá como o “Irmão Mais Velho” que ela nunca teve;Outra o verá como o “Irmão Mais Novo” que ela nunca teve;outra terá com nosso protagonista uma amizade sincera;Outra também terá uma amizade com o protagonista,mas deixará BEEEEM claro que pode rolar um “algo a mais” ^-^ se o protagonista quiser;outra mascara seus sentimentos em relação ao protagonista,ou seja não deixará claro se o ama,o odeia ou o despreza;outra odiará o protagonista,deixando claro que,secretamente,o ama; outra será a “taradinha”,querendo sempre segundas,terceiras e quartas intenções com o protagonista.Neste caso pode haver duas variações: 1) é uma garota fogosa em que tudo em sua vida,em seus pensamentos gira em torno de sexo;2) é uma garota que mal entrou na puberdade(mais ou menos por volta dos 12/13 anos) e está louca para que o protagonista lhe “abra a portinha”,se é que vocês me entendem…(ATENÇÃO: Dependendo das leis vigentes no país em que você produza tal mangá,a opção n° 2 pode lhe trazer sérias dores de cabeça com os hómi…é por sua conta e risco.não nos responsabilizamos.) para terminar coloque nesta história generosas doses de fanservice,ou seja,muitas garotas semi ou totalmente nuas,pagando calcinha e/ou sutiã,fazendo caras e bocas sensuais,e por aí vai! cenas de sexo explícito são opcionais. O cenário predominantemente pode ser uma escola,mas nada impede que você explore outros cenários: Um hospital,uma universidade,um reino de Fantasia Medieval,uma estação espacial,uma pousada ou hotel,um resort,um estúdio de TV ou cinema,etc.
    TÃO VENDO SÓ?? com este “Guia Rápido- Faça Você Mesmo o seu Mangá Ecchi/Harém”, é fácil criar um monte de histórias! AGORA NÃO TEM DESCULPA!! FAÇA HOJE MESMO O SEU MANGÁ E COLHA OS LOUROS(E OS MORENOS) DA VITÓRIA!!

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  7. Sempre ficam com aquele mimimi de dar uma chance ao mercado nacional e tal mas putz, por que gastar dinheiro e tempo lendo uma dessas ao invés de um manga japonês de verdade?

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  8. Apenas fechem seus lindos olhinhos e deixem essa água de mijo clichê fluir rumo ao esgoto. Antes da descarga em sentido oriental, acrescentem o Adriano Gon com onomatopéias em espiral. Jamais confiem em qualquer projeto com o dedo do tratante ou vão se fufu.
    Mais vale uma boa matéria com periodicidade menor do que encher a linguiça com tempero repetitivo. É enjoativo e inútil. A mesma dica que passei outro dia pro Neto: se desliga um pouco disso, não se desespere por views.

