Os melhores mangás que li em 2016

29 dez

Ano passado eu estava completamente sem pauta e precisava dar uma enrolada no Mais de Oito Mil, aí decidi fazer um post de leituras do ano no qual eu podia dividir em duas partes e tudo render mais. Aparentemente vocês curtiram, porque tá todo mundo me cobrando esse balanço anual. Pois bem, aqui está a minha lista com os melhores mangás que eu li este ano!!!! Mas como até suruba funciona com regras, eu decidi limitar por coisas que saíram apenas esse ano ou que estão sendo publicadas esse ano pra não virar zona. IKIMASU para os mangás!!!

Assassination Classroom de novo… (Panini)

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Eu já havia falado de Assassination Classroom ano passado e dessa vez sou obrigada a colocar novamente na lista dos melhores. Mas que mangá fantástico, minna! A forma como o autor constrói a história, o carisma dos personagens, o desenvolvimento da trama, as críticas nas entrelinhas… E agora a história tá entrando na parte de mostrar o passado dos personagens e logo mais será revelada a origem do Koro-sensei. De verdade, se você não começou a ler esse mangá pra ontem você não sabe o que tá perdendo.

Quack (Editora Draco)

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No primeiro Henshin Mangá a JBC descobriu Kaji Pato. um simples desenhista de uma simples história de humor chamada Quack. Ele foi chamado pela editora Draco e publica o melhor mangá brasileiro em publicação no Burajiru (ok, não tem taaaantos concorrentes assim, mas o trabalho é bom, viu!). Digo ainda que nos tankos o autor melhorou a falta de foco que rolou no One Shot e os personagens estão muito mais vivos. Aliás, que traço lindo, melhor que muito autor japa que vocês pagam pau (cofcofhajimeisayamacofcof)! Meu único problema mesmo é com algumas ofensas meio homofóbicas que o Colombo fala pro Baltazar. Felizmente, o autor até publicou um vídeo recentemente falando sobre o tema e mostrou ser muito aberto à conversa e críticas (ao contrário de 90% dos autores brasileiros). Ah, e pros admiradores de papel, a qualidade dos tankos de Quack é MARAVILHOSA.

Divisão 5 (Editora Draco)

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Esse ano a editora Draco lançou no Anime Friends uma antologia de quadrinhos shonen chamada… hm… Dracomics Shonen (criativo heim). Como é de se esperar de uma antologia, o nível de qualidade flutuou muito, e teve história ali que era tão ruim que preferia ser esmagada pelo encalhe de Futari H da JBC. Só que a história Divisão 5, de Rafael Santos e Wagner Elias, é simplesmente uma coisa GENIAL. É bem desenhada, é bem escrita, consegue apresentar tudo em 20 páginas e deixar o leitor ansioso para ler a continuação. Ah, e não estou falando que é genial no padrão brasileiro, e sim no mundial mesmo. A história é realmente incrível. Se tiver a oportunidade de lê-la, leia. E se algum dos autores estiver lendo essa matéria, pelo amor de kami-sama arranjem alguma editora para publicar isso num tanko!!! A ideia é legal demais para morrer!!!

My Hero Academia (JBC)

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Eu não curto ler scans e nem ver anime legendado porque me incomoda a dublagem japonesa, então o máximo de conhecimento que eu tinha com My Hero Academia era o básico de “é o grande sucesso da jump” pra cá e “tem muitos jogos de palavras intraduzíveis que a JBC vai ferrar” pra lá. Peguei sem nem ter ideia muito da história e me impressionei bastante com o mangá, ele tem um clima bem Shonen Jump (ah vá!) e os personagens são muito torcíveis. E com essa atual febre de tranqueiras de heróis ocidentais por causa do cinema e das séries de TV, a ambientação da história é bem fresca na nossa cabeça. E quanto à adaptação, achei a versão da JBC bem competente mesmo e os fãs bem implicantes. A melhor forma de mostrar isso foi que no segundo volume apareceu uma personagem chamada Trapézio Descendente, os otakinhos surtaram um monte na internet por causa do meme do Bambam até que descobriram que o nome da personagem, se traduzisse, seria Trapézio Descendente mesmo.

