Problematizando

Por que há falta de mulheres protagonistas na Shonen Jump?

Estava eu na minha costumeira romaria em grupos otacos no Facebook, procurando pauta e saciando desejos masoquistas de ler burrices, e me deparei com um post muito interessante. Um membro de um dos grupos postou a capa recente da Shonen Jump que coloca seus protagonistas todos e levantou uma pergunta muito precisa: falta mais representatividade feminina nos mangás shonen? Afinal as mulheres dessa capa basicamente são secundárias.

Bem, daquela discussão vou ficar apenas com o questionamento do rapaz, até porque trazer comentários de que mulher não pode ser protagonista de quadrinhos shonen é ter uma limitação mental maior que a quantidade de fillers em Naruto Shippuden. Mas vale a pena a gente se perguntar porque não encontramos protagonistas mulheres na Shonen Jump num geral.

Um argumento muito usado para explicar isso é a demografia da Shonen Jump, afinal ela é destinada para garotos de 11 a 17 anos. Sendo assim, para uma mentalidade de quinta-série, ~faz sentido não ter personagem feminina~ já que a revista precisa conversar com o público leitor daquele gênero e daquela idade, certo? Acontece que essa demografia não representa necessariamente o público consumidor, porque quase metade dos compradores da Shonen Jump são mulheres (e isso que estou excluindo os leitores que já passaram dos 17 anos faz tempo).

Há alguns anos, bem antes do hiato aqui do Mais de Oito Mil, lembro de ter publicado uma crítica sobre One Piece dizendo que eu achava a série apenas legal. Veja bem, eu nem ao menos falei que ela era ruim, falei apenas que não era a coisa mais incrível do mundo e isso me rendeu uma montanha de comentários dizendo que eu não poderia entender One Piece, afinal era um mangá feito para homens. Vou até resgatar um print daquela época:

Na época eu precisei responder com um texto do próprio Oda:

Cinco anos se passaram e ainda rola uma dificuldade de aceitar mulher no universo dos mangás shonen. Isso quando não rola a falta de aceitação de que pode muito bem existir uma série de ação ou luta protagonizada por uma mulher.

Isso fica evidente quando pensamos em algo bem fora da tal representação. Ignore qualquer “função social” do mangá e pense apenas no dinheiro (lembre-se que a Shueisha não é instituição de caridade e lança seus mangás para ganhar dinheiro com isso). Não faria sentido ter personagens femininas mais importantes, sendo que quase metade do público consumidor é composto de mulheres? Por que motivos os editores da Shonen Jump não tentam agradar esse público que é tão importante nas vendas? Eu arrisco uma resposta: porque vai afastar o outro público consumidor, os homens.

Apenas o mais imbecil preconceito que brota nas menos pensantes cabeças masculinas justifica esse pavor de consumir uma série protagonizada por uma mulher, mas ele existe. E não pense que isso funciona apenas no Japão, porque o resto do mundo também é esse atraso de vida (ou por que você acha que não temos um filme da Viúva Negra e muito menos brinquedos dela quando sai um novo filme dos heróis Marvel, mesmo ela estando em pé de igualdade com outros protagonistas do filme?). Arrisco até dizer que esse preconceito nos quadrinhos japoneses acaba sendo estimulado pelos próprios editores e essa mentalidade antiquada de separação de mangás para homens e mulheres.

Vamos falar a real: não existe mangá exclusivamente para homem, até porque não existe um mangá em que seja fundamental a utilização de um pênis durante a leitura. E ler um mangá protagonizado por uma mulher não vai arrancar a ~masculinidade~ de ninguém. Ponto final. Temos séries ótimas com mulheres protagonistas, como A Lenda de Korra, e se algum cara não assiste por ter uma mulher no papel principal podemos apenas lamentar que está perdendo uma maravilhosa série de ação, melhor que muito shonen aí.

E assim encerramos mais um post da seção Problematizando. SIM, esse é mais um post da odiada seção do Mais de Oito Mil, e só tô revelando isso agora para não afastar o pessoal que odeia essa palavra. Kissus!

