Opinião Impopular da Semana

Defendendo (!!!) o filme de Death Note da Netflix

Segundo informações colhidas nas redes sociais, a otacada passou o fim de semana com uma ressaca gigante causada pelo filme do Death Note, aquele filme que todo mundo estava tão certo que seria ruim que só precisava que colocasse no ar para postar “o que tão fazendo com meu Raito?? =(” na Internet. Meu objetivo nesse post não é vir aqui zoar frame a frame do filme, como boa parte de vocês torciam. Muito pelo contrário, peguei a tarefa de tentar DEFENDER essa adaptação americana. IKIMASU?

Como eu já havia dito no post dos motivos pelos quais os otacos criticariam este filme, Death Note tem tudo o que o otaco mais odeia: cultura americana e adaptação de algo atrelado à cultura japonesa. Veja bem, se o pessoal já surta quando a editora de mangá corta os intraduzíveis honoríficos dos mangás traduzidos, imagina só pegar um mangá ambientado no Japão e mudar tudo para se encaixar nos EUA? Praticamente um pecado capital. E a proposta do filme é bem essa: vamos pegar a trama de Death Note e colocar numa ambientação de filme de colegial americano.

O Light Turner do filme é tudo, menos Light Yagami. Enquanto o personagem japonês representava a “perfeição do aluno japonês” (ele era praticamente o Sakamoto), o Light Turner é um típico garoto americano que apanha do capitão do time de futebol americano e tem vontade de catar a namorada dele que é cheerleader. Outra diferença é que Turner não vem de uma família perfeita, e sim de uma desajustada que mora numa área pobre da cidade e que perdeu a mãe por um bandido corrupto que provavelmente escapou da prisão por ser amigo de Gilmar Mendes. Dessa forma, quando o Death Note cai no colo do Light Turner, ele acaba é fazendo pequenas justiças com a própria mão: mata o cara que faz bullying na escola e o assassino de sua mãe.

Como se trata de um filme e as coisas precisam andar mais rápido, a equipe de roteiro colocou a personagem Mia (o equivalente à Misa Amane, só que sem ser tratada como uma boneca inflável pra trama). Graças à burrice do protagonista, ele revela rapidinho à Mia que tem o poder de matar a galera e a personagem se torna o braço direito do Kira (identidade que ele decidiu assumir porque né… Ele precisa fazer as coisas burras para que o detetive L o encontre em uma hora e meia).

Uma parcela da otakada detestou a escalação de um ator negro para o papel de L, porque isso supostamente não se encaixa com o perfil do personagem do mangá. Na verdade não há problema algum em ser um ator negro, porque o importante ao L é que ele seja mais inteligente que o resto dos personagens e se equipare ao Light Turner. Como o protagonista é mais burro que uma capivara (desculpe se ofendi alguma capivara), o jeito foi fazer o L não ser tão genial assim. Ele descobre a identidade do Kira mais porque o Turner é um energúmeno que por qualquer outro motivo. Isso me lembrou o desenho da Liga da Justiça em que os roteiristas tinham que emburrecer todos os personagens para que Batman ficassem mais inteligente na comparação.

A partir da metade do filme, os roteiristas abandonaram o mangá e desenvolveram a história de um jeito diferente. Otacos começaram a ter tremeliques semelhantes ao que sentem quando acaba o Mupy nos eventos, mas curioso pensar que ninguém ficou muito alterado quando os filmes japoneses fizeram o mesmo em suas adaptações.

Isso me faz pensar o quanto o filme acabou caindo num hype absurdo criado pelo próprio público otaku. Ao contrário do público de comics, que já até espera que os filmes de heróis tenham diferença dos quadrinhos originais, o público otaco estava pronto para aceitar nada: se fizessem uma adaptação completa no filme eles reclamaram, mas se filmassem um ctrl+c e ctrl+v do mangá também haveria reclamação. E o resultado é isso que vemos: o filme sendo tratado como um lixo atômico.

Muitos méritos do filme são ignorados, como a Mia sendo finalmente tratada como uma co-protagonista decente, e não como a insuportável Misa Amane que sofreu porque os autores apenas não sabem criar personagens femininas críveis. Acrescento à lista de créditos como o filme conseguiu inserir o plot de Death Note em uma outra cultura, com um Light diferente. Talvez o filme até poderia ter funcionado melhor se fizessem uma nova história com um americano não chamado Light pegando o Death Note e tentando ser o Deus do novo mundo.

Tendo colocado toda a minha defesa do filme e dito como os otacos mais atrapalharam nessa forma como recebem qualquer adaptação que visa popularizar o mangazinho que gostam, posso falar o que acho do filme, né? Então…

O filme é bem mediano, quase ruim.

Mesmo aceitando que era outra realidade, outra cultura e outros personagens, o filme não respeita nem as novas pessoas que ali estão e os personagens passam a agir de um jeito completamente incoerente. O L surtado é o maior exemplo disso, aquele personagem não agiria assim. E para ajudar a tornar tudo pior, a atuação é bem sofrível, principalmente do Light. A única atuação boa veio de Willem Defoe, que fez um Ryuk aceitável (embora apareça pouco, tendo boa parte de sua função na trama cumprida por Mia).

Não recomendo o filme de Death Note, mas ao mesmo tempo não acho essa tranqueira gigante. Já vi adaptações de filmes baseados em mangá muito piores por aí (e olha que nem tô falando do óbvio Dragon Ball Evolution). Talvez eu apenas não faça parte do público alvo, um primo meu de 18 anos amou o filme. Talvez ele esteja mais próximo do que o protagonista adolescente vive do que eu.

41 comentários em “Defendendo (!!!) o filme de Death Note da Netflix

  1. Mara, sua do contra! Mas, convenhamos, você ainda está sendo leve. Lembra daqueas cenas de Gore? LEMBRA DAQUILO? AQUILO É BOM? Não vou passar pano para esse filme, ele é completamente ruim e pronto.

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  2. Concordo plenamente, é o que venho dizendo por aí quando começam a reclamar do filme. O filme é bom? Não. Dá pra entreter? Dá. A melhor personagem pra mim foi a Mia, apesar de tudo. Tudo que ela fez foi previsível, o Light só não percebeu porque é burro, mas é o máximo que temos de desenvolvimento de personagem: ver que ela tem um potencial muito maior de causar estrago com aquele caderno do que o menino, o que causou mais merda ainda do que poderia ter acontecido com ele sozinho. As reações do L ao acontecido com o Watari, por terem sido muito repentinas, quebra demais a personagem, não foi algo bem feito. Porém, já que já tava lá né, deixou a última cena muito interessante, aproximou ele muito mais da ‘humanidade’ (até então ele era só um robozinho esquisito) e fechou o tema de Death Note (que é a linha tênue do bem e o mal, não o “embate entre duas mentes brilhantes” como vi gente reclamando) de uma forma que pode ser considerada até espetacular para um filme tão sem sal.

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  3. mesmo se esquecermos a fonte de onde ele é baseado e o tratarmos como um filme normal ele ainda é ruim,

