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Netflix lança Yu-Gi-Oh! Arc V, mas se esquece de lançar o detalhe principal

A Netflix está apaixonada pelos animes. Após apostar muitas maletas de dólares em séries megalomaníacas com surubas conceituais (e flopar miseravelmente), a empresa de streaming descobriu o dinheiro que dá animação japonesa. Só para se ter uma ideia, a série mais maratonada no último ano na Netflix Brasil foi o The Seven Deadly Sins. E não estou falando o ANIME mais maratonado, e sim o PROGRAMA no geral mesmo. Assim, o serviço que é o Crunchyroll das séries decidiu investir seu rico dinheirinho na produção de mais e mais séries animadas, além de pegar o troco e comprar qualquer série de anime que esteja com os direitos livres.

Numa dessas aí a empresa adquiriu os direitos de Yu-Gi-Oh! Arc-V, a quinta série de Yu-gi-Oh! (posterior a Yu-Gi-Oh! Zexal, inédita por aqui), e botou discretamente no catálogo. O problema é que, se você for fã dos monstrinhos encapetados (by Gilberto Barros), é bom ter um bom segundo idioma, afinal a Netflix se “esqueceu” de colocar dublagem em português ou mesmo LEGENDA no nosso idioma.

Como podem ver no print abaixo, o protagonista de cabelo bizarro só está disponível falando em alemão, inglês, francês e italiano, e legendas apenas em inglês:

Não se sabe o motivo do relaxo, mas na verdade sabemos sim: a série deve ter sido adquirida pelo troco do pão da Netflix e não ganhou o tratamento de um Devilman Crybaby ou um Little Witch Academia, ambos com dublagem em português e legendas no nosso idioma. Uma pena, porque eles colocaram pelo menos 100 episódios da nova série (o equivalente a duas temporadas cheias de cartas armadilha e reviravoltas tiradas do cu).

Essa não é a primeira vez que a Netflix desaponta ao trazer um anime. Recentemente eles colocaram as duas séries de Fullmetal Alchemist sem a dublagem bem feita (e isso porque eles trouxeram o live action dublado pelas mesmas vozes do anime… que ninguém pode ouvir no serviço), ou então o caso de Samurai X que veio sem dublagem. Mas nada se compara ao clássico exemplo que me lembraram no Twitter: lá pelos idos de 2012, Super Campeões 2002 chegou à Netflix com áudio em espanhol e legenda em inglês. Pelo menos serve para treinar um novo idioma.

18 comentários em “Netflix lança Yu-Gi-Oh! Arc V, mas se esquece de lançar o detalhe principal

  1. Até parece que os animes estão salvando a decadente Netflix.

    Em 3 anos só teremos desenhos chineses por lá.

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  2. O Caso do Samurai X eu até entendo. A série tinha sido dublada na versão com censura, isto é, muitas coisas precisariam ser totalmente refeitas e praticamente teriam que dublar do zero, coisa que provavelmente a netflix não iria querer investir, mas ao menos tinham legenda em português para ver pela primeira vez oficialmente o anime sem censura.

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  3. Veeeshhh Yuri-Oh era foda de acompanhar por aqui!! Primeiro veio a 4Kids nos empurrando sua maravilhosa edição, onde armas somem das mãos, diálogos são grotescamente alterados e SANGUE É SUBSTITUIDO POR LUZ!!

    Até hoje tenho vontade de ver o original em japones, só pra ver o quão sério era a parada de jogar cartas valendo o c… ééé, quer dizer, o deus egípcio.

    Depois vieram as intermináveis reprises das mesmas sagas (reino dos duelistas e final da batalha da cidade), mas nada de reprisarem aquela última saga das memórias do faraó, onde ora eles voltam no tempo, ora eles tão numa brisa pesada, ora tem um YUGI GIGANTE SENTANDO JOGANDO RPG.

    O mesmo vale para as outras sagas, a do Jaden era maneira, mas sempre achei que tinha algo faltando… a 4Kids deve ter picotado algo, certeza.

    E a fase 5DS onde eles disputavam RACHAS sob a desculpa de jogarem cartinhas era maneiraça tmb. Fusão SINCRO era apelona demais

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  4. Netflix deu uma de Crunchyroll com os Yu-Gi-Oh’s clássicos. Mas no caso a CR não coloca legenda por motivos de: N/A

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  5. 90% da culpa é da Konami/4K Media, a Netflix deve ter adquirido pra toda América, mas como ninguém mais quer exibir anime no Brasil a distribuidora nem se preocupou.

