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Panini lança mangá de Psycho-Pass, mas avisa só na última hora que não é “Psycho-Pass”

Um dos filmes concorrendo ao Oscar esse ano é o Me Chame Pelo Seu Nome, um drama que parece um anime slice of life em que nada acontece por horas a fio e o título é assim porque o casal principal em algum momento começa a se chamar pelo nome do outro, representando a efemeridade dos nomes. Já antenada com essa tendência da sétima arte, a Panini surpreendeu ontem (dia 23) ao anunciar uma coisa em seu checklist através dos vídeos do Planet Time: o mangá Psycho-Pass que ela anunciou há algum tempo não se chama Psycho-Pass. Efemeridade também? Calma que a otaka aqui explica.

A série Psycho-Pass é de 2012 e foi criada pela Production I.G, estúdio renomado que estava louco para criar um novo Ghost in the Shell. A série fez sucesso e chamou a atenção da otakada toda. Como a ordem sempre é ganhar dinheiro, foi lançado um mangá inspirado no anime para ser publicado na revista Jump Square, e foi esse mangá que a Panini anunciou por aqui.

Acontece que o mangá de Psycho-Pass NÃO se chama Psycho-Pass, e sim “Inspector Akane Tsunemori” por ser focado nessa pessoa, e foi esse o título que virá a versão brasileira do mangá. Embora esse tipo de título dê certo na Grande Nação Japonesa, afinal todo japonês nasce com um grande database de mangás via genética, aqui no Brasil a coisa não funciona tão bem assim. O marketing do mangá está atrelado à memória que as pessoas têm do anime, então o ideal seria ter um Psycho-Pass bem grandão na capa para atrair esse público, e não num cantinho da página. Afinal não é todo mundo que fica dando F5 no Biblioteca Brasileira de Mangás pra entender as coisas.

Mas acredite ou não, a Panini não é a culpada disso. O Japão é bem chato com licenciamento de mangás, e se eles ordenassem que o mangá se chamasse “Moranguinho e seus Amigos” aqui no Brasil a editora teria de obedecer. A Beth Kodama, editora da Panini, até explicou o caso para a Crunchyroll. Algo parecido aconteceu quando a JBC quis lançar Kekkai Sensen por aqui e a editora japonesa ordenou que fosse sob o título de “Blood Blockade Battlefront” (que é o título internacional que eles JURAVAM que era legal).

A Panini poderia só ter feito uma campanha melhorzinha para explicar isso ao público, porque até no vídeo que anuncia “Inspector Akane Tsunemori” a editora colocou no texto que se trata de “Psycho-Pass”.

Assim fica difícil.

12 comentários em “Panini lança mangá de Psycho-Pass, mas avisa só na última hora que não é “Psycho-Pass”

  1. Quem licencia e vende o produto, faz um canal de video pra explicar um produto e parece que nao faz a mínima idéia sobre o que está falando.

    Ficaria melhor, fazer reuniao de pauta antes de gravar o video e usar um teleprompter, pq do jeito que vai……….

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  2. “Inspector Akane Tsunemori” que nome longo da porra, até eu lembrar da parte do “inspector” eu já esqueci o resto do nome kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  3. Sempre acho estranho essa “do Japão encrencar com a edição HUEHUEBR”, nos tempos da Conrad podia tudo, meio tanko, capitulo cortado no meio, capa repetida, capa inventada no paint, chamada na capa.

    Agora eles vem com esse papo de que o Japão encrenca e que nada pode.

    É só comparar uma edição br e uma jp pra ver que EXISTEM 1000 DIFERENÇAS, como a capa duplicada na contracapa, o aviso de PARE VC ESTA COMEÇANDO PELO LADO ERRADO, a ausência da sobrecapa, etc…

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  4. Cara as editoras tentam se impor pelo menos ? Sempre fica essa duvida, pois aparentemente as editoras deixam a entender que eles simplesmente aceitam tudo sem ter um contra argumento. N sei como rola e posso até tá sendo um tanto quanto escroto em dizer isso, mas pra mim parece q as editoras daqui são tudo frouxa, essa negociações são unilaterais pacas, isso tudo é medo de perde o titulo ? N há um trabalho da editora pra mostrar aos japoneses como o publico Brasileiro reage as obras ?

    É algo totalmente sem nexo, já me questiono sobre isso ha anos, mas esse questionamento aumentou mais depois do caso de Gunn pela JBC. Onde Dona JBC afirmou q o Japão ordenou q o nome fosse Alita e umas semanas depois foi noticiado q na Argentina ia se chamar Gunn.

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  5. Um título super conhecido que provavelmente somente os nichos vão consumir. Só serve mesmo pra alimentar artigos sobre o tema entre os blogueiros da vida.

    Quem vai associar no final vai ser o fã do produto mesmo.

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  6. Essas editoras japonesas que acham seus títulos internacionais geniais. Só queria lembrar, pelo menos na abertura do anime, o título internacional de Kuroko no Basket é The Basketbaal Which Kuroko Plays. XP

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  7. Nomes americanizado de animes normalmente são uma droga mesmo.
    E esse lance aí da editora japonesa mandar e desmandar em tudo, acho muito sem noção, agora, quer dizer q algum japa aprovou o nome “Cavaleiros do Zodíaco”?

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  8. Essas editoras japonesas mais atrapalham do que ajudam deviam só liberar o direito e deixar as editoras fazerem do jeito que bem entenderem

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