Helter Skelter (NewPOP)

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Anunciado ano passado durante o NewPOP day em meio a dezenoves mangás de Madoka e mais outras trocentas light novels, o mangá Helter Skelter é um tipo de mangá que devemos consumir com calma. Tem pouco texto e o traço é bem simples, mas é preciso ir com calma pra não ficar na bad. A autora Kyoko Okazaki conseguiu contar uma história sobre a ditadura da beleza com o tom grotesco que o assunto necessita. Essa foi uma leitura que mexeu muito comigo esse ano. Observação Importante: deixem pra ler o editorial que está no fim depois do mangá, porque ler antes e saber o que houve com a autora após a publicação do mangá vai te deixar ainda mais na bad.

E esses foram os títulos que mais gostei de ler nesse ano. No próximo post, que deve entrar amanhã, vocês poderão saber as piores coisas que tive contato nesse 2016.

16 Respostas to “Os melhores mangás que li em 2016”

  1. Häagen-Dazs do Temer 29/12/2016 às 00:38 #

    Pô, Mara, sem Fullmetal Alchemist na lista? Não curte ou não leu?
    E AC eu li dois volumes e achei chatíssimo, desculpa.

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  2. Nat 29/12/2016 às 00:42 #

    Helter e MHA eu tenho e adoro! Achei que o mangá de heróis trouxe o clichê bem aplicado até e, embora pareça ser IMPOSSÍVEL o Japão nos brindar com histórias sem fanservice, MHA traz tipos físicos diferentes, personalidades, poderes, limites e fraquezas que torna o plot bem mais palpável… Tenho gostado de acompanhar, vamos ver se mantém o nível xD

    Helter Skelter tem um filme, não sei se já assistiu. Atuação oriental é diferente do que conhecemos e estamos acostumados, mas eu gostei da experiência :3
    Gosto principalmente do traço desse mangá, que não parece especificar uma única etnia, fazendo com que essa crítica estética se estenda para todos os lugares. Sei lá, pessoal gosta de falar que tal país tem obsessão pela aparência, quando cada lugar tem seu próprio padrão. Acho uma leitura super válida.

    Quanto aos outros, não conheço, mas quadrinho nacional sempre vale a pena acompanhar :3 Vou dar uma olhadinha nas outras indicações~

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  3. majorrhafa 29/12/2016 às 00:46 #

    Gosto de ver coisas como essa materia que me fazem conhecer material novo pra consumir, mas muitas vezes já fui em algo q vc indicou como bom e não me atrair e outras que você disse serem ruim e serem muito instigante pra mim, porém, Helter Skelter já havia me chamado a atenção e pela sua descrição o interesse só aumentou, obrigado!

    Ps. Já acompanho o blog a algum tempo e acho sua opinião umas das poucas sensatas entre a midia especializada (pff) mas que é de uma falta de parcialidade absurda, oq talvez seja a alma desse seu blog e talvez do seu carisma, desejo sucesso em 2017 e um abraço!!

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  4. iandimas 29/12/2016 às 01:01 #

    Alguém paga pau pro traço horroroso do Hajime Isayama?

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  5. JF 29/12/2016 às 02:06 #

    passado dos personagens em assassination classroom ? Mas eles são adolescente/crianças ainda lol.

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  6. Apo 29/12/2016 às 08:27 #

    Esse Helter Skelter só pela proposta acendeu meu Alerta Vermelho:

    É o alerta que dispara na minha cabeça quando o artista demonstra, de maneira consistente, antipatia ou ódio por alguns dos seguintes conceitos (que deveriam ser vistos como coisas boas e desejáveis por uma pessoa saudável)

    http://profissaocinefilo.blogspot.com.br/2015/08/alerta-vermelho.html

    Espero estar enganado.

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  7. BK 29/12/2016 às 09:12 #

    assassination classroom eu queria ter lido desde o começo. agora tá muito longe

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  8. Antônão 29/12/2016 às 09:34 #

    @Häagen-Dazs do Temer

    Só da JBC ter continuado com a descaracterização de FMA (nota: não existe “federal”, já que Amestris não é uma federação, nem segundo a autora, nem segundo o mangá e nem segundo os databooks), ele já merece estar na lista de piores.

    Grande mangá, péssima localização.