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  4. Mara, tem certeza que você não está fazendo a mesma coisa pela qual critica os otakus? Já tinha uma opinião pré-formada do filme e está a defendendo, independente do resultado?
    O fato de que os fãs reclamariam de qualquer jeito não muda que as reações ao Death Note da Netflix foram negativas porque o filme é muito ruim, e ainda pior se levar em conta que é uma adaptação.
    Fãs de animes são mais chatos com adaptação norte-americana do que os fãs de outras coisas? Depende. Até hoje não teve nenhum live action americano de anime minimamente decente, na maioria dos casos os longas já apresentavam problemas na pré-produção (baixo orçamento, escolhas questionáveis para direção/roteiro, troca troca na produção e direção, etc.), logo que sai um teaser trailer já dá pra notar que o troço não vai prestar… O que é muito diferente das adaptações de comics. Por sinal, Ghost in the Shell foi muito bem recebido antes do lançamento – os trailers agradaram, processo de produção normal, etc. Sim, teve as críticas ao whitewashing, mas você já fez problematizações e sabe bem como crítica social está mais para uma bolha (na qual eu me incluo) do que algo que se reflete no fandom geralzão. Só ver como o “L negro” causou mil vezes mais controvérsia do que o “Light branco”.
    Esse filme de Death Note teve um processo de produção turbulento. O estúdio que o produziria originalmente desistiu do projeto, que acabou indo parar na Netflix. O primeiro trailer é sofrível, apresentando pouco do que fez Death Note… Death Note. O Kitsune tem um excelente vídeo sobre ele, só acessar o VideoQuest. Enfim, o ponto é: qualquer fã já esperaria um resultado desastroso, como aconteceu com os fãs de A Torre Negra e de tantas outras sagas literárias por aí com adaptações ruins. Fãs reagindo negativamente antes de verem o filme em si não é NADA novo e muito menos algo que só os otakus fazem.
    Outra coisa, é possível aproveitar a premissa de Death Note e produzir algo novo, mas quando ainda se tem um Light, um L, um Soichiro, um Watari, uma Mia/Misa e um Ryuk, o filme está se apresentando como uma adaptação, não como uma história nova que só usa da mesma premissa (um exemplo bem feito de filme de terror que só compartilha a premissa com o original é O Chamado, cujas semelhanças se limitam a Samara/fita e uma mãe solteira como protagonista). A partir do momento em que é uma adaptação, comparações com o original são inevitáveis, poxa.
    Para encerrar esse textão (desculpa), ok, americanizaram, mas fizeram isso muito mal. O Light Turner não representa o adolescente americano médio, se olhar as reações dos americanos verá que estão comparando o personagem com mass shooters – aqueles seriais killers adolescentes que invadem escolas e assassinam os colegas. Se o filme realmente quisesse trazer a premissa para a sua realidade, essa comparação seria a sua primeira preocupação e teria uma ótima chance de um comentário social aí. Mas não quis. Outra possibilidade seria aproveitar melhor “Light branco” e “L negro” e fazer um comentário social em cima disso, sobre privilégio branco, até porque nos EUA, como no Brasil, é impossível separar a discussão sobre sistema prisional, crimes e justiças da questão racial e de classe. Novamente, o filme não quis aproveitar nada disso e o Turner é retratado como vítima, coisa que ele definitivamente não seria num filme que realmente trouxesse para realidade americana. O longa falhou até em americanizar.

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  5. Mara, desculpa, mas assim não tem como te defender. Death Note ficou ruim como adaptação, e ficou ruim como filme. Talvez os otakus estejam reclamando das coisas erradas, mas que o filme ficou péssimo, ficou.

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  6. Esse filme é no mínimo mto engraçado. A cena do Light encontrando o Ryuk a primeira vez é hilária de tão ruim e de tão péssima q é a atuação do ator. Fora isso, todo mundo morre jorrando sangue o filme todo. Minha irmã olhou incrédula pra mim qndo um cara foi atropelado e imediatamente o corpo dele explodiu em mil pedaços. A única exceção foi (spoiler) a morte da Mia, q sabe-se lá pq caiu de uma puta altura e ainda assim não teve a cabeça explodida como aquele pessoal que se suicidou pulando do prédio.
    Desculpa, sendo adaptação de um mangá ou não, esse filme é fraco ( inclusive pelos elementos q vc cita no fim da matéria).

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  7. Eu concordo com a parte da Misa e também da necessidade de alteração de muitas coisas para encaixar no perfil americano, porém eu discordo do filme ser mediano. Eu achei ele bem ruim mesmo. Muita coisa do plot ficou mal explicada, e do meio pro final eles começam a desconstruir muitos dos conceitos que eles mesmos criaram no começo (como a personalidade fria e calculista do L). O roteiro tem muitas falhas no conceito da preocupação do Kira de esconder o Death Note ou de se mostrar um garoto prodígio.
    Acho que o filme tem alguns pontos pontos positivos, incluindo os efeitos especiais, mas todo o resto é descartável.

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  8. A principal reclamação quanto ao mangá, obviamente, é que a Misa Amane não é uma ~power girl, sendo que ser algo completamente irreal e caricato sempre foi a intenção dos autores ao dar vida à personagem. Ela ERA pra ser completamente maluca e fanática pelo Kira. O próprio Light se questiona sobre a saúde mental da menina, devido às atitudes dela. Dentro da trama ela não é vista como alguém normal.

