Vergonha Alheia Televisionada

3 animes que ninguém sabia que estavam sendo exibidos no Brasil deram tchauzinho

Tenho uma notícia muito triste para você otaku… só nessa semana, três animes que estavam sendo exibidos pela televisão brasileira, Pokémon, Bleach e Yu-gi-Oh tiveram o anúncio do término de suas transmissões. Devastador, né? Com isso o Brasil perde um pouquinho da cultura da Grande Nação Japonesa e os animes vão perdendo o espaço e o alcance do público. Mas tem uma dúvida muito importante: você SABIA que eles estavam sendo exibidos?

A estreia mais ~recente~ foi o anime de Pokémon, que a RedeTV colocou no ar há três semanas dentro de um programa que trazia esquetes com palhaços assustadores. Há alguns dias postei uma notícia de que era meio bizarro a exibição dessas duas coisas juntas, porque claramente eram para público alvos distintos (os palhaços eram para crianças muito pequenas, e o Pokémon para crianças mais velhas) e a RedeTV não colaborava com a divulgação (muita gente comentou a matéria falando “nossa, eu não sabia que tava passando). O resultado veio logo: como Pokémon dava menos audiência que O TELECULTO DA IGREJA UNIVERSAL exibido antes, a exibição noturna foi CORTADA da grade e substituída por pegadinhas tão verossímeis quanto textão-fanfic de Facebook. Ficamos sem a palhacinha que era igual a Madoka.

Mas não foi só esse anime que se despediu da grade das emissoras. Segundo notícia publicada na parte jornalística da Crunchyroll (que existe, mas que é bem escondidinha no site oficial), a PlayTV anunciou que Yu-Gi-Oh e Bleach estão se despedindo da emissora em abril. Ano passado, nessa mesma época, eles perderam o contrato que garantia a exibição também de Naruto Shippuden. Essa notícia só não causa uma comoção maior porque… bem…. quase ninguém sabe muito bem o que é a PlayTV (que no caso é um canal pago de número distante, ou seja, é daqueles que os assinantes nem sabem que existe porque a zapeada até lá é desgastante).

Eu poderia falar que anime na televisão é algo do passado e que a onda agora é namorar pelado enquanto assiste Crunchyroll/Amazon/Netflix? Claro que poderia, mas não estaria sendo honesta. Embora as leis de publicidade infantis tenham feito os programas infantis que exibem desenhos evaporarem das emissoras abertas, alguns títulos conseguem algum espaço porque têm forte apelo publicitário (tipo Yokai Watch no Disney Channel, Cavs na Rede Brasil ou Dragon Ball Super no Cartoon Network).

A maior questão é a seguinte: sem divulgação séria, não tem muito o que fazer. A RedeTV foi praticamente uma Panini da vida que apenas jogou o Pokémon na grade de programação e esperava que o público que curte a série descobrisse a exibição por intervenção divina. Até a hashtag que eles criaram pra promover o programa NÃO CITAVA POKÉMON. E o que dizer da PlayTv que, mesmo com animes de grande renome na programação, não tem muitos recursos para ser conhecida pelo público que tem a assinatura do canal?

Eu acho que existe sim espaço para animes na  televisão, e que eles poderiam popularizar um pouco o negócio de animes e mangás. Quem sabe um anime mais famosinho (e de classificação livre) sendo exibido no SBT faça a coisa sair do nicho? Mas tem que ser de uma forma bem feita, não basta apenas jogar na programação e esperar que sites especializados ou as redes sociais façam o trabalho de divulgação espontaneamente. Fica a dica para possíveis futuros animes que podem ou não aparecer na televisão.

Quem será o próximo?

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18 comentários em “3 animes que ninguém sabia que estavam sendo exibidos no Brasil deram tchauzinho

  1. Problema é o Saban ofereceu Digimon Fusion e Power Rangers no SBT, própria emissora recusou e deu justificativa tão absurdo pra dizer Power Rangers é muito violento e Digimon Fusion é muito anticristo que envolve simbolismos de bichos e animais. Emissora disse esses 2 desenhos não deve ser exibido na Bom dia e Cia que não são rentáveis e não davam audiência, problema é apresentadora faz Bom dia e Cia é religiosa e não quer animes/Power Rangers sejam exibidos na programa infantil que ela acha os animes/Power Rangers muito violento.