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67 comentários em “Por que há falta de mulheres protagonistas na Shonen Jump?

  1. Só li verdades!
    Lembrei quando comentaram numa revista de anime que até CDZ do Kurumada era lido por garotas. E mesmo assim, Sainthia Shô só viu a luz do dia muitos e muitos anos depois do fim da série clássica.

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  2. Não sou muito de comentar mas “não existe um mangá em que seja fundamental a utilização de um pênis durante a leitura” me fez rir alto, resume bem a questão.

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  3. Ué, o mais novo sucesso da revista tem como protagonista uma mulher. Na verdade na Jump tem mais representatividade feminina do que nas outras revistas :v. “Temos séries ótimas com mulheres protagonistas, como A Lenda de Korra.” err… Korra é bem meh. Não pelo fato de ser uma mulher como protagonista, mas sim pelo fata do história ser meh mesmo. Que tal Claymore? Ou The Promised Neverland, ou até mesmo Oumagadoki Doubutsuen?

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  4. Já que vamos problematizar, que tal falar um pouco do porque as mulheres, na jump, sempre acabam em cenas ecchi e de fã services?
    Que tal abordar um pouco sobre objetificação da mulher nos mangás?

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  5. Mais uma vez a autora tem crises de SJW com problematização sem sentido.

    Óbvio que títulos shounem vão colocar personagens e momentos que se identificam com o público que se destina. Isso não significa que uma mulher também não possa ler, assim como não é impedido um homem de consumir shoujo.

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  6. “Acontece que essa demografia não representa necessariamente o público consumidor, porque quase metade dos compradores da Shonen Jump são mulheres”

    E se elas gostam de ler a Shonen Jump justamente por ter protagonista masculinos?

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  7. @ Leokardoso: Mas aí é o caso do traço do artista em si não? Veja que mesmo parecendo um garoto é uma garota no fim das contas.

    @ Gustavo: Mas se o mais novo sucesso da Jump tem uma garota como protagonista, então isso só atesta o que a Mara escreveu. Caso aqui é que muita coisa só se torna realmente popular quando vira anime. Pega os mangás que a Jump publica atualmente. Conta quantos tem garotas como personagens principais e desses que tem garotas quantos são populares. Como eu comentei lá em cima, desde a época do Kurumada na Jump a revista tem leitores mulheres. Ela não faz nada mais pensado pra mulheres porque são um bando de toscos!

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  8. Ainda bem que o pessoal lá não liga pra esse pensamento de SJW que rola no ocidente, porque eles quebrariam a cara que nem a Marvel.

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  9. Gustavo, estamos falando da Jump. Claymore é de outra revista.
    Eu realmente nao entendo esse povo que desce o cacete em Korra mas vê bizarrices feito Naruto, Nanatsu no Taizai ou Fairy Taill. É muita hipocrisia com uma pitada de machismo sim, afinal, se só séries ruins mas com protagonistas homens recebem passe livre pq nao uma com mulher? E arrisco dizer que Korra é melhor que estes Bleach, e muitos outros. E isso pq Korra é uma série só OK tbm, mas ao menos os personagens são bem mais realistas e menos forçados ou caricatos, o que já é pontos extras e a torna melhor que eles só por isso. E exclusivamente por isto( é preciso frisar).

    Acho legal frisar que a Arakawa ou a Rumiko são famosíssimas fazendo battle shounen e nem por isso fugiram a regra da editoração: só fazem obras com mocinhos protagonistas. E nem vem dizer da Kagoma e das outras pq o titulo é sempre o nome delEs.

    Alias, nao é so a Jump, isso se alastra pras outras. Seinen é outros 500 mas tbm geralmente tem pintudos protagonizando. De cabeça mesmo lembro nenhum com mulheres protagonistas.

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  10. morto que esqueci de Claymore!!!!!
    Mas ai cai naquelas né? Basicamente anularam o genero delas em 85% da historia @.@

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  11. A Jump já teve obras protagonizadas por mulheres, inclusive teve até uma comédia romântica chamada Kimagure Orange Road, cujo mangá e anime são bem legais por sinal, mas de um tempo pra cá está escasso mesmo. Não só a de protagonista femininas, mas também a de autoras está em falta, a última autora que me lembro foi a Akira Amano de Katekyo Hitman Reborn.
    A Shueisha tem outras revistas além da Jump e uma delas é a Bessatsu Margareth, que só publica shoujos. Kimi ni Todoke, Ao Haru Ride e Orange são alguns dos mangás da Bessatsu Margareth.

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  12. De forma geral concordo com você, Mara, mas eu quero trazer à tona a questão de que a demografia da revista – não em relação ao público-leitor, mas ao público-*alvo* – é importante sim. Não como fonte do problema, mas como reflexo dele.

    Explico: de fato, existe um imenso preconceito social, no mundo todo, por parte de homens em consumir mídias feitas ou estreladas por mulheres. Isso é um preconceito estrutural que dá nascimento à divisão por gênero das demografias. Criam-se revistas aonde autoras mulheres escrevem histórias para leitoras mulheres (shoujo), e revistas aonde autores homens escrevem histórias para leitores homens (shounen).

    Isso no passado recente, no caso, já que antes da década de 60 os homens também dominavam a produção de mangás shoujo, que eram vistos como mangás de segunda classe se comparados ao shounen (muitos autores estreavam no shoujo e depois eram “promovidos” ao shounen).

    Mas de qualquer forma, em ambos os lados da divisão demográfica há a noção de que “garotas gostam de coisas de garotas” e “garotos gostam de coisas de garotos” – por isso que temos *relativamente* poucas séries shoujo de ação, *muito menos* shounens de romance, e a representatividade de gênero dxs protagonistas não é 50% nem no shounen, nem no shoujo (isso pra não falar de seinen e josei, senão teria que escrever um fucking artigo) (e também para não falar que homens em shoujo também têm uma representação complicada, que não é meu ponto aqui).

    Daí, graças a essa noção torta de que existem “coisas de menina” e “coisas de menino”, criam-se as divisões demográficas, onde quem quer ler “coisas de menino” vai procurar uma revista shounen, e quem quer ler “coisas de menina” procura uma revista shoujo.
    E como em time que está ganhando não se mexe (não estou defendendo isso, somente constatando um fato do mercado, *especialmente* da cultura mercadológica japonesa), não há efetivamente incentivo algum para a Shonen Jump, no caso, deixar de ser uma “revista de menino”. E continuar reforçando um ciclo vicioso.

    Portanto, mais do que focar em “homens não consomem obras com protagonistas mulheres” – não que esse fenômeno não exista, veja bem – talvez fosse mais interessante acabar primeiro com a noção de que existem “coisas para meninos” e “coisas para meninas”.
    Se, digamos, a Shonen Jump tivesse publicado Sakura Card Captors, Sailor Moon, ou Guerreiras Mágicas de Rayearth (todas obras “shoujo” cujos animes tiveram um público masculino considerável no Ocidente, aonde não foram necessariamente vendidas como “coisa de menina”), é possível que tais obras tivessem no Japão um público masculino muito maior do que tiveram de fato, e a divisão demográfica do mercado fosse muito diferente do que é hoje.

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  13. Mas peraí, se shounen não vende quando tem personagem mina porque homem não gosta de ler coisa com personagem principal feminina, porque não tem mais shoujo com personagem principal homem? Só lembro de Ore Monogatari. Afinal, do jeito que é dito, parece que é puro preconceito dos homens, e não (também) a empresa mantendo a imagem associada a mangás shounen de forma a não alienar o público (tanto as mulheres, quanto os homens). Isso se acentua pelo fato da shounen jump ser a coisa mais feijão com arroz do shounen e não uma revista mais experimental como a bessatsu shounen magazine, em que o propósito é fazer história que saiam um pouco desse lugar comum.