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  9. Eduard Santos 29/12/2016 às 10:02 #

    Tenho comentários a fazer sobre AC, da lista o unico que acompanho. Não sei o final da história e estou lendo apenas pelos mangás que a Panini lança (ou seja, os spoilers que colocar no texto a seguir concernem ao que a obra apresentou até o volume 15).

    Em outro post eu já elogiei e muito a proposta de AC, a sua crítica ao sistema de ensino, etc e tal. Sou professor e esse mangá traduz muitos conceitos do campo da educação, de uma educação transformadora e formadora de discentes críticos.

    Ponto.

    Agora, eu vejo uma queda brutal de qualidade a partir de (SPOILER) (SPOILER) quando eles enfrentam o Deus da Morte e vencem (SPOILER) (SPOILER). A partir daí o autor precisa aprofundar dois personagens fundamentais da obra e caga monstruosamente: o diretor Asano e a Kayano. São supostos plot twists que realmente não funcionam na obra. No caso do diretor, é só para se livrar dele como um adversário em potencial. Seu passado de (SPOILER SPOILER SPOILER) ser um bom professor a lá Koro-Sensei e, por causa da morte de um aluno, enlouquecer e mudar sua diretriz educacional (SPOILER SPOILER SPOILER) não faz sentido algum. Se ele é um personagem tão inteligente e perspicaz quanto foi apresentado, não seria algo assim que abalaria suas convicções morais. Para ter o domínio de tantas matérias como Asano domina, você necessita ter uma compreensão maior do mundo e saber como o sistema funciona, como o mundo é, as suas variantes, que, principalmente, ele é desigual e injusto. O personagem deveria ter consciência disso de saída. Mas o autor tentou simplificar a história, tanto pelo número de páginas que dispunha como para o público ao qual ela é destinada, e um personagem fundamental acabou sendo jogado no lixo por uma backstory mal feita.

    Kayano é no mesmo sentido, mas ela é ainda mais superficial. (SPOILER SPOILER SPOILER) Ela culpa Koro-sensei pela morte de sua irmã e busca de qualquer forma vingar-se. E faz de tudo para isso. (SPOILER SPOILER SPOILER). Sua sede de vingança dura alguns capítulos, e logo ela é restabelecida ao grupo normal dos alunos. Tudo isso apenas para construir um gancho e uma oportunidade do Koro-sensei contar o seu passado. O autor ainda tenta demonstrar que Kayano tem uma força de vontade sobrenatural por (SPOILER SPOILER SPOILER) aguentar os tentáculos (SPOILER SPOILER SPOILER), mas em vão, tudo parece inventado de ultima hora.

    Apenas faço esta crítica porque acho os outros personagens bem construídos (e estamos falando de MUITOS, afinal, uma classe inteira + professores + potenciais assassinos). Mas ao se aproximar do fim da obra, como acontece com vários mangakas, o autor já dá sinais de esgotamento e falta de criatividade para o roteiro.

    Era só essa crítica que gostaria de fazer. No todo, acho uma boa obra, mas nada tão especial. Vou colecionar até o fim e expor com orgulho e, quiçá, utilize nas minhas aulas.

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  10. Gabriel 29/12/2016 às 14:05 #

    Olha só, nem a Mara consegue ser do contra a ponto de não gostar de Boku no Hero Academia

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  11. Igor Lunei (@igorlunei) 29/12/2016 às 16:43 #

    Uia, que bom que tu gostou de Boku No Hero Academia. Achei ele bem simples e divertido de acompanhar, tanto no mangá quanto no anime.

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  12. H0tsh0t 29/12/2016 às 20:31 #

    Seriao que você Quack bom mara ? que bosta …. não é nem por ser nacional e tal, mas é pq acho feio e chato mesmo. Mas ledd é legal.

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  13. Kaji Pato 29/12/2016 às 22:32 #

    valeu pelo texto!!! obrigado pelo apoio e caso tenha críticas é só falar!!!

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  14. Vini 29/12/2016 às 23:36 #

    Trapézio descendente. Kkkkkkkk Tá aí uma coincidência, onde os fãs acharam que era referência ao meme do Bambam.

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  15. Fabio Rattis 04/01/2017 às 11:23 #

    Birlllllll, tá saindo da jaula o monstro.

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