    As emissoras recusam animes/desenhos que distribuidora ofereceram pela é porque canais acham muito violento e anticristo que envolveram simbolismos disso. Record TV recusou Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega e deu justificativa tão ridículo pra dizer deste anime é coisa de demônio e não deve ser exibido de TV Brasileira,isso foi 2015 e gerou polêmica aí.

    Infelizmente Black Clover não vai ser exibido de TV Brasileira, eu tenho certeza esse anime vai gerar polêmica e pessoas vão confundir sobre magias e simbolismos de anime. Pessoas vão fazer boicote e vão perseguir que emissora cancelasse exibição de anime, se bobear até apresentador pra chamar pessoas religiosas e falar besteira que fazer montagens mal feito, não sabem interpretar de palavras e postar vídeos de crianças sendo possuídos aí.

    TV Brasileira nunca vai ter animes de volta e nem vão fazer programas infantis voltar, porque eles acham programas infantis não é mais rentável disso. Lembra-se o Globo deu justificativa de 2011 pra dizer TV Globinho não é mais rentável e porque as crianças não ligam mais que os desenhos e programas infantis como antigamente, será programa infantil não é tão rentável assim que como emissoras falam???

    Eis questão.

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  2. A diferença entre os dois canais é bem vasta. Primeiramente, enquanto a PlayTV tentava se esforçar o máximo para manter os animes na programação, a RedeTV tacava o f***-se e jogava a responsabilidade nos telespectadores em divulgar o anime.
    Diferente da PlayTV, a RedeTV teria renda o suficiente para adquirir uns 10 animes e ainda fazer uma divulgação daquelas, mas eles simplesmente NÃO QUEREM. Preferem dar atenção apenas para seus enlatados do João Kleber entre outros programas de quinta categoria que eles produzem, justamente pelo fato de ser produção deles. Quando não se trata disso, eles tratam a aquisição como se fosse um chiclete: ficam só um tempinho com aquilo depois jogam fora.
    E a PlayTV, por ser um canal de baixíssima renda e um dos menos acessados da TV paga (mesmo que estejam disponíveis em quase todas as operadoras nos pacotes mais baratos), adquirir somente títulos com mais de 200 episódios foi um tiro no pé. Se tentassem começar no mais básico (títulos com no máximo 30 eps), não acho que eles estariam nessa crise.
    De começo eu até achava que eles começariam assim, pois lá quando eles estavam começando a falar que voltariam a exibir animes, eles abriram uma enquete no site deles onde os telespectadores poderiam escolher o horário, e lá havia uma imagem estática do anime School Rumble. O anime em si possui uns 56 episódios, mas aquilo não é praticamente nada perto do que eles tentaram adquirir mais tarde. Obviamente não completaram nenhum dos animes que compraram. Aquela quantidade absurda de episódios não ia dar certo pro que o canal tem, mas eles persistiram, isso foi o pior. Agora depois dessa, espero que simplesmente não desistam de ir atrás de animes, eles deveriam ter em mente que telespectadores não gostam só de produto de nicho. Deveriam limitar-se, pelo menos, à um anime pequeno enquanto tenta continuar outro com mais episódios, seria mais justo.

    Resumidamente falando, a PlayTV até dá pra entender, eles foram sensatos quando adquiriram os animes: exibirão eles até o término do contrato. Já a RedeTV só exibe quando quer, por isso que fica difícil aceitá-los (pra não falar que é impossível).

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  3. São situações bem lamentáveis.

    Lembrando que a RedeTV! demorou quase duas semanas para finalmente mostrar a tag #PokemonRedeTV (onde se constatou tweets de 2010 onde essa tag foi utilizada). O problema é que bem antes o pessoal no Twitter já estava tentando subir a tag #PokemonNaRedeTV, que já tinha bem mais apelo. Com isso, a tag que a RedeTV! promoveu não deu em nada, e ainda atrapalhou a tag que estava sendo promovida desde o começo de março.

    O mais triste é que estamos falando de uma emissora que já exibiu Pokémon antes, cometeu quase os mesmos erros de agora (divulgação fraca e tals), mas mesmo assim tinha conseguido boa audiência.

    Com isso, fica a conclusão de que se não for SBT na TV Aberta ou Cartoon Network na TV Fechada a exibir animes, será fracasso na certa.
    E pra piorar, essas duas emissoras não estão lá muito interessadas nesse tipo de produto.
    Ou seja… ferrou!

