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Os 13 mangás que esquecemos de colocar na lista dos mangás mais esquecíveis já publicados no Brasil

A matéria de terça-feira foi um sucesso! Para você que faz parte de uma religião que não acessa a internet às terças-feiras, fique sabendo que foi publicada aqui no Mais de Oito Mil uma listinha com 10 mangás que ninguém mais lembra que foram publicados no Burajiru. E como toda matéria de lista, óbvio que muita gente ficou de fora e foi lembrada nos comentários.

Acontece que tantos mangás ficaram de fora que me vi obrigada a fazer uma nova lista daqueles mangás que foram esquecidos na lista dos mangás mais esquecíveis já publicados por aqui (roubei na cara dura o título sugerido pelo leitor Heider Carlos). IKIMASU ver mais uma leva de títulos que se a gente esbarrar na prateleira dos sebos a gente vai se perguntar “ué, isso saiu aqui”???

Abara (Panini – 2 volumes)
Hoje em dia Tsutomu Nihei é conhecido como o cara por trás de Knights of Sidonia e Blame, mas antes do autor se transformar nessa modinha a Panini já havia lançado um mangá dele lá em 2009 e ninguém mais sabe disso. Abara é aquele tipo de mangá para poucos que só serviu para ser mais um nome no catálogo da Panini e para ser idolatrado por leitores que não podem ver algo alternativo que já começam a idolatrar.

Afro Samurai (Panini – 2 volumes)
Enquanto em 2017 estamos tendo debates acalorados sobre uma atriz ocidental interpretando a Major Kusanagi de Ghost in the Shell, um estúdio de animação no começo do século ultrapassou qualquer limite de apropriação cultural criando a série animada Afro Samurai com um samurai negro. E numa re-contra-apropriação-cultural feito como se fosse um Mirror Coat de um Wobbuffet, os japoneses pegaram o negócio e fizeram um mangá japonês sobre a história de um samurai negro, e isso foi publicado aqui pela Panini sem ninguém se lembrar.

Astro Boy (Panini – 3 volumes)
Tezuka é o Deus do Mangá, mas isso não quer dizer que ele é infalível. Considerando que até nosso Kami-Sama é imperfeito por ter criado o papel offset transparente e os otakus, não é de se espantar que Tezuka tenha feito alguns mangás que não são tão legais assim e que venderiam pouco no Burajiru. Pra driblar isso e ainda publicar um dos maiores clássicos, a Panini pegou um mangá alternativo de Astro Boy em 3 volumes, lançou por aqui e ajudou a melhorar o nome da editora lá fora.

Angry (Conrad – 6 volumes)
Claro que ia aparecer um mangá coreano por aqui. Se Ragnarok todo mundo lembra por causa do jogo e Chochu a galera ainda se recorda pela piada óbvia de chamá-lo de chuchu, que tal a presença de Angry aqui na lista? O mangá de artes marciais chegou numa época que tinha tanta coisa melhor sendo publicada que provavelmente você se preocupou mais em pegar qualquer outra coisa na banca.

Bíblia em Mangá (JBC – 2 volumes)
É como se fosse uma novela da Record em dois tankos. Isso é tão sensacional quanto a publicação da versão mangá de O Capital (também pela JBC), mas muito menos lembrado pelo público.

Burn-Up Excess & W (JBC – 1 volume)
Burn-Up traz consigo muitas memórias dos anos 90: exibição dublada no Locomotion, humor fácil com peitos, closes ginecológicos iguais os do Domingo Legal, muito tiro e explosão. Mesmo assim, esse mangá passou como uma nuvem de fumaça enquanto até o mangá de El Hazard é mais lembrado pelo público por aqui.

Darker Than Black (Panini – 2 volumes)
Sério, o que é isso? Eu juro que não faço ideia do que se trata.

Digimon (Abril – 9 volumes)
Lá pelos idos de 2001, qualquer tranqueira em formato mangá que viesse a ser publicada por aqui tinha altas chances de sobreviver no mercado. Achando que seria muito fácil ganhar dinheiro igual a Conrad ou a JBC, a Editora Abril pensou “e se a gente lançar semanalmente um mangá de 25 páginas de Digimon nas bancas, heim???” e o resultado foi essa coisa que você nem sabia que havia sido lançada aqui.

Doubt (JBC – 4 volumes)
Ok, é muito fácil fazer uma matéria dessas com mangás de 10 anos atrás, mas o que dizer de Doubt que foi lançado pela JBC há pouco tempo? Tipo, já era época do Henshin Online e não tenho memória alguma de Cassius Medauar falando “comprem Doubt é bacanudo”. Eu só lembro que esse mangá existe pelas propagandas que estão dentro do novo Fullmetal Alchemist. Ele saiu mesmo? Não é um delírio coletivo?

