JBC facilita acesso a mangá tirando ele das bancas

7 mar

A crise está pegando todo mundo, né minna, e cada editora vai arranjando formas de economia. A Alto Astral, por exemplo, economiza papel cortando capítulos dos mangás dela que ela julgou não tão bons assim. Mas a crise também afeta empresas maiores, e a JBC soltou um comunicado hoje que corrige certas decisões estratégicas da empresa.

O comunicado foi enviado a toda a Imprensa Especializada (pff)… quer dizer, eu não recebi nada, por isso vou roubar o texto do comunicado lá do Biblioteca Brasileira de Mangás. IKIMASU ler o que eles mandaram:

Segundo a JBC, o mangá deixará de ser distribuído para as bancas e ficará apenas nas livrarias e lojas especializadas igual Blame (que é do mesmo autor). Até aí normal, provavelmente eles devem ter percebido que o público do mangá estava na livraria, e por isso acharam melhor corrigir a rota originalmente traçada. Isso acontece com qualquer editora.

Só não entendi o texto que a JBC mandou para nós jornalistas da Imprensa Especializada (pff): como assim essa mudança vai facilitar os leitores encontrarem os volumes do mangá? Porque assim, dei uma busca por “Sidonia” em duas redes de livrarias e encontrei todos os volumes à venda, então as livrarias e lojas especializadas já estavam recebendo o produto antes da mudança. Você corta uma opção de compra (a banca) e diz no release que isso vai facilitar a vida do leitor? Então tá, né.

De qualquer forma, boa sorte à JBC na empreitada. Realmente não é todo mangá que funciona na banca e as livrarias são uma boa alternativa de compra.

Anúncios

19 Respostas to “JBC facilita acesso a mangá tirando ele das bancas”

  1. Gabriel Dantas 07/03/2017 às 13:53 #

    JBC e sua transparência com o público… Isso é coisa de brasileiro mesmo, prefere ter só uma opção do que muitas e ainda se acha no lucro.

    Curtir

  2. pg 07/03/2017 às 13:55 #

    A unica coisa que fez foi banir Sidonia da minha cidade,que nem os mangás da New Pop, que nunca mais vi quando passaram a ser de livraria

    Curtir

  3. Frango com Farofa 07/03/2017 às 14:41 #

    Tá difícil esse negócio de bancas. Se até mesmo o estúdio do Mauricio da Sousa migrou pro digital…

    O QUE SERÁ DOS TARADOS POR MARCADORES DE PÁGINA?

    PS.: Sim, tem gibis da Turma da Mônica no Social Comics. Pelo visto essa plataforma está indo bem. Dá pra superar a ausência do cheiro de papel novo.

    Curtir

  4. Fabio Rattis 07/03/2017 às 16:24 #

    vai mudar nada, nunca encontrava Sidonia nas Bancas aqui perto de casa.

    Curtir

  5. FeripeHatsune 07/03/2017 às 16:46 #

    Quero ver qual será a desculpa da JBC quando a galera parar de comprar o impresso nas ditas livrarias e começar a consumir só digital.

    Curtir

  6. Apo 07/03/2017 às 17:00 #

    Vai ser fácil agora encontrar esse título pra todo mundo.

    Curtir

  7. Mario Bergen 07/03/2017 às 20:14 #

    Faz todo o sentido, já que os gibis que vão pras brancas e não são comprados voltam pra editora, dificultando achar na banca mais tarde. Acabando com o abastecimento do título da banca, eles irão se concentrar nas livrarias e mais volumes irão para elas, aumentando o estoque disponível.

    Curtir

  8. MaisDeOitoMilComentários 08/03/2017 às 02:20 #

    Lógica esquerdista simples e elementar. Acabar com uma coisa fazendo exatamente o oposto do que pode resolvê-la, como achar que vai resolver os problemas com as drogas legalizando-as, por exemplo.