    Não é porque a personagem não é empoderadx que ela é ruim, não, Mara. Ruim é você achar que toda santa mulher que aparece numa trama tem que ter tanto ou mais destaque que um homem, apenas pelo fato dela ser mulher.

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  9. “Ele descobre a identidade do Kira mais porque o Turner é um energúmeno que por qualquer outro motivo.”

    Essa parte foi fiel ao original.

    A maior burrice do Light foi tentar matar o L em um programa ao vivo loll

    (dane-se que é spoiler, todo mundo conhece essa obra já)

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  10. Mara, acho que este cara fez as melhores ponderações sobre o filme:

    Ah, e quanto a Mia. Entendo que ela foi realmente tratada de uma forma melhor que nas obras originais, porem senti também que ela meio que caia no estereótipo de mulher manipuladora (mas admito que isto pode ser uma impressão só minha).

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  11. Resumão desse texto: Mara achou o filme ruim, mas ainda sim decidiu da uma zuada na otakaiada, pois esse é o trabalho dela.

    Cara n sou fã da obra original, acho ela superestimada pacas, alem de n curti o traço do Obata. Então fui de cabeça limpa pra esse filme, fui ver como um filme e digo com tranquilidade q ele falha como filme.

    Ele é ruim, tem personagens fracos, péssimas interpretações, Plots q n levam a nada, final forçado e musicas totalmente randômicas e q n casam com o q ta rolando. Serio ele é um péssimo filme, independente de tu curti a obra original ou n.

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  12. eu acho q o pior erro, é querer comparar com o mangá, mano, nao tem nada a ver com o mangá, o protagonista nem japones é. para assistir voce tem que esquecer do mangá, e pensaar que soh existe o filme. e pronto. a unica coisa q tbm me incomodou foi os protagonistas serem burros demais. tirando isso, o filme é assistivel, e tal..nao esse monte de merda que o pessoal ta falano, dragon ball evo. foi uma merda. lixo em tudo, nesse nao foi igual. a unica coisa q eu acho é q o filme tem pouco tempo para mostrar algo bem complexo. seria melhor ter feito mais filmes. e nao tentado compactar tudo no mesmo filme.

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  13. Mara, tem certeza que você não está fazendo a mesma coisa pela qual critica os otakus? Já tinha uma opinião pré-formada do filme e está a defendendo, independente do resultado?

    Exatamente o que eu vejo.

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  14. Como um dos comentários aqui já citou, a melhor crítica sobre o filme sem duvidas foi a do canal “O Vício” o Jon é bem coente no que fala, vale a pena ver, tbm tem a do “FoxWalkerBr” fora isso concordo bastante.

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  15. Faço suas as minhas palavras
    A principal reclamação quanto ao mangá, obviamente, é que a Misa Amane não é uma ~power girl, sendo que ser algo completamente irreal e caricato sempre foi a intenção dos autores ao dar vida à personagem. Ela ERA pra ser completamente maluca e fanática pelo Kira. O próprio Light se questiona sobre a saúde mental da menina, devido às atitudes dela. Dentro da trama ela não é vista como alguém normal.

    Não é porque a personagem não é empoderadx que ela é ruim, não, Mara. Ruim é você achar que toda santa mulher que aparece numa trama tem que ter tanto ou mais destaque que um homem, apenas pelo fato dela ser mulher.

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  16. Antes o problema fosse só a Misa.

    Todas personagens femininas desse Tsugumi Ohba são péssimas, vide Bakuman.

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  17. Cara o filme tem uma hora e meia, e é isso que dizem pra defender o que fizeram na adaptação, seria uma ótima defesa se eles não viecem com historinha de fazer uma continuação. Tudo bem adaptar o filme, passou do Japão prós EUA, ok. Mas mudaram a personalidade do Light, que cena foi aquela quando o Ryuk apareceu? Socorro, socorro???? E ele falando pro Labore como funcionava o Kira… E o Ryuk se metendo nas coisas diretamente, o Light Yagami matava pq queria matar. O Turner matou pq o Ryuk o incentivou a matar. E quando o Ryuk matou os agentes??? Sério, poderiam fazer uma história pós Light, com outros personagens, ou algo parecido em outro lugar do mundo usando a ideia do anime. Mas mudar por completo a história e a personalidade dos personagens não eh adaptar. Isso é “remake”. Foi a porra de um Reboot na série. Não manteve nada do original. Eu vejo como outra história e não uma adaptação. Na minha opinião os caras fizeram esse filme pra disputar com o Dragon Ball. Pq meus migos, dá uma parelha absurda.