Ga-rei (JBC – 12 volumes)
Esse mangá nem é tão esquecido assim, mas nunca vi ninguém comentando dele. Pra falar a verdade, a única vez que eu me lembrava é quando aparecia no checklist publicado no Chuva de Nanquim e minha cabeça começava a tocar instantaneamente aquele clássico do Daniel: “eu me ga-rei, eu me ga-rei, eu me ga-rei no seu coração eu me ga-rei”.

God Save The Queen (NewPOP – 1 volume)
Esse é um grande exemplo de mangá que a NewPOP tirou do subsolo dos menos observados catálogos de vendas das editoras japonesas, num grande garimpo atrás do título mais desinteressante que tenha um olho puxadinho e uma leitura oriental. Nada aqui se justifica, a história faz menos sentido que os dois episódios finais de Evangelion e às vezes acho que a própria NewPOP se esquece que ele existiu.

Inu-Neko (JBC – 3 volumes)
Esse mangá faz parte do famoso Arco da Punheta da JBC, que começou quando a editora lançou o desconhecido Love Junkies e foi um sucesso absurdo. Desde então Love Junkies é lembrado pelo sucesso, Mouse pela ruindade, Futari H por ter sido cancelado e… ninguém lembra de Inu-Neko…

Kanpai! (NewPOP – 2 volumes)
E para terminar essa lista em ordem alfabética, mais um mangá que provavelmente a NewPOP pegou apenas por ter uma pequena familiaridade dos otakus. “Sabe aquele mangá de dois volumes da autora daquele mangá Gravitation que a JBC publicou?” é o que gritava o release desse título tentando capturar a atenção do leitor.

Quer ler a primeira parte dessa matéria? Clique aqui!

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31 comentários em “Os 13 mangás que esquecemos de colocar na lista dos mangás mais esquecíveis já publicados no Brasil

  1. Esse da bíblia, tem banca aqui em goiânia – currutela do centro oeste – que tem.
    Até hoje.

    Amém?! Ameeeeem!

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  2. Inu neko eh muito bom e tbm da kyo hatsuki de love junkies. O autor do post deve ser retardado.
    Acho incrível o mangá de darker than black não ter feito sucesso aqui visto que o anime ficou bem conhecido aqui na época e até música do abingdon boys school tinha.

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  3. pior é que tenho a maioria deles na minha coleção, era muito fácil achar alguns deles em sebos

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  4. Tira Astro Boy dai que essa versao tbm [e bem boa. Não ser bom nao quer dizer automaticamente que seja ruim. Vamos parar com essa retardadice categorica pfv @.@

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  5. Abara é um mangá que o vendedor da livraria convenceu minha mãe a comprar pra mim (sendo que eu já tava na faculdade morando sozinho, mas mães) na época, e ainda deve estar lacrado em algum canto na casa dela, porque nunca dei meia foda.

    E falando em coisas genéricas que lançaram no mercado pra ver se colava, que tal o ~mangá americano~ “Avril Lavigne – Faça 5 pedidos”? (http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=5329)
    Isso foi confiar muito que qualquer coisa “estilo mangá” venderia (e ainda esperar que a fanbase da cantora comprasse qualquer coisa dela).

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  6. Afro Samurai é pra bugar os SJW. Você reclama de apropriação cultural só que ao mesmo tempo está protestando contra um protagonista negro… melhor deixar quieto mesmo hahaha

    Curtido por 1 pessoa

  7. ‘ aquele clássico do Daniel: “eu me ga-rei, eu me ga-rei, eu me ga-rei no seu coração eu me ga-rei”.’
    Ahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahua ahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahua

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  8. Por que eu vejo que ainda tem mais títulos para uma lista, até porque nosso mercado de mangás uns tempos atrás era lançar mangá porque era moda para tentar empurrar para os leigos do assunto.

    Mais ou menos comparável a avalanche de livros de Youtubers.

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  9. Esse mangá do Digimon acho que era desenhado pelo Daniel HDR, que hoje faz DC/Marvel.
    Doubt comprei o volume 1 e achei uma merda, mas o Cassião falou bastante sobre, sim.

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  10. Também estranhei o visual novo do blog, mas enfim… a vida muda um dia, né?
    Sobre o post, lembrei daquela coisa chamada “Dorothea – Caça as bruxas”, acho que foi da Panini. Me parece a coisa mais aleatória do universo.

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  11. Burn-Up Excess & W é presença em máquinas de vendas de revistas no trem, por 2 contos.