    Eu até iria concordar com o @Mario Bergen, se a lógica dele não tivesse uma falha fatal. Ao se reduzir a disponibilidade para menos lugares, invariavelmente vai tornar mais difícil de encontrar, isso por definição. Considerando que ainda seja a mesma quantia de mangás impressos… Como fica mais fácil de encontrar algo, se o números de lugares que você pode achar também será menor?

    A não ser por algum ângulo muito particular de alguns indivíduos que vão se beneficiar disso, no quadro geral vai piorar muito, pois há bem menos livrarias do que bancas. Aqui na cidade só tem uma livraria, por exemplo, que abriu há pouco tempo. A antiga livraria/”grande banca oficial” fechou já faz uns bons anos e agora só dependemos das pequenas bancas e por sorte dessa livraria que acabou de abrir. Se não fosse ela…

    Ou seja, mesmo com o roda-roda circular de títulos, quem compra um mangá sabe no mínimo quando esperar pra ir na banca comprar ele, ainda mais por ser um título que já tá em publicação há um tempo; não é nenhum primeiro volume. O que fica mofando lá nas bancas, é por que não deve vender mesmo. Mas ele ao menos tem que estar lá disponível como opção para quem tem a banca como meio preferencial ou único meio de comprar seu querido mangá.

    Curtido por 1 pessoa

  9. Apo 08/03/2017 às 08:03 #

    Lógica esquerdista simples e elementar. Acabar com uma coisa fazendo exatamente o oposto do que pode resolvê-la, como achar que vai resolver os problemas com as drogas legalizando-as, por exemplo.

    Eu até iria concordar com o @Mario Bergen, se a lógica dele não tivesse uma falha fatal. Ao se reduzir a disponibilidade para menos lugares, invariavelmente vai tornar mais difícil de encontrar, isso por definição. Considerando que ainda seja a mesma quantia de mangás impressos… Como fica mais fácil de encontrar algo, se o números de lugares que você pode achar também será menor?

    A não ser por algum ângulo muito particular de alguns indivíduos que vão se beneficiar disso, no quadro geral vai piorar muito, pois há bem menos livrarias do que bancas. Aqui na cidade só tem uma livraria, por exemplo, que abriu há pouco tempo. A antiga livraria/”grande banca oficial” fechou já faz uns bons anos e agora só dependemos das pequenas bancas e por sorte dessa livraria que acabou de abrir. Se não fosse ela…

    Ou seja, mesmo com o roda-roda circular de títulos, quem compra um mangá sabe no mínimo quando esperar pra ir na banca comprar ele, ainda mais por ser um título que já tá em publicação há um tempo; não é nenhum primeiro volume. O que fica mofando lá nas bancas, é por que não deve vender mesmo. Mas ele ao menos tem que estar lá disponível como opção para quem tem a banca como meio preferencial ou único meio de comprar seu querido mangá.

    Esse são os tempos de soluções mirabolantes que não resolvem nada o problema.

    Curtido por 2 pessoas

  10. Mario 08/03/2017 às 16:26 #

    Parem de chorar colocando esquerda e direita em tudo. Ajam com o mínimo de decência e entendam que post de site de cultura dos otacos não é lugar pra falar de política.

    Curtir

  11. Naja 08/03/2017 às 16:59 #

    né, a pessoa não sabe dar uma pausa pra se divertir e levar a vida menos a sério, sempre fazem questão de se mostrarem super politizados

    Curtir

  12. MaisDeOitoMilComentários 09/03/2017 às 10:31 #

    Bom, na verdade eu sou o último que gostaria de politizar, sinto muito por isso, meus caros. Mas é o que acontece…

    Mas o fato é que de “ambos os lados”, digamos assim, vemos todo tipo de sugestões de solução de problema, como diriam o colega alí, mirabolantes. Mas certas coisas não tem condição de se aceitar…

    Tem gente que parece que se faz de bobo sugerindo coisas inaceitáveis, que só por meio de um duplo twist carpado mental (lol), que parece fazer sentido na cabeça dessas pessoas. Vai entender. Eu me sinto na obrigação de não deixar isso passar batido.