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  18. A materia era pra defender o indefensável! Começa com um motivo que poderia ter levado aos critérios do filme é termina com o próprio blogger dizendo que ele é ruim é que as atuações são sofríveis!? Não entendi.

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  19. Sobre o tempo do filme ter influenciado na trama ser ruim, vide os Live actions do manga/anime.

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  20. O problema do filme, é ele ser ruim, realmente de início não fui de acordo com o L ser negro, mas não teria nenhum problema, caso ele fosse um bom personagem, ou um ator bom, olha o Nick fury por exemplo, nos atualmente é negro e isso não afeta nada. Mas o roteiro é fraco, tem piadas fracas q não fazem sentido estar nem na praça é nossa (ex: estou imitando uma árvore), tem falhas de roteiros absurdas (o nome do ryuk já esta escrito no caderno e ele mesmo disse q ninguém conseguiria fazer isso; ou nada acontece com o light depois do ryuk destruir a sala de detenção), a velocidade q o tempo passa lá, é tão incoerente qto o tempo na 7 temp de GoT (watari Sai de manhã para ir ao orfanato abandonado, contendo todos os arquivos secretos e que NÃO foram destruídos, e horas depois L manda irem atrás dele e aí chegam muito rápido, encontram ele DENTRO do esconderijo e o matam). As músicas não tem nexo com nada no filme, principalmente a partir do baile e não vou nem comentar dos Defeitos especiais, que gastaram todo o dinheiro em um ryuk q aparece muito pouco e a rua gigante, mas para as mortes, usaram efeitos q até Melies faria melhor em sua época..

    Sim, é um filme ruim comparável a dB evolution e emoji

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  21. Não é tão ruim assim. Ryuk fala que a última pessoa que tentou escrever o seu nome só conseguiu as duas iniciais e antes da mesma cena PAH, TEM UM AVISO ENORME: CUIDADO COM RYUK, ELE NÃO É UM CACHORRO DE ESTIMAÇÃO.
    MELHOR FILME. COMÉDIA DO ANO.
    E AQUELA CENA FINAL ENTRE A MIA E O KIRA? AYHEUAHEUAHEUHAEUHAEUAEHUAEHAUEHAUEHAEUHAEUHAEUHAEUHAEUHAEUHAEU.

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  22. Death Note da Netflix é como THE ROOM de Tommy Wiseau, é tão ruim mas tão ruim que consegue ser bom (o último filme tem uma legião de fãs, só para esclarecer). E digo mais: Parece que você está assistindo uma paródia da série Todo Mundo em Pânico, mas com personagens do anime/mangá.

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  23. Eu acho que esse filme merece todo hate que tá tendo sim, é 2017 e não precisamos nos contentar com essas coisas vergonhosas.
    Elenco japonês no filme só pra ser empurrado ou morto? to fora pego minha bike e vou embora.
    Tanto faz se é uma adaptação fiel ou não, o que importa é que o filme é ruim e inassistível. Não é por parecer filme de adolescente americano que isso dilui o desgosto que é esse negócio. É ruim mesmo. Não é engraçado, depois dos primeiros 20 minutos aquilo lá fica ainda pior de se acompanhar.
    Outra coisa que me incomoda bastante é essa vitimização em cima do protagonista. Eles precisaram dar um porque pra ele agir daquele jeito tipo “mãe foi morta”, e o ryuk e a Mia sendo manipulativos. Eu não acho que em 2017 seja interessante você criar uma personagem feminina só pra manipular o protagonista.
    Sem falar que o senso de justiça do protagonista ficou todo atrapalhado e mal formado. No final ele só tava fazendo aquilo lá pra agradar a guria, né? Sem falar nas soluções sem noção e todos os plot holes. Mas já chega, eu passei o final de semana com raiva desse filme e já gritei em todas as redes sociais isso wuhaahha