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  14. Matheus – que comentou mais acima – tem autora na jump atual, sim. Kimetsu no Yaiba é um shonen de porradaria escrito por uma mulher e por sinal é o mangá mais brutal da revista.

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  15. Eu não sei se a comparação com a viúva negra foi muito valida…o,gaviao arqueiro tmb n tem o próprio filme, eu já vi bonecos da viúva negra sim
    E outra, vamos ter o filme da capital Marvel e tivemos a serie da Jessica Jones…

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  16. Interessante, uma questão que vejo também é a seguinte: se houvesse mais obras com protagonistas femininas, iria vender? Obviamente sim mas, talvez nem tanto como as que tem protagonistas masculinos. Afinal a jump se liga muito nisso.
    Isso me lembra o depoimento do vice-presidente da Marvel dizendo algo que já estava constatado a um tempo: O pessoal não quer essa representatividade. No meu ponto de vista não é colocar por colocar só pra agradar tal parcela como uma galera ai na internet quer que vai mudar a situação.

    http://legiaodosherois.uol.com.br/2017/verdade-sobre-queda-das-vendas-de-quadrinhos-da-marvel.html

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  17. Exatamente: as pessoas querem boas histórias.

    Por isso que o criador do Ghost in the Shell não ligou pela polêmica ocidental com a personagem, porque ele falou que lá no Japão eles não ligam pra isso, o que importa se cai no gosto do público, se vende.

    Querer forçar representatividade é erro: Marvel nos deixa uma lição a ser aprendida. Tanto que a autora escondeu no post que se tratava de uma problematização, simples porque essas coisas são besteira, são mimimi.

    Os floquinhos de neve começaram a se derreter ao ver que a realidade não poderia ser modificada como eles queriam.

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  18. Matheus- Como o amigo acima disse Kimetsu no Yaiba, e a segundo pilar da Jump Haikyuu, sim Haikyuu é feito por uma mulher.

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  19. Concordo que seria legal mais protagonista feminina mas pq não pensar no inverso tambem, pq não tem protagonista masculino em revista shojo ?

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  20. e a questão principal devia ser se o numero de leitoras mulheres da jump cresceu, mas o estilo de escrita não mudou, então será q representatividade importa mesmo pra elas?

    logico que de um ponto de vista geral importa mto. mas o público feminino de lá liga?

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  21. Esse negócio do público ter que se identificar é uma bobagem sem tamanho, a gente se identifica com personagem legal seja ele homem ou mulher, peguei a nova Ms Marvel pra ler e mesmo a história dela sendo recheada de problemas femininos eu achei divertidíssima.

    O problema é que infelizmente demoramos a perceber isso pq quando menor qualquer coisinha deixa a gente “birrado” tipo ver a personagem gostar de um cara bonitinho e tal e acho que muitos crescem ainda com essa birra infantil imagina lá no Japão que a questão de relacionamento é mais problemática ainda. E só piora com mangás e animes objetificando as mulheres, eu sinceramente reduzi muito o número de obras que leio por isso, é irritante ver peitos e bundas em uma história que não precisava disso ou mulheres sendo representadas como lerdinhas e fofinhas, deu no saco já.

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  22. Desculpa gente, mas Medaka Box não cabe como exemplo aqui porque em várias lutas ela ficava praticamente nua.
    A protagonista ser mulher tinha o único intuito de fornecer closes ginecológicos aos leitores.

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  23. Gente, mas qual como vocês encaram como mimimi de SJW se estamos falando de COISAS NOVAS.

    É diferente de você pegar o Iron Man e criar aquela nega lá. É uma história totalmente nova, pq não pode ter protag mulher? Afinal, pq a SJ que tem estreias toda hora, como não aparece praticamente nenhuma história com personagem feminino como protag?

    Vi gente falando de Claymore: CLAYMORE FOI NUMA REVISTA MENSAL QUE NÃO TINHA METADE DO ALCANCE DA SEMANAL.

    “Parece que alguem NUNCA viu Medaka Box..”