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  9. Olha…meus dois centavos sobre esse assunto…
    Primeiro de tudo, o ambiente (a internet) é inóspito pra hq on-line. A menos que tu tope fazer tirinhas, fazer hq seriada ou mesmo one-shots é um exercício de paciência e de não-leitura.
    Isso acontece por duas razões: As pessoas não tem costume de ler HQs e menos ainda online, esse hábito existia no passado, quando a internet era movida a lenha e coisas como Combo Rangers e Pixels existiam e arrebentavam de acessos.
    Problema é que a internet não fica parada no tempo, hoje em dia tem jogos online, redes sociais, diversas outras coisas que ocupam esse lugar que um dia foi do quadrinho online.
    Ora, sites de quadrinhos online existem desde muito tempo, mas só observar o triste fim de todos eles.
    Mushicomics, Desenhe e Publique (Dpzine), Fanjin… e mesmo iniciativas mais recentes não deram certo, como o Lamen, Smocci (antigo upmanga), etc.
    Não faz diferença se o trabalho oferecido é de alto quilate artístico ou trampo de um amador, tudo no fim vai ter o mesmo peso.
    As pessoas não usam a internet pra ler online.
    E quem usa, vai correr atrás do material estrangeiro.
    Nem vou entrar no mérito de quem sabe inglês, porque daí então, a gama de leitura fica gigantesca.
    Mas falando dessas iniciativas, acho que a que tem melhor chance de sobreviver é a própria Animax Quadrinhos.
    Não por causa dos quadrinhos em si, mas porque ela está intimamente ligada com o projeto da Animax comum. Vejam, vc paga uma vez e leva informação e quadrinhos.
    Claro, pode ser que as pessoas não liguem pra quadrinhos, mas mesmo assim.
    Tem que entrar dinheiro nisso de alguma maneira, né?
    Shounen Go erra ao apostar no mesmo formato do Social Comics, quer dizer, paga tanto por mês e pode ler as coisas. E como faz quando esgotarem as histórias? É notório que artistas brasileiros tem o mau hábito de descontinuar ou mesmo entrarem em hiatos com suas publicações. Ameto que o diga. </3
    Shounen Comics tá melhorzinho, mas não muito. Receber impresso com prévia dos mangás? Poxa, faz impresso de tudo logo!
    Enfim, não sei se os irmãos Shounen (rá!) vão ter vida longa só oferecendo as histórias por si mesmas. Não é assim que a coisa funciona e tem exemplos por aí que não deram certo por ir nessa vibe.
    Aliás! Shounen pra cá, Shounen pra lá, gente, cadê Josei, Shoujo, etc? Shounen em mangá brasileiro é mais velho que andar pra frente.
    Chega, escrevi demais aqui.
    E me recuso a comentar sobre a Action Hiken.

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  10. A era Shounen Brothers kkk

    Bom, foi ótimo ter lido essa matéria. Acessei os sites, fiz algumas pesquisas relacionadas (é estranho como sempre me deparo com blogs de fanzineiros falando sobre o Upmangá) e isso me fez pensar se não seria melhor do artista independente ficar…ainda mais independente. Encontrei então o blog do CronPirata com tutorial supimpa para criar seu próprio site (com um leitor de mangás já configurado). Lá, a Maki explica (com sua voz de derreter corações) não só a criar, mas também passa links de sites de hospedagem gratuitos.

    Fiz teste com o EasyPHP offline, upei para o host com programinha FTP, funfa jóinha. Só precisa configurar o tema.

    A idéia é essa. Faz um blog maneiro, hospeda seu fanzine, direciona os links, divulga e segue sua vida. Sem frescura, sem hipe fuleiro.

    http://blog.cronpirata.com/2015/12/tutorial-de-como-fazer-um-leitor-de.html

    SHOUNEN BROTHERS NÃO TEM LEITOR DE MANGÁ! Pronto, falei.

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  11. E o (pequeno) grande e (nada) inteligente Peixoto quer que paguemos para ter “notícias exclusivas” que temos em vários sites e blogs, tanto nacionais quanto internacionais. Isso sim é exemplo de empreendimento no Brasil. M.Dias Branco, Votorantim, Eike Batista (kkkkkkk), vocês têm muito a aprender com este empresário (furado) show aí.

    Se vou pagar por isso? Eh… não lol E nem de graça quero.

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  12. Praticamente 1/3 da matéria dedicada a “analisar” a tal “história problemática”. Tenham dó. Tá bom que é um ecchizão batido (e é), provavelmente com história sem graça. Mas ainda achei menos apelativo que Love Hina, e nesses tempos difíceis, o que vier estamos no lucro. Parem de ser reclamões e vamos prestigiar o fato de que histórias assim ao menos conseguem existir.

    Sigamos a estratégia do espaguete: joga tudo na parede, o que fica ficou, o que colar segue adiante. Se tiver público, que prossiga no mercado. No fim é melhor pra todo mundo. É melhor do que boicotar um ecchi numa revista que com certeza é mais voltada ao público masculino.

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