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  12. Ooru pela Conrad.

    É até difícil encontrar informação sobre esse mangá.

    Eu mesmo só tenho a primeira edição porque ganhei de brinde numa compra qualquer.
    Nem sei se lançaram mais volumes.

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  13. O trocadilho com o Ga-rei é tão ruim quanto a música do Daniel. Tá valendo, o mangá é “bom”.

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  14. Rapaz vendo essas lista eu só me pergunto como a New Pop sobreviveu até hj, tipo quanta tranqueia. n q Panini e JBC estejam longe, mas ali tem um sofrimento grande.

    E deixo aqui minha contribuição caso haja um novo post: o Manga Samurai Girl da JBC (q eu tenho e é bem mediano), Samurai Shamploo da Panini (Esse q vc consegue comprar ate hj no encalhe da comix), Monster Hunter Orange da JBC (que só foi lançado aqui pra surfa no hype de Fairy Tail) , Saber Marionete J da JBC (apesar de muita gente lembra do anime, o manga é uma merda e geral cagou pra ele, tanto q a JBC n lançou as continuações) e pra finalizar Hero Tales da JBC (esse surfou a onda da Hiromu Arakawa, mas pelo q soube ficou a deriva).

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  15. Eu entendo porque Angry não é lembrado mas realmente não era um manga ruim. Apenas foi esquecível

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  16. Doubt é tipo um Jogos Mortais versão mangá, tão sangrento e tão SEM SENTIDO quanto (vide o final que o autor tirou do cu).

    O pior é que o Tonogai, autor dessa “maravilha”, ainda conseguiu verba pra lançar mais dois mangás com a mesma premissa, Judge (que chegou a ganhar FILME) e Secret. Os dois, é claro, igualmente sem sentido e com finais tirados do cu, que em vez de amarrar as várias pontas soltas só deixaram ainda mais buracos nas histórias. Pelo menos o fiasco de Doubt no Brasil deve ter desanimado a JBC a lançar essas outras séries no Brasil.

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  17. Ga-Rei eu tenho, li e anos depois li novamente. É um bom mangá, assim InuNeko. As vezes pra uma editora licenciar um titulo ela precisa licenciar um outro que ela não gostaria. Faz parte do jogo.

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  18. Dá pra fazer.mais três listas fáceis, se derem uma olhada na Wikipédia – mangas lançados no Brasil – tem coisas que você pergunta a sanidade do editor ou como tais empresas não emtraram em falência. E o pior, muitos destes mangas esqueciveis eu sequer acho em banca, livrarias e sebos de BH.
    O que me faz crer que estão tudo encalhado num sebo de Rio – São Paulo.
    Tipo a epoca que eu tinha algumas edições do.manga de Gundan Wing e não achava que faltava nem a purrete.

    Ah.. Burn Up me foi um trauma, comprei indo nos peitos eeis que na primeira história tem um tarado apalpador que no fim da estoria entra pra equipe, bateu nojo.

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  19. Pior que dessa lista eu li Ga-Rei e Darker Than Black (o anime é muito bom, já o mangá…). Minha sorte que não comprei nenhum deles, meu amigo que comprava e me emprestava kkkk

    Alguém lembra de 11Eyes?

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  20. Eu não sei em qual parte do título do post tá escrito “Mangás que são tão ruins que deveriam ter sido esquecidos”, pq parte dos comentários é de gente defendendo um mangá querido.

    Queria dizer q a memória da galera tá tão ruim q esqueceram até o título dá matéria, ORA se não iam esquecer mangás perdidos no meio desses anos todos de publicações…

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  21. Eu comprei Ga-rei. O que posso dizer é que é bem ruim. Cheguei a comprar apenas até a edição 5 para ver se engrenava. O anime, que se passa antes do mangá, eu tinha gostado mais. Tinha um clima mais pesado do que o mangá genérico que acabei comprando.

    Também comprei o mangá do Darker than black, mas comecei a ler o primeiro volume e achei uma merda depois que eu já tinha comprado os dois primeiros volumes. Alias, só agora fui descobrir que eu tinha a coleção completa do mangá, já que não sabia que foram publicos só 2 volumes por aqui.

    Sim, nessa época eu era um lixeiro que comprava qualquer mangá com uma capa mais ou menos e com edição 1 nas bancas.

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  22. Me lembro de um mangá que minha irmã comprou uma vez. Um tal de “rocking in heaven”, era da panini. depois de um tempo ela deu ele para um amigo e fim. Nunca tinha ouvido falar nele e até hoje nunca ouvi ninguém falando dele…

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