    Medaka Box acabou faz quantos anos mesmo? Ata.

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  24. Tema muito pertinente para os dias atuais. Eu assistia Sakura e Sailor Moon assistiria/leria outras com protagonistas femininas numa boa e realmente não tem.
    Acredito que o problema esteja nas personagens secundárias em geral.
    Muitas não de grande importância ou impacto nas series e suas caracteristicas são meio banais, digamos assim. Culpa dos mangakas e editores, claro.
    Mas acredito que esse seja um motovo que não ajude muito a alavancar o fato da criação e procura por protagonistas mulheres. E claro, tem p preconceito também

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  25. Primeiro: Claymore foi publicado na Jump inicialmente, porém foi transferido pra SQ mais tarde. https://www.mangaupdates.com/series.html?id=1037
    E quem disse que a Haruichi é homem? Não sou eu que digo isso, mas todos os japoneses. E alguém assistiu a Jump Ryu? Só de assistir dá pra ver traços femininos, a não sei que o autor gosta de usar blusa de babado e calças legging.

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  26. Acho que isso é meio irrelevante, tem varios animes ou mangás meio shonen com personagem feminina, Jojo parte 6, Sakura, Kill la Kill,Ghost in the Shell, akame ga kill,, Promised Neverland.

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  27. Sinceramente já me deixaria muito feliz um anime/mangá com protagonista homem em que as personagens femininas, mesmo que secundárias, estivessem na história pra fazer mais do que só mostrar peito e bunda e fazer o protagonista ter um sangramento nasal, ou pra ser salva pelo protagonista, ou pra ficar gritando que nem uma retardada. Coisas como essas me fizeram abandonar um pouco dos shounen e focar mais nos shoujo. Como Ore Monogatari, cujo protagonista é um maluco bombadão de 2 metros de altura. E é protagonista de shoujo. Tudo bom, beijo.

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  28. No My Anime List diz que o Furudate é homem, no ANN também diz que é homem, no Comic Vine também e no site da Jump, a não ser que a Jump tenha errado o sexo do seu próprio funcionário.

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  29. “saciando desejos masoquistas de ler burrices”
    Eu lendo alguns comentários… fiquei até saturado.

    Ótimo texto e ótima abordagem ao tema, chega a ser sem graça procurar um novo shonen para ler, afinal, todos parecem as mesmas histórias genéricas repetidas 100x.

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  30. Eu particularmente nunca dei a mínima se o protagonista de um mangá, anime, filme, que seja era homem ou mulher. Mas acho essa problematização bem idiota. Ainda que quase metade dos leitores da Jump sejam mulheres, o público-alvo ainda são meninos de 11 a 17 anos. Nada mais que natural que os protagonistas destas histórias sejam meninos dessa mesma idade. Da mesma forma, se formos olhar para os shoujos, a maioria deles não tem como protagonistas meninas jovens também?

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  31. @Nathan Matinhos: X, tokyo babylon, Fushigi Yugi, e mais um porrada de shojo tem sim protaganistas masculinos.Trofeu sabe de nada inocente pra você.

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  32. O que acho escroto no shonen não é nem os protagonistas masculinos, isso até dá pra entender como estratégia da segmentação do mercado. O problema pra mim mesmo, inclusive falo isso baseado na opinião de uma amiga que curte shonen é: a mulher no shonen, via de regra é presentada como uma inútil. Mesmo quando ela é uma guerreira, ou ela não é tão habilidosa ou não sobe controlar o poder. Tanto faz ser guerreira ou não, no final ela vai ser sequestrada, ou nem isso, vai sumir da história sem explicação alguma. Eu nem exemplificar isso aqui né?

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  33. Tem bot comentando nesse blog? Só isso explica esse Apo e sua repetição com “SJW”, “flocos de neve”, etc, em todo santo post. Que pessoa chata, Jesus.