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  6. Yu-Gi-Oh! nunca deu certo com mídia física aqui no Brasil, @Apo.
    Desde os 6 volumes do Yu-Gi-Oh! clássico lançados pela Imagem Filmes na década passada.
    O DVD do filme “Pirâmide de Luz” lançado pela Warner também não deve ter vendido muitas unidades.
    O mesmo vale para Yu-Gi-Oh! GX pela Flashstar, que não passou de 4 volumes.
    E era um desastre anunciado que Yu-Gi-Oh! 5D’s ia flopar em vendas.
    O mesmo para o recente lançamento da PlayArte, onde mesmo os episódios da versão original legendados não foi o suficiente para convencer o pessoal a pagar 100 Reais por cada um dos 2 boxes lançados (sendo que o segundo foi lançado na surdina em Outubro de 2016 e muita gente só se deu conta que estava a venda em junho de 2017, só porque eu avisei a “imprensa especializada” sobre o assunto depois de ter visto o unboxing do mesmo feito pelo canal do YouTube UNBOXING LUIGI).

    Eu particularmente acredito que a PlayArte deveria ter apostado no lançamento dos três filmes em um box, no mesmo esquema (cada disco de um lado a versão ocidental dublada e do outro a versão original legendada) e com extras (os trailers ocidental e original, por exemplo).
    Não que fosse vender muito mais, mas ao menos seria um material muito mais interessante para se consumir sob o ponto de vista de um colecionador, e como é um lançamento único, pode ficar encalhado que sempre aparece um [doido] que não vai pensar muito em comprar, já que não vai precisar se comprometer em comprar outro box pra aumentar a coleção se fosse o caso.

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  7. O Gilberto Barros foi o primeiro a fazer a coisa desandar, @Alisson Gomes.
    E a Nickelodeon terminou de ferrar tudo, em 2010, quando decidiu que não iria correr atrás de Yu-Gi-Oh! 5D’s.
    De 2010 pra cá, a coisa só piorou pros animes de Yu-Gi-Oh! por aqui.

    Primeiro, o filme Yu-Gi-Oh! Bonds Beyond Time só foi mandado para dublar na Lexx pela Televix em junho de 2012, bem na época que o Marcelo Campos estava no Canadá (segundo dizem).
    E só estreou em dezembro de 2013 no obscuro catálogo da Vivo Play, que muitos provavelmente só conheceram por causa desse lançamento.
    Em 2014, estreou no catálogo da Claro Video, tão obscuro quanto o antecessor.
    Na Netflix, só deu as caras em abril de 2016. Mas foi removido do catálogo em dezembro de 2017.
    O resultado da dublagem ficou bem controverso, tanto pela ausência da voz clássica do Yugi quanto pela voz do Jack, e por alguns erros de dublagem, também.

    Depois pela péssima ideia de lançar Yu-Gi-Oh! 5D’s em DVD, que como já falei antes, foi um desastre anunciado.
    E a dublagem novamente ficou com uma qualidade bem controversa (eu diria que o nível ficou inferior ao trabalho da Centauro com Yu-Gi-Oh! GX, que também é bem criticada).
    E agora nem a 4K Media quis lançar os episódios dublados em PT-BR do 5D’s no YouTube. Não se sabe se é pelo fato de supostamente ter poucos episódios dublados (só foram lançados 13, embora eu ainda acredito que tenham dublado mais, mas não muito mais episódios, também) ou se é pelo simples fato da dublagem feita pela Lexx em 2013 não estar em sua posse (o que eu duvido muito).

    Yu-Gi-Oh! na PlayTV também não chamou tanta atenção assim, tanto pelo canal onde o anime foi parar quanto pela exibição esquematizada de forma esquisita. Mas talvez o fato do anime ser batido e já não ter tanto apelo quanto em outrora não tenha ajudado tanto, também.

    Antes eu acreditava que era uma boa ideia Yu-Gi-Oh! marcar presença na RedeTV!, já que ele já teve sucesso com Yu-Gi-Oh! GX, mesmo só tendo exibido a terceira temporada do anime, em 2010.
    Mas depois do fracasso da reestreia de Pokémon em 2018, já acredito que não iria dar muito certo, e que os tempos de Yu-Gi-Oh! na TV já eram.
    O SBT talvez poderia ser a sua salvação, mas como o canal do Silvio Santos nunca mais exibiu o filme “Pirâmide de Luz” na sua programação (a última exibição data-se de 2010 no extinto “Cinema em Casa”), nem mesmo como a primeira atração do “Sábado Animado” (onde Pokémon deu as caras duas vezes nesta década no canal), então fica difícil.