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  24. Ai Mara, desculpa mas nem tem como defender asdhasjk Eu nem sou fã do anime, fui ver esperando algo diferente mesmo e ainda sim terminou o filme eu tava gargalhando de tão horrível que foi aquilo.
    O roteiro é horrível, o uso da trilha sonora foi uma das piores coisas que eu vi esse ano… Eu nem tenho coragem de falar mal dos atores porque com um roteiro desse podia ter atores vencedores do Oscar que ainda assim eles não conseguiriam fazer muita coisa…
    A fotografia horrível e sem nenhum identidade foi uma das coisas que me deixou mais decepcionada porque vendo o trailer eu tive real esperanças… Enfim né hahaha

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  25. o MATHEUS TENORIO, voce assistiu o FILME? o Ryuk nao matou ninguem, e nao interferiu em nada. ve denovo pra depois opinar.

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  26. Não vou fazer um Ctrl+C Ctrl+V do comentário que fiz no outro post, mas vamos lá:

    – Esse filme dá a sensação que ao menos quem pegou o projeto tentou fazer algo minimamente coerente. Por isso não dá para jogar na sarjeta o filme. Calma.

    – Quando falo “minimamente coerente” é pegar a premissa da história original e jogar ali: * Um garoto acha o caderno. Testa ele. Aparece o Deus da Morte e explica a história. Ele se empolga e começa a virar um assassino. Um detetive desconfia e vai atrás até acha-lo.

    Como já disseram por aí, mesmo Death Note original é recheado de furo de roteiro (pô! Como um detetive tem a paciência de caçar no mundo inteiro quem é um possível assassino, e ainda em uma situação difícil de achar uma resposta? isso pra começar). Mas o filme ao menos bota toda esta situação no pacote clichê americano – high school, cheerladies, bullyers, common suburban, common police. Vestiu bem.

    Sim, os personagens não foram bem trabalhados. Mas o Light no filme não é o Light do desenho. É desconcentrado, surtado (a Mara explica bem no texto). Mia é a Misa Amane que faltava. O Ryuk teve um problema: poderia ser feito em fantasia, ao invés de CG. Acho que daria mais liberdade para Dafoe e os roteiristas brincarem com o personagem. Ryuk sempre foi um “secundário útil” ou na melhor das situações, “o narrador da história”. L tentou ser um igual diferente. Não vingou – daria para aproveitar melhor a história, mas acho que o roteiro foi criado para tentar dar o mínimo de fechamento sem muitos custos (não deve ser caro alugar um casarão velho com aparência de abandonado lá nos States).

    Comparar com Dragon Ball Evolution, ao que noto, é covardia. Dragon Ball Evolution, pelo pouco que sei, não pega quase nada da premissa original de Dragon Ball. Só tem as bolas, os personagens com nomes iguais e ideias diferentes da original.

    Death Note só não trocou o nome dos personagens para provavelmente ao ir ao Japão, não desorientar o espectador em situar os personagens.

    Um gigantesco PS: a galerinha se esqueceu que no Brasil fizeram uma peça de teatro baseada na historinha do caderno…

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  27. A propósito, discordo de outro ponto da sua resenha:

    “e não como a insuportável Misa Amane que sofreu porque os autores apenas não sabem criar personagens femininas críveis”

    Como outro leitor já comentou aqui, a Misa Amane era ridícula porque ela foi FEITA pra ser ridícula. Mas Death Note tem sim personagens femininas críveis, é só ver Naomi Misora (que apesar de não ser um gênio surreal como Light ou L, foi a personagem “normal” mais inteligente da série, a ponto de ter virado protagonista de uma prequel novel), Kiyomi Takada (praticamente uma Rachel Scheherazade japonesa) e Halle Lidner (a ex-agente do FBI que se junta ao grupo do Near e é quem “vaza” informações dele pro Mello e vice-versa – sem esses vazamentos, o Light provavelmente nunca teria sido pego).

    O único mal dessas personagens é que elas aparecem relativamente pouco. Mesmo assim, se o roteirista do filme queria um protagonismo feminino maior, era só incluir a Naomi Misora (seja lá com que nome americanizado ela pudesse ganhar) e deixar ela sobreviver ao encontro com o Light…

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  28. Critica leviana e bem mal informada, com deduções de roteiro no mínimo forçadas kkkk, mas tudo bem a tarefa de defender esta obra foi sofrivel, tudo bem você tentou e falhou, mas pelo menos tentou exercitar a sua argumentação rsrsrsr.