    O pior é que sem a vitrine na TV Aberta, muitos animes com potencial de conseguir boa repercussão e impulsionar um mercado como Yo-kai Watch sairão prejudicados, e o produto anime continuará sendo de interesse apenas de quem já tem contato com isso (os ditos otakus). O público-leigo ou telespectador comum em sua maioria continuará alheio a esse tipo de coisa, e é perigoso o estigma ao público que consome animes ou demais coisas da cultura pop japonesa aumentar.

    Curtido por 3 pessoas

  4. Quem acha que mídias como a TV e a rádio estão em decadência tá meio fora de realidade…

    E eu li em algum lugar que menos da metade dos brasileiros tem acesso a internet, mas não sei se procede.

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  5. O não!!! A exibição de animes em RMVB da Play Tv vai acabar!!! Hehehehe!!!
    Desses ae só sabia da PlayTv pq tive o canal por algum tempo e até acompanhava alguns programas, mas vou ser sincero a qualidade da imagem era horrenda. Juro q mesmo na Sky em hd parecia q eu tava vendo vídeo em 240p.
    Acho q nem preciso comentar da Rede Tv, pqa logica é obvia e ainda a comentarios melhores do q eu ia dizer acima. Já a Play Tv, sempre foi canal pequeno, muito da sua programação até onde vi eram requentados do youtube, mas vc via que tinha um esforço ali, mas infelizmente com pouca renda o negocio n vai pra frente e creio q os animes nem deviam ta dando tanta audiência devido as reprises em exaustão.

    E realmente o problema de tudo é divulgação. DBS conseguiu bons índices de audiência no cartoon pq foi amplamente divulgado, o q n posso dizer o mesmo sobre os produtos derivados dele, pois simplesmente n vejo um comercial nem de bonecos durante a exibição do anime no Cartoon. Logo o problema n é ter espaço ou publico consumidor, mas novamente é a divulgção desses negócios.

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  6. ainda assisto tv. assisto até shurato na tv diário. ano passado, estavam exibindo kaleido star. tokusatsu ainda passa lá. se exibissem mais animes na tv, eu assistiria. esses dias liguei num canal religioso e estava passado anime (a casa voadora)!
    se exibissem aqueles clássicos da literatura do world masterpiece theater no sbt, meu amigo. que sonho seria.

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  7. Último anime q assisti na tv foi Shaman King na TV diário , @lobo paranoico.
    Quem em sã consciência vai assistir um episódio por dia, num horário fixo e muitas vezes cheio de cortes?!

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  8. Eu acho (acho não, tenho quase certeza) que a estagnação da PlayTV no investimento em animes se deve ao fato do cerco fechado em torno do Lula, que é pai do dono da GameCorp, empresa à qual pertence a PlayTV e que também se envolveu em escândalos de corrupção.

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  9. RedeTV é tão amadora que me espanta ela ainda não ter tido o mesmo final da finada Rede Manchete… são os calotes na hora de pagar os funcionários que estão sustentando a emissora?

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  10. Infelizmente é uma lástima, além de hipocrisia por parte das emissoras brasileiras pois negam o fato dos animes fazerem parte da cultura deste país. Sim, animes fazem parte de nossa cultura, pois foram inseridos através da integração japonesa que contribui para o crescimento do acervo audiovisual que encantou e ainda encanta muitos brasileiros.
    O grande problema disso estar acontecendo se deve a falta de planejamento e logística das emissoras em tratar TODOS os animes e demais obras japonesas como infantis, ignorando as controversias que muitos dos conteudos causariam e apelando para a polemica de tais conteudos em busca de ibope ((manchete que o diga)).
    Mas nós sabemos o quanto nossos animes nos ajudaram a enriqueer culturalmente, formando nosso carater e nos ensinando a sermos mais humanos e foi atraves da tv que assimilamos tais valores.
    Só nos resta dizer adeus a tv aberta e partir para as mídias baixadas ou streaming da vida.