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  8. Outro caso difícil de entender, @P.H.
    Embora tenha sido bacana o Brasil ter sido incluído na transmissão em simulcast de Yu-Gi-Oh! VRAINS, acredito que não esteja tão difícil de incluir as legendas em PT-BR nos episódios da versão original de Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, Yu-Gi-Oh! GX, Yu-Gi-Oh! 5D’s e Yu-Gi-Oh! ARC-V, que já estão disponíveis no serviço, mas não para o Brasil justamente por conta desse simples detalhe.
    O mesmo vale para o áudio em PT-BR da versão 4Kids de Yu-Gi-Oh! Duel Monsters no Crunchyroll e Amazon Prime Video, e de Yu-Gi-Oh! GX no Crunchyroll.

    E concordo que a 4K Media tem a sua parcela de culpa nesses casos, @ARTUR SILVA.
    Mas há de se levar em consideração que a 4K Media possui mercados mais consolidados e parcerias em países mais relevantes para Yu-Gi-Oh!, e que embora o Brasil tenha a sua relevância (o que justifica ela ter criado o canal Yu-Gi-Oh! Português Brasileiro Oficial no YouTube), ela não chega muito perto de países como Portugal, Itália, França, Alemanha, Reino Unido e Austrália.
    Além dela também não ter tanta força assim, a ponto de lidar sozinho com questões como dublagem em outros países sem uma parceria.
    Mas acredito que devagar ela vai acertando por aqui, embora acredite também que, assim como na França, ela deveria firmar uma parceria com uma empresa local para ajudá-la a lidar melhor com Yu-Gi-Oh! por aqui.
    A Devir (que sempre lidou com o TCG de Yu-Gi-Oh! aqui no Brasil), deveria ser uma séria candidata a isso, já que ela indiretamente já ajuda na divulgação de ações da 4K Media, como Yu-Gi-Oh! VRAINS no Crunchyroll, e Yu-Gi-Oh! GX no YouTube, e sei que ela atualmente tem bastante dificuldade em responder os espectadores desses animes nesses dois serviços justamente porque o seu contato com a empresa norte-americana está longe de ser próximo (mesmo a empresa ser subsidiária da Konami, que é a empresa que já trabalha com a Devir por aqui).

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  9. Acho que a RedeBrasil, nova gigante dos animes no BR, comprou com exclusividade os direitos de exibição da legenda em português e deixou pra Netflix só as imagens. Black Cover e ReZero foram só o começo.

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  10. Tudo burguês safado. To nem ai quero mais é que se exploda! Os sites piratas são muito melhores, e não digo por ser gratuito (é um dos grandes fatores tb), mas por ser feito por quem gosta e não visa lucro, visa o bom gosto de quem vai assistir. Vlw flw.

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  11. Olha n sei se a Dublagem de Devilman é exemplo pra alguma coisa n, pois ela tava tão cagada q mudei pro original no 3° ep. (raramente faço isso), Little Witch Academia tem uma boa dublagem mesmo.
    Nessa questão de jogar as coisas a moda “baralho”, a Netflix ultimamente tem andado meio foda-se nisso mesmo, tem programas caindo sem mais nem menos na grade sem aviso, coisa saindo do catalogo sem aviso e por assim vai. Mas vai falar mal do serviço pra ver a parede de escudo humano q a galera forma.
    Isso ae deve ter sido algum erro q liberaram antes da hora, de qualquer maneira tava bom era pra termina o yugioh clássico, q ta encalhado na 2° temporada no catalogo desde de q assinei essa bagaça lá em 2000 e alguma coisa. Pior q é versão 4kids ainda.

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  12. Pior que a Netflix já liberou as três temporadas restantes ainda no dia 31/03, e os episódios inclusive já possuem áudio PT-BR disponível, @Ken-Oh (pelo que eu fiquei sabendo, só os 3 últimos episódios que estão sem o áudio).
    Até os 12 episódios do famigerado “Capsule Monsters” estão incluídos (finalmente vai dar pra assistir ao episódio 1 com a dublagem da Centauro, que o Mahado do Yu-Gi-Oh! Extremo não conseguiu ripar, na época em que o mesmo foi exibido na Nickelodeon).
    Mas adivinha qual o país que ainda não recebeu os episódios em questão?

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  13. Ja começou errado esse anime na netflix por ser versão editada, se fosse a japonesa era melhor, mas editada nem com dublagem eu quero.

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  14. Também falta a opção de diálogos em japonês, como no original. A dublagem brasileira é horrenda. Fui inventar de assistir o Duel Monsters em português (saudosismo é lasca) e tive que aguentar o dublador do Joey gritando por três temporadas inteiras. Forra os erros de tradução bizarros e nomes trocados. Os caras chegam ao cúmulo de chamar uma mesma carta por três nomes diferentes no mesmo duelo.

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