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  34. Cara, Korra é uma animação tão boa quanto Aang (quero dizer que Korra ainda supera um pouco, mas vão descer o cacete em mim). É raríssimo ver personagens femininas que caem na porrada e tomam a liderança! Em 2017 escritores e desenhistas (em jogos também) ainda tem esse tesão em fazer mulheres aparentemente fortes mas que deixam os homens fazer o trabalho pesado enquanto ficam orando na retaguarda. Cara, isso é horrível. Sempre quis ver as mulheres com tanto potencial em histórias mostrar a que vieram: Sakura (quem em 70 volumes de história tem uma luta foda e desaparece) e Hinata (personagem bem construída que luta uma vez e depois só fala Naruto-kun) em Naruto, Zelda em TLoZ (neste último jogo ela está badass), Nami e Robin (é a que mais se salva) em One Piece, Lucy (quer exemplo melhor?) e Erza (apesar de ser o tipo fodástico que luta mesmo, o fanservice claro acaba com ela) em Fairy Tail… enfim, realmente faltam exemplos de mulheres pra citar exatamente porque não tem muitos. Não vou nem falar da hipersexualização.

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  35. Kkkkkkk “o que mulheres entendem sobre amizade e respeito?” O que se passa na cabeça dessas pessoas, cara? Eu juro que eu não queria entender.

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  36. “Ah mas que representatividade e não sei o que mais nos quadrinhos”

    Representatividade é obrigação de político e não de quadrinista.

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  37. Como a própria Mara disse, editora não é instituição de caridade.
    Quadrinistas tendem a seguir a demanda (coisas “normativas”), não criar uma demanda nova (por representatividade) do nada.

    E infelizmente ou felizmente (dependendo da pessoa), os que cobram representatividade são minoria que não vão dar tanto lucro.

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  38. Esse negócio do público ter que se identificar é uma bobagem sem tamanho, a gente se identifica com personagem legal seja ele homem ou mulher, peguei a nova Ms Marvel pra ler e mesmo a história dela sendo recheada de problemas femininos eu achei divertidíssima.

    Estamos falando de uma publicação de anos de mercado que faz um tipo de história para um público que sempre consumiu da mesma forma. A Marvel já mostrou que em time que está ganhando não se mexe. Simplesmente ouvi uma meia dúzia que pouco consome e tem o poder de reclamar muito que vai mudar isso.

    Gente, mas qual como vocês encaram como mimimi de SJW se estamos falando de COISAS NOVAS.

    Eu encaro como gente chata reclamando de uma editora com um público alvo que sempre fez material de uma forma e não vai mudar (ainda bem) por justiceiros sociais.

    É diferente de você pegar o Iron Man e criar aquela nega lá. É uma história totalmente nova, pq não pode ter protag mulher? Afinal, pq a SJ que tem estreias toda hora, como não aparece praticamente nenhuma história com personagem feminino como protag?

    Vi gente falando de Claymore: CLAYMORE FOI NUMA REVISTA MENSAL QUE NÃO TINHA METADE DO ALCANCE DA SEMANAL.

    “Parece que alguem NUNCA viu Medaka Box..”

    Medaka Box acabou faz quantos anos mesmo? Ata.

    O mais errado é achar que só porque não há personagens femininos protagonistas em um mangá claramente voltado pro publico masculino caso de machismo. Simples, nunca foi algo de interesse daquele público. Novamente a didática do óbvio esfregada na cara de vocês. Por que vou investir num tipo de coisa que não se consome, por que vou forçar? A sociedade tem que ceder ao que eu penso. E o lance da Marvel foi muito mais que mudar personagens clássicos: tentou-se até incluir novas personagens, mas o que estragou foi a forcaçao delas no meio.

    Eu particularmente nunca dei a mínima se o protagonista de um mangá, anime, filme, que seja era homem ou mulher. Mas acho essa problematização bem idiota. Ainda que quase metade dos leitores da Jump sejam mulheres, o público-alvo ainda são meninos de 11 a 17 anos. Nada mais que natural que os protagonistas destas histórias sejam meninos dessa mesma idade. Da mesma forma, se formos olhar para os shoujos, a maioria deles não tem como protagonistas meninas jovens também?