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  29. MARA RAINHA, assino embaixo, não entendi o povo tratando um FILME PRA TV PASSÁVEL E QUE ENTRETÉM como a pior merda da história. Povo assiste e lê cada bomba e deixa passar, daí vai e pega esse nota 6,0 pra cristo. Vai entender.

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  30. Este filme ficou uma bost*. Pior lixo que já assisti… Sinceramente parece até aqueles curtas de bost* com atores bost* foi feito em Hollywood? Acho que se fosse feita pela globo teria até saído melhor!

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  31. O L ter surtado me doeu msm. Pior q eu gostei da atuação do cara, ele tava indo mto bem no papel do L. Agora o roteirista q fez ele surtar cagou mt o personagem.
    A atuação do light foi porca msm, sem desculpas. E a mia foi o motivo de o L ter achado o Light em uma hora e meia. Fora o light ser burro igual uma capivara, se ela não tivesse matado os puliça lá n teria dado essa bosta q deu.
    Filme ruim msm
    Mas ó
    O mango e o anime são bem marromeno tb

    Fora q as live actions são lixo

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  32. Só um comentário super avulso (apesar de ler sempre, nunca comento): eu absolutamente apaguei da memória tudo o que sabia de Death Note, embora eu tenha quase todos os mangás e realmente gostava do desenho (até certo ponto que eu simplesmente desisti porque era maçante ver os rumos tomados em doses absurdas de cicuta). Porém numa das minhas mudanças de cidade grande, eu me deparei com um colega de quarto que idolatrava a Misa de uma forma muito peculiar – e ele me trouxe uma visão interessantíssima dela.

    Daí, enxugando a menina e reparando na história, ela é mal decupada, todavia é uma personagem chocantemente interessante. Tirando o anime, em que é irritante qualquer peculiaridade feminina japonesa (o que é triste e quase padronizado, que tem um pouco de cultura nipônica, mas ainda assim estende para uma caricatura longe de qualquer realidade), é ela quem não deixa a trama – desde o meiozinho – ser um saco total.

    Death Note é um verdadeiro porre, porque ele tenta constatar tudo e inflar com megas opiniões e propriedades nos planos e nas loucuras que se fazem de sanidade para as personagens. É o que igualmente acontece com Liar Game, que é outro mangá que eu gosto, mas tem um fluxo de detalhes e informações tão grandes que, se não tiver uma escada ou uma orelha (e já pega o gancho pra dramaturgia), você morre na própria baba, afogado em agonia.

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  33. Assistir a série e depois se deparar com um filme desses é uma tamanha decepção.
    É um filme para assistir a tarde e se não tiver nada melhor para fazer; deveria ter outro título.

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  34. Onde exatamente você defendeu o filme aqui? Eu só vi você enrolando nos primeiros parágrafos pra depois constatar aquilo que todo mundo já sabe, que o filme é ruim.

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  35. Concordo com a nossa crítica em alguns pontos,mas de fato,o filme é muito inferior ao original japonês. A americanizacao é insuportável,a atuação de Light é péssima,e a caracterização dos personagens muito mal aproveitada.Light,no original,era o estudante perfeito,e isso causava até certa antipatia,mas transformá-lo em em um adolescente problemático foi péssima decisão. No anime,misa era uma idiota,mas a adaptação que fizeram só reforçou a fraqueza do personagem Light americano.quanto ao L,acho que as críticas partem muito mais do preconceito racial do que a atuação do personagem,mas concordo que o personagem poderia ser usado para questionar os problemas derivados do racismo e da diferença social entre brancos e negros,considerando que o L original foi criado em orfanato e não teve a família perfeita e nem é o queridinho das meninas como Light. Em resumo,foi uma adaptação mal feita e mal aproveitada.

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  36. Pobre L, virou mano afro…japoneses são tão educados que não processaram produtores por preconceito. Merda pura.

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  37. Só gostei da personalidade da Mia e do design do Ryuk, de resto taco no fogo

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