    Não se pode deixar enganar por lógica falaciosa, as vezes o nosso senso de “politicamente correto” nos impede de enxergar uma questão óbvia e passa a nos sugerir uma solução “aceitável”, mas que não serve de coisa nenhuma, entendem? A linguagem escorregadia que a JBC usou para poder restringir (ah! a palavra correta) a publicação para livrarias é só um exemplo disso, eles estão fazendo justamente o contrário do que estão falando. Não podemos cair nesse tipo de falácia.

    No mais, deixa pra lá, continuemos com o nosso pão e circo de sempre.

    Curtido por 1 pessoa

  13. Apo 09/03/2017 às 17:43 #

    Pra quem gosta de reclamar de política infelizmente é onde as ideologias estão adentro do entretenimento e cultura. Esse site é um exemplo vivo disso, sei que muita gente não gosta de comentar nuances políticas. Mas a ideologia fica estampada em muitos canais informativos de entretenimento, quer queiram ou não.

    Eu mesmo odiava quando isso era levado para esse nível, mas aprendi que não tem jeito. Sim, devemos colocar ideias em choque e escolher a melhor delas. Ainda mais quando o pensamento de esquerda está usando a cultura para massificar sua ideologia e já dominaram a educação.

    Curtir

  14. Apo 09/03/2017 às 17:45 #

    Não se pode deixar enganar por lógica falaciosa, as vezes o nosso senso de “politicamente correto” nos impede de enxergar uma questão óbvia e passa a nos sugerir uma solução “aceitável”, mas que não serve de coisa nenhuma, entendem? A linguagem escorregadia que a JBC usou para poder restringir (ah! a palavra correta) a publicação para livrarias é só um exemplo disso, eles estão fazendo justamente o contrário do que estão falando. Não podemos cair nesse tipo de falácia.

    De fato, devemos usar de nosso senso crítico sempre e ser estimulado a isso.

    Curtir

  15. Nat 12/03/2017 às 10:24 #

    Que comentários loucos, gente, hahaha. A direita não tem jeito.

    Curtir

  16. crx.edu@bol.com.br 12/03/2017 às 14:02 #

    Esse é o futuro. Talvez não por vontade dos leitores ou editoras, mas no caso das editoras elas migrarão para comics shops e livrarias (muitas com loja on line) todo seu portfólio. Hoje elas pagam entre 40% e 60% do preço de capa para a Dinap. Com a econômica em resseção, com uma quede de 8,9% na venda de livros em 2016 a coisa deve estar difícil. Em 2019 a coisa ficará muito pior, pois em 2009 quando o CADE aprovou a compra da Cunha F. pela Abril, ficou acertado que a Dinap não poderia romper contratos ou negar-se a realizar distribuição a empresas que a procurassem, desde de que o contratante concordasse com a clausulas econômicas. A Dinap tem liberdade sobre as cláusulas econômicas. Essas regras valem por 10 anos, ou seja, em 2019 a Dinap terá liberdade para trabalhar como quer e com quem quer. Caso ela queira rescindir um contrato com alguma editora ela poderá fazer de forma unilateral.
    Não é que eu concorde ou discorde com a migração para livraria ou comic shops, há vantagens, há desvantagens. O fato é que esse deve ser o futuros dos quadrinho no Brasil (incluindo mangás).

    Curtido por 1 pessoa

  17. Mario 12/03/2017 às 19:22 #

    A questão é que aqui não é lugar de falar de política. Não é. Você pode falar que discordou de algo, mas não venha falando que isso é coisa de esquerda ou coisa de direita. Isso é burrice.

    Curtido por 1 pessoa

  18. Ciro Monteiro 12/03/2017 às 19:32 #

    Cara, só o fato de uma “publicadora” (pq na verdade não existe um trabalho editorial por parte da JBC, ou da panini, que só adaptam e traduzem textos) ter mais destaques do que as obras que tá publicando, representa muito o mercado de mangás: é um nicho pequeno e que não tem perspectiva de ampliação.

    Curtir

  19. Apo 12/03/2017 às 19:39 #

    Muitos lugares não são lugares de falar de política, mas tem ideologia política embutida em nossa cultura.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: