Mercado Nacional

Os 10 mangás mais esquecíveis já publicados no Brasil

Vamos acreditar que é verdade isso que nossos editores de mangás sempre falam nas palestras e dizer que o Burajiru tem um mercado consolidado de mangás. Mesmo se acreditarmos cegamente na afirmação, não dá pra aceitar que todas as editoras nesses 17 anos de publicações desde Dragon Ball só trouxeram os melhores títulos disponíveis na Grande Nação Japonesa porque isso não rolou. A gente sabe que às vezes rola uma venda casada, um “publica esse aqui que você publica esse que você quer” ou mesmo a ideia dos editores de mangás que um negócio pode emplacar de alguma forma.

Como método para conseguir visualizações mais facilmente, reuni 10 dos títulos mais esquecíveis de mangás já lançados por aqui. Dez daqueles mangás que se você der de cara lá na prateleira da Comix você por um segundo vai se perguntar “ué, isso foi publicado por aqui?”. IKIMASU para a lista em ordem alfabética mesmo porque me falta conhecimento de tanta tranqueira para catalogá-los em ordem de esquecimento!

As Estrelas Cantam (Panini – 11 volumes)
Depois do grande sucesso de Fruits Basket pela JBC, a Panini deve ter pensado “nossa, e se a gente trouxer o mais novo sucesso de Natsuki Takaya no Japão?” e fomos presenteados com um dos mangás com capas mais insossas já publicados. Não sei se é a pintura computadorizada, o fundo de papel de carta ou o nada inspirado título em português, mas ninguém lembra que tivemos 11 volumes de As Estrelas Cantam publicados no Burajiru.

Blue Dragon – Secret Trick (JBC – 1 volume)
A JBC é aquelas que quando aposta numa coisa, vai até o fim (menos quando se trata de continuações de seus mangás). Muito antes de publicar até a lista de supermercado desenhada pelo mesmo desenhista de Another, a editora publicou esse mangá alternativo de Blue Dragon depois de publicar a série Ral Grado (que por sua vez só saiu porque tinha o traço do desenhista de Death Note). O destaque é ser o único mangá publicado aqui da autora de Bucky (dependendo da sua idade é capaz de nem saber o que é isso também).

Contos de Amor Para Você (Panini – 2 volumes)
Parece título de romance de banca, mas nada mais é que um mangá shoujo genérico que a Panini trouxe e ajudou a criar o preconceito no brasileiro de que shoujo é ruim. Talvez você nunca tenha visto na banca porque seus olhos podem ter apagado cognitivamente a existência dele na prateleira da banca por motivos de PUTA QUE PARIU, QUE CAPA HORROROSA.

Destino Cativo (Panini – 5 volumes)
Apostando forte na autora de Vampire Knight e do desconhecido MeruPuri, a Panini trouxe esse mangá de arte bonita e logotipo escondido como se fosse uma arte abstrata de uma grade de jardim. Iniciou a tendência dos nomes difíceis de ler que hoje tem como representante o Quem é Sakamoto?.

Mär (JBC – 15 volumes)
Ao contrário da maioria dos mangás dessa lista, o Mär da JBc chama a atenção por ser um título longo. Mas a que devemos a presença de um shonen de lutinha grande ser completamente ignorado pelo público brasileiro? Olha, talvez seja a história completamente sem-sal, o protagonista sem carisma e a publicação numa época que provavelmente tinha muita coisa melhor para se comprar.

Pandora – A namorada do Death Jr. (NewPOP – 1 volume)
A NewPOP merecia um top 10 só dela para mangás esquecíveis, afinal ela precisou publicar muita bomba até convencer os editores japoneses que ela garantiria um Tezuka ou um GTO. A cereja no topo da indiferença com certeza é esse mangá americano feito para uma coadjuvante de videogame que é tão irrelevante para a gente que o título do mangá precisou avisar quem é o macho dela (e hoje em dia ninguém mais nem lembra que houve um jogo chamado Death Jr).

PxP (Panini – 1 volume)
Mais um shoujo genérico da Panini.

Spicy Pink (Panini – 1 volume)
Mais um shoujo genérico da Panini.

Witchblade (Panini – 2 volumes)
Esse foi o título que me deu a ideia para esse post, porque estava com o estagiário na Comix e de repente me perguntei “ué, quando foi que esse negócio saiu? E olha que tenho boa memória”. Não sei se foi a completa irrelevância da história, a falta de atratividade com a personagem ou essa capa que mais parece parte do catálogo da Nova Sampa, mas não lembro mesmo desse mangá.

Wanted (Panini – 1 volume)
Muito antes da Panini conseguir emplacar o volume único com as histórias de Eiichiro Oda, o Wanted shoujo já foi publicado aqui da mesma autora de Vampire Knight e entra novamente na categoria dos shoujos genéricos que a Panini deve ter comprado de um pacotão baratinho do Japão (afinal, pra quê comprar um shoujo bom quando você pode ter um estoque de volumes únicos medianos?).

Essa matéria ganhou uma parte 2, você pode ler clicando aqui.

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19 comentários em “Os 10 mangás mais esquecíveis já publicados no Brasil

  1. Legal que saiu do óbvio, pq se fosse eu já dizia do mangá de Metabots da Abril…

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  2. As Estrelas cantam é bom Não chega no nível de Fruits Basket, que é um dos shoujos mais legais que li, mas não é a bomba que você fez parecer

    E por favor, Sakamoto é excelente. Cool! Cooler! Coolest!

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  3. Sério que do quilo de coisas aleatória e esquecidas da NewPOP, só teve uma publicação citada? kkk

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  4. Eu tenho todas as edições de às estrelas cantam e até hoje não sei se me arrependi ou não. Eu estava esperando algo bom igual fruits

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  5. Mara ce tem q fazer uma parte 2 disso pq lembrei de tanto titulo agora
    Aishiteruze baby, marmalade boy, aquele hetero da autora de gravitatiom, doors of chaos, aquele manga da chapeuzinho vermelho ( nao era o hansel e gretel, era outro) e por aí segue mais rs

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  6. Wataru Yoshizumi é uma mangaká bem boa, gosto não se discute XD

    Mas a Panini conseguiu pegar os títulos mais ruinzinhos (exceto Marmalade Boy)

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  7. Teve a “Bíblia em mangá” e Oldboy que vc sempre acha nesses eventos tipo Festival Guia dos Quadrinhos aos montes pq acho que são encalhe das editoras

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  8. Blue Dragon ST é bem divertido, eu tenho e deixo na prateleira com orgulho. Sou um apreciador de Bucky e só de ter algo da Ami Shibata já tá legal :)
    Já sei que nunca vão lançar por aqui mesmo. Nem em inglês existe.

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  9. Eu tenho PxP kkkkkk
    Eu lembro que comprei pq a capa era bonita e era one shot (eu não tenho paciência de comprar mangá de muitos volumes. Tirando algumas coleções que tive porque eu comprei completas usadas, o único mangá que comprei todos indo todo mês procurar na banca foi Kobato. Foi suficiente pra não querer mais fazer isso)

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  10. Spicy Pink tem dois volumes, ta escrito na imagem que vc usou no post ~
    Confesso que desses só conhecia Blue Dragon uahsushush

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