    – Um comentário de sanidade no meio desse câncer todo.

    Tem bot comentando nesse blog? Só isso explica esse Apo e sua repetição com “SJW”, “flocos de neve”, etc, em todo santo post. Que pessoa chata, Jesus.

    Ame ou me odeie querida.

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  39. Eu acho que o foco esta errado ai, temos muitas protagonistas femininas em Shounen… Soul Eater, o Jojão parte 6, Shakugan no Shana, Ghost in the Shell, Black Lagoon, Claymore, Evangelion tambem. E até RWBY, mesmo que não seja considerado anime, é quase :v Sei que o foco é na Shounen Jump… mas a Shounen gosta de protagonistas masculinos, então deixa eles.O Publico da Bessatsu é feminino, então porque um manga como Ore no monogatari(Que é o unico manga com protagonista masculino em Shoujos conhecido) fez sucesso? Era pra ter falhado, né? Mas tem gente que gosta de mangas que muitos consideram “machistas”, assim como tem gente de gosta de romance ruim, ou que a garota só é abusada.

    A Shounen tem o seu estilo,se voce quer protagonistas femininos, vai atras de outras revistas. Essa coisa de preocupação com o publico, é bobagem. Ou então criariamos coisas só pensado em Indianos e Chineses que são as maiores populações do mundo, logo quem mais consumiria sua obra. E quem faz isso? Quase ninguem.Se formos escrever baseado na população, então vai vir coisas só pra mulheres. Mas isso seria muito babaca, não concorda?

    Então não é questão de publico, é questão de criar algo para quem quiser consumir, maiorias, minorias, brancos,pretos, pardos, azuis, amarelos, estrelinhas, não importa! Se fosse por publico, Gore já teria morrido a muito tempo. Romances abusivos? Mortinhos!
    Mangas com Lolis? Abolidos. Mangas “Machistas”? Queimados por feministas loucas.

    Se voce falasse de objetificação, eu poderia concordar. A objetificação das personagens femininas é realmente grande, e isso é em todo tipo de midia. Não estou pedindo para terminar, porque ia ser a mesma coisa de pedir pra acabar com a industria do porno. Só pra diminuir, porque, covenhamos, se eu quisesse ver mulheres semi-nuas, era só andar pelas ruas do Brasil que tu já ve um monte e.e (E eu odeio tanto quanto ver em mangas e HQ’s)

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  40. E sabe, se a maioria delas tivessem mais pra mostrar alem do peito e da bunda, talvez tivessem mais importancia (mesmo como secundaria) no mangas da Jump.

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  41. soh li verdades.
    aih o povo vai dizer q tem mangás voltadas pra meninas,mas nada de historias inspiradoras e emocionantes com alquimistas ou ninjas…soh slice of life de romance!aih cansa!
    além disso se colocam personagens femininas em shonens elas soh vivem pro personagem principal ou outro homem.outra coisa q cansa

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  42. Só quero deixar meus parabéns à Mara por ter trazido a galera “legal” do facebook para o Mais de Oito Mil Tabus!

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  43. Eu particularmente ADORARIA ler um mangá battle shonen com uma garota principal. Já deu o clichê do “protagonista burro, inocente e comilão” que este mais gasto do que roda de carro da Fórmula 1. E boa parte das mulheres nessa demografia são o interesse amoroso do principal ou uma mulher com roupas estupidamente apelativas com seios grandes. Porque​ sabemos que shonens conseguem se vender com mulheres bonitas para agradar a audiência (vide o horrível Black Clover).

    Gostei do post, é uma verdade infelizmente. Eu como homem fico pasmo como tem muitos que acham que o gênero de um protagonista interfere em alguma coisa.

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  44. Os caras ficam de bobeira, não conseguem nem assumir que gostam de Sakura Card Captors rs Baita anime. Quando crescem começam a perder um monte de obras boas por pura birra sem sentido.

