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JBC resolve problema de papel transparente lançando coisa que ninguém lê

Em meados da última Grande Guerra do Papel (que rolou logo depois do arco das Republicações), a JBC passou a lançar todos seus mangás em papel offset e acabou se metendo num barco furado: a gramatura do negócio era parecida com papel vegetal e a transparência era o bastante para que a gente pudesse ler umas 2 páginas à frente. Com o passar dos meses e dos anos, a coisa foi se acertando e agora todas as editoras estão num nível parecido de papel.

Quer dizer, só na teoria. Na prática, não importando o que a JBC lance sempre haverá um otaku que brota dos confins dos grupos de lombadeiros pra gritar “AFF JBC O MANGÁ TÁ COM PÁGINA TRANSPARENTEEE“. Mas claro que a JBC arranjou um jeito de se livrar desse tipo de crítica, e a saída é INOVADORA com I de .

IKIMASU ver o que deu hoje no Biblioteca Brasileira de Mangás, o site editado pela pessoa que tem o site do ISBN nos favoritos do Chrome:

Resumindo, a JBC vai anunciar o “guia” Death Note. Esse já é o terceiro guia lançado pela editora nos últimos tempos, além do de Fullmetal Alchemist e o de Ghost in the Shell. Para você que não sabe, esses guias são conhecidos como enciclopédias das séries, em que os autores revelam segredos e chatíssimas fichas de personagens. É o tipo de produto que 97% do público consumidor compra apenas para completar coleção e colocar na estante, não para ler necessariamente.

Juntando todas essas informações, cheguei à conclusão que o plano da JBC é focar nos lançamentos de obras que ninguém vai abrir pra ler, assim evitando as críticas sobre o papel transparente. É um bom truque, mas estamos aqui esperando os mangás (que não sejam Akira).

8 comentários em “JBC resolve problema de papel transparente lançando coisa que ninguém lê

  1. Esses guias me deixam cabreiros pq a maioria das informações n são novidade nenhuma e já foram apresentadas na história. Cheguei a comprar uns por conta do material extra em si, mas pra arrisca eu tenho q ser muito fã da serie. N é o caso desse ae e nem do de FMA.

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  2. Eu comprei esse guia. Tem mais o que os autores acham [ suas próprias opiniões ] sobre seus próprios personagens que tudo. Por exemplo, eles dizem que o Raito só fez o que fez por ser “puro de coração”. E isso não é onda. Tá lá. :|

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  3. Ah, faltou falar que eu tinha a coleção completa, e só abri o primeiro volume e esse último (o 13º), e depois VENDI TUDO PORQUE AS PÁGINAS ESTAVAM CAINDO. :|

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  4. Normalmente esses guias são um caça-níquel mesmo, mas o do Death Note eu achei realmente bom. Eu costumo inclusive ler mais ele do que as edições do Death Note em si.

    Mas eu sou pobre e, assim como não tive dinheiro pra comprar as Black Editions do mangá, acho difícil ter dinheiro pra comprar a Black Edition do guia… o jeito é ficar com as edições originais com papel jornal já amarelado e páginas ameaçando descolar e cair se abrir muito os mangás (pelo menos as capas coloridas são mais bonitas que as das Black Editions).

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