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  11. Playtv hje em dia só assisto segunda de manhã quando tá passando aqle programa de jmusic , é na mesma hora q eu almoço
    E o que o @jefecker disse achei bem interessante, infelizmente o unico anime mais curto q vi passar no PlayTV foi Death Note, eu lembro q até fazia questão de ver
    Tbm adoraria q esse canal adquirisse animes com poucos eps, mas acho isso pouco provável de acontecer…

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  12. O que me deixa mais triste é o fato de que sem a transmissão na TV aberta, só vamos ter dublagens em animes de sucesso, o que dificulta muito para crianças menores assistir uma gama maior de animes como nós tivemos nos anos 90, agora é esperar que netflix e crunchyroll consigam fazer um bom trabalho pra gente.

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  13. E com exceção de Dragon Ball, Os Cavaleiros do Zodíaco e (ironicamente) Pokémon, nem os grandes estão com a vida garantida por aqui, @Junior Lucatto.
    Yu-Gi-Oh! mesmo está com uma dificuldade enorme para prosseguir aqui no Brasil.
    Bleach e Naruto estão em situação parecida.
    E ainda temos One Piece e Sailor Moon, que enfrentam obstáculos para se restabelecerem por aqui.

    Mas temos que esperar pra ver do que se trata a iniciativa da Crunchyroll, @hystericaldark, para com Black Clover e Re.Zero.
    Não é impossível ela envolver a PlayTV, apesar de tudo.

    @Dante, os animes sempre tiveram um problema com o politicamente correto aqui no Brasil.
    As emissoras não sentem segurança em apresentar qualquer anime ao público, porque o público não-otaku e o mercado publicitário estão acostumados a associar desenhos a brinquedos e jogos voltados ao público infantil, e muitos dos animes exibidos acabam apresentando conteúdo que contrasta com essa ideia, o que gera muito bafafá, mimimi e encheção de saco, e daí já viu, né?
    Isso quando antes disso o público otaku já não encana com a dublagem ou com as censuras.
    E num país de tendências contrastantes (com grupos conservadores e liberais em embate constante), arranjar encrenca por causa de anime é o que menos as emissoras querem (vai ver é trauma do lamentável episódio do Gilberto Barros e Yu-Gi-Oh!, em 2003, que ainda não foi superado).
    O público não-otaku BR não é equilibrado o suficiente para levar animes numa boa (ou não levá-los à sério demais) principalmente quando envolvem pais e filhos, por exemplo.
    Claro que o lance da hipocrisia e da falta de planejamento é um fato comprovado, e isso também atrapalha.
    Mas é o que acontece quando falta consultoria de pessoal que entende de anime e cultura pop japonesa, tal como a RedeTV! já teve em 2009, com o JBox (e que fez falta agora), já que quem mexe com isso nas emissoras não entende nada do assunto.

    @Ken-Oh, Dragon Ball Super já tem uma comunidade muito forte, e isso acabou ajudando.
    Pokémon, embora seja uma marca popular, não tem uma comunidade com a mesma força aqui no Brasil. E mesmo essa comunidade (que geralmente é o que está por dentro da franquia, com os jogos e tudo mais) só se comunica entre elas, e um público muito leigo (que é o que ainda assiste TV) acaba ficando na mão com essa turma.
    Mas o fato de não ser produtos de Dragon Ball no nosso mercado é a insegurança do mercado publicitário, que não vê potencial o bastante por não saber qual é o público-alvo a ser trabalhado. Não consegue atender crianças, e mesmo o pessoal mais velho já é complicado (vide as dificuldades que o Toshihiro Egashira teve com Yu Yu Hakusho em 1997), porque já é um público mais difícil de lidar, comprometendo o retorno da empreitada.

    Enfim. O público não-otaku parece cada vez menos disposto a explorar esse “mundo” sem um auxílio adequado.
    E o público otaku não está aberto o suficiente para abraçar esse público.
    O desinteresse de ambos é o que põe tudo a perder, e faz casos com os desse artigo acontecerem.

    Curtido por 2 pessoas

  14. Me lembro que assisti alguns animes na PlayTV, só que na época acredito eu que era canal aberto e inicialmente era outro nome( não tinha TV a cabo em casa, só podia ser livre.kkk), não perdia. Assisti CDZ, YuYu Hakusho, Trigun. Passava Ranma 1/2 , Samurai champloo e Love Hina se não me engano. Há um tempo atrás descobri que estava passando animes de novo e até assisti alguns episódio, mas os animes que passavam ( Bleach, Naruto e Yu-Gi-Oh) não me interessavam mais.

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