    Já ouvi gente dizendo que odiou filmes recentes como os últimos Mad Max, Star Wars, Jogos Vorazes e Caça-Fantasmas apenas pq apresentam protagonistas femininas, o que automaticamente estraga os filmes, mesmo se a história for boa. Ah, não dá não. É muita palhaçada isso.

    Se lançam algo com personagem feminina como solo, os que, de forma relutante, acabam por conferir a obra, inventam diversas desculpas imbecis pra conferir ou afirmar que gostou, sempre envolvendo o corpo da protagonista, como ela é linda, atraente, gostosa, excitante, etc. Nunca conseguem assumir diretamente o gosto pela obra. Tem que afirmar a masculinidade, digo, a babaquice.

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  45. É verdade que garotas protagonistas de shonens podem ser contadas nos dedos (de uma mão), mas, francamente, você poderia ter pesquisado melhor. Se acha machista a separação japonesa de revistas para meninas e para meninos, pense que pelo menos os japoneses ADMITEM que meninas e mulheres leem mangas, enquanto no ocidente ainda tem gente burra insistindo que quadrinho é coisa de garoto! As mulheres japonesas começaram a desenhar mangás ainda nos anos 60, enquanto durante décadas e décadas quadrinhos eram só pra homem, e o número de mulheres quadrinhistas ainda é pequeno.

    Sabia que o número crescente de garotas fãs de shonens levou à criação de uma revista shonen especial para elas, a Monthly Comic Gene?

    Há vários shoujos com protagonistas masculinos – Natsume Yuujinchou, Ore Monogatari, Otomen. E, mesmo que muitos rapazes não admitam ler o gênero por medo de gozações, é fato que o público masculino se interessa por shoujos e joseis – afinal, nem todo homem gosta de pancadaria.

    Aconselho a pesquisar sobre Mahou Tsukai no Yome, que é um shonen fora dos padrões, porque trata de um relacionamento e é praticamente protagonizado por uma garota, já que o par dela tá mais pra coadjuvante. Tem todos os elementos para um shoujo mas é um shonen, e acredito que seja por causa do interesse da gurizada por isso.

    Estereótipos são difíceis de quebrar e nunca acabam totalmente, mas vez em quando aparecem autores criativos que fogem do padrão. É tudo na base do devagar, devagarinho.

    E

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  46. Ia me esquecendo: E Saintia Shô? É um prolongamento da franquia de Cavaleiros do Zodíaco, com foco nas garotas – e sem máscaras.

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  47. Ora pois, é bem simples, uma mulher é um ser chato, sem graça e sem um pingo de honestidade, então pare de forçar esse liberalismo de merda porque todo mundo sabe que isso não funciona, vide Marvel.

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  48. Shonen = Rapazes… Jump = pulo, lançamento… Shonenjump = lançamentos [ de quadrinhos ] para rapazes… Se fosse pra ter heroínas, não seria Shoujojump? :|

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  49. Vamos lá, concordo com a maior parte do q está no artigo, mas será que dessa forma não está bom? A maioria das pessoas q tentam a Jump querem um mangá de luta ou esporte inspirado em clássicos como Slam Dunk, Dragon Ball ou Saint Seya fazendo assim um CTRL c + CTRL V com o mesmo tipo de protagonista ou fórmula Jump. Querendo ou não todos pensam em seguir a tendência do mercado e não querem inovar muito, fazendo até msm com q mangakás mulheres criem garotos como protagonistas ao invés de lindas e fortes mulheres ( ex: Blue Exorcist, Fullmetal Alchemist e D.Gray-man), por medo de represália do público em q a editora visa.
    O que falta é coragem dos nossos homens e mulheres promissores mangakás assumirem suas paixões por Sakura Card captor, Sailor Moon, Madoka Magica e Blood + e criarem mangás com mulheres sendo protagonistas e quebrando esse tabu de q “shonen é pra garotos”, e nossos lindos editores, por favor, mangá é de todos os gêneros! Entenderam? Jya ne.

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